Portugal – Costa do Marfim: O hino

Curioso. Durante a transmissão do hino de Portugal, só 3 jogadores não cantaram. Por coincidência, foram os 3 que não falam português de Portugal: Deco, Liedson e Cristiano Ronaldo.

Portugal / Costa do Marfim, um mar de dúvidas

Vi o jogo e fiquei cheio de dúvidas.

Portugal entrou para não perder e não para ganhar, esta não é sequer uma dúvida. Mas Portugal não está lá para ganhar?

No primeiro tempo jogaram mesmo onze contra onze? Se sim, porque é que havia sempre um jogador português a menos e dois ou três costa-marfinenses a mais? E Dani? Jogou? Então porque é que eu não o vi jogar, apesar de o ver em campo? E Coentrão? Porque é que só subiu uma vez em todo o jogo? Não pode jogar com a liberdade que Jesus lhe dá no Benfica? E Ronaldo pode ser abandonado desta maneira, amarrado ao lado direito sem um lateral que suba para o ajudar e libertar?

Simão estava no banco porquê? Porque é que as palavras-chave do jogo foram perro, lento, temeroso, pouco ambicioso?

Portugal tem treinador? Mesmo? Eu olhei, olhei, vi uns senhores no banco mas não vi lá um treinador corajoso. Scolari é que era mau, não era? Era brasileiro e mal-educado, não era? E agora, os que lhe apontaram a porta de saída estão satisfeitos? E se Scolari saíu, porque é que não o substituíram por um selecionador em vez de um professor?

Nani e Pepe – tudo mal explicado!

“Daqui a uma semana estou bom” disse Nani quando chegou ao aeroporto, que é exactamente o tempo necessário para o Pepe jogar, se é que joga.

A não ser que o Pepe vá treinar contra o Brasil não se percebe a pressa em mandar embora o Nani, pois este até tem a vantagem de estar em grande forma, enquanto o Pepe não joga há seis meses. Os dirigentes da federação tentam calar o caso mas na verdade o que seria necessário é que explicassem bem explicado. Os antigos jogadores ontem no Prós e Contras, foram de opinião que neste momento todos estão focados no jogo de hoje, não há tempo nem necessidade de falar do caso, o que interessa é ganhar, depois explica-se. Espero que sim!

Na Costa do Marfim a novela acerca do Drogba continua, joga, não joga, joga digo eu, embora seja de alto risco podem ficar sem ele para o resto dos jogos. Todos escondem os trunfos, embora Portugal não vá apresentar nenhuma surpresa, trata-se de roubar a bola aos Africanos e pô-los a correr, afinal é o melhor que sabemos fazer.

Eu estou convencido que não vai haver golos, empate a zero, com o Queiroz não se joga para ganhar, joga-se no erro do adversário, digo eu que já vejo tudo a correr mal e já estou com uns nervos do catano!

Quer apostar? 1 – x – 2 .

A inglesa BP a cagar no Golfo do México!

A estimativa mais optimista aponta para 1,8 milhões de litros /dia de crude que se derramam nas águas do Golfo do México, mas a mais realista aponta para próximo do dobro. São 4 000 plataformas as que operam naquelas águas e que dão trabalho a milhares de pessoas. Agora, uma delas, está a produzir o maior desastre ambiental de sempre, a destruir toda a actividade pesqueira que fornece cerca de 60% do consumo do país, bem como as actividades de lazer e navegação.

Nos próximos 20 anos o ambiente não conseguirá recuperar de tamanho desastre, toda a população que vive nas redondezas não sabe sequer se poderá continuar a viver nas suas casas. A extração do petróleo faz-se cada vez mais fundo, em condições mais dificeis e mais caras, as hipóteses de algo correr mal, são cada vez maiores. A 1 500 metros de profundidade a BP tenta sem sucesso fechar o poço, a medida mais capaz é abrir dois poços secundários e assim retirar força ao poço fora de controlo.Mas esta solução demora meses (estará operacional em meados de Agosto) e custa milhões de dólares, bem menos no entanto que os biliões de dólares que o desastre já causou e vai continuar a causar.

Luisiana, Missipi, Alabama e Florida os territórios afectados têm milhares de trabalhadores a tentarem conter a “maré negra”, que mata peixes, animais, aves e homens, estes, daqui por uns anos vão padecer de problemas de saúde como já está a acontecer na Costa Galega, após a “maré negra” de muito menores proporções de há uma dezena de anos.

A tectónica de placas

 

(pormenor- adao cruz)

Tenho novamente entre mãos o magnífico livro “O Espectáculo da Vida”, de Richard Dawkins. Diz-me a minha filha, da área das bioquímicas e das físicas, que este livro é dos mais fascinantes que já leu, e aconselha-o vivamente a todos os amigos. Concordo plenamente com ela, e, por isso, voltei a lê-lo. Mesmo relido, cada página é uma surpresa e um hino à sabedoria.

Claro que as pessoas especialistas nestes assuntos da evolução, poderão rir-se da minha ignorância e da minha surpresa perante factos e fenómenos que eles conhecem bem. Não são coisas da minha esfera científica. Mas eu não me importo. [Read more…]

Vuvuzelas, venham elas?

( Ou, Como Proceder Se o Seu Filho, de Repente, Lhe Pedir Uma Vuvuzela )

Se há desprazer que não me vejo dar a alguém, é o de me ouvirem vuvuzelar.

Amanhã, com a entrada em cena de Portugal, prevê-se um aumento exponencial do vuvuzelanço cá no rectângulo. Eu até vuvuzelaria com gosto se, vuvuzelando, fizesse música ou disso me aproximasse.

Mas não. A praga vuvuzeleira, comparo-a a um enxame de gafanhotos -sim, já assisti a pragas de gafanhotos- e eu não gafanhoto, por hábito e educação. Nunca gafanhotei, logo não vuvuzelo. Talvez vuvuzelasse, não fosse o vexame de gafanhotar. Se algum dia vuvuzelarei, ainda que a sós? Duvido, mas não garanto. Quem vuvuzela parece feliz, mesmo se para infelicidade dos outros.

Quem não concorda comigo, é o meu filho: -Não vuvuzelarás, disse-lhe eu alto e bom som quando me pediu uma vuvuzela, ainda por cima verde, vermelha e  amarela. -Não é justo, acusou ele, se todos vuvuzelam porque razão não vuvuzelo eu também? -Porque não, respondi o mais racionalmente possível. -Mas, pai, o meu sonho é ser vuvuzelista numa orquestra vuvuzelária, confessou o puto com o sonho de uma vida a desfazer-se e as lágrimas a rasgarem os olhos.

Felizmente salvou-me a irmã dele, que interveio dizendo: -Eu, se fosse presidente da câmara de Vouzela, já tinha um slogan para aumentar o turismo durante o Mundial – “Vouzela, terra livre de vuvuzelas”. Uma terra onde ninguém vuvuzelasse era um descanso.

-E pode-se ser presidente de uma câmara? perguntou o meu filho. -Claro, disse eu, qualquer um pode. -Ah, então, em vez de vuvuzelista, vou ser presidente da câmara de Lisboa. Ou do Porto.

Inquietei-me. Vuvuzelista ou vuvuzelador, ainda vá, agora presidente de câmara… Por estas e por outras é que esta juventude está perdida. Só querem coisas que dão cabo da paciência aos outros.

A quem serve a RTP pública?

Um estado em falência, cada vez mais endividado, com uma economia exígua e a decair, a primeira lição a tirar é que um Estado assim não é sustentável. Ouve-se que é preciso fechar Centros de Saúde e Escolas, despedir funcionários públicos, congelar concursos e progressões, mas ninguem ouve falar na RTP pública.

Ninguem ouve falar das centenas de milhões que o Orçamento Nacional todos os anos transfere para a RTP para que faça um serviço que pode ser feito por outros, imensamente mais barato. Há serviços públicos importantes que devem ser mantidos (RTP África, RTP internacional…) sem dúvida, mas esse tempo de antena pode ser comprado às televisões privadas. Sem custos fixos, sem megalomanias, sem pessoal a ser pago de forma milionária, sem estruturas caríssimas que custam milhões ao contribuinte.

Aumentam-se os impostos, acabam-se as SCUTS, diminuem-se as pensões, reduzem-se os subsídios, fecham-se escolas e Centros de Saúde desertificando o interior do país, tudo se lança mão para alimentar o monstro insaciável, mas cortá-lo no que não faz diferença nenhuma em termos de serviço, mas muito em termos de poupança, aí o governo e os políticos não mexem.

Será por causa dos telefonemas do gabinete do primeiro ministro a alinhar os telejornais? E será por isso que se pagam estes vencimentos?

– A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.

– José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.

– O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.

De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
recebe 7.786 euros

Outros escândalos:
– Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
– Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
– Pivôt João Adelino Faria: 9.736
– Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
– Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
– Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
– Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
– Rosa Veloso, jornalista: 3.984
– Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
– Rui Lagartinho, repórter: 2.530
– Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
– Isabel Damásio, jornalista: 2.450
– Patrícia Galo, jornalista: 2.846
– Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
– Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
– Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
– Helder Conduto, jornalista: 4.000
– Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
– Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
– Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
– Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
– Anabela Saint-Maurice: 2.800
– Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
– João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
– António Simas, director de meios: 6.200
– Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
– António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
– Margarida Metelo, jornalista: 3.200



SCUTs e Portagens

Hoje o JN dedica dois artigos de opinião ao tema. São ambos de leitura obrigatória:

Direito de Resistir (CAA)

Toca a pagar (RB)

Acresce esta notícia no Diário Económico

Os que não pagam (DE)

e dois blogues a desconversar: Deus e a Minoria

Caracóis à Algarvia, a receita


Se excluirmos os produtos do mar, os caracóis são, sem dúvida, o grande petisco do verão para algarvios e alentejanos.

Há quem prefira as caracoletas (maiores e mais escuras), quem goste apenas dos caracóis (mais pequenos e com coloração castanho-amarelada) e quem misture ambos no mesmo tacho. Claro que, para muita gente, a simples ideia de comer caracóis é repugnante. Mas perca o preconceito e prove-os à algarvia, feitos com aquela simplicidade que apenas os pratos do sul possuem e que transforma os ingredientes mais vulgares em verdadeiros manjares.

Está pronto para a receita? [Read more…]

Nova Lei da Água: tanta norma, tanta confusão!

Muitos não sabem…

Nova Lei da Água – Facturação e Medições:

A facturação no encadeamento das normas que presidem à sua marcha…

A Lei dos Serviços Públicos Essenciais prescreve – quanto à facturação – normas precisas:

Periodicidade:

Rege o artigo 9.º, como segue:

“1 – O utente tem direito a uma factura que especifique devidamente os valores que apresenta.

2 – A factura a que se refere o número anterior deve ter uma periodicidade mensal, devendo discriminar os serviços prestados e as correspondentes tarifas.

3 – …”

Pagamento Parcial:

O artigo 6.º permite ou autoriza o “direito a quitação parcial”.

Eis, adaptadamente, os seus termos:

“Não pode ser recusado o pagamento de um serviço público, ainda que facturado juntamente com outros, tendo o utente direito a que lhe seja dada quitação daquele, salvo se forem funcionalmente indissociáveis.”

Prescrição e Caducidade:

Repare-se no que se estabelece a este propósito:

1 – O direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação.

2 – Se, por qualquer motivo, incluindo o erro do prestador do serviço, tiver sido paga importância inferior à que corresponde ao consumo efectuado, o direito do prestador ao recebimento da diferença caduca dentro de seis meses após aquele pagamento.

3 – A exigência de pagamento por serviços prestados é comunicada ao utente, por escrito, com uma antecedência mínima de 10 dias úteis relativamente à data-limite fixada para efectuar o pagamento.

4 – O prazo para a propositura da acção pelo prestador de serviços é de seis meses, contados após a prestação do serviço ou do pagamento inicial, consoante os casos.

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O Ministério da Educação e a limpeza…

O Ministério da Educação está a transformar-se no Ministério do Ambiente escolar, limpa tudo o que for preciso para melhorar as estatísticas. O chumbo, esse material perigoso se não utilisado com parcimónia, está a ser varrido das escolas.

Aluno com chumbo a mais deixa de ser considerado nas contas do ensino regular e é desviado para as vias profissionalizantes, reforma assaz profunda e séria introduzida por David Justino do PSD e aprofundada por Maria de Lurdes Rodrigues do PS. Claro que nada disto tem a ver com uma real melhoria na qualidade do ensino ou dos alunos. Os alunos com dificuldades podem continuar os seus estudos sem avaliação e sem exames, não contando para as taxas de retenção e de transição.

Há um aumento dos alunos nos cursos profissionais e uma retracção nos cursos regulares, a que há a juntar os alunos dos cursos das Novas Oportunidades o que representa cerca de 60% da população que o ME apresenta agora como estando no ensino secundário e que não precisam de realizar exames nacionais para concluir o 12º ano ou equivalente!

O Ministério do Ambiente e da Educação talvez seja mais apropriado embora um bocado comprido…

Nani com doping?


É uma das explicações que corre para o afastamento de Nani do Mundial da Africa do Sul. Baseiam-se os autores dessa explicação no excelente momento de forma que o jogador atravessava, no abandono da Selecção dias antes do controle anti-doping que foi realizado e em todos os acontecimentos que rodearam a alegada lesão.
Como é lógico, não sei se isto tem o mínimo fundamento, mas sei que é tudo muito estranho: o jogador lesiona-se num treino em Portugal, mas ninguém repara a não ser na Africa do Sul; o jogador regressa a Portugal a carregar bagagens cujo peso é incompatível com uma lesão grave no ombro; e para cúmulo, diz que daqui a uma semana já estará bom.
Ora, se daqui a uma semana está bom, já podia jogar com o Brasil e até com a Coreia do Norte. No fundo, só falhava o primeiro jogo.
Alguém que explique cabalmente o que se está a passar por favor.

Ai, falavas, falavas, Rui Pedro…

Negou-se a prestar declarações na Comissão para apuramento da verdade sobre o negócio PT/TVI. Rui Pedro Soares que ganha por mês o que não ganharia por ano se não fosse amigo de Sócrates e militante do PS, vem agora falar quando teve o tempo todo para o fazer na Comisssão, mas aí, fez uma declaração vexatória para defender Sócrates e a seguir remeteu-se ao silêncio.

João Semedo deputado do BE, que foi o relator, afirma que o boy foi “figura proeminente” nas duas tentativas de compra da TVI, uma por parte da PT, outra por parte do Taguspark e que “se empenhou pessoalmente nessas duas tentativas, promovendo diligências nesse sentido, conduzidas sob grande reseva e por sua exclusiva iniciativa”. Além de militante do PS é amigo de Armando Vara, José Sócrates, Paulo Penedos e Mário Lino. Acresce que à altura dos factos era administrador da PT e da Taguspark.

O Inquisidor – Mor, Rui Pedro Barroso Soares, vem agora dizer que “as semelhanças entre esta comissão e os julgamentos da Inquisição não são pura coincidência” .

Por acaso não sabia que  as testemunhas do caso tinham sido sujeitas a torturas para se obter a verdade, mas eu se fosse ao Rui Pedro não dava ideias. É que sujeito à tortura da roda falava, tornava a falar e dizia tudinho…

Há alturas que é uma pena…

Solidariedade Ferroviária

“Como é do vosso conhecimento, faleceu o nosso colega Fernando José Rico de Matos, colhido por um comboio, em Riachos, quando tentava ajudar dois idosos em situação de risco.

Um grupo de colegas tomou a iniciativa de lançar um apelo de angariação de fundos que, para além dos apoios que a empresa já concede neste caso, reforcem a ajuda à família (viúva e dois filhos menores), pedindo-nos a difusão do mesmo.

Os interessados em colaborar podem depositar a sua contribuição na conta N.º0639.018387.700, em nome da viúva, Maria Antónia Pita Cruz Matos, com o NIB:

003506390001838770071

na Caixa Geral de Depósitos de Ponte de Sôr.”

Fonte: fidedigna.

Arábia Saudita ajuda Israel a atacar Irão!

Para que os caças Israelitas possam atacar as instalações ligadas ao programa nuclear do Irão, terão que viajar cerca de 2000 Kms, limite da autonomia de vôo dos aviões. Mas a Arábia Saudita dá uma ajuda, abrindo um “corredor aéreo” limpo de radares de defesa para que os caças possam sobrevoar o território.

“Vamos olhar para o lado” dizem da secretaria de defesa, os sistemas de defesa não serão activados para os caças Israelitas poderem passar, e logo que passem, os sistemas serão reactivados ao máximo. Riad tem tanto medo do Irão como Israel e não quer que o programa nuclear siga o seu curso.

Entretanto, em Teerão, na passagem do aniversário das eleições, voltou-se a ouvir “morte ao ditador” apesar do medo que caiu sobre os que se manifestaram nas ruas o chamado “Movimento Verde” e que reinvindica ter ganho as eleições. A universidade tornou a agitar-se e houve envolvimentos de violência entre a polícia e os manifestantes. Dezenas de jornalistas foram presos e há um aparato militar e um ambiente de tensão enormes.

Num comunicado conjunto de toda a oposição, diz-se:”O regime devia avançar para termos uma imprensa livre, eleições livres e o respeito pelos direitos humanos, mas isso é o contrário do que se passa”!

Faz-me lembrar o velho aforismo : “a galinha do vizinho é melhor que a minha”!

O Estado, Thievery Corporation

Thievery Corporation, pelo contrário, boa música (clique)

as PME representam 99,5% do tecido empresarial, geram 74,7% do emprego e realizam 59,8% do volume de negócios nacional.

A estória que se segue assenta, rigorosamente, em factos irreais e consumados. De facto, irreais…

Imagine o leitor um país “abençoado por Deus e bonito por natureza”, imagine Portugal; imagine que nesse pequeno país uma parte maciça do emprego é gerado por pequenas e médias empresas (até 250 trabalhadores); imagine que muitas destas são apenas pequenas empresas (até 50) e destas muitas são micro-empresas (até 10). E, de entre estas, as nano-empresas. Temos um assim um vasto tecido empresarial de 214.527 (INE, 1998). Ou, como agora se diz, “nano, micro, pikenas e médias empresas”.

Imagine que estas empresas têm contabilidade trimestral e que, por isso, no final de cada trimestre têm que reportar às Finanças, nomeadamente entregando o iva sobre sobre os bens transaccionados no trimestre findo. Sem apelo nem agravo, o iva – um imposto sobre o consumo – será entregue ao Estado considerando a data de emissão das respectivas facturas pelas tais nano, micro, pikenas e médias empresas e desconsiderando totalmente se as mesmas facturas foram já liquidadas pelos clientes finais.

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Empobrecimento acelerado!

O país vai entrar num ciclo de empobrecimento que ainda poucos ou ninguem consegue medir. Só em juros da dívida bruta vamos pagar cerca de 5% do PIB ao ano, qualquer coisa como 2/3 do SNS!( andará pelos 8% do PIB).

Como vem acontecendo há pelo menos 10 anos a nossa economia não cresce, diverge dos outros países europeus que vêm crescendo afastando-se de Portugal.Pequena e aberta ao exterior a nossa economia depende do comportamento das outras economias, especialmente da Alemanha, motor da economia europeia e que agora, pela voz da Senhora Merkel, anuncia um pacote de medidas duríssimas, cuja primeira consequência vai ser arrefecer a economia.Arrefecendo a sua própria economia, não vai ter para já o efeito de arrastamento que estavamos à espera, para que a nossa alavancasse!

Percebe-se mal esta política seguida pela Alemanha, se a UE funciona-se como um todo, a melhor política seria atacar os diversos déficites dos países do Sul da Europa e, ao mesmo tempo, acelerar as economias mais fortes, invertendo as prioridades. Assim, aumentando impostos e com isso diminuindo a capacidade da procura interna e, cortando na despesa, a Alemanha pode estar a contribuir para uma situação de recessão que é bem mais perigosa do que todos os déficites razoáveis e, em alguns casos, virtuosos, como são os da Alemanha.E aproveitava para as suas exportações o enfraquecimento do euro face ao dólar!

Entretanto, cá no país, o FMI anda por perto o que é sinal sério de problemas, oxalá não se confirmem as muitas dúvidas que assomam aqui e ali quanto ao conhecimento real da nossa situação financeira.A grande questão é que neste quadro o Estado Previdência não é sustentável, o conceito “usador/pagador” vem aí em força como já se está a ver nas SCUTS e a seguir virá a saúde e a educação.A Segurança Social, com o desemprego em alta e a demografia a inverter a relação jovem/idoso a favor deste, não aguenta cinco anos, prazo que não é suficiente para a economia começar a crescer e o desemprego diminuir para valores muito mais baixos.

Estamos numa situação muito dificil e é pena que os nossos governantes tenham andado a mentir-nos sobre a real situação, com a desculpa de gerir as expectativas.

PT/TVI – informalmente

Foi a esta conclusão a que chegou a Comissão Parlamentar para o negócio PT/TVI. Sabemos que o primeiro ministro sabia, mas não formalmente! Não, não é isso, o que a Comissão disse é que ela, Comissão, sabe informalmente que o primeiro ministro sabia, mas não é capaz de provar que ele, primeiro ministro, sabia formalmente!

Dito assim pode parecer confuso, mas isto é cristalino como a água. A Comissão, depois de tudo fazer para não saber formalmente (o seu presidente impediu que a Comissão soubesse formalmente, subtraindo documentos que o juiz do Baixo Vouga diz que sem esses documentos não é possível saber formalmente) vem agora dizer que sabe que o primeiro ministro sabia, mas não pode provar que mentiu ao declarar no Parlamento que não sabia.

Esforcem-se!

Freios, porcos e maus

( Pormenor - adao cruz)

(Estive fora e depois de regressar adoeci. Por isso, esta ausência do Aventar. Peço desculpa de preencher o vazio ( ou talvez não), com um texto que não é meu. Nestes tempos um tanto conturbados, dentro e fora do Aventar, em que vêm à tona, com muita facilidade, valores e desvalores, eu penso que este texto do Marcos Cruz pode ser interessante).

Freios, Porcos e Maus

Devia haver um Dia Mundial do Desenfreado (pela piada fonética, até merecia ser feriado), em que todos despejássemos indiscriminadamente o que trazemos dentro, o lixo orgânico e anímico no mesmo saco, no saco do Dia. Eu, cá por mim, vou fazer de conta que é hoje e, daqui para a frente, o que este texto contiver já terá de ser lido à luz dessa ausência de critério. Normalmente, o que me acontece é pegar numa ideia mínima e desenrolá-la, como se faz à massa de rissóis. Só que depois não vou lá com os copos, aliás, se lá fosse com os copos não escreveria nada de jeito, ou às tantas até era assim que arranjava maneira de o fazer, pois quem sabe se as minhas coisas são ou não de jeito é quem as lê, incluindo eu quando assumo esse papel. Nesta última frase, confesso já, quebrei as regras, porque onde escrevi “assumo esse papel” pensei antes escrever “o faço”, mas como tinha escrito, um pouco acima, “arranjava maneira de o fazer”, achei melhor não repetir o verbo. Mas continuemos: não vou lá com os copos, em vez disso junto a massa toda e chapo-a no blogue, menos bruta, concerteza, mais espalmada, mas para vocês fazerem dela o que quiserem. Porque é que me sai das mãos, ou do rolo, menos bruta do que a ele chegou, eis a questão. Em todo o caso, é uma questão que hoje, por ser, para mim, Dia Mundial do Desenfreado, não poderei explorar, ou melhor, poder explorar até posso, mas não poderei esclarecer, porque não garanto coerência ou consistência na abordagem, ou então não seria Dia Mundial do Desenfreado e sim Dia do Freio, a que levanto desde já o dedo do meio, porque esse é todos os dias. [Read more…]

Os nossos ancestrais amavam no Chile?

Promaucaes ou clã Picunche do povo Mapuche, vestidos como antes

Queira o leitor lembrar, que ando a tentar entender o contexto da produção das crianças que cresceram. E que essa produção, não é o resultado de apenas a transferência de saber entre adultos e filhos de uma casa. Para entender esta pergunta, estudei as vidas de três raparigas de diversos continentes, nos anos 90 do Século XX: Victoria, do clã Picunche do povo Mapuche do Chile, Pilar, de Lodeitón, Paroquia de Vilatuxe, Pontevedra, Galiza, e Anabela, da aldeia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Portugal. Analisei os seus pensamentos e os da sua família. De Pilar tenho já falado. De Victoria, apenas mencionado em outro ensaio, como é o caso de Anabela. Hoje vou introduzir Victoria, do clã Picunche do concelho ou municipalidade de Pencahue, que limita com a cidade de Talca, capital da Província denominada Maule.

Os Picunche eram denominados Promaucaes pelos conquistadores, no século XVI. Na altura que os Castelhanos foram ao país frio, o chile dos Quechua, esse habitantes da hoje República do Peru, esse inimigos imbatíveis, impossíveis de conquistar nas guerras índias (Villalobos,Sergio e tal. 1974; Lizana, 1909; Ovalle, 1646 Pedro de Valdivia, 1545-1542). Os purum auca, os inimigos imbatíveis para os habitantes do norte do sul do hoje Continente americano. Os que dançam, para os Castelhanos, os que se divertem, para quem fez uma enganada tradução mapudungun das palavras. Puru, feliz para os Mapuche e para os que Mapuche têm querido entender. Para os Mapuche, Picunche, as pessoas do Norte, donde che é pessoa, e Picun, Norte. Habitantes do Norte. Do Norte do rio Choapa, que separa os lugares nos quais viviam (ver mapa das etnias). Até Valdivia entregar as terras dos nativos, aos invasores, como relata ao Imperador Carlos V, nas suas cartas citadas. Eram sessenta as famílias invasoras. Terras asaltadas, beliscadas de volta, com raiva, com lanças, com flecha e arco, perdidas e tornadas a recuperar pela compra, séculos mais tarde. Picunche que teciam, teciam a lã dos guanacos locais da Cordilheira de Los Andes, das lamas e vicunhas importadas pelos prévios invasores Inca. Tinham uma horta em cada grupo consanguíneo de lares contíguos, ou rucas, feitas de madeira e barro. Madeira não elaborada, fibra de madeira, ramas de uma árvore, plantas de junco ou coligue entretecido e enchido com lama ou barro, a quincha, como o material é ainda denominado e usado por grande parte da população do país. Antigamente, pelos Pehuenche, os Huilliche, os Picunche, os Mapuche, as várias famílias dos Rauco. Os habitantes não parentes, as vezes inimigos outras aliados, conforme for a continência dos tempos. Por engano, eram denominados Araucanos pelos Castelhanos (SilvaPereira,1998;Bengoa,1985;Villalobos,1974). Cultivavam que hoje ainda cultivam: milho, feijão verde, cabaços ou pencas, donde Pencahue, ají, a quente guinda ou piri-piri; a batata que salvou a Europa e a fez crescer demograficamente e em proteínas, e mani ou amendoim. E outras plantas não conhecidas entre nos, nos verdes vales regados pelos canais de aguas tiradas aos rios circundantes, o branco Claro, e o navegável Maule. Espantados os Castelhanos de ver um homem com tanta mulher, até seis ou sete, e tanto filho. Varias Crónicas sobre o Chile, relatam a fertilidade das terras, a fertilidade das pessoas, a fertilidade do imaginário que adjudica um deus ou espírito a cada fenómeno natural, a cada animal, a cada pessoa. Até hoje, com nomes mortos na memória, mas vivos na dos Mapuche (ver Silva Pereira, 1998). Mapuche e Picunche compartiam os mesmos deuses, a mesma cosmogonia. Que os Castelhanos apagaram rapidamente nas Doutrinas ou Reduções para as quais transferiram esses habitantes. Habitantes que, em breve, se misturaram com os Castelhanos e outros da Espanha, que aí chegaram.

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Um Moçambique que passou


Ao fim da tarde, o whisky dos administrativos, na cantina local.

Hoje é Sábado e parece-me acertado fazer uma pausa nas nossas preocupações com o devir da nação da bola, com fumos de tabacos alheios ou com a transcendência das malandragens de outras personagens que preenchem alegremente o nosso dia a dia.

Indianos, numa rua da velha Lourenço Marques.

Assim, decidi apresentar-vos uma parte importante do trabalho executado pela minha mãe ao longo de décadas. Considero estes testemunhos pictóricos, uma fonte de informação única no âmbito da compreensão daquilo que foi e representou a fase final da presença portuguesa além-mar. Na linha daquilo que Jean-Baptiste Debret fizera no Brasil durante a permanência da Corte no Rio de Janeiro, a minha mãe começou desde cedo, a recolher aspectos característicos da vida na antiga colónia de Moçambique. Interessaram-lhe sobretudo, as incontornáveis cerimónias públicas, as actividades dos quadros administrativos locais, os sectores da economia, a vida familiar e sobretudo, a sua grande paixão pelos usos e costumes daquela excepcional gente que forma aquilo que hoje reconhecemos como povo moçambicano. As cantinas onde um pouco de tudo se vendia e onde ao fim da tarde o pessoal da administração bebericava o muito anglófilo whisky, a consulta ao feiticeiro capaz de curar maleitas e de afastar os maus espíritos, as ruas onde se aglomeravam gentes oriundas do então Indostão britânico, das Maurícias e “estranhos refugiados” europeus do pós-1945, as mesquitas, a comunidade macaense ou goesa e muitos outros temas que compunham com veracidade, a realidade moçambicana daquele tempo.
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Professores – como não podia deixar de ser…

A avaliação conta para o concurso de colocação dos professores. Vários tribunais (Lisboa, Porto, Beja…) depois de terem dado provimento às providências cautelares da FENPROF vêm agora de forma definitiva dar razão ao ME e aos cerca de 50 000 professores que entregaram a avaliação conforme directiva do ministério.

Claro que os sindicatos e todos os outros professores podem recorrer até ao Tribunal constitucional. O sindicato diz mesmo que pagará as custas aos professores que quiserem accionar acções judiciais, mas isto é uma forma de fugir à responsabilidade, o sindicato devia era pagar o efectivo prejuízo de todos aqueles a quem convenceu para não cumprirem. Claro que todas estes recursos não têm efeitos suspensivos pelo que o concurso e as colocações vão mesmo ser uma realidade!

Esta decisão dos tribunais não podia ser outra por razões simples e fáceis de explicar. i) é o governo que governa, não são nem os sindicatos nem os tribunais ii) quem cumpriu não pode em caso algum ver as suas expectativas goradas por ter cumprido iii) quem não cumpriu sabia ao que se sujeitava.

Mundial – não era preciso ser bruxo…

Como escrevi  aqui no Aventar  não era de esperar grande coisa deste campeonato. A ideia de alavancar a economia e a visibilidade da África do Sul é boa, mas o país em termos de segurança deixa muito a desejar. Acresce que nos últimos tempos, a extrema direita perdeu o seu líder branco, às mãos de um grupo de jovens negros.

Racismo, nazismo e ódio, não são ingredientes para resultar uma boa caldeirada, ou antes ,caldeirada resulta, apetitosa é que não. A violência campeia, a neta de Mandela morreu num desastre e as versões são mais que muitas não se afastando a possibilidade de um atentado. Jornalistas portugueses e espanhóis, no meio do nada foram assaltados enquanto dormiam e os jornalistas que cobrem o evento não têm rebuço em dizerem que têm medo.

Os senhores da FIFA estão hospedados em luxuosos hoteis, com toda a segurança, e no fim levam uns milhões muito largos, há já quem pergunte se valeu a pena fazer o campeonato na África do Sul, mas para os senhores do dinheiro isso é assunto que se vai ver no final. Nas contas!

Entretanto, pessoas que foram assaltadas nunca mais conseguem livrar-se do pesadelo, são assaltos à mão armada de extrema violência, no país os serviços de apoio estão cheios mas as autoridades dizem que a maioria das paessoas não pede ajuda, o problema é bem maior do que mostram as estatísticas oficiais.

E Mandela com 91 anos já não tem poder nem energia para voltar a liderar o seu povo!

Oaris

Oaris é o nome iconográfico da nova automotora apta a 350 km/h desenvolvida pela empresa espanhola CAF; o animal dispõe de bogies bi-bitola (para circular nas linhas de bitola ibérica e nas de bitola “europeia”) e capacidade para trabalhar sob duas voltagens de catenária (a de 3 kV “espanhola” e a 25 kV “portuguesa” e “europeia”). Este protótipo foi apresentado recentemente no Forum Ferroviário de Valência. Com as mesmas peculiares características não existe outro comboio igual no mundo.

Houve um tempo em que a tecnologia ferroviária mundial era guiada pelos ingleses, depois pelos franceses, pelos japoneses, pelos alemães…

A saúde no espaço europeu!

http://cnaturais9.files.wordpress.com/2008http://cnaturais9.files.wordpress.com/2008/03/indicadores-do-estado-de-saude-de-uma-populacao-novo.jpg/03/indicadores-do-estado-de-saude-de-uma-populacao-novo.jpgAgora já podemos ir a tratamento, se necessário, a um qualquer país europeu. Os países depois fazem contas. O que parece é que está ainda tudo muito no ovo, não se sabe bem o “modus operandi”, há limites, será para todas as doenças, é para quem é apanhado fora de casa, ou cada um de nós pode escolher?

Numa doença grave, para quem tem dinheiro e é informado, esta medida política tem vantagens extraordinárias, permite-lhe escolher os centros de excelência para aquela doença. Mas para quem não tem dinheiro ? Bem, assim, à primeira vista, parece que mesmo com estas dúvidas ninguem ficará pior, no mínimo o SNS, no nosso caso, ficará aliviado de uns milhares de doentes que irão lá fora, o que tambem concorrerá para a melhoria dos serviços e da qualidade.

Mas o Estado paga tudo? A estadia, os tratamentos, paga uma parte, paga segundo os rendimentos individuais? É que a factura que pode vir de um processo destes pode ser “insustentável”! E quanto aos seguros privados? Cobrem os tratamentos nos hospitais privados e não no SNS? Os hospitais públicos vão ser o “reservatório” de todas as doenças e doentes que têm custos acrescidos?

A medida é para mim, amigável, sinto que vamos no bom caminho mas faltam muitas respostas. Este modelo de saúde é insustentável, têm que ser introduzidos  factores de correcção tendo em atenção o rendimento de cada um.  Que ninguem fique sem tratamento por razões económicas, mas está visto que estes modelos estatais são muito humanitários mas inviáveis, se não pagamos na hora, pagamos mais tarde com impostos.

Como há muito se sabe e agora nos estão a recordar, com aumento de impostos, cortes nos vencimentos e nas  pensões. Ah! e as SCUTS que tinham, inicialmente um “S” de “sem” e passou a terem um “S” de só…

Publicidade e marketing infanto-juvenil…

Se o melhor de tudo são as crianças… nãos as explorem nem às famílias!

Das Leis dos Livros:

“LEI DAS PRÁTICAS COMERCIAIS DESLEAIS
 
Práticas comerciais consideradas agressivas em qualquer circunstância
São consideradas agressivas, em qualquer circunstância, as seguintes práticas comerciais:
e) Incluir em anúncio publicitário uma exortação directa às crianças no sentido de comprarem ou convencerem os pais ou outros adultos a comprar-lhes os bens ou serviços anunciados…”

“CÓDIGO DA PUBLICIDADE
Restrições ao conteúdo da publicidade

Artigo 14.º
Menores

1 – A publicidade especialmente dirigida a menores deve ter sempre em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se, nomeadamente, de:
a) Incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço;
b) Incitar directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão;
c) Conter elementos susceptíveis de fazerem perigar a sua integridade física ou moral, bem como a sua saúde ou segurança, nomeadamente através de cenas de pornografia ou do incitamento à violência;
d) Explorar a confiança especial que os menores depositam nos seus pais, tutores ou professores.
2 – Os menores só podem ser intervenientes principais nas mensagens publicitárias em que se verifique existir uma relação directa entre eles e o produto ou serviço veiculado.”

Há que tornar a posições veementes em torno do marketing e da publicidade infanto-juvenil! Que enxameiam o mercado de consumo e atingem as crianças e os jovens nas suas fragilidades mais frisantes!
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SCUTS, Portagens e Desobediência Civil

No “Directo ao Assunto” da passada Quarta-feira, o Carlos Abreu Amorim teve a coragem de chamar os bois  pelos nomes e não foi nada meigo com os responsáveis do Ministério das Obras Públicas. Ele disse aquilo que todos pensam e até contou a velha história da tentativa falhada do Estado Novo de colocar portagens na Ponte da Arrábida. Já o desafiei para contar essa história na blogosfera.

Continuo sem perceber: a estranha forma de colocação de pórticos na A28 que livrou as câmaras socialistas de portagens; a isenção da Via do Infante e da A25, A23 e A24, entre outras; a forma “mole” como o povo do Norte está a reagir, ainda, a mais esta afronta; como se vai pagar as ditas portagens (Via Verde? e quem não tem? e os automóveis  de matrícula estrangeira? e quem não é da região mas por aqui passe?); quanto custaram os pórticos e quanto vai custar ao Estado as “vias verdes” gratuitas? Quanto vamos pagar todos, via contratos, às empresas concessionárias e quanto do que vamos pagar directamente em portagem vai corresponder em diminuição de pagamento do Estado às concessionárias?

Como Se Fora Um Conto – O Opel Corsa, o Rúben e a Torrada de Pão de Regueifa

Era ainda de manhã, cedinho, de uma sexta-feira feita para engenheiros de pontes. Ontem, muitos, demasiados, festejaram o dia do meu País como se tudo estivesse bem.  À mesa do café onde muitas vezes desjejuo, leio distraído o jornal do dia. A revista que o acompanha também está por ali, com a sua capa colorida a tentar chamar-me a atenção.

Entre uma leitura de títulos da primeira página do jornal e da revista, e uma espreitadela às fotografias que os acompanham, fico sabedor do que mais importante se passou no dia de ontem, ou nos que o antecederam.

Aos poucos vou tomando consciência do que é interessante para os Portugueses.

Assim, pedindo desculpas pelo tratamento muito informal que vou dar às pessoas, fiquei a saber que a Sofia e o Nuno, [Read more…]

Começam o Mundial e as Perguntas do Rui Santos

Rui Santos pergunta: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha?”

Passei há umas décadas pelo jornalismo desportivo, no ‘Norte Desportivo’ e na ‘Capital’. Conheci, nesses tempos, ilustres jornalistas desportivos, homens de cultura sólida. Alves Teixeira, Manuel Dias, Alves dos Santos, Vítor Santos, Carlos Miranda, Carlos Pinhão, Homero de Serpa, Viriato Mourão, Aurélio Márcio, Alfredo Farinha, Neves de Sousa e outros cujos nomes me escapam agora. Com eles aprendi.

Hoje em dia, o jornalismo desportivo rege-se por outros padrões e práticas. Falar e escrever bom português, por exemplo, não é regra imperativa. Os meios de comunicação social, com RTP, SIC e TVI em destaque, dedicam horas a fio e em exclusivo aos chamados três grandes, Benfica, F.C.Porto e Sporting. No caso da RTP, a falta é agravada por ser estação pública.

O formato dos ‘programas de debate’ é comum nos vários canais. Nem sequer, em qualquer destes, há o bom senso de privilegiar a análise dos jogos e de seleccionar como protagonistas os intérpretes do espectáculo. O resultado é simples: assistir a discussões, cujo tom varia entre os sons da tasca e do café de bairro, por gente, ao que se diz, muito bem paga. Já que de ilustre, ninguém duvida que é mesmo.

Outro formato recorrente consiste em colocar um ou dois comentadores em estúdio. Interrogados ou convidados a falar pelo(a) locutor(a) de serviço, falam durante longos intervalos de tempo, sem que nada digam. Um destes casos, e quanto a mim o mais típico, é o de Rui Santos na SIC Notícias. Quando inesperadamente o homem me aparece, “Ah ‘zapping’ para que te quero!”.

Fujo dele – e dos outros – a sete pés. Há, todavia, um embate de que não consigo livrar-me: são as ‘perguntas do Rui Santos’ anunciadas nos intervalos televisivos. Assim, hoje começa o Mundial da África do Sul – os tempos preliminares já ficaram tristemente marcados para Mandela – mas, como dizia, começa o ‘Mundial’ e as ridículas perguntas de Rui Santos. Estou a imaginar uma: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha? – é uma demonstração do jornalismo de sucesso, de hoje. O exercício felino sobre o relevante para os jogos de futebol.  

 

O caso do Pavilhão da PT em Coimbra

Uma das missões a que se dedicou Rui Pedro Soares na PT, nos intervalos dos Figos e das TVI’s, foi a de vender o património imobiliário da empresa. Desse património fazia parte o pavilhão da PT em Coimbra, onde cerca de 150 jovens praticavam basquetebol e outros desportos. Não faltava mesmo mais nada: não é pessoal que valha a pena aparecer nas campanhas do PS, e o tempo em que as grandes empresas se preocupavam com as colectividades formadas pelos seus trabalhadores já lá vai, até porque como é sabido a PT é uma pequena firma à beira da falência.

“Fomos todos apanhados de surpresa. Fizemos todos os esforços para negociar a nossa continuidade, mas com esta decisão de termos de abandonar as instalações até 30 de junho, parece quase a morte anunciada para a prática da modalidade para tantos jovens”, disse à agência Lusa Fernando Antunes, coordenador da secção.

Antes de ser obrigado a abandonar a administração da PT o homem deixou o negócio fechado. Entretanto a Câmara Municipal de Coimbra prometeu uma alternativa. Prometeu. Os meus caros concidadãos que queriam ajudar a promessa a tornar-se realidade podem assinar esta Petição Por um Pavilhão em Coimbra – “Há 15 anos por Coimbra, deixem-nos continuar a jogar Basquetebol”.