Ora e quem é o Kléber que vem para o FCP?

É um tipo que marca golos (adeus Farias, deixas algumas saudades). Há um ano estreou-se assim no Cruzeiro:

Esperemos que venha na mesma forma. E vejam mais:

Para o povo do clube do túnel que vai começar a comentar “com que então não iam contratar ninguém em Janeiro” a resposta é: no FCP contrata-se primeiro e fala-se depois. Outros falam primeiro, e entretanto são ultrapassados pelos acontecimentos…

Orçamento, salários e carrosséis

Depois do acordo, as perguntas. Ferreira Leite quer saber “Porque é que o défice se agravou 1,3% em 15 dias?”. Já Sócrates rejeita acusações de ter escondido valor do défice, o que não me espanta: provavelmente nunca o soube verdadeiramente.

Eu, já agora, gostava de saber o porquê da abstenção do PSD? Quais foram as matérias concretas em que incidiu o acordo entre o PS e o PSD? E o mesmo se diga acerca do CDS-PP. É que as responsabilidades não devem ser apenas exigidas, também devem ser assumidas.

As empresas alinham com o Governo  para um 2010 sem aumentos salariais, e Teixeira dos Santos já fala em cortes nos salários do Governo. Ou comem todos, ou há moralidade (?!).

Entretanto José Sócrates quer sossegar os ânimos dizendo que a “viligância das agências de rating a Portugal não é única”, ou seja todos os países estão a ser vigiados. Fico muito mais descansado: pelos vistos não é nada pessoal contra nós, são apenas negócios tal como a velha máxima  da Máfia “nada pessoal, estritamente negócios”.

Quem não teve meias-medidas foram os empresários de carrosséis que saltaram as barreiras de protecção colocadas pela PSP para conter a manifestação junto à residência oficial do Primeiro Ministro. Acho até que a PSP está a ter muita sorte por os manifestantes não terem trazido as girafas, os cavalos e as chávenas gigantes.

A Colónia de Sacramento (Memória descritiva)

A Colónia de Sacramento, foi uma povoação fundada pelos portugueses em 1680 na margem esquerda do rio da Prata, em território perto de onde actualmente se situa a cidade de Montevideu, capital do Uruguai. Como é que os portugueses foram criar um entreposto já em território da coroa espanhola?

Quando D. Manuel Lobo assumiu o cargo de governador do Rio de Janeiro, em 1679, recebera em Lisboa ordens do rei D. Pedro II para ir até ao rio da Prata e aí fundar uma colónia fortificada que servisse de apoio logístico ao comércio com as províncias colonizadas pelos castelhanos. O rei correspondia a pedidos da Câmara Municipal do Rio e, certamente, aos interesses dos comerciantes locais, interessados em expandir os seus negócios.

D. Manuel Lobo organizou uma expedição em que levou, além de agricultores com suas mulheres e filhos, artífices de várias especialidades e, naturalmente, clérigos e soldados. No dia 22 de Janeiro de 1680, fez portanto, há dias, 330 anos, a colónia foi solenemente fundada, num promontório próximo da actual cidade de Montevideu. Nome muito português: Colónia do Santíssimo Sacramento. [Read more…]

Os números não enganam

Para quem ainda tenha dúvidas:

A Fenprof frisa, por outro lado, que o Orçamento para 2010 poupa com a escola pública, mas reforça a despesa com o ensino particular, o que acarreta uma desvalorização do primeiro. As dotações previstas para o ensino particular e cooperativo registam um aumento de 2,5 por cento.  Público

O objectivo deste governo é mesmo privatizar o ensino, como de resto tudo o que conseguir dos diversos serviços públicos. É a velha obediência aos interesses dos negociantes, que segue a velha e fantástica lógica: se os serviços podem dar lucro a alguém, e se esse alguém for nosso amigo, entrega-se-lhe o serviço.

Quem é que falou em diminuir a despesa pública?

O Coelho e as Lebres

Hoje os diferentes jornais falam na possibilidade de Paulo Rangel e Aguiar Branco se candidatarem à presidência do PSD.

O primeiro a desmentir foi Paulo Rangel. Não senhor, não será candidato e não, não foi pressionado por Durão Barroso. Já Aguiar Branco nem necessita de grandes desmentidos, percebeu-se ontem, na Quadratura do Círculo que não vai ser candidato.

Ou seja, ninguém quer fazer o papel de lebre e como se percebeu nas duas sessões de apresentação do livro de Pedro Passos Coelho, sente-se um forte cheiro a poder e um alinhamento quase unânime em torno da sua candidatura.

Obama – isto aplica-se cá…

Nada deverá ficar como antes no que diz respeito à banca! O dinheiro dos contribuintes andou a salvar bancos e banqueiros mergulhados em falcatruas que merecem prisão, mas parece que nem o dinheiro querem devolver, apesar de já estarem a ganhar milhões.

Paraísos fiscais – prémios milionários de gestores – grandes negociatas especulativas – as bolhas – impunidade de corruptos e corruptores, tudo isto deve ser severamente atacado e ainda o que Obama já anuncia:

Regulamentação do sistema bancário; separação entre bancos comerciais, abertos aos depósitos públicos e que não devem especular com eles, e bancos de investimento ou de negócios ; impedir o gigantismo por forma a evitar o poder sistémico dos bancos ;

As desigualdades pronunciadas são outro factor que impede o desenvolvimento e que levam a crises cíclicas. Esta é a única área onde estamos “muito bem” posicionados, em 3º lugar logo a seguir aos US e a Singapura! Extraordinário! Um país que há 30 anos é governado por governos socialistas e sociais – democratas, tem como resultado ser o terceiro país mais desigual no mundo!

E os banqueiros a ameaçarem que se vão embora! Para onde? Infelizmente nos US e em Singapura ninguem os quer, para os outros países menos desiguais ganhariam menos, fogem para onde?

Até o governador do nosso “banquinho” de Portugal ganha mais que o poderoso Banco Central Americano!

Sexo seguro em grafiti

http://zappinternet.com/v/QuHxCakQuj
Sexo Seguro em Slow Motion Grafiti

A SIDA trouxe duas coisas positivas: alertou para as outras doenças sexualmente transmissíveis, para as quais antes do seu aparecimento quase toda a gente se estava nas tintas, e  tem inspirado o melhor da criatividade das agências de que este vídeo é mais um exemplo perto do genial.

Um vídeo das Caldas, não sei se estão a ver, e se não estão, vejam.

Aguiar Branco vs Passos Coelho: que comece o jogo

Com a questão do orçamento resolvida, o PSD começa a olhar de forma mais atenta para o umbigo. Ao que tudo indica, Aguiar Branco deve mesmo entrar na corrida pela sucessão de Manuela Ferreira Leite, responsável por um período de retrocesso político e social do maior partido da oposição.

passos-coelho-aguiar-branco

O líder parlamentar deu, há tempos, sinais de que poderia ser candidato, depois pareceu recuar mas agora estará determinado a avançar. Se, claro, recolher os inevitáveis apoios de notáveis. Se, claro, não houver outros empecilhos, como outras candidaturas na mesma área de influência do partido laranja.

Este é um dos problemas dos políticos em Portugal. Precisam sempre de garantias, sustentadas em apoios de uns quantos nobres feudais, para tentar ganhar uns votos junto dos militantes que seguem os seus senhores ou como certeza de, pelo menos, não fazerem má figura. Dizem-me que é assim, que tem mesmo de ser. Que ter ideias, propostas, um rumo, não chega nestas campanhas internas. É preciso mais. É preciso influência. Na realidade só tem mesmo de ser se assim o quiserem. Esta é a face ‘escura’ da política. As influências, os lobbys. Se todos forem mais honestos, ficaremos a ganhar. Os partidos e os eleitores.

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Invictus – Mandela visto por Eastwood

É a estreia da semana para o Ípsilon. É Clint Eastwood, com Morgan Freeman a representar Mandela. E com Matt Damon a jogar râguebi. E comigo a ver, na primeira oportunidade.

Pode ser um grande orçamento…

Ninguém gosta do Orçamento, não responde às questões essenciais, levanta muitas dúvidas quanto à credibilidade, as empresas internacionais de notação financeira dizem que sabe a pouco, querem que o governo saia rapidamente, para onde entrou, empurrado pelas mesmas que agora o querem de lá para fora

E, no entanto, pode ser um grande orçamento!

Os banqueiros, perante o aumento de impostos para os seus chorudos vencimentos e prémios ameaçam ir-se embora. Há melhor notícia para o país ? Não há! Por mais voltas que se der, esta medida, se colocar fora do país os banqueiros nacionais é a maior contribuição para termos um país decente.

O Déficite e a Dívida são de tal monta e a contribuição deste orçamento para o seu controlo, é tão pequenina, que o mais certo é não haver ninguem que nos empreste dinheiro. Encontram melhor maneira para não se gastar mais dinheiro mal gasto?

As Parcerias Público- Privadas são de tal forma prejudiciais para o Estado que a sua continuação, será sériamente colocada em dúvida e a sua legalidade comprometida, como o próprio Tribunal de Contas tem vindo a anunciar.

O congelamento dos salários é tão injusto que, de uma vez, abrirá os olhos a quem acredita nas mentiras que Sócrates e o seu governo têm aventado todos estes anos a fio.

Os megainvestimentos estão seriamente comprometidos por falta de dinheiro e pela incapacidade de o pedir emprestado, pelo que melhor notícia não pode haver.

E, após, estas misérias todas, até pode ser que o próprio Sócrates perceba que não faz nem deixa fazer…

Mudar? Claro que sim e já!

A partir de agora e tendo presente que o livro já foi apresentado pelo autor em Lisboa e Porto, o Aventar vai começar, paulatinamente, a esmiuçar (palavra na moda) o livro de Pedro Passos Coelho, “Mudar”. O primeiro post foi de Luís Moreira.

Não se espere um resumo da obra mas antes uma análise crítica da mesma.

Mudar??? É poesia para os meus ouvidos!

O sugestivo título “Pensar Portugal” (páginas 19 a 27) apresenta-nos um breve resumo histórico assente, em meu entender, num ponto fundamental e que não resisto a sublinhar com uma citação:

“Assim sendo, o problema crónico foi o de construirmos uma nação muito polarizada num Estado demasiado centralizado, primeiro com a Monarquia e depois com as formas de governo da República, transferindo do Paço monárquico para o Terreiro do Paço republicano, o essencial da natureza centralista do poder político em Portugal. Esse é, julgo eu, um dos grandes problemas do nosso país”.

Eu nem queria acreditar. A enorme lucidez deste escrito de Pedro Passos Coelho – apenas divirjo num ponto: não é “um dos grandes problemas do nosso país”, é mesmo o problema – demonstra a razão que assiste a todos aqueles que, como eu, defendem uma profunda e urgente reforma administrativa conducente à Regionalização.

Ora, quem afirma algo como aquilo que se pode ler na citação em causa, só pode defender a Regionalização. Aqui não pode nem deve existir um “mas”. Temos de ser consequentes: a asfixia centralizadora em que vivemos é a causa primeira da nossa pobreza e do nosso atraso crónico em relação aos outros países europeus. Quando o Pedro Passos Coelho, qual médico, detecta a doença que atinge o paciente, só lhe pode prescrever os fármacos adequados a debelar, de vez, a maleita. Um Estado demasiado centralizado obriga a uma descentralização real e não meras aspirinas (mudança de ministérios para a parvónia, transferência de competências confusas e difusas para as autarquias locais sem o competente envelope financeiro, etc, etc, etc.) ou seja, obriga a uma Regionalização.

Sem medo nas palavras e nas acções a realizar. Em suma, cumprir o título da obra: MUDAR!

Um desenho senhor procurador, eu faço-lhe

Diz Pinto Monteiro:

«Os DIAP [Departamentos de Investigação e Acção Penal] têm muito poucos meios técnicos para questões dessas. Aliás, questões dessas são dificílimas em todo o Mundo. Vai ser muito difícil descobrir quem é que pôs isso»

Refere-se o Procurador Geral da República a umas escutas telefónicas do Apito Dourado que apareceram no Youtube.

Permita-me uma modesta contribuição, que a malta tem de ajudar nas dificuldades técnicas. É assim:

1. O DIAP (o que ficar com o processo que entretanto andam entretidos a tentar descobrir qual será) solicita à empresa Youtube o endereço IP e a hora minuto e segundo da colocação do vídeo. Não sei como é que fazem isso, mas suponho que deve ser através de uma carta.

2. Na posse desse elemento identificam a empresa que forneceu o serviço ao prevaricador. É fácil: basta pôr o número no Google (espero que saibam o que é o Google), e lá está a identificação completa. Mais um clique e até têm o nome e morada do responsável pela empresa.

3. De acordo com a legislação em vigor obrigam a dita empresa a fornecer a identificação do seu cliente, que a essa hora, minuto e segundo, tinha o tal de IP.

Meios técnicos necessários: máquina de escrever, papel timbrado e envelopes de correio. Não sugiro a utilização de mailes, porque era preciso explicar o que são, e agora não tenho tempo.

Espero ter ajudado.

A photographia e a fotografia

 Câmeras fotográficas antigas

As fotografias, hoje, até falam!

Fotografar tornou-se uma modalidade acessível a qualquer um e é possível editar, eliminar, imprimir, retocar, enviar fotos de qualquer sítio para o outro lado do mundo, tudo num ápice. E, quando alguma coisa corre mal, existe o Photoshop e uma legião de aparentados que fazem o mesmo serviço: salvar uma fotografia cujo destino seria o caixote do lixo. Há algum tempo, um fotógrafo profissional veio recolher imagens de alguns dos meus trabalhos e fiquei espantado com a quantidade de tecnologia necessária para meia-dúzia de “chapas”.

Mas nem sempre foi assim. Antes da photographia, a câmara escura permitiu pela primeira vez projectar uma imagem real sobre uma superfície, ainda que invertida. Era o princípio da pinhole, mas estava-se ainda muito longe da fotografia, sendo a câmara escura utilizada, principalmente, por pintores:

Feche todas as portas e janelas de maneira que não haja luz entrando na câmara, excepto pelo orifício. No lado oposto segure um pedaço de papel, mexendo-o para frente e para trás até que a cena apareça totalmente nítida. Assim é possível desenhar todos os detalhes, sombras, formas, movimentos, e perspectiva com mais precisão.

Daniel Barbaro, sec. XVI.

A partir da invenção da fotografia, em inícios do séc. XIX, a evolução dos aparelhos fotográficos jamais parou de surpreender. [Read more…]

Mais coisas giras em ano de Centenário


1ª O Supremo Tribunal Administrativo é uma loja maçónica criada, instalada, dirigida e presidida por maçons – como, aliás, o Supremo Tribunal de Justiça é uma loja maçónica, criada e instalada por maçons, em aplicação do disposto no Ritual do Grau 27, e sendo o seu primeiro presidente — B… — e seguintes igualmente maçons.
2ª E sabe-se como ensina o maçon C… — ex-Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Soberano Grande Inspector Geral e presidente do Supremo Tribunal Maçónico — «onde está um Maçon está a Maçonaria» (António Arnaut, Introdução à Maçonaria, Coimbra Editora, p. 86).

10ª Além disso, enquanto loja maçónica que é, o Supremo Tribunal Administrativo sempre tem procurado seguir o ensino do grande maçon António de Oliveira Salazar, a saber: «criminosos arvoraram-se em juízes e condenaram pessoas de bem» (Discursos, vol. V, p. 52); «o que muitas vezes resulta em Portugal do funcionamento das instituições legais — o castigo dos justos» (vol. II, p. 357); «se os tribunais não fazem boa averiguação dos factos e recta aplicação da lei, temos (…) “a mentira da justiça” (vol. 1, p. 28); «os povos, como os indivíduos precisam ser tratados com justiça» (111:108); e «a sociedade tem de inspirar-se nas suas decisões pelo princípio da justiça devida a cada um (vol. IV, p. 108).

Querem ler o documentozinho na íntegra? Ora venham AQUI !

J. D. Salinger, 1919-2010

Para horror meu, os actores, quando presentes, sempre me convenceram de que quase tudo o que até agora tenho escrito sobre eles é falso. E é falso porque escrevo sobre eles com amor inalterável (mesmo neste momento, enquanto escrevo, também isto se torna falso), mas com talento variável, e este talento variável não define com eloquência e correcção os verdadeiros actores, antes se perde toscamente neste amor que nunca se poderá satisfazer com o talento e, por isso, pensa que a maneira mais adequada de proteger os actores é impedir que este talento se exerça.

J. D. Salinger, Seymour, Uma introdução, trad. Salvato Telles de Menezes

Jerome David Salinger morreu. E agora o que se faz, quando morre um escritor de quem gostamos? Lê-se, ou relê-se, conforme as leituras de cada um. Tenho sorte, ainda me faltam uns livros, e os prazeres convenientemente adiados são os que mais gozo dão na hora em que se concretizam.

Apontamentos a sépia (10)

(Costa Oeste de Cascais)

Ó Belmiro, vai a votos Azevedo

Um empresário reformado mandou umas postas de pescada sobre alguns políticos portugueses. O empresário, também conhecido por super-homem choné, perdão, sonae, fez-se à vida de uma forma um pouco atribulada, aquela que leva um comentador do Público e perguntar:

E… que diria a viúva do Pinto de Magalhães?

pergunta que também gostava de ver respondida.

Não tenho grande apreço pela maior parte dos políticos que o homem maltrata. Mas uma coisa sei: foram eleitos. Foram a votos.

O resto, e o apoio que vai recebendo, é aquele velho populismo de chamar os bois pelos nomes, que muito boa gente confunde com clarividência, e neste caso não passa do destempero a que se permitem os que pensam que dinheiro é poder. Já foi, em parte ainda é, mas se o Belmiro fosse a votos íamos ver como era. E era capaz de ter um resultado azedo.

O grande terramoto de 1755

O sismo que conhecemos como o Terramoto de 1755, é por muitos considerado como o maior sismo de que há notícia histórica. Lisboa, por ser a mais importante cidade atingida, deu-lhe o nome, mas o abalo foi sentido com violência também no Algarve, no Sul de Espanha e em Marrocos. Sem causar prejuízos, sentiu-se em toda a Europa, nos Açores e na Madeira. Para Norte de Lisboa, a intensidade foi sendo menor, embora registando-se danos em Alenquer, Torres Vedras e Óbidos.

Em Lisboa, no dia um de Novembro, um sábado, o tempo estava quente para a época, atribuindo-se essa circunstância a uma antecipação do Verão de São Martinho. A temperatura andava na ordem do 14 graus centígrados. Em 31 de Outubro a maré atrasara-se mais de duas horas. A hora a que o sismo teve início é objecto de alguma controvérsia, podendo ser calculado entre as 9,30 e as 9,45. [Read more…]

É a pressão familiar, estúpidos

O Público descobriu ontem uma evidência estatística com décadas: o sexo feminino anda a alcançar melhores resultados escolares que o masculino. Desde a década de 80 que o número de raparigas inscritas na Universidade de referência em Portugal é superior em quase todos os cursos. As explicações também são fantásticas: basicamente parece que o ensino é mais virado para elas, os professores não se preocupam com as diferenças, e mais meia-dúzia de idiotices pegadas, dignas de quem nunca meteu os pés numa escola, e faz pseudo-ciência através de uns inquéritos e similares.

A razão, meus senhores e senhoras, é muito simples, e nada simpática: o tratamento familiar dado à menina não é o mesmo que é dado ao menino. A menina é mais reprimida, mais pressionada, não a deixam sair de casa tantas vezes, e sabe que prosseguir estudos é hoje o equivalente ao matrimónio para se pirar de casa.

É a mentalidade arcaica que funciona como alavanca de algo que nada tem de especial: qual é o problema de termos gerações onde o saber é maioritariamente feminino, se durante séculos a inversa foi verdadeira?

Greves, Orçamento, Ano Judicial e afins

A Ministra da saúde, veio apelar ao bom senso dos enfermeiros. Que tal o Governo começar a dar o exemplo desde logo no Orçamento e naquilo a que chama de “défice reduzido”? Isto para além dos custos futuros para as novas gerações.

E por falar em bom senso, e, pelos vistos em falta de comunicação, a Marinha disparou contra embarcação da Polícia Marítima. Aquilo em alto mar deve ser uma seca, por isso o pessoal tem que se entreter com qualquer coisa. Podiam era ter um pouco mais de cuidado.

O Governo dos Açores teima em querer comprar Magalhães. Façam como o Ministro das Finanças, e usem um da concorrência… Até mesmo a nova engenhoca da Aple, que, pelos vistos, é um iPhone em ponto grande. Deve ser uma questão de hormonas ou fermento (dizemos nós que queremos é vender muitos Magalhães…)

Em cada sessão de abertura do ano judicial, é cada vez mais patente o desacerto da nossa Justiça. Aconselho a leitura, sem frases truncadas ou retiradas do contexto, do discurso integral de A. Marinho e Pinto para se perceber porque é que há gente que insiste em descredibilizá-lo.

Por fim, e apesar do que dizem os nutricionistas, e por via das dúvidas, dou de conselho aos amigos continuarem a comer presunto.

Centenário da República: o 28 de Janeiro de 1908

Vou hoje lembrar o dia 28 de Janeiro de 1908, um marco na caminhada para a proclamação da República. Porque o Partido Republicano não fora criado com o objectivo de ser mais um partido a participar nas disputas parlamentares. O objectivo dos republicanos era, desde o início, a tomada do poder, o derrube da Monarquia, a proclamação da República.

Sabendo-se isto, é evidente que o comportamento dos partidos monárquicos e do próprio rei, não foram os mais adequados. Pelo contrário – com displicência de quem nada teme, foram, dia a dia, caso a caso, escândalo a escândalo, fornecendo achas para a fogueira em que a Monarquia se iria consumir.

Os partidos do Poder estavam fragilizados. Em 1901, João Franco, seguido por 25 deputados, saíra do Partido Regenerador, criando o Partido Regenerador Liberal. No Partido Progressista dera-se também uma cisão: em 1905, José Maria Alpoim, visconde da Ribeira Brava, com mais seis deputados, saiu e criou a Dissidência Progressista. Verificando o rei D. Carlos que a rotatividade entre os partidos Progressista e Regenerador não correspondia às exigências da governação, estabeleceu em 1907 uma ditadura administrativa com João Franco à cabeça.

Neste quadro em que os partidos se digladiavam, enfraquecidos internamente, e a própria Casa Real se desacreditava com a questão dos adiantamentos, com o despesismo ostensivo de D. Carlos e com uma crónica de escândalos que o monarca alimentava, o Partido Republicano movia-se com facilidade, explorando os erros cometidos pelos adversários. E gozava de um amplo apoio popular, pois o povo vivia mal, como sempre vivera, só que agora, mercê da propaganda republicana, tomava consciência da sua miséria. Brito Camacho, dizia sobre João Franco, “havemos de obrigá-lo a transigências que rebaixam ou às violências que comprometem”. [Read more…]

Orçamento de Estado 2010 #3:

Hoje o i faz uma bela pergunta: “Alguém gosta deste orçamento?”. Já sabemos que a Função Pública não gosta, tal como não vão gostar os doentes e os pobres. Desconfio que Belmiro de Azevedo, além de não gostar de cavaco, também não. Pelo menos a Moody’s dá o benefício da dúvida, o que já não é mau. Quem também não gosta é Pedro Passos Coelho (afirmou-o ontem na apresentação do seu livro, no Porto). Já Manuela e Portas certamente gostam, caso contrário não teriam alinhado.

Numa análise fria: Estamos tramados!

TGV – uma anedota

Graves erros ? Não, que ideia ! Leiam este pela pena do Engº Pompeu Santos.

“…o troço Poceirão- Caia integrado na linha Lisboa – Madrid…como esta linha vai ser em bitola europeia, e do lado de Espanha as mercadorias vão continuar a circular apenas em bitola Ibérica, a RAVE é forçada a construir, ao lado da linha de alta velocidade, entre Caia e Évora, uma linha em bitola Ibérica só para mercadorias, gastando mais 250 milhões de euros.”

Em vez de uma linha vão construir duas e reparem, como a seguir a Espanha todos os países têm bitola europeia, quer dizer que as nossas mercadorias não passam de Espanha. Passar, passam, mas têm que mudar para equipamento de transporte com bitola europeia, o que é magnifico e deve acelerar imenso a chegada das mercadorias e tornar o seu transporte muito mais barato!

A gente diverte-se imenso!

O banqueiro brincalhão, a dívida, os direitos

O défice afinal era outro, donde a obsessão com ele estar a encher as notícias. Os funcionários públicos vão perder poder de compra, os não públicos é já a seguir, um banqueiro preocupado porque as mordomias dos banqueiros vão timidamente pagar imposto, coitados dos banqueiros, é o discurso que vai ocupando a comunicação, que nestas coisas é muito social, à sua maneira.

Mas também há direitos, ou não há, para começar o direito ao trabalho, sem recibos verdes, com contratos, com regras, e esta petição. Peticionar é o pouco que sobra quando só se olha para um lado do défice, se esquece o que gastamos com os banqueiros

A banca teve “um comportamento espectacular nesta crise

também disse Ricardo Salgado sem se rir, Ricardo Salgado: vá viver com o salário mínimo um mês, apenas um, que todos temos direito ao riso, e eu quero rir à sua custa, olho por olho, gargalhada por gargalhada.

Um Poeta Sem Juízo e Um Presidente Ditador

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BELMIRO DE AZEVEDO SEM PAPAS NA LÍNGUA
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Numa entrevista à revista Visão, a sair hoje, quinta-feira, Belmiro de Azevedo ataca tudo e todos. Para ele, o poeta Alegre deveria ter juízo, coisa que se sabe que não tem, e o Presidente Cavaco é um ditador, coisa que alguns saberão melhor que outros.
Depois, é a descascar por aí fora. A ler.

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Os Judeus e o largo de S. Domingos

O texto do João José Cardoso fez que experimente uma emoção que me assola sempre que vou ali para os lados do Rossio. Sabemos todos que naquele Largo, tivemos a Igreja de S. Domingos que ainda lá esta, no local onde hoje está o Teatro D. Maria estava a “Santa Inquisição” e seus calabouços e no largo a fogueira para limpeza de corpos e almas.

Acontece que por razões já muito bem conhecidas, num dia negro, alguem se lembrou de dizer que via uma imagem de um santo a brilhar, o que foi prontamente desmentido por um Padre que explicou que se tratava de um raio de sol que entrava pelos vitrais da Igreja e provocava aquele “milagre”. Grassava a peste em Lisboa, as almas andavam inquietas e logo ali se puseram a escorraçar e perseguir “cristãos novos”, tendo a turba morto um milhar e meio de pessoas.

Acontece que naquele largo foram à fogueira muitas pessoas e fico chocado que naqueles painéis apenas se homenegeie os Judeus.

Tenho pena que em vez de uma visão distorcida que pode levar as pessoas a pensar que só os Judeus foram vítimas, a Igreja católica, a Câmara e a Embaixada de Israel não tenham afinado pela justiça e pela equidade.

Para já não falar na estética que bem ficou a perder, bom teria sido se lá tivessem deixado sozinha, a oliveirinha vinda da Terra Santa…

Haiti

Nunca ouvi falar disto, porque será?

Enfermeiros Revoltados

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ADESÃO EM MASSA

Já há muito tempo que não se viam números tão iguais. Os do Ministério da Saúde e os do Sindicato dos Enfermeiros. Os primeiros admitem cerca de 77% de adesão e os segundos reclamam 90 a 95%. Convém não esquecer que há serviços, em certos hospitais, onde não pode haver adesão à greve, uma vez que os serviços mínimos a serem assegurados, abarcam a totalidade dos efectivos.

Seja como for, a adesão à greve por parte dos senhores Enfermeiros foi grande, muito grande.

E este é o primeiro de três dias de greve, sendo que no sábado se esperam, espera o sindicato, dez a quinze mil enfermeiros na manifestação a realizar na capital.

Está em causa a revisão da carreira da classe, ou seja, dinheiro e remuneração e incentivos económicos e possibilidade de ganhar mais dinheiro mais depressa. E estarão no seu pleno direito, já que os exemplos de contenção, vindos de cima, das classes economicamente mais fortes, e os dos nossos governantes, são o que se sabe. Os senhores Enfermeiros são licenciados e o mínimo que conseguem receber de vencimento, é cerca de 1020 euros, o que comparado com a restante administração pública é uma ninharia.

Por isso, para a frente com a greve, que o que se necessita é colocar as finanças do País na ordem, e desta maneira vamos consegui-lo, caminhando alegremente para o abismo.

 

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Comprem otários, Ipad fresquinho

Steve Jobs nunca inventou nada, gamou as ideias todas (a começar pelo logotipo que era dos Beatles), mas sabe vendê-las como ninguém.

Acaba de impingir ao mundo dos consumidores o Ipad, um PC Tablet que fará dos seus compradores servos fiéis das suas lojas online (agora também quer vender e-livros, no que me cheira a banha da cobra porque um leitor de livros electrónicos tem um visor completamente diferente de um ecran táctil a cores).

Comprem avidamente senhores, como compraram os vossos Iphones, que eu vou-me rindo com o meu HTC  com Android, software de código aberto, o que faz toda a diferença.

Um texto meio ao calhas

(adão Cruz)

Caros amigos:

Há já largos dias que não tenho ligado puto ao Aventar. Não é que esteja zangado nem que me tenha esquecido dos amigos. O facto é que tenho estado de molho. E o molho, neste caso é à base de um estupor de uma tendinite na face interna da coxa direita, que me limita grandemente a minha actividade e me faz dizer umas asneiras daquelas que a gente diz quando está fodido e mal pago. Tenho-me valido dos anti-inflamatórios, que são tão bons a aliviar as dores como a dar cabo de um gajo. Ele são dores de cabeça, ele são tonturas, vertigens, náuseas, vómitos, azia e enfartamento pós-prandial, perda de apetite, eu sei lá! De tal modo que eu arrumei com eles, preferindo as dores aos efeitos secundários, já não falando nos efeitos nefastos que vocês desconhecem e ainda bem, muito mais silenciosos e subtis, que quando eclodem são do carago! [Read more…]