O Revolucionário iPad:

Atenção, não percebo nada de informática mas que o iPAD é lindo de morrer, lá isso é. Basta clicar e ver.

E se clicarem aqui podem ver o vídeo de apresentação, feita por Steve Jobs

Em Coimbra, o Sexo e a Cidade

É um blogue anónimo, tão anónimo que no dia 30 promove um jantar público.

Jogando com as personagens da série televisiva, tem despido a cidade e largos arredores e muitas vezes em primeira mão lançado estórias que viram títulos de jornal.

Empenhado na campanha promocional de Coimbra elevada a Capital da Corrupção, reconhecimento que tarda mas que mais tarde ou mais cedo a pátria terá de aceitar, tem dias de melhor humor, outros de nem por isso. Numa cidade com dois diários e alguns semanários tenho-os trocado por esta leitura obrigatória.

Era evidente que ia começar esta Volta a Portugal em Blogues pela minha aldeia, e meus amigos, apresentado está O Sexo e a Cidade.

MUDAR – a escolha democrática

Uma das propostas de Pedro Passos Coelho é mudar as regras relacionadas com o voto e os sistemas eleitorais.

O objectivo é aproximar cidadãos e eleitos bem como uma maior capacidade, por parte dos primeiros, de acompanhar e mesmo de controlar os actos políticos dos segundos. Esta proximidade é essencial para a consolidação e renovação da nossa democracia com consequências significativas na qualidade do seu exercício.

Actualmente, o que temos é um sistema com listas de candidaturas forjadas pelas direcções dos partidos, onde ascendem os mais consonantes com elas, escolhidos muitas vezes com grande dissonância com as comunidades locais e, depois de eleitos, distantes ou mesmo alheios aos seus anseios mais candentes.

Uma solução possível consiste em adoptar, como sistema eleitoral e no caso das legislativas, um sistema misto, criando, por todo o país, os chamados círculos uninominais, que elegem apenas um candidato, pelo método maioritário, ou seja, ganha o que tiver mais votos. Uma vez eleito aquele deputado estará indissoluvelmente identificado com a sua região e os respectivos eleitores.

A par, podemos ter um grande círculo nacional, onde concorrem listas de partidos e de grupos de cidadãos, estes devidamente registados e apoiados por um número representativos de eleitores. Os candidatos seriam eleitos segundo o método proporcional, tal como agora.

Outra hipótese é a divisão do nosso tecido eleitoral em círculos mais pequenos, que não excedam dez deputados, em que a escolha destes, nas listas apresentadas pelos partidos ou organizações, possa ser a do chamado voto preferencial, ou seja uma escolha feita pelos próprios eleitores, independentemente da ordem em que os candidatos se encontrem nas respectivas listas.

Este método permitia não só manter a proporcionalidade, como ainda que a escolha não estivesse pré-formulada segundo a orientação dos directórios dos partidos mas fosse feita pelos eleitores. [Read more…]

Apontamentos a sépia (9)

(Baía de Cascais)

Há coisas giras, não há?

Ora vejam lá o que aqui dizem…

A libertação de Auschwitz

Hoje comemora-se a libertação de Auschwitz, campo de extermínio onde ciganos, judeus, homossexuais, polacos, comunistas e outros resistentes fora assassinados.

É também um dia de propaganda sionista, na bem sucedida campanha de revisionismo histórico que tenta limitar os crimes e obsessões nazis aos judeus, “esquecendo” que acima de tudo foi a humanidade a vítima de Hitler e seus seguidores, e tentando desta forma justificar a ocupação da Palestina e os sucessivos massacres sobre os que aí residiam. Revisionismo que tem o seu irmão negacionista naqueles que tentam demonstrar que o nazismo nunca existiu, e contam com o prestimoso contributo de quem confunde propaganda com factos históricos,

Pode ver o resto do documentário A libertação de Auschwitz seguindo esta hiperligação.

Saiba o que fazer Antes, Durante e Depois de um sismo

Os sismos, como já aqui vimos, ocorrem  de forma inesperada e sem data marcada, ainda que, como também referimos, existam alguns mecanismos genéricos de previsão.   A probalilidade de ocorrência de sismos em Portugal é real , como pode ser facilmente confirmado pelo historial que incluímos no início deste debate. Acresce a isso que grande parte da população portuguesa habita, precisamente, nas zonas em que o risco sísmico é mais elevado.

 

 Nesse sentido é importante saber o que fazer antes, durante e depois de um sismo. Apresentamos um resumo das indicações da Autoridade Nacional de Protecção Civil antes que o sismo ocorra. No final encontrará um link para o artigo completo.Saiba ainda como, no presente, direccionar correctamente a sua ajuda.

O que fazer antes?

Conheça o historial sísmico da zona onde vive.

Se viver junto ao litoral informe-se sobre a altitude a que se situa. Em caso de tsunami estes dados são importantes.

Certifique-se que os seus familiares sabem o que fazer em caso de sismo. Combine um local de reunião para essa eventualidade. [Read more…]

A Câmara Municipal de Lisboa destruiu o Saldanha


O edifício da primeira imagem, foi sede de campanha de Soares em 86 (primeira e derradeira vez que votei em alguém para esse encargo). A porta principal já foi emparedada e se o casarão – miniatura do Palácio Foz – ainda não foi destruído, isso deve-se, creio eu, ao facto de o Instituto Rubinstein estar em funcionamento. Este palacete deve ser preservado e aqui apelo aos drs. Mário e João Soares, no sentido de procurarem evitar o desaparecimento desta casa que um dia, fez parte da sua história.

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Uma boa razão para votar Alegre

Valter Lemos, o ex-vereador que chumbou por faltas, não gosta de Manuel Alegre.

“Não apoio Manuel Alegre e não considero que a candidatura cumpra as condições adequadas para a Presidência”

afirma o teórico da campanha de privatização do ensino público encabeçada por Maria de Lurdes Rodrigues.

Manuel Alegre recebeu desta forma um inesperado apoio: muitos professores passam a encarar a sua candidatura de outra forma, até porque o inimigo do meu inimigo se meu amigo não tem de ser, pelo menos meu inimigo não é.

Reis e chefes no Peru e no Chile

As formas de governo entre as actuais Repúblicas do Peru e do Chile, não eram similares. Conforme o que dizem os historiadores, arqueólogos, geólogos e antropólogos, as formas superiores de governo estavam no que hoje é a República do Peru. Existiam classes sociais e lugares geográficos diferentes para cada actividade. As classes mais baixas habitavam perto do mar e o seu dever era servir a divindade com peixe fresco, como tributo de parte da pesca no território da propriedade do Inca, ou monarquia governante. A divindade Inca era o sol e o seu representante era o governante designado Inca antes do nome pessoal. Ele e a sua família habitavam nas partes mais altas da cordilheira, na montanha nomeada por Machu Picchu.

O Machu Picchu ou montanha alta em língua quechua, por eles falada, não era apenas um sítio geográfico situado a 80 quilómetros ao noroeste da actual cidade do Cuzco e a três mil metros de altitude, era também um emblema de alta hierarquia social das pessoas que a habitavam. Todo o Rei ou Inca tinha direito a dois factos surpreendentes para o pensamento ocidental: podia casar ou unir-se a várias mulheres, todas elas chefiadas pela primeira mulher: a rainha. Os descendentes estavam também hierarquizados. Os da primeira mulher eram herdeiros e o mais velho ou o mais inteligente, devia ser escolhido pelo Rei Inca, como seu sucessor. No entanto, nem sempre a sucessão era pacífica por existirem os preferidos do Rei e os da Rainha e, às vezes, o Inca casava com uma mulher bem mais jovem que todas as outras, estimando-se que o seu filho seria um Rei que saberia governar pois estava em condições de exercer o cargo por um período maior do que qualquer outro. O filho da primeira mulher poderia morrer antes de seu pai. É preciso dizer que os príncipes, futuros Inca, casavam na puberdade dele e da sua mulher. É esta a outra ideia não consonante para ouvidos ocidentais. O Inca apenas podia casar com as suas irmãs como acontecia no Egipto. Forma de manter a linhagem pura e a divindade unificada e não espalhada entre várias pessoas. O Inca não exercia apenas as funções de monarca, era também um Sumo Sacerdote que geria a religião entre a sua família e o seu povo, pelo que, para além de ser reverenciado, era adorado. À passagem do Inca pelas ruas calcetadas, todas as pessoas, mesmo as da família, estavam obrigadas a curvarem-se: ninguém podia vê-lo nem olhá-lo, a não observância destas regras era delito punido com pena de garrote, assim, nenhum quechua conhecia o seu Rei e qualquer tentativa em contrário podia custar- lhe a vida! [Read more…]

António Campos – o bom selvagem (Memória descritiva)

Falei aqui no fenómeno de vitalidade que Manoel de Oliveira representa no panorama cultural português. Apesar de cumpridos em Dezembro passado os 101 anos, continua a trabalhar. Um outro caso invulgar no nosso cinema foi o de António Campos, não pela longevidade, mas pela persistência com que, indiferente a êxitos e a inêxitos, prosseguiu na senda que para si mesmo traçou. Um realizador que, começando como Oliveira, pelo cinema documental, raramente, ao longo do seu percurso, se afastou dessa via.

António Campos (Leiria, 29 de Maio de 1922 — Figueira da Foz, 8 de Março de 1999) foi um dos primeiros cineastas em Portugal a dedicar-se à prática do filme documentário, seguindo um conceito de antropologia visual. Explorou o filme etnográfico, recorrendo às técnicas próprias do chamado cinema directo. Foi um dos elementos fundadores do movimento do Novo Cinema em Portugal. Começou, na sua cidade, Leiria, em cuja Escola Secundária trabalhava como funcionário administrativo, fazendo pequenos documentários por si custeados até que, depois de 1970, passou a trabalhar na Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhando apenas naquilo de que gostava – no cinema. [Read more…]

Orçamento, frio, greves e companhia

O Governo, a ser esmiuçado em todas as suas contas de défice, despesa, investimento e impostos, cuja redução do défice Bagão Felix considera “frouxo” (considera isso e outras coisas mais…), assume uma faceta cada vez mais ecológica, usando até o Orçamento do Estado em prol do ambiente. Uma das medidas para combater o aquecimento global passará por congelar os salários na função pública. Duvido é que tal não vá aquecer os ânimos… Valerá a vaga de frio com ventos e temperaturas negativas, mas por quanto tempo?…É que as negociações com os sindicatos arrancam a 9 de Fevereiro. E o que irão fazer os gestores de órgãos executivos, que vão passar a ver os seus parcos bónus afectados?
Por falar em ambiente, em Portalegre o vento derrubou árvores. Esta natureza tem muito mau feitio.
A Aple está decidida a fazer concorrência ao nosso Magalhães, lançando hoje um novo computador táctil. Mais uma razão para Sócrates puxar as orelhas a Teixeira dos Santos que não usar um Magalhães na apresentação do Orçamento.
Entretanto Sócrates já percebeu que não é só o PS quer quer estar no Governo. O PSD também quer que o PS governe, como terá sido o caso da Lei das Finanças Regionais por causa da Madeira. A isto chama-se fritar em lume brando.
Na greve dos enfermeiros que durará até Sexta começou o festival dos números de adesão. Como em todas as greves sectoriais, lá vamos assistir a mais um marralhar de números entre sindicatos e Ministério.

Orçamento de Estado 2010: 2ª parte

Eu só não percebo uma coisa, se o governo já decidiu congelar os ordenados na função pública, vai reunir com os respectivos sindicatos para negociar o quê?

Outra coisa que eu não percebo: então o Primeiro-ministroameaça demitir-se? Ora, Manuela Ferreira Leite já deveria saber que quem se demite não ameaça…

O TGV não é para 2010, não é prioritário!

Com a apresentação do Orçamento muita coisa muda, as prioridades já não são chegar depressa a Madrid, nem o aeroporto é para já. Como o bom senso e até o patriotismo aconselham e que só quem julga que “pode, quer e manda” não reconhece, o estado do país obriga a investimentos de proximidade, com influência imediata no emprego e no crescimento da economia.

A prioridade agora, vai toda para os hospitais, escolas, lares, creches, como não pode deixar de ser e como muitos de nós sempre defendemos.

Felizmente, que as eleições tiraram a arrogância a um homem que tomou a maioria absoluta como se o país fosse coisa sua, sem dar explicações, embalado por ambições incompreensíveis e perigosas. Nunca apresentou, ele e os seus prosélitos, uma só explicação plausível para a pressa, no quadro de uma economia que definha desde Guterres.

É uma vergonha o que se passou com o aeroporto na OTA (situação que apresentava enormes e perigosos obstáculos a uma aviação segura) e que só o desassombro de um homem, ex-comandante da TAP, desarmou, quando chamou a atenção para a gravidade da decisão que se ia tomar. Os pilotos, que iriam levantar e aterrar na OTA, nunca tinham sido chamados a pronunciarem-se!

Quanto à via férrea, a prioridade vai agora para o transporte de mercadorias, ramais para e de Sines e Leixões, melhoramentos nas actuais linhas de passageiros que já são de velocidade elevada e que só precisam de actualizações. Parece que o TGV se irá ficar, daqui a uns anos (oxalá, é porque as contas públicas melhoraram) pela ligação a Espanha via Badajoz e a explicação é, que há anos que governo após governo, andam a prometer isso aos vizinhos, esses sim, muito interessados no TGV.

Cumprir com o vizinho ainda se aceita como desculpa, agora dar banho aos Madrilenos…

Descubra as diferenças entre Lisandro e Aimar

Na época passada, por simular uma grande penalidade contra o Benfica, o avançado do FC Porto, Lisandro, foi penalizado com um jogo de suspensão.

Este ano, por simular uma grande penalidade contra o Nacional, o avançado do Benfica, Aimar, foi penalizado com uma multa em dinheiro.

Ora descubra as diferenças.

Eu li bem?!

Na apresentação do Ministro das Finanças, dizia lá numa das páginas do “Power Point” algo a que o Ministro passou por cima: dívida pública para 2010, 85,4% do PIB! 85,4%?!

Mais 9% do que em 2009?!

Contas do Orçamento do Estado estão erradas

Pela exposição feita pelo Ministro Teixeira dos Santos, percebeu-se já um erro nas contas do Orçamento do Estado para 2010.

O Ministro disse claramente na televisão, que este Orçamento assentava em dois princípios basilares:

1) Na confiança;

2) Na sensibilidade social;

3) No rigor.

Afinal não são dois, mas três!

Um escândalo!

Uma vergonha!

Pior do que a história do défice!

Mais a mais, 22 horas e 22 minutos não são horas para apresentar o Orçamento a Jaime Gama. Coitado do homem…

Como se não bastasse, Teixeira dos Santos não usou um Magalhães, mas sim um portátil da concorrência.

Outra vergonha!

Abaixo o Governo!

Orçamento de Estado 2010:

Eu sei que só agora cheguei de um jantar em família e, confesso, até bebi uma cervejita mas será que eu ouvi bem? 9,3%??? O deficit foi de 9,3% como estavam agora mesmo a dizer na SICN??? É que tanto no i como na TVI24 eu estou a ler 8,3%. Mesmo assim, uma enormidade. Mas 9,3???

Alô Grécia, alô Irlanda, aqui vamos nós. Mas será que a cerveja que bebi estava estragada? É que além dos 9,3% estou para aqui a ler que o TGV, a 3ª ponte e o Aeroporto vão avançar. É este o OE para 2010? Mas está tudo doido? Estão bêbados? Afinal, quem andou a beber álcool esta noite? E o PSD e o CDS alinham nisto?

Lá vamos nós, cantando e rindo, com Futebol, Fátima e Fado

Voltar ao escudo? Humilhação para Sócrates!

Dois economistas, no “Financial Times” de ontem, assinam um artigo em que  colocam a hipótese de Portugal voltar ao escudo nas transacções internas, mantendo o Euro como moeda de troca com o exterior.

A situação de Portugal é de tal forma dificil que já serve de cobaia para uns quantos, ávidos de protagonismo, avançarem com medidas que humilham o país, no mínimo!

A ideia, para além de “espatafurdia”, nada tem de original. Basicamente,o que se pretende é que, desvalorizando os factores de produção, a nossa economia se torne mais competitiva.Era o que se fazia quando a moeda era nacional, desvalorizava-se e já está, os nossos produtos tornavam-se competitivos. O que eles não dizem é que essa é a forma mais eficaz de nos tornarmos cada vez mais pobres.

Foi assim que, em vez de aumentarmos a produtividade, racionalizando meios, investindo em novos equipamentos, em inovação, em formação do pessoal, fomos desvalorizando o escudo até nos tornarmos nos mais pobres da UE!

Mas escolhendo entre os ” PIGS ” ( Portugal, Itália, Grécia e Espanha) o nosso país para cobaia, mostram o que pensam da situação a que chegamos, enquanto cá dentro temos um governo que diz que fomos o primeiro país a sair da crise.

O esquema até já tem nome ” IOU – I owe you –  Eu devo-te !

O Sócrates, com o seu inglês técnico, é que não deve perceber os sinais que constantemente nos estão a mandar.

Talvez sinais de fumo resultem!

O túnel da Luz está às escuras, quando convém

No Benfica-Nacional também houve luz ao fundo do túnel: Rúben Micael conta agora que Jesus lhe meteu dois dedos na cara. Simpático. Isto no mesmo jogo onde um penalti simulado por Aimar foi castigado com uma multa, porque o Conselho Disciplinar da Liga só suspende, pelo mesmo motivo, jogadores do Porto, que como é sabido tem um estatuto legislativo muito peculiar, o mesmo que condena agora Pinto da Costa a 3 meses de suspensão, por ter aberto uma boca que se deseja fechada.

E que tal o Benfica começar os jogos com uns golitos de avanço?  Só falta.

Sinistra destra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10

a privatização do emprego público

O poder de compra dos funcionários públicos caiu 6% entre 2000 e 2009. As despesas com pessoal da administração pública diminuíram 11,1% em termos nominais e para os dez primeiros meses de 2009, em relação ao mesmo período de 2007. As despesas com a aquisição de serviços a privados por parte da administração pública central, entretanto, aumentaram 11,6% no mesmo período. O que antes era feito pela administração passa a ser feito, cada vez mais, por privados pagos pelos contribuintes.

João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas

gripe

Agora, gripe tornou-se uma palavra de mau gosto, que se pronuncia como pedofilia, pobreza ou desemprego. Os doentes dizem, baixinho, que estão constipados. As zaragatoas, as máscaras e as batas adormecem nos depósitos. Regressámos à nossa ingenuidade infecciológica pré-pandémica. Tussa lá à vontade para cima de mim, sopre na sopa da menina, dê-lhe beijinhos na mão e na boca do seu amor também.

Luís Januário, A Natureza do Mal

moscas

Esse médico do hospital contou-me que uma vez lhe entrou uma mosca no ouvido e para a espantar teve de ouvir música muito alto. E não era qualquer tipo de música, tinham de ser canções com muitas baterias e congas, porque se fosse música clássica a mosca ia buscar a família para ir viver com ela. O médico depois contou que a mosca acabou por sair e com ela veio um caroço de azeitona que lhe tinha ficado do final de um jantar de turma da faculdade. Mas eu isso acho que já ele a inventar.

Jorge Daniel Internet

Destra Sinistra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10

O Pedro Correia descobriu um novo “estadista” e eu nestas coisas costumo de dizer que “é de estalo”. Nunca uma expressão foi tão adequada para a situação deste o pontapé do outro do Big Brother…

Pedro Correia – Albergue Espanhol

E nada como uma boa piada para animar a malta…

Rui Tabosa – Corta-fitas

E grão-a-grão, o António Caldeira vai enchendo o saco do nosso Primeiro. Dá-lhe forte.

António Caldeira – Do Portugal Profundo

O bom, o mau e o Vilão é a posta da semana e que inveja eu tenho de não ter escrito aquilo…

Luís Filipe Coimbra – 31 da Armada

E sim, é o mais puro deboche!

Tomás Vasques – Hoje há conquilhas…

Volta a Portugal em Blogues

O Aventar gosta de não ser um blogue de Lisboa. Também temos gente de Lisboa, mas já nos espalhámos do Minho ao Algarve, e mais se seguirá.

Decidimos destacar os blogues locais de que mais gostamos, numa volta que percorrerá todo o país, de lés a lés, por terra, mar e ar.

Aceitam-se sugestões, como de costume usem o contacto ou a caixa de comentários.

Congelar salários? Greves na avenida…

O ano passado era ano de eleições, os funcionários públicos foram aumentados 2,9% o que adicionado à inflação zero foi um aumento incomportável para as miseráveis contas públicas que já não enganavam ninguem. Mas a massa salarial é sempre muito mais elevada que o aumento da taxa nominal, há a acrescentar as progressões nas carreiras, o pessoal que entra…

Este ano aí está o congelamento dos salários da função pública, como não podia deixar de ser, cá no nosso país o “go-between” é sempre o mau da fita, mas a realidade , mais tarde ou mais cedo, é incontornável.

Os sindicatos, acicatados pelo acordo com os professores que corresponde a um real aumento da carga salarial, já estão com um pé na rua, as greves vêm a caminho num país à beira da bancarrota. Ninguem está para pensar no todo nacional, que interessa o país, quando milhões de euros são enterrados nos bancos, nos investimentos sem retorno, nos negócios das empresas do Estado e dos grandes grupos com o dinheiro da Caixa, nossa, muito nossa?

Um governo à deriva, sem saídas, a não ser mais dívida pública, mais empobrecimento…

Mas escondida, há uma rúbrica para os poderosos, gabinetes, assessores, advogados, consultores. Mil milhões de euros correspondem a 200 milhões de contos ( o último número andava pelos 80 milhões de contos) uma ganância desmedida a distribuir ao critério  dos governantes, pelos mesmos de sempre, enquanto os técnicos da função pública são afastados dos estudos e dos pareceres.

Claro que os Sindicatos têm razão!

Os sinais do empobrecimento…

Como há dez anos que o PIB não cresce e como nos próximos dez tambem não vai crescer, o empobrecimento acentua-se, inexoravelmente. Até aqui, andamos alegremente, Estado, empresas e famílias a endividarmo-nos para manter um nível de vida que é insustentável. A dívida pública cresceu desmesuradamente, e agora soam os sinais de alarme, cá dentro e lá fora.

Chegou a hora de se venderem os anéis. As grandes empresas públicas vão passando para as mãos de “centros de decisão internacionais” . A CIMPOR, talvez a mais importante empresa industrial portuguesa, está sob o ataque de uma OPA hostil da parte de uma empresa brasileira.

Os nossos amigos Angolanos têm tomado posição em grandes empresas nacionais, com grandes investimentos, na banca, na Indústria, jornais e até (diz-se) em equipas de futebol…têm capacidade financeira, e se tomam posição é porque alguem saíu, ou não querem ou não podem manter essas posições, é pois natural que quem tenha capacidade financeira o faça.

Investem, correm riscos, jogam o jogo segundo as regras do país. Bem sabemos que as mais valias não vão ficar em Portugal, mas são empresas cotadas em bolsa, há regras, assim todos as cumprissem.

Havendo reciprocidade, empresas portuguesas a tomarem posições ou a investirem em empresas Brasileiras ou Angolanas, nada a dizer, mas o que temos cada vez mais são as jóias da coroa a serem vendidas.

Nós nos últimos dez anos empobrecemos, temos que vender, quem criou riqueza e poupou, compra!

O pior é que tambem já poucos há que nos emprestem!

O regresso de Serpico

Lembram-se de “Serpico”? O polícia barbudo, amante da contra-cultura, que começa idealista, a acreditar que é possível ser polícia em Nova Iorque e não recorrer a métodos brutais, e acaba a enfrentar os colegas corruptos, que o querem ver morto?

Al Pacino foi um Serpico vibrante no cinema, mas o verdadeiro Serpico é real e ainda vive. Foi alvejado na cara e deixado para morrer pelos colegas que sabiam que ele não desistiria de denunciar a corrupção que minava o corpo de polícia da cidade. E acabou a depor contra esses mesmos homens, tendo ganho, como recompensa, o que sempre quis: ser promovido a detective. Recusou a oferta, entregou o distintivo e partiu para a Europa.

Assim termina o filme, dizendo-nos que Serpico vive algures na Suíça, naquilo que poderá ser uma reclusão meditativa ou uma tentativa de reconciliação com uma experiência pessoal arrasadora. Quando o filme acaba, ficamos sem saber se Serpico foi recompensado pela bravura ou se carrega um castigo que não mais acabará.

Agora surge a história do que foi feito do verdadeiro Frank Serpico. [Read more…]

Já está a ferver!

Vamos entrar na recta final da Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga. É chegada a hora de lançar apostas entre os nossos leitores. Ora digam: quem vai ganhar? Apostas na caixa de comentários, s.f.f.

Que crime vamos inventar hoje?

Proibido

Segundo o Daily Mail, os governos de Gordon Brown e Tony Blair criaram 4300 leis proibicionistas em doze anos, à média de 33 por mês para Brown e 27 por mês para Blair ou, em números arredondados, uma proibição por dia.

As proibições incluem tolices como a interdição de vender aves que foram abatidas a tiro num domingo, nadar junto ao casco do Titanic, realizar explosões nucleares ( o que deve estar previsto noutro tipo de legislação mais geral ) ou a inefável criminalização de perturbar uma embalagem de ovos – disturbing a pack of eggs – quando instruído para não o fazer por um agente autorizado. Questionado por um deputado – que se refere a esta atitude como “diarreia legislativa” – sobre a lei dos ovos, Jack Straw respondeu: ” os inspectores de comercialização de ovos devem ser capazes de garantir que os ovos suspeitos de ser comercializados em violação dos regulamentos da UE não estão adulterados”.
E acrescentou: “Lamento que você considere estas proibições desnecessárias. Nas suas diferentes formas, são partes importantes da legislação”.

Entre as leis assim criadas, contam-se muitas que permitem a intrusão de funcionários do governo em propriedade privada, intromissão na vida privada dos cidadãos, etc.

Em função do exposto, o Aventar pretende ajudar o governo britânico e a UE de duas formas:

1- Retirem a palavra Liberdade de todas as constituições europeias, pois só atrapalha.

2- Ao fim de tantos milhares de proibições deve ser cada vez mais difícil fazer novas leis. Nós, para já, contribuimos com uma semana inteira de “legislação” proibitiva: [Read more…]

Para quando o mestrado para orientador de aparcamento de viaturas?

Para quando o mestrado para “orientador de aparcamento de viaturas”? Ou, como denominam os invejosos e os ignorantes, para “arrumador”?

É mais do que tempo, que diabo!

Para quem queira inteirar-se melhor, é só clicar aqui.

Entretanto, ao ler o anúncio, vem à minha memória os discursos acerca do Alqueva, do Alentejo, do regadio, da agricultura, das prioridades, etc. Não sei porquê…

"Sinto vergonha de mim"