Pensavam que as goleadas tinham acabado?

Já cá cantam mais cinco. E vai haver um coro de protestos, senão não seria normal.

Manuel Monteiro lê o Aventar

Hoje no Público, num interessante artigo, Manuel Monteiro vem dizer o que aqui tambem já defendemos. O PS deve viabilizar o Orçamento com o PCP e com o BE, afinal quem defende mais e maior Estado e que está a favor dos Megainvestimentos e consequente crescimento da despesa pública!

Quem defende, como caminho para a saida, numa aposta estratégica nas PMEs e nas famílias, não deve viabilizar este Orçamento, a não ser que aí estejam reflectidas as políticas que PSD e CDS defendem.

E não há drama nenhum se Cavaco Silva, perante um primeiro -ministro que julga que está a governar em maioria, avançar para a demissão deste governo e der posse a outro governo que faça parte da solução e não do problema, como é hoje evidente com Sócrates.

Sem esperança e na continuação de políticas sem esperança e que nos trouxeram a esta situação, há em Democracia cenários que podem romper com este círculo vicioso, onde não se faz nem se deixa fazer.

Há no país, uma profunda desilusão e o povo anseia por melhorias, ninguem julgue que haverá qualquer reacção a favor de quem, nos últimos cinco anos deu bastas razões para que não se acredite na sua tão autoapregoada competência.

Como diz MM ( e isto não leu no Aventar) é Sócrates que depende de Cavaco e não o contrário!

O Douro

Hoje o Douro estava “ainda” mais mágico…

O Douro em Janeiro de 2010

O Douro em Janeiro de 2010 - II

Daniela Ruah no NCIS


Prometi aqui que hoje iria falar de Daniela Ruah. A mais jovem estrela portuguesa na televisão norte-americana e na nova série NCIS Los Angeles.
O NCIS é um «spin-off», ou seja, um derivado da antiga série JAG, e trata de uma equipa de agentes especiais que desvenda crimes militares. Personagens como os agentes Gibbs ou DiNozzo tornaram-se famosos nos Estados Unidos e alcandoraram a série a uma das mais vistas no país.
Acaba de estrear em Portugal um derivado da série inicial, o «NCIS Los Angeles». Entre os principais papéis, conta-se a jovem actriz portuguesa Daniela Ruah, que começámos a ver bem cedo nas telenovelas da TVI e que já há algum tempo rumara à América em busca de novos desafios. Não vi ainda a série, mas suponho que desempenhe papel semelhante ao da personagem Ziva David, agente da MOSSAD ao serviço do NCIS.
Hoje, na SIC, Daniela Ruah falou da sua aventura americana e dos planos para o futuro. No dia em que se sabe que Diogo Morgado vai contracenar com Al Pacino num filme de Hollywood, é bom saber que os actores portugueses além-fronteiras estão representados por jovens bonitos e já não por canastrões tipo Joaquim Almeida e outros a armar ao macho latino.

O Haiti visto pela tv

Como tenho a vontade de ver televisão desligada não tenho visto o Haiti. O Luís Januário viu:

Não há, nas redacções das televisões nem nas Associações médicas, quem recorde que não exibir o sofrimento alheio é o princípio de toda a compaixão.

Dois comentários polémicos na semana que decorreu

Comecemos pelas polémicas da semana.
1-O jornal C.M colocou na pag 23, da sua edição de dia 17 Jan., como frase do dia, algo que afirmei – A Camara de Lisboa tem de encontrar uma soluçao para que os homossexuais se possam casar nas festas da cidade.ANTES OU DEPOIS do S.Antonio.
.
Acho isto do Santo António um fait divers , e uma provocaçao de lobys camários , que anunciaram algo, que nao podiam cumprir, sem consultar antes os protocolos com o Patriarcado, dando -lhe margem para mais uma chantagem, de assim , nao haver casamentos para ninguém .O objectivo pareceu me claro: por em choque convicçoes religiosas, contra os lgbt,que surgem como provocadores .Enfim…
De resto, nao creio que houvesse candidatos homos ao casamento para tal dia do Santo, apesar de uma das razoes da sua popularidade, ser fundamentalmente, os inúmeros presentes que chegam, de varias empresas, por razões de publicidade, o que obviamente, vem aumentar o enxoval, e facilitar o começo da vida dos nubentes.
De facto , estas marchas e arraias de índole pagã, foram inventadas pelo antigo SNI, como forma publicitária do antigo regime . Tiveram aceitação popular,e ainda bem, e depois, tem sido recuperadas pelas vereações eleitas democraticamente, post 25 de ABRIL.Nesse sentido, a sua formula tem evoluído.Recordo que antigamente as noivas tinham de fazer prova de virgindade para casar , como nos países árabes,mas tal prova não era pedida aos respectivos maridos.Hoje, seria um risco muito grande exigir tal prova…. pelo que caíu em desuso, total . [Read more…]

Vadú morreu, Cabo Verde empobreceu

Entre as maiores estrelas da nova geração de músicos cabo-verdeanos, existem os que se afirmaram fora de Cabo Verde e que são, tantas vezes, resultado, eles próprios, da imensa diáspora das ilhas, e os que começaram por se afirmar no país, aí residindo, sendo, porventura, mais conhecidos dentro do que fora de fronteiras. Entre esses, os meus favoritos são Princezito, Vadú e, em alguns momentos, Tcheka, nomes quase desconhecidos entre nós.

Soube agora, repentinamente, da morte de Vadú.

Imagino, porque conheço o amor que Cabo-Verde lhe dedicava, a consternação sentida pela sua morte. Depois de Orlando Pantera, outra grande promessa da música cabo-verdeana desaparece precocemente.

Aquando da minha última estadia em Cabo Verde recusei, um pouco por falta de disponibilidade, um convite para o  ver actuar, creio que no 5tal da Música (Quintal da Música), se bem me lembro. A vida pode ser demasiado curta para desperdiçar certas oportunidades.

Nota: Não pus ligações nos nomes acima referidos porque, sobre eles, farei proximamente alguns postes.  Hoje, pelos piores motivos, este espaço é dedicado apenas a Vadú.

Ilha das Flores

http://video.google.pt/googleplayer.swf?docid=9108773262057365825&hl=pt-PT&fs=true

Não, não é essa. O documentário A Ilha das Flores de Jorge Furtado data de 1989. É do século passado, dirão, um documentário já histórico, portanto.   Não é bem assim. Continuamos a ter os mesmos tomates, a mesma cadeia e sequência na vida de um tomate, e sobretudo continuamos a ter a mesma miséria, e as mesmas lixeiras. Use lá uns minutos do seu tempo, e veja esta obra-prima que entre outras medalhas papou um Urso de Prata em Berlim.

Para abrir o apetite aos mais indecisos, um estrato do texto:

Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes, que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha, principalmente por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor.

A dificuldade de se avaliar a quantidade de tomates equivalentes a uma galinha e os problemas de uma troca direta de galinhas por baleias foram os motivadores principais da criação do dinheiro.

A partir do século três Antes de Cristo, qualquer ação ou objeto produzido pelos seres humanos, fruto da conjugação de esforços do telencéfalo altamente desenvolvido com o polegar opositor, assim como todas as coisas vivas ou não vivas sobre e sob a terra, tomates, galinhas e baleias, podem ser trocadas por dinheiro.

Também pode ler tudo no opositilustra

Curtos pensamentos avulsos (1)

As empresas para pagarem os salários, têm de cobrar os seus créditos.

Quem trabalha num tribunal, tem a garantia que o seu salário é pago no final de cada mês.

Talvez por haver esta diferença de realidades, é que há nos tribunais quem entenda que a cobrança de dívidas por banda das empresas não tem dignidade para ser tratada num tribunal, apelidando de “bagatela jurídica”.

Clube dos Sobreviventes

Nathson Fields (Foto de Sofía Moro – El Pais). 18 anos na prisão, 11 no corredor de Illinois.

Na edição de hoje do diário espanhol “El País” publica-se uma reportagem com alguns dos membros do “Clube de Sobreviventes”. Têm em comum dois factos assombrosos: estiveram no “corredor da morte”, a longa antecâmara para a execução pela qual devem passar todos os condenados à pena capital. E estavam, todos eles, inocentes. Quando conseguiram provar a sua inocência levavam, na maioria dos casos, décadas na prisão. [Read more…]

Células estaminais – Nem tudo está perdido

O Banco Público de Células Estaminais é uma prova de que ainda há razões para ter esperança nas pessoas. Em apenas um ano conseguiu 1 400 doações, objectivo inicial para dois anos. A partir do próximo verão já pode começar a salvar vidas.

Como se sabe, este tipo de células têm a capacidade espantosa de se puderem transformar num qualquer tecido do corpo humano, o que abre caminho para o tratamento de várias doenças, incluindo alguns tipos de cancro.

Os responsáveis esperam chegar às 3 000 dávidas no próximo ano e o centro vai fazer parte de uma rede mundial deste tipo de criopreservação de células estaminais.

Duarte Lima, um sobrevivente do cancro, leucemia, e que se salvou porque um dos seus irmãos é compatível, é um dos entusiastas da ideia, e veio ontem dizer-nos que esta rede mundial potencia a procura e as possibilidades de se encontrarem pessoas compatíveis.

A investigação deste tipo de células foi uma área muito prejudicada pelos conservadores americanos, tendo Busch como Presidente, que a proibiu .

O que talvez não saibam é que Portugal, com o Hospital Egas Moniz, é uma referência mundial nesta investigação, numa área extremamente delicada, a recuperação da medula em pessoas paraplégicas. Há já vários anos que se fazem operações naquele hospital em doentes nacionais e de todo o mundo que ali procuram alívio para os seus males.

Retiram-se células estaminais do nariz (há outras partes do corpo onde existem), são multiplicadas em laboratório e a seguir transplantadas para a medula do doente, que se autoregenera.(auto-transplante)

Um longo e extraordinário caminho está aberto para a ciência, na sua luta incessante contra a doença!

O que se diz por aí

Depois do mau tempo, más notícias continuam a chegar dos Açores, enquanto prossegue a trágica contabilidade do Haiti, onde urge estancar a onda de violência pelo caos reinante.
No país da liberdade, uma mulher foi despedida por mostrar os seios a duas colegas e amigas do trabalho. Mais uma vítima do falatório e, possivelmente, da inveja.
Cavaco Silva irá na Segunda-feira visitar os agricultores da zona Oeste para lhes dar uma palavra de esperança e de ânimo, o que sempre ajuda a esperar pelas ajudas financeiras.
Entretanto o PS descredibiliza uma candidatura de Manuel Alegre às presidenciais, ao contrário do Bloco de Esquerda . Parece que Manuel Alegre ainda não percebeu que sendo tão convicto republicano, ou avança ou não avança. Ou está à espera de mais uma vaga de fundo partidária, para dar a vitória a Cavaco Silva?
Quem quiser ir assistir ao Mundial de Futebol, o melhor é levar uma tenda de campismo.
Por fim, o Governo já tem mais um argumento para construir um novo aeroporto fora de Lisboa.

Poesia & etc.: José Gonçalinho de Oliveira

Neste grupo, José Gonçalinho de Oliveira é o segundo do plano mais elevado, junto da porta central. A fotografia data de 1962.

Entre as pessoas que conheci em Vila Real quando ali cheguei em 1961, estava um homem discreto, mais velho do que os demais elementos do grupo a que António Cabral me apresentou, o grupo do Movimento Setentrião. Tinha, nessa altura, 45 anos (a idade de meu pai) e aos meu olhos de jovem com pouco mais de 20 anos, afigurava-se-me um respeitável ancião.

Surpreendia, no entanto, a par do seu ar compenetrado e sério, parco de palavras – em contraste com a exuberância dos outros elementos, Cabral incluído, surpreendia, dizia eu, um sentido de humor agudo e a propriedade com que colocava as suas tiradas. Parecendo, à primeira vista, uma carta fora daquele baralho, depressa percebi que era um elemento valioso do grupo, um homem inteligente, alegre e espirituoso à sua maneira. [Read more…]

Ponte Luis I

Do melhor que Gaia tem, a vista sobre o meu Porto.

Atravesso a ponte e não me canso de olhar … olhar … olhar.

Memória descritiva: A capital e o capital – («Braga reza, o Porto trabalha, Coimbra estuda e Lisboa diverte-se»)

Capital é palavra com muitos significados. Das mais importantes acepções destaco duas, dois substantivos com géneros diferentes – o capital, acepção do foro da economia; a capital, na área da geopolítica. Dois famosos livros, entre muitos outros, celebram cada uma das acepções – «O Capital», de Karl Marx, e «A Capital», do nosso Eça. Como adjectivo tem também a sua importância – pena capital, por exemplo, para quem a ela tiver sido condenado, assume uma dimensão transcendente.

O significado de que, para já, me quero ocupar, é aquele sobre o qual Eça de Queirós dissertou num romance que viria, depois, a dar lugar à sua obra-prima «Os Maias». Isso mesmo, a capital de Portugal – Lisboa. No seu livro, Eça relata as vicissitudes de um provinciano numa capital, também ela provinciana. Porque naquela época final do século XIX, tal como agora, a capital era um espelho do País. Como se cada país tivesse a capital que merece.

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Encenações políticas

O PS tentou a vitimização, acusando a oposição de o não deixar governar, de irresponsabilidade política, não poderia governar com um orçamento que fosse da oposição e não o seu.

O PSD tinha tudo a perder se deixasse que o CDS tomasse o seu lugar nas negociações. Aliás, se bem se percebe, a manutenção de Manuela F. Leite em Presidente do partido, para além de aproveitar a sua capacidade de economista, resguarda o próximo presidente de um desgaste enorme, não só na negociação mas tambem da possibilidade de dali lavar as mãos no futuro.

O PCP volta à ladaínha do costume, não é como eles querem é de direita, portanto, nada têm a ver com o que aí vem , ficam de mãos limpas para “malhar” o que fazem depressa e bem, sendo um bom contributo para a vida parlamentar e política.

Quanto ao BE só agora se percebe que a sua posição é muito dificil, não conta para nada, o PS nunca se virará para quem lhe pode e quer disputar o eleitorado. Ainda se juntos fizessem maioria, mas foi um “sonho de noite de verão” !

Claro, que este “bloco central de interesses” vai colocar os três partidos restantes em sintonia no ataque a uma fórmula que trouxe o país para esta situação.

O pior que pode acontecer ao país é um governo PSD/PS, seja de incidência parlamentar, seja de incidência governativa, o lamaçal vai acentuar-se e bem melhor seria que se separassem as águas.O PS devia juntar-se à sua esquerda com o PCP e com o BE, são assim as regras da democracia. A não ser assim, não se vê o que novas eleições (no prazo previsto pela constituição) podem trazer ao país.

Se os partidos ditos de esquerda governassem, a alternância seria natural com o PSD/CDS, o que constituíria uma mais-valia para o país afogado como está, em tantas e tão más situações. Mais-valia, no sentido que a políticas diferentes correspondessem caminhos também diferentes e com metas clarificadoras.

A não ser assim, resta um governo “Presidencial” até que novas eleições se realizem, à volta dos grandes problemas nacionais, de braço dado com as instiuições financeiras ( o FMI já canta a serenata do costume, na Grécia) e com a UE a apertar o “garrote”.

Quem está “entalado” é o pessoal do costume!

FUTAventar – um Leão com juba

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/9ZorqAdF2SEvwRZ52AcR/mov/1
Este Sporting está muito melhor, os jogadores estão soltos, alegres, parece que gostam de jogar à bola. Será que é porque lhes é dada liberdade dentro de uma determinada organização, ao invés do que acontecia até aqui?

Saiu o Polga, entrou o Tonel, melhorou a defesa; entrou o Adrien, melhorou a velocidade e as transições; O Saleiro é um ponta de lança que completa muito bem o Liedson; e o João Pereira dinamita todo o corredor direito; o Miguel Veloso, saído da frente da defesa, tem mais espaço e oportunidades de rematar á baliza.

Mudar faz bem, principalmente quando não somos felizes!

Ser gente

(adão cruz)

Quando eu era criança, diziam-me os meus pais que eu tinha de fazer tudo para ser gente. Ser gente? Mas o que é ser gente?

Ao ver hoje o que se passa à nossa volta, ao ver a deterioração mental, a total ausência de escrúpulos, o desprezo da honra e da dignidade, a proliferação de criminosos, corruptos e vigaristas de toda a espécie, mais evidentes nos estratos superiores da sociedade e nos sectores da Administração e do empresariado, de onde deveria vir o exemplo e não o assalto miserável a quem trabalha, eu entendo o que os meus pais quereriam dizer, com o ser gente. Ser gente seria, porventura, ir mais além do que trabalhar com seriedade e honestidade. Ser gente pressuporia a construção de alguma coisa dentro de nós e fora de nós que assenta, a meu ver, em quatro pilares fundamentais: [Read more…]

Cristiano Ronaldo de cuecas


Soube através do «Público» de sexta-feira que Cristiano Ronaldo é o novo modelo da Armani e logo ali me lembrei de aplacar a fúria da ala feminina do nosso blogue, que nos últimos tempos só tem visto raparigas desnudadas. Ele é Ana Malhoa, ele é Ruth Marlene, ele é Diana Chaves, e rapazes nada.
Mas onde ia eu desencantar um homem sem roupa? Não sou conhecedor do meio. Ainda me lembrei da «Playboy» de Portugal, que costuma trazer rapazes na capa. Mas o «Público» salvou-me. Assim, sempre posso dizer que, se um jornal de referência pode trazer uma página inteira com o Cristiano Ronaldo de cuecas, um blogue de referência, como o Aventar, também pode.
Para os homens do Aventar: amanhã, uma semana passada sobre a estreia em Portugal de «NCIS: Investigação Criminal» (Los Angeles), prometo redimir-me com a belíssima Daniela Ruah.

Foz Do Douro – Farol Velho

Sem palavras

Janeiro

Há noites assim, em que a cidade se enfurece num desassossego de chuva e ventania, e se nos acerca o medo de que a noite não termine nunca. Todas as portas se encerraram, ninguém espreita das janelas, pelas caleiras rotas jorra água sem fim. À luz baça dos candeeiros de rua, saltamos charcos, enfrentamos as rajadas de cara descoberta, e caminhamos com uma réstia de esperança.

Ansiamos por uma luz, um rosto familiar, ou que um rasgo de sorte nos inverta o rumo e que, da sucessão monótona de fachadas cinzentas, se descerre a caverna luminosa de um poeta. E aí nos sentaremos, enquanto a chuva de Janeiro engole a cidade, e o coração se nos acende no peito.

Como se sai disto?

A verdade que Sócrates esconde:

PIB: 160 mil milhões e que não cresce desde que o PS tomou conta do poder e não vai crescer nos próximos cinco anos.

Despesa do Estado: 80 mil milhões (metade do PIB, da riqueza do país já vai para o Estado)

Desemprego: 10% o que corresponde a cerca de 600 000 pessoas (se considerarmos que são as famílias mais pobres as que mais depressa vão para o desemprego, podemos calcular que há 1 200 mil pessoas a viver mal,  por cada desempregado, outro que depende dele)

Dívida pública ; 120% do PIB, isto é, precisamos de trabalhar um ano e mais cerca de 2,5 meses para pagar o que devemos! (Os TGVs são pagos com mais dívida!)

Déficite corrente: 8/9%, conforme o que possam esconder passando despesa para debaixo do tapete.(diferença orçamental entre despesa e receita)

Apoios sociais: 5 mil milhões de euros, o que quer dizer que, como não há crescimento de criação de riqueza, é insustentável.

Descontos nos impostos: 1,2 mil milhões, que como se percebe, quem embolsa, são os que têm dinheiro para fazer PPRs e seguros, os que ganham o vencimento mínimo, ou perto disso, não são beneficiados por descontos.

Se, em vez de fazermos as contas em relação ao PIB, as fizermos em relação ao Rendimento Nacional, (PIB – juros da dívida) estes números ainda são mais assustadores!

A carga tributária já anda perto dos 42% o que retira competitividade à economia e não é atractiva para o investimento estrangeiro. Não deveria ultrapassar os 35%! Mas como, se é quase certo que vamos ter que aumentar impostos?

Então como se sai disto?

Sai-se criando riqueza, produzindo bens transaccionáveis e que se exportam e que substituam importações! Nada que os megainvestimentos façam! Congelar salários da função pública, que foram aumentados em 2,9% por causa das eleições, num ano onde a inflação foi menos que zero! Investimentos públicos de proximidade que dão emprego imediato. Escolher as actividades económicas onde o país tem experiência e condições naturais e humanas. Nas novas actividades onde há competências!

E largar de vez a banca, as construtoras, as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que já são grandinhos e podem viver sem a mama do Estado!

Sócrates continua a mentir, bem como o seu pinóquio das Finanças! A discussão do Orçamento vai ser feita sobre as mentiras ou sobre as contas verdadeiras?

Com mentiras nunca iria a jogo. Deixem-no a falar sozinho!

Os blogues e o incrível C-130:

Coisas fantásticas sobre ESTA história:

E lá regressou o avião, antes que caísse

15 de Janeiro de 2010 por Luis Rainha, 5Dias

Sempre nos poupámos à vergonha de ter o C-130 estatelado no aeroporto de Port-au-Prince, com os haitianos a salvar o nosso pessoal.

por Emídio Fernando no Correio Preto:

O avião português C-130 que deveria chegar ao Haiti regressou para reparar o motor, depois de ter partido com horas de atraso e de ter percorrido uma parte da viagem. E assim se mostra como é, de facto, irrelevante a ajuda portuguesa. Ler o resto AQUI.

F.C. Porto – FutAventar #19:

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/Ng5Kp8EKIHJAQUHcJCFn/mov/1

É NESTAS horas que se vê quem é um verdadeiro Dragão. Eu continuo a acreditar

O segundo quadro de 2010

(adão cruz)

(Dedicado ás meninas e meninos do Aventar)

Neste morrer do Homem e do entendimento, a procura da arte ainda prevalece como tábua de salvação. A arte não se compadece nem com a abreviatura do silêncio nem com a amplidão do grito. Neste vergonhoso mundo, a arte ainda tenta nascer da luta entre sonho e pesadelo. O sonho de ser um pássaro voando na proporção do amor, sem medo nas penas, e o pesadelo de ser um homem feito à medida do vento, arrastando as asas e a consciência.

Para reflectir

Esta semana dei por mim a ter uma conversa com uns colegas sobre os cursos que vamos tirar. Se têm ou não saída. Sobre o que nos vai acontecer. Sobre o que queremos na vida, sobre a felicidade e a falta dela. Sobre tudo o que pode correr terrivelmente mal. Estamos em humanidades, bolas, estas preocupações são justificadas em todas as áreas e especialmente na nossa. Contudo, ás tantas alguém mencionou o terramoto no Haiti, e nós percebemos que as nossas preocupações, apesar de perfeitamente justificáveis para a nossa idade, e para o nosso contexto, são pouco comparado com as preocupações daqueles desgraçados. Depois de um silêncio há um colega que diz: “a pergunta que eu faço todos os dias, mas mesmo todos os dias, é: se eu morresse hoje, será que moria feliz?”

Hoje em dia, há muito a noção de que toda a gente tem é que ser feliz, e de que tudo tem que ser fácil, e este sentimento está generalizado, especialmente entre os jovens. Eu não concordo nada com isto. Acho que a vida não é fácil, e não é para ser fácil, e não vai ser fácil. E é preciso esforço, muito esforço, e lutar e muito. E no meio disto a chamada felicidade pode ficar pelo caminho. Mas também acho que é bom relativizar as coisas. Parar um pouco, para pensar, realmente, se moressemos hoje, será que morríamos felizes.

Visitem os Portugueses de Malaca


O William de Silva dá-vos as boas vidas A Q U I

Os casamentos de Santa Liberata

Parece que houve um mal entendido: afinal a Câmara Municipal de Lisboa não queria nada alterar o figurino dos casamentos de S. António, de modo a que estes contemplassem casamentos entre homossexuais, embora noutra versão não seja bem assim.

Tem lógica. O franciscano  não seria o padroeiro mais adequado. Já a também portuguesa Santa Liberata parece-me de conveniente invocação.

Santa Liberata, Wissant

Santa Liberata, Wissant

Liberata, a virgem barbuda, também conhecida por Willgeforte,  Librada ou Uncumber, é segundo algumas versões uma santa portuguesa com certeza. Filha de um rei mauzinho que a queria casar com um colega quando a cachopa já consumara matrimónio com Jesus pediu ao esposo que a fizesse tão feia que nenhum homem a aceitasse. E desta forma foi contemplada com uma bela barba. O pai, furioso por perder o negócio (sim, o casamento, o sagrado matrimónio, foi um negócio corrente até ao séc.  XX), destinou-lhe como castigo morrer como morrera o seu deus na versão filho, mandando-a crucificar.

Discretamente foi transformada em padroeira dos perseguidos, ora perseguidos foram os homossexuais ao longo dos tempos, e de resto ainda o são. Podem encontrar as mais diversas versões e nacionalidades da lenda, como é próprio das lendas, a mim ninguém me tira que era irmã de Santa Comba, a santa de Coimbra antes de ser destronada por uma Isabel de Aragão, essa sim personagem real. Não conheço nenhuma representação de Liberata por estes lados, mas conheço o papel da inquisição na arte religiosa portuguesa e portanto é natural que assim seja.

Fica a sugestão à Câmara Municipal de Coimbra, antes que o evento siga para o Porto em retaliação pela fuga de um outro espectáculo…

Madrilenos na Caparica em TGV!

Os megainvestimentos eram decisivos, já a correr e a saltar. Sócrates já vem dizer que se trata de preparar, não é para amanhã, temos que olhar as contas do Estado, o déficite, a dívida, enfim, tudo o que os maus da fita lhe vêm dizendo há pelo menos quatro anos.

Entretanto, o Ministro das Obras Públicas (outro pândego) veio dizer hoje que Lisboa vai ser a praia de Madrid, com o TGV é um saltinho, é ver os madrilenos saírem a meio da tarde de sexta-feira e virem dormir à Caparica. Este é o maior argumento e o mais original para defender a construção do TGV!

Estou convencido!

Mas não ficamos por aqui, o Ministro das Finanças  (este tem mais responsabilidade porque é economista e o nosso Primeiro…) já vem dizer que, afinal o mais certo, é aumentar impostos, tiraram-lhe o “pagamento por conta” o tal que é cobrado às empresas antes, e muitas vezes, sem terem lucros. Grande maneira de tornar as nossas empresas competitivas e, em último, obrigarem-nas a fecharem e contribuírem para o aumento do desemprego.

Como sempre se soube este governo não tem nenhuma política para sair disto! Vai seguir as regras como os outros, o país vai ficar mais pobre e os milhões que entraram no bolso dos banqueiros e dos especuladores, vai ser tirado a quem trabalha!

Vídeo pornográfico atrapalha trânsito

Era o fim de um dia normal, igual aos outros. Igor Ivanovich saiu tarde do trabalho e dirigia-se para casa. Em Moscovo, nesta época do ano, a noite cai cedo, Igor faz o mesmo percurso cinco vezes por semana.  À entrada do túnel Serpukhovski foi obrigado a parar. Um engarrafamento. Merda, mais um acidente, pensou. Alguns automobilistas abriam as janelas e punham a cabeça de fora. Olhavam todos na mesma direcção e Ivanovich imitou-os. Arregalou e esfregou os olhos, primeiro por não acreditar, depois para ver melhor. Mas, ver melhor o quê? Isto, no gigantesco painel publicitário! Uma pequena diferença num dia absolutamente normal.