Acordo Ortográfico: entremez muito simples sobre a arte de não responder

Esta caixa de comentários inspirou-me o pequeno divertimento que se segue. O visado perdoar-me-á. Ou não.

Personagens: Nabais e Silva

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O que faz mal às pessoas

O SNS não será nem é sujeito a nenhum tipo de racionamento desta forma. Vamos ter é uma racionalização cada vez mais no sentido de só fazermos às pessoas aquilo que faz bem às pessoas

Fernando Leal da Costa é médico e secretário de estado. Já teve a lata de querer poupar nas terapias que prolongam por pouco tempo a vida de alguns doentes de cancroAgora pelo que se percebe descobriu que o Serviço Nacional de Saúde faz coisas que não fazem bem às pessoas. Não fazendo bem é suposto que ou fazem mal ou são placebos. Ora se isso existisse no SNS não era caso para poupar, mas sim para exterminar. Entretanto começamos todos a desconfiar que  Leal da Costa não é um placebo, faz mesmo mal às pessoas. Precisa de ser removido, com urgência, tal como toda a equipa ministerial de privatização da saúde.

Era uma vez um primeiro-ministro em dois episódios

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Internet sem fios gratuita para todos

Parabéns S. João da Madeira. Às vezes, ser o concelho mais pequeno do país, compensa.

Tudo farinha do mesmo saco

Seguro não vota contra o governo. É a abstenção violenta mas construtiva.

O fosso que todos ajudamos a cavar

O fosso de que se trata neste post é aquele que “se cava” entre a política e a vida.

Não somos apenas nós, cidadãos comuns, que o dizemos (sobretudo sentimos). São também, pelos vistos, alguns políticos como o deputado do PS Francisco Assis, que escreveu ontem no Público: “Quando entre a política e a vida se cava um fosso, tudo pode acontecer”.

Eu quero e preciso acreditar que ele, enquanto agente político, está a ser sincero e a trabalhar no bom sentido ou de boa fé para o bem comum.

Ele reconhece a “profunda distância que separa o discurso prevalecente na política do mundo concreto da vida”.

Ele sabe, ou finge saber, ou isso lhe interessa (maquiavelicamente) que, para nós, homens e mulheres comuns,  os discursos políticos já não significam nada, que são «montados» de “palavras ocas”. Assis refere-se sobretudo aos homens e mulheres “que se limitam a viver uma vida sem esperança, sem futuro, sem projecto, quase sem dignidade”.

“Tudo pode acontecer”. Tudo pode acontecer quando se cava um fosso entre a política e a vida. Já conhecemos muitos exemplos disso mesmo.

O fosso está cada vez mais profundo.

Mas nós, às vezes, damos uma ajudinha e não é só pelo voto…

Um exemplo: foram criados 1008 movimentos na sequência da iniciativa do governo «O Meu Movimento». Ideias boas e reveladoras de um interesse genuíno dos portugueses em melhorar este país. 

Um apenas foi recebido pelo PM (eles a cavar com toda a força): o movimento denominado «Abolição das Corridas de Touros». Teve mais de 8000 apoiantes (a nossa ajudinha). Não havia causas mais importantes a apoiar? Porque ganhou esta? O que se passa connosco? De que estamos à espera?

Não sou contra os touros, mas os portugueses estão a precisar mais de serem ouvidos e atendidos… Foi desperdiçada uma grande oportunidade.  Mais de 1000 pessoas registaram as suas preocupações através da criação do «seu» movimento, para depois ser selecionado apenas 1. Entre os 4 primeiros com mais apoiantes, 2 manifestam preocupação pelos animais…

Para quando uma audiência com os graves problemas das pessoas?

Uma vergonha.

A verdadeira festa do futebol

Dedico este post a todos os que acham que os adeptos de futebol

 são meros hooligans  lobotomizados, broncos sem meio palmo de testa,

primatas a caminho  da descoberta do polegar opositor.

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Ontem, em Gdansk, os irlandeses (tal como os espanhóis) protagonizaram um dos mais belos momentos que o futebol pode proporcionar, com a particularidade de não se ter passado sobre o relvado, mas nas bancadas. Ainda durante o jogo, perdia a Irlanda por 4-0 e os irlandeses cantavam assim

Acabado jogo, ainda no estádio, consumada a derrota e eliminada a Irlanda da próxima fase do Euro 2012, ouvia-se este som impressionante [Read more…]

Impulso jovem

Árbitro Pedro Proença faz falta sobre jogador irlandês

Ontem, durante o jogo Espanha-Irlanda, Pedro Proença fez uma falta nítida sobre um jogador irlandês, recorrendo a uma carga pelas costas. Talvez porque ninguém é bom juiz em causa própria, resolveu não apitar, porque, provavelmente, seria obrigado a mostrar cartão amarelo a si próprio e corria o risco de ficar excluído da próxima jornada.

O Legado das antigas civilizações – Cartago e os Fenícios

Não abundam na net filmes completos sobre a civilização fenícia. A sua importância relativa, no contexto da História do 7.º ano, leva-nos ainda assim a inclui-la nesta série através deste documentário. «Cartago e os Fenícios» aborda a história de um povo de comerciantes e marinheiros que chegou com as suas embarcações até à Península Ibérica e que tinha Cartago (actual Tunísia) como a sua colónia mais importante. Organizada em cidades-estado, a civilização fenícia tinha o seu centro no território actualmente correspondente ao Líbano, Síria e norte de Israel. Por ser falado em inglês, o presente documentário deverá ser legendado.


Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.2. – Contributos das primeiras civilizações

Umbigo


Marcelo Tholedo

Privatização dos infantários da Segurança Social: Ninguém luta pelas nossas crianças?

O Governo prepara-se para privatizar a partir de 1 de Setembro 25 infantários e centros infantis em todo o país. A comunidade criada no Facebook é cada vez maior. A Comunicação Social em breve vai dar atenção a esta luta.
Mas e os Partidos políticos, onde param? Por onde anda o PCP e o Bloco? Não é uma luta que lhes interesse, a luta das nossas crianças? Não é uma luta que lhes interesse, a privatização de 25 infantários e o despedimento colectivo encapotado de mais de 1000 funcionários públicos?
E os Sindicatos de Professores, onde param? As educadoras de infância não são colegas? Não são sindicalizadas? Não estamos a falar de pré-escolar?
E os blogues de educação, onde param? Há tanto para falar de educação e nem uma linha para defender as nossas crianças? Para defender as educadras de infância que vão ficar sem emprego?
Vamos à luta, porra! Podem conseguir o que querem, mas não hão-de consegui-lo sem luta!

Imposto sobre a casmurrice

Site de compras online cobra taxa a utilizadores do Internet Explorer 7Leia a explicação do site (em inglês)

Uma tempestade por uma garrafa de água, sff

Acabam de contar-me uma daquelas histórias que a gente vê a léguas que só podem ser mentira. Contaram-me, imaginem, que este ano os alunos não vão poder beber água durante os exames nacionais. Não pode ser, dizem vocês. Pois, foi o que eu respondi.

Se tivessem acrescentado que isto irá passar-se- num desses países em que o Estado se borrifa para a saúde dos seus catraios, eu era capaz de acreditar. Mas, em Portugal, onde fumar está a um passo de ser criminalizado (tá bem, é exagero mas não será por muito tempo), e onde a Direcção Geral de Saúde até quer ir inspeccionar as casas para saber se há garrafas de lixívia à mão de semear dos pequenos, vê-se logo que é peta.

Ora se há exames (parece que são dois) que chegam a durar 3 horas, e a maioria dos outros 2h30, e se há escolas que não têm ar condicionado, porque o Parque Escolar não chegou para todas, e a muitas a que chegou nem há verba para ligá-lo, proibir os alunos de beber água não andaria longe da tortura, não é?

Também é verdade que isso de as garrafas de águas estarem proibidas não está escrito em lado nenhum, e parece que apenas foi dito pelo presidente do Júri Nacional de Exames, prescrição suficiente para algumas escolas cumprirem.

Mas não, claro, isto é o país dos boatos, inventa-se cada história. Deixar os miúdos fechados numa sala, a fazer um exame de 2h30, sem ar condicionado, em Junho, e sem água? No mínimo, era caso para a Comissão de Protecção de Menores.

Urgência patronal

Antes que isto mude, o ministro do grupo Melo manda fechar já a Maternidade Alfredo da Costa.

Estão com pressa, estão aflitos.

Estarias nas Astúrias, Che Guevara, não fosse uma espingarda americana

Não fosse o imperialismo americano o que é, e a defunta URRS tão ciosa de não ter concorrência ordenado ao subserviente Fidel um fim rápido mas tropical, talvez ainda estivesses entre nós. Mesmo que numa cadeira de rodas, sempre com vontade de estar entre os mineiros asturianos.

Com Paco Ibañez e Nicolas Guillen, e um obrigado ao Carlos Guimarães Pinto por me ter recordado que hoje Ernesto Che Guevara faria 84 anos.

tudo pela verdade desportiva

A UEFA quer analisar as cuecas que Bendtner usou no Portugal-Dinamarca.

Acordo Ortográfico: Antônio Houaiss reconhecia o valor diacrítico das chamadas consoantes mudas

Foi no mural do Francisco Belard que descobri o vídeo republicado no fim deste texto. É possível assistir a um excerto de uma entrevista, em 1990, a Antônio Houaiss, eminente linguista brasileiro e um dos impulsionadores do acordo ortográfico.

O estudioso brasileiro começa por reconhecer que fazia sentido a oposição dos portugueses, já que as modificações ortográficas decorrentes do acordo eram em maior quantidade do que as que ocorreriam no Brasil. Houaiss, prescindindo de ser linguista, limita-se, então a ser um negociante, fazendo referência ao preço a pagar pela unidade ortográfica, que, mesmo que tivesse sido alcançada, nunca seria suficiente para criar uma quimérica uniformização da escrita, ao contrário do que afirmam os vendedores da banha da cobra acordista que propagam aos quatro ventos a ideia de que, agora, se escreve da mesma maneira em toda a lusofonia. [Read more…]

Não admira, a senhora está reformada há tantos anos…

…é normal que Assunção Esteves se esqueça de reformas estruturais durante 40 dias numa gaveta

Antologia da sacanice económica

A economia tem duas maneiras de ser albardada: com pessoas ou com números. É a diferença entre a esquerda e a direita. A direita quando discute economia fala assim:

as empresas (…) sabem tomar as suas decisões sem recorrer a António Borges ou aos que o aplaudiram. De facto, tem sido comum nas empresas privadas nestes últimos anos a contenção salarial, quando não mesmo o congelamento dos salários nominais (o que implica a descida dos salários reais) ou a diminuição de prémios de produtividade e outras regalias. (…) [Read more…]

Privatização dos infantários da Segurança Social: A menos de 80 dias do início do ano lectivo, nem o concurso público foi lançado


Até posso aceitar que se defenda a privatização dos infantários da Segurança Social. Não concordo, mas posso aceitar.
Até poderia admitir que as novas entidades gestoras prefiram ter a sua equipa educativa em vez de uma equipa herdada da Segurança Social. Não concordo, mas poderia admitir.
O que para mim é completamente intolerável é que tudo se faça em cima do joelho e que este processo vá prejudicar, acima de tudo, as nossas crianças. Não admito nem aceito que, a menos de 80 dias do início do novo ano lectivo, ainda nem sequer tenha aberto o concurso de privatização e se vá mudar tudo – entidade gestora, direcção, funcionários – em cima da hora.
Qual é a entidade? Qual vai ser a sua estrutura orgânica? Qual será o Projecto Educativo? Como vai funcionar?
É escandaloso que se faça tudo desta forma. Ao ponto de se admitir contratar pessoal exterior em regime de outsourcing se a transferência não estiver concluída, como se sabe que não vai estar, a 1 de Setembro.
Para lutar contra tudo isto, está criada uma Página no Facebook para lutar contra o despedimento colectivo de mais de mil educadores e auxiliares especializados em 25 infantários da Segurança Social em todo o país.
São eles o [Read more…]

Um templo para ateus

A Fundação Saramago inaugurou ontem. A presidenta Pilar (assim li no Público) marcou bem ou mal o dia? É que Saramago era um declarado e acérrimo ateu, mas a Fundação com o seu nome abre as portas, precisamente e logo, no Dia de Santo António! Pilar esqueceu-se deste grande pormenor. Saramago não ia gostar…Claro que a simbologia não é importante… Foi uma coincidência.  O que aconteceu foi que a Fundação abriu no dia de aniversário de Fernando Pessoa, issi sim.  Nem se notou nada que fosse dia do santo padroeiro de Lisboa, feriado municipal…

E por falar em ateus e santos…  

Está de passagem pela capital portuguesa, justamente, o filósofo suiço Alain Botton (1969), criado numa família «profundamente ateia» e autor do livro Religião para Ateus (D. Quixote).

Não é que ele anda a falar num templo para ateus?

Mas afinal… Um templo não é casa de Deus / deuses, lugar sagrado, estrutura arquitetónica destinada ao serviço religioso? Será que o ateísmo pretende comparar-se a uma religião, igualar-se a uma? Há aqui uma apropriação de termos e sentidos religiosos que não associamos, de todo, ao ateísmo. O próprio título do seu livro mistura naturezas opostas. Mas não há dúvida-. Ele conseguiu um golpe de marketing: crentes e ateus são atraídos pelo título. 

Pelo pouco que ainda sei sobre o assunto, Botton considera que o ateísmo pode aprender com a religião (“há coisas na religião que o mundo secular devia incorporar“). Talvez seja essa a justificação para a escolha daquele tema.

Talvez eu venha a espreitar o livro. Como crente.

Lei das Garantias: É devido o pagamento?

Santo António é Lisboa…

… e o resto é paisagem. Neste orgasmo antonino das estações de televisão nos últimos dois dias, em que, pelos vistos, só em Lisboa se comemora o Santo António. Curiosamente, quando chega o S. João, já se lembram que também é de Braga. É a chamada “regionalidade selectiva”.

Carta à mulher do presidente

(Já lá vão uns anos, mas é sempre actual )

Minha Senhora, estava eu a jantar quando vi no telejornal as imagens do bombardeamento sobre a aldeia de Korisa.

Imagens da vossa bravura, imagens da coragem e determinação do seu marido.

Corpos carbonizados, dilacerados, fumegantes, esventrados, cabeças estouradas, pedaços de vida feitos em pedaços de carne morta.

Cem pessoas abatidas e muitas outras feridas gravemente, enquanto o diabo esfregou um olho.

Cem inocentes que Deus sacrificou às mãos de quem tanto reza, cem refugiados a caminho da longínqua esperança, olhos postos no fictício horizonte da solidariedade humana. [Read more…]

Xeque-Mate a Portugal pelo Partido-Merda

O crime político-económico mais grosseiro alguma vez cometido em Portugal é recente e é este, repleto de coniventes, recheado de beneficiados, à testa dos quais-coniventes está, surpresa das surpresas, Cavaco Silva, com a sua velha flácida cumplicidade calculista ou tóina, escolham, pois promulgou tal prolongado estupro geral ao contribuinte pelas décadas das décadas. Nem é preciso repetir quais os supremos cretinos beneficiados sob a gestão calhorda do Partido-Merda. Capazes de tudo, mas tudo, por amor ao próprio estômago e ao próprio bolso. Ímpares no desprezo proverbial por todos e cada um de nós. Foram capazes de capar professores com mordaças burocráticas, algemas morais e estigmas profissionais. Foram capazes de criar todas as condições para chupar tudo e ir de férias. Vitalícias. Prendam-nos. Prendam-nos já, a esses infinitos cabrões!

O Êxodo descodificado

Documentário do Canal História, legendado em português, que tenta explicar a origem da religião hebraica através da vida de Moisés e das pragas que terão sido lançadas sobre o Egipto. Interessante para o estudo desta matéria desde que devidamente contextualizado e explicado aos alunos. 

Ficha IMDb

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.2. – Contributos das primeiras civilizações

A ver a vista

Uma Semana Boa

Agora que uma equipa de futebol a que chamam “portugal” ganhou um jogo, e agora que o povo vai andar uma semanita anestesiado, eis o momento óptimo para o gaspar e os outros reis magos lançarem mais duas medidas de austeridade: a privatização (1) do que falta da Água dos portugueses e (2) a cobrança de taxas pelo enchimento de garrafões de polipropileno nas fontes (ainda) públicas, mesmo aquelas cuja água (grátis) não tem a sua qualidade controlada. O orçamento das câmaras e das juntas de freguesia vai para coisas mais importantes.
Esta era mesmo uma boa semana para lançar mais um imposto, mais uma taxa…

Cristiano Ronaldo & Pepe

Não sou o fã número um da seleção. Mas já fui.

Estive nos cafés, no tempo da Escola Secundária, a ver Portugal ser campeão na Arábia Saudita. Andei também pelos estádios a ver Portugal ser Campeão do Mundo em 1991, no arranque da mais fabulosa geração de futebolistas que o nosso país teve.

Cresci com eles e maravilhei-me com os feitos deles nas grande competições, até … Mudar tudo.

Para mim a seleção não é um clube. Nunca sofri pela seleção como pelo BENFICA, nem pouco mais ou menos. É um defeito meu, eu sei. Quem não os tem?

Mas com o Scolari foi a ruptura porque nunca me identifiquei com a bandalheira que aquele tipo gerou à volta da equipa,  ainda que, do ponto de vista dos resultados, tenha estado bem. [Read more…]