A procura do luto

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Los fuzilamientos del 3 de Mayo no Madrid Bonapartista. Como os do Chile entre 1974 e 1989, que Sónia Ferreira estudou no sítio, orientada por mim.

Há lutos e lutos. Pela perda de um ser querido, por salvar à Pátria, por se rebelar contra militares assassínios, como no caso do Chile, que Sónia Ferreira estudou, com profunda tristeza, acompanhando as viúvas e mães que não conseguiam encontrar maridos e filhos. Tinham sido assassinados mas não perdiam a esperança… [Read more…]

Cromo do Dia: Ministério da Saúde e Hospitais

O cromo de hoje é triste e não adianta estar com trocadilhos humorísticos ou apontamentos caricatos. Seja porque houve desinvestimento nos transplantes (Paulo Macedo, ministro da saúde), seja porque os hospitais se consideram insuficientemente pagos, a lista de pacientes à espera de transplante de orgãos não pára de aumentar e estes não cessam de diminuir, com um número indeterminado de mortos por conta desta situação.transplantes.

Já não se trata de empobrecer o país em nome da “economia futura”, de emagrecer o nível de vida da população, ou de cortar no Natal e nas férias. Aqui a diferença é entre a vida e a morte. E isso povo nenhum devia tolerar.

Feriados: o 5 de Outubro e o tratado em Zamora que não é nenhum tratado

A importância de ter um feriado na data em que Portugal se refundou, deixando o medieval tempo dos soberanos por direito hereditário derivado da imprevidência divina, nem precisa de mais explicações. A I República teve os seus defeitos mas temos com ela a virtude de bem ou mal eleger quem nos governa, após 48 anos de interregno.

Há contudo outro 5 de Outubro, para quem tem da História a visão do Estado Novo: revisionismo, mentira e efabulação. É o caso dos que julgam comemorar nessa data o aforismo fascista do “quem não sabe a data de 1143 não é bom português” e dizem comemorar o “Tratado de Zamora“. Ora vamos lá ver, o Tratado de Zamora muito simplesmente não existe e nem é provável que tenha existido.

A 4 e 5 de Outubro de 1143 teve lugar em Zamora um encontro entre Afonso Henriques, Afonso VII e o Cardeal Guido de Vico, legado do papa Inocêncio II. Após o episódio de Arcos de Valdevez (1140) e mediado por João Peculiar “os dois primos assentaram na cessação das hostilidades“.

É este um episódio determinante na fundação de Portugal? nem por isso. [Read more…]

Comunicações sim, aquecimento não

Isabel Gonçalves

Ligações

Actualizada a página de ligações do Aventar, o que não era feito há muito tempo.

Como achamos justo retribuir a todos os blogues que nos fazem o favor de ter na sua listagem similar, também chamada de blogroll, e como se torna impossível assegurar que tal permuta é feita com justiça, agradecíamos que nesta caixa de comentários os injustiçados se manifestem. Obrigado.

Tentem agora tirar este


Fracos!

Versos anibais

Primeiro levaram o Oliveira e Costa
Mas eu não me importei,
porque não era presidente do BPN

 

Depois, apertaram com o Dias Loureiro
mas eu não me importei,
porque não era da SLN, nem tinha negócios offshore

 

Depois prenderam o Duarte Lima
mas eu não me importei,
porque nunca conheci a secretária do Tomé Feteira…
nem cometi (há o caso das acções e da Coelha… mas que diabo…) fraudes no BPN

 

Agora, estão a subir a escada…
estão a bater-me à porta…

 

E quando percebi
Já era tarde!

Da autoria do Samuel, que bem os podia cantar, embora não seja fadista.

meu, nosso? vosso?…

Acordo Ortográfico: a opinião de Fernando Venâncio

Vale a pena ler atentamente este texto de Fernando Venâncio sobre o Acordo Ortográfico. Para além da história e das histórias à volta do alegado acordo, estamos perante argumentos sólidos, irrefutáveis.

Ligação roubada do facebook de Francisco Miguel Valada

Da justiça no reino

“Como pode um cidadão comum compreender que um português acusado por um juiz, num tribunal de um país civilizado e nosso ‘irmão’, de matar uma portuguesa, além de outras práticas que serão crimes fiscais face à nossa lei, possa continuar a sua vida em Portugal, sem ser detido nem extraditado – enquanto o será se puser o pé logo aqui, em Badajoz…?”, interrogava-se José Carlos Vasconcelos num comentário publicado na revista Visão, a propósito de Duarte Lima.

Pode sim senhor, digo eu. Desde que conheça minimamente como funciona a justiça portuguesa. E digo-o por experiência própria, que, reconheço, poderá ser redutora porque se reporta apenas ao tribunal de Barcelos. Que em tempos do ancien regime, como diria o engº. Marinho, conheci bem. Já o afirmei aqui e repito-o agora, orgulhosamente, que cheguei a ter quatro TIR’s (Termo de Identidade e Residência), nos “gloriosos tempos” dos Reis e de Mário Constantino, essa inutilidade autárquica, talentoso supra-sumo da mediocridade política. Vi e ouvi de tudo. Uma juíza absurdamente ignorante que assinou um acórdão reconhecendo explicitamente que os conselheiros Acácio e Pacheco, caricaturas queirosianas que qualquer estudante medíocre do secundário conhece minimamente, eram nada mais nada menos que escritores consagrados ao nível do seu criador! Ouvi uma procuradora adjunta afirmar que eu deveria ser condenado porque manifestava “especial perversidade”, duvidando eu dos conhecimentos semânticos da douta magistrada, a quem antes tivera de, pacientemente, explicar a diferença entre uma notícia e uma crónica jornalística. Li um relambório embrulhado em citações várias num acórdão para disfarçar uma condenação que ainda hoje entendo pré-decidida, como se num prato qualquer, a diversidade dos molhos disfarçasse a má qualidade dos alimentos. Isto eu vi. Eu ouvi. Eu testemunhei. [Read more…]

Estou Cheio de Ser Roubado Por Filhos-da-Puta

De ontem. Transcrição de reclamação em Livro Amarelo n.º xxxxx49 de um município entre o Douro, o Sousa e o Leça.

“Serviço: Estacionamento CM_X – xxx

(…)

Motivo da reclamação: Dei entrada neste parque de estacionamento pelas 18h20, viatura xxxxx. – À entrada foi protelado o suposto pagamento de eur 0,15; como me demoraria cerca de uma hora, eu e o guarda acordámos que eu pagaria aquele valor à saída. – À hora da minha saída – 20h00 – foi-me exigida a quantia de 50 cêntimos. Paguei o valor. Guarda não entrega recibo. Volto a pedir a prova de pagamento. Guarda emite novo talão n.º xxx006 – com novo valor – 65 cent.- Estou em crer que o guarda desvia fundos porquanto não quis, de todo, receber os alegados 15 cent. em falta”.

[EU] – … mas, repare, eu só paguei 50 cêntimos, quero pagar o resto, os 65, tal como vem no recibo. [Guarda]– ah, não faz mal, não faz mal. [EU] – A ver se percebi: o sr. está-me a oferecer 15 cêntimos? [Guarda] – Está tudo bem, não há problema. (…) [EU] – o Livro Amarelo, por favor. [Guarda] – Mas o que é que o senhor quer escrever lá? (…)  Não sei se o tenho. [EU] – Não faz mal, se não o tiver resolve-se já o problema de outra forma. (…)

A Reforma da Administração Local (Coimbra):

Convite:

Este Sábado, pelas 15h na sala 4 da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, um debate sobre a Reforma da Administração Local e que terá como oradores: o Secretário de Estado da Administração Local, Eng. Paulo Júlio; o Prof. Doutor Manuel Porto da Universidade de Coimbra e o Prof. Doutor Artur Pires da Universidade de Aveiro.

Uma organização do Instituto Francisco Sá Carneiro.

Troikinices e Cretinices!

troikaA maldita troika andou por cá. Em cada passagem, o tenebroso trio ataca sem pudor nem piedade direitos de cidadania básicos. Sobretudo, a frágil qualidade de vida de milhões de portugueses.

Desta vez, os senhores da troika deram-se ao prazer de ratificar a deliberação – para não lhe chamar roubo – do governo de corte dos subsídios de Natal e de férias a funcionários públicos e pensionistas; medida esta que, lembre-se, não estava elencada no tristemente célebre ‘memorando de entendimento’.

Todavia, as desumanas criaturas são insaciáveis em semear a maldade. Manifestaram agora o desejo de aplicar cortes de remunerações aos trabalhadores do sector privado. O eurocrata Jürgen Kröger exprimiu argumentos a favor da medida, nomeadamente os seguintes:

  1. A economia tem problemas de falta de competitividade e produtividade, solucionáveis, segundo ele, através da redução de salários também no sector privado.
  2. A medida teria a vantagem de travar “a transferência de trabalhadores do sector público para o privado”, atraídos por remunerações mais elevadas.

As observações e recomendações do Sr. Kröger são, no mínimo, disparates; próprios, de resto, de tecnocratas monetaristas, como o nosso Prof. Gaspar, cuja visão se centra em exclusivo no sector financeiro, ignorando a economia real do país – do nosso ou de outro onde infelizmente essas troikas intervêm. [Read more…]

Jorge dos Santos é um cidadão livre e George Wright gozou com o FBI. Bem feito

Discutindo com a primeira tentativa de democracia moderna do planeta, os EUA, é bom vermos que em Portugal a justiça às vezes funciona. Justiça não é perseguir um cidadão por pura vingança. Justiça não existe no país onde a raça determina a condenação e acima de tudo onde a pena de morte se pratica. O FBI, a polícia política que até os seus presidentes intimidou, perseguindo a sua vida privada, dançou o vira. Desapontem-se, pois então.

Bem vindo a Portugal na condição de cidadão finalmente livre Jorge dos Santos. Tu e a tua família bem o merecem.

E já agora, de quando em vez ter abraçado uma causa justa que ganha, sabe bem.

Cromo do Dia: Duarte Lima

Sem esquecer o princípio de presunção de inocência, que para mim é vital, torna-se óbvio que Duarte Lima, antigo menino de coro, antigo deputado & etc., é mais um dessa espécie que em Portugal floresce no meio do lodo e da lama para depois aparecer ostentando alvuras, dourados e, nos bons tempos, discursos moralistas. O cromo de hoje é Duarte Lima, o “Nenúfar”.

bpn

1+1?

A Sábado decidiu fazer uma sondagem cultural à porta de algumas universidades. Até admito que, entre as perguntas e a edição, haja (como é habitual no jornalismo) uma certa tendência para enfatizar um dos lados do problema.
Também posso admitir que naquele dia estivessem à porta das universidades os mais burros – ou os menos dotados, segundo a linguagem ideológica da pedagogia moderna. Se assim fosse, cumulando os dois factores, intercessionados num dado local e momento, teríamos o que se chama uma coincidência tramada.
Vamos dar, contudo, o benefício da dúvida e considerar esta peça jornalística um bom serviço ao conhecimento da população discente universitária e da sua cultural geral.
Se algumas perguntas são deprimentes, de tão óbvias que são as respostas, o resultado é mais que negativo. É trágico. A ideia que que pessoas que alcançam a universidade com um nível de literacia tão baixo já me parece tristemente frustrante para quem é professor (o meu caso) e para quem tem colegas alunos deste nível. Mas o hediondo é que se dêem respostas ou justificações como: «Eh pá! Coisas com Jesus Cristo?! Sou fraca em religião», como se saber quem pintou a Capela Sistina tivesse a ver com religião. [Read more…]

Pérolas “sociais-democratas”

Pedro Passos Coelho volta a por a tónica dominante da nossa competitividade nos salários baixos.

Nada de novo: desde Cavaco Silva que nos habituamos a ouvir “sociais-democratas” a defender semelhante tese.

O melhor de tudo é que com salários de miséria – embora não no entendimento de todos, pois há quem pense que não estamos tão mal assim -, continuamos, pelos vistos, a não ser competitivos.

A estes “sociais-democratas” aconselho, então, a tese comunista chinesa de promover o desenvolvimento económico à custa de mão-de-obra paga com lentilhas. Pode ser que assim se consiga atingir a tão almejada competitividade.

E já agora, Senhor Primeiro-Ministro, isto de andar constantemente a falar de assuntos de política interna no estrangeiro é muito pouco recomendável. Falar do que se passa cá lá fora é tão triste quanto termos tantos de fora a mandar cá.

Feriados, vamos lá acabar com o de Abril e o de Maio

A questão dos feriados tem sido uma batalha recorrente da direita patronal com um objectivo claro, baixar os salários, e outro oculto: tirar o 25 de Abril e o 1º de Maio do calendário. Acresce a ideologia do trabalho é que induca, com ou sem vinho que instrói, a velha glorificação típica das ditaduras. Libertem-se, dizem eles.

Como é de aritmética elementar, e sendo o salário contabilizado ao ano, retirar um feriado é muito simplesmente baixar os custos do trabalho, fazendo por isso parte da cartilha dos fundamentalistas dos salários que o ex-economista Álvaro Santos Pereira tanto criticava. Trabalhas mais e recebes o mesmo é igual a receberes menos. Sim o trabalho é uma mercadoria, não é um favor, e muito menos um dever patriótico.

Já aventei sobre o assunto, a mentira de que temos mais feriados do que os outros (sobre isto ler também este artigo e os seus comentários) ou a treta de considerar as pontes como algo mais que férias repartidas.

Neste momento o governo, e nisto Passos Coelho cumpre o que prometeu, prepara-se para tentar cortar com quatro feriados e terminar com as tolerâncias de ponto, assunto que aquando da primeira estadia da troika entre nós deu origem ao episódio caricato de António Simões, patrão dos patrões, insurgindo-se contra uma tolerância oferecida aos funcionários públicos, quando fez o mesmo na sua empresa. E pego na sua argumentação atrapalhada: [Read more…]

Subsistência, mais-valia, reciprocidade

Este texto é parte das minhas aulas aos meus discentes do ISCTE, hoje IUL, proferida a 7 de Março de 2005. Adoeci gravemente, com cancro na tiroidea, mas escrevi o livro «O presente, essa grande mentira social. A  mais- valia na reciprocidade», que reescrevo hoje, 14 de Novembro de 2011.

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 1. O título desta conferência tem vários conceitos que precisam de ser esclarecidos para entender a Antropologia da Economia e a falência em que este governo e o anterior nos fizeram cair. O primeiro é o de subsistência. Entendido este conceito, devemos lembrar o que se tem definido como objetivo da atividade humana. Esta foi exprimida in extenso por Adam Smith nas suas duas obras citadas [Read more…]

Duarte Lima é rico, foi preso mas…

…nasceu pobre. É uma explicação que me dá jeito para manter o que escrevi ontem, confesso, mas que não anda longe da realidade. A aristocracia nunca apreciou recém-chegados. E depois acontece-lhes o azar de serem apanhados. Ainda falta perceber como num processo em julgamento há tanto tempo só agora é detido. Mistérios.

Os jornais garantem que o governo garante

In memoriam Manuel Dias

Não possuo estatísticas, mas aposto que é possível ler, todos os dias, vários títulos de jornais em que se afirma que alguém garante alguma coisa. Ora, a única pessoa que pode garantir alguma coisa acerca daquilo que penso sou eu.

No Público de ontem, aparecia o seguinte título:

Relvas garante que “não há intromissão” política na informação da RTP

Mesmo que todos acreditemos na sinceridade de Miguel Relvas, não seria mais seguro substituir aquele “garante” por afirma, diz, declara? E se – Deus nos livre! – viermos a descobrir que, afinal, o governo, ao contrário do que garantia, se intrometeu politicamente na informação da RTP?

No Diário de Notícias do mesmo dia, o malandro do verbo não está no título, mas aparece escondido com o rabo de fora num parágrafo:

O corte dos subsídios de Natal e de férias a funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2013 é “claramente” temporário, garantiu hoje o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Aqui, também é engraçado tentar adivinhar durante quanto tempo após 2013 o corte será temporário. Quanto a garantias, mais uma vez, temos adivinhos ou telepatas no lugar de jornalistas. Se há coisa que temos aprendido é que a sinceridade dos políticos é claramente temporária. Mesmo que o não fosse, não há nada mais seguro do que não confundir declarações com garantias.

Conspiração contra o BES

Há alguma campanha montada para denegrir o Grupo Espírito Santo? Ou há fogo por baixo deste fumo todo?

Ontem saiu uma notícia no Público que aponta o envolvimento do presidente do BES Angola em esquemas de branqueamento de capitais. Lá teve o senhor Álvaro Sobrinho de pagar uma pequena fiança de 500 mil euros. Curiosamente a notícia já não estava na primeira página do Público on-line pela hora do almoço, mas não entremos em teorias da conspiração, o Grupo BES gasta muito em publicidade.

Há muito mais do que isto…

 
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Música grega de intervenção

Melhor dizendo, de resistência. A Grécia sempre teve grandes compositores e continua a ter na pessoa de Alkinos Ioannidis.

A letra original desta cantiga épica sobre a violência policial.pode ser encontrada aqui. A tradução automática para inglês funciona razoavelmente.

Hoje em Atenas luta-se nas ruas, em memória dos que caíram a 17 de Novembro de 1973 na luta contra a ditadura, agora que um homem da Goldman Sachs assumiu o governo helénico.

Por cá mais 1100 bastonadas vão ser contratadas e António Borges já está disponível. É a democracia moderna, estúpidos.

Última Hora: António Borges abandona a direcção do departamento Europeu do FMI

O FMI anunciou hoje em comunicado que António Borges comunicou à Directora Christine Lagarde a sua intenção de deixar o FMI, com efeitos imediatos, por motivos de saúde.

António Borges ocupou o cargo em Novembro de 2010 pela mão do tristemente famoso Dominique Strauss-Kahn.

O substituto foi imediatamente apontado pela Directora do FMI. Quem vai desempenhar o cargo vai ser Reza Moghadam que entra em funções amanhã.

As palavras de circustância de Christine Lagarde foram (traduzidas à pressa):

António Borges conduziu o Departamento Europeu durante um periodo extremamente difícil para os membros da Eurozona. A sua vasta experiência no sector público e privado, e a sua experiência académica, combinadas com a capacidade de criar fortes relacionamentos com as autoridades dos países membros, foram de grande valor para responder a esta crise.

Espero ansiosa que Reza Moghadam, aplique ao nosso trabalho na Europa, a mesma visão estratégica, ímpeto e cuidado que demonstrou ter na sua anterior posição. A excelente prestação em todos os postos que ocupou no FMI bem como as suas qualidades de liderança fazem de Siddharth Tiwari uma pessoa qualificada para ocupar o cargo deixado vago por Reza Moghadam.

Tendo em conta o exemplo Grego e Italiano temo que alguma mudança governamental esteja na calha para Portugal. Será que o Gaspar se quer ir embora? Estamos a assistir a uma dança de cadeiras destinada a consolidar as políticas da Sra. Lagarde? (Pura especulação.) Ou o homem está mesmo doente?

Todas as opções são más.

Palavras cheias de vento

Por incrível que pareça, existe a possibilidade de uma palavra não significar coisa nenhuma, o que é, evidentemente, uma contradição, porque significar faz parte da natureza da palavra.

Isso acontece porque, muitas vezes, as pessoas prescindem de pensar, acto que deveria preceder o de falar.

Assim, há palavras que ganham, por assim dizer, mais significado do que aquele que efectivamente deveriam ter, do mesmo modo que algumas pessoas são respeitadas sem o merecerem.

Esta notícia a propósito das irregularidades nas contratações a nível de escola não é uma novidade e não é inesperada e é a confirmação de que autonomia e descentralização não são, só por si, virtudes, do mesmo modo que a centralização não é, automaticamente, um defeito. Num país tão dado ao nepotismo, e mesmo correndo o risco de ser acusado de paternalista, vejo muitos perigos em descentralizar. Também por sermos um país em que a justiça não só tarda como não chega, a descentralização não me deixa descansado.

Os comentários dos representantes das associações de directores de escolas resumem-se, também, a produzir palavreado vazio, a fazer lembrar o pior de Maria de Lurdes Rodrigues: o facto de os casos serem “pontuais” perde importância se forem “graves” Por este andar, ainda acabamos a desvalorizar um homicídio só porque as pessoas não se dedicam mais à nobre tarefa de eliminar o próximo.

BPN: eles são ricos, eles não vão acabar presos

Você sabia que o caso BPN está a ser julgado desde 15 de dezembro de 2010? Você ouviu no telejornal que só Oliveira e Costa, juntamente com Dias Lourreiro um dos principais responsáveis pelo estado de Portugal, arrolou cerca de 600 testemunhas? Você sabe que ainda agora o juiz do processo pediu flexibidade aos advogados e sua carregadíssima agenda ou “o julgamento só vai acabar daqui a 10 anos“?

Não sabia? estranho. Será porque nem ao PSD, de quem o BPN foi o banco de recursos financeiros ilimitados, nem ao PS que nacionalizou os prejuízos deixando fugir o dinheiro, interessa ouvir falar neste processo? Vive num país livre onde há liberdade de expressão, não vive?. Ou vive num país de merda onde a comunicação social é propriedade e obedece aos ricos que nunca vão acabar presos?

Para a Sra. Ministra do Ambiente e para a EDP Filantropia

Sra. Ministra do Ambiente,

Porque não, não existe um paredão de 108 metros de altura na foz do Tua;

Porque os portugueses não têm mais 16 mil milhões de euros para subsidiar um Plano Nacional de Barragens hediondo, obscuro, assassino;

Porque os portugueses farão a justiça e a homenagem devida a quem nos “governa“.

Porque ainda há quem tenha vergonha na cara: acha que a EDP fará no Brasil aquilo que a deixam fazer em Portugal?

A conhecer: Movimento Gota de Água, Brasil.

Burnout e ensino

Quem lê diariamente os jornais saberá do que estou a falar. Horta Osório é um ilustre economista, cujas capacidades o terão catapultado para a direcção de um dos bancos mais prestigiados de Inglaterra- o Loyds Bank.
Porém, soube-se há dias que o excesso de trabalho  o levou ao limite humano do esforço, tendo caído numa cama de hospital a fim de fazer uma cura de sono.
Pois bem, eu queria aproveitar este exemplo para lembrar aos mais distraídos que os professores portugueses são potenciais “horta-osórios”. Com a agravante de os governos – desde Sócrates até agora – os atulharem de trabalho, enquanto lhes esvaziam a motivação. [Read more…]

Consulte um advogado e fique descansado

Som obtido, com a devida vénia, através da campanha televisiva da Ordem dos Advogados.

Troika flexível, mas só para os bancos

(Imagem roubada daqui)

O Económico notícia que a “Troika flexibiliza plano para recapitalizar banca nacional“. Trocando por miúdos, isto quer dizer que os bancos terão um prazo alargado para cumprirem com as metas em termos de capital impostas pela Troika.

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