Sobre Direitos animais…

-Tornou-se politicamente correcto, moda até, defender os direitos dos animais. Muitos, para não dizer toda a sociedade, protestam contra o abandono de animais domésticos, provavelmente até mesmo aqueles que o praticam, encontrando é claro, uma qualquer justificação para explicar o seu próprio caso. Algumas associações promovem acções mediáticas contra a utilização de peles na indústria de vestuário, touradas ou criação e abate para utilização na indústria farmacêutica ou cosmética. [Read more…]

Eu também sou egípcio

Não sei o que se seguirá no Egipto, destestaria ver um regime fundamentalista religioso suceder ao actual.

Mas hoje sou egípcio. Estou ao lado destas pessoas.

Dicionário do futebolês – estamos a incomodar muita gente

Em Portugal, todos os clubes que ocupem qualquer lugar que não seja o primeiro da tabela classificativa (outra pérola do futebolês) são vítimas evidentes de uma conspiração que envolve árbitros, árbitros auxiliares, delegados ao jogo, dirigentes desportivos, polícias a cavalo, dois batalhões de artilharia, alguns deuses menores e pequenos crocodilos. Se não fosse toda uma série de acontecimentos, entidades e pessoas, todos os clubes que não estão em primeiro lugar, estariam, obviamente, em primeiro lugar. Por sua vez, o clube que está em primeiro lugar deve esse dúbio privilégio a uma série de “interesses instalados”, não havendo, nunca, a possibilidade de ocupar tal posição por mérito, mas apenas porque “está tudo comprado” e “está a ser levado ao colo”. É claro que este mesmo clube, mal perca o primeiro lugar, passará a integrar o coro dos roubados, injustiçados e espoliados. [Read more…]

A pedido de várias famílias:

A baía de Angra do Heroísmo é, do Mundo, a que maior densidade de naufrágios históricos apresenta – nela se encontram mais de noventa navios naufragados, desde caravelas portuguesas até vapores brasileiros, passando por galeões espanhóis e naus da Carreira da Índia portuguesa.

Estes naufrágios estão protegidos por várias leis, desde a Convenção da UNESCO que Portugal ratificou em 2008 até às mais variadas leis nacionais e regionais – a baía está classificada como Parque Arqueológico subaquático, onde é proibido construir o que seja.

Não obstante isto e não contente com o estrago que a construção da Marina de Angra causou já a este património único no Mundo, o Governo Regional dos Açores quer agora construir ainda mais outro mamarracho nesta acanhada baía: um cais Terminal de Cruzeiros.

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Por entre Serras e Penedias, o Climax é Garantido


Ali no alto mora o espanto. A poesia transborda das fontes sob a forma de água engarrafada, aparece um bando de anjos fingindo ser de verdade, e povo, muito povo…

Deolinda que Parva que eu Sou

canto & letra de olinda. Quem disse que já não se faziam hinos?

E finalmente um hino tem a letra no feminino:

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

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A Reacção Egípcia

Eis o motivo pelo qual não pudemos, nunca, apoiar ditadores, mesmo que sejam os nossos ditadores, o seguinte foi feito um pouco também em nosso nome, vejam por favor ao minuto e dez segundos:

http://www.liveleak.com/e/aaf_1296315210

Escolas com contrato de associação – uma espécie de ponto da situação

Separar o trigo do joio é do interesse do País e das escolas

Os textos acerca do Colégio Rainha Santa, em Coimbra, do Colégio Paulo VI, em Gondomar, ou do Grande Colégio Universal, no Porto, não tiveram como objectivo criticar a existência de escolas privadas com contrato de associação (e, se assim o pretendessem os seus autores, estariam no seu pleno direito). Limitaram-se a analisar casos específicos, tendo demonstrado que, nas três situações, as referidas escolas estão na proximidade de escolas públicas, para além de, ao que tudo indica, seleccionarem os alunos, quebrando, de uma penada, duas regras impostas pelo contrato de associação, tal como, aliás, está anunciado no site “Escolas com contrato de associação”. Situações como estas já deveriam ter sido analisadas, há vários anos, e deveriam estar mais que resolvidas.

No entanto, com a sensibilidade de um mamute numa loja das mais finas porcelanas, a Direcção-Geral das Finanças para os Assuntos Educativos, vulgo Ministério da Educação, recebeu ordens para reduzir as despesas relativamente a todas as escolas com contrato de associação, indiscriminadamente. Esta tendência taurina do governo para baixar a cabeça e ir em frente tem como inevitável consequência fazer pagar o mesmo a justos e pecadores. Não deixa, também, de ser verdade que as escolas com contrato de associação parecem estar a agir em bloco, certamente acreditando que a união faz a força, mas correndo o risco de se misturarem justos e pecadores.

É urgente separar o trigo do joio e descobrir quais são as escolas que merecem manter o contrato de associação e as que não merecem. Se isso não for feito, as que não merecem continuarão a receber dinheiro a que não têm direito, mesmo que com cortes, e as cumpridoras verão diminuído o orçamento. José Canavarro tem aqui uma proposta que me parece sensata. [Read more…]

Quando um gráfico vale mais que mil mentiras

Esta malta andava a subir na vida. E fica-me a dúvida: não fosse a crise, e não teria este gráfico seguido o seu percurso natural, aumentando o assalto às finanças públicas e sustentando os empresários chulos do estado?

gráfico via Câmara Corporativa

Actualização – Não quero que falte nada aos meus comentadores:

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Destruição de obras de arte


Está confirmado. Tal como como era de prever, a CNN acaba de informar que a multidão atacou o Museu Egípcio no Cairo e destruiu obras de arte. Esta não é uma acção esporádica. A Irmandade Muçulmana vota um profundo desprezo a todo o tipo de arte “não islâmica”, na perfeita consonância com aquilo que os imãs exigem na Europa. Recordam-se dos dinamitados Budas de Bamian, no Afeganistão? Não se admirem se um dia destes virem as múmias dos faraós arrastadas pelas ruas do Cairo e as preciosidades do Antigo Egipto derretidas no cadinho. Qualquer semelhança com a antiga civilização, é uma mera coincidência no espaço territorial. Não tenham qualquer tipo de ilusões. Esta é uma “acção revolucionária” bem organizada e coordenada.

Não se trata de democracia. A sublevação poderá ter-se iniciado devido ao regime repressivo, mas o que aí vem, não é de bom augúrio. Trata-se de mais uma etapa na tomada do poder pelos radicais religiosos em todos os países muçulmanos. Qualquer entusiasmo com “vinte e cinco de Abris” norte-africanos, é apenas ilusionismo ou crendice bacoca.

Irmandades escondidas


Como reagiriam as potências ocidentais, a uma súbita irrupção de violência nas ruas de Lisboa ou de Atenas? Apelariam à contenção das forças de segurança? Declarariam haver “necessidade de reformas”?

Já crepita o fogo por todo o norte de África e no flanco sul da península arábica, o Iémen também entrou na corrente de sublevações que se generalizam. Nem mesmo o regime de Kaddafy parece seguro e apenas são respeitados os Chefes de Estado da Jordânia e do Marrocos, duas monarquias com forte apoio popular, dois países que têm merecido uma grande compreensão da sempre ansiosa diplomacia ocidental. Cremos que o verdadeiro alvo é outro, mais precisamente a Arábia Saudita. A queda do regime de Riade é um velho projecto dos extremistas muçulmanos, sabedores da total dependência europeia e americana, da boa vontade deste regime tacitamente seu aliado. A Irmandade Muçulmana (1) – que possui um programa claro – não deverá ser alheia a estas ocorrências. Há trinta anos caia baleado o general Anwar el-Sadat, vítima da aproximação aos EUA, da paz com Israel e da protecção concedida a outro alvo primordial, o Xá Mohamed Reza Pahlavi. O resultado está à vista e a “Europa” teima em contemporizar, temendo pelos seus negócios e refém dos seus medos. Querendo sempre acreditar em liberdade, os europeus acabam sempre por verificar resignados, a emergência de regimes muito mais repressivos que os derrubados. O júbilo bem depressa dá lugar ao silencioso comprometimento.

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ser académico

insígnias

de ser académico

Bem sei que tenho andado desaparecido. Peço desculpas aos meus leitores, especialmente aos que comentam os meus textos, poucos, mas bons.

Tenho andado desaparecido por boa causa, penso eu. Primeiro, ainda ontem acabei mais um novo livro: Yo, Maria de Botalcura, a psicanálise de uma senhora que viveu todas as tragédias da vida e acabou por sarar. Livro escrito em 2007 e reescrito esta semana. Entreguei a vós em excertos. Essa entrega estava cheia de gralhas e não tive nenhum comentário, como é natural: ou escrevo textos complexos, ou textos que ninguém acaba por entender e aceitam, agradecem, mas nenhuma palavra de apoio a minha escrita aparece. O livro, reescrito, ficou muito melhor e em castelhano, língua que todos os portugueses entendem, por ser castelhano chileno, castiço, que ainda guarda as palavras e formas de se exprimir do Século XVI. Assunto que acontece por ser o Chile um país isolado, uma faixa costeira no fim de mundo, entre o deserto de Atacama ao norte e a Antárctica, ao sul, sítio que tem seis meses de noite e outros seis de luz de dia. Mas, a temática era-me tão interessante, que não parei em detalhar esses doze mil quilómetro de cumprimento, entre a Cordilheira dos Andes e o mar, e esses

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Revista de blogues

Da Espanha como exemplo

se é para seguir exemplos, por que carga de água é que não aumentam também o salário mínimo nacional lusitano dos actuais 485 € para os 640 € de Espanha? E, já agora, por que não elevam os salários médios dos trabalhadores portugueses dos actuais 894 € para os 1 538 € da vizinha Espanha ou para as remunerações médias na Europa? E, já agora, porque não harmonizam o IVA, na Espanha de 18% e em Portugal de 23%?

Henrique Sousa – Mais um prego no caixão da redução das relações de trabalho à lei da selva e do Estado Social a um Estado assistencial

Paneleirices

Eu cá não me punha com paneleirices como “renegociar contratos de associação”; eu, pura e simplesmente, eliminava-os até ao último cêntimo (ai a “escola é longe”? fique com a tia, como o meu pai ficou, filhos da puta); e depois rezava a cada uma das santas padroeiras destes colégios todos orgulhosos da sua moral cristã que me fizessem uma manifestação com caixões ainda mais grossos que desta última vez, para que o Corpo de Intervenção da PSP, devidamente instruido por mim, os enfiassem pelo cuzinho daqueles pais acima.

maradona – Com todo o indevido respeito

A frase

Como já disse, desta campanha – e agora desta eleição –, sobrará uma frase:
“Têm que nascer duas vezes para serem mais honestos do que eu!”.
Cavaco nunca mais será o mesmo. E com um par de botas para descalçar.

Packard em rodagem –  autoridade e fé

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Sócrates em jeito de olha para o que digo e não para o que faço

No Parlamento, José Sócrates indignou-se. As crianças, disse mais ou menos desta forma, não podem ser utilizadas como forma do protesto das escolas particulares contra a redução dos valores dos contratos de associação. Foi ontem. Tem razão, não deviam.

socrates-magalhaes

Já não sei é se é o mesmo José Sócrates que fez demonstrações do Magalhães com crianças contratadas a 30 euros.

Grande Colégio Universal: mais dúvidas acerca de uma escola com contrato de associação

Visitando o site das escolas com contrato de associação, é possível saber moradas, telefones, endereços electrónicos, tudo, o que é muito útil. Numa passagem recente, resolvi espreitar a cidade do Porto e descobri, por exemplo, que o Grande Colégio Universal fica na Rua da Boavista, na proximidade, portanto, de muitas escolas estatais. Como se justifica, então, para começar este contrato de associação?

Para além disso, é possível ler, na secção “Perguntas e Respostas” do site da associação, a seguinte informação:

• O que são contratos de associação?

São contratos assinados pelo ME com escolas de gestão privada, através dos quais o ME se compromete a pagar o serviço educativo que estas prestam – em montante equivalente ao custo por aluno no ensino estatal – de modo a que os alunos abrangidos pelo contrato possam frequentar a escola gratuitamente.

Depreende-se do sublinhado que uma escola com contrato de associação não possa cobrar mensalidades. No entanto, se entrarmos na ligação “Perguntas frequentes”, na página do Colégio Universal, descobrimos um preçário. [Read more…]

Estou vivo e não quero ter medo de ir a Coimbra-B

O  Manuel Rocha, violonista da Brigada Victor Jara e director do Conservatório de Música de Coimbra, foi vítima de uma brutal agressão. No hospital onde se encontra internado escreveu este texto, contando como tudo se passou, com a dignidade de quem não confunde a árvore com as florestas. As melhoras Manuel, e roubo-te o texto do Facebook para servir de exemplo: outro qualquer já teria exigido uma caça ao cigano.

Queridos amigos!

Boletim clínico: fractura do perónio e lesão na articulação da perna direita; escoriações muito ligeiras; sem mais lesões físicas ou morais; sono profundo e descansado.

Descrição da ocorrência: abordagem por marginal à entrada da estação de Coimbra-B; impedimento, pelo dito, de fecho da porta do automóvel; reacção enérgica, minha, à prepotência do marginal; agressão primeira sob a forma de pontapé; reacção enérgica, minha, saindo do carro para desimpedir a via pública (revelando excesso de visionamento de séries norte-americanas nas quais o “bom” ganha sempre); confronto físico de exagerada proximidade; intervenção do resto da alcateia colocando-me em inferioridade numérica e física seguida de manobra de elemento feminino (demonstrativo de elevado profissionalismo) de inutilização do membro acima referido; pausa para retirar os feridos do campo de batalha (eu).

Análise de conteúdo: não se tratou de violência étnica – os bandidos são bandidos seja qual for a característica dos indivíduos. A atitude demissionária e de assobiar para o ar de quem presenciou a ocorrência, não pode ser justificada pelo medo (característica, como é sabido, de quem tem cú), ou não faria sentido evocar esse pilar da civilização ocidental que é o amor ao próximo.

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Pela liberdade de escolher a Escola dos nossos filhos

A realidade sócio-económica dos alunos das Escolas Privadas vai mudar com a liberdade de escolha


O Aventar é um blogue plural e nem todos temos as mesmas opiniões acerca de tudo. E a verdade é que depois de tudo o que tenho lido e ouvido sobre os contratos de associação e sobre o ensino privado v ensino público, mudei um pouco de ideias. Confesso que passei a defender que todos os pais deviam poder escolher a escola para os seus filhos. Mais: exijo essa liberdade de escolha. Este post do João Miranda convenceu-me definitivamente.
Quero pagar para ver a nova realidade sócio-económica das escolas públicas e privadas e, se possível, num lugar de primeira fila. Onde poderei ver os putos do Bairro do Aleixo ou de Miragaia, no Porto, a entrarem pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário adentro, cumprimentando com educação as freiras e os padres; os miúdos do Ingote ou do Bairro da Rosa, em Coimbra, a invadirem de forma muito ordeira o Colégio Rainha Santa; a chavalada de Chelas e do Bairro da Quinta do Mocho, em Lisboa, a ocuparem os melhores lugares do Colégio de S. João de Brito.
Mas há uma condição: as escolas privadas não poderão escolher os alunos, terão de aceitar tudo o que lhes calhar em sorte.
Acreditem, vai ser divertido… e o melhor que podiam fazer à Escola Pública.

Venha a Montalegre de Janeiro a Janeiro…

O comboio de Braga a Chaves acabou por nunca acontecer; Chegar à Feira do Fumeiro de Montalegre só mesmo por estrada.

As medidas do debate quinzenal e a apresentação do programa eleitoral do PS

image É um país incapaz de viver sem o Estado. E um Estado que, para responder a esse país, precisa de lhe sacar mais e mais recursos

No segundo debate quinzenal de 2011, ainda no rescaldo das eleições presidenciais, o primeiro ministro puxou da cartola uns números referentes a 2010 e, achando-os bons sinais, adicionou-lhes adubo qb em forma de injecção de dinheiro vindo dos impostos.

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O Colégio Paulo VI em Gondomar, um colégio com contrato de associação, admite a selecção dos alunos no seu Regulamento Interno

Pelo meu post anterior, já ficou provado à saciedade que o Colégio Paulo VI em Gondomar nunca poderia ter contrato de associação com o Ministério, visto que a condição principal para ter contrato de associação é não existir oferta pública na região. E em volta do Colégio Paulo VI, para além das 4 Escolas Secundárias do concelho de Gondomar e das inúmeras Escolas Secundárias do Porto e arredores, o que não falta é oferta pública (pode ter havido uma razão histórica para a assinatura deste contrato. Agora já não há).
Depois, há a questão da selecção de alunos. Uma escola com contrato de associação tem de aceitar todos os alunos da sua área de residência – é o que diz a lei. O Colégio Paulo VI não o faz. Selecciona os alunos pelo seu aproveitamento escolar e assume-o no seu Regulamento Interno:

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Albano Martins

Como toda a gente sabe, Albano Martins é um grande poeta, reconhecido nacional e internacionalmente, tendo realizado também magníficas traduções de poesia grega, italiana, sul-americana e espanhola. Licenciado em Filologia Clássica, é professor na Universidade Fernando Pessoa. Tem poemas seus traduzidos em espanhol, francês, inglês, italiano, chinês e japonês.

Foi galardoado pela República Chilena com o prémio “Diploma da Ordem de Mérito Docente e Cultural Gabriela Mistral ”, no grau de Grande Oficial. Este galardão chileno, considerado o Nobel da América Latina, foi entregue pelo Embaixador do Chile em cerimónia realizada na Universidade Fernando Pessoa, cerimónia organizada pelo Centro de Estudos latino-americanos, a que tive a honra de assistir. [Read more…]

Egipto, Tunísia e Países Árabes: a Revolução Dominó

Depois de fazer tudo o que os tiranos sempre fizeram nestes casos, -a velhinha repressão musculada, detenções arbitárias, etc. – o regime de Hosni Mubarak avançou com as medidas que os tiranos de hoje em dia tomam e cortou o acesso à internet e telemóveis. Mohamed ElBaradei, que regressou ao Cairo e se colocou ao lado dos protestantes, parece estar em prisão domiciliária (segundo a Antena1 há momentos), ao contrário do que afirmam notícias como estas.

As confrontações estendem-se já a várias cidades do país e vão continuar a alastrar. Depois da Tunísia e do Egipto, as manifestações por uma mudança de poder começam a fazer ouvir-se no Iémen e noutros países árabes.

Sem pretender fazer futurologia e sem arriscar prever o que se seguirá ou que tipos de regime surgirão, é certo que a geografia política do Norte de África e Médio Oriente está a mudar nestes dias. Está a fazer-se história nas ruas e assistimos em directo a uma revolução-dominó. [Read more…]

O ensino privado não é melhor que o público: selecciona os alunos, e claro que tem melhores resultados

Na discussão sobre os ensino privado alimentado pelos nossos impostos volta sempre o velho mito da suposta qualidade dos colégios. Aparentemente os pais escolheriam os colégios porque estes teriam melhores resultados.

Para começar esquece-se uma evidência: se fosse concedido aos pais escolherem a escola para os seus filhos e todos optassem pelo privado, além de o público ficar às moscas, gostava de ver a proclamada qualidade do privado que não pudesse seleccionar os alunos. Porque essa é a questão: quem escolhe alunos (como aqui provei que se escolhe, tendo em conta “o percurso escolar do aluno”) fica com os melhores e estes obtêm melhores resultados. É óbvio. Tão óbvio como este velho texto do Pedro Sales, que mantem a sua actualidade ranking após ranking:

O colégio São João de Brito é da Companhia de Jesus, a qual tem mais duas escolas com ensino secundário. O Instituto Nun´Álvares, em Santo Tirso, e o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache – Coimbra. Como acontece com quase todas as escolas privadas no interior, têm um contrato de associação com o Estado. [Read more…]

Uma crise com nomes

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Comissão diz que reguladores e bancos são culpados de uma crise financeira que era “evitável” *

* Sim, é nos States. Mas tanto gostam de olhar lá para fora para nos comparar, como por exemplo neste recente caso de Espanha, podemos desta vez também fazer comparações, certo?

Escutas e mais Escutas

FACE OCULTA COM RABO DE FORA

Esta saga não acaba. Vara, Sócrates e companhia ainda nas bocas do mundo e em cópias guardadas em cofres, a sete chaves.

O pobre do ainda nosso Primeiro não sossega. Agora, e mais uma vez, veio a saber-se que existem mais cópias das escutas em que foi a apanhado. Pelos vistos andaram por aí a copiar, para memória futura as coisas que alguns querem que se não saiba, e, apesar das ordens mais ou menos rigorosas para que se destruam as provas de eventuais prevaricações do senhor Pinto de Sousa, sempre há alguém que se esquece de uma determinada cópia. [Read more…]

Miguel Sousa Tavares e a luz de Sophia: o lado bom da Força

Doação do espólio de Sophia de Mello Breyner à Biblioteca Nacional

Miguel Sousa Tavares faz-me lembrar Luke Skywalker, pois também dentro dele convivem o lado bom e o lado negro da Força. Tendo como ponto comum a frontalidade, há um Miguel Sousa Tavares inteligente e sensível, o mesmo que dirigiu a Grande Reportagem, por exemplo, e um outro que escreve e fala com a clava de um troglodita, quando defende o seu clube (é uma espécie de Leonor Pinhão de calças, pronto), quando ataca os professores ou quando argumenta com o volume de vendas dos seus livros como prova da qualidade dos mesmos. Hoje, tive o grato prazer de reencontrar o melhor Sousa Tavares: na companhia das irmãs, fez a doação do espólio da mãe, Sophia de Mello Breyner, à Biblioteca Nacional. Trata-se de um gesto absolutamente grandioso, de uma generosidade tão absoluta que só pode ser apanágio de pessoas que estão acima do portuguesinho egoísta, para quem a posse é um direito e a partilha é impensável. Vale a pena ler esta reportagem e apreciar as palavras de Miguel Sousa Tavares, com direito a brinde: uma história engraçadíssima que inclui Azeredo Perdigão, Sophia e dois patos.

vaga de frio

Entrando no Espoliado Reino Maravilhoso…

Pela outrora fronteira ferroviária de Barca d’Alva, Linha do Douro. A fotografia terá pouco mais de 40 anos.

A maior Biblioteca Digital de língua portuguesa em risco de fechar

O site Domínio Público é a maior bilioteca digital de língua portuguesa. Constituída, como o nome indica, por obras cujos direitos de autor caíram já no domínio público ou foram autorizadas pelos criadores a integrá-la, a bilioteca foi lançada em 2004 com o propósito de colocar

à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores – Internet – uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

e ainda

promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos)

Criado por iniciativa do ministério de educação do Brasil, o projecto corre o risco de encerrar por falta de procura. [Read more…]

Docinhos Micro$oft

msQuando uma empresa que vende 35 milhões de euros por ajuste directo ao Estado português fala em oferecer software de “transparência”, só pode estar a referir-se ao celofane que envolve as caixas dos DVD  do Office e do Windows.

«E caso o governo português siga o ritmo dos restantes executivos europeus, passa a gravar e armazenar dados públicos dos cidadãos na “nuvem” controlada pela Microsoft, através da “plataforma Windows Azure”.» [ionline]

Gostava de saber quais são esses «executivos europeus» e porque razão estão a confiar o controlo de dados potencialmente sensíveis a uma empresa.

Finalmente, há a questão dos preços de licenciamento.

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