Antologia da sacanice económica

A economia tem duas maneiras de ser albardada: com pessoas ou com números. É a diferença entre a esquerda e a direita. A direita quando discute economia fala assim:

as empresas (…) sabem tomar as suas decisões sem recorrer a António Borges ou aos que o aplaudiram. De facto, tem sido comum nas empresas privadas nestes últimos anos a contenção salarial, quando não mesmo o congelamento dos salários nominais (o que implica a descida dos salários reais) ou a diminuição de prémios de produtividade e outras regalias. (…) [Read more…]

Líderes católicos e ortodoxos europeus pedem prioridade ao trabalho e à criação de emprego

Isto deve estar a provocar curto-circuitos em algumas cabeças.

Aliens Elogiam o Povo-Pá e o Governo Passos Coelho


Não percebo, o governador do banco central da Holanda, Klaas Knoto, veio dizer que o Governo Passos Coelho e a população de Portugal devem continuar a fazer esforços difíceis para superar a crise financeira; disse também que muitos ciclos viciosos estão a ser transformados em ciclos virtuosos; que Portugal deve insistir nos esforços para superar as dificuldades financeiras; declarou esperar que haja mais perseverança dos governantes e da população de Portugal para prosseguir estes esforços. Ora, não vi esta espécie de elogio enfático devidamente sublinhado no Público. Porquê?

Por sua vez, Philipp Rosler, ministro alemão da Economia e da Tecnologia, e vizekanzler, veio cá, ao Porto – Gaia, esta quarta-feira, para dizer que tinha orgulho no esforço que Portugal tem vindo a desenvolver através das reformas estruturais, agradecendo à sociedade portuguesa e prometendo ajudar no incremento das exportações portuguesas. Passo a citar: «Em primeiro lugar, nós temos orgulho no que Portugal conseguiu até agora com as medidas. Não são só medidas de austeridade, não se trata só de ter um orçamento público sólido, mas também se trata de reformas estruturais.» [Read more…]

Unidade Técnica de Apoio Orçamental

Aqui está uma Unidade com o futuro tremido há bastante tempo. Porque será?

Estão falidos? não cobrem impostos

As medidas Merkel para o enterramento dos países em dificuldades, estão ao nível do combate ao desemprego facilitando o despedimento. Vamos aturar estes idiotas por quanto tempo?

Nojo

O respeito que os nossos líderes nos merecem está ao nível do meu subsídio de férias. Ou melhor, porque isso poderá ser um exagero. Está ao nível do meu subsídio de natal. Deste ano. Ou melhor, deste e do próximo e do que virá a seguir e do outro que vem depois e, talvez um dia, ao ritmo da chuva pedida a Deus pela ministra, chegue uma migalha por ano até o pobre ter o pão todo.

Estes líderes são um nojo e merecem o nosso mais profundo vómito! Por vós, saio à rua!  Hoje, na Avenida dos Aliados, vou gritar – vão TODOS para a PQP!

Os Donos da Propaganda

A versão vídeo de Os Donos de Portugal (que enquanto livro é uma obra historiográfica notável, não sendo exactamente uma investigação académica) levantou na extrema- direita (e em alguma direita também) o que era de esperar: incapacidade de contestar os factos e a acusação repetida de que se trata de um trabalho de mera propaganda política.

Mesmo a anarco-direita (que encontrou ali argumentação contra o papel do estado na economia que muito lhe convém) torce o nariz, é da sua natureza, e ao que parece um documentário de tese tem de ter contraditório, sobretudo quando a tese não nos convêm. Não dizem o mesmo dos estafados comentadores do regime que invadem as televisões todos os dias, num saudável pluralismo de repetições.

Mas vejamos um exemplo de argumentação da extrema-direita: [Read more…]

Outro caminho – 3 propostas para sair da crise

O sr. FMI sugere que a resolução dos problemas estruturais profundos é a única saída para o nosso país.

E parece-me que o Homem tem razão. Podemos começar por mexer na questão do financiamento às empresas. Os contribuintes europeus entregam o seu dinheirinho ao Banco Central Europeu, que o empresta aos Bancos a 1%. Depois, cada um de nós vai lá, aos bancos, “pescar” crédito a 6 ou a 7%. Ou seja, os Bancos emprestam-nos o NOSSO dinheiro e ganham com isso. É um exemplo de problema estrutural profundo que seria importante resolver. Mas há mais. [Read more…]

Nos Braços da Alforreca Passos

Especialistas honestos acordam neste facto de límpida transparência: à grave crise internacional eclodida em 2008 somou-se a festiva dissolução imprudente, para não dizer amadora, dos recursos públicos perpetrada pelos Governos Socratesianos. Os dois factores conjugados tramaram Portugal. Álvaro Santos Pereira recorda, e bem, que a economia portuguesa começou a padecer de desequilíbrios graves sobretudo a partir do momento em que, sem o nomear, o Coração de Guterres veio distribuir o que não havia e habituar um Povo autónomo e capaz de se desenrascar às delícias da facilidade rendosa e do ócio fácil. [Read more…]

A Argentina explicada aos mentirosos

pelo João Rodrigues. Sim, mentirosos, não tenho a mínima dúvida de que esta gente sabe mas mente. E é paga para isso.

Mais Dívida e mais Tempo? Não, Obrigado

Por José Castro Caldas no “http://auditoriacidada.info

Yes!

Portugal é o primeiro no ranking!

Esta acertou no alvo, atravessou o governo e ficou espetada na banca

12.000.000.000,00 €

Este é o valor que o governo não quer transferir para as autarquias para que paguem as suas dívidas, o que fará com que micro/pequenas/médias empresas com viabilidade e facturação continuem a falir e despedir.
Este é o valor que o governo quer dar à banca privada e aos seus accionistas para que mantenham os seus rácios. Não se traduzirá directamente na criação de um único posto de trabalho e/ou dinamizará a economia.

Não há dinheiro… só para alguns.

Tiago Mota Saraiva

O saber das crianças. Ensaio de antropologia da educação.

Crianças

.Crianças estudam baixo as árvores de Kongolote.

Kongolothe é um bairro da cidade e município moçambicano de Matola

Fonte: Monitoria e Avaliação da Estratégia de Redução da Pobreza (PARPA) de Moçambique 2006-2008, fotografado em 26 de Agosto de 2009

 O SABER DAS CRIANÇAS. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Texto baseado na minha investigação, na obra de Boris Cyrulnik [1]e outros atores. Dados retirados de trabalho de campo ou etnografia, do convívio com as pessoas, para os subsumir depois a teoria dos antropólogos ou etnologia, comparando factos com hipóteses a teoria Etologia Humana, como a entende Cyrulnik

Escola Pública e serviço público de educação – livre escolha é uma mentira

Portugal tem tido ao longo dos anos uma política algo errante em relação à Escola Pública. Errante porque a cada nova (velha!) equipa no Ministério da Educação, temos velhas mudanças.

Governos do PS e do PSD, aparentemente com mais semelhanças do que diferenças, em muitos momentos, actuam como se não houvesse uma Lei de Bases do Sistema Educativo.

No entanto, nem tudo é assim tão igual, na desgraça partidária que tem governado a Educação e nem sequer equaciono as pessoas que nos lideraram sob pena de perder o apetite.

Com todas as malfeitoria que José Sócrates e Maria de Lurdes trouxeram aos professores, culpando-os por todas as desgraças, inclusive pelo terramoto de 1755, houve algumas apostas na Escola Pública que mostram uma diferença significativa entre um partido que entende a Escola Pública como algo bem diferente do serviço público de educação. Quais? [Read more…]

Levanta-te e anda, Portugal

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Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.

É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.

E o paralítico da História, andou. Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda a Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos acudir, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, de versão de 2001: [Read more…]

Alguém tira este pé de cima da nossa cabeça?

Portugal está a ir ao fundo, ou antes, os portugueses estão a ir ao fundo e o Gaspar & Companhia ainda têm o descaramento de empurrar mais e mais… Será que não é claro que isto assim não pode ser?

“Segundo a UTAO, a execução orçamental de Janeiro mostra uma queda de 2,3% na receita fiscal da administração central e segurança social. No Orçamento do Estado (OE) de 2012, o Governo prevê um crescimento anual de 3,8%.”

O dinheiro do futebol não tem cor… nem rasto…nem ética!

“Passe de João Moutinho foi vendido a empresa gerida por membro suplente do conselho superior do FC Porto e recomprada a fundo gerido por empresa em que está um ex-dirigente do Sporting.” (in Público, p.4)

O Público sugere que o dinheiro se perdeu numa rede de fundos.

Não me parece. Os estudos mais recentes mostram que existe uma distância significativa entre os recursos disponíveis para os clubes portugueses e para os seus adversários europeus. No entanto, no plano desportivo, essa diferença não é, antes pelo contrário, visível.

Com dificuldades em aceder ao crédito, os clubes Portugueses vão buscar dinheiro onde ele existe.

A transparência? A ética?

Está na Holanda! À venda no Pingo-Doce!

Ministro tem aulas de introdução à política

O Álvaro, o ministro que mais aspeto tem de fazer parte dos 99% mas que ainda assim consegue ser o que pior resultado tem nas sondagens relativas às preferências do povo mostrou neste sábado que anda a ter algumas aulas de introdução à política.

A propósito de uma vista de protesto, disfarçada de janeiras, por causa do ramal da lousã e aproveitando o facto de já ter anunciado previamente medidas que iam ao encontro do que os protestantes pediam, lá surgiu o ministro, em modo casual friday, como deve gostar mais de andar, junto com a familia a deixar palavras simpáticas para todos os media que lá estavam.

Correu-lhe bem, esperemos que o resto do trabalho no seu mega-ministério também corra.

O último a sair apaga a porta e fecha a luz

Coitado do Soares dos Santos afinal não é só ele, os nossos grandes capitalistas, perdão, os nossos grandes empreen-dedores estão a dar de frosques e as nossas (salvo seja) grandes empresas há muito que beneficiam das Holandas e Luxemburgos destas Europa e outros locais sossegados nos impostos do resto do mundo.

Esta última parte sempre se soube mas finalmente fica clara: a pátria deles é o dinheiro e a fuga legal e ilegal aos impostos mera rotina, um pecado remissível com uma esmola aos pobrezinhos coitadinhos que também não são tributados. Então não se pode ser rico? perguntam como se o problema fosse esse.

O desinvestimento em Portugal já é uma novidade. Significa que sabem muito bem ser hora de fechar a loja, começando pelos hiperrmercados que vão ficar às moscas, fazer as malas ao dinheiro e partir. Quando têm o governo mais à direita de sempre assumem que a austeridade rebenta com a economia e a direita não sabe governar, dando razão à esquerda pelos seus actos, embora continuem a negá-lo nos sermões aos seus devotos.

Façam boa viagem. Já vi este filme em  1974-75, não foi por isso que Portugal deixou de existir, e alguns bem souberam aproveitar a sua ausência (Belmiro que o diga). Esta é a emigração de que precisamos e que nos pode salvar. Mas façam-nos um grande favor: levem os vossos políticos convosco, inventem um governo no exílio. A malta agradece e cá se há-de amanhar a pátria com os que ficarem.

Portugal, essa minha criança

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Para o País que me soube acolher e para os seus nacionais nos seus 30 anos de liberdade.

Pensa-se que o amor à criança é genético. Entre a minha experiência redigida nos textos deste jornal e em livros, bem como a de Eduardo Sá expressa, entre outros, no ano 2003, era capaz de dizer que esse amor é resultado do convívio respeitoso, da acumulação de experiências, na memória acumulada no decorrer do tempo ou história da interação social entre progenitores e descendentes. Poderia afirmar sem medo de me enganar que o amor não é genético, não é a mãe que pariu um filho que por isso o ama mais: é a mãe que o amamentou, acarinhou, beijou, ensinou, tal e qual o pai, se for o caso. A criança tem um desenvolvimento cheio de percalços, de doenças bem como de estigmas de crescimentos que o tempo vai marcando no seu ser e afazer, organiza a sua inteligência e estrutura a sua boa disposição, ou a sua saudade. Portugal, essa criança também formada por mim, percorreu uma imensidão de experiências na comprida e larga jornada da sua cronologia de vida. O óvulo vinha do Império das Astúrias, os espermatozóides da Borgonha Francesa e do Reino de Leão, a descendência começa no Condado Portucalense, com herança genética [Read more…]

Natal – Imaginário adulto ou troca social

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Com Pai Natal em Greve, o povo sem dinheiro, falidos, não há Natal: apenas sopa e pão

Para o pobre povo de Portugal

1. Natal

Os leitores devem estar habituados a ver em letra escrita nos meus textos, uma ideia em que sempre teimo: qualquer grupo social tem, pelo menos, duas formas de ser ou duas culturas: a dos adultos e a das crianças. A do adulto, esse imaginário para calcular e falir sem remédio, sem a capacidade de decidir, porque não há trabalho bem dinheiro; a da criança, essa fantasia à esperassem saber. A do adulto, para calcular e decidir, porque vive no meio das finanças, dos orçamentos. Fantasia à espera, por viver

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Cautela! Crianças e operários estão a ser explorados

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 Estou ciente de me ter referido às formas em que crianças e adultos pobres são tratados em vários sítios do mundo, como se fossem os despojos do dia, ou a escória da vida social. Vida social a que aspiramos como o ninho da nossa vida. Vida social que estimamos seja solidária, amável e reciproca. Reciprocidade definida por Marcel Mauss

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O presente, essa grande mentira social. I – Reciprocidade

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4. Reciprocidade?

Apenas um esquema de iniciação. Porque sobre reciprocidade tenho escrito bastante, em vários textos publicados[1]. No entanto, o conceito deve ser esclarecido, para além da excelente tentativa de Alvin Gouldner[2]no seu texto clássico, citado neste livro e que tem orientado a minha análise. Mas, antes de entrar pelos comentários de Gouldner, é preciso lembrar outras distinções e definições, normalmente pouco referidas em textos. [Read more…]

III – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O Manifesto do Partido Comunista combina a seriedade filosófica mais profunda com o talento mais mordaz. Imagine a Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine e Hegel fundidos numa só pessoa – digo fundidos e não confundidos num monte – e o meu amigo terá o Dr. Marx.

O Manifesto acaba com uma revisão da actividade política dos partidos comunistas e do socialismo em todos os países da Europa e com uma expressão de temor: Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileiram-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protectores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria. [Read more…]

I – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

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Karl Marx foi o fundador de uma rama da teoria política para governar um Estado, República ou Nação, ou várias delas, coordenadas pela teoria política denominada socialismo, que apresento a seguir nas suas várias organizações. A sua forma de socialismo a denominou Socialismo Científico. Antes, tinha sido membro de uma outra, a do socialismo utópico. [Read more…]

Europa, levanta-te e anda

bandeira europeia

Assim foi em 1789. As cabeças rolaram por causa da guilhotina. Foi a sangue e fogo, com crueldade e manifestos. E a França levantou-se, ajudou outros Estados a andar sem a opressão dos ricos, a ter o seu livre pensamento. O primeiro foi Mozart ao escrever e exibir em Viena, Maio, 1º, 1786, a sua revolucionária ópera Le Nozze di Fígaro. A acção desenrola-se no Castelo do

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Porque tem a História de desaparecer do ensino básico

O Paulo Guinote explica:

Eu não aprendi Economia, apenas História Económica. Felizmente.

Acredito que com leituras mais à esquerda do que à direita, mas o que li sobre a forma de fazer arrancar uma economia estagnada ou como espoletar um arranque económico tinha a sua lógica.

Com Hobsbawm e outros, por exemplo, li que uma economia só consegue crescer de forma consolidada quando o seu mercado interno é forte, funcionando depois a procura externa como uma espécie de faísca que permite a expansão da produção. Por si só, por não ser algo que se possa contar como permanente, as exportações não podem ser a base de um crescimento económico sustentado. Isso só com base no tal mercado interno forte.

Ora, ontem, o que Passos Coelho anunciou foi o degolar de qualquer hipótese de um consumo interno relevante durante vários anos. Provavelmente na expectativa de que as exportações que se têm portado bem e assim se manterão. Só que a Alemanha começa a espirrar e os EUA ainda não curaram a gripe. [Read more…]

ai, mísero de mi, ai, infelice

deprimido

Esforçava-me em esquecer os dramas que hoje em dia vivemos, só, sem amigos, doente e sem dinheiro, esse número de desventuras que podem cair sobre nós, quando as empresas e indústrias, também estabelecimentos de ensino de todos os tipos não cumprem o seu dever, e a pobreza nos agarra como um vento de furacão, que nem comer permite-nos.

Com que dinheiro, com que meios vivemos, qual a água que usamos para não pagar esse 40% mais que começa a ser cobrado? Voltamos as velas para nos iluminarmos e fugir dos impostos? Usamos mantas para nos sentar e agasalhar-mos-nos, fugindo do frio e dos impostos? O título do meu texto explica bem, penso eu, a depressão que o sítio causa, especialmente se o encontro é com a gestora dos meus bens, dos poucos que ficam, porque os outros foram-se com o vento da falência portuguesa e da Europa. [Read more…]

Keynesianos e liberais, quando convém…

-Não me surpreende que os madeirenses possam eleger para novo mandato Alberto João Jardim. Eu próprio se trabalhasse na Madeira e pagasse lá os meus impostos, talvez votasse também no homem, afinal quem não gostaria que as medidas difíceis que todo o país tem de enfrentar, lhe passassem ao lado? Um político que afirma com o maior desplante, ir continuar a política despesista que conduziu a região ao desastre financeiro, com graves consequências para todo o país, só poderia ter uma resposta à altura do governo da República, isto se tivéssemos governantes à altura, que pelos visto não temos, era ver imediatamente fechada a torneira das transferências financeiras entre o Estado e a Região até que o resultado fosse 0 cumprimento das metas a que o governo regional está obrigado. Mas o PSD já se prepara para ajoelhar uma vez mais diante do mais despudorado caciquismo, procurando agora no governo justificar o que durante anos, com razão, criticou aos governos socialistas, a utilização de dinheiros públicos ao serviço do interesse partidário, sem atender à realidade do país. Estranho e lamento que alguns liberais, possam pactuar com políticas keynesianas no arquipélago, em tudo semelhantes às que combatem no continente. Ou será que para eles a opção pelo investimento público como modelo de desenvolvimento, indiferentes a derrapagens e compadrio é aceitável se o governo for da cor e beneficiar amigos?