Marcelo Rebelo de Sousa veio hoje deitar água na fervura, sobre as intervenções pouco felizes de governantes, no modo em como têm abordado, publicamente, a temática da catástrofe que se abateu sobre o Centro do país. Isto, após chegar do Vaticano para onde rumou, certamente para rezar mais de perto do Criador – ou de quem O representa na Terra -, em prol da nação.
Todavia, a preocupação de Marcelo Rebelo de Sousa – cuja sobriedade e discrição comunicacionais, são por demais conhecidas e exemplares -, percebe-se. Infelizmente, no palco da desgraça que atingiu o país, não têm faltado declarações infelizes, como, por exemplo:
- Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, num “curioso” voto de pesar sobre as vítimas mortais, dirigido às “famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida em função destes episódios adversos”.
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Ministro da Economia, Castro Almeida, quanto aos apoios aos agregados familiares afectados previstos para o fim deste mês, porque “Agora é suposto terem tido o ordenado do mês passado”.
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Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que justificou a sua ausência do palco operacional, com o facto de estar a trabalhar “em contexto de invisibilidade, no gabinete”.
Isto, após a triste tentativa de Leitão Amaro estrelar num vídeo promocional. Além da polémica em torno da visita de Nuno Melo ao local.
Pelos vistos, para se ser Ministro, não é preciso perceber uma coisa básica: existe escrutínio do que se diz, do que se faz, e de como se diz e se faz. Existem câmaras que registam o que se passa – até em telemóveis, imagine-se! -, e uma coisa chamada internet onde existem redes sociais onde a velocidade da informação é voraz. [Read more…]



Era uma vez um primeiro-ministro muito fraquinho a que chamavam socialista e que ficou muito aborrecido por ter conseguido uma maioria absoluta, quando estava desejoso de ir para a Europa, essa região distante de Portugal, não em quilómetros mas em euros.



















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