São 14h27m e há algumas horas (pelo menos 4) que não é possível aceder ao site Parlamento. Será que a onda norte-africana atravessou o Mediterrâneo?
Banco alimentar parlamento: o cabaz
Deu quem pôde e quanto lhe foi possível. Ficou composto e, para quem não tem dinheiro para jantar no restaurante, é muito mais do que tinha. É bonito quando os que pouco têm partilham com os que ainda menos têm.
E o uninominal/misto?
O orçamento não está atrasado
Dizem que a entrega de uma parte do orçamento foi adiada. Nada de novo, e não percebo os protestos da oposição.
O orçamento já foi aprovado pelos bancos. Lá que agora finjam discuti-lo e votá-lo no parlamento até compreendo, mas escusam exagerar.
Banco Alimentar Parlamento – O cabaz básico

É este o cabaz básico que o Aventar tem preparado para pedir aos portugueses que, no Sábado, quiserem estar no Banco Alimentar Parlamento para ajudar o deputado Ricardo Gonçalves a suprir as dificuldades que está a atravessar.
Como se pode ver, pedimos apenas produtos de primeira necessidade, baratos e acessíveis a qualquer bolsa. A lógica é sempre a mesma: quem tem um pouco deve dar a quem não tem nada. E se olharmos para a lista, veremos que aquilo que o Aventar pede é meramente simbólico. Simbólico, como se sabe, é quando não custa nada a quem dá mas significa muito para quem recebe.
Sábado à tarde, no Porto. Estaremos lá. Todos e mais alguns. Apenas e só com um objectivo: fazer o bem.
BLOGUES PARTICIPANTES NO BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO DO AVENTAR
O Banco Alimentar Parlamento é já no Sábado
É já no próximo Sábado, pelas 16 horas, na cidade do Porto (local a designar), que o Aventar vai promover o seu BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO, destinado à recolha de alimentos para o deputado socialista Ricardo Gonçalves, que ainda recentemente confessou com inegável vergonha que o dinheiro não lhe chegava para comer.
Como todos sabem, o Aventar é um blogue de causas sociais. Não de causas fracturantes, como outros, mas de causas sociais. E todos nós, sejamos de Esquerda ou de Direita, preocupamos-nos com os mais pobres, os mais necessitados, aqueles a quem as carências deixam marcas iniludíveis e inultrapassáveis.
E no dia em que soubemos que havia no nosso País um deputado a passar fome, fomos os primeiros, de forma comovida, a mobilizar-nos. Porque um tribuno notável como Ricardo Gonçalves não pode fazer o seu trabalho se não se alimentar correctamente. Não pode exercer com a dignidade que o cargo exige. E quem sofre é Portugal.
Sabemos que os portugueses são solidários. E tudo o que entregarem no Sábado ao BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO terá como destino a humilde residência do deputado Ricardo Gonçalves. Não custa muito ajudar. Quem tem alguma coisa deve ajudar quem não tem nada.
O Aventar convida desde já os seus leitores a juntarem-se, no Sábado à tarde, no Porto, a esta cruzada de solidariedade. Da mesma forma, o Aventar convida todos os blogues que se quiserem juntar a nós. Seremos 10, seremos 100, seremos 1000. E nas páginas do Aventar haverá espaço para agradecer a cada um.
No Sábado, vamos todos fazer o bem!
BLOGUES PARTICIPANTES NO BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO DO AVENTAR (Em actualização)
Descubra as Diferenças (2)
À ESQUERDA:
1) o deputado goza de imunidade parlamentar;
2) abre a boca para dizer o que quiser – continuará a garantir a sua reforma dourada por serviços prestados à Ditosa Pátria que tais filhos tem;
3) chama-se Ricardo Gonçalves, é um deputado “da província“.
À DIREITA:
1) o peixe à direita vive num mundo só dele, não tem que trabalhar para comer;
2) abre a boca apenas para coisas estritamente necessárias;
3) chama-se Nemo, é um peixe-palhaço.
Touradas
A análise e os conhecimentos que tenho sobre a independência da Catalunha, País Basco etc. permitem -me, quando muito, uma opinião, e não uma certeza sobre qual dos lados tem razão, e sobre o caminho a seguir. Isso, na realidade, é para quem lá vive, para quem sente de perto os problemas e para quem sabe verdadeiramente o que quer, e mesmo esses…muitas vezes contradizem-se. A quem está de fora, é difícil uma tomada de posição acertada. Mas todos temos direito à nossa forma de ver as coisas.
Quanto á opinião da Carla e do A. Pedro Correia de que a abolição das touradas na Catalunha não passa de uma manobra política para pôr de fora o último grande símbolo do Estado espanhol, não estou de acordo. Não quer dizer que não venha a jeito, mas tal maneira de interpretar só se torna redutora, ao fim e ao cabo, de uma luta e de um movimento de resistência tenaz, que está acima de mera finalidade política, contra o sofrimento inútil e bárbaro de um ser vivo, para deleite de uma assistência sadomasoquista. É um movimento com 25000 assinaturas, emque se empenham directamente 180000 cidadãos, e em que Parlamento catalão decidiu, por 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções, que as corridas estão fora da lei na região. Ou melhor, estarão a partir de 1º de janeiro de 2012. Abandonadas até por aficionados da velha guarda, as touradas sobrevivem à custa de subsídios do governo, o que não seria mau se as touradas fossem, como entende a nossa pianista da cultura, um caminho cultural.
A criminalização da tourada não foi, portanto, ao contrário do que muitos espalham, um golpe parlamentar, uma jogada política eleitoreira, uma manobra nacionalista visando distinguir a Catalunha do resto da Espanha, mas a última faena de uma dura luta popular, democrática, histórica, seguindo os trâmites exigidos pela ordem jurídica, após amplo debate canalizado institucionalmente desde novembro de 2008, à luz de depoimentos de cidadãos os mais diversos, etólogos, filósofos, toureiros e defensores dos direitos dos animais.
Era Melhor Poucos mas Bons
Será por isto que dizem que Portugal e o Brasil são países irmãos?
A apDC propõe ao Parlamento
A apDC propõe ao Parlamento que os procedimentos cautelares – em matéria de serviços públicos essenciais – se defiram em 48 horas.
Ante precedentes perigosíssimos – a que se vem dando destaque e se traduzem em procedimentos relativos à religação da água cuja duração se protraiu por 90 dias ou, em caso recente, três semanas volvidas sobre um intempestivo “corte” uma família com duas crianças está sem água, num sufoco incompaginável com os pergaminhos de um qualquer Estado de Direito -, a apDC entende propor ao Parlamento que neste particular se encurtem substancialmente os prazos gerais, absolutamente descabidos, e em 48 horas os juízes sejam obrigados a decidir, sob pena de responsabilidade.
Com efeito, os prazos em geral cominados na lei são absolutamente indefensáveis neste peculiar segmento das relações de consumo.
Repare-se no que o artigo 382 do Código de Processo Civil estabelece:
“ARTIGO 382.º
(Urgência do procedimento cautelar)
1. Os procedimentos cautelares revestem sempre carácter urgente, precedendo os respectivos actos qualquer outro serviço judicial não urgente.
2. Os procedimentos instaurados perante o tribunal competente devem ser decididos, em 1ª instância, no prazo máximo de dois meses ou, se o requerido não tiver sido citado, de 15 dias.”
60 dias? 15 dias? Para a água, a energia eléctrica, outras fontes energéticas, as comunicações electrónicas, para não dizer o mais?
De nenhum modo…
Urge que os poderes, revelando particular sensibilidade na esfera do social, ajam sem detença por forma a adequar a lei à instante necessidade de se resolverem, ao menos provisoriamente, os litígios neste domínio.
Quarenta e oito horas até é demais! Mas, conceda-se: quarenta e oito horas e não mais.
Xixolina no Parlamento
Corria o ano de 1987 a deputada italiana e actriz porno Cicciolina, aliás Ilona Staller, foi recebida na Assembleia da República Portuguesa. Dizem os relatos – que a mim não me deixavam ver pornografia em horário nobre – que a senhora deputada teve um azar no vestido e desceu-se-lhe a alça a certo ponto. Não consta que tenha visitado Mirandela ou Bragança (de Lisboa lá acima de comboio eram mais de nove horas de viagem) mas foi recebida na Assembleia da República. À data, a ilustre deputada tinha já vasta e consagrada obra publicada (nomeadamente em revistas e vídeocassetes para maiores). Tê-la-ão acusado de má conduta?
ps: um dos grupos de apoio a Bruna Real no Facebook conta já com 51,000 apoiantes. Vale o que vale.
Quanto ganham os deputados: O caso Inês de Medeiros
Diz-se constantemente que os deputados portugueses ganham mal e que no sector privado ganhariam muito mais.
Não é verdade. Os deputados ganham muito mais do que parece à primeira vista. Porque se o seu vencimento-base é de 3815,17 euros, ou seja, metade do vencimento do Presidente da República, o que levam para casa no final do mês pode chegar a ser o triplo, sendo que a maior parte desse valor não está sujeito a IRS.
A juntar a este valor, mais 10% para despesas de representação, ou seja, 370,32 euros. Ou seja, um total de 4185,49 euros fixos.
Têm ainda direito, os que não vivem na Área Metropolitana de Lisboa, a 69,19 euros por cada dia de presença nas Reuniões Plenárias ou nas Comissões. Para os Deputados que residam em Lisboa ou na Grande Lisboa, aquele valor é de 23,05 euros.
Recebem ainda o valor de uma viagem semanal de ida e volta, na classe mais elevada, sempre que eleitos por um círculo de eleição que não Lisboa. Para além da viagem propriamente dita, têm direito a ser ressarcidos do valor da deslocação entre o Aeroporto em que desembarcam e a sua residência.
Os Deputados que fazem deslocações em trabalho político no seu círculo eleitoral, mas que vivem fora dele, recebem um valor semanal correspondente ao dobro da média de quilómetros verificada entre a capital do distrito e as respectivas sedes de concelho. No caso dos Deputados das Regiões Autónomas, recebe o valor semanal resultante do quociente da divisão do valor médio das tarifas aéreas inter-ilhas por 40 cêntimos.
Pela deslocação em trabalho político no território nacional, um deputado tem direito a 412,44 euros por mês.
Sempre que se deslocam ao estrangeiro em missão oficial, os deputados recebem 167,07 euros por dia.
Têm ainda direito a utilizar gratuitamente computadores portáteis, PDAs, acesso à internet móvel (GPRS/3G), serviços postais e sistemas de telecomunicações.
Têm seguro de vida.
Então, quanto ganham os deputados?
Depende dos casos. Para dar um exemplo, permitam-me que escolha, completamente ao calhas, o deputado do PS eleito em terceiro lugar pelo círculo de Lisboa. Não sei quem é, mas vou já ver. (pausa)
Já vi, é Inês de Medeiros. Vamos então às contas.
O apartamento de Inês de Medeiros está uma badalhoquice

Foi Inês de Medeiros que o disse: uma das principais razões que a obrigava a ir todas a semanas a Paris era a limpeza do seu apartamento.
O Aventar, que viu a deputada gaulesa na sessão comemorativa do 25 de Abril, no Domingo, ficou preocupado com o estado de limpeza de uma casa que, está bom de ver, não ia ser limpa durante o fim-de-semana. Vai daí, começou a investigar e apresenta hoje, em exclusivo, fotos do estado actual do apartamento dos Campos Elíseos.
Para além de estarmos em presença de um casal à moda antiga – o marido suja e a mulher limpa – algo que a nós, homens, nos deixa cheios de alegria, reparamos também que para Inês de Medeiros não existem empregadas domésticas em Paris – nas suas próprias palavras, não é como cá.
Mas também isso o Aventar pode resolver. Este vosso escriba é de família de emigrantes – uma avó e nove tias e tios que labutam diariamente na cidade-luz como empregados de limpeza, porteiros e operários. Gente de fibra, gente que trabalha a sério – volta à pátria uma vez por ano sem que ninguém lhe pague a viagem – e que não teria qualquer rebuço em ganhar mais uma horas a limpar a casa da sua compatriota.
Enquanto não procedemos a esse ajuste directo, algo tem de se fazer para acabar com a badalhoquice que se vive naquela casa. Ainda por cima, no próximo fim-de-semana é o Dia do Trabalhador e mais uma vez a casa não vai ser limpa – Inês de Medeiros, tenho a certeza, nunca perderia as cerimónias do 1.º de Maio!
Assim, como forma de remediar a situação, a deputada podia aproveitar a greve dos funcionários do Parlamento e dar um saltinho a Paris amanhã. Não é muito tempo, é verdade, mas deve dar ao menos para esfregar a cozinha e aspirar a sala.
Rangel e Pais do Amaral ajudaram a perceber melhor o actual Portugal
Emídio Rangel disse aquilo que muitos pensam: as fugas ao segredo de justiça nascem dentro do sector da justiça. A Associação Sindical dos Juízes Portugueses não tardou a acusar o toque na ferida e vai processar Rangel.
Rangel disse mais: que há jornalistas que se deixam comprar por agências de comunicação ao serviço de partidos. Deve saber do que fala. Num registo de buldozer, atirou a todos: ao ‘Sol’, ao falecido ‘Independente’, de Paulo Portas, a José Manuel Fernandes, ex-director do ‘Público’, ao ex-presidente da RTP, Almerindo Marques, a quem acusou de o sanear politicamente. Almerindo, claro, terá outras explicações para a saída de Rangel.
Pais do Amaral, num estilo bem mais tranquilo, o seu estilo, não deixou de marcar posição. Acusou José Eduardo Moniz de ser desleal e, concretizando, acabou por dizer que o ex-director-geral do canal utilizou a TVI para derrubar o Governo de Santana Lopes.
Sejamos honestos. Não houve real novidade nas deposições mas eis que, quando menos se esperava, as presenças de Emídio Rangel e Pais do Amaral na comissão de inquérito ao caso TVI acabaram por ser mais relevantes que o previsto. Em abono da verdade, podem não ter servido de muito para o caso em apreço mas, com toda a certeza, foram úteis para ajudar a perceber um pouco melhor o Portugal que temos hoje. Um triste e desconsolado país.
Strogonoff de frango à moda do Parlamento
Tempere o frango com sal, oregão, azeite e 1 dente de alho. Doure a cebola em um pouco de azeite, 2 dentes de alho e o louro. Em seguida refogue o frango, acrescente o champignon, o molho de tomate, a mostarda e vá colocando água aos poucos para cozinhar. Desligue o fogo e junte o creme de leite mexendo bem.
Para que os nossos deputados não tenham de andar à procura de receitas em plena sessão parlamentar, como ainda ontem se viu na capa do «24 Horas», o Aventar deixa aqui a sua contribuição. Serviço Público!
Presente e futuro da Advocacia: uma questão de República (7)
Continuando o que escrevi aqui.
Além das matérias exclusivamente respeitantes aos Advogados e à Ordem dos Advogados (OA), existe um conjunto de questões da Justiça que de modo directo e incisivo influenciam quer o estado quer o rumo da Advocacia em Portugal.
Será essa sumária abordagem que se farei a partir de agora, e que se reporta a problemas sérios e graves da nossa República que, por isso, dizem respeito a todo o cidadão. Uma abordagem assumida e necessariamente política. Pois que política advém do grego “politiká”, ou seja assuntos públicos, o que diz respeito ao público. Tal como República, do latim “respublica”, se reporta à coisa (“res”) pública, à administração da coisa pública, do que é público.
Nos últimos anos, tem-se assistido a uma mudança de paradigma (no sentido de modelo) no modo como é encarada a administração da Justiça por parte da classe política. E tal mudança é de fulcral importância, pois que é a classe política que faz as leis que ditam as regras de funcionamento e as competências das instituições da República – com especial relevo, no presente caso, para os tribunais – bem como as soluções a dar aos casos apresentados à Justiça. Já que a actividade de um Juiz é mesmo essa: aplicar o Direito ao caso. Direito, esse, criado mormente pelo Parlamento e, em certas matérias ou condições, pelo Governo.
O controlo parlamentar sobre a actuação do Governo, é atenuado quer pela lógica funcional parlamentar – o partido maioritário no Parlamento, que assim forma Governo, não vai verdadeiramente fiscalizar o Governo de quem é “pai”- quer pela perversa e má prática política lusitana de que o Chefe de Governo pode acumular o cargo de líder do partido pelo qual foi eleito.
Golpe militar em Espanha

Foi em 24 de Fevereiro de 1981 que se malogrou o golpe militar chefiado pelo Ten. Coronel António Tejero que irrompeu pelo parlamento, com um grupo de guardas civis.
Sob a ameaça de pistolas e metralhadoras, foi possível ver-se na televisão os deputados esconderem-se, ao som de um tiro, debaixo das cadeiras com excepção do primeiro ministro Adolfo Suarez, o ministro Gutiérrez Mellado e o deputado comunista Santiago carrilho.
Juan Carlos, envergando o uniforme de comandante supremo afirmou que ” a Coroa não pode permitir a acção de pessoas que pretendam interromper o processo democrático” assim desactivando um golpe que até hoje não se sabe se saiu de uma cabeça perdida de um saudosista ou se os contornos eram mais ambiciosos se aquela primeira acção tivesse tido êxito.
O que se sabe é que saboreia a liberdade e a democracia que tentou tirar aos outros com as armas que lhe foram confiadas para assegurar o cumprimento da constituição.

O Carnaval é sempre que um político quiser
Por mero acaso, o Entrudo coincidiu com mais um festival carnavalesco concebido e protagonizado por notórios elementos da nossa classe política.
Há gente formada em Direito que, obrigatoriamente, sabe que não se elegem Primeiros-Ministros, mas sim deputados para o Parlamento de cuja representatividade partidária votada em maioria sai a formação do Governo. É esta a concepção da nossa Constituição. A mesma que é sempre tão enaltecida a par das conquistas de Abril e do cravo na lapela, mas que depois, tal como a Bíblia, é “interpretada” conforme as conveniências.
O desafio da moção de censura lançado por destacados militantes do PS, além de espelhar desespero de causa patético, configura um insulto à inteligência. Não é o Governo que está sob suspeita, mas sim o seu Chefe que, repito, pode ser perfeitamente substituído nos termos da nossa Constituição.
Tal não acontece porque se vive numa hipócrita fantasia de Carnaval, em que Chefes de Partidos e Chefes de Governo são a mesma pessoa, e se quer convencer que tal não afecta o regular funcionamento do Parlamento. Evidentemente que afecta, pois que cumpre ao Parlamento vigiar e sindicar o Governo, e logo o Chefe de Partido maioritário é o Chefe do Executivo. Além de que, numa situação como a que se vive agora, esta perversão só serve os interesses da dramatização: se cai o Chefe de Governo cai o Chefe de Partido e é o caos! Santíssima Trindade!
Mas o PSD não podia ficar atrás. Mais concretamente, Paulo Rangel, que insiste na ideia que a sua candidatura é sustentada na ruptura. Mas em ruptura com quem? Com a actual Direcção do PSD que apoiou e enalteceu? Ou com a ruptura da unidade do PSD?
Este burlesco momento político que se vive é bem revelador das fragilidades e incongruências da nossa intelectualidade política.
Isto é puro Carnaval: máscaras e fantasias. Mas falta-lhe a graça do samba, pois que por cá o que temos é triste fado.
A propósito de “Mudar – a Justiça”
Por natural interesse, segui a leitura feita pelo Luís Moreira aqui e aqui no Aventar, do livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho quanto à Justiça.
Não li o livro, pelo que sobre o mesmo não me posso pronunciar directamente. Mas li o que em sede de Justiça, Pedro Passos Coelho conversou, defendeu, segundo o que o Fernando Moreira de Sá aqui relatou.
Falarei, pois, do que Luís Moreira escreveu acerca da Justiça segundo o teor do livro. E tentarei ser sucinto, pois nem quero tornar-me repetitivo em relação a futuros textos que viso publicar em breve.
A qualificação técnicas dos magistrados, principalmente dos magistrados judiciais, não penso que cause empeno à Justiça. Estou certo, até, que hoje estão muito melhor preparados para iniciar a carreira do que estará um advogado – por culpa do modelo perpetuado na Ordem dos Advogados que a actual Direcção está atentar adequar às exigências de hoje.
O que faltará, sim, é a perspectiva humana da consolidação e do amadurecimento a quem se entrega o poder de, efectivamente, julgar os outros. A culpa não é dos magistrados, é do actual modelo permitir que alguém com vinte e poucos anos seja juiz. Lamento, mas não acredito que tenha a maturidade suficiente para tal, com o devido respeito por eventuais honrosas excepções. Ainda para mais, face ao progressivo enraizamento da lógica sindical dentro de ambas as magistraturas.
Em revista 08.01.2010
E aí está José Sócrates a afirmar no Parlamento que a provação do casamento homossexual é “um passo contra a discriminação”. Esqueceu-se foi de dizer que é também um passo a favor de uma outra discriminação: podes casar mas não podes adoptar.
Entretanto o Tribunal da Relação de Lisboa, confirmou a inconstitucionalidade da ASAE, quanto às suas competências policiais. O que é um claro exercício de coragem: arrisca-se que a ASAE ainda lhe feche as portas à custa de umas tantas normas de uns tantos regulamentos.
Mas, voltando a José Sócrates, afirmou ontem que a culpa da crise financeira é dos bancos. Isto a propósito das contas sobre a dívida pública apresentadas pelo BPI. Sócrates não deve ter gostado que fossem privados a denunciar o real estado das contas públicas. É o que dá as zangas entre comadres…
E ainda há o azar destas coisas da natureza, a aumentar aos custos do Estado. Pelos vistos já custa ao erário público cerca de 80 milhões de Euros as chuvas de Dezembro. Se continua assim, precisamos de fazer um fado bem trágico “As águas de Dezembro”, para contrapor às “Águas de Março” de Tom Jobim.
Por fim, uma boa notícia: Manuel Machado teve alta. Sempre gostei do estilo deste treinador, que nunca se escusou a dizer o que pensa. Que regresse o mais cedo possível ao trabalho.
Nem todas as petições são entregues no mesmo clima
Pergunta o José Freitas se todas as petições ao parlamento são entregues em clima da gala, referindo-se a uma petição sobre “a verdade desportiva”.
Nem todas pá. A petição pelo referendo, por exemplo, foi entregue também ontem mas em clima de galo.
Todas as petições são entregues em clima de gala?
Para evitar chatices fica a declaração de interesses: Não sou ‘doente’ pelo futebol e gosto de ver erguida a verdade desportiva. Agora, ao que me traz.
Hoje, além da petição pelo referendo ao casamento homossexual, foi entregue na Assembleia da República a famosa petição “pela verdade desportiva”, promovida pelo jornalista Rui Santos. O documento defende o uso de novas tecnologias para auxiliar os árbitros de futebol. Nada tenho contra o propósito da petição. Já a formulação prática desta medida me deixa dúvidas. Seria uma espécie de júri de quatro ex-árbitros a ver duas ou três repetições televisivas que iria determinar a opção do árbitro? E o jogo ficaria parado, enquanto analisavam e discutiam a coisa? E seria passível de recurso, com visionamento de câmaras de outro ângulo?
Claro que as discussões de segunda-feira iriam perder todo o interesse. As queixas dos treinadores teriam de ser orientadas para outros alvos, como os cameraman das televisões, que não captaram o lance do melhor ângulo. Os presidentes teriam de passar a acusar outros, talvez os empregados dos bares dos estádios, em vez de assumir erros próprios.
Em todo o caso, e voltando ao que aqui me traz, não percebi a razão de tal aparato e de tantas celebridades na entrega de umas assinaturas. Uma cerimónia pomposa que teve o ar de uma gala. Enfezada, claro, sem glamour, sem caras larocas a apresentar os protagonistas, mas com muito aparato. E gente ‘in’. Ele era o presidente da SIC, o presidente da Liga, o presidente da federação, presidentes de clubes e muitas outras pessoas. Até jogadores. De gravata, portanto era gente importante.
O presidente da AR, Jaime Gama, já garantiu uma análise cuidada à petição. Sempre são sete mil pessoas a assinarem o dito cujo documento. Daí a minha questão: todas as petições são entregues com uma festa deste género? Ou todas as petições são importantes mas umas mais importantes que outras?
Não Há Condições
.
NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
.
Não se admite o que a oposição está a fazer ao governo de Lisboa. É que os tipos não deixam que os governantes, eleitos democraticamente, governem como sabem. Fazem imposições, votam em maioria contra as decisões do sr Sousa, não permitem que as coisas se façam como os governantes querem, enfim, estão a ser uns tratantes, mais ainda do que os da anterior maioria o foram.
E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu? [Read more…]
Coulrofobia é um estado ausente do aventar
Vejamos: o que pode ser melhor tema para uma noite na blogosfera do que o debate em torno de “A Zézinha no parlamento a vociferar contra alguém“?
Sendo que esse alguém pode muito bem ser ninguém, mas alguém o saberá, porque eu, um zé ninguém, nada sei de ninguém.
Agora imagine, caro leitor, agora que tirou o indicador esquerdo da narina direita, que chegava a casa, começava a tratar da sopinha e da caldeirada de raia (se me permitem, um intervalo, para dizer o quanto gostei de saborear este Bathoidea), ligam o canal x e: pasme-se, uma tia de direita óscula o provinciano (a definição é auto-biográfica) com um impropério digno de qualquer casa de chá da linha.
E eu, qual peixinho de aquário em gabinete de dentista, abro a boca de espanto: ai!
Olha… eu a pensar que a miúda que hoje vi à porta da escola a chamar peixeira à mãe de outra (sim, é verdade! A mãe da hostilizada é mesmo peixeira, isto é, vende peixe) era mal -educada.
Exemplos… Pois claro, também não me parece bem. Ou antes, seria muito pior se eu chegasse a casa e no noticiário das 20h visse a zézinha a óscular na face o ricardinho (não o nosso, claro, porque nós aqui no Aventar não sofremos de coulrofobia).
Sim. Pior do que isso só a raia cair mal, mas não há nada que um bom copo de coca-cola não resolva.
O tandem* atómico socialista
Irresponsabilidade, decapitar, extremismo, radicalismo… tudo na mesma frase!
É uma dupla infernal, Francisco Assis mais para o popularucho Ricardo Rodrigues, um intelectual de primeira, com rigorosos raciocínios que dão no resultado contrário ao pretendido. Estes dois homens ameaçam o Parlamento.
Sempre que algum dos seus adversários políticos respira (já não digo que fale), é submerso por uma torrente de impropérios “políticos” de uma originalidade e profundidade dignas de nota. Não há, claro está, um argumento que acrescente transparência ao diálogo mas acaba-se com ele, no velho estilo ” pode-se exterminá-lo”!
Quando ouço um e outro fico sempre a pensar se os senhores deputados, no remanso do lar, não têm um frémito de emoção ao reverem-se.
Enfim, dois pândegos!

O vendedor de promessas
Não há uma só vez que este homem não vá ao parlamento e não leve na manga uma promessa. Agora é o aumento do salário mínimo.
Quantas promessas ? Ninguem sabe porque tambem ninguem faz ideia nenhuma se são ou não cumpridas, por isso pode oferecer a Lua que todos olham para o dedo que a indica. O que sabemos é que o desemprego não deixa de crescer, que os subsídios da UE tiveram que ser devolvidos, que as contas públicas estão na pior situação de sempre.
Mas sempre que vai ao parlamento, inicia a sessão com uma promessa, coloca a Oposição na defensiva, desvia o alvo, a discussão passa a ser " és mentiroso", argumento utilizado a preceito por ambos os lados, mas a promessa faz notícia, segue caminho.
Sócrates é um caso do foro psíquico para estudar. À sua volta há o caos, gente a viver mal, a Justiça em tumulto por sua causa, as empresas a falir, e ele continua como se estivesse nos melhores do mundo!
Como está provado, mentiu no Parlamento acerca do negócio da TVI, ele é capaz de dizer tudo o que for necessário, "O que parece é" há que vender ilusões, promessas e "manhãs que cantam ".
Sócrates, o vendedor de promessas !
Dicionário de Parlamentares da III República (1974 – 2009). ADEGAS – AGUIAR
continuação daqui
ADEGAS, Mário Martins – Nasceu em 25 de Outubro de 1935. Economista. Exerceu funções de chefia em diversas instituições bancárias, caso do BNU e do BESCL. Integrou, como Vice-Presidente, o Conselho Nacional do Plano. Foi Deputado à Assembleia da República entre 1978 e 1985, eleito nas 3 primeiras Legislaturas pelo PSD, círculo de Aveiro. Empenhou-se então na elevação administrativa de vilas e aldeias do distrito, para além das várias intervenções que fez sobre temas económicos e sociais. Fez parte do VII Governo Constitucional, como Secretário de Estado do Tesouro. Actualmente, é membro do Conselho Económico e Social.
AFONSO, Fernando José Russo Roque Correia – Nasceu em 3 de Julho de 1929 em Lisboa. Advogado. Foi técnico consultor do Ministério das Finanças e membro de diversas delegações portuguesas a organismos internacionais na década de 60. Entre 1984 e 1989, desempenhou as funções de Vice-Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados. Eleito Deputado à Assembleia da República, pelo PSD, da III à VI Legislaturas, entre 1983 e 1995. Num curto espaço de tempo, em 1987, foi Presidente do seu Grupo Parlamentar. Na VI Legislatura, foi um dos autores do Projecto de Revisão constitucional e o relator de diversas iniciativas.
ÁGUAS, Maria do Rosário da Silva Cardoso – Nasceu em Coimbra em 21 de Fevereiro de 1961. Licenciada em Gestão e Organização de Empresas, trabalhou em várias empresas privadas. No mandato de 1997/2001, foi eleita Vereadora da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Eleita Deputada à Assembleia da República, pelo PSD, na IX Legislatura, suspendeu o mandato para integrar o XV Governo Constitucional, como Secretária de Estado da Habitação. No XVI Governo, foi Secretária de Estado Adjunta do Ministro da Segurança Social, da Família e da Criança e Secretária de Estado da Administração Pública. Voltou ao Parlamento na X Legislatura e, nesta que agora se inicia, foi de novo eleita. Nos últimos 4 anos, foi uma das mais dinâmicas Deputadas do Grupo Parlamentar do PSD.
AGUIAR, António Júlio Simões de – Foi Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República, eleito na I Legislatura pelo PPD, círculo da Guarda – foi o primeiro Deputado do Partido por aquele Distrito. Na Assembleia Constituinte, em finais de 1975, dirigiu-se à Assembleia para questionar o rumo do PPD e da facção liderada por Mota Pinto. Quase no final da Assembleia, protagonizou uma forte polémica com Jaime Gama a propósito de um comício do PPD no Porto.
AGUIAR, Manuela – ver MOREIRA, Maria Manuela Aguiar Dias.
Dicionário de Parlamentares da III República (1974 – 2009). A – ABREU
A
ABECASIS, Nuno Krus – Nasceu em 1929 em Faro, morreu em 1999. Engenheiro civil. Fez parte do II Governo Constitucional, em 1978, como Secretário de Estado das Indústrias Extractivas e Transformadoras. Foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1979 e 1989, um período correspondente a 3 mandatos. Na parte final do seu último mandato, entregou a Siza Vieira a reconstrução da zona do Chiado, alvo de um grande incêndio em 1988. A sua passagem pela edilidade ficou marcada por muitas críticas, relativas à especulação imobiliária que permitiu. Depois de abandonar a Presidência, integrou a Assembleia Municipal, ao mesmo tempo que presidia à Fundação Cidade de Lisboa. Foi Deputado à Assembleia da República, pelo CDS, nas 4 primeiras Legislaturas, entre 1976 e 1987, embora tenha ocupado poucas vezes o seu lugar devido às funções autárquicas que entretanto assumiu.
ABRANTES, Afonso Sequeira – Nasceu em 1945 na Guarda. Professor do ensino básico, com licenciatura em Filologia Românica. Presidiu à Comissão Instaladora da Escola Preparatória de Mortágua em meados dos anos 80. Desde 1989, é Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, tendo vencido, pelo PS, 6 eleições consecutivas, sempre com maioria absoluta. Nos anos anteriores, fora membro da Assembleia Municipal e Vereador da edilidade. Foi Deputado à Assembleia da República, pelo PS, círculo de Viseu, entre 1987 e 1990.
ABRANTES, Domingos – ver FERREIRA, Domingos Abrantes.
ABRANTES, João Carlos – Nasceu em 1945. Engenheiro técnico agrário. Trabalhou na Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos. Foi Deputado à Assembleia da República da II à IV Legislaturas, sempre em regime de substituição. Exerceu o cargo pelo PCP, círculo de Coimbra. Interveio de forma activa no Parlamento, sobretudo através de requerimentos a diversos ministérios. A nível autárquico, integrou a Assembleia Municipal de Montemor-o-Velho.
ABREU, Filipe Manuel da Silva – Nasceu em 1947 em Paços de Ferreira. Consultor jurídico. Anteriomente, trabalhou como comerciante de arte. Foi coordenador do Gabinete Autárquico Distrital de Faro, Vereador da Câmara Municipal de Portimão e membro da Assembleia Municipal do mesmo concelho. Foi Deputado à Assembleia da República, eleito pelo PSD, entre 1987 e 1998 na V, VI e VII Legislaturas, sendo que nesta esteve em regime de substituição. Revelou-se muito interventivo durante a V Legislatura, tomando frequentemente a palavra para debater os problemas do Algarve, região pela qual foi eleito.
Diário da Assembleia – 2.ª Sessão
José Manuel Pureza quis mostrar ao que vinha logo de início. O novo líder do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou uma série de diplomas, entre os quais a regulação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Vai ser engraçado ver qual vai ser o sentido de voto do Partido Socialista. E vai ser interessante ver quem é realmentre de Esquerda no Parlamento…








Recent Comments