É uma delícia…
Os filhos bem juntinho à mãe que trabalha. Muitas vezes eles dormem ao «som» do trabalho que ela faz e do ambiente que a ambos cerca, no sobe e desce do corpo de sua mãe.
Isto não é pensável no nosso continente. Mas se eu pudesse tê-los, senão às costas deste jeito enquanto são pequeninos, pelos menos debaixo do mesmo tecto para puder dar uma espreitadela e um beijo ao longo do dia!
Mães africanas
É uma delícia…
Os filhos bem juntinho à mãe que trabalha. Muitas vezes eles dormem ao «som» do trabalho que ela faz e do ambiente que a ambos cerca, no sobe e desce do corpo de sua mãe.
Isto não é pensável no nosso continente. Mas se eu pudesse tê-los, senão às costas deste jeito enquanto são pequeninos, pelos menos debaixo do mesmo tecto para puder dar uma espreitadela e um beijo ao longo do dia!
Mais de metade dos trabalhadores jovens portugueses têm contrato a prazo
É evidente que o motivo da pouca eficiência do trabalho são as leis demasiado protectoras do trabalhador. </sarcasmo>
Utopia
Em Utopia, o humanista Thomas More critica o quadro sociopolítico do seu país, a Inglaterra do século XVI, o despotismo das monarquias europeias, o servilismo, a venalidade dos altos funcionários, o luxo e a injustiça dos nobres e monges.
Pedi emprestado a uma amiga, ela que tem livros extraordinários no seu T1, uns atrás dos outros, raridades de se encontrar, escondidas umas atrás das outras, tesouros para se descobrir com ajuda de mapa!
Abro à sorte, curiosa, «talvez encontre uma frase inspiradora», entre tantas palavras escritas num tamanho de letra tão pequenino.
Escritas no Renascimento longínquo, elas são tão utópicas, tão impossíveis. Contudo, tão desejadas:
Nesta ilha [da Utopia] divide-se o dia e a noite em 24 horas exactas e destinam-se e destinam-se ao trabalho apenas 6 horas: 3 antes do meio-dia, com intervalo (…), duas de descanso, seguindo-se mais 3 horas de trabalho e a ceia. (…) O tempo livre entre o trabalho, as refeições e o sono é ocupado livremente por cada indivíduo, como melhor o entender. (…) libertos das suas ocupações, se ocupem e empreguem a sua actividade variadamente na arte ou na ciência que mais lhe agrade.”
6 horas de trabalho (fazemos muito mais que isso), 8 para dormir e 10 para nós.
6. 8.10 – uma boa relação para o dia-a-dia. Era bom, não era?
A Utopia tem outro nome: «férias». 15 dias por ano, para quem as pode ter, podemos sonhar com a Utopia.
Em certos sentidos, ainda vivemos na Idade Média…
P.S.: esse tempo de utopia será também a reforma? Ainda me falta tanto… Era agora que me queria cumprir! Tanto que quero fazer e não fazer e não há tempo.
Os filhos
Zita é mais rápida no regresso a casa. O trabalho fica para trás a cada quilómetro das dezenas que faz, seis dias na semana. À frente, já só vê os filhos: a «coisa» mais maravilhosa que tem na vida. À noite, mete-se no meio deles, na cama, uma mão sobre as pernas pequeninas dos dois filhos. E eles adormecem com a cara encostada à mãe.
Zita tenta compensar o tempo perdido, longe de quem mais ama. Se ela soubesse como, escreveria um hino aos seus filhos… Como não sabe, diz-lhe que os adora, todas as noites, e aborrece-os com tantos beijos.
A paz que a envolve ali sentada entre os filhos dormindo, é uma paz que reanima, que reabilita, que lhe dá forças para o dia seguinte.
Há sogras e sogras
Os pais trabalham demasiado. E, ultimamente, ainda mais.
O trabalho tira tempo à família. «Tira-nos» a família, é o que é.
Sobra muito pouco para ela: tempo e paciência como gostaríamos. “Educar exige tempo e paciência, e isso é algo que falta aos pais nesta conjuntura”, leio no Público (23 de junho).
E não há muito a fazer: “o emprego precário e o medo de perder o emprego sujeitam os pais e as mães a uma disciplina e a um envolvimento no local de trabalho (…) que tira tempo à família”.
Os filhos estão mais com os outros que connosco.
Acabaram as aulas. A coisa complica-se: «Onde deixar os filhos?»
Que sorte é ter uma sogra disponível que toma conta deles.
Há sogras que são umas «pestinhas», segundo ouço dizer, mas também as há que são umas santas!
Obrigada a estas! São a nossa salvação!!
Eternamente grata, sogrinha.
Os portugueses já meteram mãos ao trabalho para ultrapassarmos a crise
Miguel Relvas, defendeu hoje a aposta no empreendedorismo, afirmando que “está nas mãos” dos portugueses criar condições para o país ultrapassar “este momento” de crise.
Um neto em acção:
Duas próteses, boas de encaixar, têm 3 semanas de uso.
as duas custam 55,00€
Eram da minha falecida avó, que se dava muito bem com elas.
Estão no liquido de limpar desde o funeral.
Nem palmas, nem assobios – é o desespero de ver os colegas despedidos
Meu caro Paulo, não se trata de ter ou não aplausos.
Move-me apenas um sentimento horrível de olhar para o lado e perceber que uma geração de professores, muitos, com anos e anos de experiência, está a caminho do desemprego.
Furar o silêncio é o único objetivo, escrever no aventar uma das ferramentas para o fazer.
Não procurei errar, mas pode ter acontecido, nem tão pouco ser demagógico. Mas, se me permitires o contraditório, aqui vai:
Bom ambiente
No Dia Mundial do Ambiente, só me ocorre dizer da importância de procurar criar “bom ambiente” nos lugares que são as nossas «casas», quer sejam elas permanentes ou temporárias, físicas ou virtuais!!
Penso, sobretudo, no local de trabalho. Que ele seja, com o nosso pequenino contributo, um espaço onde a convivência com os outros é agradável, saudável, «respirável», positiva, acolhedora. E isto só é possível se houver humildade, se se souber pedir desculpa, elogiar, agradecer e conviver.
Famílias e crise
Hoje é dia Internacional das Famílias.
A família é “amortecedor da crise”, disse Margarida Neto, coordenadora nacional para os Assuntos da Família, hoje à Rádio Renascença.
A família é amortecedora da crise e das crises…
Pena que o Estado não apoie mais as famílias a todos os níveis. Penso, sobretudo, na dificuldade que encontramos, nós pais, em equilibrar da melhor forma possível a relação trabalho/família, no sentido de termos mais tempo de qualidade para os nossos filhos.
Maias à porta no 1º de Maio
Na minha vila, ainda se colocam as maias à porta. São mais as casas com elas que sem elas! É bonito de ver. Também eu as fui apanhar… Ainda conheci um ribeiro aqui perto e ouvi a àgua correr nele…
As ‘maias’ são giestas de flor amarela que florescem em princípios de Maio e como que anunciam a chegada deste mês, define o Dicionário da Língua Portuguesa.
Não as sabia tão macias. («Macias» sem c lê-se maias, reparo agora na coincidência).
Para acabar de vez com o 1º de Maio
O ano passado foi o que seu viu. Este ano mais um grupo de hipermercados quer abrir as portas.
O Primeiro de Maio nasceu com a luta pelas 8 horas de trabalho (sim, trabalhar de sol a sol não é uma invenção recente, era assim até ao séc. XIX). É o dia em que se celebram os direitos dos trabalhadores em todo o mundo, logo faz todo o sentido que se acabe com ele e que à frente desse combate estejam as grandes distribuidoras, as primeiras a usufruírem das flexibilizações de horários que cada revisão das leis laborais vai incrementando. Para eles vale tudo. A quem queira ser solidário valerá não meter lá os pés. Não é nada consigo? quando lhe cair em cima, e não falo do fim de mais um feriado, falo do regresso à selva laboral, vai ver que é.
T.P.C. – sim ou não?
Já tinham saudades destas 3 letrinhas. Confessem… Todos para Casa, trabalhos para crianças, tortura para crianças…
A reflexão está de volta: trabalhos para casa: sim ou não?
De um lado, quem acha que o que faz falta é tempo para brincar, para ser criança.
Do outro, quem pensa ser importante o trabalho, a disciplina.
Diria que todos podem ter razão. [Read more…]
Um manifesto simples
(óleo sobre tela de Fernando Ikoma)
Queremos a normalidade e a simplicidade no nosso quotidiano, sem sobressaltos
Queremos o pão de cada dia
Queremos a manutenção dos nossos postos de trabalho
Não queremos ser ricos – basta-nos o suficiente para viver com dignidade
Não queremos precisar de ganhar a lotaria – antes desejamos a felicidade de ter trabalho e uns trocos ao fim do mês para o mealheiro dos nossos filhos e para oferecer um jantar aos amigos lá em casa
Não quis, não pedi o Euro 2004
Não quero o TGV nem o aeroporto da OTA nem autoestradas que não me levam a lado nenhum
Não quero mais decisões erradas dos nossos Governos – Basta!
Perguntem-nos primeiro o queremos, o que precisamos! Afinal não vivemos em Democracia?
E se emigrasses?
O político analfabeto João Almeida volta a dar nas vistas, desta fez sem Facebook. A ideia de que o trabalho não tem direitos, tudo se nivela por baixo e um trabalhador é uma espécie de objecto descartável, assenta-lhe que nem uma luva.
É maneira de pensar como qualquer outra, e vigora em muitos países para onde o deputado bem podia emigrar. Para a China, por exemplo.
Carnaval nas escolas
As relações laborais são reguladas pelo código do trabalho ou código laboral ou pacote laboral, seja lá o que lhe quiserem chamar. Há também contratos coletivos e no caso dos Professores há um documento – o Estatuto da Carreira Docente – que é uma espécie de contrato coletivo para quem trabalha nas escolas públicas.
Um dos pontos (artigo 91º) refere-se às interrupções letivas, isto é, às paragens previstas no calendário escolar: momentos em que os alunos não têm aulas e que são quase sempre confundidas com férias de professores por quem anda menos atento.
E, para o ano escolar 2011/2012 o calendário escolar é claro – “Interrupção letiva entre 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive.” [Read more…]
Sicasal, um ponto de reflexão
Isabel G.
Usamos o Aventar para reclamar, para criticar, às vezes até para lançar veneno. É bom, sabe bem, desopila-nos os fígados. Mas raramente, e corrijam-me se estiver errada, o usamos para elogiar. A verdadeira mudança de paradigmas, de mentalidades, reside, precisamente, e na grande maioria dos casos, muito mais no louvor do que no repúdio.
E porque é assim que penso, não quis deixar passar em branco o grande elogio, que deveríamos até considerar como importante ponto de reflexão, que deve ser tecido à Sicasal. Nem sequer decorei o nome do proprietário, mas isso também não é importante. O que é importante e digno de nota, isso sim, é que esse senhor, talvez com a sua atitude no decorrer da vida, foi capaz, sem aparente esforço falseado, pelo menos que seja notório, de transmitir atitudes geradoras de energia, de solidariedade, de cooperação.
Está patente na Sicasal, segundo o que a comunicação social difunde, o espírito de entreajuda que deveria ser a atitude intrínseca do ser humano. Ali não há patrão versus empregados e vice-versa. Ali há a sensata consciência de que o trabalho conjunto, na abundância e na provação, é a única via possível para que cada um prossiga da melhor forma com a sua vida.
Ali não há antagonismo. Ali não há um contra muitos nem muitos contra um. Ali há o senso comum que deveria pautar as vidas de todos os seres humanos.
Todos aqueles que estão convictos de que este ou aquele partido, este ou aquele sindicato, esta ou aquela facção, esta ou aquela ideologia, são a solução para os profundos problemas que fustigam a nossa sociedade, deveriam pôr os olhos nesse exemplo onde, apesar de “cada macaco no seu galho”, cada um serve, da melhor maneira que pode, um bem comum. Isto sim é evolução, isto sim é construção e avanço. Isto sim é o ser melhor no seu melhor.
As críticas têm o seu lado positivo, é inegável, mas o exagero e a carga negativa e revoltadora com que por vezes são feitas engendram atitudes e acções que corrompem a intenção primeira, desviando-a. Os louvores, os elogios, o reconhecimento das atitudes positivas e geradoras de mudança, porém, estimulam o bem fazer e suscitam acções criativas e positivas.
Com o senhor da Sicasal, cujo nome desconheço, partilho o meu mais humano sentimento. Aos seus colaboradores, modestamente confesso que gostaria de ser assim, de ser capaz de tamanhos actos altruístas.
As menstruações de Américo Amorim e o problema estrutural da economia portuguesa
Crise internacional à parte, é sabido que a economia portuguesa tem um problema estrutural: a fuga aos impostos e os benefícios fiscais às empresas, permitindo falcatruas que se transformam em prejuízo para o estado. Depois dizem que este gasta mais do que tem, pudera.
O regabofe é de tal ordem que a impunidade é assumida como regra, levando agora, gloriosa excepção, Américo Amorim a ter de descalçar 3,1 milhões de despesas bizarras para a sua principal holding: viagens dos netos, despesas com pensos higiénicos, cintos de crocodilo ou massagens. Prejuízo: 750 000 euros.
Que injustiça: o homem nem sequer é rico mas apenas um trabalhador sujeito a menstruações no local de trabalho. Fazer isto a um grande accionista do sacrificado BIC que dentro de dias receberá o BPN a quem deverá 1600 milhões (quando é que esta golpada será esclarecida?), está mal, muito mal, assim o país não anda para a frente e nunca mais saímos desta crise.
Fonte do gráfico e leitura proveitosa: resistir.info
A tradição ainda é o que era
-Em dia de greve geral, acabei de assistir na televisão ao noticiário para verificar os últimos acontecimentos no país que me viu nascer e constato que alguns comportamentos infelizmente não mudam. Se é um facto que o direito à greve é inquestionável, não o é menos o direito ao trabalho, pelo que os inenarráveis piquetes de greve, estiveram uma vez mais, mal ao apedrejarem autocarros e vociferarem insultos aos colegas que não estiveram com eles. Mas pior, desconheço os motivos que levaram à recepção hostil por parte dos sindicatos ao movimento dos precários. Será porque estes não têm propriamente uma filiação e não pagam quotas? Seria capaz de jurar já ter ouvido os principais dirigentes sindicais da CGTP e UGT falarem em defesa dos trabalhadores sem contrato de trabalho, vulgo recibos verdes. Mas já sabemos que uma coisa é discurso, outra bem diferente a sua prática. Lamentável como sempre incidentes desnecessários que jamais produzem qualquer resultado. Enfim, um normal dia de greve geral, a tradição ainda é o que era, inclusivamente na já habitual discrepância de números…
Uma questão de distribuição
Quando falha a distribuição da riqueza, mais cedo ou mais tarde acabamos por ter distribuição de sacrifícios.
Vivemos hoje os chamados “tempos difíceis”, porque nos tempos da aparente abundância nunca esta foi por via da distribuição da riqueza. Pelo contrário: concentrou-se o esbanjamento e distribuiu-se endividamento.
Veja-se como os salários baixos foram durante décadas um chavão para o nosso progresso. Num país dito da Europa, alicerçávamos a nossa competitividade nos salários baixos. Depois, para colmatar a falta de dinheiro para se comprar aquilo que era dado como imprescindível para se ser feliz, fosse na televisão fosse na casa do vizinho, abriram-se os cordões da bolsa do financiamento e tudo pôde comprar aquelas coisas para as quais poucos tinham rendimento. Agora que as ilusões de felicidade do crédito fácil estouraram na cara de toda a gente, há que refazer contas à vida e lá vamos no fado dos sacrifícios.
Mister é saber como são distribuídos os sacrifícios, pois que sendo mal distribuídos acontece como na má distribuição da riqueza: muitos empobrecem e alguns engordam. [Read more…]
Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas
Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A produção de tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]
Práticas religiosas em Portugal
Ao longo da História os camponeses têm estabelecido uma racionalidade do trabalho largamente baseada em laços pessoais. As decisões de escolha de uma determinada cultura, de quando e como semear, se bem que limitadas por factores ecológicos, têm obedecido às circunstâncias do momento baseadas na relação com os recursos de reprodução, relação essa que tem variado em diferentes épocas históricas. Terra, trabalho e tecnologia, os três principais recursos necessários à sobrevivência dos camponeses, são geridos e correlacionados de modo mutável, na base de obrigações morais entre parentes e vizinhos; da mesma forma, a definição de alianças e a circulação das populações vão obedecer a um ritual dentro dos parâmetros definidos pela Igreja Católica Romana, constantemente desenvolvidos ou manipulados pelos próprios camponeses. Em resumo, a organização camponesa do trabalho é expressa e materializada em princípios morais que derivam da crença religiosa. [Read more…]
Agricultura e tempo – parte II
A ruralidade actual combina formas antigas e modernas de trabalhar a terra, incluindo cursos para ensinar agricultura e criação de cooperativas para a produção de leite, único e actual objectivo nas ruralidades da Galiza, Astúrias e outros locais de outros continentes que tenho estudado. É o caso dos Picunche, clã da Nação Mapuche que habita na República do Chile. Convivi com eles desde os anos 90 do século passado. Os Mapuche chegaram da Argentina há mais de seiscentos anos. Por ser um grupo agrafo não há registos da sua história. Apenas dispomos dos relatos dos Frades Jesuítas que tomaram conta do clã, ensinando-os a ler, a escrever e a trabalhava na agricultura. A nação Mapuche vivia da caça de animais do mato, como o huemul, a vicunha, os guanacos. Estes últimos defendiam-se do ser humano cuspindo uma baba peganhenta. Não obstante, a sua carne era utilizada na alimentação e a sua pele usada como roupa de agasalho. O frio era intenso no inverno e o verão muito quente.
Direito à greve e ao trabalho
-Muitas dúvidas podem ser levantadas a propósito da paralisação dos camionistas, desde logo porque a maioria são pequenos empresários, e não é suposto que uma empresa possa forçar um trabalhador a fazer greve, no limite se a mesma não tiver condições para funcionar, deverá cessar actividade e declarar insolvência, colocando os trabalhadores no desemprego, estes ainda gozam alguma protecção social, ao contrário dos empresários, que ficam abandonados à sua sorte e caridade de amigos e familiares. [Read more…]
o dia internacional da mulher no natal

o trabalho que dá à mulher comemorar o dia de natal
Nestes dias, temos falado de Natal, de Orçamento de Estado, de presentes, mas nunca da mulher internacional que prepara estas festas. Essa mulher que trabalha, não apenas para ganhar um ordenado, mas também em labores domésticas, como esse de preparar o natal e as comidas da festa, limpar a casa, limpar às crianças a casa, os tachos e ornamentar a mesa da festa. Difícil tarefa especialmente em dias como este, com frio, chuva e lama que desfaz ornamentos, suja a casa, dá frio e sono e faz das crianças uma sujidade, após banhos, penteados que as mães têm tomado esse especial cuidado para mostrar o melhor do melhor. Será que consegue? Para saber, falemos de mulheres…
Parece que, afinal, não somos dos que trabalhamos menos horas…
… podemos é trabalhar pior, mas isso é outra história.
Via: Credit Score Blog
Educação – rir para não chorar II
A Senhora Ministra quer mais sucesso – como todos queremos, nada a dizer.
Claro que o meu sucesso é diferente do sucesso da Senhora Ministra, mas isso são detalhes.
Mas… delicioso é o momento de um tal Adalmiro Botelho da Fonseca, Presidente de uma Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP):
“Se as escolas são responsáveis por atingir os resultados têm de ter os activos materiais e humanos à sua responsabilidade. Temos de começar logo pelos professores. Temos de ter mais influência na contratação de professores”
E, caros leitores, o que se tem passado nas escolas TEIP é um exemplo fantástico… de como isto é mentira!
Tem valido tudo menos tirar olhos!
“Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.” (citação de Brecht)
as culturas da cultura. infantil, adulta, erudita (I Parte)

o menino que não queria ser pastor, em época de crise, não teve opção
1ª Parte excerto um livro meu: O imaginário das crianças. Os silêncios da cultura oral
A questão, 1ª e 2ª edição, Fim de Século. Uso o texto de 2ª edição, 2007
Miguel (v. Genealogia 1), o neto do Marques, queria uma bicicleta. Conseguia equilibrar-se na minha, que era preta, de ferro e pesada. Seu pai, a trabalhar nas obras de uma cidade longínqua, não tinha dinheiro suficiente para comprar uma; a mãe,
jornaleira, guardava o dinheiro para os gastos da casa. Os avós, quinteiros da casa da aldeia onde eu e eles vivíamos, observavam os vizinhos e sonhavam com outra vida enquanto entregavam produtos e dinheiro das vendas aos proprietários. A bicicleta não podia materializar-se, e Miguel Marques sabia; com sete anos, sabia. Mal podia, entrava na garagem da casa, enquanto eu andava pelas ruas e “belgas”1 ou estava ausente, tirava a bicicleta e juntava – se aos amigos que tinham cada um a sua. Filipe Manuel, o pai, ausente nas obras, não sabia. Nem sabiam Elvira, a mãe, longe nas jornas de outras casas, nem o avô Marques, ocupado com a rega e a cava da terra da quinta. A avó Elvira, lavava no tanque, falava à pequena Marta, sua neta, que olhava o irmão, sem nada dizer. A bicicleta não era dele, era de outro que não precisava dela nesse momento, esse outro sorridente e nunca zangado. [Read more…]
















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