Tenho 2 filhas bebés, lindas. Espero que não venham a ficar órfãs enquanto são pequeninas. Se por algum azar ficassem, família e amigos seriam os primeiros a chegar-se à frente.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Se não houvesse ninguém disponível e a solução fosse a adopção por estranhos (a institucionalização nunca), preferia mil vezes que fossem entregues a um casal homossexual (masculino ou feminino) do que à Maria Teresa Alves e ao seu marido.
No fundo, compreendo os medos da senhora, inculcada que tem sido dos fantasmas da homossexualidade pelo beatério de que certamente faz parte. Da mesma forma que compreendo a posição de Luis Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascenção. A ele, interessa-lhe ter um exército de institucionalizados. No fundo, é o seu ganha-pão.
No meio disto tudo, uma palavra para a maturidade democrática revelada pelo Parlamento e pela sociedade portuguesa em geral, que não dá um pataco por toda esta polémica. As suas maiores preocupações são outras e o facto de casais de homossexuais poderem vir a co-adoptar não é certamente uma delas.
Vamos todos entregar crianças a casais homossexuais
Retrato de Um Filho da Puta
Colin Brewer é um parvo com aspirações a ser cabrão!
Serviço de Finanças de Braga 2 – e a Lei?
Hoje fui ao Serviço de Finanças de Braga 2!
A meu lado, e a tratar de assuntos próprios, a minha mulher, acompanhada ela pelo nosso segundo filho. Eu chegara uns minutos mais cedo, tirei a minha senha, aguardei a minha vez. A minha mulher chegou de seguida, tirou a senha dela. Alto, não tirou senha nenhuma!
Ao contrário do previsto, esta repartição pública não dispõe de senhas para cidadãos prioritários, os mesmos que se enquadram no artigo 3 da Carta do Utente, e que define que os (…) “acompanhados de crianças de colo têm direito a ser atendidos com prioridade sobre os demais“.
Ora, como adiante confirmaria a minha suspeita, não existindo senhas, o teor do artigo 3 mantem-se válido. Ou seja, o serviço DEVE atender quem se identificar como prioritário. Mas não, não! [Ler mais ...]
Maturidade política, finalmente.
Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: “entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos” e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: “a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho”. Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.
Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo “Porto-Benfica”, é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas “fracturantes”. Ainda bem!
Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.
Benfica, Fátima e outras divindades

Nos últimos tempos, António Mexia, infelizmente benfiquista e sanguessuga-mor do regime, terá afirmado que as vitórias do Benfica nos campeonatos fazem bem ao PIB. Sem as vitórias vermelhas, o PIB, pelos vistos, andaria murcho, viveria descontente, embebedar-se-ia com tintos melancólicos, poderia até cantar fadunchos arrastados, cheios de ontens luminosos e carregados de hojes olheirentos, soluçando pelas ruas mal iluminadas.
A ser verdade a asserção mexiana, a solução para os problemas do país seria tornar obrigatórias as vitórias do Benfica, inscrevendo essa obrigatoriedade na Constituição. Alguns poderão dizer que isso acabaria com a verdade desportiva. Nada de novo: não me lembro de nenhum campeonato em que se reconheça mérito ao campeão. Seja como for, o que é a verdade desportiva comparada com o PIB? A primeira só existe para quem ganha; com um PIB saudável, ganhamos todos.
E se não for verdade aquilo que disse Mexia? E se não houver nenhuma relação entre o bem-estar do PIB e os golos de Cardozo? Não seria de admirar: Mexia já foi ministro, que é, em Portugal, o nome que se dá aos estagiários que irão gerir empresas de lucro garantido. Como não estamos num país, não faz sentido exigir a Mexia que seja sério e que respeite o clube de que é adepto e, sobretudo, os concidadãos que são obrigados a perder dinheiro e empregos para engordar antigos ministros e outros parasitas da classe nédia. [Ler mais ...]
Dar sangue não é um negócio
Dar sangue é um acto fantástico – um daqueles em que o dador recebe muito mais do que aquilo que dá.
Resolvemos, por cá, organizar uma dádiva benévola de sangue e temos duas intenções claras, que justificam esta excepção de trazer para o Aventar coisas pessoais:
- recolher sangue e com isso contribuir, nem que seja com uma gota, para as necessidades hospitalares permanentes.
- formar futuros dadores, contribuindo para a dimensão cívica das crianças e jovens.
Mas, há um motivo maior: [Ler mais ...]
Um plano para salvar a vida
Foi-se-nos mais um, outra está prestes a ir. Há os que ainda andam em busca de destino, qualquer um, já não como fazíamos em miúdos, com os dedos a correr o globo e a adivinhar nos nomes exóticos promessas de aventuras, mas à procura do possível, do menos mau, dos mil e tal euros, contrato, um mínimo de dignidade. Andamos todos a perder amigos, colegas, conhecidos. Todos os meses alguém nos conta que vai deixar o país, que aguentou enquanto pôde mas enfim deixou de poder. E de cada vez que nos despedimos perguntamo-nos se nos tocará fazer o mesmo, até quando poderemos resistir à derrocada da nossa casa.
Fazem-nos falta todos os que emigraram, como fazem falta os vizinhos que entregaram a casa, as lojas que fecharam no bairro. Faz-nos falta a rede de nomes, rostos, histórias de que se compõe a nossa vida de todos os dias, a que nos faz sentir estruturados, com chão debaixo dos pés. Faz-nos falta sentir que temos um futuro, que podemos lançar sementes para daqui a um ano, a dez, a trinta, e que o mundo, com tudo o que há-de lançar-nos de inesperado, não deixará de ter lugar para nós e para a vida que construirmos. [Ler mais ...]
Reshma Begum e os mortos por capitalismo
Reshma Begum tem 19 anos e não foi uma das 1.127 vítimas da tragédia numa fábrica têxtil do Bangladesh. Sobreviveu 17 dias com umas gotas de água e quatro bolachas, segundo revelou. Reshma trabalhava numa das fábricas que fornece empresas como a Inditex (espanhola), com lucros de 994 milhões de euros em 2012, a C&A (holandesa), que já em 2006 estava envolvida em situações de exploração de trabalhadores, e a H&M (sueca), que em três trimestres, em 2010, conseguiu lucros de 1,4 mil milhões de euros.
A tragédia coloca várias questões, de vários prismas, pelo que considerarei apenas as que me parecem mais flagrantes: [Ler mais ...]
Sem carro, sem stress. Transportes Públicos na ponta dos dedos
Nuno Gomes Lopes
Na Holanda existe o 9292; na Dinamarca, o Rejseplanen; no Reino Unido, o Transport Direct; na Alemanha, o Bahn.
E em Portugal? Para os comboios, a página da CP; no Grande Porto, o Itinerarium; na Grande Lisboa, a Transporlis; para informação sobre camionetas, existem páginas como a da Rede Expressos ou afins. Em todos estes sítios, a informação é incompleta, desatualizada, monomodal, sem busca porta-a-porta, e se, por uma grande infelicidade, quisermos planear um percurso entre cidades utilizando mais do que um operador ou apenas dentro de uma cidade que não Porto e Lisboa, o acesso à informação é reduzido ou quase nulo.
Esta é a situação do planeamento de percursos em transportes públicos em Portugal. Ao contrário dos países referidos em cima, não existe uma página de internet que contenha informação cuidada e atualizada sobre os transportes públicos a utilizar. Quando muito, existem páginas de empresas, de câmaras ou de entidades públicas que disponibilizam informação restringida a um meio de transporte, a uma cidade ou a uma área metropolitana.
O que resulta disto? Por um lado, uma utilização incompleta por parte dos passageiros frequentes, que podem não saber quais os melhores horários, ou outras rotas disponíveis; uma utilização ainda mais incompleta por parte de passageiros não frequentes, que utilizam apenas uma rota ou que nunca perceberam bem o sistema tarifário, pagando por isso mais do que o necessário; a não-utilização de transportes públicos pelos utilizadores de automóveis, ou mesmo a não-deslocação por parte de pessoas com limitado acesso à informação existente. Daqui advêm problemas sociais, económicos e ambientais que podiam ser eliminados com uma boa ferramenta de cálculo de percursos. [Ler mais ...]
Ricardo, o Salgado

Se há coisa que mete nojo nestes tempos que correm são as intervenções dos banqueiros que vivem garantidos pelo dinheiro dos contribuintes. Desta vez, ouvimos o seráfico Ricardo Salgado explicar, penalizado e citando a autoridade do papagaio maníaco-deprimente Medina Carreira, que, “estando Portugal falido”, era necessário que os portugueses compreendessem e aceitassem cordatamente os cortes nas pensões e nos salários, bem como todas as reduções salariais futuras.
Todos temos (adoro esta utilização deste tempo verbal!) que fazer sacrifícios, garantiu, penalizado, o banqueiro. Percebemos agora que, com estas preocupações no espírito, se esqueça de declarar ao fisco oito milhões em cada dose e coloque – certamente pelo mesmo motivo – as suas parcas poupanças pessoais em offshores, enquanto nos convida (ele e o conhecido especialista em finanças CR7) a depositar as nossas no seu banco. Não nos basta tudo o que nos acontece; ainda temos que gramar os principais responsáveis (e beneficiários!) pela situação chorar as suas obscenas lágrimas de crocodilo em público. Só não acrescento aqui tudo o que penso desta gente porque decidi manter a minha página razoavelmente livre de pornografia e violência.
Fraquinho, fraquinho, fraquinho
Pois, “fraquinho, fraquinho, fraquinho“, como “sujinho, sujinho, sujinho” ou “limpinho, limpinho“. Exactamente.
A coprologia ajuda

Aqui se apresentam diversas formas que podem assumir os fecalomas, metáfora (séria!) que nos permite compreender as várias caras que os nossos governantes apresentam em diferentes dias da semana – vide Paulo Portas – conservando, porém, o mesmo carácter, dimensão moral e odor.
A coprologia ajuda-nos, assim, à compreensão da natureza do poder político, hoje, no nosso país, dada a proximidade da natureza dos seus objectos. Sendo assim, aqui deixo mais uma sugestão construtiva às nossas televisões: que, a par dos ilustres politólogos que analisam o acontecer politico, passem a convidar também coprólogos que nos ajudem a compreender a substância de que alguns dos agentes desse acontecer são feitos.
Imagem: Escala de fezes de Bristol
Assuntos verdadeiramente importantes
Há uns anos, o Bloco de Esquerda, partido em que tenho votado, resolveu, numa unanimidade rara na Assembleia da República, não condenar no plenário o comportamento de Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que se apropriou, no mesmo edifício que é a Casa da Democracia, de gravadores que não lhe pertenciam, por não gostar das perguntas dos jornalistas.
Resolvi, então, escrever ao Grupo Parlamentar do BE, pedindo que me explicassem por que razão deixaram passar em claro uma atitude tão absolutamente condenável, exactamente por ser ter sido tomada por um deputado da nação. A resposta foi, para mim, uma desilusão: que havia problemas muito mais importantes e que dar importância a um acontecimento daqueles iria distrair os trabalhadores e a sociedade desses problemas muito mais importantes.
Parece-me evidente que o desemprego crescente seja muito mais preocupante que um roubo de pequenos electrodomésticos, como aceito que uma fractura exposta seja mais grave que um furúnculo, mas, tal como ambos os problemas de saúde devem ser tratados, não percebo por que razão dois assuntos importantes de importâncias desiguais não devam merecer a referência na medida certa, não sendo, para mim, aceitável que o furúnculo, isto é, o roubo dos gravadores, mereça o silêncio, quando não pode, de maneira nenhuma, considerar-se que um deputado tenha o direito de se comportar como um carteirista. [Ler mais ...]
Ainda o F C Porto – Benfica
O F C Porto ganhou ontem o jogo no estádio do Dragão e pode, com isso, ter ganho o campeonato. Um jogo de futebol só termina quando o árbitro apita, como mais uma vez se demonstrou quando se jogava já o tempo suplementar. O jogo foi equilibrado e as equipas equivaleram-se em campo sendo que este campeonato (que ainda não acabou) fica marcado pela disputa e pela indecisão até ao fim , como disse noutro poste.
A arbitragem não influenciou o resultado. Não vi em campo Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo (claro que percebo que o futebol pode simbolizar e representar aspirações regionalistas autonómicas quando isso corresponde a um sentir profundo e identitário de grande parte da população, o que não é, manifestamente, o caso), nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Os profissionais fizeram o seu trabalho, as acções do FCP devem subir nos mercados e as do Benfica devem baixar. Aos adeptos, que desses números astronómicos nada ganham, resta apenas o desportivismo, já que não me consta que façam parte das estruturas profissionalizadas.
O Benfica perdeu e fiquei um bocado chateado, [Ler mais ...]
Mexia tinha razão
O PIB desceu, conselho de ministros reúne de urgência e Passos fala com Cavaco logo a seguir. Haverá 10 milhões a comemorar outra vitória logo à tarde?
Molho Kelvin e o Holligan Mexia
O Futebol joga-se até ao último segundo, conforme demonstrou ontem o puto Kelvin com aquele rasgo dos excepcionais. Depois há pançudos, como António Mexia, com direito a clube e a defender cores, mas sem direito a rebaixamento dos adversários pelo argumento económico e motivacional da escala. Entre outras aselhices extraterrestres, esse holliganismo foi de mais. Se a escala do Sport Lisboa e Benfica, em Portugal e no Mundo, inspira respeito, não é ela que ganha títulos ou milagreará o nosso PIB. Jamais será.
Apesar de felicíssimo com o meu FC Porto, não deixo de sentir uma enorme compaixão pelo treinador Jorge Jesus, não pena, mas compaixão: é ele, não vejo mais ninguém, que tem feito do Sport Lisboa e Benfica gente na Europa, capital delicado e fácil de deitar a perder se o Orelhas Loucas não fizer Orelhas Moucas aos que mudam de opinião consoante os resultados.
Obrigado, Porto!
Porque neste atoleiro político dos que dizem que não há pântano, só tu, Porto, para me fazeres acreditar que é possível mudar.
O Predador
Violência gera violência, abuso gera abuso, isto funciona como um legado negro que fará das vítimas novos agressores e abusadores numa cadeia interminável. Ser incapaz de ver e assumir toda a dor do outro, e por isso abominá-la, é um défice equivalente a um gravíssimo problema de saúde. Por isso é que as autoridades devem olhar para historiais como o de Ariel Castro, acusado pelo rapto e violação de três mulheres de Cleveland, Ohio, e seccionar-lhes bem a montante a propagação dos seus horrendos malefícios, especialmente quando os sinais, as queixas, forem recorrentes e fundamentadas. À primeira, confira-se o benefício da dúvida, à segunda, um puxão institucional de orelhas. À terceira, acção, prevenção, Justiça. Normalmente, costuma ser tarde de mais.
Congresso Democrático das Alternativas
O meu desafio este Sábado vai ser outro, sem colisões entre águias e dragões. Essas ficam para os doentes da bola, que entra ou bate em postes e travessões. Quem ganhar será campeão, com paraguaios, colombianos, uruguaios, argentinos e brasileiros a manjar o pastelão, de que o ‘Zé Povinho’ abdica para comer sandes de côdea com pão, regada por uma caneca de verde tinto limiano. Que ajudará à euforia dos vencedores ou causará o engano da alegria aos vencidos.
Sem renunciar ao futebol, e aos amigos que o saboreiam, vou, de facto, a outra luta, das muitas que temos a empreender para correr à força com os filhos da puta.
Garcia Pereira na luta contra os ‘swaps’
Garcia Pereira, que conheço pessoalmente e de quem discordo politicamente em muitas matérias, tem, ao menos, o mérito – e a seriedade – de se manter fiel ao seu MRPP, por onde passaram: Durão Barroso, Fernando Rosas, Arnaldo Matos, Saldanha Sanches, Ana Gomes, Maria José Morgado, Maria João Rodrigues, Pinto Ribeiro, Franquelim Alves, José Lamego (ex-marido de Assunção Esteves) e muitos, muitos outros que se espalham por aí entre a vida partidária no ‘bloco central’, a comunicação social e o “tacho” compensador de subserviências e serviços prestados com interesseira devoção.
Claro que, do grupo, excluo aqueles que, por acreditarem no ideário perfilhado e no combate contra a tentativa hegemónica do PCP, se perfilaram pelo crer nos objectivos da luta em que se embrenharam. Têm de aceitar, todavia, o erro. Os acima listados vivem em lugares e condições sociais próprias de elites, ao passo que os crentes comuns estão submetidos à arrogância de sucessivos governos injustos – de Cavaco a Coelho, passando por Guterres, Barroso e Sócrates – uns mais do que outros, mas geminados nos desmandos contra o interesse do País e dos Portugueses. [Ler mais ...]
Isaltino Morais: o -ente não é a -ência
Já sabíamos que qualquer semelhança detectada entre as grafias do -ente e da -ência seria mera coincidência.
A moda, pelos vistos, pegou.
A -ência da Câmara Municipal de Oeiras, como não sabe qual das grafias há-de adoptar, adopta duas. Contudo, o (ex-) -ente, Isaltino Morais, escreve em ortografia portuguesa europeia correcta e escorreita. Em suma, tudo aponta para um grave problema concelhio. Felizmente, tanto quanto sei, há duas câmaras (Covilhã e Caldas da Rainha) que encontraram a solução para este problema.
A guerra em 2013
E enquanto os abutres da finança, representados pelos governos dos países a saque, nos forçam a uma austeridade sem fim à vista que não seja o desmantelamento das nações pelo confisco dos seus cidadãos e pela privatização dos seus recursos, o desemprego prossegue a sua marcha infernal, atingindo taxas históricas entre os jovens da Europa e dizimando especialmente os do Sul: 58% na Grécia, 55,7% em Espanha e 42,1% em Portugal. Na Alemanha e na Áustria as estatísticas ainda vão de feição para essa ideia de Europa que se constrói contra os seus povos. Mas há muitos milhões de alemães a viver com muito pouco.
Em 26 milhões de desempregados na UE, 19 milhões encontram-se na zona euro. E no entanto, um programa político de inflexão desta realidade, mediante a criação de oportunidades de emprego para os jovens na UE (em relação estreita e forçosamente necessária com um relançamento das economias nacionais) custaria apenas 1% do PIB - é Philip Jennings, Secretário-geral da união sindical Uni-global que o diz. De que mais evidências precisamos para abandonar o euro – já que esperar pelas políticas pós-austeritárias significaria ver Portugal deitado por terra como em nenhuma guerra declarada e com armas de fogo aconteceu?
(actualizado às 18h55)
Publicidade «Personalizada»
Em Espanha há uma publicidade contra os maus tratos infantis que visa chamar a atenção do agredido sem que o agressor se aperceba.
Esta ideia é excelente. O problema é se a moda pega (e de certeza que vai pegar) e as crianças passam a ver publicidade encoberta a artigos infantis ou outras coisas do seu interesse…
Já imagino a cena:
- Ó mãe, quero aquela boneca!
- Que boneca?
- Aquela!
- Não vejo boneca nenhuma…
- Aquela, mãe, que está ali!
- Ali onde? Tu estás bem, filha? Estás a apontar para a publicidade às cuecas de homem. Ai, que não estou a gostar de brincadeira!
Vai ser o bom e o bonito!
E para a ESEP não há nada, nada, nada?
Tudo! Finalmente, há estudantes universitários com tomates para se demarcar assumidamente de práticas de tortura. Esta geração pode estar à rasca, mas a AEESEP mostrou ser tudo menos rasca. Estendo-lhes a minha capa.
Nem Cheirá-la Pode
Não queria estar na pele de Dieter Kindlmann, responsável por acompanhar a tenista Maria Sharapova nos seus torneios pelo mundo, mas que foi obrigado a assinar um contrato com uma condição terrível: não pode ter relações sexuais com a russa. Oxalá ela possa ter relações com ele, já que ele não pode.
Abraçados Contra a Morte
Eis uma imagem que grita, desenterrada dos escombros da mais recente tragédia do Bangladesh. Pensemos na exploração desenfreada que lhe subjaz. Pensemos o quanto aquelas mortes são nossas, se é que integramos a Humanidade.











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