Senhores capitalistas, seus acólitos neoliberais e beneficiários do sistema em declínio descontrolado:

acabou-se o «crescimento» “à maluca”.
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As estranhas “poupanças” do Governo (ou o negócio da caridade)

caridadezinhaCarlos de Sá

Este governo tão “liberal” a privatizar e vender todo o património do Estado ao desbarato, afinal tem tiques estalinistas: o cuidado de cidadãos que precisam da ajuda de outros para o seu dia-a-dia é, no entender dessa gente, monopólio das instituições (particulares, embora) de “solidariedade social”.
A essas IPSS, o Estado paga 950 Euros por mês e por pessoa, e as IPSS (meu Deus, como são “solidárias”!) ainda ficam 85% dos rendimentos (a pensão de reforma ou de sobrevivência, na maior parte dos casos) dos internados. Já se os deficientes pretenderem ficar na sua própria casa, o mesmo Estado “ajuda-os” com 178 euros. Tudo muito bem explicado nesta excelente peça do Público.
Vistas assim as coisas, o governo não tem, afinal, nenhum tique estalinista; está apenas a engordar a sua clientela política: o negócio da “solidariedade”, melhor dizendo da caridadezinha, envolve muitos milhões e paga o conforto de que geralmente se rodeiam os dirigentes das instituições ditas de “solidariedade social”, a maioria das quais geridas pelas “Misericórdias” ou pela Igreja Católica Romana.
Também a galopada deste governo contra os beneficiários do Rendimento Social de Inserção teve como finalidade justificar o aumento do “auxílio” às novas sopas-dos-pobres. Assim se retira o pouco que restava da dignidade dos cidadãos carenciados, para alimentar a clientela política.
Não é por acaso que o actual secretário de Estado é Agostinho Branquinho, o ex-deputado que ficou esclarecido acerca da Ongoing depois daquela empresa o ter convidado para administrador, por dois curtos anos, na sua sucursal brasileira. No momento da sua nomeação, Branquinho era administrador da Santa Casa da Misericórdia do Porto, onde estava desde que tinha regressado do Brasil.

A mercantilização da medicina e a gestão economicista da Saúde

transformam os hospitais em linhas de montagem de fazer doentes para a morte. Mal chegam e lhes são retiradas as roupas, os doentes (e não disse clientes) «começam a perder a sua identidade; passados uns dias, mergulham num corpo passivo». Nos EUA, como em Portugal. Ora leiam.

A uma heroína anónima

Fotografia retirada da página online do Público

Fotografia retirada da página online do Público

Não ficará para a História da nação.

Ficará certamente na pequena história familiar, talvez a mais importante de todas, e principalmente na história dos quatro irmãos mais novos que salvou antes de voltar a entrar naquele maldito apartamento e o seu corpinho ser, desafortunadamente e injustamente, roubado de toda a vida. Será falada na família como uma heroína. Será contada aos sobrinhos que talvez lhe venham a dar e que nunca chegou a conhecer, da forma falaciosa que as nossas memórias nos fazem reviver momentos passados.

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Que é que as esposas dos juízes do STA lhes andam a dizer?*

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* Título alterado, visto que, por lapso, tinha escrito STJ em vez de STA, tendo incorrido no mesmo engano ao longo de todo o post. Peço desculpa a todos os que inadvertidamente enganei. Estava preocupada com a notícia em si e confundi os Supremos. É o que dá quando nos concentramos naquilo que é realmente importante: a falta de conhecimentos – e de pinadelas – destes profissionais.
Depois de ter conhecimento desta notícia, só posso pensar que os doutos juízes do Supremo Tribunal Administrativo*  andam a ser – e bem – enganados pelas esposas.

Ora bem, todos estão com mais de 55 anos de idade e acham que ter relações sexuais naquela idade é irrelevante. Vários estudos provam que o sexo depois dos 50 é bom e faz bem à saúde, a menos que se enverede por práticas de risco (de notar que esta é uma notícia falsa).  Portanto, temos aqui algumas questões sobre as quais convém reflectir:

1- Os digníssimos juízes do STA* (entre os quais há uma mulher) pensam que sexo depois dos 50, sobretudo para mulheres, é irrelevante, o que, por si só, leva a pensar que esses senhores não conhecem bem as suas esposas. Ou que as esposas estão tão fartinhas de os aturar que lhes dizem que já não estão em idade para essas maluquices. Agora, pergunto eu, se está provado que sexo depois dos 40 é tão melhor, o que é que aquelas marotas andam a fazer? Hmmm, cheira-me a esturro! Se calhar, os senhores juízes até preferem não saber;  [Read more...]

Fotografia é Morte


Pelas palavras de Les Carlson e a perspectiva de David Cronenberg, a Morte explicada e resumida em seis minutos.

Refeição Social Prato

Quando entrei para a primária era ainda cedo para não alimentar a ilusão de que todos os miúdos tinham uma vida mais ou menos parecida comigo, que, não sendo perfeita, era decente. Logo nos primeiros dias, a chamemos-lhe Paula quis saber o que eu tinha comido no fim-de-semana. Eu disse, ela quis saber detalhes. E ficou estupefacta.

- Tu comes uma fêvera inteira?!

Ela não comia, nunca tinha comido, nem conhecia quem, com a sua idade, o fizesse. Seis anos/  uma fêvera, um rácio que ela nunca se tinha atrevido a imaginar.

Depois dessa, houve muitas. Eu tomava pacotes de leite chocolatado, comia bolas de Berlim, cerejas no tempo delas. Era, eu e metade da turma, um exemplo de privilégio, sem dúvida, naquela pobre escola da zona oriental do Porto.

Nunca se sabe o que nos ficará na memória. Constato que a história da fêvera, já lá vão mais de 30 anos, ainda cá está. E foi nela que pensei quando li este artigo, no Jornal Universitário do Porto, assinado pelo Miguel Heleno. [Read more...]

Não tenho certezas e raramente acerto

cavacoO presidente juntou hoje umas frases sobre o concurso dos professores e confirmou, mais uma vez, que é “um génio da banalidade”, como dizia José Saramago.

Primeiro, afirmou que é preciso fazer uma “reflexão séria sobre o modelo de colocação de professores”. Todos sabemos que não há nada pior do que uma reflexão que não seja séria, como algumas que andam para aí perdidas e vão com qualquer um.

Depois, com a argúcia vácua que o distingue, declarou que “as coisas não correram bem na colocação dos professores.” Não há palavra mais reveladora do rigor de alguém do que “coisa”. No fundo, é o descanso do ignorante: Houve ali uns problemas na colocação dos professores: deve ter sido uma daquelas coisas que correm mal. Se as pessoas, ao menos, tentassem arranjar coisas que correm bem, mas não…

“Parece que está em vias de resolver-se o problema, mas até este momento já houve atrasos nas aulas e, portanto, os alunos foram prejudicados.” silvou, a seguir. Parece-me que não há como o verbo “parecer” para exprimir certezas e para mostrar que se está dentro de um assunto. [Read more...]

Prós e contras

 

Ontem liguei a televisão mesmo a tempo de apanhar, no “Prós e Contras” dedicado ao caso BES, a Fátima Campos Ferreira a lançar a pergunta “Acha que os portugueses estão muitos entretidos a sobreviver?”

E de repente pareceu-me obsceno que alguém que junta na mesma frase entretenimento e sobrevivência possa conduzir um programa informativo.

Mas nenhum dos presentes pareceu ficar incomodado com a pergunta e eu, vencida pelo dia ou pelo sono ou pela impotência, desliguei a televisão e fiquei a remoer o sentimento de que este país já não é para pessoas.

Algum dia teremos de começar

a construir uma sociedade democrática para o século XXI. Um colóquio dá contributos. Já depois de amanhã, em Coimbra.
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A foda começa bem

Os preliminares ocorrem com modéstia e humildade, sem traços de preciosismo na chupação ou excesso de manipulação anal.
Falta cadência no meter. Uma foda medíocre que, como comédia, não diverte e, como drama,  não emociona.

Sumo de Gelo em Braga

sumo_de_laranja_sem_geloCom menos € 2,90, cheguei a casa e procurei no google qual é ou qual deveria ser o aspecto de um “sumo de laranja“.
Curiosamente, nenhuma das imagens que o google me sugere me mostra um sumo de fruta com gelo; aliás, tenho para mim que os sumos de frutas não se vendem nem se servem com gelo.
Lá fora, se eu tivesse querido, tinha-me sentado na esplanada a contemplar o Arco da Porta Nova, a ver quem passava – e passava muita gente – , a ver quem corria para apanhar o comboio.
Não quis sentar-me lá fora, quis sentar-me lá dentro. Lá fora estava muito frio, 15º C, não mais que isso. É o Inverno a chegar e a entranhar-se- nos nos ossos, o mesmo Inverno frio que nos traz as laranjas… frescas. Já por isso, sem gelo.
Lá veio a peça de pastelaria e tal copo com sumo de laranja extraído na hora. Apesar do frio, 1/3 do volume do meu copo vinha preenchido com gelo, gelo que não pedi, de que não preciso (porque está frio) mas que paguei no final como se fosse… sumo de laranja.
O gelo, pelo contrário, além de me deixar menos saciado, aguou-me o sumo de laranja a ponto de não querer mais.
Se Braga se vai mostrando como um destino cada vez mais interessante, é assim que as pessoas vão ser tratadas? – como parvas?
Obrigado… mas não.

Manuel Pinto Coelho, um perigo para a saúde pública

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É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA – o VIH – é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.

O vírus Ébola é sobretudo perigoso quando mal acompanhado. Como os doentes infetados morrem de desidratação ou de hemorragias, então o tratamento consiste logicamente na hidratação e/ou transfusão sanguínea, e não na administração de uma qualquer vacina ou hipotético medicamento.

Que um tolinho escreva isto algures, compreende-se, uma aldeia sem tolinho não é aldeia. Que quem o fez assine como médico (e doutorado em Ciências de Educação, abstenho-e de comentar) e tenha saído no Público, é outra louça. [Read more...]

Choveu em Braga

Dizem que sim. [imagens FB]

Porto!

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Eu não queria falar sobre o tema. Só quem nunca esteve envolvido na criação de raiz de projectos de marketing territorial se dá ao luxo de falar levianamente. É um trabalho duro, de enorme desgaste e óptimo para ser criticado pelos “bitaiteiros” do costume.

A nova imagem da marca Porto/Cidade não é indiferente. E aqui está um elogio aos seus criadores. Mesmo torcendo o nariz ao ponto final. Luís Paixão Martins, cujos seus sentimentos pela sua Lisboa se equiparam aos nossos sentimentos pelo nosso Porto, aproveitou para escrever sobre o tema puxando a brasa à sua sardinha.

Porque os gostos se discutem, aqui fica o meu: para mim, o Porto é ponto de exclamação e não ponto final. A exclamação das vendedoras do bolhão, dos frequentadores da baixa transformada em “movida Almodóvar”, do cimbalino pedido ao balcão, do Velasquez em dia de bola no Dragão, etc, etc, etc. O ponto de exclamação de sentimentos fortes. De entusiasmo. De arrebatamento. De cólera. Do antes quebrar que torcer.

Porto!

 

(imagem gentilmente palmada ao blog Bibó Porto Carago!

O efeito perverso da legalização das drogas – II

Este estudo não muda o essencial da questão, nem sequer a discussão pode ficar limitada à Canábis. Várias substâncias à venda, como o alcóol ou tabaco também podem causar dependência. E apesar do fascismo dos costumes oportunismo fiscal dos vários governos, nomeadamente na U.E., não passa pela cabeça de alguém proibir a venda, sob o pretexto de censura moral, aproveitam para arrecadar receita. Existem limitações quanto à idade dos consumidores, mas ficamos por aí. O mesmo princípio poderia ser aplicável às substâncias ilícitas a que vulgarmente chamamos “drogas”. Manter o status quo, penalizando o consumo, apenas favorece organizações mafiosas que enriquecem enquanto tiverem o exclusivo do negócio, como aqui escrevi.

A dona de casa, o “idoso” e o jornal

O Público, em tempos idos, tinha directores que escreviam os Editoriais. Não eram grande coisa, é verdade – em muitos casos eram mesmo péssimos -, mas quem os escrevia assumia a responsabilidade. Depois, passaram a ser anónimos com a duvidosa pretensão de responsabilizar o jornal no seu todo, o que é o mesmo que não responsabilizar ninguém. É lá com eles. Mas nós, os viciados no jornal diário, sempre em busca de avatares de jornais honrados como o saudoso Diário de Lisboa, por exemplo, lá vamos tragando a nossa decepção quotidiana com O Público e o DN. Falo por mim, claro.

Hoje, no seu editorial, o Público, a propósito de uma dada personagem política emergente, escreve este naco: “…o excesso da personagem é fundamental para captar a dona de casa preocupada com o almoço ou o pensionista estarrecido com o crime que acabou de ler no seu tablóide favorito”. Assim mesmo. Os estereótipos e os preconceitos como os interiorizou o bronco editorialista, a quem nem ocorreu que o “pensionista” pode ter na mão precisamente o jornal em que ele publica estas idiotices e pensar: “nesta parte do tablóide ele tem razão; estou a ler o Público”. A actual “imprensa de referência” está repleta deste tipo de lixo. E este jornalismo é, de facto, algo parecido com um crime. E este pensionista só tem uma coisa a dizer a estes editorialistas: sois umas bestas.

Títulos das próximas crónicas de José Manuel Fernandes

Hoje, José Manuel Fernandes (JMF) declarou que é capaz de acabar com o problema da colocação dos professores. Deu à sua crónica o título: Querem acabar com os caos [sic] das colocações? Eu digo como. O João José já descodificou o texto.

Não vou explorar o veio do mau português de JMF, porque não seria inédito e acabaria por se tornar repetitivo. Prefiro tentar adivinhar títulos de algumas das próximas publicações do ilustre cronista. O resultado é uma patetice, mas é natural: estou a escrever sobre o José Manuel Fernandes.

Aqui vai, por temas:

Futebol

Querem que a selecção nacional marque mais golos? Convoquem-me

Sexo

Querem que as vossas mulheres tenham orgasmos múltiplos? Dêem-me a vossa morada

Culinária

Querem que a vossa maionese deixe de talhar? Eu explico

Saúde

Querem saber qual é a cura do ébola? Eu envio por mail

Sociedade

Querem uma xícara de açúcar? Batam-me à porta

Educação

Querem saber de quem é a culpa de as escolas terem turmas de trinta alunos, de se terem transformado em agrupamentos gigantescos, de haver falta de recursos humanos, de se ter cortado nas horas de várias disciplinas, de se ter obrigado à alteração de manuais adoptados para seis anos ao fim de dois anos e de haver tantos erros nos concursos dos professores? Esperem aí, que ando sempre com uma fotografia do Mário Nogueira no bolso

Excalibur

Talvez seja necessário sacrificar o cão da auxiliar de enfermagem infectada com Ébola, tal como o marido dela assegura que as autoridades sanitárias pretendem fazer, e apesar da objecção dos seus donos. Talvez seja o mais seguro, uma medida entre muitas para travar o avanço de uma possível epidemia.

Mas não deixo de perguntar-me como se devem sentir estes dois, homem e mulher, ambos isolados em quarentena, ela com a certeza de ser portadora de doença, ele com a terrível dúvida de sê-lo ou não, e que têm, a julgar pelas informações que vão chegando, todas as razões para sentir que as autoridades foram negligentes com a segurança dos profissionais de saúde que tentaram salvar os missionários espanhóis infectados com Ébola. E que afirmam, sem margem para dúvidas, que quando tentaram chamar a atenção para a possibilidade da mulher, Teresa, auxiliar de enfermagem, estar infectada, não receberam a resposta pronta e cuidadosa que deveriam ter recebido das autoridades. [Read more...]

“Barca do Inferno”? é mesmo!

Quero aqui deixar público o meu reconhecimento a Raquel Varela e Isabel Moreira pelo inglório mas empenhado esforço com que tentaram salvar do naufrágio a “Barca” do Nilton. Em vão. Manuela Moura Guedes e Marta Gautier encarregaram-se de tornar este novo programa irremediavelmente intragável. A “Barca” não navega. Afundou-se mal se fez ao mar.

O Pedro Manuel:

«a encarnação do “último homem” de Nietzsche (…), um homem pós-histórico (…), homem anónimo (…) sem substância (…), representante perfeito da pequena burguesia planetária que herdou o Mundo» para levar a Humanidade «ao encontro da sua destruição». António Guerreiro, genial como sempre, no Ípsilon/Público de anteontem.

Sem sistema

Do famigerado Citius nem vale a pena falar (sobretudo depois da compilação de asneiras que o A. F. Nabais aqui deixou há dias), mas na última semana também encontrei um centro de saúde sem sistema informático e agora mesmo um arquivo de identificação civil que substituiu o sofisticado sistema de distribuição de senhas por uma artesanal folha A4 com um conselho de outros tempos: “Pergunte quem é o último.”

Antigamente os sinais do apocalipse poderiam ser pragas de insectos, água que se convertia em sangue, estranhos sinais nos céus. Hoje em dia é ouvir repetidamente, nos sítios mais insuspeitos, a resposta “não posso fazer nada, estou sem sistema”.

Lembram-se de quando se dizia (também) aos informáticos para saírem da sua zona de conforto? Pois é.

CITIUS – Lentius Parvius Debilius

A realidade é cruel, chega mesmo a ser sádica. CITIUS é o nome que designa o portal da Justiça em Portugal e tem-se tornado célebre pelas piores razões, que o mesmo é dizer pelas razões do costume: a incompetência de um governo incapaz de organizar um jantar de grupo que seja.

Curiosamente, ó coincidência cruel!, a mesma palavra faz parte do lema olímpico “Citius, Altius, Fortius”, ou seja, ‘Mais rápido, Mais Alto, Mais Forte’. Ora, é muito feio fazer publicidade enganosa, pelo que faria sentido alterar o nome do portal para “Lentius” ‘Mais lento’. Pensando melhor, talvez “Quietus” fosse mais rigoroso, como poderá perceber qualquer leitor, mesmo pouco versado em latim.

Paula Teixeira da Cruz, alegadamente ministra da Justiça, manifestou, recentemente, o orgulho por ter realizado a maior reforma dos últimos duzentos anos, o que é o mesmo que obrigar um idoso a subir uma grande escadaria de quatro em quatro degraus.

A dita reforma comemora hoje um mês, tal como o ano lectivo que, tal como há um ano, não pára de começar, com consequências negativas para os mexilhões, como é costume: entre novos e velhos, ninguém escapa.

A seguir, ficam algumas ligações que ilustram as virtudes da maior reforma dos últimos duzentos anos. Divirtam-se, se puderem. [Read more...]

Imigrantes a mais?

Um dos blogues associados ao diário espanhol El País, o Café Steiner, destaca hoje um gráfico publicado no estudo anual sobre a opinião pública “Transatlantic Trends” (edição de 2014), particularmente interessante no que diz respeito à questão da imigração. O gráfico mostra a resposta obtida em vários países da União Europeia, na Rússia e nos EUA à pergunta: “Acha que há demasiados imigrantes no seu país?”.

O que torna as respostas ainda mais interessantes é o facto de surgirem divididas em dois grupos. Um primeiro grupo, assinalado a cinzento claro, a quem foram indicados os números reais da imigração antes de serem convidados a responder, e um segundo grupo, a cinzento escuro, a quem não foi dada nenhuma informação. Isto é, enquanto o primeiro grupo avalia dados reais, o segundo pronuncia-se sobre uma percepção. E as diferenças são flagrantes.

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Sítios Onde Não Vais de Carro (III)

“Como é que imaginas o funeral dos teus pais?”

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Um povo com «os pés frios dentro da cabeça»

«Saiu-me um político nos corn-flakes. Um político que eu já tinha. Perguntei aos colegas lá na cantina se não tinham nenhum político repetido para a troca, mas descobri que todos eles já tinham governo formado. Cada governo dava direito a um povo. Havia colegas meus que até já tinham vários povos e estavam a formar confederações e uniões. Um tipo que trabalha no aprovisionamento ainda me propôs um presidente para a troca. Mas para que preciso eu de um presidente se quando me saír um militar os invado a todos?!»

– António Pocinho, «o mistério da defesa», in Os pés frios dentro da cabeça, Fenda 1999

O Estado do Sítio

O “presidente de todos os portugueses” está em Braga… a população rejubila…

Pesquisar Foto “Souto + Moura”

jornal_i_souto_moura_arquitecto_procuradorEste tipo de trocas de identidade pode acontecer por várias razões.

Tecnopassos


O humor da Porta dos Fundos só às vezes é ultrapassado pela realidade.
Mas hoje colide em cheio com ela…