FIFA: E caímos todos como patinhos…

fifa_corrupcaoCarlos Roque

Sinto-me afortunado, por, no meu tempo de vida, ter o privilégio de assistir em directo ao que pode ser uma das mais geniais e eficazes ofensivas diplomáticas de todos os tempos.
Os americanos nunca perceberam um boi de futebol — como todos sabemos — mas sabiam que é o desporto mais popular do mundo, sabiam que é um negócio bilionário à escala planetária e, para isso lhes ser de alguma utilidade, só lhes faltava saber algo mais — algo que, nós os que adoramos futebol, todos também sabemos — que o futebol, no mundo, é gerido por uma das organizações globais mais corruptas e estruturalmente frágeis de todos os tempos.
E a própria FIFA encarregou-se de os esclarecer nesse detalhe: pagou 27 milhões de dólares para fazer um filme que a promovesse — “Paixões Unidas”— com um elenco de luxo (Sam Neil, Gérard Dépardieu, Tim Roth…) em que o tom é o da abertura, do exaltar da fragilidade e das fraquezas do lado humano da organização, e das debilidades da própria organização em si. E claro, da vulnerabilidade da mesma à corrupção. [Read more…]

Uma imagem vale mais que mil trafulhas

Barco Afundado

Imagem@FB Revista Architecture & Design

Um barco a afundar e um bando de chicos-espertos que, como ratos, agarram o que podem e saltam borda fora. Eis o país sob permanente assalto dos piratas do bloco central.

Vai mas é trabalhar Ricardo Salgado!

Ricardo RSI

Imagem@Notícias ao Minuto

Para além da intensa actividade no âmbito do terrorismo financeiro, descobrimos esta semana que Ricardo Salgado é também um alegado mandrião, um parasita diriam alguns, pois ao invés de ir trabalhar, prepara-se para pedir o Rendimento Social de Inserção. Pelo menos é o que avança a imprensa cor-de-rosa e o PT Jornal.

Apesar de insultuoso para quem verdadeiramente precisa deste apoio social, é interessante ver o Dono Disto Tudo nesta posição, principalmente quando há exactamente dois anos atrás surgiam declarações deste sujeito que, relativamente à entrada de mão-de-obra estrangeira em Portugal para trabalhar em explorações agrícolas na zona do Alqueva, diziam assim:

Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego (…) Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo.

Tanto quanto sei, até porque metade da minha família vive no Alentejo profundo, continua a existir muito trabalho nos campos e escassez de mão-de-obra em algumas zonas da região. E nesta altura do ano, com as temperaturas a subir em flecha e o clima cada vez mais hostil para a labuta na aridez do Baixo Alentejo, estou certo que haverá um óptimo emprego à espera de Ricardo Salgado, o precário. A menos que, tal como as pessoas que criticou em tempos, Ricardo Salgado não queira trabalhar e prefira agarrar-se a um subsídio ao invés de, por uma vez que seja na vida, enveredar por um trabalho honesto. Nesse caso (e noutro qualquer) faço votos de que o seu pedido seja prontamente negado porque Portugal não está em condições de sustentar mais parasitas. Se não estiver bem pode sempre ir para a Comporta, brincar aos pobrezinhos. Com sorte, alguém há-de reconhecê-lo por lá e dar-lhe uma côdea de pão.

Taylor Swift agradece à Sociedade Portuguesa de Autores pela lei da cópia privada

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O objectivo é remunerar os artistas pelas suas vendas, não é? Mesmo que à conta do negócio de terceiros. Agora quero ver como é que a SPA e a AGECOP vão recompensar quem vende em Portugal.

Estamos a falar da VIOLETTA (venda de 60.000 unidades dos vários discos da série) e de Roberto Carlos (em Maio de 2015 recebeu um galardão referente às vendas de 1,5 milhões de discos em Portugal). [fonte]

E de Taylor Swift, bem mais simpática, que já mandou beijinhos aos fofinhos da SPA. Entretanto, a resistência começa (aquiali, e por aí).

Noruegueses, esses comunas

O que faz com que a Noruega surja sempre no topo dos índices de desenvolvimento?

Vivemos em contacto com a natureza e beneficiamos da força do trabalho de homens e mulheres. Tomamos decisões políticas para dividir a riqueza gerada por toda a população. Assim, temos muito poucos ricos e muito poucos pobres, todos estão no meio. Penso também que encontrámos um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Quando tudo isto se soma explicam-se os nossos resultados elevados nos índices. 

Ove Thorsheim, embaixador da Noruega em Lisboa, em entrevista ao jornal I.

E rir de nós próprios?

André Serpa Soares

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Levamo-nos demasiadamente a sério em quase tudo o que dizemos ou fazemos. As nossas opiniões parecem ter sempre aquele tom profético de “verdade óbvia” que ninguém parece ainda ter visto, apesar de tão evidente.
Dependendo de nós, o mundo seria muito melhor, o problema são os outros.

Passeamos um pouco pelas redes sociais ou pela blogosfera, perdemos uns minutos a ver ou ouvir a insanidade que uiva em cada “fórum” da rádio ou TV e eis que encontramos milhões de detentores da verdade revelada e da solução para todos os males.

Pudéssemos nós mandar, e outro galo cantaria. Somos verdadeiros D. Quixotes da opinião e, bastas vezes, da solução.

Mas depois… Os defeitos e os vícios são privados. Públicas, só as supostas virtudes. [Read more…]

Carta a Julieta

Querida Julieta

Soube que ganhaste o Prémio Mulher Flash Lifestyle. Tentarei, durante uns breves instantes, fazer de conta que não estou orgulhoso disso e vou fingir que não votei em ti. Mais: terei, até, o desplante de declarar alto e bom som que só te deram este prémio para te compensar do facto de o teu Futebol Clube do Porto não ter ganho nada pelo segundo ano consecutivo (sei bem as dores físicas que esta provocação me vai valer, no nosso próximo reencontro). Como se isso não bastasse, considero-me discriminado por não ter sido, pelo menos, nomeado, porque num tempo em que se fala tanto da igualdade de géneros seria justo que um homem pudesse concorrer ao Prémio Mulher.

Na minha qualidade de pseudo-intelectual peneirento, é claro que nunca admitirei que leio a Flash nem mesmo nas salas de espera dos consultórios médicos (se alguém me apanhar com uma na mão, aberta numa página em que se veja uma rapariga em trajes menores, saiba que o meu interesse é puramente etnográfico ou coiso ou eventualmente) . Para além disso, revolta-me que dêem a uma mulher tão portuguesa e tão portuense um prémio cheio de inglesices, mas a verdade é que vivemos num tempo em que os hotéis são sempre Qualquer Coisa Spa, Wellness, Business and Golf Center. Se aquela gente em Lisboa te conhecesse verdadeiramente, terias ganho o Prémio Mulher Estilo de Bida, carago! (e “carago!” faria parte do nome do prémio)

Ser professor num tempo em que a Educação é um dos maiores desinvestimentos do país é muito difícil. Pior do que isso só trabalhar na direcção de uma escola, tendo em conta que ser criança ou adolescente é estar sempre em crise, o que é ainda pior em tempos de crise, para não falar das constantes reviravoltas impostas por um ministério que parece apostado em desorganizar a vida dos estabelecimentos de ensino. [Read more…]

Pelos valores é que vamos

Há dias, uma entrevista encheu-me de alegria: aquela que deu à RTP a actriz Maria Rueff. A talentosa moçambicana afirmou que educa a sua filha em valores como a gratidão e a bondade. Se juntarmos a esta decisão a coragem e a modéstia da mãe, temos que aquela menina tem para cumprir um belo programa de vida. De sublinhar que, apesar de ter chegado a Portugal com três anos de idade, com os pais e cinco irmãos, portanto todos “ultramados”, que devia ser o nome exacto em vez de retornados, Maria Rueff cresceu sem ódio e sem ganância. Bem ao contrário doutros que, nem sequer tendo nascido em África, foram desde a descolonização (nada exemplar) postos a cozer em despeito e ressabiamento, no lento lume da vingança futura, como todos hoje sabemos e sentimos na pele porque, finalmente, o vilão teve a vara na mão. Maria Rueff saíu da prova sem aleijões de carácter. E transmite à sua filha essa nobreza. [Read more…]

A homofobia saloia no IPST

IPST

Segundo o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o sexo entre homossexuais implica um risco maior do que o sexo heterossexual em que uma das partes é portadora do vírus HIV, no que a elegibilidade para dar sangue diz respeito. Por esse motivo, homens que têm sexo com outros homens estão excluídos para sempre de participar em dádivas de sangue ao passo que qualquer pessoa que tenha sexo heterossexual com portadores do HIV fica apenas suspenso por um período de 6 meses.

Causa-me estranheza que o critério deste indivíduo assente numa espécie de inevitabilidade do sexo homossexual entre homens ser condição para a existência de DST’s. Que todos os homossexuais trocam de parceiro como quem troca de meias. Que ter comportamentos de risco é inerente à sua condição. E que o preconceito de Hélder Trindade seja tão fanático que lhe permita ignorar o incentivo à manipulação dos questionários de potenciais dadores que representa e que lhe permita vender aos portugueses que o sangue de um homossexual é mais perigoso do que o de um portador do HIV. Prémio Richard Cohen para Hélder Trindade já!

Sobre a infinidade da estupidez humana

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SIC e TVI ao serviço do embuste

Depois do sucesso da varinha de condão repleta de poderes mágicos que cura “assim assim” as mais variadas maleitas, por telefone e em directo na SIC, eis que me deparei com esta sequência de embustes astrológicos compilados pelo humorista Hugo Sousa. Urinei-me com particular descontrole quando a taróloga Bárbara Corte Real anteviu uma relação amorosa na vida da filha de 4 anos de um telespectador (estava tentado a chamar-lhe otário mas quero acreditar que o homem estava numa de gozo). A fraude é tal que as próprias vigaristas ficam por vezes sem resposta perante as reacções às suas vigarices. No Canal Q, Joana Marques e Daniel Leitão reduziram a outra interveniente neste vídeo, Michelle Fannon, ao absoluto ridículo. Gozar estas vendedoras de banha de cobra devia ser desporto nacional.

Incrivelmente – será que estas actividades verdadeiramente repugnantes rendem assim tanto que justifiquem alinhar numa falcatrua destas? -, SIC e TVI continuam a apostar nestes conteúdos, contribuindo de forma decisiva para este exercício de aldrabice descarada. Uma aberração fraudulenta que nem nos classificados dos jornais devia ter espaço. Como pode uma estação televisiva que se diz séria participar numa mentira deste calibre?

O manto protector

Exactamente: protector. Porque protector [pɾutɛˈtoɾ] ≠ protetor [pɾutɨˈtoɾ]. Aliás, a própria RTP percebe esta diferença. Efectivamente, se Luís Filipe Vieira pronuncia [ˌmɐ̃tu pɾutɛˈtoɾ], logo, “manto protector”. De facto, “manto protetor” [ˌmɐ̃tu pɾutɨˈtoɾ] não funciona em português europeu.

Are you following this, America?

manto protector

Merci pour tout

The Charlie Hebdo' s cartoonist Luz shows a special edition of French satirical magazine Charlie Hebdo, on November 3, 2011 during an editorial conference at the Theatre du Rond-point in Paris, one day after the offices of French satirical magazine Charlie Hebdo have been destroyed in a petrol bomb attack last night. The edition of the paper published yesterday, which was called Charia Hebdo - a play on the Islamic word sharia, was intended to

O cartonista Luz do jornal Charlie Hebdo anunciou publicamente a sua intenção de sair do jornal após Setembro. Especula-se de uma forma oblíquia que a razão esteja ligada ás questões financeiras que estão agora a ser discutidas pela direcção do jornal. Mas é evidente que os motivos são muito mais profundos do que isso. Recorde-se que Luz não é só um dos históricos do jornal como foi das primeiras pessoas a chegar à redacção, ainda antes da polícia, e foi ele que encontrou os corpos dos colegas. Depois, forçou-se a si mesmo a trabalhar para chegar à famosa capa: “Tout est pardonné”.

Devo confessar que tenho um enorme respeito por este homem. Se dois fanáticos matassem os meus amigos em nome de uma ofensa imaginária, em nome do ódio e da babaridade pura, em nome de fosse o que fosse, eu nunca perdoaria. A capa de Maomé a chorar, o “está tudo perdoado” é um dos maiores exemplos de perdão. Eu não perdoaria. Mas eu também não sou Charlie. Na realidade, muito pouca gente o é. Muito pouca gente teria a coragem desinteressada para o ser. Muito pouca gente tem coragem para rir e para pensar – porque é disso que estamos aqui a falar. Luz teve-a e tem-na e pagou por isso. Agora é tempo de descansar.

O lambe-chuis

casseteteHá um caso de violência policial? ao dobrar da esquina, ultrapassando veredas, galgando montanhas, encolhendo planícies, ele aí está, o curioso personagem que defenderá sempre a autoridade, sejam quais forem as evidências em contrário, o lambe-chuis.

O lambe-chuis, vários tratados o afirmam, tem basicamente um fetiche sexual pelas fardas, seja quem for que as vista (mas gritou pelo Kaulza quando o Marcelo permitiu mulheres na polícia), reencarna o velho legionário seu avô, pateta fardado com armas de carnaval, embora agora ande travestido de liberal, seja lá o que eles querem dizer com isso, e no equipamento um objecto em peculiar o fascina, orgasmos seguidos lhe explodem quando um cassetete é manipulado com precisão.

Deve a autoridade puxar do cassetete? para o lambe-chuis é uma evidência: claro que sim. Qual a função do cassetete? partir cabeças. E da autoridade? exercê-la. Ora a autoridade, é sabido, exerce muito melhor de cima para baixo do que noutra posição qualquer (embora o lambe-chuis por vezes se imagine de gatas, mas a sua vida privada não é para aqui chamada). Logo o cidadão deve ser, por esta ordem: empurrado, quebrado na cabeça, e eventualmente aproveitado, espalhando-se outras negras por diferentes partes do corpo, é sabido que as partes do corpo são muito ciumentas entre si, e o que é para uma que seja para todas. [Read more…]

Fatos de manifesto e relevante interesse para a Freguesia

É verdade, João José Cardoso: “o drama, o horror, a tragédia“. Efectivamente, no dia 13 de Maio de 2015, no sítio do costume.

O drama:

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O horror:

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A tragédia:

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O governo explicado a um E.T.

E basicamente a explicação está correcta…

Um criminoso na PSP

Este homem não pode usar uma arma. Que tenha sido insultado, admita-se, mas quem não se sabe controlar, não pode estar numa polícia. E espancar um pai sem mais nem menos, à frente dos filhos, é de quem não se controla. Ou nunca teve pai, e fico-me por aqui  nas curtas considerações que isto inspira a qualquer humano.

Cor-de-laranja deixa de ter hífenes.

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Passos Coelho vendeu os tracinhos a uma empresa de marcação rodoviária.

Escumalha juvenil à solta na Figueira da Foz

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A vítima, visivelmente assustada, praticamente não reage. Mantém-se encostada à parede com as mãos atrás das costas. A escumalha juvenil que a rodeia, desmiolada e cobarde, parece conseguir tirar prazer de toda aquela situação ou pelo menos simula conseguir para que ninguém tenha dúvidas sobre a espectacularidade da sua existência delinquente, tal é a ausência da mais ínfima gota de personalidade ou compaixão destes autómatos controlados por uma marginal. Na verdade, quase todos os bandalhos que participam neste acto cobarde não passam de putos vazios e manipuláveis que mais não fazem do que seguir as ordens da chefe, aquela figura ridícula e nojenta, nos mais variados sentidos que a palavra pode assumir, que dirige a agressão e que aparenta ter pouco mais que ar, vento e merda terá dentro daquela cabeça.

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Do problema sério que é o bullying

Eu pensei, ingenuamente claro, que das pessoas da blogosfera, o Rodrigo Moita de Deus fosse um dos que estivesse mais predisposto a simpatizar com o rapaz da Figueira da Foz. Afinal de contas, o Rodrigo há meses (anos?) anunciou publicamente no blog que ele e a família, nomeadamente os filhos, recebiam ameaças de morte por parte dos anónimos que vagueiam o 31. Portanto, não deixa de me espantar que o Rodrigo, face a receber este tipo de lixo que é apesar de tudo, uma forma de bullying psicológico porque nenhum pai devia ser posto perante uma situação de ameçada aos filhos mesmo que a ameaça seja anónima e online, não consiga encontrar em si uma reacção qualquer que não seja gozar com o rapaz. É uma pena.

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Ó Rodrigo, anda comigo ver os…

O verdadeiro macho reduz uma sova colectiva a uns tabefes, “um rapaz que fica 13 minutos a levar estalos e murros de 5 meninas diferentes” não passa de uma mariquice para o forcado Rodrigo Moita de Deus.

Irmão, filho, neto e por aí fora de figueirenses, gajo que assistiu a um jogo do Leirosa (meninas são as claques dos grandes ao pé da assistência fêmea no campo mais temido pelos árbitros da A. F. Coimbra), embora tenha perdido a monumental coça que todo um posto da GNR já ali levou, deixo um desafio, e não renegando a minha outra ascendência, macha, alfacinha e ribatejana:

– Ó Rodrigo vai lá, a Buarcos, à Quinta do Paço, à Cova ou à Gala, à Leirosa ou à Costa, mas Tavarede também pode ser, mete-te nas Alhadas, vai lá chamar-lhes meninas, de caras e frente a frente.

Podes levar outro herói, uma coisa que assina NILTON, suponho que é uma abreviatura e se arma em justiceiro de facebook, sempre são dois.

Eu vou contigo, só para ver como ficam os teus colhões.

Quão fáceis somos de enganar?

Num país onde a maioria dos responsáveis políticos ilude e mente aos seus concidadãos, descobrir que existe mais uma senhora versada nas artes do oculto – seja lá o que isso for – não me choca nem surpreende, até porque o que não falta por aí são embustes com búzios e cartas e “professores” com nome de guerreiros africanos e hábitos ocidentais. Tal como tantos dos nossos políticos, vender ilusões e fabricar realidades absurdas é coisa que lhes assiste e que, infelizmente, vem também a ser legal.

O que me choca é que esta senhora, de seu nome Maria Helena, tenha tempo de antena na SIC para – espero que estejam bem sentados – usar a sua varinha de condão. De resto uma estreia total na televisão: até ali, Maria Helena só tinha autorização para usar os seus poderes mágicos em Hogwarts mas dizem as teorias da conspiração que o professor Dumbledore poderá ter metido uma cunha ao Balsemão no último encontro Bilderberg.

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Os taxistas

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Por norma, faço um esforço para fugir às generalizações, nem sempre conseguido, pelo que passo a concretizar desde já. Há um considerável número de taxistas nos aeroportos que praticam esquemas para cobrarem bastante mais dinheiro ao cliente do que aquele que normalmente seria devido e não me refiro apenas ao velho truque de fazer um percurso cheio de desvios só para cobrar mais quilómetros. [Read more…]

Ódios de estimação: Alexandre Soares dos Santos

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Imagens de choque nos maços de tabaco

Dentro de dias será apreciada uma proposta de lei que pretende introduzir nos maços de tabaco imagens de choque para persuadir os fumadores a abandonar o vício. Estive a ver todas, exercício penoso para o estômago, e diria que se dividem em dois grupos: as que provocam repulsa – pernas gangrenadas, pulmões cancerosos, gente a cuspir sangue – e as que angustiam – um casal a chorar sobre o caixão branco de uma criança, uma jovem numa cadeira de rodas depois de um AVC, um rapazito frente a uma lápide, no cemitério. Há ainda duas ou três imagens que parecem, em comparação, inofensivas e que “apenas” mostram homens de aspecto deprimido entre lençóis, confrontados com uma suposta perda da virilidade ou de espermatozóides férteis. Lembrei-me de um amigo que quando compra um maço de cigarros no quiosque pede para vê-los todos para escolher a mensagem de aviso, evitando sempre as que alertam para cancros e enfisemas, e dando preferência às que só remetem para a infertilidade e para a disfunção eréctil. Será talvez um dos poucos fumadores que ainda lêem os avisos que vêem nos maços.

Vi maços com imagens destas há uns anos, no Brasil. Poucas semanas depois de começarem a ser vendidos os primeiros maços com fotos chocantes, nos quiosques começaram a aparecer caixas de cartão, com diferentes motivos, e com a medida certa para enfiar lá dentro o maço e assim tapar as imagens. As caixas eram baratas de produzir, os quiosques podiam vendê-las por um preço muito baixo ou até oferecê-las, e eram resistentes e reutilizáveis. Não havia fumador que não andasse com o maço bem tapado dentro da sua caixa de cartão. Não consultei dados sobre o alcance da medida, mas, pelo que vi nas ruas, duvido que tenha contribuído para a redução do consumo de tabaco. [Read more…]

O estranho caso das chamadas de valor acrescentado ou quem manda nisto tudo são as televisões

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Desde que foram inventadas as chamadas telefónicas de valor acrescentado são uma mina de ouro para burlões e outros vigaristas. Houve o tempo do telesexo, hoje estamos na fase banhadas através da net e também das televisões e seus passatempos.

Traço permanente: as dívidas incobráveis que estragam o negócio às empresas de telecomunicações. Vai daí algumas decidiram, sobre pressão da Deco e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, criar  um barramento automático destes números para clientes sem saldo. Quem não demonstra ter dinheiro que não tenha vícios.

É óbvio que o negócio das televisões neste campeonato é sujo e baixo, ao ter como público alvo analfabetos funcionais ou não, gente que nem se apercebe do risco e despesa onde se está a meter. É óbvio que num país civilizado se protegem esses consumidores, convencidos que interactivo é à borla ou custa pouco dinheiro. Em 2013 SIC e TVI ganharam 99,8 milhões por esta via.

Ora, quando uma SIC reduz os lucros para metade, alguém tem de intervir: a ANACOM proibiu os barramentos. ANACOM significa Autoridade Nacional de Comunicações e é responsável pela impunidade com que o cartel das telecomunicações nos assalta o bolso, vende acessos ilimitados à net que têm limite, aceita fidelizações até à eternidade, etc. etc. O capitalismo à portuguesa no seu melhor.

Novo Jornalismo

Onde Política e Gastronomia se cruzam

cavacoCom um Cavaco na Presidência e um Coelho a primeiro-ministro muitos OCS se aperceberamWild rabbit  siting on sand track das grandes poupanças a fazer na Editoria de Política.

Na conjuntura que atravessamos, em que a “fusão” está presente em todas as áreas do saber e da cultura, nada mais lógico que “encolher” a Política e “expandir” a Gastronomia, mantendo os ingredientes, perdão, os intervenientes na ribalta. Assim é mais infotainment!

Afinal, quantos leitores/ouvintes/espectadores/utilizadores é que se irão aperceber da diferença?

Ver também, sobre o mesmo tema, aqui

Entender o libertarianismo – III

Decidi colocar estes 3 posts sobre economia e sociedade, pela confusão que verifiquei existir sobre o ideal libertário. Não pretendo defender um partido que ainda nem sequer existe, veremos até se conseguirá a legalização, nem tão pouco convencer quem quer que seja a tornar-se libertário. Mas quero deixar bem claro que ser libertário não é ser de extrema direita, basta ver este 3º vídeo para deixar cair por terra qualquer retórica que envolva o PNR ou Oliveira Salazar, como vi na caixa de comentários do post original. O seu a seu dono…

Entender o libertarianismo – II

Postal de Pamplona (Iruña)

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(Muito pequeno)

Depois de mais de 8 horas de viagem, ver as caras dos amigos à nossa espera lembra-nos o que é mais importante na vida. Que não vale a pena, por exemplo, lamentar o facto de se viver no cu da Europa e ser tão difícil chegar a qualquer lado.

O quarto é grande. Branco. Confortável. Amanhã vamos às montanhas. Afinal somos sociólogos rurais. Há um colega que me diz (como sempre que me vê), entre cervejas, ‘Elisabete cada día estás más guapa’. Não é verdade. Estou velha a cada dia e a cada dia mais feia. Mas maneira como ele o diz de cada vez – com se fosse verdade – reconcilia-me com a idade, com o cansaço, com o resto. Lembra-me outra vez o que é mais importante. Ter amigos. Em toda a parte.

Buenas noches.