Corramos todos a libertar o Cravo

Que o artista Bordalo II tão bem retratou na Rua José Gomes Ferreira, em Campo de Ourique.

Uma imagem vale mais do que mil palavras? Vale mais do que um milhão e retrata fielmente o que me vai na alma.

Amanhã vou para a rua gritar.

25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!

cravo engaiolado

“Momento de Praxe”

cabido-de-cardeaisComunicado do “Cabido de Cardeais“.

Luís Pessoa queria prender pides quando chegasse a hora

TSF ocupada

Um grupo de cerca de 50 pessoas ocupa as instalações, e a emissão em directo da TSF, “em defesa do direito à palavra“.

O 25 de Abril dos Aventadores e dos seus leitores

40anos25abril

No dia em que a Revolução faz 40 anos, os autores do Aventar que assim o entenderam contam as suas vivências deste dia.

Convidamos também os leitores a publicarem, como bloguer convidado, o seu 25 de Abril, vivido em pessoa ou, para os mais novos, pelos relatos que lhes chegaram. Podem enviar os textos e fotografias para o email seguinte: aventador-convidado

Os artigos sairão ao longo do dia 25. Aqui fica o convite: vá por aqui passando.

O 25 de Abril em Barcelos

jornal-de-barcelosO 25 de Abril na capa do Jornal de Barcelos na sua edição de amanhã, inteiramente ilustrada por alunos do Mestrado em Ilustração e Animação do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (Barcelos).

Miguel Sousa Tavares acha um exagero as comemorações do 25 de Abril

Adalberto Faria

Eu «compreendo»! O Miguel Sousa Tavares dizia ontem na SIC não compreender tanta comemoração, e em profundidade, sobre os 40 anos do 25 de Abril, e que para quê tanto ruído, se este nada dizia às duas últimas gerações?!! Obviamente que, a comer e a beber como anda, deve andar com pouca inspiração para as suas participações televisivas e não trazia a lição ou o tema preparado. Além disso, já percebeu muito bem que sem se «tornar» polémico, vende pouco, e sem a TV, provavelmente não venderia o número de livros que vai vendendo.
Mas é muito simples «desarmá-lo» e já: OBVIAMENTE QUE NÃO PERCEBO ENTÃO PARA QUE TEREMOS NÓS QUE RECORDAR A MORTE DA SUA MÃE, OU OS FEITOS DO PAI TAMBÉM, A QUEM OBVIAMENTE DEVE A SUA NOTORIEDADE E «ENTRADA» PARA OS ‘MEDIA’, indirectamente. Mais, diz ele que sim senhor, que no 25 de Abril os aplaudiu, aos capitães na rua, mas que foi somente porque nos livraram do jugo fascista «NO MOMENTO»!
Muito bem: então para quê agradecer a Mandela, e a Gandhi se estes livraram o povo do jugo dos seus opressores há tanto tempo ou mais ainda que os nossos? E para quê então lembrar todos os outros que passaram, e aos quais nenhuma geração tem grande interesse como a Luís de Camões, D.Afonso Henriques, Catarina Eufémia, José Afonso, ou aos poemas da mãe dele? Para quê enviá-la para o Panteão se às duas últimas gerações isso pouco interessa, mas sim um novo Ipad, ou uma viagem ao Bali para surfar? [Ler mais ...]

E agora já sabemos quem comeu os ovos todos!

A Alemanha optou pela quantidade. Reuters / Fabrizio Bensch (@ http://qz.com/200297/happy-easter-eggs-eastern-europe/) A Alemanha optou pela quantidade. Reuters / Fabrizio Bensch .

Arquivo da British Pathé disponível no Youtube

Mais de 85 mil filmes históricos (canais disponíveis).

O Judas é imortal

Em plena época Pascal, fui parar a um reino onde se faz justiça pelas próprias mãos. Descobri que Judas, o fulano, talvez gay e seguramente traidor (um dos cartazes que não fotografei dizia que ele traiu Cristo e gostou) é um ser muito mau carácter que comete crimes hediondos: tira a sopa aos habitantes do reino, é corrupto e deixa o seu país de luto, provocando graves danos no bolso de todos, não pede factura (ficando, assim, impedido de ganhar um Audi que o magnânimo primeiro-ministro do reino tanto quer oferecer aos habitantes, para além de contribuir para a economia paralela), usa luvas brancas, certamente para executar os seus roubos sem deixar impressões digitais, e isto apenas para citar alguns dos seus crimes. A juntar a isto, parece que Judas não prima pela beleza física, pois é detentor de umas enormes orelhas de coelho e imagino-o um gordo visto que nem cabe no Portas, ai, perdão, não cabe nas portas. Juntando a tudo isto, Judas é um inculto que nem sequer é capaz de escrever poesia, imagine-se!

Piorando a situação, este energúmeno não contribui para a economia local passando férias no Inatel. Deve ser demasiado importante. Tão importante que nem precisa de emigrar, que isso de emigrar é para o povo e para os reles mortais.

Mas algo de bom este Judas teria que ter. É que enfiado num espeto, ele dá um bom amuleto. Felizmente, como comecei por dizer, foi feita justiça e este ser execrável foi queimado esta noite. Felizmente que na vida real nada disto existe.

Sacrificados

sacri

Diz quem acredita que Cristo foi dado em sacrifício ao seu pai, com a anuência deste, para nos salvar a nós, ímpios, de todo o pecado.

Se assim foi, por que motivo continuam tantos e tantos seres a ser sacrificados diariamente?  Como se explica que haja famílias destroçadas tão frequentemente? Não bastou aquela morte?

Como é que um padre que já enterrou 92 pescadores consegue continuar a acreditar em Deus e consegue continuar a exercer a sua profissão? Respeito a fé deste homem e de todas as pessoas que acreditam, mas é algo que me ultrapassa.

Desde Outubro do ano passado voltei a estar em contacto com a população de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Muitos dos meus formandos são caxineiros. Sempre que algo acontece no mar, noto-lhes as preocupações no rosto, ouço-os mais calados, sinto-os apreensivos. Por vezes, nem sei que se deu mais uma tragédia, mas, mal entro na sala de formação, percebo logo pelo ambiente que algo aconteceu. [Ler mais ...]

Vandalismo e Show Off

vandalismoO Facebook parece servir para tudo: para encontrar pessoas, reencontrar outras pessoas e exibir aos olhos do mundo um objecto que em tudo parece um validador de bilhetes urbanos da CP e Andante, fotografado no que aparenta ser a cobertura de um apeadeiro ferroviário. A julgar pela legenda encontrada numa página aberta, será em Mazagão (Braga). Parabéns por “mais uma xb é noizz” – @Miguel Castro, “com João MiguelJoão LopesRenato Macedo,Tiago Gomes e André Almeida em mazagão.”
[via maquinistas]

Parasitólogos

Francisco da Cunha Ribeiro

fotografia-1A independência crítica é o bilhete de identidade que dá foro de cidadania ao  ser humano. O seguidismo ideológico, ou a simples e quotidiana aversão à crítica caracteriza o grau zero do racionalismo. É preciso muito esforço e um enorme amor ao pensamento livre para nos comportarmos como seres racionais. Julgo que essa é também a única forma de sermos fiáveis perante os outros. A preguiça do pensamento é a melhor amiga do irracionalismo. Não significa isto que quem não pensa deixe, só por isso, de ser homem ou mulher, e passe a ser uma besta, nada disso. Quem, por exemplo, passa os seus dias a trabalhar, a discutir futebol, e a jogar a sueca pode não treinar o pensamento, mas não deixa de ser capaz de gostar ou de amar. Mas esse amor tanto pode subir à altura do céu, como descer  ao fundo do Inferno. Quem pensa e ama nunca ama de mais, mas também nunca chega a odiar ninguém. Porquê? Porque sabe melhor relativizar emoções, sentimentos e equilibrar os valores. O homicídio sentimental (pelo ciúme) é, a meu ver, o exemplo mais veemente do que a falta de exercício do pensamento lógico pode ter como consequência.
 Aos que pensam pela cabeça dos outros poderíamos chamar  “parasitólogos”. Os parasitólogos são, pois,  seres racionais  que  alimentam as suas ideias com as ideias dos outros. E como as suas são, afinal,  as dos outros,  podemos dizer que este tipo de gente não muda nada, não cria nada, apenas copia.  Cerebralmente não evoluíram muito além do homo-sapiens. Por isso os poderemos também designar de “macacos de imitação”, sem qualquer desprezo pelos macacos. [Ler mais ...]

Mais c, menos c, está a orrer om normalidade

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“está o fato“, escreve-se num jornal onde a aplicação do acordo ortográfico decorre com normalidade.

Alexandra

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© Miguel Manso

Conheço a Alexandra Lucas Coelho há muitos anos, somos mais ou menos da mesma geração de jornalistas, creio que ela mais nova. Recordo uma viagem que fizemos juntas há muitos anos pela então recém-inaugurada rede de bibliotecas públicas. Creio que trabalhava então para a Antena 1. Conheço-a mal, não somos amigas, há anos que não a vejo, mas conheço o que escreve e gosto do que leio – há um entendimento entre nós que passa pela escrita, pelo jornalismo que olha para as sociedades de hoje, mas talvez, e sobretudo, pelo jornalismo literário, pelos melhores escritores, editores, livros, pelo amor pelas belas letras que formam o poema (e o poema pode não ser poesia), para falar disso que me une a umas esparsas pessoas, que por vezes mal conheço mas que habitam essa parte incerta onde também sou.

Li o discurso que a Alexandra Lucas Coelho proferiu na cerimónia de atribuição de um dos mais importantes prémios literários do País, que este ano a contemplou a ela. Dou-lhe os meus parabéns, tenho a certeza de que o seu livro o merece. Lucas Coelho escreve muito bem, há muito que reconheço nela uma escritora. Hei-de ler o seu livro seguramente. Dou-lhe também os meus parabéns pelo discurso que fez. Numa altura em que praticamente não se ouve ninguém, em que os escritores se calam, num silêncio de chumbo que pessoalmente me pesa (como a muitos mais, tenho a certeza), é muito bom haver alguém que se chega à frente para dizer o que muitos gritam mas ninguém ouve. Talvez tenham medo que Jorge Barreto Xavier os censure por serem «primários». [Ler mais ...]

Assum(p)ção

assumption

Na parte que me toca nem me dou ao trabalho de seguir esse treta a que chamam de acordo ortográfico pela simples razão de não ser apologista da mudança pela mudança. Enfim, uma perfeita inutilidade, não fosse o caso de, volta e meia, chatear os juízo. Para um lado, é aquela sensação de desconforto ao ler um texto escrito nessa moda e ter-se sempre a sensação de que está algo errado, pois lemos pelo reconhecimento de padrões, até se interiorizar “ah é outra vez a merda do acordo”.

Depois é o ridículo de se observar os alunos de inglês a escreverem mal palavras como objective, deixando cair o “c”, à la moda acordês. E não são poucos, ao que sei. Finalmente, aconteceu eu próprio ter precisado há pouco de ir à Priberam ver como se escrevia “assumpção” para me recordar que sempre tivemos o “p” e que os brasileiros o podem usar ou não.

Aconteceu-me aquilo a que chamo o efeito de exposição ao primeiro-mentiroso. Quando se está repetidamente exposto ao falso, como acontece a quem ouça inadvertidamente o primeiro-mentiroso falar do país que está melhor, apesar das pessoas estarem pior, chega-se a um ponto em que se perde a noção que é certo. Ora façam o teste. Há uma assunção no governo. Estamos perante um erro ou não?

Empresa Outdoor7 Lda Procura Serviçal

outdoor7_lda_futebolPara juntar ao rol das empresas de escravatura neste país, hoje fiquei a saber que a Outdoor7 procura, e passo a citar, “fotógrafo amador para acompanhar os jogos” e que, mesmo sendo “amador“, o candidato a serviçal deve possuir “material próprio” e, como bom amador que se preze, deve “enviar currículo” a fim de o mesmo, presumo, ver a sua validade, competência e profissionalismo devidamente avaliado. O anúncio não fala da remuneração deste trabalhador “amador”; espero que seja pelo menos uma caixa de 24 iogurtes mas de pedaços, que os simples não matam a fome
A mesma empresa também recruta um “amador” para o Algarve!

O amargo sabor de um chocolate quente

E se lhe oferecessem um chocolate quente quando faz compras num Centro Comercial, aceitaria? E se esse chocolate fosse tão amargo, que fosse impossível de beber, como o é a vida das crianças que trabalham nos campos de cacau na Costa do Marfim, conseguiria ficar indiferente?

Numa iniciativa da  Getinspirit, uma organização de sensibilização para o flagelo do trabalho infantil na Costa do Marfim, foi feita, há uns dias, no Oeiras Parque,  uma prova, sem que os visados soubessem o que iam provar. As reacções estão espelhadas no vídeo.

Da importância dos filhos

Acabo hoje de descobrir a verdadeira e incrível importância dos filhos. Eu, cega, limitada nos meus conhecimentos e experiências, pensava que os filhos existiam para sentirmos um amor único,  absorvente, vibrante, totalmente infindável. Para nos darem ternuras imensas e prazeres inimagináveis com as suas brincadeiras e travessuras ou só pelo facto de existirem. 
Eu, que tão levianamente assim pensava, acabo de descobrir que os filhos podem também ter uma importância extrema na nossa felicidade tecnológica. 
Estou a ser pouco clara nas minhas palavras? Vou, então exemplificar com um modelo real:
Cerca das 11 da manhã de um dia muito soalheiro. Uma estação de superfície do Metro. Muito sol. Já bastante calor. Uma família de quatro pessoas: dois adultos e os filhos,  pirralho com cerca de 4/5 anos e pirralha com uns 7/8. Ambos os progenitores de tablet e iphone. As crianças pedem encarecidamente, choramingam, quase começam birra. Querem jogar um bocadinho. Levam ameaços de «um estaladão»,  «uma chapada», um «biqueiro no cu». De repente, o menino coloca-se à frente do pai para ver o jogo.  [Ler mais ...]

Gastando cera com ruim defunto

A semana passada tropecei nos dois trabalhos jornalísticos que aqui vos deixo. Não conhecia Manuel Forjaz, evito lixo televisivo e o empreendedorismo é ideologia a cujas missas não assisto.

Manuel Forjaz faleceu ontem, e todos somos solidários com quem apanha um cancro, muito mais quando é da nossa geração, como é o caso. Se a semana passada não tive tempo de vos apresentar a face oculta de um empreendedor para quem já há muito que tudo valia, a ética quando nasce não é para todos, sei que não o deveria fazer hoje. Mas a minha ética, por sua vez, também tem um limite: uma comunicação social hipócrita, vendida, repelente, que vomita elogios fúnebres a quem agora partiu omitindo há anos quem realmente foi, está para lá dele.

E também é para isso que os blogues existem, para relembrar os dois perdidos trabalhos jornalísticos  que nenhuma doença apaga:

artigo crime

Empresa de sucesso deixa centenas a “arder”

A Ideiateca era uma das empresas de consultoria de maior sucesso no mercado português. Com um volume de negócios de 1,5 milhões de euros em 2011, era o maior prestador de serviços de “cliente-mistério” no país. Em Setembro fechou as portas, sem avisar qualquer um dos milhares de colaboradores que tinha.

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República das bananas

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Mais uma prescrição no caso BCP. Que outra coisa seria de esperar de um sistema onde a banca tem nomeado ministros e secretários de estado de todos os governos das últimas décadas? Que fizessem leis e procedimentos que mordessem a mão que os alimenta, não? Era o que faltava. A seguir ir-se-ia exigir uma justiça igual para todos. Cada uma.

No vôo de Genève para o Porto

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[Retirado do Facebook de] Ricardo Sousa

Não consegui aguentar. Desatei a chorar.
Hoje no meu voo de Geneve para o Porto, um voo carregado de emigrantes Portugueses sentou-se junto a mim mais um deles. Nada de novo até aqui.
Minutos depois de ter pedido uma sandes que apenas consegui comer metade e por trás dos auriculares ligados a um iPhone oiço uma voz. “Deve querer ir a casa de banho”, pensei. Instantaneamente levanto-me… mas não. Um sorriso indica que e outra coisa. Tiro um auricular. “Ainda vai comer mais? Importa-se que fique com o resto?”. E nestes momentos, nestes segundos em que saímos dos nossos hiper-conectados mundos e do nosso stress diário que caímos naquela que e a essência humana. Disse-lhe que não, chamei o chefe de cabine e pedi mais uma sandes. Dei-lha.

Mas esta história para mim foi muito mais que uma sandes ou um momento semi auto-congratulante para colocar no Facebook, foi um verdadeiro reality-check. [Ler mais ...]

Terramoto de 8.2 no Chile

terramoto-chile Apenas 6 mortos graças a rigorosas regras de construção e preparação da população.

Factura da sorte – Nilton: não quero um carro!

E já agora, e se eu achar que o Estado gastar dinheiro dos contribuintes para oferecer carros é profundamente errado como princípio e, portanto, não quero participar no concurso, posso ficar de fora?

Ah, esperem, há anos que o Estado já oferece carros, com o dinheiro dos contribuintes, a titulares de cargos nos governos nacional e regional, nas administrações local e central, em empresas públicas, etc., etc. Porque não alargar o conceito a mais uns carros para o povo? [Ler mais ...]

Isabel Jonet, tu queres é facebook…


“Nem reparas no meu look
Noite e dia sem parar
Ai ai ai …” 

 

Lambe Isto

lick

É a tradução para Português do nome (Lick This) de uma aplicação recente que se gaba de treinar quem a queira usar para a prática eficiente de sexo oral nas mulheres. Como gosto de estar informada, já li todo o tipo de comentários e artigos sobre esta nova aplicação. Exemplos podem ser encontrados aqui (em Português do Brasil, parece que nenhum Português de Portugal se interessou por traduzir a coisa) ou aqui (em Inglês, para os nossos leitores com maior treino de língua). Uma coisa é certa, quem gostar de lamber computadores ou telemóveis irá certamente divertir-se. Eu adoro ver as figurinhas de quem tenta afiar o lápis.

Quanto ao que interessa, ainda não há confirmações de que as moçoilas fiquem mais bem servidas.

Para ficarem mais elucidados, deixo-vos um fimezinho explicativo de como tudo se processa.  Enjoy!

Eu sou desempregada e frequento redes sociais

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Exma. Senhora Jonet:
 
Eu sou desempregada. Mais concretamente, sou semi-desempregada de longa duração. Demasiada longa duração e demasiado desempregada. O semi é ocasional e poucas vezes consigo trabalhar. Das vezes que trabalho, nos últimos dois anos, frequentemente tenho que esperar mais de meio ano para receber o valor devido. Demasiado precária. Por minha culpa, claro!
Reconheço que a senhora, do alto da sua sapiência, acertou na mouche no que me diz respeito. Sou uma calaceira que só quer andar no Facebook e outras redes sociais, autênticos vícios que destroem famílias e nos impedem, a nós, míseros desempregados, de encontrar trabalho.

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Jonet: “O pior inimigo dos desempregados são as redes sociais”

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Isabel Jonet [presidente do Banco Alimentar Contra a Fome] considera ainda que “o pior inimigo dos desempregados são as redes sociais. Muitas vezes as pessoas ficam desempregadas e ficam dias e dias inteiros agarradas ao Facebook, ou agarradas a jogos, agarradas a amigos que não existem e vivem uma vida que é uma total ilusão”. Isabel Jonet recomenda que os desempregados procurem fazer trabalho voluntário que, apesar de tudo, os mantém activos e com mais possibilidade de encontrar um novo emprego. [RR]

O que se aprende com gente culta. Eu que pensava que o maior inimigo era a falta de dinheiro. Afinal, vamos a ver, e estes agarrados do Facebook despedem-se de propósito para se andarem a amigarem na net.

Antologia jonetiana:

Astrólogo Pires

astrologo_piresTeria o meu voto às Eleições Europeias, caso concorresse.

Desta é que vai ser

madoff

A equipa que julgou Madoff foi convidada para fazer idêntico trabalho em Portugal com o caso BPN. A Ministra da Justiça informou que é uma medida integrante do quadro de cooperação União Europeia – Estados Unidos da América, sendo o projecto piloto esta iniciativa lusitana.

Agentes do sector, que pediram reserva de identidade, manifestaram profundo desagrado por esta desautorização e perda de soberania, sobretudo num caso que está a correr nos normais trâmites da justiça portuguesa. Confrontada com esta tomada de posição, Paula Teixeira da Cruz desvalorizou, frisando que, mais do que nacionalismos, importa o bem maior de se “acabar o estado de impunidade” nesta classe profissional.

O líder do Partido Socialista, António Costa, mostrou-se igualmente atónito com esta medida, especialmente devido a ter sido realizada por ajuste directo. “Com o Partido Socialista teríamos um concurso público internacional; ajustes directos não são tradição de governos PS”, esclareceu Costa.

Em declarações à Lusa, Duarte Marques, que recentemente questionou o Banco de Portugal quanto aos avisos de Barroso sobre BPN, considerou que é uma iniciativa inovadora e com potencial para se repetir em outras áreas, dando como exemplos a possibilidade da NSA dar formação na área de escutas estratégicas no contexto partidário e do CSI Miami apoiar a Polícia Judiciária na investigação de branqueamento de capitais.