Estive com a selecção no parque…

E confirmei várias certezas e outras tantas incertezas, conversando com um dos “oficiais ” da comitiva. Como a função do Aventar é, antes de mais, esclarecer, aqui vai :

Certos a jogar : Eduardo, Bruno, Ricardo Carvalho, Deco, Raul e Ronaldo. Estes são a estrutura da equipa.

A jogar em 4x3x3 :

Eduardo

Paulo , Bruno, Ricardo, Duda

Pepe, Pedro Mendes

Deco

Nani ,  Hugo     Ronaldo

A jogar em 4x4x2:

Eduardo

Miguel, Bruno, Ricardo, Coentrão

Raul, Pepe, Deco, Simão

Liedson e Ronaldo

Com o 4x3x3 ,jogaremos quando for necessário arriscar, por exemplo correr atrás do prejuízo. Com o 4x4x2, jogaremos sempre de ínicio, o que faz que o Nani fique no banco, ele que é o jogador em melhor forma.Uma hipótese é metê-lo no lugar do Liedson, já que está habituado a jogar com o Ronaldo, jogaríamos sem ponta de lança e apostando na velocidade e versatilidade.

Outra hipótese é no meio campo, meter o Raul no lugar do Pepe ou do Pedro, dando largas às movimentações e ao ritmo elevado do Raúl, para além da capacidade goleadora. Quem vai ser utilizado muitas vezes, devido à velocidade, vai ser o Dany

Há muito que mora no meu coração o pânico quando joga a selecção, mas não me livro dele. Desta vez é com o Eduardo, como seria com o Beto ou outro, não temos um grande guarda redes.

Bem os aconselhei, a naturalizar, seria o Helton, mas ninguem me deu ouvidos. Sofre coração, sofre…

Sócrates e a Crise

Eu, o Pedro Nunes, o António Lopes e o Miguel Novais discutimos a Crise, Sócrates, Crise, Sócrates, Passos Coelho, Presidenciais, Sócrates, Crise e Sócrates. A moderação é da responsabilidade da Rosa Carvalho. É no Domingo, 6 de Junho, às 19h no Porto Canal, Domínio Público.

Estão todos convidados.

Desilusão

(adao cruz)

 (Dedicado ao Joaquim Quicola, amigo que eu sei que me entende) 

Desilusão

Olho as folhas caídas na espiral de espinhos e flores e água sem regresso. Minha voz de gravador que outros ouvem, só eu não, tem milhões de segundos num segundo que já foi meu.

Sonho de amor, invisível e ateu.

Pela escada fantasma do falso destino, destino essencial, quem subia ou descia, afinal…era eu.

Nos gestos por dentro, nos jardins de contraste da natureza fecunda, no penoso brio de um curriculum lavrado na areia, meti as mãos na areia e palpei o futuro.

Palpei a filosofia dos cadáveres, e em febril pulsação, espremi a vida dentro de uma mão cheia.

Enchi de virilidade a cidade, a cidade e o lixo, o lixo e o luxo, a luz e eu.

No fundo das veias nasceu gelado um provinciano despojo, feito de tempo gasto e de nojo.

Por dentro e por fora saltaram faíscas de senso e contra-senso, que apenas escreveram epitáfios de sangue em letra de amor e fizeram um caixão com as tábuas da verdade.

A verdade era uma mesa, a vida os dados, e o amor a saudade de quem jogou a certeza nos passos errados.

Entre a tese e a antítese nada voa nem mexe, não há sim nem não entre passado e presente, e o futuro é o deserto que temos à frente.

Neste chão de lama, na ejaculação abortada, nos restos de orgia da orgia de restos, em ritmo de coração moribundo, sobra o tremor da carne adormecida.

A arte, o sonho, a verdade, o viço e a cor perderam o brilho, e a esperança sopra cinzas que ninguém sabe do que são.

O TENENTE PULA

POR JOAQUIM QUICOLA


Hoje, se me permitirem, vou contar a estória do tenente Ilídio. O tenente Ilídio foi meu comandante no tempo das FAPLA. Era pula. Os pais eram portugueses mas o tenente nasceu em Ndalatando, provincia do Kuanza Norte. Kamundongo como eu, ainda que não genuíno. Não sei da vida dele, aliás a estória que vou contar é a da sua morte. Mas sei que tinha vinte e poucos anos, era casado e deixou dois filhos. Como todos os pulas, fumava muito e bebia muito café. Ché, o Ilídio fumava. Mesmo. Acendia cigarro, acabava, acendia já outro, e assim sucessivamente. Se não tivesse morrido ainda na guerra, morria de cancro no pulmão.

O dia em que morreu era véspera do dia das Fapla. O tenente comandava três pelotões estacionados em Dangeamenha, na estrada que vai de Ndalatando para o Dondo. Ocupávamos umas antigas instalações comerciais, compostas por três fileiras de lojas que formavam um u virado para a estrada e no meio estava o posto de comando. Do lado de lá da estrada estava o campo minado.

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Eleições legislativas antecipadas?

Ninguem quer governar nestas condições, até porque tudo indica que a situação é bem pior da que os socristas nos querem fazer crer. O FMI já anda por aí, 50% de possibilidades de intervir, preparam-nos os próprios porta vozes do PS, o que quer dizer que é quase certo. O segundo PEC está em marcha, nos segredos dos gabinetes de Bruxelas, e na semana passada o país esteve novamente à beira de não conseguir fazer os pagamentos imediatos.

Mas o caminho é estreito, para não dizer que a curto prazo não há outro, enquanto não passa o olho do furacão é preciso que Sócrates beba o cálice do seu próprio veneno até ao fim. Pelo meio temos as Presidênciais o que tambem introduz contenção na estratégia de tomada do poder. No meio disto tudo, a identificação da situação com este desemprego e com as medidas que vão tornar-nos mais pobres, com o PS a ser identificado com tudo isto, arruma e destrói, de caminho, a candidatura de Alegre.

Mas logo que as coisas estejam concertadas, que se tenha batido no fundo, é muito possível que o reeleito Presidente da República marque eleições antecipadas. Quase certo, exige-lhe o PSD e a nação.

Entretanto, há vozes que tentam beliscar a candidatura de Cavaco, ameaçando apresentar um novo candidato no centro-direita. Só fazem isto porque sabem que a reeleição são favas contadas e chegam-se à frente por ainda não terem sidos convidados para a festança das mordomias e dos lugares bem pagos.

Há momentos, na SIC, vi Medeiros Ferreira, em directo, passar a extrema unção a Sócrates e a Alegre!

UE – Integração ou dissolução?

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.“

Fernando Pessoa, Livro da Inquietude

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

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Como Se Fora Um Conto – O Descalabro do J

O Descalabro do J

O estrondo, enorme e contínuo, baralha as ideias, impede o pensamento e perturba o imperturbável caminhar das horas e dos dias.

As casas, os prédios e as pontes, caem como baralhos de cartas, lançando a destruição à sua volta. As estradas, as ruas e os caminhos, desaparecem, deixando no seu lugar, uma amálgama de trilhos sem sentido e sem indicação de rumo.

No meio de tanta desgraça, J sente-se perdido. Olha à sua volta e só a devastação e a ruína se encontram à vista. O desespero ameaça tomar conta das suas acções. As soluções não existem, os caminhos não se vêm, a solidão está presente.

Os familiares, mesmo que voltassem com os seus esforços e cheios de boa vontade, não apagariam a tristeza nem acalmariam a desesperança.

J é a imagem personificada do desânimo.

Ao seu lado, não tem companheiros de infortúnio. Ninguém repara no seu sofrimento, ou ao menos se importa. Cada um tem a sua própria dor. E as dores dos outros são sempre privadas. [Read more…]

Mário, Mário, Mário Crespo…

Por mero acaso, quinta-feira assisti ao ‘frente-a-frente’ da SIC Notícias, conduzido por Mário Crespo. Teresa Caeiro, do CDS, e Helena Roseta, dos Cidadãos por Lisboa, seriam as esperadas protagonistas; e digo esperadas porque quem do debate sobressaiu, ufanado e enfeitado de plumas, foi Mário Crespo.

O protagonista, que a certa altura admitiu ser figura contraditória e parcial, foi, de facto, o moderador Mário Crespo. Em descarado apoio à Caeiro, destruiu insistentemente os raciocínios e o discurso de Helena Roseta, ao ponto de esta, a certa altura, questionar se o Mário, Mário, Mário Crespo estava ali no papel de moderador. Sem vergonha e ao arrepio de elementares regras deontológicas, o Mário, Mário, Mário Crespo teve o atrevimento de dizer que estava investido dos dois papéis – só não percebeu quem não quis: foi moderador – será que foi? – e ‘supporter’ da opositora de Roseta, Teresa Caeiro.

Se atendermos à ética e regras deontológicas do jornalismo, Mário, Mário, Mário Crespo fez algo de parecido àquilo de que acusou Sócrates e que, na altura, teve a minha reprovação em relação ao PM. Em suma, ontem, o Mário, Mário, Mário Crespo destacou-se por um comportamento deplorável.

Há tempos tive um bate-papo acalorado com amigos, jornalistas da SIC e da RTP, que me afiançavam que Crespo, ao contrário do que eu defendia, era uma personalidade volátil e falsa. A não ser assim, acrescentaram os meus interlocutores, Nuno dos Santos teria agido em sua defesa, sem reservas. Na altura, discordei. Porém, agora sinto-me forçado a dar a mão à palmatória: ele é mesmo o Mário, Mário, Mário Crespo, capaz de concorrer com Leite Pereira, do JN, em actos censórios, mesmo de forma sinuosa.   

Acim naum pode cer

(a propósito disto)

Cenhor premeiro menistro:

Tenho kinse anus e tou no oitavo anu e axo muinto enjusto esta envenssão da cenhora menistra de paçar para o déssimo anu purque tou cançado da escola e kero ir kurtir cos meos amigus cem ter tpsês e eças tretas a xatiar. Com kinse anus devião dar um deploma há jente e prontos, deichavão a jente em pás a kurtir na boa emvês de irmos otra vês para a escola apanhar ceca. tãobem pudião dar um subecidio há jente para tar na boa envês de cermos obrigadus a gamar para mamar umas begecas e fomar umas brokas. Convenssa a cenhora menistra que acim naum pode cer e eu convensso o meu pai a vutar em ci e ponho uma coiza no facebok a diser bem do cenhor. Tá serto?

Obrigado

Kikas

Palestina – Porquê agora a Frota da Liberdade?

Não há situação nenhuma de calamidade eminente. Não há Intifada. O Muro  é profundamente eficaz, não há “mártires suícidas” nem mortes de inocentes.

Mas os “autodenominados” defensores da causa palestiniana, mais não têm feito que diminuir a possibilidade de se encontrarem soluções justas, como seja um estado autónomo a que os palestinianos têm direito nem a uma vida normal. Pelo contrário, sempre prontos a fazerem o papel de “idiotas úteis” uma e outra vez, o que fazem é que a causa tome mediatismo pelas razões erradas.

Correcto, e onde há unanimidade de posições, é trazer para a luz do dia a politica de colonatos que , na prática, inviabiliza as fronteiras de um estado palestiniano com um território digno desse nome. Os colonatos, depois do sofrimento humano, é a maior barreira para se encontrar uma solução aceitável de coexistência pacífica, devia estar na frente das preocupações da comunidade mundial. Mas a verdade é que dá trabalho e não dá folclore, é preciso determinação, trabalho de sapa, fora das objectivas e dos holofotes da televisão.

Porque não seguiu a frota para a parte de Gaza controlada pelo Egípto? Ou pelo Líbano onde os palestinianos experimentam condições de vida bem mais dificeis? Ficam aqui perguntas que não pretendem obter respostas, nem encobrir o que o exército israelita fez de excessivo, mas antes chamar a atenção para factos que exigem explicações, e que vão direitinhos para a Turquia e para sua política de liderança de toda uma região, encostando-se a países como o Irão, e a Síria .( Estados democráticos e moderadíssimos, exemplos de virtudes humanistas…)

Os “idiotas úteis” e os menos idiotas, mas igualmente úteis, verberando o que nem sequer alcançam na  complexidade das políticas geoestratégicas, deixando que o povo mártir da palestina e a sua causa, sejam usados em operações que em nada o ajudam , fazem o papel que lhes é distribuído, agora a favor da Turquia , o estado que “gazeia” milhões de Curdos. A Turquia que faz aos Curdos( assassinando-os aos milhões e arrazando povoações inteiras com o “gaz pimenta”) o que Israel ainda não conseguiu ( ou não pode fazer por se tratar de um estado democrático e de Direito) aos Palestinianos, passou agora a ser o paladino da paz!

O preconceito ideológico, pretensamente superior, em todo o seu esplendor! Agora estão ao lado da Turquia que assassinou milhões de Curdos, e ai de quem não pensar como os “bonzinhos” da esquerda! A esquerda jacobina, que herdou, não se sabe de quem nem por que meios, uma clarividência moral superior aos que não pensam da mesma forma, que estão sempre de acordo entre si mesmo quando não sabem bem do que se trata.

Dizem que é parecida com o pai

Texto para um amigo

(jaime casais)

(Este meu amigo, arquitecto e pintor galego que vive na Corunha, pediu-me para escrever um pequeno prefácio ou texto de apresentação para um livro seu a sair em breve. Transcrevo-o aqui para aqueles que, eventualmente, se interessem por estas coisas da pintura).

JAIME CASAIS

 Este livro, há muito tempo esperado, sobretudo a partir do dia em que tivemos o privilégio de ver o volte-face da pintura deste grande artista e amigo, Jaime Casais, está para breve. O amigo Jaime quis dar-me a honra de o prefaciar. No entanto, como na altura em que escrevi este texto ainda o livro estava em projecto, eu preferi dar-lhe não o título de prefácio, propriamente dito, o que implicaria uma abordagem da obra nas suas diversas vertentes, mas o nome do autor. Até porque, para mim, é mais grato falar do autor e da sua obra, mesmo sem livro, do que propriamente fazer a clássica análise de um livro. E quer o autor quer a obra são do meu profundo conhecimento. Para felicidade minha. [Read more…]

Intervalo para Publicidade:

Hoje é dia de “Intifada na Rede

Será menino ou menina?

Violência policial, agora ouçam

Ao minuto e 45:

“traz esse gajo. traz esse gajo das fotografias”

O que tinha a dizer sobre isto já o escrevi. Mais informações num blogue que corre o risco de ter muito que escrever, e onde se clarifica este ponto, que tem entretido jornalistas de merda (não há outra expressão) que se esquecem do pormenor de o fotógrafo agredido ser seu colega (sim, colega e não camarada, que como dizia um outro, colegas são as putas):

No passado dia 3 de Junho, surgiram notícias em alguns orgãos de comunicação social, nomeadamente o DN e a TVI sobre o caso das agressões policiais da madrugada de 30 de Maio. As notícias são relacionadas com alegados processos-crime anteriores de 4 das 5 vítimas.

Plataforma Contra a Violência Policial, que tem vindo a acompanhar as vítimas nos últimos dias, quer relembrar os orgãos de comunicação social que esta notícia serve somente para denegrir as vítimas. Relembramos que os agentes da PSP envolvidos nas agressões brutais aos jovens e ao cidadão inglês não tinham qualquer informação prévia antes de os espancar nem os revistaram. A sua actuação foi pura violência gratuita, atentando mesmo contra a liberdade de imprensa, espancando o fotojornalista que tentava fotografar a agressão à rapariga.

Onde anda o Sindicato dos Jornalistas?

Disfunção eréctil

Para aliviar um pouco a tensão (não quero tirar o “n”) dos últimos dias, queria dizer algumas coisas sobre a disfunção eréctil.

Não é assunto da minha especialidade, mas como ultimamente há estudos sobre a etiopatogenia da disfunção eréctil que sugerem que esta alteração representa uma manifestação precoce de aterosclerose, pensa-se que a disfunção eréctil poderá ser um marcador precoce de doença cardiovascular, nomeadamente coronária. Por isso gostaria  de deixar aqui umas breves notas.

Nos países industrializados a prevalência de disfunção eréctil tem vindo a aumentar, em paralelo com todas as doenças cardiovasculares. O facto destas doenças se associarem a uma grande morbilidade e mortalidade cria um enorme peso na sociedade. Daí a necessidade de se obterem métodos de prevenção e detecção precoce. O estudo da disfunção eréctil, dado que esta pode corresponder a uma aterosclerose ou arteriosclerose, como queiram, das artérias penianas, tem levado urologistas e cardiologistas (duas especialidades aparentemente tão distantes), a convergirem esforços no sentido do diagnóstico, identificação e prevenção precoce da doença cardiovascular.

Neste sentido, tem vindo a ser proposto aos doentes com idade superior a 45 anos, que referem disfunção eréctil, sem outra sintomatologia cardiovascular, a avaliação para os factores de risco cardiovascular, na tentativa de detectar a presença de doença coronária assintomática ou numa fase sub-clínica.

Aqui fica a informação, que pretende ser um pequeno alerta, e nunca um factor de preocupação e pânico, que desses já estamos fartos e cheios através da espectacularidade que os meios de comunicação social  fazem quando se põem a falar destas matérias.

E hoje é dia de…

A minha resposta ao mais velho Adão

POR JOAQUIM QUICOLA

Bom mais uma vez desculpa pelo atraso nos mambos e mujimbos, mas vocês sabem como é que é, não é? Entre o salo e o taxi, aturar os pulas, o molho dos supervisores, puxar pela gasosa, chupar cuca, tratar da mboa fixa e das outras variáveis, me complica muito esse mambo de blog. E depois tem a farra de sexta de feira. Tás a ver não?

Hoje, que sobrou tempo e disposição, quero, com todo o respeito, dar a minha opinião sobre as makas lá nesse quê de médio oriente, ou quê.

O mais velho Adão fez uma pergunta que é a realidade. A minha resposta é esta. Se eu fosse palestianiano, se barrassem o meu país e fizessem todos esses desaforos com o meu povo, eu movimentava a minha AK, como então? Foi o que eu fiz aqui em Angola com a Unita do Savimbi e os sul-africanos. Me alistei nas Fapla e fui no mato. Fazer como então? Essa é a realidade. Dizem que os muadiés do Hamas são terroristas. Eu não fiz a guerra colonial, mas era assim que os portugueses chamavam o MPLA. Os turras. Mas para nós, os guerrilheiros eram nacionalistas. É verdade que os anos passaram e esses muadiés do M tomaram conta deste país e agora estão a roubar sozinhos, o que me deixa muito fudido (peço desculpa), muito fudido mesmo (outra vez desculpa). Mas na época a escolha era aquela, não havia outra.

Eu era candengue, e quando vejo os candengues lá na tal faixa de Gaza ou quê, pegar nas pedras, nas Kalas, nos roquetes e mandar bala sobre os israelitas, estão a fazer bem, pois então. Se alistam no Hamas ou quê, viram terroristas e é mesmo assim. Os outros estão a ocupar a terra alheia assim sem mais, a explorar, a bater, a humilhar e a matar, tal como os pulas aqui no tempo colonial, e não pode fazer nada. Tem de ficar quieto, como então? Não. Há que reagir. Não foi o que os israelitas fizeram quando reclamaram a terra deles? Então?

Pode ser que o tal de Hamas se venha a tornar como aqui o M. Tudo muito bem. Pode ser que sejam uns filhos da puta para o seu próprio povo. Tudo muito bem. Pode ser inclusive, que depois de tomaram a sua terra, vão já querer ir na terra alheia e se apropriar do que não lhes pertence. Tudo muito bem. Mas isso é no pode ser que, no talvez vai ir-se tornar-se assim. São outros quinhentos. Nos quinhentos de hoje a circunstância é essa. A realidade é que esses tais do Hamas podem ser uns filhos da puta. Mas na verdade, são os filhos da puta patriotas disponíveis para lutar e nesse instante a realidade é essa.

Mas o cota Adão faz outra pergunta, e se eu fosse israelita? Como pensava? Sinceramente não sei. Na circunstâncias da minha vida, não tive os problemas que ele teve. Eu sempre estive do lado certo. Nunca tive dúvidas sobre o que fazer

Saudações a todos

portugal fatimizado e a faixa de gaza

O que hoje acontece em dias santos

Nos dias da minha inocência, escrevia estes textos.

Nos dias de hoje, como se constata na imagem, as ideias mudaram. Vou lembrar essas  palavras, essa minha premoniçao…Especialmente pelos assassinatos na faixa de Gaza pelos hebraicos, que enterraram o seu holocausto, para criar outros…

Com a licença das pessoas que acreditam em Deus. Queiram estimar que o que vou dizer é apenas uma análise do observável na população. Dessa população da qual eu também sou parte. Uma população não apenas portuguesa, mas ocidental e das suas antigas colónias. Com a licença das pessoas que acreditam serem criadas por uma divindade eterna e omnipotente. Uma divindade que dá descanso eterno no prazer do não trabalho, ou trabalho eterno na ira do mau comportamento. Como cientista social, só posso observar o agir dessas pessoas e respeitar a sua forma de pensar e de sentir a existência duma divindade, o que é denominado fé. Fé na existência duma testemunha que observa todos esses agires, desejos e pensamentos. Como se fizesse observação participante dos afazeres de todos, em todo o sítio. [Read more…]

E de que lado estavam vocês em 1992?

A diferença entre a missão Lusitânia Expresso em 1992 no mar de Timor e o que agora ocorreu em águas internacionais ao largo da Faixa de Gaza é apenas a de que os indonésios souberam conter-se, os israelitas não.  E parece que os portugueses não levavam berlindes.

A diferença entre a Palestina e Timor-Leste não é nenhuma: a mesma ocupação, a mesma tentativa de fazer um povo desaparecer da face da terra.

A Fretilin também era uma organização terrorista?

A memória das pessoas é mesmo muito curta. A leitura sempre ajudava a suprir a amnésia, mas para isso era preciso saber ler, o que está logo vedado a quem nem escrever articulando ideias consegue, limitando-se a despejar o mesmo loop, dias a fio. Temos as caixas de comentários cheias disso.

Educação ou a vão glória de destruir um país

Há muito que o Ministério da Educação (?) trabalha mais para a estatística que para o futuro dos jovens e, claro, o futuro do país. Por entre algumas medidas positivas, aquela que foi a paixão de António Guterres foi desbaratada pelos seus camaradas de partido em nome dos números que surgem nos relatórios internacionais. Mas só mesmo os estrangeiros poderão ficar impressionados. Por cá, já percebemos que é tudo uma mentira.

Desde a contínua e progressiva perda de autoridade dos professores nas salas de aula, passando pela enorme vontade de pais de meninos minados quererem mandar na escola, continuando no facilitismo dos exames (sem falar das provas de aferição) e das avaliações (sem esquecer a celebre questão das faltas), e terminando nas fantásticas Novas Oportunidades que permitem fazer três anos de escolaridade em apenas um (e ganhar um computador portátil de presente, vá lá).

Terminando, não, porque agora o Governo quer dar aos petizes a oportunidade de fazer gazeta ao 9º ano, passando do 8º para o 10º. Diz o jornal i que para evitar a maçada de cumprir o 9º ano, os jovens lusos, graças aos inúmeros conhecimentos, terão de se autopropor às provas nacionais de Português e de Matemática do final do 3º ciclo, em Julho, e fazer os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9º ano. Já se imagina o terror dos adolescentes perante os perigosos exames que poderão enfrentar, atendendo aos exemplos recentes de exames.
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Foxcoon: a morte de mais um trabalhador

A Fábrica Letal

O trabalho assassino continua. Segundo o jornail “i”, ocorreu mais uma morte na Foxcoon. A vítima, desta vez, foi um engenheiro de 27 anos. A família atribui a morte à sobrecarga de trabalho do jovem técnico.

A Foxcoon, como já escrevi aqui, é uma empresa chinesa, propriedade de um coreano, e produz equipamentos para a Apple, Dell, HP, Nitendo, Nokia e Sony – não me canso de repetir – com o recurso a operários pagos ultimamente a 120 / 130 euros mensais, para 12 horas diárias em 6 dias de trabalho por semana.

A OIT – Organização Internacional do Trabalho integra 183 países-membros, entre os quais a China. Teoricamente, através de Declaração pública e internacionalmente aceite, a citada organização e respectivos países-membros estão vinculados ao compromisso de fazer cumprir princípios e direitos fundamentais no trabalho – só teoricamente, porque na prática não se aplica.

Sabe-se lá quantas Foxconn’s e respectivos governos gozarão de impunidade semelhante por esse mundo fora? Mas, citando Joseph Stiglitz, “o modelo global sem governo global” lá vai produzindo iniquidades e, neste caso, até a morte de trabalhadores.

A teoria do mercado, tão ao gosto dos liberais e do próprio FMI, é que o trabalho também se insere no jogo “da oferta e da procura”. Isto, porque consideram as energias do ser humano equivalentes a mercadoria; e ainda que uns desgraçados morram e as multinacionais prossigam na insaciável conquista de poder e lucros globais e crescentes, a própria vida de quem trabalha é matéria irrelevante.

Palestina – O veneno ideológico!

Esta questão da palestina há muito que interessa a todos nós. Uma e outra vez somos chamados a trocar argumentos e uma e outra vez ninguem apresenta nada de novo, ninguem se move um centímetro da sua posição inicial . Mas todos sabemos que enquanto fazemos gala do nosso “excelso saber” há pessoas a morrerem, a passarem fome, e isso não interessa para nada.

O que interessa é a posição ideológica, o mundo a preto e branco, um é fascista e nazi, porque não pensa como eu, o outro é comunista e “filho da puta” porque me quer roubar a liberdade, veneno destilado, que não trás qualquer contribuição para a resolução do problema e que nega as evidências.

Há aqui perguntas, feitas por pessoas a quem reconheço razoabilidade e bom senso noutros assuntos, que não suportam a mais pequena análise se honesta. A única pergunta que se deve colocar e que é razoável é porque não deixam que os povos se pronunciem ; que se crie um estado de Direito, onde haja a primazia da Lei; onde exista a separação de poderes; uma constituição sufragada e onde estejam estabelecidos os direitos de cada povo, com a sua religião, os seus costumes. Numa palavra, uma democracia!

Todas as outras propostas não passam de veneno ideológico, baba rançosa de quem tudo resume  ao ser de “esquerda” ou de “direita”, sem nunca perguntarem nada a quem sofre e a quem vê os seus morrrerem todos os dias. Não apresentam um único argumento válido ou original,  se estendermos as suas posições, chegamos a conclusões vergonhosas como seja a de que um dos povos tem que ser deitado ao mar, exactamente o argumento que mantem esta guerra sem fim.

E porquê ? O que leva gente inteligente, boa, bem intencionada a querer que todo um povo seja deitado ao mar? Seja ele qual for, é gente de carne e osso, pais, mães e filhos! Querem matar? Matem os políticos! De ambos os lados!

Uma pergunta sem maldade

 Uma pergunta sem maldade

Se algum dos amigos que tão acerrimamente defende a conduta de Israel, fosse israelita ou a sua família vivesse em Israel, teria a mesma posição que tem? Acredito que sim. Se esse mesmo amigo fosse palestiniano ou a sua família vivesse na Palestina, teria a mesma posição que tem? Acredito que não.

No entanto, eu, se fosse palestiniano ou a minha família vivesse na Palestina, não tenho dúvidas de que teria a mesma posição que tenho. Se fosse israelita ou a minha família vivesse em Israel, tanto quanto me conheço, tanto quanto respeito a forma idónea como tentei personalizar a minha vida, estruturar o meu pensamento e desenvolver a minha razão, sem certezas absolutas, como é óbvio, acredito que a minha posição seria a mesma. Há aqui alguma diferença significativa, não entre bons e maus, não entre sérios e não sérios, mas entre razões.

PS: Agradecia que fizessem um esforço para não escreverem comentários insultuosos.

Por falar em Guerras…

Nesta fase em que o Aventar anda um pouco belicista nada como lançar mais uma bomba, no caso, de cheiro: fiquei a saber AQUI que o Carlos Santos escreveu AQUI mais um capítulo na guerra aos seus antigos amigos, companheiros, parceiros, sócios, eu sei lá que mais. Depois da sua recente conversão ao passismo, após dedicada passagem pelo socialismo pátrio, ler isto faz-me concluir duas coisas: estamos entregues à bicharada e, não é de bom tom nem próprio de um católico fervoroso seguir a linha comportamental de Judas.

Penso eu de que…

Israel e Palestina, quem tem direito a quê?

O tema quente do momento é, sem dúvida e mais uma vez, a questão israelo-palestiniana. Nos últimos dias tenho visto afirmações e posições que não julgava possíveis, havendo muito quem advogue o extermínio, puro e simples, do opositor. Sem pretender fazer uma sondagem (essas, quando são sérias, não são feitas por blogues) convido os leitores, que tão veementemente se manifestam em todo o lado, a responder às seguintes questões:

1- Acha que a Palestina tem o mesmo, ou menos, direito que Israel a ser um estado independente?

2- Acha que Israel tem o direito de impedir a efectivação do estado palestino?

3- Acha que a Palestina tem o direito de pedir o fim do estado israelita?

4- Acha um dos opositores mais culpado do que o outro no quadro da situação actual?

5- Porquê?

6- Como se sai deste impasse?

7- Qual o papel do resto do mundo na resolução do conflito?

Respondam às questões na caixa de comentários (a todas ou apenas às que quiserem), digam as vossas razões e tentem ser sérios intelectualmente, quanto mais não seja porque, a cada dia que passa, há vítimas civis de ambos os lados.

Bloqueio a Gaza – as razões Israelitas!

Era capaz de ser mais politicamente correcto que a “ajuda” a Gaza fosse permitida, pese embora se terem encontrado entre alimentos objectos um pouco mais agressivos, tais como armas de diverso tipo. Ter-se-ia evitado o confronto com o feroz inimigo, o verdadeiro objectivo dos “humanitários”.

A acção da “Frota da Liberdade” é uma provocação política de uma dimensão inédita. Nos dias anteriores Israel avisou, repetidamente, que não permitiria a abordagem a Gaza e tinha proposto que a descarga dos mantimentos se fizesse no porto Israelita de Ashod, o que foi, evidentemente, recusado. Cerca de 800 activistas, muitos dos quais de nacionalidade Turca e outros árabes israelitas decidiram desafiar os avisos sucessivos.

O Hamas, que recentemente pôs a circular um desenho animado de um caixão supostamente com o corpo do soldado israelita Guidad, como se o entregasse a um pai desesperado, que não tem direito a ver o filho e que nem a Cruz Vermelha internacional tem autorização para visitar, vem agora fazer de conta que é “humanitário”.

Israel é um estado soberano, dificilmente podia não reagir a uma provocação desta dimensão, quem está por trás desta acção, é o verdadeito culpado das mortes que, infelizmente, aconteceram. Os soldados Israelitas foram recebidos com uma resistência violenta e armada e um dos barcos arvorava a bandeira Turca. Não são, pois, civis indefesos como se quer fazer crer.

O bloqueio a Gaza tem como objectivo impedir a entrada de armas para o Hamas, e não, para matar a população à fome. Os militantes “pro-Palestina” sabem isso muito bem, estão longe de serem os “cordeiros” que certa “ideologia oficial” quer fazer crer. Os ataques soezes e vergolhosos, com linguagem de carroceiro que utilizam, tentam esconder o facto de que muitas destas pessoas que entram nestas “caravanas humanitárias” não são mais que uns “idiotas úteis”.

Só a boa fé, conversações entre gente de bem, poderá trazer a PAZ a esta martirizada região, e o ódio que se adivinha em tantas opiniões em nada contribui para a PAZ! Entretanto, a Turquia, utiliza à exaustão, as mortes destes “bem intencionados” na sua política” de controlo regional. É para isto, para os objectivos de estados em confronto em estratégias de domínio,  que servem os idiotas úteis deste mundo!

momento de poesia

Uma paz impossível

Nos últimos dias, as posições extremaram-se, de novo, entre os pró-Israel e os pró-Palestina. Cada uma das partes utilizou os seus argumentos, quase todos retirados de uma cábula quase podre de velha, sem procurar, como sempre acontece, entender as causas dos outros.
Este é um daqueles conflitos em que ninguém tem toda a razão. Está partida em bocadinhos graças às pedras da intifada ou aos mísseis estratégicos que destroem comunidades inteiras em busca de um terrorista.

Do ponto de vista histórico, religioso, social, político e económico ambas as partes têm a sua razão. Mas cada uma delas está pouco interessado nos interesses dos outros. Cada uma dedica-se, da melhor forma que sabe, a gritar a sua defesa e a ameaçar a outra parte. Assim acontece com uma parte significativa daqueles que suportam os argumentos do lado que apoiam. É um permanente ‘ou nós ou eles’.

Logo, está instalado um permanente diálogo de surdos, apenas atenuados por escassos gestos apaziguadores de alguns líderes. Mas que não passam de tentativas pontuais e sempre vãs.
Por isso a paz não é possível no Médio Oriente. Nunca foi, desde há mais de dois mil anos, não é hoje e não será nunca num futuro decente.

Negócios do coração !

Angola pura e simplesmente não paga às empresas portuguesas que labutam no seu território. Teixeira dos Santos, lá foi ,mão à frente outra atrás, solicitar que o nosso dinheiro de uma linha de crédito aberta para utilização nas importações dos nossos produtos, fosse utilizada no pagamento às empresas portuguesas. Fomos lá pedir o que é nosso para pagar o que nos devem.! Isto sim, são negócios!

Entretanto, o nosso amigo do “coraçon” que subjuga a Venezuela, recebeu de braços amigos o seu amigo José, e concedeu que vai libertar o dinheiro que os 600 000 portuguese que lá vivem, reuniram para a ajuda humanitária à Madeira. Os termos, que são públicos, com que Sócrates se dirigiu a Chavez, solicitando as dávidas dos cidadãos portugueses, fazem corar o mais empedernido patriota.

Mas sempre que regressa destas viagens de “estado” com comitivas de dezenas de empresários, o sucesso é sempre fantástico, são assinados dezenas de acordos que, espremidos, não dão sumo para um refresco. Agora está na Argélia e Marrocos e é ver as assinaturas, os abraços, a fidelidade eterna, o incremento nas relações , enfim, preparem-se que vem aí a solução do desemprego .

O FMI anda por aí,  cada vez mais perto e, Sócrates, à sua maneira, foge da realidade como o diabo da Cruz. Cresce o desemprego continuamente? Sócrates descobre negócios em Marrocos. A situação é muito pior do que ele alguma vez sonhou? Descobrem-se milionários negócios na Venezuela. Os negócios são os mesmos de há dois anos, que não se concretizaram? Nada que preocupe, fazem-se outra vez. As empresas portuguesas fazem negócios e depois são pagas pelo nosso dinheiro? Nada que atrapalhe, temos que ajudar quem está em dificuldades e, além disso, são nossos amigos do coração.

O ridiculo mata, mas ninguem dá por isso!