
As festas e procissões do Corpo de Deus já não são o que eram, restando algumas dignas desse nome no norte do país. Criada na Idade Média tende a desaparecer com a descrença no cristianismo e a concorrência dos feriados municipais próximos do solstício de Junho.
O facto de ser festa móvel também ajuda. Não embarcando na cantiga das pontes e feriados, onde a festa se mantém que passe a descanso municipal. Como feriado nacional não faz sentido.
Adenda:
Como era de esperar os incansáveis anti-feriadistas atacaram hoje, num dia em que têm alguma razão. Segundo o sr. Luís Bento, que professa numa tal Universidade Autónoma de Lisboa, 3 feriados a mais que a Europa equivalem a um prejuízo para a nação de 111 milhões. Não sei como se fazem tais contas, mas sei como se contam feriados, nem que seja pelos dedos. Ora como já aqui se demonstrou Portugal tem 12 feriados, sendo a média europeia de 11,92. Para Bento e o jornalista temos 14 feriados, o que ainda assim não faz 3 acima da média. E como se chega a esse número? é simples, conta-se o Domingo de Páscoa como feriado (o que até é verdade) e a Terça-feira de Carnaval também (o que é mentira, embora a experiência cavaquista de retirar a tolerância de ponto nesse dia tenha corrido mal). 111 milhões? desconfio que já percebi como atingiram tal número.















Esta estratégia de espevitar o pior que há dentro de cada um deles, como dentro de nós existe escondido, de soltar a fera fascista, tem de ter responsáveis, dentro da hierarquia, mas sobretudo tem um: o ministro que a tutela.
Tudo leva a crer que Rui Pereira deu ordens para soltar os bichos, para amansar as feras. O pânico pela violência social que vem já a seguir explica tudo. E justifica essa mesma Grécia que cresce dentro de nós.








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