para os amigos que se importam comigo

mãos amigas

..para a minha  Graça Pimentel, que tem tomado especial conta  de mim….

A lista de pessoas que denominamos amigos parece-me que deve ser muito curta. Se assim não for, ficamos desiludidos quando, nos dias de mais urgência por causa de doença ou de solidão emotiva, essas pessoas não se lembram de nós. Defini amigo pela negativa no meu ensaio de 28 de Setembro último. Até acabar na parte positiva, na frase em que digo: Os amigos são os que não nos conhecem e, no entanto se interessam por nós. Os que nos acompanham sem pedir nada em troca. Eis porque prefiro esta definição: esse que vem do latim, latim amicus: adj. s. m.

que ou quem sente amizade porque está ligado por uma afeição recíproca = companheiro ≠ inimigo. Que ou quem está em boas relações com outrem ≠ inimigo, que ou quem se interessa por algo ou é defensor de algo (ex.: amigo dos animais). Como os do Aventar, que sem nunca me terem visto nem em fotos, são capazes de enviar mensagens de ânimo para arrebitar-nos.

No entanto, podemos parecer injustos. Deve haver muitas pessoas que nos fazem bem e não o divulgam. Agem em silêncio a nosso favor, mas não divulgam o bem que nos fazem entre outras pessoas. Eu diria que agem em silêncio, apesar o nosso reclamar

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Exposição de Fotografias de Vermoim – MAIA (3)

Portugal: o país da tanga e do fio dental

Um dia o país esteve de tanga. Agora consta que está de fio dental.

O Centenário

Quando foi a última vez que o povo deste país pegou em armas? (a sério, digo)

Antes que seja tarde:

É chegada a hora da verdade, custe o que custar: AQUI.

O "Minister of Administrative Affairs" à portuguesa

Despesa do Estado, previsão para 2010imageNo gráfico mais à esquerda, saído ontem no Público, podemos ver (clicar para ampliar) que a maior das despesas do Estado consiste em cobrar os impostos (finanças) e administra-los (administração pública). Uma despesa muito superior aos gastos com a saúde ou com a segurança social ou com a educação. E sete vezes maior do que os gastos na justiça.

Isto é, a grande despesa do Estado consiste em fazer com que a administração do Estado exista. Ninguém vê nada de errado nisto? Nem se vislumbra onde cortar na despesa? Que tal começar pelo "monstro" dos 12.828 milhões de euros?

Sir Humphrey Appleby e o seu Minister of Administrative Affairs Jim Hacker tomaram conta deste país.

Coisas que me fazem cair da paciência abaixo

POR SANTANA CASTILHO

1. A Lusa divulgou que o PSD irá submeter à apreciação da Assembleia da República uma proposta para que passem a ser atribuídos gratuitamente os manuais escolares a todos os alunos do ensino obrigatório. Esta coisa disparatada, digo eu e adiante justifico, foi revelada, disse a Lusa sem desmentido, pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa. Marco António Costa terá feito contas e concluído tratar-se apenas de 200 milhões de euros de 4 em 4 anos. Marco António Costa compadeceu-se com as dificuldades da maioria das famílias da classe média e acha que se pouparia muito dinheiro porque o Estado gasta 50 milhões de euros em cada ano para atender só a algumas crianças. Marco António Costa manifestou pressa, desejando que a medida produza efeitos já a partir do próximo ano lectivo, e criticou o Governo por falar de Estado social ao mesmo tempo que diminui os apoios às famílias.
Enquanto os gravíssimos problemas do sistema de ensino têm merecido um silêncio ensurdecedor por parte do PSD, o partido trouxe a público um não problema. Todo o negócio dos manuais escolares não está isento de críticas. Mas está longe de constituir prioridade e muito menos em obediência a mais um ímpeto centralista e estatizante. Onde fica a coerência política do PSD quando, e bem, exige cortes na despesa e, assim, com espantosa ligeireza, propõe aumentá-la desnecessariamente? É que os 50 milhões anuais invocados, ao que parece para chegar aos 200 quadrienais, não pagam só livros escolares.
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