Será este Orçamento uma machadada final nos Ferraris em Portugal?

Para mim, será um regresso às carroças. É que foi tal o esforço do governo em cortar na despesa que,  em boa lógica, não irá ser possível deparar com novos ferraris e outros “príncipes” de quatro rodas, das nossas estradas. A não ser que o orçamento se tenha camuflado de falácias manhosas de forma a tudo ficar como dantes, quartel general em Abrantes.

Como há um novo governo a esforçar-se por ter pose de Estado, somos levados na onda da sua pretensa virgindade política, e pensar que o rumo vai mesmo ser outro, e para melhor.

Mas a malta anda escaldada. E embora nos esforcemos por tentar ver em Passos Coelho, e seu governo, gente bem intencionada, não os vimos cursar deontologia, e a dúvida ficará sempre no ar.

Mas isso seria o menos, caso os srs do governo não fossem daqui a nada, como é muito provável que vão, comprar o último modelo BM, e mudar do T3, onde moram há anos, para “o T5”, sito, algures, num condomínio fechado, desenhado por Siza Vieira.

Cunha Ribeiro

A verdade sobre o orçamento geral do estado e a “ajuda” internacional

Sobre o Futebol Clube do Porto

Tenho a dizer, por muito que isso vá custar à minha Académica, apenas isto:

Pedro Emanuel

Sim Pinto da Costa, também te enganas.

Pornografia (9)

“Barragem em betão, do tipo abóbada de dupla curvatura, com 108 m de altura máxima”

 fonte EDP

O que tem a UNESCO a dizer a isto? O que tem a Secretaria da Cultura de Portugal a dizer a isto? O que tem o Ministério da Justiça a dizer a isto?

Pornografia (8)

Entretanto, a EDP continua a apagar do seu mural as dúvidas e as perguntas incómodas de cidadãos indignados.

Pornografia (7)

Entretanto, a EDP continua a apagar do seu mural as dúvidas e as perguntas incómodas de cidadãos indignados.

 

“Falconando” à hora

Na última e quase escabrosa viagem aos Açores, observámos o sempre reservado Prof. Cavaco Silva cair às “mãos de César na vilória às moscas”, mas nem por isso deixando de posar diante diante do Falcon que lhe serviu de taxi. Vendo as coisas como elas são, a ora dos “sacrifícios e coragem para todos”, pouco ou nada tem a ver com Belém. Como se não existisse uma SATA ou uma TAP que transporte as excelências para aquela (ainda) parcela do território nacional, optam sempre por um brinquedo que custa milhares contos à hora? E para os “saltos” inter-ilhas, claro que não  se dispõem a fazê-lo a bordo de um reles  helicóptero da Força Aérea. Típico de gente chique e mal habituada.

Há uns bons anos, a Rainha Isabel II mandou definitivamente atracar o iate Britannia, numa necessária contenção de gastos e adequação aos “novos tempos difíceis para todos”. Nem sequer também valerá a pena perdermos muito com a “forreta” Rainha Sofia, obcecada viajante em low-cost. Por cá, nada se aprendeu ou esqueceu, pois ainda há uns meses e apesar da outra desastrosa visita a Praga – Falcon, limusinas e depois, um C-130 para a “pessoal menor” -, continua-se na mesma.

Quem quer repúblicas que as pague, até dá vontade de dizer, não? Mas atenção, há cada vez menos gente que está “para esse número”.

Cavaco e o OGE 2012: corte fiscal de subsídios

Hoje, à saída do 4.º Congresso Nacional de Economistas, essa feira de hipocrisia, vaidades e vacuidades do “economês” em que deixei de comparecer, segundo o “i”, Cavaco, a propósito do corte dos subsídios de Natal e de férias, terá afirmado:

…esta medida é uma violação de um princípio básico de equidade fiscal

Sublinha o ‘Público’, e bem, que o Presidente da República declarara idêntico juízo a propósito do corte de vencimentos na função pública de 3,5 a 10% em 2011, aplicado pelo anterior governo – o actual, aliás, mantém a medida no OGE 2012, com a agravante de ser cumulativa com o citado corte de subsídios.

Em primeiro lugar, apraz-me registar que Cavaco Silva, na linha do que escrevi neste ‘post’, considera a natureza fiscal do ‘corte de subsídios’. Assim é de facto. Ao invés da propaganda do governo, proclamada pelo trapaceiro Passos Coelho e o pastoso e hermético Vítor Gaspar, o ‘falso corte de despesa’, nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas, mais não é do que a aplicação de um imposto, como todos os outros, decididos de forma unilateral e brutal sobre cerca de 3 milhões de portugueses.

A minha concordância com Cavaco Silva é acidental e restrita. Também estou de acordo, quando o PR diz:

“Os ajustamentos baseados numa trajectória recessiva são insustentáveis”

Trata-se de verdade insofismável. Porém, passando dos efeitos de políticas aos autores, é para mim redutor que Sócrates, que combati e abominei, seja  o único responsável pelo endividamento externo do País. O nefasto ex-PM é responsável pelo aumento de 60 para 120% do PIB, mas restringir a análise a 50% da dívida corresponde, efectivamente, a um raciocínio de enviesamento e parcialidade que me recuso a subscrever.

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Falhámos

Este não propriamente um post sobre segurança e criminalidade, é, isso sim, sobre o valor da vida.

Os crimes contra a integridade física têm aumentado de forma, para mim, inimaginável. É frequente ler/ouvir episódios de pessoas barbaramente agredidas apesar de entregarem os pertences aos assaltantes e de não oferecerem resistência. Começam também a circular histórias de pessoas violentadas por, simplesmente, não terem o que roubar.

Nos últimos dias duas pessoas foram mortas por tentarem ajudar vítimas de assaltos. O último caso envolvia aparentemente o roubo de… um boné e resultou, ao que parece, de uma uma vingança perpetrada mais tarde e a frio.

Quando estes casos começam a banalizar-se, traçam um retrato muito negro da sociedade onde acontecem. Não se trata, aqui, de fome, crise ou desespero. Trata-se de a vida do próximo valer praticamente nada, trata-se de se considerar o outro um mero impecilho próximo de ser, apenas, uma personagem virtual que se pode apagar para que o jogo prossiga e o próximo nível (a aquisição de um boné, por exemplo) seja atingido.

Uma sociedade assim falhou. E, se falhou, falhámos todos. O pior de tudo, neste jogo, é que não se pode desistir, voltar atrás e começar de novo. Somos todos joguetes e jogadores de uma coisa onde a vida e a morte se equivalem. Pouco mais.

Basta de cortinas de fumo!

Enquanto a esquerda fazia a jeremíada do costume, a direita estava a odiar a clara omissão. A verdade é essa e para isso, bastará darmos uma vista de olhos na blogosfera pró-governo. Andava furiosa com o “esquecimento”.

Finalmente, o Ministro das Finanças decidiu-se a fazer alguma coisa quanto ao cardápio servido aos portugueses, vindo dizer agora, aquilo que logo deveria ter incluído no primeiro “pacote de emagrecimento”. Antes assim, mas ainda há muito para cortar, principalmente no que respeita a certos gastos que já não estão assim tão bem escondidos: PPP, “gabinetes de gestão” de empresas públicas, transumância do governo para certas empresas privadas – onde está o plano de legislação quanto a isso? – institutos, “mise au pas” de Belém com a Zarzuela – só em Belém estão 9 milhões €/ano a mais, fora os ex! – fundações privadas com dinheiro público, “consultadorias” – é assim mesmo que eles dizem consultorias -, cartõezinhos de “crédito” para gestores e outros que tais, motoristas e viaturas, telemóveis à conta, “ajudazinhas de custo”, viagens e “estadas” – antes dizíamos estadias, soava melhor -, despezinhas de representação, observatórios disto e daquilo, pensões acumuladas como neve de avalanches, etc. Ficamos à espera, muito há a fazer.

Mais umas mentiras sobre a Grécia

Circula por mail, já foi várias vezes republicado, é da autoria de Henrique Raposo, traduzindo do pasquim El Mundo, e não passa de um peça de propaganda dos rapazes que se preparam para a destruir o estado e a economia deste cantinho da Europa.

Começa assim:

Em 1930, um lago na Grécia secou, mas, o Estado Social grego acha que tem de existir um Instituto para a Protecção do Lago Kopais – o nome do tal lago que secou em 1930, mas que em 2011 ainda tem dezenas de funcionários dedicados à sua conservação. Calculo que estes Bem, funcionários devem estar a rua a gritar “abaixo o fascismo”.

Em primeiro lugar o Lago Copaís não secou, foi drenado primeiro por franceses e depois por ingleses, que só devolveram esta fértil região à Grécia em 1952. Em segundo lugar é uma zona arqueológica. E deve precisar de ser protegida, a zona, precisamente pelo seu valor arqueológico e económico. Se o Instituto é superfúlo? não sei, mas anedótico como é apresentado não parece.

A cantilena continua, e de resto a seu tempo andaram pela Grécia empregados de televisões a desenterrar as mesmas tretas: pensões vitalícias para filhas solteiras (será preciso muito para perceber de onde vem a ideia? é muito difícil o contexto histórico da protecção a mulheres órfãs?). Mas a melhor ainda é esta:

Querem mais? Num hospital público, existe um jardim com quatro (4) arbustos. Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.

Também achei estranho, e fui ver:

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Ainda os salários, público versus privado

Não digo como, mas encontrei isto:

O Ministério das Finanças encomendou um estudo que esconde desde Maio porque desfaz a ideia que os funcionários públicos são bem pagos.
O estudo tem a data de Maio de 2006 e foi feito pela Capgemini, uma das cinco maiores empresas mundiais de consultoria, mas como vai contra a ideia dos funcionários públicos serem bem pagos em relação aos que trabalham no privado foi escondido pelo Governo.

20 EXEMPLOS DO ESTUDO

– Director-geral: -77%
– Gestor de RH: -8% [Read more…]

Não se Esqueçam

O soldado é o povo, o soldado vem do povo, o soldado defende o povo.

Para Melhor Muda-se Sempre

Mudar…

“Caro Cliente:

 Queremos agradecer-lhe a sua confiança por tratar dos seus assuntos através do nosso Escritório On-line. Os dados foram recebidos correctamente e estão a ser processados. Se por qualquer motivo os nossos agentes precisarem de o contactar, fá-lo-ão através desta direcção de correio electrónico ou do número de telefone que nos forneceu.”

O Douro Pobre – Patrocínio EDP

O Douro pode estar em risco de perder a designação Património da Humanidade

…com o Alto Patrocínio da EDP e do seu mural censório

 

 

Respeito

Porque não criar um novo banco?

Os nossos bancos desde o inicio que recusam aceder ao dinheiro da ajuda externa. O motivo é simples, os senhores da banca não admitem que o estado interfira nos seus negócios e isto até é compreensível, o mestre não pede conselhos ao aprendiz. Neste momento os bancos estão a fazer render o peixe de modo a obterem o dinheiro da forma mais vantajosa possível, mantendo os políticos à distância.

Entretanto temos a economia parada à mingua de crédito:

Extraído do Boletim do Banco de Portugal, pag 44 - Outono de 2011 (clique para aumentar)

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Contra o Orçamento do Estado para 2012

por Francisco Miguel Valada*

Texto escrito imediatamente após a entrevista do senhor ministro das Finanças à RTP.

Texto sem alusão a doutrinas, sem floreados, sem menção aos pareceres ignorados pelo poder político que os requereu, sem referência ao que neste momento se pode fazer para impedir a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 e sem recurso a referências científicas, para não assustar as pessoas.

 O autor destas linhas não é adepto do texto panfletário, assume alguma inaptidão para este estilo, pede de antemão desculpa a quem se sentir incomodado e promete que evitará a todo o custo regressar a este formato, desaparecendo imediatamente no estudo e na reflexão, mal acabe de afixar este projecto de panfleto na sua página do feicebuque. Dito tudo isto, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Não farei qualquer juízo de valor relativamente ao Relatório do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012), pois não sou nem político activo, nem comentador político. A propósito, o OE2012 poderá eventualmente ser lido aqui: http://bit.ly/qHuWuo. Muito menos aludirei publicamente a aspectos técnicos do OE2012, pois não sou sequer pretendente a perito em matéria económico-financeira.

Concentrar-me-ei no carácter de perenidade deste documento, obtido através da sua dimensão escrita. Ao contrário daquilo que sucede quando falamos, aquilo que escrevemos fica. Aquilo que se diz levará o vento, mas aquilo que se escreve permanece.

Ao realizarmos o acto de escrever, assumimos uma opção muito clara: ou adoptamos a ortografia determinada pelo Estado, ou escolhemos uma grafia pessoal (intransmissível ou nem por isso), ou elegemos uma grafia correspondente a um grupo etário, a um estrato social, et caetera e por aí fora.

Contudo, quando o Estado escreve, deve adoptar uma ortografia.

Em Portugal, quem manda na ortografia é o Estado.

A minha leitura do OE2012 leva-me a apelar ao seu definitivo e claro CHUMBO por parte dos deputados à Assembleia da República. A aprovação deste OE2012 será efectivamente um ponto de viragem: constituirá a descredibilização completa e categórica quer da Língua Portuguesa, quer, em última análise, da própria capacidade de expressão escrita do Estado português. [Read more…]

Momentos EDP 2

Encontrou-se esta imagem cómica no mural (fendido) da EDP, antes de aquela empresa a-quem-o-Estado-português-garante-os-lucros o ter encerrado a novos posts por parte de cidadãos Indignados. Entrega-se a quem provar pertencer-lhe.

Ainda a linha do Tua

e-delete-p

Raios pá, isto só vai com um raio

Freitas do Amaral deu em zurzir os dirigentes europeus e eu concordo.

Aceso, verberou o directório europeu que conduz os destinos do continente, chefiado por pessoa e meia, dado que uma vai sempre atrás. Gostei.

Que fazer então? Esperar que um raio do espírito santo caia em cima dos líderes e os ilumine. Especialmente aos luteranos, que também são cristãos, assevera Freitas.

Que raio de solução! Cheira-me a que haverá relâmpagos e trovões antes que isso aconteça.

EDP Fechou com Betão a Brecha no Mural

Numa tentativa de tapar o sol com a peneira, a EDP diz que pretende continuar a “livremente dialogar” com a comunidade.

É pena que já não aceite posts da comunidade. Só comentários. A ver quanto tempo dura. Entretanto, a Luz espreita pela brecha do mural do Plano Nacional de Barragens.

Ah, como se adivinhava, as milhares de anteriores mensagens deixadas por cidadãos Indignados com o comportamento persecutório da EDP foram banidas. Tristes.

Uma boa causa:

António Nascimento tem 41 anos e é um atleta que se superou sempre ao longo da vida. Primeiro, ainda novo, venceu inúmeros troféus de artes marciais, depois dedicou-se ao atletismo e hoje treina todos os dias para ser o primeiro português a participar na prova Ultraman, no País de Gales. Para quem não conhece, trata-se da prova da elite do atletismo mundial, apenas acessível por convite, onde os participantes fazem 400 km de bicicleta, 84,3km a correr e 10 km a nadar, tudo isto em apenas 3 dias – muitos, em edições anteriores, não sobreviveram ao esforço.

O António mantém actualmente este Facebook, onde podemos acompanhar o seu treino, enviar mensagens de incentivo e colocar questões. Agradeço a todos que vão lá visitá-lo e que divulguem junto dos vossos amigos – ele merece.

Ai tanto buraco…

pipa-pau-passos

 

Ainda bem que aí vem um bom orçamento!

roubosTez

Portugal ocupa o 69.º lugar no índice de liberdade económica

Portugal tem falta de liberdade económica. Não sou eu que o digo, são os dados deste estudo, realizado por instituições estrangeiras, que o atestam. Portugal não consegue, sequer, ser o país de língua portuguesa com maior liberdade económica. Estes dados atestam claramente o que tenho defendido acerrimamente nos últimos tempos. De acordo com o índice de liberdade económica, Portugal, nos últimos anos, tem vindo a perder liberdade económica.

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Pare, pague e deixe-se roubar legalmente

Não ponho as mãos no fogo pela veracidade da notícia mas, com a rapaziada delirante que governa, já nada espanta.

Este governo herdou o imbróglio das portagens virtuais, aquela coisa coisa em que não se sabe bem quanto se paga, onde se paga e quando se paga, especialmente se se é galego, andaluz, francês ou checo e se tem o azar de circular por Portugal. Naquele momento da deriva socratista a imaginação não dava para mais e o melhor que podiam era sempre a pior solução possível. Chegado o passismo, ainda fresco e “bem intencionado”, em vez de corrigir o que obviamente está mal pensado e não funciona, resolveu acrescentar um toque intimidatório e fascistóide.

Agora o condutor pode ser parado e intimado a pagar imediatamente, com “custos administrativos crescidos”, expressão politicamente correcta para gamanço e compressão de direitos civis. Não ponho as mãos no fogo pela exatidão da notícia, repito, mas já vou pondo os dedos. É que a estupidez contagia e o respeito pelas pessoas há muito se perdeu.

Criminalização?

Na Edição Especial da RTPN, esteve um painel em amena cavaqueira, tecendo o rol de desgraças que nos têm consumido.  A irada Tia Avilez conseguiu apresentar-se mais moderada e compreensiva e apesar do tom de sujeição dado pelos comentadores, um dos cavalheiros teve o topete de afirmar que a ida a Juízo dos desvios e da má administração dos dinheiros públicos, consiste num “passo perigoso a dar em Portugal”. Percebe-se a razão para esse desabafo e todos imaginamos quem e o quê poderão estar em perigo. Em suma, tal coisa jamais poderá acontecer, apesar dos claros indícios de que muito mal têm andado as contas públicas, para nem sequer se aventar a hipótese de roubo descarado. Mais de 90% dos institutos públicos jamais foram fiscalizados e se até agora os agentes mediático-políticos viveram obcecados com a Madeira – já repararam que desde a vitória de Jardim a coisa vai desaparecendo dos noticiários? – , os fiscais andam num permanente assédio aos pequenos privados, desde os gabinetes das médias empresas, até à tasquinha onde se servem uns copitos de tinto e umas cadelinhas. Sabem muito bem que não é aí que está o dinheiro “que se vê”, mas a fiscalidade não está para maçadas, evitando problemas. Existem por aí centenas de Madeiras que dão pelo nome de mordomias – a começar pela Belém dos 17 milhões €/ano e dúzias de assessores, não esquecendo os “ex-belenenses” -, Câmaras Municipais, “observatórios”, PPP – o erário público a oferecer dinheiro às empresas da partidocracia -, EP’s, fundações, pensões milionárias ao fim de poucos anos de “esforço laboral”, gabinetes e institutos de “estudos”, etc. Já agora, o governo poderia conquistar a compreensão de uma boa parte da opinião pública, se decidisse mostrar algo que fosse bem visível. Não, não se trata de vindicta ou inveja, mas daquele necessário sentido de equidade que infelizmente muito tem faltado a este regime.

É da mais elementar justiça, a própria Justiça do Estado zelar pelos interesses dos contribuintes que aos nossos senhores garantem o farto sustentoCom a devida criminalização, atinja quem atingir. Talvez “eles” ainda não tenham reparado, mas já há uns vinte anos acenderam o rastilho do barril de pólvora. Valha-lhes Santa Bárbara.

Se para comer e ter uma habitação digna, precisar de roubar e matar…o favor de contar comigo…

O título deste texto é copiado de um comentário à entrevista em que o imensamente cristão Bagão Félix declara temer que o “corte dos subsídios seja definitivo.” Depois do desbaste levado a cabo pelos chamados socialistas, o poder laranjazul vive em beatitude. Bagão, por exemplo, deve andar sem tocar no solo, como se caminhasse sobre as águas, e, todos os Domingos, tomada a hóstia, sorri, antevendo mais uma semana em que o povo se vai reduzindo àquilo que já foi e que nunca devia deixar de ter sido: pobre e agradecido. Ainda assim, antes de apagar a luz, depois de confiar que Deus ajudará o método da temperatura, Bagão não consegue evitar um arrepio de medo, ao pensar que, depois de 24, há sempre um 25 e que o povo pode ficar mal-agradecido.

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Vocês lembram-se daquele anúncio de prevenção da SIDA…

‘A Ana foi para a cama com o António, que foi com a Joana, que foi com o Ricardo, que foi com o Silvino, que foi com a Marta… etc, etc.?…

Resolvi modificá-lo um pouco…

O Fernando é professor e ficou sem colocação, a mulher é funcionária das Finanças e viu o subsídio retirado e o ordenado diminuido, e os impostos aumentados… Eles despediram a empregada doméstica, que deixou de ir ao talho, o talhante deixou de comprar calçado para a filha, o dono da sapataria deixou de ir de férias, a agência de viagens despediu parte dos funcionários, os funcionários engrossaram o fundo de desemprego, que já não pode aceitar mais gente porque já não tem com que pagar, o governo aumentou os impostos para fazer face a mais despesa, os impostos não entravam porque a actividade económica diminuiu, o Governo resolveu aumentar os impostos sobre os funcionários das finanças, que deixaram de ir ao talho, o talhante não trocou de carro, o dono da concessionária abriu falência, retirou os filhos do colégio, que teve de despedir professores… chegaram até aqui?… ok, chega!… É pior que a SIDA, não há perservativo!!

Marc Candoso, via Aurélia Madeira no Facebook