Subsistência, mais-valia, reciprocidade

Este texto é parte das minhas aulas aos meus discentes do ISCTE, hoje IUL, proferida a 7 de Março de 2005. Adoeci gravemente, com cancro na tiroidea, mas escrevi o livro «O presente, essa grande mentira social. A  mais- valia na reciprocidade», que reescrevo hoje, 14 de Novembro de 2011.

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 1. O título desta conferência tem vários conceitos que precisam de ser esclarecidos para entender a Antropologia da Economia e a falência em que este governo e o anterior nos fizeram cair. O primeiro é o de subsistência. Entendido este conceito, devemos lembrar o que se tem definido como objetivo da atividade humana. Esta foi exprimida in extenso por Adam Smith nas suas duas obras citadas [Read more…]

Para a Sra. Ministra do Ambiente e para a EDP Filantropia

Sra. Ministra do Ambiente,

Porque não, não existe um paredão de 108 metros de altura na foz do Tua;

Porque os portugueses não têm mais 16 mil milhões de euros para subsidiar um Plano Nacional de Barragens hediondo, obscuro, assassino;

Porque os portugueses farão a justiça e a homenagem devida a quem nos “governa“.

Porque ainda há quem tenha vergonha na cara: acha que a EDP fará no Brasil aquilo que a deixam fazer em Portugal?

A conhecer: Movimento Gota de Água, Brasil.

Facebook atacado por pornografia e violência

Parece que está a decorrer hoje um ataque ao Facebook, aparecendo imagens de “sexo explícito” e violência no mural de pacifistas que só praticam sexo implícito.

Vai aparecendo alguma especulação sobre a sua origem, como não podia deixar de ser.

Ainda não vi nada, mas fontes muito bem informadas asseguraram-me que esta imagem de extrema violência não faz parte deste ataque, embora possa surgir numa segunda vaga do assalto:

Artur Carlos de Barros Basto e uma justa petição

Li em tempos a história deste homem, penso que numa investigação publicada no Expresso, e é arrepiante. Demonstra como o anti-semitismo germanófilo e ultra-católico também fez parte do Estado Novo, e mostra como a arma da homofobia sempre foi usada pelas ditaduras.

Mesmo que Barros Basto não tivesse sido um republicano, mesmo que não nos tivesse legado uma notável tentativa  de tirar os marranos da clandestinidade ainda inquisitorial, ou seja, da construção da identidade de Portugal enquanto História, Cultura e Sociedade como realmente foi e não como os eternos revisionistas a inventam, assinaria na mesma esta petição internacional para a reabilitação do seu bom nome.

E isto de eu assinar uma petição sabendo que o mesmo fazem muitos sionistas não é todos os dias. Como o que separa os humanos dos rebanhos também é a capacidade de não usar palas nos olhos, não me arrependo.

A epistemologia da infância: ensaio de Antropologia da Educação

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O falecimento de Celso Costa, em 18 de Outubro deste ano, fez-me lembrar das nossas conversas e dos trabalhos partilhados com a sua mulher, Maria Luiza Cortesão, desde 1984, em Alfândega da fé. Este original ensaio, é dedicado a ela dedicado a ela, Luiza. Entre os Zuzarte Cortesão, se escreve de forma tradicional.

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O presente, essa grande mentira social. VIII – Conclusões. A recriação de Durkheim e Mauss

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Era o começo. Era a incerteza. Diz Maurice Halbwachs[1], colaborador e discípulo de Durkheim, da equipa do Année Sociologique, que, enquanto andavam um dia por Paris, passaram em frente da catedral de Notre Dame e diz Durkheim, “é disso que eu preciso, um púlpito para falar”. Apesar de não ser religioso e confessar o seu ateísmo, a formação judaica nunca abandonará Émile Durkheim. [Read more…]

O presente, essa grande mentira social. VII – Sociologia económica

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1. Antecedentes.

Espera-se que um Antropólogo da Economia fale, apenas, da etnografia de povos além da sua cultura e não da interacção social da economia que orienta a sua própria cultura. Mas, se queremos entender esse processo, é preciso entendermos o que é a Sociologia Económica. Uma temática que tem a ver com três conceitos: o de opção e o de maximização ou teoria da acção sociale, principalmente, [Read more…]

Ganda nóia

Marques Mendes apagou estes comentários do seu Facebook:

 

Enviado por Adelaide Ferreira

O presente, essa grande mentira social. V – Socialismo heterogéneo. Engels

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Engels, homem de posse, tinha ideias para colaborar com a melhoria de vida do povo inglês. Ele não ignorava os esforços de David Ricardo – que, infelizmente, na apresentação do autor que faz a Gulbenkian, é denominado como filho de Holandeses, sendo, de facto, filho de portugueses fugidos para Amesterdão, terra de acolhimento de judeus – o caso exacto da sua família. [Read more…]

Património Mundial em Risco!

Afinal, o que tem a ministra do Ambiente a dizer sobre o assunto? ou é que se não existisse?

O presente, essa grande mentira social. IV – Socialismo heterogéneo

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Capítulo Quarto. Socialismo Heterogéneo.

Falar de socialismo, é referir um conjunto de alternativas para entender o que está dentro do conceito. A primeira ideia, é a de ser um movimento de inconformismo, como refiro no primeiro capítulo, que despertou no meio da população operária, e não só, a aparição da relação social denominada capital. E digo não só, porque aparecem uma série de intelectuais a lutar pela igualdade das pessoas, e outros que fazem do objectivo socialismo, um objectivo de vida para quem assim pensa. [Read more…]

Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas

Cartaz americano de apoio à Grécia durante a II Guerra Mundial

Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.

Ambas foram traduzidas pelo Sérgio Ribeiro e encontrei uma versão em inglês. Esta troca de correspondência  já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. e vou aqui transcrever os dois textos. [Read more…]

O Plano Nacional de Barragens Vai-Nos Custar 16,000,000,000.00 euros*

* dezasseis mil milhões de euros, com lucros garantidos à EDP, uma empresa a caminho de 100% de capital privada que, com a conivência da Entidade Reguladora do Sector Energético, se dá ao luxo de pagar 3 milhões de euros de bonus a António Mexia (2009).

O Plano Nacional de Barragens hipoteca seriamente a continuidade do Douro como Património da Humanidade; entretanto, a senhora ministra do Ambiente faz o que lhe compete: está calada porque, dizia, a barragem já tem um paredão imenso.

Isto de sermos governados por ignorantes é uma merda.

O presente, essa grande mentira social. III- A mais-valia

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Capítulo Terceiro

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Para se manter dentro da História, todo ser humano precisa de consumir bens, sejam estes de agasalho, de abrigo, ou de alimentação. Para poder consumir, é necessário produzir esses bens de diversa qualidade e em diversas quantidades. Todo o ser humano sabe, especialmente os economistas ou os cientistas sociais.

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O presente, essa grande mentira social. I – Reciprocidade

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4. Reciprocidade?

Apenas um esquema de iniciação. Porque sobre reciprocidade tenho escrito bastante, em vários textos publicados[1]. No entanto, o conceito deve ser esclarecido, para além da excelente tentativa de Alvin Gouldner[2]no seu texto clássico, citado neste livro e que tem orientado a minha análise. Mas, antes de entrar pelos comentários de Gouldner, é preciso lembrar outras distinções e definições, normalmente pouco referidas em textos. [Read more…]

Ponte Maria Pia: Uma Ponte de Eiffel … e de Seyrig

“Aquando das comemorações do 75º aniversário da Ponte Maria Pia, em 1952, foi publicado um conjunto de artigos, sob o título “Os homens da Ponte Maria Pia”, associando três nomes à realização daquele notável empreendimento: Manuel Afonso Espregueira, que na sua qualidade de Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro resolveu definitivamente o problema do atravessamento do rio Douro pela linha férrea do Norte;”

No 134º aniversário da Ponte Maria Pia, importa conhecer este documento da autoria de José Manuel Lopes Cordeiro (in 2009).

 

 

O presente, essa grande mentira social – Livro Completo

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O Avarento, Molière, 1668, lucra com juros de moeda que empresta e não pagando as suas contas, transferindo a dívida aos mais pobres

Pequena nota introdutória: Escrevi este livro em 2004. Foi publicado em 2008, pela Editora Afrontamento. Na Europa estamos todos indignados, temos sido atropelados pelos financistas, mal guardados pelo governo, este e os anteriores, a nossa soberania é quase inexistente, mas tudo tem uma explicação [Read more…]

A Batalha dos Três Reis

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D. Sebastião e a Batalha de Alcácer Quibir

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Cavaleiros Árabes. Foto Mohamed Bachir Bennani

 

as minhas memórias – saber ensinar revisitado

a arte de ensinar

Lembro-me bem o primeiro dia que proferi uma aula na universidade. Devo confessar que, bem oculto trás uma aparente calma, eu tremia de ansiedade. Tinha eu dezassete anos, acabava de cursar com proveito, o primeiro ano de Direito e Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.

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Centenas, Milhares de Empregos nas Barragens da EDP

As barragens criam emprego!… Construída por volta de 1978, a grande barragem do “Poçinhoestá a recrutar um electricista.

 

A Tragédia de um Jovem Pai – Khaled al-Hamedi -, só por ser Amigo de Saif Al Islam Kadhafi

ALBUM DE FAMÍLIA DE KHALED AL-HAMEDI 

O Secretário Geral da Nato congratulava-se, há dois dias, no twitter: “Historic. I’m first #NATO SecGen to visit #Libya. At midnight we end operation to protect #Libyans – one of most successful in NATO history”.

Trago-vos a história de Khaled al-Hamedi. É símbolo do tenebroso, assombroso y trágico que se abateu sobre as gentes da Líbia. No meu blog pessoal F-Se detive-me em alguns detalhes que não podemos ignorar. Especialmente o facto de Jornalistas de renome mundial, de agências noticiosas intocáveis na praça pública, de cadeias de televisão globalmente aferidas como imparciais Y credíveis, Y, como bem se lembram, todos insinuaram, sem contenção ou hesitação, que Saif Al-Islam forjara histórias de bombardeamentos a alvos civis, Y, que, afinal, tudo não passava de uma forma de alimentar as audiências internas da Líbia para justificar a determinação de Kadhafi em não se render à magnânima Força de Salvação Internacional, a NATO. 22 de Julho de 2011 assinala um desses muitos dias, [Read more…]

saber ensinar

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Para a família Isley: May Malen , Felix Isley, Camila de Isley (nascida Iturra González, e Javier, mi Weñe,  que hoje completa dois meses…! Pura criação….

Andamos a pensar no ciclo de ensino e aprendizagem. Sobre educação temos falado bastante. Sobre ensinar, começamos hoje, a partir de um ensaio que reescrevo. Dois acidentes aconteceram no caminho da vida da família Isley: [Read more…]

Senhores autarcas: é preciso saber educar

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…para Hérito Spencer, que colaborou na parte inormática, com suceso…

 Longe de mim a ideia de que os autarcas dos concelhos comecem a dar aulas. A ideia é bem mais simples. Saber educar significa escolher os docentes com paciência, que não ensinem pelos livros dos doutores e que saibam orientar os seus estudantes nos sítios certos onde acontecem os factos que os aprendizes de feiticeiros, isto é, de cidadania, saibam para se orientar dentro da vida que devem viver como adultos: [Read more…]

Era uma vez um rapaz…..

…para mi Weñe…ou Javier Max Raúl Isley

Conto de embalar para a minha descendência. Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e depois da mamada, dormir não conseguia. [Read more…]

Viva a crise

Parece que a mama se está a esgotar para a Microsoft: o governo decidiu poupar no software, optando por sistemas baseados em Linux nas escolas. Foi preciso uma crise económica internacional para o bom senso prevalecer.

Falamos do que se poupa em sistemas operativos, suites de escritório e antivirus, e depois se ganha em estabilidade e facilidade de instalação e actualização.

Nunca entendi como é possível uma escola utilizar produtos comerciais que pode trocar por sistemas abertos, gratuitos, e onde a cooperação entre os utilizadores é a regra.

Claro que isto vai ser o bom e o bonito. Em primeiro lugar porque, mal habituados, os professores temem o Linux. Depois porque as empresas de software (e hardware) educativo se vão queixar, não falando nas pequenas empresas que têm prestado serviços inúteis às escolas. Tudo treta: faz-se exactamente o mesmo num pc com software livre. Habituem-se, vão ver que não dói nada.

Ser professor

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…para mi Weñe, que será professor….esse meu mais recente neto…

Por falar assim, o pontapé de saída para a educação, foi dadas pelos gregos, na época clássica. Foram eles que criaram o Liceu, um sítio só para homens e para o debate entre os mais velhos e os jovens efebos, como eram denominados os estudantes. O Liceu foi uma escola fundada por Aristóteles em 335 a.C.. [Read more…]

III – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O Manifesto do Partido Comunista combina a seriedade filosófica mais profunda com o talento mais mordaz. Imagine a Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine e Hegel fundidos numa só pessoa – digo fundidos e não confundidos num monte – e o meu amigo terá o Dr. Marx.

O Manifesto acaba com uma revisão da actividade política dos partidos comunistas e do socialismo em todos os países da Europa e com uma expressão de temor: Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileiram-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protectores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria. [Read more…]

A EDP abandonou o Facebook…

A EDP saiu do Facebook

…a ENSITEL resolveu os seus dramas psicológicos com outra maduridade, se bem se recordam.

Adenda: “Na última semana, a página deixou de cumprir os requisitos para a qual foi lançada pelo que decidimos a sua suspensão temporária para reavaliamos a nossa estratégia nas redes sociais, nomeadamente com a introdução de novas ferramentas”

II- Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O que os trabalhadores mereciam, e poderiam obter se acordassem de sua sonolência, era o controlo de seu próprio trabalho, a posse do valor que geravam com esse trabalho e, consequentemente, auto estima, liberdade e poder. Pretendia que os trabalhadores passarem a possuir o produto do seu trabalho, acabar com a alienação. [Read more…]

I – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

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Karl Marx foi o fundador de uma rama da teoria política para governar um Estado, República ou Nação, ou várias delas, coordenadas pela teoria política denominada socialismo, que apresento a seguir nas suas várias organizações. A sua forma de socialismo a denominou Socialismo Científico. Antes, tinha sido membro de uma outra, a do socialismo utópico. [Read more…]