
Fotografia: Nuno Veiga/Lusa@Público
Continuo a ter algumas reservas em relação a Rui Rio, mais ainda em relação a algumas das pessoas que o rodeiam. Mas que há mudanças inegáveis face ao PSD anti-social-democrata de Passos Coelho, disso não tenho a menor dúvida. E ontem tivemos mais uma prova disso mesmo.
Corajoso – sim, é preciso coragem, principalmente quando se promete um banho de ética num partido como o PSD – Rio afrontou o poderoso lobby do caciquismo que domina o seu partido e afirmou, em comunicado, que o tempo do pagamento de cotas “por atacado” chegou ao fim, referindo ainda tratar-se de “uma prática que se arrastava há muitos anos e que era utilizada ilicitamente para tentar comprar votos e manipular os resultados eleitorais”.
Já era tempo de vermos o líder do PSD confirmar o óbvio: que as eleições internas do seu partido são uma fraude. Uma fraude que, sendo operada por uma corte de caciques, não isenta de culpa todos os que nela participaram. Todos, sem excepção. Resta saber como está Salvador Malheiro a digerir a situação.






Odorico Paraguaçu







Pessoa amiga disse-me, há uns anos, depois de dar aulas a criancinhas de um bairro problemático, que nunca pensou ser possível odiar criancinhas de oito anos. Terão sido momentos, mas esses momentos em que o comportamento é todo bairro, já família, impõem a selvajaria na sala de aula, numa agressividade incontrolável, seja contra quem for. Coube a essa pessoa, irrepreensível, manter-se no seu posto, cumprindo um dever profissional e social, porque é a Escola que, tantas vezes, faz pelas crianças aquilo que família e sociedade não fazem, uns porque não sabem, outros porque não querem.





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