Cruz!

O Sérgio tem dúvidas tão fáceis de resolver!

Austerifornicação

Vivo em austeridade voluntária [não há dinheiro, tudo está pela hora da morte, combustíveis, tudo] e vivo assim muito antes da dita começar para os demais portugueses: em 2008 já andava eu com novos hábitos de contenção espartana e poupança minorca, demasiado sensível aos malefícios trapaceiros, ao rumo desvairado da tirania rapace socratesiana. Mas hoje começamos a ficar demasiado conversados em matéria de utilidade e justiça na austerifoda em decurso, imposta pela Troyka e aplicada pelo tripé de porcelana Passos-Relvas-Portas. Não consigo que as minhas vísceras revolvidas em rejeição de quaisquer fraudes políticas e de quaisquer maus caracteres políticos se descentrem da denúncia e combate à Espessa Mentira Socratesiana que nos trouxe aqui [o Primadonna tem a sua cela prisional vaga, aguardando-o!] para se centrarem na mentira e Covardia dos que dizem querer tirar-nos daqui: qualquer coisa que o Governo Passos faça ou não faça que recorde o modus operandi Sócrates é Sócrates e é, por isso mesmo, o diabo, ainda o diabo!, a começar pelos laivos de arrogância gaspariana, manto com que nos nivelam em totós: a respeito dos cortes nos subsídios, o lixo começa a avolumar-se, a verdade e a transparência esvaem-se, sobretudo quando se pensa nos Interesses Intocáveis e nos Privilégios Vitalícios habituais. Se Passos pensa que pode prosseguir austerifodendo-nos sem nos olhar olhos nos olhos, sem a rocha sólida de uma cumplicidade todos os dias renovada Governo-Povo votante, nem pense!

Só uma ocorrência de proporções diluvianas impossibilitará Francisco Assis de continuar a proferir perífrases vácuas

Em meu entender, só um acontecimento de dimensão apocalíptica impedirá António José Seguro de disputar as próximas eleições legislativas.

Marcação do dia da Páscoa

A cultura cristã na sociedade portuguesa é pouco informativa e muito alegórica. Quero com isto significar que a relação das pessoas com a Igreja e com o conhecimento e a informação em torno das “coisas” da religião são muito pouco conhecidas e boa parte da população desconhece elementos centrais da própria religião.

Não sou um estudioso da religião, nem pouco mais ou menos, mas sempre tive muita curiosidade em perceber algumas coisas, nomeadamente porque é que a Páscoa não é sempre no mesmo dia tal como o Natal. [Read more…]

João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai… [Read more…]

Portugal é a Grécia

Situação na Grécia resultou de ‘legado de anos de políticas irresponsáveis’

Portugal não é a Grécia

Todos sabem que Portugal não é a Grécia.

Hoje dá na net: Paixão de Cristo (Mel Gibson)

A “Paixão de Cristo” é um filme de 2004 realizado por Mel Gibson.

Em inglês, com legendas.

(Se preferirem uma versão com mais qualidade, está disponível, mas sem legendas)

Filas e a estupidez de quem governa

Dou de barato que a culpa não seja da responsável pela pasta do turismo.

Mas esta notícia do Expresso é a melhor prova da incompetência de quem nos governa.

“Jesus, traído por Judas, é preso”

Aconteceu hoje, frente à estação dos Correios em Tadim.

Provocação


No preciso momento em que o governo se atreve a abolir o feriado da Restauração, eis que temos uma inusitada presença nas ruas da capital. Andam em “giro” por Lisboa, viaturas da polícia espanhola, alegadamente em apoio dos turistas que do país vizinho se passeiam pelas nossas praças, ruas e avenidas. Certamente bem-vindos, não têm qualquer necessidade de protecção especial, estando a PSP e a GNR habilitadas para o fazer. Assim, para que servem estes uniformes estrangeiros em missão de patrulha? Um insulto, é o que parece.
Inacreditável a falta de tino do ministério da Administração Interna, do ministério dos Negócios Estrangeiros e das chefias das Forças Armadas, já que com Belém para nada se pode contar.
Perderam o juízo ou é simples provocação? A menos que nada mais seja senão um teste para “memória futura”.

Não se fie na Wikipédia (como sabe)

Sabe bem….

encontrar os erros da Wikipédia

Fica aqui a correção a um erro que detetei na nossa querida, indiscutível SOS, sempre à mão e bastante eficaz!

É que Eduardo Lourenço de Faria (o filósofo português) tem mais que um irmão. Ele próprio o diz: “Foi em 1951 que o meu irmão António [(1927-2008), médico e contista] me proporcionou a escuta de Béla Bártok” ou ainda “Os meus irmãos estão ouvindo ópera”.

Assim, haja quem corrija a Wiki (p’ros amigos): “foi o único filho de Abílio de Faria e de Maria de Jesus Lourenço”.

«E esta hein?»

O Milagre da Música

Eduardo Lourenço, Tempo da Música Música do Tempo (2012)

Abro na página 50: “Bach, Paixão Segundo S. Mateus. Páscoa de… Sexta-feira Santa”.

O filósofo ouviu certa vez esta obra através de uma emissora americana com um dos seus irmãos, talvez António.

E. Lourenço escreve que “João Sebastião é a incarnação das harmonias esperadas pelo próprio Deus. Nenhuma expressão da humanidade tão próxima do país inominado da divindade (…) a magia humana de J.S.B. arranca-me por momentos da árida e solitária planície da Insignificação (…)”. [Read more…]

25 poemas de Abril


Estamos em Abril e, como sempre, quero assinalar uma das datas mais importantes das nossas vidas, mesmo que a minha tivesse começado apenas 3 anos antes. Não vivi o 25 de Abril e não conheci Salgueiro Maia, que é provavelmente a pessoa que guia de forma mais marcante a minha existência. O meu farol, a minha linha de rumo. Não o conheci – é algo de irrecuperável no meu percurso de vida.
Daí os 25 poemas sobre o 25 de Abril. Porque é isso mesmo que Abril é – poesia.

A SALGUEIRO MAIA

Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

Sophia de Mello Breyner Andresen

Reforma administrativa: um único concelho no país

Estado eucalipto-centralizado
(Clicar para ampliar)

O Aventar soube que o próximo passo da reforma administrativa será a fusão de todos os municípios num único. Para que não haja críticas de favorecimento a Lisboa, a sede do futuro município português em Vila de Rei, centro geográfico de Portugal. Assim, e de acordo com as palavras de Álvaro Santos Pereira, “o centro do país ficará mesmo no centro de Portugal.”

É certo que todas estas alterações obrigarão à construção de um vasto conjunto de edifícios, mas a poupança gerada pela diminuição dos gastos com pessoal compensará largamente o investimento a ser realizado. Será, ainda, construído um aeroporto ao lado do marco geodésico a 10 km de Vila de Rei, que será dotada daquele que passará a ser o único hospital do país. No que respeito à Educação, será também em Vila de Rei a sede do Hipermegateragrupamento da Escola EB1,2,3 com Secundário Portugal.

Assim, haverá três juntas de freguesia: Vila Real, Vila de Rei e Vila Real de Santo António. Para evitar gastos supérfluos, o Presidente da Câmara de Vila de Rei será também Presidente da Junta e será, por inerência, Presidente da República. O cargo de Primeiro-Ministro será extinto e Vítor Gaspar passará a acumular a Pasta das Finanças com a da Economia e a da Agricultura. Santana Lopes já declarou que será candidato a qualquer um dos cargos que sobra.

A Causa Monárquica rejubilou com a escolha de povoações cujo nome está relacionado com a realeza e vê aqui um sinal de que a monarquia estará prestes a regressar. Dom Duarte Nuno já declarou que aceita Santana Lopes como Presidente da Junta.

Quanto tempo iam durar os cortes nos salários e pensões?

A política como a arte de mentir. Passos Coelho e Vítor Gaspar asseguram que os cortes nos salários da função pública (não lhes chamem subsídios que os salários medem-se ao ano) e nas pensões de reforma durariam até ao final do memorando. Miguel Relvas já treme um pouco. A realidade desmente muito mais.

Acordo Ortográfico: uma carta que é de Homem!

A carta que Madalena Homem Cardoso dirigiu ao Ministro da Educação arrisca-se a ficar para a história do combate ao Acordo Ortográfico como um documento fundamental. É uma exposição completíssima e rigorosíssima das várias deficiências do Acordo Ortográfico, incluindo referências a aspectos pedagógicos, jurídicos e linguísticos.

Mais uma vez, seria importante que todos os que se interessarem pelo assunto lessem com a devida atenção o texto de uma cidadã responsável e informada. Os interessados em secundar Madalena Homem Cardoso podem fazê-lo aqui.

Hoje dá na net: J. S. Bach – A Paixão segundo S. Mateus

Nas mãos de Johann Sebastian Bach até a lenda da Páscoa vira arte.

Nikolaus Harnoncourt, Concentus Musicus de Viena, King’s College Choir Cambridge, 1970.

2ª parte depois do corte

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Hoje Choveu em Couto de Cambeses

Concelho de Barcelos, num sítio antigo onde passa o comboio Braga-Porto desde 1875. Hoje choveu; não sei se agradeça as preces da senhora ministra Assunção Cristas.

Acordo Ortográfico: o que nasce torto nem a CPLP endireita

No dia 30 de Março, os Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram-se e, entre outros assuntos, abordaram, também, a questão do Acordo Ortográfico de 1990. A Declaração Final pode ser lida aqui.

O primeiro aspecto a merecer destaque é o facto de o texto respeitar a ortografia portuguesa de 1945, talvez por vontade das representações angolana e moçambicana.

No que respeita à secção relativa à questão ortográfica, para além de declarações vagas sobre a “promoção e defesa da Língua Portuguesa no espaço da CPLP e no Mundo”, os presentes reconheceram que a “aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 no processo de ensino e aprendizagem revelou a existência de constrangimentos que podem, no futuro, dificultar a boa aplicação do Acordo”. [Read more…]

O combate à corrupção e o enriquecimento ilícito

O TC chumbou o diploma que criaria o crime de enriquecimento ilícito. Alguns que tenham feito fortuna por formas ilegais poderão ter esboçado um sorriso. Sim, um sorriso. Esses têm os meios para escaparem a diplomas como este (contas no estrangeiro, recursos judiciais em cima de recursos, …) pelo que se isto tivesse ido avante nem uma mossa lhes causaria.

Mas eu, cidadão pagador de impostos e que não tenho fortuna obtida por meios ilegais (aliás, não tenho fortuna), suspirei de alívio. [Read more…]

Delikatessen pascais


O Coelho da Páscoa anunciou-nos o “adiamento” do pagamento do 13º e 14º salário para 2015. Desconfia-se que chegada a data, chegar-nos-á um “logo se verá”. Isto é mesmo a terra do nunca.
Também ontem, Mário Soares protagonizou um daqueles episódios em que fez valer pela praxis, o seu pensamento acerca do que devem ser as funções do Estado regulador e das obrigações a assumir pelas imprescindíveis funções dos presidentes passivos em exercício. Pois, pelo que parece, as viaturas do Estado servem para tudo e se ainda nos lembramos daquele acidente ocorrido na Avenida da Liberdade, onde um parlamentar bólide de “trinta mil contos” foi para sucata, agora ficámos a saber que o Estado – quem é esse fulano? – também vai pagar a multa de Mário Soares.
Façam as contas: mais de dezassete milhões anuais para Belém, aos quais se acrescentam viagens, paradas de limusinas de Praga até Barcelona onde espera um Falcon, Comissões celebratórias do Grande Nada, enxames de assessores que aparentemente não aconselham, três passivos no activo e também… multas por excesso de velocidade? Para cúmulo, o oficial da GNR diz que Mário Soares foi “bastante malcriado”. Terá metido “carvalhos e o orifício reprodutor da mãe” na gritaria?
Esta gente enlouqueceu.

Novo aeroporto em Elvas para aerocomboios em bitola europeia

Ícaro, o comboio alado
(clicar para ampliar)

Após ter fracassado o projecto do TGV, Passos Coelho já colocou a hipótese de se construir uma linha de bitola europeia para mercadorias, até Badajoz. Uma vez que a referida bitola europeia só recomeça em Barcelona, a cidade de Elvas irá ser dotada da primeira aeroestação de comboios do mundo. Quando as composições saídas de Sines chegarem àquela cidade alentejana, ser-lhes-ão acopladas asas que lhes permitirão percorrer pelo ar os mil quilómetros até regressarem à linha férrea. Trata-se de um projecto absolutamente pioneiro cujo estudo ficará a cargo de uma comissão de especialistas.

Para a construção da nova linha aéreo-férrea, da aeroestação e dos aerocomboios será aberto um concurso público de ajuste directo. Ciente dos problemas criados pelas Parcerias Público-Privadas, Miguel Relvas já veio declarar que “todo este processo terá como base um novo instrumento jurídico-financeiro, as Sociedades Estatais Particulares.”

Professores: exame para ficar desempregado

Os leitores mais atentos ao aventar terão reparado numa série de posts sobre as questões do desemprego docente como consequência das medidas da TROIKA e do MEC: os mega – agrupamentos e as alterações do currículo são as mais visíveis.

E agora surge Nuno Crato a falar de uma prova de acesso: “para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso.”

Cá está, mais uma promessa que vai ficar por cumprir.

E porquê? [Read more…]

O Almoço dos Senadores

O ardina ficou aprisionado no lar. Teso, sem vintém para o transporte, nem estatuto para  integrar o núcleo de membros ilustres da Câmara Alta; núcleo que se  reunirá na Invicta, Capital do Trabalho, para a pitança. Ao acto, alguém chamou ‘O Almoço dos Senadores’. Com o mar no horizonte, as elevadíssimas figuras destacar-se-ão num restaurante conhecido por ‘Transparente’. Nunca poderia ser no escuro. Para mais, no Porto, como no País, não há opacidades. E até a Noite é Branca.

Os senadores, a partir da hora combinada, começam a reunir-se. Uns vêm das cercanias, outros de mais longe. O senador ferroviário chegará em viatura própria. Compreende-se. Com tanto ‘grafitti’, extinguiram-se os comboios de verdadeiro luxo; do género do Expresso do Oriente, esse sim, recomendado a nobres e à alta burguesia. No meio dos senadores, haverá uma senadora. Sim, apenas um elemento feminino. Mas porque é citada em grupo e até a gramática é machista, o género, no colectivo, muda para o masculino.

O que comerão eles? Alguns possivelmente francesinhas. Arreigados às tradições portuenses, não as dispensam. [Read more…]

Casa Pia: a outra versão

O Sol volta hoje ao ataque. Fica aqui o contraditório: entrevista a uma testemunha ao jornalista Carlos Tomás. Duvido que passem no telejornal. Pode ver mais depoimentos aqui.

Passos e Portas, o governo dos trapaceiros

Ainda no Domingo último, vi na TVI Ângelo Correia, com o ar mais embevecido do mundo, a adular o Pedro. Assim, intima e carinhosamente. Depois lá se lembrava de que estava a falar em público e emendava para Dr. Pedro Passos Coelho ou Primeiro Ministro. Sempre a exaltar as virtudes do cidadão honesto, íntegro e sem máculas no comportamento político e cívico.

Abominei e pensei: “O País contínua entregue a vil gente, sem ética, ignóbil e  que se aglutina em grupos sem limites na vergonha…estão feitos uns com os outros”.

A despeito do meu companheiro Nabais já ter escrito sobre o tema, dada a gravidade do comportamento de trapaceiro de Passos, de que Portas não pode isentar-se, não posso deixar de juntar a minha voz contra a golpada do governo, desferida com ímpeto e sem piedade sobre os trabalhadores e reformados da função pública e pensionistas do sector privado: Subsídios só voltam a partir de 2015 e não será por inteiro. [Read more…]

Ressurreição

Na sequência de algumas crónicas sobre as minhas vivências na guerra colonial da Guiné, publicadas no Aventar e no Estrolábio, recebi um mail de um amigo que não vejo há quarenta e cinco anos. Por mero acaso, este amigo, o alferes Ruca, leu os meus textos e enviou-me esse mail dizendo: você é que é o médico da minha companhia, o Adão Cruz?! Vou mandar-lhe uma foto em que estamos os dois à porta de uma Dornier. Com efeito lá estávamos, a entrar ou a sair, não me lembro bem, da avioneta [Read more…]

Na morte de Agostinho da Silva (3-4-1994).

Passou discreto o aniversário sobre a morte de Agostinho da Silva (Porto, 13-2-1906 – Lisboa, 3-4-1994) talvez porque este filósofo, ensaísta e pedagogo pretendia mudar o mundo a partir de dentro, pelo espírito e não por fora, com retórica política ou cocktails molotov. Agostinho da Silva nasceu, viveu e morreu como os da sua espécie, desde o padre António Vieira, passando por Sebastião da Gama ou Sophia de Mello Breyner: discretamente arrumados para um canto, ofuscados por conveniências do politicamente oportuno e do pretenso discurso renovador dos Espertos, essa classe transversal à sociedade portuguesa. Ele, que não era do Heterodoxo, nem do Ortodoxo, mas do Paradoxo devia estar mais perto da Certeza. Nós, humildes aprendizes ou convictos ignorantes, achamos que não. Em todo o caso, neste tempo convulsivo convém reler algumas das suas obras e reflectir sobre as suas palavras, como as que se seguem, retiradas da biografia sobre Frederick William Sanderson (1857-1922):

A revolução obriga a um dispêndio de energias que não estão de modo algum em relação com os resultados obtidos; a ilusão de todos os revolucionários da história tem sido a de que, depois do movimento, se encontrariam num mundo perfeito, absolutamente de acordo com a construção teórica ou respondendo ao impulso de generosidade que os levou à acção; o estudo da história mostra, segundo Sanderson, o contrário: depois de todo o tumulto em que os melhores se perdem, depois de toda a confusão das derrocadas, verifica-se que foi mínimo o progresso e que os homens que atingem um nível de repouso não estão na realidade, muito longe do ponto de partida. [Read more…]

Deputados para quê?

Não é nada de novo e, ainda recentemente, o Jorge abordou, com a lucidez que se impõe, este assunto: os deputados servem para quê?

Sendo certo que só se pode ser deputado, tanto quanto sei, estando inscrito nas listas de um partido político e aceitando que não vivemos num conto de fadas, sempre considerei a “disciplina de voto” como uma perversão da função de um deputado, que, de acordo com o Estatuto, representa “todo o País”, entidade que não se confunde com chefes de bancada ou com presidentes de partido.

Isto seria, a meu ver, suficiente para que não fosse aceitável a simples verbalização de uma expressão como “disciplina de voto”. No máximo, a existir, que fosse uma prática clandestina e que a referência ou a simples desconfiança da existência daquilo que é, afinal, a institucionalização da chantagem desse direito a averiguações e a eventuais processos disciplinares. [Read more…]