O presente, essa grande mentira social – Livro Completo

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O Avarento, Molière, 1668, lucra com juros de moeda que empresta e não pagando as suas contas, transferindo a dívida aos mais pobres

Pequena nota introdutória: Escrevi este livro em 2004. Foi publicado em 2008, pela Editora Afrontamento. Na Europa estamos todos indignados, temos sido atropelados pelos financistas, mal guardados pelo governo, este e os anteriores, a nossa soberania é quase inexistente, mas tudo tem uma explicação [Read more…]

Enviou-me Outro Amigo

Tenho amigos com muito bom gosto e discernimento; às vezes enviam-me umas coisas giras e com imensa piada.

Grécia: afinal é o referendo a demitir-se

cimeira do G20_Cannes_Nov-2-2011

As convulsões na Grécia, ao longo do tempo, têm dado a imagem de um país perturbado. Nos últimos dias, às manifestações de rua juntaram-se outros fenómenos do poder político e militar. De tão contraditórios, súbitos e efêmeros, é natural que suscitem a perplexidade geral.

A Grécia, no fim de contas, está a ferro e fogo. Seja no parlamento, nos gabinetes governamentais ou nas hostes da oposição ao governo. A desorientação é total. O que agora se anuncia aos gregos e ao mundo facilmente é contradito e abjurado a seguir.

Sucedeu assim com a decisão do referendo de George Papandreou. O homem  ainda esta manhã estava preparado para se demitir. Agora, notícias de várias origens – esta, esta e esta, por exemplo – dizem que renegou o compromisso de referendar a continuidade do país na zona euro. Afinal, como fosse gente, quem se demite é o referendo. Pronto, o Sr. Sarkozy, mais temperamental e entusiasta, já saudou o gesto de Papandreou e a Sra. Merkel, mais céptica e matreira, afirmou não ir em cantigas. Das autoridades gregas, a chancelerina – sublinhou – exige acções.

Com este golpe de rins, a cimeira do G-20, em Cannes, terra do cinema, distribui o filme dramático “crise do euro” por um conjunto de artistas famosos, entre os quais o cabeça de cartaz Obama que, como mostra a fotografia, está feliz da vida, rodeado de espadas ao alto. Os gregos, esses, estarão cada vez mais em baixo.

A Batalha dos Três Reis

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D. Sebastião e a Batalha de Alcácer Quibir

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Cavaleiros Árabes. Foto Mohamed Bachir Bennani

 

ROOTS, residência artística

Para seguir através do blogue, do site do Laboratório de Actividades Criativas (LAC), ou do BUALA.

Reportagem fotográfica do dia-a-dia aqui e amizades feicebuquianas carregando na próxima palavra: esta.

Papandreou pressionado a demitir-se

Segundo a BBC, citada pelo ‘Público’, George Papandreou está a ser pressionado a  demitir-se.

A TV estatal grega nega a notícia. Todavia, na BBC, como pelo mundo inteiro, até no Jornal do Comércio, do Brasil, é anunciada a possibilidade de Papandreou renunciar ao cargo esta quinta-feira, em função de pressões internas no seu partido. O obeso Ministro das Finanças, Vanzelos, tem sido dos mais impetuosos na contestação de Papandreou.

As turbulências e revoltas de massas nas ruas, principalmente em Atenas, a instabilidade nas estruturas militares e a falta de coesão dos políticos estão a gerar, desde há muito, um clima denso e irrespirável na Grécia.

Papandreou, com legitimidade diga-se, salgou o ambiente com a decisão do referendo. Todo este complexo e escaldante processo de crise e de caldo social, político e militar se iniciou – lembre-se – com manipulações de contas públicas, por parte do partido de direita, Nova Democracia; depois veio o ácido da “ajuda externa” e das severas medidas do ‘memorando de entendimento’ da Troika – a ideia do referendo deriva do novo pacote de “ajuda” de 130 mil milhões de euros (30 mil vão directos para garantias a bancos estrangeiros) e do endurecimento da austeridade que será associada. [Read more…]

É uma limpeza

aspira carteiras

as minhas memórias – saber ensinar revisitado

a arte de ensinar

Lembro-me bem o primeiro dia que proferi uma aula na universidade. Devo confessar que, bem oculto trás uma aparente calma, eu tremia de ansiedade. Tinha eu dezassete anos, acabava de cursar com proveito, o primeiro ano de Direito e Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.

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Centenas, Milhares de Empregos nas Barragens da EDP

As barragens criam emprego!… Construída por volta de 1978, a grande barragem do “Poçinhoestá a recrutar um electricista.

 

A Tragédia de um Jovem Pai – Khaled al-Hamedi -, só por ser Amigo de Saif Al Islam Kadhafi

ALBUM DE FAMÍLIA DE KHALED AL-HAMEDI 

O Secretário Geral da Nato congratulava-se, há dois dias, no twitter: “Historic. I’m first #NATO SecGen to visit #Libya. At midnight we end operation to protect #Libyans – one of most successful in NATO history”.

Trago-vos a história de Khaled al-Hamedi. É símbolo do tenebroso, assombroso y trágico que se abateu sobre as gentes da Líbia. No meu blog pessoal F-Se detive-me em alguns detalhes que não podemos ignorar. Especialmente o facto de Jornalistas de renome mundial, de agências noticiosas intocáveis na praça pública, de cadeias de televisão globalmente aferidas como imparciais Y credíveis, Y, como bem se lembram, todos insinuaram, sem contenção ou hesitação, que Saif Al-Islam forjara histórias de bombardeamentos a alvos civis, Y, que, afinal, tudo não passava de uma forma de alimentar as audiências internas da Líbia para justificar a determinação de Kadhafi em não se render à magnânima Força de Salvação Internacional, a NATO. 22 de Julho de 2011 assinala um desses muitos dias, [Read more…]

A Crise Económica em Portugal

Milhões de portugueses estão a viver no limite da miséria absoluta, podendo vir a ser declarado o estado de calamidade pública. O governo já pediu apoio à comunidade internacional…

Só se brinca com coisas sérias

A redacção do Charlie Hebdo foi destruída por uma bomba incendiária, depois de ter anunciado que o jornal desta semana teria Maomé como director. Há uma grande parte da humanidade que ainda não percebeu que só se pode brincar com coisas sérias, sobretudo se forem sagradas. A Igreja levou anos a fingir que prescindiu, muito a contragosto, do poder de queimar tudo o que não lhe agradava. Pode ser que outros lá cheguem, mas a barbárie é muito difícil de extirpar.

Papandreou sofre ataque de Democracia

O ainda primeiro-ministro da Grécia teve um ataque de Democracia, uma doença terrível que leva alguns governantes a consultar o povo, especialmente quando não sabem o que fazer. É certo que os ares daquele país mediterrânico são perigosamente propícios à propagação da enfermidade, tendo em conta que o vírus terá nascido em Atenas. Merkel e Sarkozy já mostraram preocupação com o estado de saúde do governante helénico, tal como a os partidos da oposição e os militares, que, segundo parece, estarão a pensar numa terapia experimentada no Chile, em 1973.

A chanceler alemã já terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Sarkozy, salvaguardando as possíveis discordâncias, terá declarado que esta situação é insustentável, uma vez que há o perigo de outros povos começarem a colocar a hipótese de pensar que têm direito à sua soberania. Durão Barroso, após ter recebido um afago e cócegas na barriga, rebolou e não salvaguardou possíveis discordâncias

Em Portugal, o governo eleito democraticamente e, de acordo com a tradição, com base em promessas que ninguém pensava em cumprir já tomou medidas para evitar a propagação da Democracia: para além dos direitos retirados aos trabalhadores, Paulo Portas já criou uma versão do Pai Nosso que termina com “E livrai-nos dos referendos. Amém.”

Grécia: referendar a crise, ou como constipar os mercados

O anúncio de um referendo à “ajuda” europeia parece que deixou os mercados em pânico. Pudera: a dita ajuda destinava-se aos bancos credores, perante a óbvia conclusão que austeridade dá recessão, e com recessão ninguém paga dívidas.

Não sendo fácil de entender o que está por detrás deste referendo (já agora, convém lembrar que o PS lá do sítio está no governo depois do rebentar da crise, alternando com o PSD/PP respectivo, numa demonstração óbvia de que antes ou depois os pais das crises e sua continuidade são sempre os mesmos), é sintomático que um bocadinho de democracia assuste os mercados. Os mercados preferem tratar destas coisas com uns telefonemas franco-alemães, gente de confiança, banqueiros amigos no BCE, os mercados dão-se mal com a democracia, sempre foi assim, a democracia provoca correntes de ar e eles, coitados, constipam-se. [Read more…]

Miss Campa

Desde sempre tive particular repugnância pelo dia de ontem. Para mim o 1 de Novembro é um dia tétrico, macabro. É um dia de cemitérios, arranjos florais, velas, sebo queimado, tudo numa miscelânea de cheiros que torna o ar irrespirável. Depois, aquelas conversas junto às campas, acerca de tudo e de nada, dos outros, da política, das doenças, do futebol. Um ritual tantas vezes cumprido com inveja e desdém, por cobiça e tédio. A obrigação cumprida para evitar o comentário alheio, a disputa parola dos arranjos florais, o asseio transformado em alcovitice.
Nos EUA, a tradição de engalanar as campas há muito que teria sido aproveitada para promover concursos de beleza. Congregaria na mesma a comunidade e tornaria tudo bem mais interessante.
Um dia, quem sabe, não teremos entre nós a Miss Campa. Já faltou mais, agora até se festeja o Halloween.
(Texto original de 2004)

saber ensinar

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Para a família Isley: May Malen , Felix Isley, Camila de Isley (nascida Iturra González, e Javier, mi Weñe,  que hoje completa dois meses…! Pura criação….

Andamos a pensar no ciclo de ensino e aprendizagem. Sobre educação temos falado bastante. Sobre ensinar, começamos hoje, a partir de um ensaio que reescrevo. Dois acidentes aconteceram no caminho da vida da família Isley: [Read more…]

João Duque, eu pago o meu almoço, vocês pagam o vosso, ok?

Ouvi-o num daqueles espaços publicitários nem por isso bem identificados da TSF uma coisa em forma disto:

– É como no restaurante, almoçámos, estava tudo bem, mas agora temos de pagar a conta. Se calhar alguns de nós têm de ficar uma hora a lavar pratos…

Não o conheço de lado nenhum, João Duque, nem você a mim para me mandar lavar pratos, e falando na dolorosa uma coisa fique bem clara: nunca ganhei um tostão no BPN, nunca joguei na bolsa, não tenho casa na Aldeia da Coelha, não fiz nenhuma Parceria Público Privada e nunca meti um pé na Madeira.

Logo, lava o João Duque os pratos, e sem luvas, lava os pratos com os que roubaram no BPN, os serventuários do Alberto João e os que se prostituíram entre os diversos governos e empresas, enquanto nos copulavam com  favores do estado.

Não há almoços grátis? pois não. Mas paga quem almoçou. Ou há moralidade ou tínhamos comido todos.

Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.

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A maturidade dos mais novos e o quarto mandamento

Escrevo este texto enquanto a filha médica toma conta de uma súbita doença da mãe médica.

É o Quarto Mandamento dos Cristãos e Muçulmanos em ação. Lamento a doença, mas é um facto que apoia o meu argumento. A mãe era para viajar, a doença não lhe permitia. A filha ordenou e a mãe obedeceu. Há maturidade na mais nova, aprendida dos seus ancestrais.

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Palestina na UNESCO, retaliação de Israel e dos EUA

A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.

Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.

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Jogo Cinzento e Desinspirado Do FCPorto

Dois jogos fora, duas derrotas.

Não estamos habituados a isto. Jogamos mal e perdemos bem.

E não vale a pena dizer que é por falta de Falcão.

É só por falta de qualidade. Da equipa do ano passado, só muda um atacante e um treinador. As ilações não são difíceis de tirar.

Numa exibição paupérrima, onde não criamos uma oportunidade de golo, tivemos a sorte de arrancar um pénalti, empatamos, e deixamos logo no minuto seguinte, que num contra-ataque  ficassemos a perder de novo.

É a primeira vez que uma equipa Portuguesa perde com uma Cipriota.

Nada está ainda perdido, mas pouco falta. Por este andar ainda vamos parar de novo à Liga Europa.

A viagem à Ucrania ditará tudo.

Sem saiotes, collants ou pom-pons

Já está. Pela primeira vez desde há muito tempo, verificou-se uma inopinada mudança no Estado-Maior do exército helénico. Não se conhecem ainda os nomes dos generais saneados, ou se existe um Papadopoulos cansado de esfíngicos Rastapopoulos de outras financeiras aventuras. Uma maçada e logo agora que os sempre frenéticos gregos não podem atirar com as culpas para cima de Constantino II que aliás, bem os tem avisado.

O certo é que este render da guarda ateniense, pouco ou nada tem a ver com as conhecidas contradanças que deleitam turistas e em que uns tantos evzones surgem de saiote, collants brancos e chanatas com grandes e farfalhudos pom-pons.

Gorduras de Estado

“Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária; .
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011″

Pão por deus

Laranja é a Cor do Dia de Hoje

Laranja é a cor com que decidiram pintar-nos hoje.

Vai chover, vai descer a temperatura, vai ventar. Tudo coisas que desconhecemos e que, como bons educadores, os senhores do Instituto de Metereologia fazem o favor de nos ensinar.

Para hoje, o IM prevê para o continente céu geralmente muito nublado, em especial por nuvens altas, nas regiões Norte e Centro, períodos de chuva ou aguaceiros nas regiões do Sul, vento fraco, sendo fraco a moderado do quadrante sul na região Sul, tornando-se gradualmente forte de sudoeste nas terras altas, com rajadas até 70 km/h a partir da tarde.

Pequena descida da temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

Para a Costa Ocidental prevêem-se ondas de oeste com três a quatro metros, sendo de 2,5 a 3 metros a sul do Cabo Raso.

As temperaturas máximas previstas são de 17º para o Porto, 20º para Lisboa e 22º para Faro.

Aqui no Porto, onde me encontro, o sol brilha, não venta e estão 20º de temperatura. São 11 da manhã. Como estamos pintados de laranja, segundo grau de alerta, penso que o melhor é não sair de casa, não vá o diabo tecê-las. Tenho receio!

Todos os anos, faça frio ou faça calor, as recomendações repetem-se, conforme dei conta aqui e também aqui, para além de o ter feito em outras diferentes alturas, pelo que tenho de concluir que somos um povo estranho, que não consegue aprender o que fazer nas mais diversas circunstâncias.

Será que lá para o Norte desta Europa que nos (des)une, estão todos com alertas vermelhos elevados a uma qualquer potência?

Mario Draghi, um homem da Goldman Sachs, logo acima de qualquer suspeita

Em termos de currículo, nada há, contudo, a apontar a Mario Draghi.

Escreve hoje no Público Ana Rita Faria. Há lá agora alguma coisa a apontar ao novo presidente do BCE. Conhecido por Super Mario vai agora trabalhar com Vítor Constâncio, o Super Ceguinho.

. Entre 2002 e 2005 esteve na Goldman Sachs, sendo vice-presidente da sua filial europeia. Não estava lá quando antes disso a mesma Goldman Sachs auxiliou a Grécia a aldrabar as suas contas para poder entrar no euro, mas assinou um artigo com Robert C. Merton, onde se justificava o recurso a este tipo de práticas legais. E consta que andou a vender as mesmas falcatruas enquanto lá esteve. Tudo legal, é claro, dizem os mercados.

O facto de a relação de Mario Draghi com a Goldman Sachs se ter iniciado em 1990 quando “facilitou” a entrada da empresa nos processos de privatização italianos, não é de estranhar já que passava férias com um dos seus dirigentes.

Nada a apontar, portanto. Mario Draghi  é um trafulha à altura do BCE. Estamos entregues à bicharada e a jornalistas ceguinhos de todo. Belmiro manda.

Já agora: além do BCE a  Goldman Sachs tem homens seus à frente do Banco Munical e do Banco Central do Canadá, sendo representada no governo português pelo impagável Carlos Moedas. Vivemos em democracia, é claro, infelizmente não elegemos os bancos.

(informações recolhidas no Le Monde)

Pedro Tesouras Coelho

Pedro Tesouras Coelho

Dia de Todos os Santos

 

Eis a banda sonora dos tempos em que não vivemos, dos tempos que correm em direcção ao passado a uma velocidade assustadora, dos tempos em que se percebe que os fracos pisa-os a História. É importante responder a esta canção do Sérgio Godinho. Como é possível andarmos a construir as cidades que não são para nós, como pode ser isto de trabalhar um dia inteiro por tão pouco? Que estranha força é esta que nos tira toda a força? Hoje será o dia de todos os santos, mas para se ser santo tem de haver uma inumana propensão para aceitar os sofrimentos infligidos, uma tendência para o martírio. Que os outros dias sejam de todos os homens, mesmo que sejam fiéis defuntos.

Telefonemas

Sem hipóteses de um terramoto a sério, ficamo-nos por imaginadas réplicas, desta vez registadas por telefone e por certos almoços, já confirmados.”Diz-se” que anda alguém a dedilhar teclados móveis a partir da rive gauche parisiense, tendo como receptadores das mensagens, alguns devotos seguidores de uma preclara obra de dignificação nacional.

O argumento é bem conhecido e não vai além de um “se”: “se o PECIV não tivesse sido chumbado”…, decerto o país “estaria muito melhor” e “não seriam necessárias as medidas a que temos assistido”.

Este can-can à maneira da folie bergère é muito audível, mas o problema será tentarem justificar a apresentação dos já passados PECI, II e III. Existiram “porque sim”, só para chatear?

O estado gordo