
Quem é Sofia Afonso Ferreira?: Jogo de Espelhos (ACTUALIZADO)
18/02/2025 by
Nos últimos dias, ganhou contornos de romance policial uma suposta ligação do Bloco de Esquerda a empresas do Paquistão relacionadas com serviços de emigração. Tudo isto porque, como se pode constatar pelo Google Maps/Earth ou outro, o Bloco de Esquerda partilha o nº268 da Rua da Palma, onde se situa a sua sede, com algumas lojas que estão no tal beco (ou pátio, o que é indiferente), assim como com habitações.
Tal não teria mistério. Como surgiu, então, a tal ligação? A obreira de tal chama-se Sofia Afonso Ferreira. E quem é Sofia Afonso Ferreira? Poucos são os que sabem.

Curta biografia de Sofia Afonso Ferreira no jornal israelita Times of Israel.
Escalpelizando. Segundo o que é público, Sofia escreve para o jornal israelita, propriedade de um judeu do Reino Unido e de um oligarca norte-americano, Times of Israel. Por lá, apresenta-se como “jornalista” e “consultora de comunicação”. Quanto ao seu trabalho como jornalista, não conseguiu o Aventar encontrar provas de tal actividade. Apenas encontrámos artigos de opinião publicados no Times of Israel, nada mais. Quanto ao trabalho de consultoria, também não foi possível apurar em que âmbito já prestou serviços do género. No entanto, no mesmo site, apresenta-se, também, como “política”. O trabalho de Sofia como servidora da causa pública, esse, é mais fácil de expor e deixar à consideração.

Sofia Afonso Ferreira e um jogo de espelhos.
Tive pena do Chega, mas guardo a compaixão
25/01/2025 by

André Ventura e o seu ex-subordinado, o agora deputado não-inscrito Miguel Arruda
Quando rebentou a polémica, bateu aquele quentinho no coração. O Chega. Um deputado ladrão. Os cheganos feitos baratas tontas, primeiro, defendiam o homem com unhas e dentes; depois, confirmado o furto, “agarrem-me que eu vou-me a ele”. No fim, o larápio pegou nos pés e pôs-se a andar, enquanto os acheganados espumavam com afinco, por não terem tido a oportunidade de serem eles a expulsar “o malas”.
Rimos. Rimos novamente. E rimos outra vez. Voltámos a rir. E rimos novamente. Agora, bate aquela pena. É que ver deputados do Chega sem argumentos, usando aquele chavão político de topo que é “vamos partir-te a cara aos bocadinhos” e, sobretudo, as olheiras do Querido-líder André que, tão patriota que é, estava nos Estados Unidos e que de tão bom líder que é, reuniu com os seus deputados via Estados Unidos (se calhar o Trump prometeu-lhe um gabinete, sei lá… mal por mal, pode ficar por lá), deu aquele gostinho a justiça poética.
Aquela carinha de totó que nem roubar sabe do deputado Arruda, a carinha de flatulência do deputado sem pescoço (aquele que se senta ao lado do Querido-líder a bater palmas com muita força), a já referida cara de sono de Ventura, a fronha de funeral das Matias e dos Frazões… deu gozo? Deu muito. Agora, mete pena. E a pena é um sentimento muito feio. E dá pena porque essa gente é tão indigente que, ao mínimo escândalo, viram-se todos uns contra os outros. O Chega prometeu “levar as pessoas comuns para o Parlamento”, não tinha dito é que também levava os criminosos comuns… e não ficará por aqui, pois sabemos que 35% da bancada parlamentar do Chega está a braços com a Justiça e que o Arruda é a ponta de um iceberg. O Chega é um titanic, vai navegando e deslumbrando por onde passa, mas um dia vai esbarrar. [Read more…]
“Obviamente demita-se”
27/11/2024 by
É de uma ironia tremenda que Boaventura Sousa Santos se tenha demitido do CES queixando-se de “pressão mediática” em torno do caso de acusações de assédio sexual e moral e de extractivismo intelectual em que é visado. É de uma ironia digna de uma tragédia grega, quando tem demonstrado fazer muito bom uso da arma da pressão mediática no processo em defesa da sua honra contra 4 mulheres, tentando que sejam condenadas à pressa, pedindo inclusivamente ao tribunal para as silenciar, para que este processo esteja concluído antes de se iniciar o processo em que será eventualmente acusado de assédio moral e sexual.
Mas não há ironia maior nesta defesa esfarrapada e Calimerista quando ainda nos recordamos muito bem do artigo de 31 de janeiro de 2022 em que Boaventura usou de toda a pressão mediática de que podia usar para, na condição de “guru da esquerda”, dar ordens ao Bloco de Esquerda e à Catarina Martins para que esta se demita após os resultados eleitorais das legislativas. Pior, fê-lo de uma forma deselegante adaptando uma expressão do General Humberto Delgado sobre Salazar, colocando-se ele na posição do General e Catarina Martins na posição de Salazar. Não admira, em geral os gurus são incapazes de ter empatia sobre aqueles que consideram ser os seus seguidores incondicionais. Colocar a Catarina numa tribuna de grande peso mediático na posição de Salazar, não lhe ocorreu que pudesse ser ofensivo e humilhante. É da natureza dos gurus.
Detesto citar provérbios populares. “Quem com ferros mata, com ferros morre”.

Como ser processado por Pedro Abrunhosa: tutorial
18/02/2024 by
Quero voltar para os braços da minha mãe e cantar-lhe uma balada de Gisberta. Por um momento, se eu fosse um dia o teu olhar, apanharia um barco para a Afurada para ficar mais perto do céu. O que é preciso é ter calma, não deixar entrar o diabo no corpo e lutar por ser o rei do Bairro Alto. Até porque eu e tu somos iguais, temos a mesma fantasia: talvez foder. Silêncio! Socorro! Sexo! Será? Vem ter comigo aos Aliados, tenho uma arma e não tenho mão em mim.
Os “velhadas”…
14/02/2023 by
Afinal a Catarina tirou as devidas ilações. Tarde. Mas mais vale tarde que nunca. E andava eu convencido que era uma teimosia de alguns idosos. Nunca esquecer: a idade é um posto.
BE: A querida líder
30/01/2023 by

Após as eleições legislativas e perante o desastre eleitoral o PSD foi a votos para escolher nova liderança. O PCP fez exactamente o mesmo. O destroçado CDS idem. Todos os grandes derrotados foram a votos internamente. Todos?
Não. O Bloco de Esquerda nem pestanejou. A querida líder está agarradinha que nem uma lapa. Ainda bem. Já o outro dizia: Olha para o que eu digo e não para o que eu faço….
Da literatura à politiquice
30/08/2022 by
Como é habitual num blogue plural como é o Aventar, se um dos autores for visado ou criticado, publica-se a crítica e o autor que se amanhe. É esta pluralidade mais uma das razões que me levam a sentir orgulho de fazer parte deste colectivo.
Assim, foi publicado um texto de Joana Fonte em resposta a uma crítica que fiz a um outro texto desta autora. Passarei, então, a comentar a resposta em que sou visado, um texto carregado de tresleituras e de outros problemas que passarei a enumerar.
- Da suposta crítica à referência às habilitações literárias e à filiação partidária
Em momentos diferentes do seu texto, Joana Fonte afirma que critico o facto de se apresentar como mestranda em Ensino do Português e militante do Bloco de Esquerda. Basta reler o meu texto para confirmar que a crítica não é essa. Esclareço, aliás, para quem for mais duro de leitura, que é absolutamente legítimo que a autora apresente os títulos que muito bem entender.
As minhas críticas são outras e passo a repeti-las, pedindo que se leia devagarinho: como mestranda em Ensino do Português, Joana Fonte deveria usar instrumentos que as áreas dos estudos literários e da história literária põem à sua disposição; como militante de um partido de esquerda, escolhe um caminho que, na minha opinião, configura uma perversão dos ideais de esquerda, acumulando com o facto de que esse desvio contamina a visão que Joana Fonte revela acerca de Literatura e de Educação.
2 . Do direito absoluto à opinião
Joana Fonte consegue depreender que eu, ao fazer uma referência implícita à sua juventude (pelo facto de ser mestranda), estaria a defender que a autora não tem capacidade ou experiência para participar neste debate. São, efectivamente, tresleituras em catadupa ou, pior, na minha opinião, reacções de quem não gosta de ser confrontada com opiniões contrárias. Reafirme-se, então, o óbvio: Joana Fonte, como qualquer pessoa num país democrático, tem todo o direito a escrever aquilo que pensa, o que, por outro lado, pode implicar concordância ou discordância. Efectivamente, discordo de quase tudo o que Joana Fonte afirma e penso que, na verdade, as insuficiências que revela estão também relacionadas com o facto de lhe faltar estudo e experiência. Ainda assim, repito: liberdade de expressão absoluta.
E se não mexêssemos nos programas de Português?
22/08/2022 by
Joana Fonte defende, no P3 de 21 de Agosto uma “revisão ao programa de Português”, começando por afirmar que, no ensino secundário, “há alunos que perdem o gosto pela disciplina de Português – se algum dia o tiveram.” Depreende-se, tendo em conta o objectivo da autora, que haverá uma relação entre o programa a rever e a perda de gosto de alguns alunos. Seria importante, a propósito, saber em que se baseia para afirmar que há alunos que perdem o gosto e, sobretudo, se são muitos, poucos ou nem por isso. Estará isso estudado ou é uma mera impressão pessoal?
Nesse mesmo parágrafo, surge um verbo muito usado em discursos sobre Educação, o verbo ‘identificar-se’: “Os e as estudantes lutam por conseguir identificar-se com a linguagem de Fernão Lopes, Gil Vicente, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Luís de Camões e Fernando Pessoa.”
Esse ‘identificar-se’ está muito na moda no que se refere, repito, a uma determinada visão da Educação. É sinal de um pensamento que encara o currículo escolar como um conjunto de conteúdos que não causem nenhum estranhamento ao aluno, como se o estranhamento não fosse, entre outras virtualidades, um caminho para o conhecimento, com tudo o que esta palavra deve implicar, incluindo o exercício do espírito crítico (em tempos de proscrição de palavras e conceitos, é estranhamente fundamental reafirmar o óbvio). Assim, o aluno, na Escola, só deveria encontrar a sua própria identidade, como se a Escola fosse um simples espelho e não um território onde deverá encontrar desafios minimamente controlados. Ainda por cima, esta ideia de uma identificação é redutora sob variadíssimos pontos de vista, desde logo porque parte do princípio de que os alunos são um todo uniforme por pertencerem a uma mesma geração.
Mascarilhas
26/07/2022 by

A Iniciativa Liberal também é isto. Mais não se poderia esperar de um sub-partido do PSD, tal como o é o proto-fascista Chega.
Contexto: no âmbito do Roteiro Climático, o Bloco de Esquerda esteve em Odemira, onde reuniu e ouviu as queixas dos trabalhadores imigrantes das estufas de agricultura intensiva que pululam em Odemira. Mostrou-se solidário com os imigrantes e disposto a não deixar cair o tema. O Bloco de Esquerda não fez um comício, reuniu com associações e trabalhadores das estufas em Odemira. Acontece que a maioria desses trabalhadores é originário do Paquistão ou do Bangladesh.
João Caetano Dias é membro da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal. Não é, portanto, um mero militante de base ou um simples eleitor do partido. É alguém com grandes responsabilidades naquilo que é a acção do mesmo. Um partido que se diz liberal, que gosta de poluir as avenidas com outdoors populistas onde até o Brasil de Bolsonaro é socialista, que tanto prega a liberdade e tanto quer fazer parte das marchas disto e daquilo, começa a exagerar nas opiniões racistas, xenófobas ou homofóbicas, mascarando-as como “piadas” que mais não são do que a caixa de ressonância do seu próprio pensamento.
Por um lado, começam a mostrar realmente o que são, o que não é mau, porque há uns quantos enganados que começarão a abrir os olhos. Por outro, é já evidente que a IL é tudo menos liberal (no máximo, é neo-liberal) e são atitudes e “piadolas” como esta que demonstram de que lado estão, de facto.
É uma pena. Pois apesar de ser contrário à ideologia em que me revejo, a IL tinha tudo para acrescentar no panorama político português. E assim parecia encaminhar-se… agora, mostram que não são mais do que um PSD 2.0. A IL é contra os impostos… mas se a estupidez pagasse imposto, a IL seria estropiada.
IL – Indigência Liberal
13/05/2022 by

As Alices no país dos neo-liberais.
Quando ainda não era politicamente relevante, o partido neo-liberal Iniciativa Liberal escrevia no seu programa político (ver “Racional”, ponto 14) que “os activos virtuais têm vindo a assumir uma importância crescente (…), com destaque para as criptomoedas”.
Face a esta importância crescente, qual a abordagem que a IL recomendava, então, no seu programa eleitoral?
A seguinte, pasmem-se: “Dada a elevada volatilidade [das criptomoedas] (…), importa ter um quadro regulatório claro, assim como de tributação adequada (…). Para além dos activos em si, importa também regular o funcionamento de bolsas (…)”. Acrescentava o partido que as criptomoedas poderiam ser uma forma de branquear capitais e financiar práticas terroristas.

A IL quando queria “regular” e “taxar” de maneira “adequada” as criptomoedas.
BE: Tiques de multinacional do imperialismo ocidental?
16/03/2022 by

Segundo a tendência interna do Bloco de Esquerda, chamada “Convergência” o processo de despedimento dos trabalhadores do BE peca por falta de transparência:
Nesta matéria espero que a comunicação social esteja atenta. Não vá dar-se o caso da velha máxima: “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço”.
Vocês não sei mas eu estou a ver aqui, ALEGADAMENTE, tiques de multinacional do imperialismo ocidental na forma como este problema está a ser tratado pelo Bloco de Esquerda. Mas isso sou eu que sou do contra…
Bloco de Esquerda e o rabo de fora…
15/03/2022 by

O Bloco de Esquerda decidiu unir-se ao Podemos (Espanha) num movimento internacional criado por este com o objectivo de evitar o envio de armas à resistência ucraniana. A primeira surpresa: ver o Bloco de Esquerda a unir-se a um partido que em Espanha tem feito e dito, sobre a invasão russa da Ucrânia aquilo que o Bloco critica ao PCP. Um cheirinho a hipocrisia, não? Então, cá dentro critica o PC e lá fora une-se com os que dizem/defendem o mesmo que o PCP. Hummm, parece que estou a ver ali no canto um rabo de fora…
(estas linhas da notícia são uma delícia: El pasado lunes, Podemos celebró que los comunistas portugueses del Bloco de Esquerda se hayan sumado a la iniciativa. Esta entente sirve a Podemos para posicionarse en el tablero internacional y ganar espacio en la política interna)
A segunda surpresa: não enviar armas para os resistentes ucranianos cujo seu país está a ser invadido pela Rússia de Putin. Entendem que o esforço deve ser todo concentrado na busca pela paz. A paz é o que todos queremos, sejamos de esquerda, de direita ou candidatos a Miss Universo. Só que, para que a paz exista é preciso que todos a desejem. Putin quer a paz? Quer, mas só depois de ter conseguido matar todos os ucranianos que desejem ser ucranianos e não russos e depois de ter destruído toda a Ucrânia. Até o conseguir, não teremos paz. E os ucranianos, querem a paz? Querem. Querem o seu país livre de forças militares ocupantes e com isso, existirá paz. É assim tão difícil perceber a realidade? Depois de os russos terem invadido a Ucrânia a paz só é possível se eles regressarem a casa. A partir do momento que entraram e começaram a matar e destruir como raio se ontem a paz sem recuarem? A paz só não a quer quem vende armas ou quem for chalupa. Todos a queremos. O problema é como a obter.
Para uns, a paz só se consegue se as tropas russas regressarem a casa e aí as partes se sentarem a negociar a dita. Para outros, não chega. Será necessário Putin ser corrido ou morto. E depois temos os líricos que entendem que a paz se obtém com a rendição dos ucranianos (não sei se pensavam o mesmo em 1939 ou na ocupação de Timor). E depois temos os sonhadores, que acreditam em unicórnios e que com músicas e corações desenhados a coisa vai lá.
Por último, temos os hipócritas. Os hipócritas estão do lado de Putin mas sabem que afirmar isso prejudica a sua imagem e o seu negócio (os votos) e então defendem coisas que não lembrariam nem aos terraplanistas: somos pela paz e por isso o caminho é não fornecer armas aos ucranianos. Ou seja, traduzido, se os ucranianos não tiverem armas a paz é garantida. Pois é. Após serem assassinados e o seu país totalmente destruído, só fica uma das partes. E assim temos paz. A paz dos agressores e a morte dos oprimidos.
Reposição
13/03/2022 by
No passado dia onze de Março, aqui no Aventar, o colega Fernando Moreira de Sá publicou “Mariana Mortágua: Um pedido de desculpas aos leitores”, onde pede desculpa por, num texto anterior, ter suposto que Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, envolta em polémica, desconheceria a lei que estaria a quebrar, como afirmou publicamente, pois “a deputada Mariana Mortágua foi uma das subscritoras da lei em causa”. Sobre isso, não sei, não fiz esse trabalho de casa, até para não me/vos enganar. Deixo para o Fernando.
O que sei é que, no texto escrito pelo colega Moreira de Sá, é apresentado como sustentação do que é afirmado, o Projecto de Lei 768/XII/4, projecto esse que, sim, foi da autoria do Bloco (e, como tal, com a ajuda da Mortágua má). No entanto, esse Projecto de Lei 768/XII/4 foi rejeitado na Assembleia da República, na votação na generalidade, com os votos contra de PS, PSD e CDS-PP. A bem da Justiça, fica corrigido o erro.
Mariana Mortágua errou. Aparentemente, já corrigiu o erro.
Fernando Moreira de Sá errou. Não chegou a corrigir o erro, mas cá estou também para ajudar.
As minhas desculpas aos leitores pela confusão.
A pimenta e o cu dos outros…
11/03/2022 by

Em 2016 o Bloco de Esquerda entendia (e bem) que não se pode “inventar” trabalho voluntário que na verdade o não é, por trabalho não remunerado.

Hoje, o Bloco de Esquerda mudou de ideias. As virtudes mudam com os tempos. E pensar que Catarina Martins, em Abril de 2020, avisava que o BE não aceitava a austeridade. É a Economia….. O ano de 2022 não está a ser fácil para a extrema esquerda.
(fotos gentilmente palmadas AQUI)
O novelo ou A novela
04/03/2022 by
Vamos fazer as contas.
1 – Mariana Mortágua, do BE, expõe ligações de Marco Galinha, dono da Global Media, ao regime russo;
2 – Joana Petiz, sub-directora do DN, do grupo Global Media, escreve um editorial onde mente três vezes acerca do Bloco de Esquerda, sendo obrigada a retractar-se, no mesmo dia;
3 – Marco Galinha desmente ligações ao regime russo;
4 – O semanário NOVO lança uma capa mentirosa sobre Mariana Mortágua, afirmando que, na origem das denúncias da deputada, está a cessação dos pagamentos a Mariana Mortágua, que escreve no JN (da Global Media) desde 2015;
5 – Mariana Mortágua desmente a capa do semanário NOVO, acrescentando que sempre foi paga pelas suas crónicas no JN, nunca tendo deixado de o ser;
6 – André Ventura, líder da extrema-direita, embarca nas mentiras e partilha as notícias como se fossem verdadeiras;
7 – José Belo, do grupo BEL, irmão de Marco Galinha, é militante do Chega;
8 – RTP diz que, apesar do desmentido por parte do presidente da Global Media, há mesmo ligações ao regime russo;
9 – A mentira tem perna curta;
10 – Vejam o programa “A Prova dos Factos”, hoje a seguir ao Telejornal, na RTP1.
Depois do mau resultado do Bloco nas últimas Legislativas, a campanha negra está em curso. Empresários, munidos da sua teia de influências, tentam conspurcar o BE usando a calúnia e a mentira.
Cá estaremos.
Um mais um ainda é igual a dois?
02/03/2022 by
Mariana Mortágua mostra ligações do dono da Global Media a oligarca russo
O editorial mentiroso do DN (que pertence à Global Media), assinado por Joana Petiz, começa a fazer sentido.

Fotografia: Duarte Roriz
Está feliz, a Petiz, a manipular
02/03/2022 by

Joana Petiz, editora do DN ou do Dinheiro Vivo, ou lá o que é
Joana Petiz é editora do Diário de Notícias. Ou do Dinheiro Vivo. De um dos dois, é irrelevante para o caso. Não é, portanto, uma patega qualquer que debite postas na internet, como eu. Mas parece. Ou age como tal. Num editorial mentiroso, desonesto e que vai contra a deontologia da sua profissão, chamado “Ponham os olhos no PCP e no BE”, a petiz mente não uma, não duas, mas três vezes. A conta que deus fez. Não sei quem é o deus da petiz, mas ela faz o que lhe mandam, aparentemente. Ou então não tem consciência, o que a impede de discernir entre o que é verdade e o que é mentira. Então, tudo bem. Mas quais as mentiras da, para mim, até hoje desconhecida editora do DN (ou do Dinheiro Vivo; é irrelevante). São três. A saber:
1 – “O Bloco absteve-se na condenação da invasão da Ucrânia, por parte da Rússia, ontem no Parlamento Europeu”; a Joana sabe que é mentira, pois o Bloco votou a favor da condenação da invasão russa à Ucrânia;

Acta da votação de ontem, no Parlamento Europeu, parte I.

Acta da votação de ontem, no Parlamento Europeu, parte II.
2 – “O Bloco rejeitou participar na manifestação de protesto em frente à embaixada da federação russa”; a Joana sabe que é mentira, pois o Bloco não só aceitou participar, como esteve presente;

Representantes do Bloco de Esquerda na manifestação de solidariedade com o povo ucraniano, frente à embaixada da federação russa.
3 – O Bloco “recusa em condenar sem adversativas a ação [sic] de Moscovo”; a Joana sabe… que é mentira. Pois tanto Pedro Filipe Soares, líder da bancada parlamentar, na Assembleia, como Catarina Martins, coordenadora, ou Mariana Mortágua, deputada, já vieram condenar, “sem adversativas”, a acção de Putin.
Eu não sei se a Joana é Petiz por escolha ou se nunca chegou a crescer. Também não percebo: a Joana não fez o trabalho de casa? Ou fez mas decidiu que o que lia e via não lhe agradava? Joana, olhe, conselho de um petiz para outra: pense antes de manipular. Atente no código deontológico e peça desculpa, ainda vai a tempo. Sabe, melhor do que eu, que não vale tudo para se pôr em bicos de pés… não é assim que deixa de ser petiz. Dito isto, diz-me uma pulga qualquer, espere resposta, pois a mentira não fica impune.
NOTA: Como a estratégia não resultou, pois a verdade é sempre mais difícil de desmentir, a editora do DN, Joana Petiz, lá alterou o seu editorial. Agora, já não se intitula “Ponham os olhos no PCP e no BE”, mas apenas “Ponham os olhos no PCP” (conforme perceberão se clicarem em “Num editorial mentiroso”), com a adenda: “Este editorial foi alterado de forma a corrigir erros que escrevi por falta da devida informação na sua primeira versão. Com efeito, o Bloco de Esquerda votou favoravelmente no Parlamento Europeu (não se absteve, conforme aqui se afirmava) e participou ativamente [sic] na manifestação pró-Ucrânia, tendo condenado claramente a invasão de Putin. Pelo meu erro, peço desculpa ao BE e aos leitores, esperando com esta versão repor a verdade.” Muito bem, a Joana Petiz, a retractar-se do “erro” que cometeu. Agora, fica à consideração de cada um: a Joana não lê jornais ou a Joana lê jornais, mas na diagonal?
Bloco de táxi
01/02/2022 by
Contas feitas, o Parlamento continua a alojar uma maioria expressiva de esquerda, que fica com 129 dos 230 deputados ontem eleitos. Mas as consequências desta eleição, que resultam de um braço de ferro entre o PS e os partidos de esquerda, subordinado ao tema “Quem foi o (ir)responsável pelo chumbo do OE22 que precipitou o país neste abismo, quem foi?”, só sorriram, e de que maneira, a António Costa. Rui Tavares também foi eleito, o que representa uma inegável vitória para o Livre, que lá conseguiu sobreviver ao desastre Joacine, e é digno de nota. Mas uma nota de rodapé, numa história que é sobre um eucalipto que secou tudo à sua volta.
Sobre o PCP já escrevi na noite eleitoral. Foi um dos derrotados da noite, teve um resultado desastroso, perdeu parlamentares de peso como António Filipe e João Oliveira, que prestigiaram a AR com o seu trabalho, e viu aprofundar uma crise que vem de trás, e que não parece ser de fácil resolução. Mas continua com seis deputados, mais dois no Parlamento Europeu, quase duas dezenas de autarquias, presença em praticamente todos os concelhos do país e um forte ascendente no meio sindical.
Já a situação do BE é completamente diferente e muito mais grave. É o grande derrotado da noite à esquerda e só não é o grande derrotado da noite porque houve um partido fundador da democracia que foi obliterado do Parlamento e um Rui Rio que levou a tareia da vida dele. Mas deixarei o grande derrotado da noite e a implosão do CDS para outro escrito.
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