Blogue local – Praça da República

O Praça da República está muito enxofrado com o mail que recebeu lá em casa, estilo inquérito e que termina a pedir o voto para Rangel. Diz o Praça da República que até pode ser legal mas é muito, muito feio!

O nosso Fernando tambem acha que sim, que não se faz. Como temos esta sintonia de posições aqui está o blogue local da semana. Bem merecido!

Falta dizer que é de Beja e que tem uma bela fotografia de uma praça tipicamente Alentejana, cheia de sol, de árvores e de reformados ao Sol! Não deixem de visitar !

O PSD, as Sondagens e as Directas

Hoje no Facebook, nalguns blogs e no twitter imperou o nervoso miudinho por causa da sondagem do Sol (51% para Passos Coelho entre os militantes).

Não havia necessidade. As sondagens valem o que valem, o importante e o que conta é a vontade expressa através do voto, no próximo dia 26, pelos militantes. É preciso ter calma e ter cuidado com os ataques: a empresa em causa é a mesma que fez o tracking diário da campanha de Manuela Ferreira Leite, ou seja, colar à candidatura de Pedro Passos Coelho é precipitado, meus caros…

É preciso ter calma, o Povo (laranja) é sereno…e soberano. Quer dizer, boa parte dele: o Grande Educador da Classe Laranja anda nervoso!

Há gente muito prendada, se há

Como dizia a minha avó, tão ***  é quem aceita como quem dá.

Claro que a prendinha de Natal é “uma prática social, velha de décadas, para não dizer de séculos, genericamente aceite, praticada e consentida”, como diz o pai Penedos sem se rir muito.

Falta saber se todos aceitaram, na velha prática social de receber de braços abertos tudo o que nos é oferecido. O meu pai foi vereador da Câmara durante muitos anos, por vezes com pelouros ligados por exemplo aos recursos humanos. Sempre tivemos ordem para recusar os cabazes de Natal, embora hoje seja um bom dia para admitir que uma vez aceitei à socapa, e gamei, uma garrafa de uísque que deu muito jeito na passagem de ano.

Imagem retirada da capa do Sol de hoje.

Perdemos a Nissan

Há uns anos, colocou-se a possibilidade de Portugal poder acolher a Disneyland Europa. As delongas na decisão, o desleixo, a falta de iniciativa do governo do então 1º-ministro Cavaco Silva e a ausência de incentivos, levaram as empresas Disney à escolha de Paris. Perdeu Portugal, perdeu a Disney – os custos – e perderam os utentes, dadas as evidentes vantagens climáticas que o nosso país apresenta, preços de estadia, proximidade de zonas balneares, segurança, etc.

Hoje recebemos a notícia da escolha feita pela Nissan. O seu automóvel eléctrico Leaf será produzido em Sunderland, no Reino Unido, onde já existe uma fábrica da marca. A televisão explicou a razão da escolha, com os incentivos e facilidades apresentadas pelas autoridades britânicas. Em conclusão, o Estado português parece não ter dado a devida importância ao assunto, contentando-se com a grandiosa cerimónia de inauguração da fábrica de baterias eléctricas – que equiparão o Leaf -, ocorrida há escassos meses. Uma vez mais, caem por terra os habituais argumentos do “preço da mão de obra e da produtividade” e nem sequer valerá o esforço, tentar convencer alguém acerca da privilegiada situação geográfica de Portugal.

Não existe qualquer plano coordenado para o desenvolvimento. Dão-se facilidades a entidades que não produzem, beneficia-se fiscalmente um sector pessimamente reputado – a banca – e deixam-se escapar oportunidades únicas para a aquisição de conhecimentos tecnológicos capazes de estimular a formação. Esta notícia consiste num desastre para Portugal, cujas autoridades diariamente exibem à moda de troféu, o plano da rede de fornecimento de electricidade para os automóveis do futuro. Estes veículos não serão produzidos no nosso território, nem pela nossa mão de obra. Incompetência, lentidão, desinteresse. Tudo como dantes.

Como Se Fora Um Conto – O Meu Dia Do Pai

Chove e o sol não entra pela janela.

Abri as cortinas para que a luz melhor inundasse a sala.

Olho a fotografia. Está junta com as outras, numa prateleira com livros. São muitas as prateleiras e muitos os livros. São poucas as fotografias. Quase todas de familiares. Tios, avôs, pais, filhos, primos. Um a um. Dois a dois. Esta é especial, tem quatro. Os meus quatro filhos. Vejo-os pouco, e eles a mim. A um ou outro mais amiúde, a um ou outro, de longe a longe. Vamos falando pelo telemóvel ou pela internet. Grandes invenções, estas. Não lhes digo nada. Se quiserem aparecem. Às vezes não querem. Às vezes não podem. Às vezes …

Estão lá outras fotografias. Demoro-me na que mais me dói. Sinto saudades. Magoa-me a alma. Já lá vão quase vinte anos e não passa. A dor é quase a mesma. [Read more…]

Profumo -um escândalo de há meio século – (Memória descritiva)

Na Primavera de 1963, explodiu uma bomba na pátria da respeitabilidade e das virtudes aparentes que a prolongada época vitoriana tatuou a fogo na idiossincrasia britânica. Um drama político levou à desonra pública de John Profumo, secretário de Estado da Guerra, à demissão de Harold Macmillan, primeiro-ministro, e ao suicídio do Dr. Stephen Ward, um osteopata da moda que apresentou Christine Keeler ao ministro – aquilo a que Fernão Lopes chamava um “alcoveta”. Hoje usamos a designação de proxeneta. As palavras mudam, a natureza humana não. Vou contar a história em traços muito largos. [Read more…]

O Pai – poema de Pablo Neruda

Novo quadro de Van Goghe descoberto. Que melhor paternidade ?

O PAI NA FAMILIA E NA SOCIEDADE

O DIA DO PAI ……………….

A pedido do meu amigo Luis Moreira, escrevi um texto sobre o dia da mulher. Agora a iniciativa é minha e sou eu que faço um desafio a todos os colaboradores do blog, para escreverem não sobre o dia do Pai……, mas do “PAI”.

Lançado o repto cabe-me a responsabilidade de ser o primeiro a aceitá-lo e assim, aí vai o meu “Aventar” sobre o tema:

A palavra “PAI”, para além das conotações espirituais/religiosas, foi sempre associada à raiz da árvore da família, no que se entende como o pilar da segurança, do sustento, do crescimento, do amadurecimento, do esplendor, da verticalidade, da independência e da “solidão”.

Confina-se assim a figura do “PAI” à protecção da família no sentido restrito “FILHOS”.

A evolução técnica/económica/social, que se verificou ao longo dos tempos, em nada alterou o conceito básico atrás referido. A diferença está na prática do conceito que nos dias de hoje, mais do que nunca, depende do estádio sócio/cultural onde se nasce e vive.

É urgente que o “PAI” assuma outra postura que é a de para além de continuar a ser a raiz da árvore, se comporte e ensine os filhos a fazer parte de uma sociedade “NOVA” onde se aprende a conviver, respeitando o direito á diferença das outras árvores, na floresta onde vivemos, por forma a alcançar o objectivo comum do bem estar e da “PAZ” para todos.

Luis Rocha

Este é o apelo que faço aos pais de hoje, tão bem expresso no poema de “Pablo Neruda” que a seguir transcrevo:

O Pai

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.

Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.

Depois… Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar… E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

Escutarei de noite as tuas palavras:
… menino, meu menino…

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Pablo Neruda, in “Crepusculário”
Tradução de Rui Lage

Feira da Primavera

O Concelho de Vila Nova de Gaia, pela sua história rural, continua ser um lugar fértil em tradições e marcas culturais que reflectem uma forte ligação à terra, à agricultura e ao artesanato, apesar das suas novas características urbanas. Ainda hoje é possível encontrar exemplos vivos dessa realidade, mas também iniciativas empresariais inovadoras, nomeadamente de Agricultura Biológica Urbana, que contribuem activamente para a valorização do património cultural e paisagístico do Concelho.

Nesse sentido o Cantinho das Aromáticas, como exemplo pioneiro da Agricultura Biológica Urbana, estando sedeado numa das Quintas históricas do Concelho apresenta um conceito inovador de mercado que baptizamos de “Feira da Primavera”. [Read more…]

Dia do Pai: por um novo Patrono

São José com Jesus nos braços, pelo pintor barroco italiano Guido Reni (1575-1642)

O Dia de São José, foi o escolhido para se comemorar o Dia do Pai.

Naquele tempo, José defrontou-se com uma Maria grávida e dela se afastou. Mas Deus, pela mensagem de um anjo, disse-lhe que ele fora o eleito para esposo de Maria e pai de Jesus.  O mesmo anjo terá assegurado a José que o filho que Maria trazia consigo era do “Espírito Santo”. Como na época “Espírito Santo” ainda não era nome de família, José aceitou Maria como esposa e Jesus como filho. E não sendo este seu filho biológico, foi recenseado como seu filho natural, até para evitar que a delapidação fosse o triste fim de Maria.

Acresce que para que Jesus fosse concebido, não foi necessária a participação masculina, mas sim a do “Espírito Santo”. E o próprio José também pouco aparece na Bíblia ou no Novo Testamento. Uma espécie de actor secundário, com um papel algo ingrato. Mas, justiça seja feita, que lhe valeu um Óscar da época pelo seu desempenho: o estatuto de Santo e de protector da Igreja Romana. Não foi estrela, mas virou santo. Não se pode ter tudo.

Em súmula, José, aconselhado por um anjo durante um sonho,  casou com uma mulher que estava grávida mas não dele, safando-a da delapidação e registou a criança em seu nome, que assim herdou os seus títulos de “Filho de David” e de “Filho de Abraão”.

Com o devido respeito por São José – que o merece! – convenhamos: podia ter-se escolhido outro Patrono.

Alguém quer sugerir um?

Poema para o meu pai

(Com um abraço ao José Magalhães)

Tão cedo a esta vida te roubaram

Saudoso pai meu bom e grande amigo

Que mal teus olhos fundos se fecharam

Boa porção de mim partiu contigo.

Flores e velas, preces lacrimosas

Ó alienas artes da razão!

Ainda bem que não te iludem rosas

Meu doce pai que em tudo és meu irmão.

Minha fé, minha crença, minha idade

De homem-filho é grito de homenagem

Que outro não sei, sem lágrimas, sem prantos.

Mãos dadas pelos céus da eternidade

Nesse reino sem trono e sem linhagem

Vives tu, vivem papas reis e santos.

                                                                                1971

Apontamentos de Óbidos (13)

(Caminhando pelas ruas de Óbidos)

Morte que mataste lira

A PSP está em elevado grau de alerta e prevê retaliações violentas contra os seus agentes, na sequência da morte do rapper MC Snake, na passada segunda-feira. A revolta de grupos de bairros problemáticos está prevista para este fim-de-semana e todos os agentes são aconselhados a usar coletes à prova de bala. [Read more…]

PSD – Sondagem Directas do Sol

Amanhã, no Sol, a primeira sondagem entre os militantes do PSD e com os seguintes resultados:

Pedro Passos Coelho com cerca de 51% das intenções de voto, contra 31% de Paulo Rangel e 8% de José Pedro Aguiar-Branco.

A nossa que está a decorrer na barra lateral: PPC com 44%, Rangel com 23% e JPAB com 7%.

Golos SCP: Costinha afasta Ismaielov ?

Ismaielov um dos titulares indiscutíveis do Sporting nem no banco se sentou hoje, no jogo frente ao Atlético de Madrid.

Razões disciplinares estarão na origem do afastamento! Num jogo de tão grande importância se isto é verdade bem razão tem aquele sportinguista que diz ” que se o sporting comprasse um anão este ao fim de uma semana começava a crescer”.

A defesa do Sporting sofreu dois golos evitáveis, é uma má defesa mesmo quando joga com os habituais titulares, não ganhará nada sem rever toda a defesa.

19 de Março – Dia do Pai

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Amanhã é  DIA DE S. JOSÉ

CARTA PARA O MEU PAI

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Meu Pai,

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Por certo te encontras já à vontade, entre os anjos e os arcanjos, sempre com esse teu sorriso estampado no rosto, cheio de amigos, bons conversadores como sempre foste.

Certamente, não terás saudades do tempo que cá passaste, cheio de privações, cheio de trabalho, rodeado de mentiras e traições, anónimo para o mundo, que nunca viu nem soube ver ou apreciar as qualidades humanas que tinhas, e que faziam com que para ti, todos sem qualquer excepção, fossem bons. Mas não o viam por culpa tua. É que nunca bateste com as portas, nem mandaste seja quem for à m….. [Read more…]

Bruxo

Quando a bola é redonda e o árbitro não é de confiança temos que crer. Lampião que é Benfiquista faz o balanço antes do jogo começar – até porque prognósticos feitos no final podem mostrar-se errados – e é-lhe revelado que a Vitória não escapa.

Ora, sabendo que a águia Vitória não bebe leite, vermelho que seja rouge bebe tinto em lugar de verde, nunca cassis blanc de Marseille e, quanto a bebidas azuis, jamais.

Ao fim de uns copos é fácil ver Jesus, até mesmo a Trindade, dois golos para cá, um para lá. O problema é ver-se primeiro um para lá. É, então, tempo de rezas, preces, quebrantos e de mais um copo ou dois. A seguir tudo frutifica, vê-se até uma Maxi-Pereira dar golo e não peras. Começa o rouge a mostrar a sua força, o campo estremece, tudo pode acontecer. Bebe-se mais um gole e vê-se um Angel, por sinal di Maria, falhar um golo que tinha na mão por chutar com o pé errado.

Mas é tudo uma questão de e de manter oculto no banco o espírito de Alan Kardec e de o fazer reENCARNAR em campo.

É aí que a fé passa a certeza: não há que mudar o nome de BenFICA para BenVAI para ir sempre em frente.

Filosofia de bolso (7)

– Devíamos poder andar de pijama o dia todo. É a roupa com que me sinto melhor. Melhor do que fato de treino, que não combina com preguiça. O pijama combina. Deve ser por isso que gosto dele. E dá espaço, liberdade de movimentos e folgas.

Os golos do Marselha – Benfica

O que dizer do jogo de hoje?
Este é um ano de memórias boas, de momentos bons… De um grande futuro.
Não sei o que vamos conseguir ganhar este ano e até pode ser NADA!
Mas a alegria que se vive por ver o BENFICA assim.
Que GRANDE EQUIPA, que qualidade, que coração!
Que o Zé Paulo merecia ter vivido mais para ver ESTE BENFICA.
Por mim, esta vitória é para ti amigo!

Marselha 1 – Benfica 0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/ZltpGq0CrMHNghZsKATg/mov/1

Marselha 1 – Benfica 1 (Maxi) [Read more…]

Ministério da Educação 1- Ministério das Finanças 0

O Ministério da Educação decidiu retirar as aberrações que enviou na segunda-feira aos sindicatos. Fica assim tudo esclarecido: claramente uma pressão de Teixeira dos Santos / Sócrates, tentando impor a curto prazo a privatização, vulgo ou via municipalização do ensino público.

De boa se livraram.

Violência em alvalade!

Depois de um almoço na Ericeira com a água a beijar-me os pés rumei a Alvalade. onde encontrei violência à solta, por causa da boca do dirigente do Sporting que quer os adeptos a receberem mal o Simão.

Uma multidão, tudo à porrada, e ainda tinha que pagar 25.00 Euros. Não estive para apertos, iniciei um passeio a pé e dei comigo à porta do Museu da Cidade. Um palácio lindo, jardins maravilhosos com a arte de Bordalo Pinheiro, quadros, azulejos, manuscritos, estátuas, desenhos e arquitectura de Lisboa centenária (noutra altura vou contar)

E o faccioso trocou a loucura clubistica pela pacatez e beleza do museu. Saiu-me a sorte grande, belo fim de tarde.

PSP concentrada no funeral, porrada às portas do estádio

É uma especulação como qualquer outra, mas aparentemente a PSP de Lisboa, em pânico com o funeral de MC Snake, assassinado por um dos seus agentes, destapou os pés, neste caso as claques do Atlético de Madrid. Neste momento os relatos falam de uma verdadeira batalha campal às portas de Alvalade.

Em matéria de segurança primeiro trata-se dos pretos, resultado: lixaram-se com os brancos.

Escravidão – as alegrias da globalização

Máfias do Leste Europeu controlam redes de escravidão sexual de milhares de raparigas que se aventuraram à garipagem do ouro que não existe.

Trabalhadores do Leste Europeu são escravizados trabalhando sem qualquer garantia, de sol a sol com vencimentos miseráveis, é vê-los a serem escolhidos como gado, de madrugada ali em Entre- Campos, quem não se mata a trabalhar ou não se porta bem, para a próxima não é escolhido.

Portugueses são escravizados na vizinha Espanha,  na Holanda e Inglaterra como animais, presos, famintos, cheios de porrada, levados pela ambição de uma vida melhor e por bandidos sem escrúpulos.

Empresários gananciosos transferem para oriente as suas fábricas para manterem a escravidão de crianças que trabalham por 1/5 do salário de um trabalhador Europeu e, nós, os consumidores compramos esses artigos ajudando à miséria.

Um mundo sempre igual, na miséria, na injustiça, na escravidão do homem pelo homem! É isto que queremos deixar aos nossos filhos?

Hoje soubemos que um português há vinte anos a viver na Venezuela foi assassinado com 14 tiros, no que parece ser uma vingança  por não pagar a “dízima”.

Há coisa mais triste que morrer longe da terra natal?

"Masturbam homens de aspecto decente em vão de escada"? Corta!

Era eu uma cumpridora aluna do Ensino Secundário quando,  achando suspeito que os poemas de Álvaro de Campos que constavam no nosso manual de Português tivessem tantas reticências, fui procurar os mesmos poemas nas edições completas e descobri que as reticências correspondiam a uma censura. Por exemplo, na “Ode Triunfal”:

“Ah, e a gente ordinária e suja, que parece sempre a mesma,

Que emprega palavrões como palavras usuais,

Cujos filhos roubam às portas das mercearias

E cujas filhas aos oito anos — e eu acho isto belo e amo-o! –

……………………………………………………………

A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa

Por vielas quase irreais de estreiteza e podridão.”

Ora, onde estava essa longa linha de reticências  deveria estar:

“Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada.”

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Um novo Aventador: Prof. Mário Frota

Já escrevi nesta casa, que é difícil escrever acerca de quem se gosta.
Hoje cumpre-me escrever, ainda que brevemente, acerca de um novo Aventador, que muito me orgulha ter aceite o convite para participar nesta casa: o Prof. Mário Frota.
Fui seu aluno em 1992, na disciplina de Direito Processual Civil, e logo me cativou não só o seu brilhantismo académico – aliás, reconhecido em Portugal e no estrangeiro -, como o modo como aliava esse mesmo brilhantismo aos valores humanistas e altruístas.
Foi, assim, que criamos laços, que se foram reforçando ao longo do tempo, e me foi concedido o privilégio da sua amizade.
Cumpre, pois, a este seu discípulo – estatuto que não abdico desde que fui seu aluno – dar as boas vindas a esta casa a um grande académico com vasta obra publicada em Portugal e no Brasil, a um defensor inflexível dos direitos dos consumidores à frente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo e como tal reconhecido internacionalmente, e – o mais importante para mim, confesso – a um grande amigo.
Seja bem-vindo, Prof. Mário Frota!

PJ faz buscas na….PJ (?!)

Um documento com o timbre da Polícia Judiciária apreendido durante buscas do processo Face Oculta desencadeou uma investigação à Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), disse à Lusa fonte ligada ao processo.
A notícia de buscas na UNCC, a pedido do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), foi hoje avançada pela
revista Sábado.

Campanha Para Uma Vida Melhor

Tempos atrás, iniciei uma campanha no “meu” sítio no sentido de, sempre que possível, consumir-mos productos da nossa região. Fui criticado de todas as maneiras e feitios, e apelidado de separatista, independentista e reaccionário.

Voltando ao assunto, podemos mudar o rumo da história que se segue, que no fundo não passa de uma caricatura, começando por, cada Português, passar a consumir mais 200 euros por ano em productos da sua região, do que hoje consome, em vez de comprar productos similares estrangeiros.

“O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, pelas 6h45 da manhã, acordado pelo seu despertador (Made in Japan). [Read more…]

Alma errante

Durante o almoço do Aventar, no Porto, falou-se de Angola e de um novo correspondente que se prepara para nos enriquecer com novas da antiga jóia da Coroa lusitana.

Ao ouvir falar de Angola, como que revisitei esta minha alma, amaldiçoada a ser errante, por entre caminhos, pousos e, também, rótulos.

Por ter nascido em Angola, fui rotulado de “branco de segunda”. Essa tão iluminada condecoração, dada pelo provincialismo reinante no colonialismo português. Tal como, uma vez cá, tentaram catalogar-me de “retornado”. Estatuto que sempre repudiei. O resto da família, sim. Eu, não. Pois que “retornado” seria no dia em que retornasse aonde nasci: Angola. Era uma questão de semântica. E o meu refúgio, e também o meu tormento, desde então, foi esse: o da língua portuguesa, o das palavras.

Em Portugal não me sinto “retornado”, pois não parti de cá. Disso, tenho safado a pele. Do “branco de segunda”, é que não, embora a pele ateste o contrário. Mas, disso, pouco importa.

O problema maior, é estar como que preso no tempo, e perdido no espaço. Pois que a terra onde nasci mantém-se no espaço, mas perdeu-se no tempo. E o país onde vivo, é diferente do que me contam de outrora, e diferente, também, do que me disseram que ia ser.

Entre o passado suspirado e o presente entristecido, a memória e a dúvida, o sonho e desalento, algures, ruma a minha alma, errante, como que em busca de si mesma.

Um dia ela há-de reencontrar-se, entre a saudade viva e o desalento sentido. Como  portuguesa que é.

Esquerda precisa-se! (Memória descritiva)

Será que o Jornal de Notícias aceitaria publicar um anúncio com este título? E bem necessário seria publicá-lo em todos os jornais, gritá-lo pela rádio, mostrá-lo na televisão, pois existem muitos milhares de cidadãos de esquerda que não se revêem em qualquer das organizações, ditas de esquerda, existentes e que sentem bloqueados, cercados pela direita, pela falsa esquerda e pelo seu ideal de uma esquerda autêntica. Mas, perguntarão, então não existem já numerosos partidos e movimentos de esquerda, dentro e fora do Parlamento? [Read more…]

O Douro, não uma coisa qualquer

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Eu, eu ainda sou do tempo de se chegar e partir de Barca d’Alva

de comboio pela manhã cedo e nevoeiro e mais ninguém naquela

carruagem, era pelo natal e ardia vai para três dias uns grandes

cepos de eucalipto ali mesmo na estação. Está tudo à espera.

Professores: a estabilidade factor de êxito

Já aí está novamente a discussão entre sindicatos e ministério. Não me vou meter por aí porque as coisas podem demorar muito tempo mas acabam por ir ao sítio.

Mas esta questão da estabilidade do exercício dos professores, extravasa em muito a escola, é comum a todas as organizações e, por isso, “não vou levar reguadas”. Começo por contar um facto da minha vida profissional. Jovenzinho saiu-me a sorte grande, fui contratado para uma multinacional com capitais americanos e espanhóis, que além de me pagar bem, ensinou-me muito, fez-me viajar muito e aprender nas várias fábricas e aviários que tinha por esse mundo. [Read more…]