Agora façam lá um vídeo para os ingleses

O vídeo What The Fins Need To Know About Portugal que o FMS aqui publicou é sem dúvida excelente. Sucede que além da Finlândia estar com pouca vontade de financiar os nossos banqueiros, agora temos a velha “aliada”:

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse hoje que o Reino Unido está relutante quanto a ajudar financeiramente Portugal in Público

O político conservador afirmou mesmo que se o Reino Unido participar no resgate a Portugal será “a resmungar” já que nunca se comprometeu com essa ajuda. I

Querem um desenho?

Façam lá um vídeo para os ingleses, mas tirem aquela tolice de termos abolido a escravatura no séc. XVIII, na prática só o fizemos no séc. XIX e por pressão da Inglaterra que se tinha deixado dessas coisas.

Temos é uns números muito jeitosos de financiamento da Revolução Industrial britânica, em particular a curiosidade de em todo o séc. XVIII só num ano não ter havido mais navios ingleses do que portugueses nos nossos portos, fora o contrabando.

Mas a pérfida Albion quer lá saber da História. Já agora, àqueles que agora choram pela falta de solidariedade europeia, pergunto o que disseram quando contribuímos para o pacote de financiamento (na prática de enterramento, é certo) à Grécia. Estas coisas googlam-se, e têm por vezes muita piada.

Os três tristes e os Homens da Luta


– Não é uma canção para representar Portugal na Eurovisão – afirma o Calvário.

– A RTP devia “enviar canções com um cariz mais étnico” – tossica o Cid.

– Onde é que estão os poetas e os músicos do meu país? – pergunta a Oliveira, Simone.

Não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir. Três representantes do nacional-cançonetismo* (enfim, o José Cid nem tanto) aflitos só pode ser bom sinal. A Luta é Alegria. No ano de Portugal na UEFA, vamos ver se a inteligência repete o feito na Eurovisão.

Circo já temos, e pão não vai haver. Siga para bingo.

* Nacional-cançonetismo, expressão consagrada na década de 70 para designar o que hoje chamamos pimba.

IURSócrates em acção:

Marco António Costa (vice-Presidente do PSD): “O PS e o seu governo são um Titanic na política portuguesa

O PSD que acaba com o SNS, afirma e reafirma o evangelista José Sócrates. Uma mentira mil vezes repetida….tenta e tenta e tenta. A seguir vai dizer que o PSD quer acabar com o sistema de justiça prejudicando os pobres. E que a seguir o PSD vai acabar com a primeira liga e logo depois com o sistema político democrático e com a europa e proibir a final da liga europa com clubes portugueses e a venda da bimby e……

Programa do PSD / Legislativas 2011:

Redução do número de deputados dos actuais 230 para 181;

Reduzir o número de entradas na Função Pública: entra um funcionário por cada cinco que saiam;

Fim dos Governos Civis;

Redução de 50% no número de assessores;

Diminuir para máximo de três o número de administradores em empresas do Estado;

Redução de quatro pontos percentuais na Taxa Social Única (superior no caso das empresas exportadoras);

Obrigatoriedade de o Tribunal de Contas fazer uma avaliação de todos os organismos que recebem dinheiros públicos;

Criação um gabinete de apoio junto dos juízes e sentenças simplificadas para crimes menos graves;

Em actualização Aqui, Aqui e Aqui.

Não chacotem o Ricardo Rodrigues,…

…Deputado da Nação, ou podem ficar sem um gravadorzinho e levar um processo em tribunal.

Ando a pensar desviar (surripiar, aliviar, abafar, aligeirar) um leitãozinho à moda da Bairrada, daqueles com muito molho à base de pimenta e especiarias. Se ficar com hemorróidas ou, até, se sentir o cólon irritado -coisa que, como se sabe, enxovalha, envergonha, embaraça e constringe- processo o sítio desviado.

Comigo não chacotam.

Quando muito, dada a natureza das coisas, chacoalham.

A caminho de Dublin (faltam 10 dias)

Estátua de Molly Malone junto à Grafton Street


Um dos maiores símbolos de Dublin é Molly Malone, com diversas estátuas e painéis evocativos por toda a cidade.
Molly Malone foi uma peixeira do século XVII, com banca instalada no centro de Dublin. Era conhecida de toda a população pela sua jovialidade e pela alegria contagiante que demonstrava. Morreu muito jovem, com uma febre alta que não se conseguiu debelar, em 13 de Junho de 1699.
Apesar de a sua existência ser mais lendária do que verídica, a Câmara de Dublin não hesitou, durante as comemorações do primeiro Milénio da cidade, em 1988, em oficializar 13 de Junho como o «Molly Malone Day».
Quanto à canção,foi registada pela primeira vez em 1883 em Cambridge. Alguns autores associam a sua origem a uma antiga canção folclórica, outros autores fazem recuar as suas origens até 1790, ano em que aparece uma música com o verso «sweet Molly Malone». Das versões mais recentes, destaque para as que foram assinadas pelos míticos Dubliners e por Sinead O’Connor.

Letra completa:
In Dublin’s fair city,
Where the girls are so pretty,
I first set my eyes on sweet Molly Malone, [Read more…]

Dicionário do futebolês – “fair-play” e desportivismo

Mesmo os desconhecedores da língua inglesa usam correntemente este termo. Julgo que, se fosse pedido a algum que indicasse um significado, poucos se lembrariam de ‘desportivismo’, por exemplo. Já nos meus tempos de petiz, estava habituado a ouvir dizer ofessaide e não foi fácil habituar-me a perceber que era o mesmo que fora-de-jogo.

Trata-se de uma expressão ligada à ética. Ora, todos sabemos que a ética, na futebolândia, é como as sondagens: vale o que vale. Se for em nosso benefício, está certa; se servir o adversário, é um corpo estranho, entre o vírus e a bactéria.

O desportivismo é, de qualquer modo, algo que os nossos adversários nunca conseguem alcançar, porque são uma gente mal formada, sem educação, incapazes de um gesto de, lá está!, fair-play. É isso, aliás, que serve para explicar por que razão é que, por vezes (muito raramente, claro), também somos forçados a não praticar o fair-play: como os nossos oponentes são, sem excepção, uns facínoras da pior espécie, torna-se necessário ignorar a ética por razões estritas de sobrevivência no meio dessa selva onde é tão difícil ser-se bem-intencionado.

É por isso que um desarme de um jogador de outra equipa será sempre violentíssimo e um pontapé na cabeça de um adversário desferido por um dos nossos não passa de uma acção compreensível, porque, provavelmente, já tinha havido provocações num jogo qualquer da oitava jornada de há três anos.

Quantos jogadores seriam capazes de fazer o que faz Di Canio no vídeo que se segue?

 

 

las calles (ruas) narran

las calles narran

…para mi joven hermana, Dra. Blanquita Iturra de Toro…psicoanalista

 Fue apenas una casualidad. La calle de aldea que muestro, es más un adorno que una casualidad, a pesar de corresponder a esquinas de las calles de la quinta en que vivíamos en Santiago de Chile. Un barrio antiguo, con una quinta rodeada de calles que tenían historia. La propia calle de la quinta, tenía una historia. No era por acaso que se

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Cartas a Sócrates – [5]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Temor, amor, é o que sinto despojada de ti, é não saber de que são feitas as tuas lágrimas ou se choras ou em que pensas quando adormeces ou se ris quando estás só.

 Temor, amor, é tudo o que desconheço e o que desconheço, bem sabes, és também tu (amor).

Amor, se eu te conhecesse, conheceria também os teus segredos, os teus anseios, os teus receios, um mundo só teu devastado – não, não é importante conhecer, nem conhecer-te para saber que o mundo e tu são admiravelmente mais belos e desejáveis: desconhecidos, adivinháveis.

PS.: #ILoveSocrates deeply 🙂

Publicado no F-Se! 


Cartas a Sócrates – [4]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Sei apenas, amor, que o tempo pára imóvel e o espaço abre em lume a tua presença, quando – só – amor, espero esse lume, nada mais.

Mas, é com um cuidado atento que desço uma máscara, amor, indiferente, enquanto a vida cresce subitamente mais plena e alimenta a sede de apenas diante de ti ser, também, esse lume.

E não é raro – obrigada –, amor, ter de desviar os olhos ou inclinar o corpo para longe.

Como queima esse lume?! E como irrompe graciosa a vida nesse lume interiormente, dentro, cada vez mais fundo removendo a escuridão e o terror, amor.

E tu? amor – bem sabes que não espero nada, nada mais, e que nada tenho senão o lume.

PS.: #ILoveSocrates much more 🙂

Publicado no F-Se! 

Cartas a Sócrates – [3]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Acordo, amor, sem urgência para que a noite caia novamente.
E o dia começa a doer enquanto aguardo impotente que passes
desprendido e dos teus lábios a voz se forme som disparado de
encontro a mim, amor.
Aí, amor, um novo acordar eclode iluminando o obscuro receio
de já não me reconheceres ou de que me comeces a amar,
também, obscuramente, desastrado e débil, amor, face aos
momentos sem distância separando-nos.
E delicadamente revisitados (amor), esses momentos, seriam
adormecidos sem urgência de acordar dolentemente para um
novo dia em que aguardarias que passasse e a minha voz
formasse nos meus lábios um som disparado de encontro a ti
amor, iluminando-te, sem precipitação e sem receio.

PS.: #IloveSocrates 🙂

Publicado no F-Se! 

Cartas a Sócrates – [2]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Quando saio, amor, à tua procura, é um mundo visivelmente
 novo que anseio. (Só tu me retiras do meu recolhimento e me
abres secretamente o desconhecido.). Saio todos os dias e todas
as noites, amor, sabendo que não me procuras, que não sentes a
privação nos meus gestos desastrados e incorruptos: à tua
procura. Não pressentes a minha voz, amor, somente delicada
para ti? Não, não reparas nem ouves os meus apelos
definhando tímidos, enfraquecendo à tua mercê, amor? Porque
não me procuras, amor?, eu que me abandonei e abandono
todos os dias e todas as noites para te encontrar diante de mim
abandonado à minha procura, procurando, procurando
inevitáveis amor.
Porquê amor? É forçoso que esta procura seja apenas

docemente desesperada e perdida enquanto saio todos os dias e
todas as noites não sabendo nunca que mundo desconhecido
anseias? Porquê, amor, desconheço?


PS.: #ILoveSocrates + 🙂

Publicado no F-Se!

Cartas a Sócrates – [1]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Acontece anoitecer, amor, sem suspeita aos teus olhos –
o meu corpo peregrino vai tombando no seu caminho: solitário,

triste e vazio, como vazios, tristes e solitários ficam os meus
olhos exilados do teu aparecer. E apenas a chuva generosa
o reconforta, amor, de sucumbir distante e inacontecido. Essa
água abundante é a única presença toldando e embriagando,
quando já sem forças regresso, lentamente, sem querer revisitar
os acontecimentos de mais um dia inútil e gasto à espera do
possível (des)embaraço. E açulada pela minha fraqueza, amor,
acontece anoitecer amortecendo para fugir ou para reter o que é
possível. Como se fosse possível saberes ou adivinhares que
anoiteço com uma mordaça que me impede de dizer tudo o que
poderia acontecer se doente não estivesse (amor), se em tudo
pudesse ser diferente ao teu lado, anoitecendo em silêncio. O
silêncio à tua volta – voltada do avesso para acontecer,
anoitecer amor junto a ti.


PS.: #ILoveSocrates 🙂

*Publicado no F-Se!

Como usar preservativos?

Há muitas maneiras de usar preservativos. Uma delas é vesti-los. Literalmente.

vestido feito com preservativosvestido feito com preservativos

Aritmética eleitoral em Coimbra para tótós

A direita hoje deu uns pulinhos a extrapolação de uma sondagem feita pelo Expresso. O método do semanário que sustenta a Euroexpansão é digno da empresa de sondagens que contrata: aplicar uma sondagem nacional aos distritos como se os resultados de cada círculo fossem proporcionais ao todo nacional. Já vi idiotices piores. Pelo menos é o que parece, se parece alguma coisa um “estudo” que ignora, por exemplo, que o BE elegeu um deputado em Leiria.

Motivo da felicidade: o BE perderia o seu deputado por Coimbra.

Em 2009, no total nacional, o Bloco de Esquerda teve 9,82% dos votos (e o CDS 10,43%). Mas em o BE Coimbra teve 10,77% e o CDS 8,74%. Como este ano Coimbra perdeu um deputado, os resultados serão sempre diferentes. Neste caso nem será forçosamente o 4º partido do distrito quem corre esse risco, já que o último a ser eleito foi, se não me falha a memória, do PSD. Primeiro não-eleito: o 2º da lista do BE.

E já agora, a distância a que ficou a CDU (5,76%), diz muito sobre o voto útil à esquerda no meu distrito. Claro que os resultados podem dar grandes cambalhotas. O pessoal do CDS sabe no entanto como são as sondagens em geral, e as da Euroexpansão em particular. Devo dizer que prefiro a eleição de Serpa Oliva pelo CDS, em detrimento de partidos como PS e PSD que não resistiram a meter paraquedistas entre o seus candidatos, no caso do PS reincidindo em Ana Jorge como cabeça de lista. Chamem-lhe bairrismo, mas direita por direita, ao menos que sejam de cá.

Solidários na desgraça:

Ao que parece, alguns benfiquistas crentes nas capacidades da sua equipa, adquiriram umas viagens a Dublin e agora estão desesperados para as vender.

Olhem que Dublin é uma cidade fantástica e a final promete: sempre jogam as duas melhores equipas portuguesas e uma delas, o FCP, é considerada pela UEFA a 3º melhor da Europa.

Todo o tópico é um must!

O Evangelista:

Nas próximas eleições legislativas, os portugueses estão perante duas coisas muito simples: ou querem a continuidade e votam claramente no PS ou querem uma mudança e votam maioritariamente no PSD. Uma coisa é certa desde ontem: a junção destes dois mundos, destas duas visões antagónicas num governo de coligação (bloco central) é impossível. O resto é conversa.

Ontem, em Santa Maria da Feira, Pedro Passos Coelho foi bem claro: “No Governo ou vai estar o PS ou o PSD; não vamos estar os dois e ninguém diga que isto não é democrático porque os portugueses é que vão escolher; Nós não nos adaptamos a tudo, nós não somos de borracha; Ninguém quer ganhar as eleições mais do que eu, mas todos os que gostam de ganhar de qualquer maneira tirem o cavalinho da chuva – eu não quero ser primeiro-ministro de qualquer maneira; Não queremos o poder pelo poder, nem o Governo a qualquer custo, queremos chegar ao Governo para poder ajudar Portugal”.

Para quem pensou que a decisão dos portugueses estava perfeitamente tomada, as últimas sondagens mostram que não é bem assim. Se é certo que em quatro sondagens, três dão a vitória ao PSD, não o é menos que essa vitória é curta. Depois de em apenas seis anos este PS ter conseguido bater recordes considerados impossíveis em tão pouco tempo, a saber: duplicou a dívida pública de 80 para 160 mil milhões de euros, o desemprego atingiu números nunca vistos, a educação está sem rei nem roque, a justiça bateu no fundo e o número diário de empresas a fechar é astronómico, mesmo assim, o PS apresenta valores acima do seu eleitorado natural (que ronda os 25 a 27%).

Uma das críticas que fazem a Passos Coelho é o facto de ele não “comunicar” tão bem como Sócrates. Hoje, em Viana, Miguel Relvas recordou que é verdade, que Sócrates é um profissional em comunicação e essa sua especialização custou-nos, em apenas seis anos, 80 mil milhões de euros.

Se repararem, para onde quer que uma pessoa se vire na comunicação social, em especial nas televisões (RTP à cabeça) ou nas rádios (TSF em destaque), aparece Sócrates com um discurso ao mais puro estilo “evangelista” de serviço. A colocação da voz, o olhar e a expressão corporal assemelha-se, imenso, com aqueles evangelistas americanos. Enganam-se os que pensam que é por acaso.

Muitos comentadores afiançam que estas eleições não vão ser fáceis para o PSD e Passos Coelho. Pois não. Mas serão bem mais difíceis para os portugueses. Nunca, como hoje, os portugueses estiveram perante tão grande desafio:

Ou se deixam levar por este estilo político copiado das estratégias comunicacionais da Igreja Universal do Reino de Deus e votam neste PS; ou preferem pensar muito bem no que se passou nestes últimos seis anos e alinham pela mudança votando PSD e Pedro Passos Coelho.

O resto, meus caros(as), repito, é conversa. Da treta.

Finlândia – um perigoso reaccionário no Parlamento

Se isto for um verdadeiro finlandês, a Finlândia perdeu o interesse todo.

Acordem: o memorando e as autarquias

3.43. Reorganizar a administração do governo local. Existem actualmente cerca de 308 municípios e 4.259 freguesias. Em julho de 2012, o governo vai desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades. O Governo vai implementar esse plano com base em acordo com o pessoal da CE e do FMI. Estas mudanças, que entrarão em vigor no início do próximo ciclo eleitoral local, vão melhorar o serviço, aumentar a eficiência e reduzir custos. Memorando da Troika

Não diria que temos freguesias e concelhos a mais ou a menos: afirmo que o nosso mapa administrativo é do séc. XIX, nada tem que ver com a realidade geográfica actual, e ainda por cima foi desenhado em grande parte às ordens da engenharia eleitoral da época.

Assim de repente e onde vivo, em Coimbra, várias freguesias não têm pés nem cabeça, deviam ser agrupadas, e uma ou outra por sua vez divididas.

Também a correr, no Baixo-Mondego, os concelhos de Soure e Montemor-o-Velho têm fronteiras completamente absurdas, fazendo com que ao caminhar pela margem esquerda saltitemos de um para o outro, sem que tal faça o mínimo sentido.

Estaria então de acordo com esta parte do acordo. E estou, desde que a reorganização administrativa seja feita com consulta às populações, incluindo referendos, única forma de se contornarem bairrismos exacerbados, motivo principal porque nenhum governo teve testículos para se meter nisto.

Agora a minha bola de cristal assegura-me que nada será feito, ou melhor, decorativamente se-lo-á onde encontrarem autarcas sem capacidade negocial. A prova é esta:

O presidente do governo regional disse hoje não ver “razão para reduzir os municípios e freguesias da Madeira”. Ao recusar a medida integrada no acordo com a troika, Alberto João Jardim advertiu que a divisão administrativa “é uma competência da assembleia legislativa regional”. Público

Estamos conversados.

Finalmente, uma linha de discurso no PSD

PPC veio com a linha de discurso ou nós ou eles. Na verdade, ele disse ou eles ou nós mas isto é apenas um detalhe. Por uma vez se vê uma argumentação que possa ser desenvolvida para pôr a descoberto os anos de governação que nos levaram à bancarrota. Sim, porque é disso que se trata neste empréstimo de 78 mil milhões de euros. 7800 euros a cada um de nós, seja bebé, seja moribundo. E atendendo a que apenas pagam impostos cerca de 3.5 milhões de portugueses isto dá hmmm é só fazer as contas.

O português segundo Cavaco: a descoberta da pólvora

 

É preciso tratar de forma diferente aqueles que têm um rendimento diferente e uma situação familiar diferente

Se não fizermos alguma coisa é porque não fizemos nada e se fizermos duas, teremos feito mais do que uma. Ora, para que a economia recupere, o ideal é que não estagne, e o desemprego diminuirá se houver mais gente a arranjar emprego. Na minha opinião, as consequências decorrerão das causas e o silêncio só se alcança com a total ausência de ruído. Para além disso, é importante verificar que o posterior vem depois do anterior, do mesmo modo que só se deve gastar, no máximo, o que se ganha, embora, para poupar, seja importante não gastar tudo, pois só assim restará alguma coisa. Julgo, ainda, que o papel do Presidente da República deve estar de acordo com as funções que desempenha e que a escolha da discrição está de acordo com a ausência da exuberância.

No que se refere à troika, a verdade é que só chegou após ter vindo e só poderá partir porque chegou. A crise, por sua vez, é um momento de reflexão. Se não houvesse crise, também podíamos aproveitar para reflectir. A propósito de crise, é preciso perceber bem que um empréstimo obriga a um pagamento.

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Estação da Senhora da Hora

Um comboio ascendente, proveniente de Porto Trindade e com destino a Guimarães-Fafe ou Póvoa de Varzim, parte da estação da Senhora da Hora. A fotografia será de 1977/78, anos da entrada ao serviço destas automoras duplas de via métrica fabricadas pela Alsthom; o edifício de passageiros ainda existe, preservado, ao lado do qual passam agora as composições do Metro do Porto. Algumas destas automotoras são agora úteis às populações de vários países africanos e da Argentina.

Genial: What The Fins Need To Know About Portugal

Canção pós-eleitoral de 5 de Junho de 2011 (hipótese)

Tive uma semana difícil. Do tempo preenchido com compromissos profissionais, sobrou muito pouco. Agora, findas as jornadas, tive a oportunidade de ler meia dúzia de notícias. Mas uma, esta, causou-me especial surpresa, ao revelar sondagens que atribuem a probabilidade de empate técnico entre PS e PSD – na sondagem da Universidade Católica, os socialistas superam com 36% os 34% do PSD.

Sondagens são sondagens. Valem o que valem, argumentam os políticos. No entanto, parece-me efectivamente possível que na noite eleitoral, conhecidos os resultados, haja alguém que não tenha ficado prevenido com o aviso: “Eu falei que isso ia dar merda”.

(“Isso” é, entre o mais, colocar Eduardo Catroga a comunicar desastradamente; ou impercetivelmente, como definiu Alberto João Jardim).

Um brasileiro diria: “Não diga que eu não falei”. Eu, português, afirmo: “Não diga que eu não avisei”. A finalidade da mensagem é igual. Tome-a a sério quem quiser.

Tradução do memorando do acordo com a troika FMI-BCE-CE concluída

Os nossos aventadores Helder Guerreiro,  Jorge Fliscorno e mais alguns meteram as mãos na massa, e fizeram o que a comunicação social não fez: traduzir para português as 34 páginas do memorando do acordo com a troika FMI-BCE-CE.

Concorde-se ou não com o acordo é um documento fundamental e que provavelmente vai reger a nossa vida nos próximos anos. Temos todos direito a lê-lo, e não apenas aos resumos que jornalistas e políticos vão fazendo. Como muitos comentaram foi um verdadeiro serviço público prestado por estes nossos colegas, a quem presto homenagem, em meu nome e no dos restantes aventadores. E uma vergonha para a comunicação social, que não se deu a esse trabalho, que poderia e deveria ter sido feito por profissionais.

Não é uma obra acabada: alguns leitores chamaram a atenção para pequenos erros, naturais num trabalho feito voluntariamente por amadores, mas para já está concluída. Agradecemos, em particular ao Pedro Braz Teixeira que tem feito alguma revisão do texto, e solicitamos que na respectiva caixa de comentários nos indiquem qualquer falha que encontrem. Aguardaremos por essas críticas, passando depois à edição do texto em ficheiros para download. Trabalho partilhado e em rede, pois claro, como se faz no séc. XXI.

Mais uma vez, obrigado.

Confirma-se que sem imposição da troika, a irracionalidade prevalece

O ministro da Presidência Silva Pereira, assegurou hoje que o acordo para a ajuda a Portugal não vai travar o contrato já assinado do troço Poceirão/Caia da Linha Lisboa/Madrid. (i)

poceirão

Para que vai servir esse pedaço de caminho de ferro entre a fronteira e o Poceirão?

Marcha Global pela Marijuana

Nada como uma crise para fazer as grandes reformas. A guerra da droga, sobretudo no campo de batalha marijuana, é das mais velhas e estúpidas guerras que os humanos travam.

E se estamos em tempo de crise económica vejam a poupança que se pode fazer nos custos da  repressão dos traficantes se acabarmos  com os traficantes. E o que se pode ganhar em impostos, a juntar aos do álcool e tabaco.

E já agora, descubra como a canabis foi proibida:

A marcha, é este sábado, em várias cidades portuguesas, em centenas pelo mundo fora.

Acordo ortográfico – a opinião de Mia Couto

Muito interessante a entrevista de Mia Couto ao i. Destaco, aqui, a resposta a uma pergunta sobre o acordo ortográfico:

Não sou um militante contra o acordo. Não me reconheci em algumas da razões que foram invocadas para chegar a este acordo, como por exemplo que este acordo facilitaria um melhor entendimento entre a língua. Sempre li livros do Brasil e com o maior prazer, pelo facto de eles terem uma grafia ligeiramente diferente. Os meus livros e os de Saramago são publicados com a grafia original e nunca ninguém se queixou. Acho inclusivamente que há uma diferença na grafia que só traz valor. Mas não faço guerra ao acordo. As nossas guerras são outras, é perceber porque é que nós, países de língua portuguesa como Portugal ou Moçambique, estamos tão distantes do Brasil, porque é que o Brasil está tão distante de nós. Por que razão é que um filme português no Brasil tem de ser legendado. Porque é que quando eu chego ao Brasil e digo que sou de Moçambique, ninguém sabe onde é ou o que é Moçambique.

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Estação da Trofa

Estação da Trofa, entre os ano 60 e 70; à esquerda, um comboio da via métrica Porto Trindade-Fafe; à direita, um comboio ascendente da Linha do Minho. A fábrica têxtil ao fundo encontra-se encerrada há vários anos.

Carta de amor a Dublin


Sabes bem como eu amo Dublin. Não é uma cidade de monumentos. Não é uma cidade linda. Mas é uma cidade fremente de vida. De noite. De paixão.
Em Dublin, amor, fomos felizes e havemos de voltar a ser. Em Dublin, fomos tudo aquilo que tínhamos sonhado. Desde que estivessem cheias as canecas de «Guiness» e de «whiskey in the jar». No mais antigo pub de Dublin, o Brazan Head (1198), lembras-te?, erguemos todos os copos em honra da Molly Malone. Estava na hora de preparar os corpos para a noite do Temple Bar.
E enquanto lemos um livro do Oscar Wilde ou do James Joyce, saboreámos o «Fish & Chips» do Leo Burdock num dos baquinhos do jardim da Christ Church. Lembras-te das paredes? Edith Piaf. Bruce Springsteen. BB King. Tom Cruise. Todos levaram de lá um guardanapo de papel e, se calhar, também se foram sentar no mesmo sítio.
Vamos deixar as compras de lado. As compras naquelas lojas caríssimas que já conheceram melhores dias. Eu sei que é Natal, mas temos tempo para os presentes.
Vamos para o Temple Bar. Ó vamos. Ó vamos. É dali que somos. Daqueles pubs que são exactamente iguais aos que vimos nos filmes. Está a tocar o Patsy Watchorn. O Davy Spillane – lembras-te do Davy Spillane a tocar na Ribeira em 1990?, foi aí que estivemos juntos pela primeira vez. [Read more…]