A prepotência da Comissão Europeia à vista

A Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) é o único mecanismo que abre aos cidadão europeus uma frincha para uma ligeiríssima intervenção directa nas políticas europeias. Ligeiríssima porque a Comissão Europeia (o órgão executor da UE) não é obrigada a seguir as reivindicações dos cidadãos, podendo decidir o que a sua excelsa vontade por bem achar. Mas enfim, tem de se dar ao trabalho de dar uma resposta mais ou menos cabal; e o Parlamento Europeu sente-se um bocadinho pressionado. O reconhecimento de uma ICE requer o cumprimento de vários requisitos, o primeiro dos quais é a aceitação, pela Comissão, do registo da dita ICE.

Em Julho de 2014, a Plataforma Europeia STOP TTIP (reunindo mais de 500 associações de todos os estados-membros) solicitou à Comissão Europeia (CE) o registo de uma ICE intitulada “Stop TTIP”. Nessa proposta, os cidadãos pediam à CE que recomendasse ao Conselho a revogação do mandato que este lhe tinha outorgado para negociar o TTIP (acordo de comércio e investimento com os EUA) e que se abstivesse de celebrar o CETA (idêntico acordo com o Canadá).

Inesperadamente, em Setembro de 2014, a CE sai-se com uma justificação formal e dúbia para negar liminarmente o registo da ICE: um mandato de negociação não é um “acto legal” que possa ser objecto de uma ICE. [Read more…]

O eixo do mal

Não confundir com o (excelente) Eixo do Mal da SIC Notícias. Este é literalmente um eixo do mal. Até uma espécie de bola de cristal os gajos têm. Aposto que a seguir foram dar umas chicotadas juntos, para celebrar a assinatura de mais um contrato de armamento, desta feita no valor de 110 mil milhões de dólares. Os carniceiros não são todos iguais e alguns a malta vai tolerando. Pelo menos enquanto houver petróleo, e estes têm que se fartam.

America first, Saudi Arabia second. It’s gonna be huuuuuge.

Hoje é lida a sentença do julgamento BPN

O caso BPN surge no âmbito da Operação Furacão.

A Operação Furacão investigou instituições financeiras e empresas de vários sectores da actividade económica por práticas de evasão fiscal entre 2003 e 2005, práticas essas que terão lesado o Estado em mais de 200 milhões de euros. Esta investigação terá tido início em Março de 2004, incidindo especialmente na banca, na construção civil e nos casinos, tendo mais tarde sido alargada a outros sectores.

As primeiras buscas no âmbito da operação foram realizadas a bancos e escritórios de advogados a 17 Outubro de 2005.

Em finais de 2006 surgem rumores que os bancos BES, BCP, Finibanco e BPN foram alvo da investigação.

Em 2008, após a renúncia do presidente do BPN José Oliveira e Costa, começaram a surgiu acusações de gestão danosa e fraude fiscal.

Tendo o Banco de Portugal aconselhado a nacionalização do BPN sem uma estimativa apurada dos custos, no final de 2008 obanco é nacionalizado, cabendo à Caixa Geral de Depósitos a gestão do mesmo até à sua reprivatização. Foi posteriormente constituída uma comissão de inquérito parlamentar à nacionalização.

Com um custo previsto inicial a rondar os 700 milhões de euros, até à data os financiamentos de tesouraria já ultrapassaram os 4 mil milhões de euros tendo o Estado concedido garantia às emissões de papel comercial deste valor. [tretas.org /dossier BPN]

Ide ler a excelente cronologia mantida pelo Hélder no seu tretas.org para recordar uma coisa muito simples. 

Hoje, se não houver adiamento, será lida a sentença de um julgamento que durou 6 anos e que se refere a factos que começaram a ser investigados há cerca de 13 anos.

Eis o Estado de negação de Justiça onde vivemos. Esta sim, e não essa treta de viver acima das possibilidades, é a causa do estado de ruína do país.

Trump a tirar medidas

“Então é isto que os mexicanos vêem”, terá dito Trump enquanto puxava da fita-métrica. 

Reflictamos acerca «do que se exige e espera das instituições públicas»

Now, promise you’ll stay right there… I shan’t be long.

— Bond, James Bond

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Pelo menos, escrevem ‘inserção’, ao contrário dos autores do AO90.

Quanto a esta ocorrência na primeira página do jornal que em tempos de liberdade de expressão prefere resistir silenciosamente, os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar.

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(Roger Moore, 1927-2017).

Morreu Roger Moore

roger_moore_007James Bond, 007.

Corrupção e tráfico de influências: o cancro autárquico que corrói o país por dentro

Ouvimos vezes demais dizer que vivemos acima das nossas possibilidades, que somos irresponsáveis e maus gestores do nosso dinheiro. Esta pulhice, alimentada pela imprensa arregimentada e pelo discurso paternalista do regime, levam uma grande parte da população a crer que a economia não sai da cepa torta por sermos todos uma cambada de chicos-espertos. Todos não, que o problema nunca somos nós. São sempre os outros, os subsídio-dependentes, a esquerdalhada dos sindicatos ou os funcionários públicos, esses nababos. [Read more…]

“Uma fossa séptica a que deram a alcunha de arquitecto Saraiva”

 

O expediente específico

Ensuma l’essència, recula cap a la natura salvatge i frondosa, cap als boscos de fusta olorosa nodrits amb romanís, farigoles i espígols i regats amb ungüents de pluja, amb colònia de llac i salt de riu, que han acabat impregnant en les planes que ara gaudeixes les olors d’una vida escapçada.

— Anna Ortiz i Huguet, “Llibre objecte/Libro objecto (L’olfacte)”

Uma vergonha.

— Rodolfo Reis, 21/5/2017

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Sobre o comunicado da Administradora Não Executiva da Arrow Global

“A autossatisfação com alguns resultados alcançados, ignorando o que os permitiu e desprezando o que devia ser feito para os manter, é a receita infalível para voltarmos, mais dia menos dia, aos problemas do passado.” Maria Luís Albuquerque 

Em 2016 o crescimento era fraco porque a Geringonça só fazia reversões. Agora, o crescimento deve-se ao que veio de trás, apesar de ter sido revertido. A tese do PSD resume-se a isto.

Este crescimento deve-se à conjuntura externa e aconteceria independentemente do governo que estivesse em funções. Maria Luís Albuquerque é apenas mais uma demagoga que não preza a honestidade intelectual. 

Com uma pequena diferença. Estivessem o PSD e o CDS agora no governo e ninguém calaria as suas teses de que a austeridade estava a funcionar. Por isso é que Maria Luís tenta demonstrar, sem o conseguir, que a austeridade se manteve igual. 

E, no entanto, aí está o crescimento,  sem o constante matraquear miserabilista do viver acima das possibilidades para continuar a fazer a única coisa que PSD e CDS fizeram: baixar salários,  pensões e reformas.

É um crescimento efémero? Pois é. E o segredo está em aproveitar as oportunidades, em vez de insistir na auto-flagelação. 

Quando uma autarquia portuguesa intervencionou Abbey Road

A rotunda, o multi-usos, a estátua da rotunda, a passadeira com lomba e, última moda, o semáforo com temporizador. Anos de obra pela obra materializados em Abbey Road. Se não aconteceu, poderia ter acontecido.

Obrigado, Jornal Económico

Pela ortografia que por vezes aparece no Expresso.

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Quando um simples número os deixa deprimidos!

[Rui Naldinho]

Esta semana tivemos a notícia de que no último trimestre, o país teve um crescimento económico de 2,8% em termos homólogos, em comparação com o ano anterior.
Sem querer embandeirar em arco estes resultados, até porque estas notícias, sendo boas, são sempre muito voláteis, registo no entanto a estupefacção de muita gente que nos ameaçou com inferno. Será que é natural? Tenho as minhas reservas! O número não sendo grande, pode ainda assim provocar algum arrepio a uma certa classe politica que profetizou o inverso daquilo que nos está a acontecer.

Este crescimento é conjuntural e não estrutural, dirão alguns.

E antes, era o quê? [Read more…]

O Brasil e a direita portuguesa

O óbvio passou a ter prova. Apanhado no esquema dos subornos, constata-se que o presidente Temer e respectivo séquito é, pelo menos, tão corrupto como o poder deposto pelo golpe do impeachment. Com a particularidade de Dilma, ao que se sabe neste momento, não estar a contas com a justiça.

Durante o período que culminou com a destituição de Dilma, a bloga nacional de direita vibrou com o clima brasileiro. Um chavão recorrente incidiu no suposto facciosismo da esquerda portuguesa, ligada afectivamente ao PT e, portanto, incapaz de autocrítica.

Foi, portanto, com particular satisfação que registei a forma implacável como esses bloggers se atiraram a Temer e restante turma. Reconheceram o traste que o homem é, um corrupto e oportunista que deu o golpe graças à Globo, que estava ao seu serviço. Grandeza também é isto, reconhecer o erro!

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Uma piada recauchutada

Sabem porque é que algumas pessoas estacionam mal? Porque sempre lhes disseram que 20cm é quanto se cresce numa noite.

Noite escaldante no Porto

Entendeu a Liga Portuguesa de Futebol não realizar os jogos da última jornada do Porto e do Benfica no mesmo dia e à mesma hora, talvez porque a vitória no campeonato esteja decidida, permitindo assim um maior encaixe financeiro com a transmissão directa dos 2 jogos.
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Acontece que, nestas coisas da bola, há cada vez menos bola, em detrimento de mais programas de fanáticos do seu clube, mais gente que não quer saber de bola sequer e, no caso, uma claque de doidos, como todas as outras, que, em vez de estar num estádio a ver o jogo do seu clube, poderá estar à solta noutro local da cidade do seu clube, quiçá ali mais para as bandas do Estádio do Bessa, à hora do Boavista vs. Benfica!
Está o “balh’ armado”, pelos vistos, com incúria e sem precaução nenhuma.

Pedras Salgadas

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Sucesso escolar, pólvora, fogo, roda

Há alguns dias, o Ministério da Educação voltou a descobrir o fogo, a inventar a pólvora e a criar a roda ou vice-versa. Graças a um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas, conclui-se aquilo que já se sabe há muito tempo sobre os factores que influenciam o sucesso escolar: “o contexto socioeconómico continua a ser determinante.” Relativamente a um estudo anterior, relativo ao terceiro ciclo, já o ministério tinha reconhecido o mesmo.

É certo que, nos últimos anos, a mesma entidade, com outros ministros, tem tentado refutar a realidade. Nos finais do consulado socrático, chegou a publicar-se uma espécie de estudo cujas conclusões chocavam de frente com a realidade: com a coordenação de Cláudia Sarrico, afirmava-se que o sucesso dos alunos dependia pouco dos pais, ou seja, que o contexto socioeconómico era factor de pouca importância. Aqui pelo Aventar, o tema foi abordado várias vezes, não sendo difícil, na rede global, descobrir gente que trata o assunto com seriedade.

Com a chegada de Passos Coelho, Nuno Crato, aludindo à existência de estudos com títulos desconhecidos (técnica muito utilizada pelos políticos), insistiu na ideia de que os problemas dos alunos seriam resolvidos desde que os professores fossem bons. Logicamente, o insucesso dos alunos seria sempre da responsabilidade dos professores. Estas afirmações e outras tornaram fácil tomar medidas como, por exemplo, a de aumentar o número de alunos por turma: se a qualidade do professor fosse um factor determinante, a quantidade de alunos dentro da sala perderia importância.

A (re)descoberta da importância do contexto socioeconómico deveria obrigar qualquer governo a perceber que o sucesso escolar é uma questão social que não pode ser resolvida apenas pela escola. A esperança de que esta redescoberta tenha efeitos nas políticas, no entanto, é ténue, porque o que é preciso é evitar reprovações a qualquer preço, sem, na realidade, se perder tempo a pensar nos problemas sociais e educativos. O que vale é que, qualquer dia, volta um ministro que desvalorizará a importância do meio socioeconómico a quem sucederá um outro de sinal contrário, de adiamento em adiamento até à indecisão contínua.

Efectivamente, não pode ser

The people ahead of them are shooting up to the stratosphere, and then comes the scapegoating.

Noam Chomsky

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Amigo atento enviou-me esta primeira página, com palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990. É sabido, desde d’Andrade e Viana, que a ‘rutura’, além de inventada, é “injustificada”. Contudo, ei-la.

Além disso, tratando-se do presidente da direcção do Sporting, a grafia correcta é ‘ruptura’.

Exactamente.

Aliás, como é sabido, pelo menos desde que se leu aquilo que ainda há pouco escrevi («palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990»), no Brasil, [Read more…]

O machista sociopata e a galdéria de Schrödinger

O argumento dos machistas sociopatas que defendem o rapaz no caso da agressão sexual no autocarro é interessante. Vejamos:
– Por um lado, a rapariga é devassa e estava a pedi-las, pois alegadamente terá passado a noite em festa, bêbeda e drogada.
– Por outro lado, apesar de estar alegadamente bêbeda e drogada, aquilo não é agressão sexual, pois ela consentiu tudo.

O machista sociopata encontra, assim, a galdéria de Schrödinger, quando a rapariga está totalmente grogue e, simultâneamente, está consciente e permite o acto.
Estamos no século XXI e ainda há pessoas que defendem que é legítimo praticar actos sexuais com pessoas inconscientes.
Parem um momento para pensar nisto.

Uma Página Numa Rede Social

Jornal O Jogo cai no ridículo

Se o caso que faz notícia é, em bom rigor, uma absoluta nulidade, a falta de profissionalismo de quem a escreveu e do respectivo editor é gritante. A modelo da Playboy andava “aos saltitos” e quase foi atropelada pelo pelotão do Giro. “Infelizmente nada aconteceu“, o que é uma pena, pois teria sido fabuloso se a senhora fosse atropelada. Pelo menos a julgar pelo teor desta peça. Um aplauso para o jornalismo de qualidade.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

 

O pó da fivela

©Guy Denning

Já toda a gente conhece o Tomé e esse é o maior problema dele. Já não há ouvintes para os seus poemas, nem mecenas para umas cervejas, nem testemunhas para as epifanias que com frequência o arrebatam.

Ao Tomé, ignora-se e apenas quando não é possível evitá-lo.

É um homem de idade incerta, algures entre os 40 e os 65, escanzelado, com cabelo cortado às três pancadas, roupa que já passou por outros corpos antes de lhe chegar, sapatos cambados, dentes estragados, o nariz sempre a pingar porque, como ele vai contando a toda a gente, sofre de uma alergia que lhe dura o ano inteiro e tem o septo desviado.

Por acaso, no dia em que o conheci, e em que ele insistia em ler-me a sua elegia “A sétima morte dos ludopatas”, comecei por oferecer-lhe um lenço de papel, que ele recusou com gesto soberbo.

– Não, obrigado. Só uso lenços Poker. [Read more…]

A Praxe integra

Ou havia dúvidas?
Desfile do Enterro da Gata em Braga, 17 de Maio de 2017.
© FB Alex Liberall

Julian Assange livre

julian_assangeFundador da Wikileaks livre para sair à rua

Façam as vossas apostas!

uk_bets_trump_impeachment
Trump vai ou fica?
As chances são 50-50!

Chris Cornell (1964 – 2017)

Quando o Kurt Cobain morreu, eu tinha 10 anos e o Grunge era algo de muito familiar e presente no meu dia-a-dia. Vantagens de ter um irmão mais velho com bom gosto, que assumiu a função de cordão sanitário entre mim e o lixo comercial que a maioria das rádios já passavam, e que possuía o único sistema de som que existia lá em casa. Hoje, neste dia triste que me transporta para esses tempos e para as milhares de vezes que ouvi Soundgarden, deixo-vos com este tema, que podendo ser considerado “batido”, é inegavelmente um dos grandes hinos do Grunge, cantado e tocado pelo Chris Cornell, que ontem se despediu da humanidade. Que descanse em paz 🙁

Sim, é mesmo verdade: 25% dos portugueses estão em risco de pobreza ou exclusão social

Depois de um glorioso fim-de-semana de Fado, Fátima e Futebol, eis-nos de regresso ao mundo real. E no mundo real, nesta bela pátria à beira-mar plantada, solarenga e forrada a turistas estrangeiros a passear nos tradicionalíssimos tuk-tuks, existem 2,6 milhões de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social. Um número que não pode ser ignorado e que põe a nu, de forma inequívoca, o fosso profundo que divide a sociedade portuguesa. [Read more…]

É muito fácil

Every word I said is what I mean
Chris Cornell & Hunter Shepherd

May I continue?
— Noam Chomsky

“Somos Porto”. É fácil dizer [ˌsomuʃˈpoɾtu].
— Rodolfo Reis, 14/5/2017

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De facto, também é fácil dizer “Portugal vinculou-se ao Acordo Ortográfico“.

Repare-se: [puɾtuˌɡaɫ vĩkuˌɫosɨˌau̯ ɐˌkoɾdu ɔɾtuˈɡɾafiku].

Muito fácil.

Efectivamente.

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Chris Cornell (1964-2017)

[Read more…]

Carlos Magno Demitiu-se

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Gerador de frases automático e ventoinha de discursos redondos, inócuos e inconsequentes, demitiu-se o director da Entidade Reguladora da Comunicação Social, doutor Carlos Magno Castanheira. Ou ainda não?

A tese de Mestrado do Mestre Macaco

No ISMAI