
Passos Coelho dixit. Todos nós acreditámos. (via José Adelino Maltez)
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Passos Coelho dixit. Todos nós acreditámos. (via José Adelino Maltez)

31/08/2015: desembarcam no porto do Pireu (Atenas, Grécia) mais 2500 refugiados, a maioria sírios, depois de, no dia anterior, terem ali aportado 1745. Destino: a UE via Hungria, passando pela Macedónia e pela Sérvia, percorrendo cerca de 1500 quilómetro
No último fim-de-semana o antigo secretário de estado adjunto da Justiça, ex-candidato à liderança dos sociais-democratas e actual eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, trouxe Sócrates e a Justiça para a campanha eleitoral. Numa intervenção, durante a Universidade de Verão da JSD, Paulo Rangel surpreendentemente questionou se “ alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação? “.
O que Paulo Rangel quis dizer, não foi nem mais, nem menos, que a justiça está dependente do governo e que, por isso, é instrumentalizada, passando claramente a mensagem que a justiça é permeável a pressões.
Será que Paulo Rangel quis dizer que enquanto o PSD e o CDS estiverem no poder os seus governantes, deputados, autarcas e dirigentes estão a salvo de investigações e processos judiciais? É natural que depois desta sua intervenção possa ficar a “ pairar no ar “ a dúvida que a Justiça é controlada pelo actual poder político executivo.
A partir deste momento Paulo Rangel partidarizou a Justiça, sendo que entendo estas afirmações ofensivas para o sistema judicial e para os seus intervenientes.
Estas tomadas de posições políticas são inaceitáveis para um licenciado em Direito, advogado e antigo secretário de estado adjunto da Justiça, tendo sido já repudiadas pelos mais diversos sectores da justiça portuguesa. Mais que ninguém Paulo Rangel sabe que o sistema judicial português é independente. Por isso estas afirmações só podem ser entendidas como ” chicana política ” de forma a trazer a campanha eleitoral para o lamaçal, porém, Paulo Rangel deveria saber que em política muitas vezes “o feitiço vira-se contra o feiticeiro”.
Espero, como militante do Partido Social Democrata, que este apenas seja o pensamento do ex-secretário de estado, Paulo Rangel, sobre o funcionamento da Justiça no nosso País. Eu quero uma justiça livre, sem tutelas, competente e com os meios necessários ao seu dispôr para fazer o seu trabalho de forma independente e o mais célere, tanto quanto possível, porque também tenho que reconhecer que muitas vezes a pressa numa investigação pode ser inimiga da perfeição.
foi anunciado em 2010, no livro Mudar – em que também anunciou «a missão histórica» que agora entrega aos portugueses, apelando a que se deixem de partidarites. Cumprindo esse desígnio, nas eleições que ganhou abstiveram-se mais de quatro milhões de eleitores. Era só para lembrar.
Pouco depois de ser eleito em 2011, Pedro Passos Coelho abandonou definitivamente a propaganda pré-eleitoral e mostrou ao que vinha: Portugal tinha que empobrecer. Ora bem, nem todos teriam que empobrecer, apenas aqueles que se encontravam do lado errado do fosso, fosso esse que não parou de aumentar desde que o actual governo chegou ao poder. Os restantes cresceram e multiplicaram-se. [Read more…]
No dia 23 de Abril de 2015 apresentei na minha página pessoal no facebook uma denúncia pública, que enviei para a Procuradoria Geral da República, para o DCIAP para a Polícia Judiciária, relativamente ao porta-voz e vice-presidente do PSD, Marco António Costa. Entretanto esta denúncia deu lugar a um inquérito, confirmado publicamente pela PGR, através de uma notícia na TVI, no dia 15 de Maio. Também como foi tornado público pela comunicação social este inquérito corre termos no DIAP do Porto, encontrando-se em segredo de justiça.
Ontem ao ler aqui o texto do J. Manuel Cordeiro veio-me logo à memória o que passei com a criação de perfis falsos no facebook. O mecanismo que ele relata foi exactamente o mesmo pelo que passei e ainda passo nessa rede social. Esta é a arma dos cobardes que não têm outros argumentos.
Após abertura do inquérito pela Procuradoria Geral da República para investigar Marco António Costa foram usados e criados a um ritmo rápido e crescente perfis falsos, curiosamente com indícios que levantavam fortes suspeitas de terem ligações ao PSD, com o único objectivo de tentar descredibilizar a minha pessoa atingindo o meu bom nome e a minha honra com um chorrilho de puras mentiras.
Neste meu caso chegou a tomar outras proporções, algumas pessoas, através de perfis falsos, tentaram e continuam a tentar intimidarem-me fazendo ameaças veladas à integridade física e à vida da minha família e da minha pessoa, sendo que as minhas empresas são também alvo, destas mensagens privadas.
Porém este fenómeno da criação de perfis falsos não se resume ao facebook. É também prática comum noutras redes sociais, blogues e fóruns de discussão, sendo que o efeito pretendido, por este tipo de gente, é mais fácil de obter nas redes sociais, pela rápida partilha dos posts pelos ” amigos “.
São frequentes as queixas de desonestidade que incluem percursos desnecessariamente longos ou tentativa de extorsão ao cliente, principalmente estrangeiros, aos portugueses os grunhos mostram má cara e por vezes falta de educação. Incapazes de prestarem um serviço público de qualidade, detestam concorrência, protestam e vociferam ameaças, perante a contemplação das autoridades policiais e permissividade do poder político…
com conotação dramática evidente, por vezes trágica, que em migrante se dilui quase por completo. Refugiado lembra a responsabilidade ocidental no caos, migrante quase só parece da família de ‘piegas’. »
Ana Cristina Leonardo, no Expresso de 29 de Agosto de 2015 (crónica lida aqui)


2015 já vai a mais de meio, a silly season ainda dura e é moda falar de números. Oportunidade, portanto, para um breve balanço do Aventar. É umbiguismo, sim, mas é também uma forma de dar a conhecer alguns dados que, habitualmente, só estão disponíveis para os autores.
Durante os últimos 5 anos, período para os quais temos estatísticas, tivemos mais de 4.5 milhões de leitores únicos, os quais visitaram cerca de 10.9 milhões de páginas e escreveram 80.579 comentários referentes a 26.478 posts. Ao longo deste período, muitos foram os artigos que atingiram níveis de partilha notáveis, dos quais destacamos alguns mais abaixo.
Mas o Aventar não é só posts.
Depois do 25 de Abril e do fim do fascismo o novo sistema político português assumiu o pressuposto fundamental das democracias liberais em que se inspirou: o poder deve estar em última instância nas mãos do povo que pode escolher a melhor proposta política apresentada pelos veículos privilegiados que são os partidos. Em democracia representativa a existência de uma multiplicidade de propostas é fundamental para que haja possibilidade de escolha e de mudança, se considerado necessário. Idealmente, os eleitores que não se revirem em nenhuma delas podem organizar-se livremente num novo partido e apresentá-lo a eleições. [Read more…]

Já se suspeitava que havia promoção de propaganda política da PAF com recurso a perfis falsos do Facebook e aqui se faz prova. Por exemplo, Maria Luz tem 4,970 amigos, é de Odemira e vive em Lisboa. Pelo menos é o que consta da sua página no Facebook.
Mas será verdade?
[Actualização 30/08/2015, 11:30 – Passado 1h30 desde a publicação deste post, o perfil “Cristina Morais” foi apagado. Consultar cópias no final do post.]
[Actualização 05/11/2015 – Passados 67 dias desde a publicação deste post, o perfil “Maria Luz” foi apagado. Consultar cópias no final do post.]

Senti, imperiosa, esta determinação vinda do alto, à qual me apresso a corresponder humildemente. Penitencio-me, pois. Estive eu aqui, numa outra publicação, a brincar com as razões que levaram Santana Lopes a desistir da sua candidatura à presidência da República e agora, espantado – mas também elevado! – dou comigo a assistir a uma longa entrevista dada por este personagem à SIC, entrevista essa que, sob o tema “eu não me vou candidatar e vocês nem sabem o que perdem, mas eu vou explicar”, me mostrou a luz: Pedro Santana Lopes não ambiciona a presidência da República. Almeja, isso sim, a canonização.
Com as eleições à porta, o governo que não ia aumentar os impostos antes das Legislativas de 2011 mas que acabou por impor um aumento brutal da carga fiscal vem acenando aos portugueses com a possibilidade de reduzir a sobretaxa do IRS, no âmbito do esforço colossal que a coligação vem desenvolvendo para garantir a sua reeleição, sustentado na manipulação de indicadores económicos, promessas vãs e ataques permanentes a um recluso do estabelecimento prisional de Évora.
Acontece que, como qualquer mentira, o conto para crianças da devolução da sobretaxa do IRS foi desmontado, neste caso pelo Bloco de Esquerda, explicado neste vídeo pela Mariana Mortágua. O video tem apenas um minuto e meio e a objectividade com que a questão é explicada não deixa margem para dúvidas: as contas do governo, que sustentam a promessa de devolução da sobretaxa, assentam em impostos que não foram ainda recolhidos e no empolamento dos números da receita fiscal para criar uma folga que não existe, através de uma regra criada pelo próprio governo para reter os reembolsos de IVA e IRS das empresas e dos contribuintes até depois das eleições. Porém, se passar despercebido, este embuste só cairá por terra já depois das eleições, quando nada houver a fazer. Fica o alerta para aqueles que ainda acreditam em histórias para embalar jotas.
precisa de política corajosa, e de «governos [que] não cedam a calendários eleitorais (como o português), como se de uma invasão de marcianos se tratasse.» Bernardo Pires de Lima, hoje no DN
O intruso entrou na sala silenciosamente, servia-se Pedro de uma reconfortante bebida, descontraindo de um dia cheio de inaugurações e contactos com aquela gente simples apoiada pela Santa Casa. Enfim, uma maçada. Mas bem paga, lá isso era. Discreto, o intruso aproximou-se e, subitamente, agarrou Pedro por um braço apertando como um torniquete. Pedro sentiu-se desfalecer e duvidou ser capaz de dominar a sua bexiga. O visitante, homem ostensivamente bem vestido e perfumado, falou:
– Mi scusi, signor Santana – começou o estranho -,credersi signore del mondo? Vorrei essere presidente da Portugalo? È signore di fare quello che vuole, ma avere un grande stipendio, guadagnare per la pagnotta en la Santa Casa da Misericórdia, è finito, capisci? Fare vita da gran signore? Finito.Darsi della arie di gran signore? Finito.
– Q-q-quem manda?- perguntava Pedro, aflito.
– Il Padrone, signore Pedro – responde o intruso – il signor Tal dei Tali, il signor “direttore”.
–Então est-t-t-tá bem. Eu saio. Se me portar bem posso continuar aqui? As más linguas dizem que, pela primeira vez, a Santa Casa deu um prejuízo de milhões, mas é tudo mentira, eu posso explicar.
Calmamente, o intruso largou o braço de Pedro, que apertara como uma tenaz. Pedro soube ali que lhe estavam a fazer uma proposta irrecusável. Assim, esfregou os músculos doridos e, mal recuperou a circulação, redigiu o comunicado da sua desistência da candidatura à presidência da República.
Capisci?

Depois de Cavaco Silva, Carlos Costa, Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho terem, todos eles, afirmado solene e repetidamente que a solução que eles escolheram para o BES não teria impacto para os portugueses, ou para os “contribuintes”, como eles dizem, logo se começou a duvidar da seriedade das posições por eles assumidas.
Durante o último ano uma coisa e o seu oposto disseram sobre este assunto. A ideia de que, afinal, os portugueses seriam chamados a pagar o buraco do BES foi sendo sucessivamente trabalhada na opinião pública.
Este é o terceiro banco que, por mão do PSD, volta a ter o buraco das contas pago pelos portugueses. Primeiro foi o BPN e o BPP, bancos dos quadros do PSD e falido pelos quadros do PSD. O BPN foi nacionalizado pelo PS, para mal das nossas finanças, que viram um prejuízo privado transformado em prejuízo público. O BPP foi outro banco cujos prejuízos foram transferidos para o erário público. E agora é o BES, o qual pela mão do PSD e do CDS, volta a ser um banco no qual as trafulhices da família Espírito Santo estão prestes a ser pagas pelos portugueses.
Qual é a pressa, como perguntaria Seguro, qual é a pressa para vender o BES com tal urgência?
Este postal não tem fotografias. Porque apenas tirei duas hoje, uma delas selfie, enquanto fumava no aeroporto de Heathrow. Afinal este postal tem duas fotografias. Acordei um bocadinho depois das oito em Edimburgo. São quatro da manhã e estou praticamente a dormir, no sofá de minha casa, sentindo uma espécie de vazio, que o sono, de certeza, apagará. O voo de Edimburgo para Londres atrasou-se uma hora. O aeroporto de Edinburgo é muito organizado e moderno. Pela primeira vez entrei numa máquina que me fez um ‘body scan’. Não sei o que encontrou, se pode radiografar o princípio do vazio que sinto agora dentro. Seja como for, deixaram-me seguir para as portas de embarque. Estamos sempre a partir de qualquer lado, a atravessar portas, pessoas, dimensões e a derrubar barreiras, quando viajamos.
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Na noite passada. Náufragos na costa da Líbia
Daqui
” Porque ”
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
in Mar Novo (1958) de Sophia de Mello Breyner Andresen
Uma excelente notícia, sobretudo para as mulheres, mas também para as famílias que têm no papel da ” Mãe ” o seu grande pilar e equilíbrio. As famílias que passaram por isto percebem e sabem bem do que falo.
Seguindo as melhores práticas eleitoralistas da coligação PSD/CDS-PP, que não se inibe, e bem, de recordar a herança socrática, recordemos uma das mais famosas e mal explicadas heranças do nosso primeiro-ministro, homem de peculiar rigor e responsabilidade, que na década passada abria portas para uma empresa que ficou com a fatia de leão dos fundos geridos pelo amigo Relvas através do programa Foral para, entre outras prioridades, ministrar formações para funções que não existiam em aeroportos desactivados. Chama-se a isto acautelar o futuro. Pelo menos o dele e o dos amigos tecnofórmicos. Já a conta ficou a seu cargo caro contribuinte. Parabéns pelo investimento e não se esqueça de votar neste indivíduo. Há mais dinheiro para gastar mal gasto de onde veio este. E se em algum momento se sentir revoltado, pode sempre consumir alguma propaganda com números manipulados sobre a economia e o emprego que deverão ser suficientes para o acalmar até 5 de Outubro. Votos de um óptimo fim-de-semana e não se esqueça de empobrecer que as isenções fiscais do PSI-20 não se pagam sozinhas.
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Edimburgo é agora a cidade mais bonita do mundo. Agora que mal a conheci e me despeço já dela. Edimburgo tem recantos que me comovem e se acontecer que me perguntem a razão, na verdade não saberei dizer porquê. Mas Edimburgo só é a cidade mais bonita do mundo quando consigo abstrair-me das multidões que de manhã à noite percorrem, por estes dias do Fringe, as suas ruas. É um exercício difícil, mas aprende-se também a abstração como, na realidade, se aprende tudo. Até a gostar da cor cinzenta e fria que tinge os prédios, do sol intermitente, dos pingos de chuva que nos atingem, grossos e pesados, quando menos esperamos. Das quatro estações numa hora.
Acordei tarde porque ontem fiquei até às tantas na conversa com o Estevan (e não Estebán, como havia escrito no último postal) e com o Manu. Hoje de manhã ainda não eram 9 horas toca a campainha insistentemente e ouço vozes a falar muito alto. As vozes calam-se e eu volto a dormir por mais duas horas. Saio de casa antes do meio dia e tomo um pequeno almoço de fruta e café no Costa aqui na esquina. A seguir vou tentar perceber onde é a paragem do autocarro (41 ou 13) para a Galeria de Arte Moderna. Caminho por isso pela South Bridge, depois pela North Bridge e por quase toda a Princes Street até encontrar a paragem dos autocarros que me interessa. Acordei com as grossas pingas de chuva a cair na janela por cima da minha cabeça. Passado um bocado já brilhava o sol e o céu estava azul. Quando saio de casa chove novamente, mas pouco depois está calor até. Em menos de uma hora as quatro estações, como já disse. Nas ruas que referi a multidão é imensa. As pessoas caminham como se não vissem as outras, como se fossem cegas e andassem sempre em frente, aos encontrões se necessário. Na realidade é mesmo assim. Como se fossem cegas, aos encontrões. Faz-me muita impressão esta gente toda e tento abstrair-me tanto quanto possível, respirando fundo e olhando para cima, para os prédios altos e tão bonitos, para as nuvens, para as copas das árvores.
TC chumba possibilidade de secretas acederem a metadados das comunicações.
7 votos contra e 1 a favor não deixam dúvidas quanto ao teor da ilegalidade. Era um vergonhoso diploma que contou com a aprovação do bloco central (PSD, CDS e PS).
O novo regime aprovado há cerca de um mês alargava o poder dos diferentes serviços de informações, através do acesso aos chamados metadados, nomeadamente, informação bancária, fiscal, tráfego e localização de mensagens e chamadas. O acesso previsto na alteração focava-se em situações de suspeita de actos terroristas e criminalidade organizada transnacional.
As intenções são sempre boas. Delas está cheio o inferno.
O PS havia aceite votar a favor da proposta do Governo depois da maioria ter limitado o acesso das secretas aos metadados a situações suspeitas de terrorismo, tráficos transnacionais e de ameaça à segurança do Estado.
Ou seja, os supostos liberais queriam que o estado tivesse ainda mais poder. Ai Frei Tomás, Frei Tomás, tantos seguidores reuniste. Se tivesses Facebook na altura, eras um sucesso de partilhas.
Os trolls evoluíram e a vida de troll já não é o que em tempos foi. Nos dias que correm, a trollice surge incorporada nas estratégias eleitorais dos partidos sendo que, por cá, o insuspeito PSD é pioneiro na arte de distorcer e perverter a discussão dos temas essenciais com requintes de terrorismo virtual. Algo que de resto ficou provado durante as guerras online que marcaram as Internas de 2010 e as Legislativas de 2011, que incluíram a criação em massa perfis anónimos e incendiários nas redes sociais ou a manipulação do fórum da TSF, tácticas que surgem hoje renovadas e com um impacto incomensuravelmente maior. [Read more…]
Costuma dizer-se que a estupidez tem limites, mas a sabedoria popular, tal como a honestidade e a ética, parece ter perdido o seu espaço na actual cadeia de comando do PSD.
Marco António Costa, destacado líder do PSD, homem forte de Pedro Passos Coelho, suposto líder de uma rede tentacular de tráfico de influências e péssimo gestor publico que contribuiu de forma decisiva para o afundamento das contas da autarquia de Gaia, uma das mais endividadas do país, foi à Universidade de Verão falar com os seus jotas. Terá sido workshop sobre alpinismo político? Não sabemos nem interessa muito para o caso.
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“O Poder de fazer um apagão no País é a Razão porque a EDP nunca pode ser privada”
O Tribunal de Contas arrasa o processo de privatização da EDP e da REN. Os juízes sublinham que os elevados dividendos anuais das empresas podiam render, no longo prazo, mais dinheiro ao Estado do que a operação de venda. Apontam ainda um conflito de interesses, com consultores a trabalharem para ambos os lados.
As PPP são uma forma de fazer obra, colhendo os dividendos eleitorais, mas deixando a factura para outros pagarem. Já aquilo a que a malta da coligação chama de PPP sociais é um spin para dar a ideia de que se está a fazer algo que tem antecedentes, quando na verdade é “apenas” a privatização da Segurança Social, algo novel, portanto.
Mas este governo está a fazer uma coisa tipo PPP e que, de facto, é uma reedição do passado. Falo deste suposto reembolso fiscal, a realizar no ano que vem, caso este ano corra bem. Tirando o facto de não termos tido um único governo que não tenha recorrido a orçamentos rectificativos e, portanto, as “coisas” nunca correram bem, estamos perante uma situação em que um governo faz usufruto de dinheiro no presente, deixando a responsabilidade de pagar para quem vier a seguir (se etc. e tal).
Tal e qual as PPP. Basta, aliás, ver toda a propaganda feita à volta desta suposta futura devolução (que promessa mais frouxa!) para se comprovar que há dividendos eleitorais em causa. Mas há outros, nomeadamente os de tapar buracos nas contas, graças ao excesso de impostos, camuflando os problemas.
Um governo que estivesse de facto preocupado com a economia e confiante no sucesso das suas políticas teria de imediato baixado os impostos, capitalizando um verdadeiro ganho eleitoral. Não o fazendo, temos que concluir que não está preocupado com a economia ou, alternativamente, não tem confiança nos seus resultados. E, não o fazendo, está, como referido acima, a aplicar o princípio das PPP: quem vier a seguir que se amanhe.
Agora, gente da oposição, é só pegar nestes parágrafos escritos em cima do joelho e construir um discurso. Não têm de quê.
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Janto num sítio bestial, Stac Polly, um restaurantezinho simpático e bonito, com comida fabulosa (e eu tenho andado há semanas a comer comida de pub), na St. Mary Street. Bebo uma pint de Raven Ale a acompanhar a maravilhosa refeição, uma cerveja que, tenho quase a certeza, o Diogo haveria de gostar. Percorro, depois do café bastante aceitável, o resto da rua até à Royal Mile, no cruzamento com a High Street, onde caminho até à esquina com a South Bridge. Aí encontro a Cowgate e viro logo à direita para a Guthrie Street, não sem antes hesitar se entro no Jazz Bar aqui mesmo ao lado. Hesito mas não entro, portanto, porque quero perguntar primeiro ao Manu que tal é o bar. Entro em casa devem ser pouco mais de 22h e o Manu está acompanhado do Estebán, metade equatoriano, metade espanhol, que é homem-estátua e pintor e cuja fotografia apareceu há uns dias no Times. Uma fotografia belíssima, diga-se, quando a encontrar online logo a mostrarei. O Estebán está a pintar uma parede no quarto do Manu. Duas figuras bem bonitas, já vos digo. Mas quando meto a chave à porta estão os dois a beber cubas-livre. Oferecem-me mas rejeito porque não gosto de rum, mas ali fico a conversar com os dois.
Falamos principalmente de política e a certa altura o Estebán exclama a propósito das diferenças entre os ricos e os pobres e entre os países do norte e do sul que tudo está ao contrário. ‘Todo está al revés’. Concordamos todos na maior parte das coisas, embora eu me sinta obrigada a ser mais otimista que eles e nem sei bem porquê. Mas nos últimos anos, tenho para mim que se não somos ou tentamos ser otimistas – ainda outro dia o disse noutro postal, a respeito de uma conversa sobre a Grécia havida em Aberdeen – acabaremos por nos suicidar todos. Sim, o Gonçalo M. Tavares já o escreveu muito melhor do que alguma vez eu o farei… qualquer coisa como ‘o que é surpreendente é que não existam mais pessoas que todos os dias se atirem de prédios altos’. Não era assim, era apenas parecido, mas é esta a ideia. E por isso, a necessidade de otimismo. A certa altura o Estebán vai pintar a parede e eu continuo a fumar com o Manu. Ele fala muito alto sobre as razões pelas quais se atirou de Espanha para fora. Espanha, diz, não é um país decente. Um país que deixa que aconteça às pessoas o que está a acontecer não pode ser, diz ele, um país decente. Digo-lhe que o meu país também não é decente, que a Grécia também não o é, mas que as coisas começam a mudar aos poucos, ou, pelo menos, eu tenho essa esperança.
O Governo fez um estudo. Mas também fez um caderno de encargos que descura as necessidades de serviço público. Rui Moreira não alinha. Mais info aqui.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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