A lógica do Estado corporativo

O referendo é a instituição democrática por excelência e praticamente a única que temos em Portugal. Mesmo as eleições, são de tal maneira formatadas pelos directórios partidários, com candidatos tão afastados do povo e dos problemas, que pouco significado democrático têm.

Mas o que se vê é que nós portugueses, pouco poder  democrático temos e, mesmo esse, rapidamente o transformamos em qualquer coisa pouco credível, ao sabor dos interesses de classes, de pessoas e de corporações.

Há casamento gay? Porque não o referendo? Logo vêm à liça os que querem que a Lei passe, interessa lá o referendo! Regionalização? Venha lá a regionalização e depressa que isso do referendo só atrapalha. E o referendo? Não interessa nada, “eles” resolvem, os tais que passamos a vida a criticar, os tais que não têm credibilidade nenhuma, “eles” tratam, e nós, cidadãos, somos pelas nossas mãos os verbos de encher que merecemos ser! [Read more…]

Éric Rohmer (1920 – 2010)


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A revolução do rock'n'roll existiu mesmo?

O leitor do Aventar vai a passar em frente de um edifício e sabe que no seu interior estão, em boa e pacífica convivência, nomes como Jimi Hendrix, John Lennon, Amy Winehouse, Beatles, Tina Turner, Little Richard, Rolling Stones, Mick Jagger, Kurt Cobain, Bob Dylan, Morrisey, etc. Que faz o nosso leitor? Entra?

Eu entrava, se estivesse em Nova York e passasse em frente ao Museu de Brooklin, onde, até ao fim deste mês, se encontra presente a exposição “Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present” dedicada aos fotógrafos que acompanharam por dentro e por fora a história do rock & roll, gente que registou para a posteridade o Woodstock e Monterey, e andou tu cá tu lá com  Sex Pistols, Led Zeppelin, Kiss, Prince, Lou Reed, Elvis Presley, Janis Joplin, Frank Zappa e muitos outros.

Entre nuvens de fumos, alucinogénicos químicos e naturais, álcool a rôdos, pós de todas as proveniências e ressacas várias, é legítimo que se pergunte: a revolução do rock & roll existiu mesmo?

Existiu. As fotografias cá estão para o provar.

 

Que gira pose!!!

Cardeal Antonio Cañizares

Vejam

É pró menino. E prá menina?

“Não cozinha, não aspira, mas sabe ocupar-se do resto se é que me entendem…”, assegurou o inventor da Roxxxy, uma boneca-robot que foi apresentada no salão erótico de Las Vegas, diz o Ionline.

Roxxxy tem cinco perfis de personalidade: Frigid Farrah (tímida e reservada), Wild Wendy (aventureira), S&M Susan (sadomasoquista), Young (garota de 18 anos) e Mature Martha (que vai “te ensinar” algumas coisas). E pode ter mais.

Mas só existe uma versão femina. Tá mal. A tecnologia quando nasce devia ser para todos.

Actualização: Isto anda tudo ligado. O mercado potencial parece ser a China onde se estima que dentro de 10 anos 24 milhões de homens não terão mulher.  Por cada 119 meninos nascem 100 meninas, numa mistura entre tradição, ecografias e aborto.  Por coincidência no mesmo jornal também se pode ler que em Pequim vai ser eleito o primeiro mister gay da China, isto anda tudo ligado não anda?

Aventar… aliás Avatar

Pelos vistos só eu é que não achei fabuloso o Avatar…claro que tem uma animação espantosa, uns efeitos especiais de última geração…e o nome é um óbvio trocadilho que James Cameron quis fazer com o nome do nosso blog, mas que me interessa isso? A mim pelo menos essas questões técnicas não fazem parte do meu critério de avaliação do que pode ser um bom filme.

O que achei mesmo mais interessante foi o facto de dois dos principais filmes dos ultimos dois fins de ano, o Wall-E em 2008 e o Avatar em 2009 terem mais ou menos o mesmo tema: a forma como tratamos o nosso planeta.
Se Wall-E mostrava uma Terra apocalíptica abandonada ao lixo que os humanos já não queriam ou conseguiam suportar, Avatar documenta o estado mental (e as acções concretas) que nos leva a esse final.

Sim, eu percebi que o Avatar não é passado na Terra, mas toda esta história de explorar até ao tutano os recursos de uma região só porque eles valem rios de dinheiro, ou o por de lado qualquer questão ética porque importante mesmo é o futuro de uma corporação traz me à memória alguns exemplos terráqueos passados inclusive no nosso país…

walle

O que se escreve por aí

Devido à neve, já há escolas de portas fechadas. Depois dos professores, os alunos também tinham direito a boas notícias.
Na Coreia do Norte Pyongyang vem apelar a um tratado de paz. Depois de ter visto Barack Obama receber o Nobel da Paz sem ter ainda feito nada que o justificasse, parece que o líder norte-coreano está a tentar a sorte.
A selecção de Angola acabou por empatar no jogo inaugural, quando aos 79 minutos ainda ganhava por 4-0 o que deixou Manuel José revoltado. Compreende-se, mas é melhor ter cuidado com o que diz, é que por aqueles lados à alguma tendência para se resolver as coisas ao tiro

Centenário da República: o Ultimato

Um dos acontecimentos que mais contribuiu para o desgaste e descrédito da instituição monárquica foi a questão do Ultimato que, em 11 de Janeiro de 1890, faz hoje 120 anos, o governo britânico (que designava o documento por «Memorando») entregou ao governo português exigindo a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, a maior parte nos actuais Zimbabué e Zâmbia), a pretexto de um incidente ocorrido entre portugueses e Macololos. A zona era reclamada por Portugal, que a havia incluído no famoso Mapa Cor-de-Rosa (que vemos acima), editado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1881, reivindicando, a partir da Conferência de Berlim de 1884/5, uma faixa de território que ia de Angola a Moçambique. Vejamos o mapa em versão simplificada.


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António Serzedelo, um novo aventador

O Aventar, ou pelo menos a sua ala Esquerda, quer associar-se à promulgação do casamento gay pela Assembleia da República. Uma votação histórica, com Deputados a votarem contra o seu próprio Partido, outros a votarem a favor de outros Partidos e ainda outros, activistas da causa «gay», a votarem contra a adopção pelos «gays», ou seja, contra si próprios. Admirável!
É assim que temos o enorme prazer de anunciar o novo autor do Aventar: António Serzedelo, o presidente da Opus Gay e um dos principais rostos do movimento nos últimos anos em Portugal. Foi um dos principais obreiros da vitória de sexta-feira, mesmo que para tal não tenha precisado nunca de se vender nem de trocar os seus princípios por um generoso lugar de Deputado.
Porque o Aventar é um espaço de todas as tendências, aguardamos agora que a sua ala Direita dê os Parabéns ao novo aventador e que se faça à vida. Seria giro, depois de termos connosco o presidente da Opus Gay, contratar como aventador o presidente da Opus Dei, quem quer que ele seja. Que interessantes debates daria…
Bem-vindo a esta casa, António.

Apontamentos de Inverno (17)

(Rio Lima, Ponte de Lima)

Oferece-se ordenado

Motorista TIR precisa-se. Oferece-se ordenado, regalias compatíveis, empresa bem conceituadaO que nos tempos que correm me parece um luxo. Não é com estas extravagâncias que se combate a crise. Este tipo de comportamento leva os empresários à falência, o que no caso de uma empresa bem conceituada é uma pena. Ainda por cima também oferecem regalias, ou seja privilégios, mesmo que compatíveis. Está mal. Não podiam oferecer só o trabalho?

25.000 Euros de robalos ?

Segundo consta nos meios judiciais, o sr. Armando Vara poderá ter recebido 25.000 Euros em notas. Não será um lamentável engano? É que ainda há umas semanas, o prestimoso e eficiente gestor do BCP Millenium, garantiu ter recebido uma prenda em robalos. A questão a colocar é a seguinte: a quanto está o quilo da deliciosa especialidade? 25.000 Euros de peixinho, serão mais que suficientes para quotidianamente os cozinhar até ao fim da vida!

Ora batatas!

Esta iniciativa de andar sem calças no Metro de Lisboa, terá sido promovida para pôr as pessoas mais alegres.
Acho um erro: para isso tiravam tudo, e por todo o país. Saber-se destas coisas só faz a maior parte das pessoas ficar ainda mais revoltada: quem andam no Metro de Lisboa por a coisa se ficar pelas calças, e o resto da lusitana populaça por só acontecer na capital do império.
Que rica alegria…

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte V

(Parte I, II, III, IV)

Na Net temos lido alguma especulação sobre a agenda oculta do acordo. Conhecendo pessoalmente a equipa da FENPROF que lá esteve, bem como o João Dias da Silva da FNE, o que vos posso dizer, é que eles não são gente que se venda. E por isso, acredito que as decisões tomadas são suportadas pela convicção de que estão a fazer o melhor, ainda que soubessem, que qualquer decisão teria vantagens e desvantagens.
Neste caso, o acordo permite colocar algumas coisas em cima da mesa que nos pareciam impossíveis: gestão e horários de trabalho.
A alteração que Maria de Lurdes introduziu na gestão das escolas foi a mudança, conceptualmente mais errada, que passou de forma mais limpinha, apesar de ser das mais significativas.
O poder central, regional e local nunca como hoje controla as escolas – é uma asfixia total. Todos os dias chovem mails a exigir para ontem informações sobre os mais diversos assuntos, dos mapas de leite, ao número de negativas, à Gripe A, ao… ao… um verdadeiro sufoco. [Read more…]

Desculpe, disse???

Portugal é o 21º melhor país do mundo para viver, à frente do Reino Unido, Mónaco, Suécia ou Japão“, leio no Expresso.

A qualquer um dos habitantes destes quatro países: aceitam troca?

A Ler:

f. no Jugular

Os golos: F.C. Porto – FutAventar#18:

Foi sofrer até ao fim. Ainda estou com o coração aos saltos. Raios parta tanto sofrimento.

Mesmo contra a vontade da Comissão Disciplinar da Liga, continuamos na luta e rumo ao Penta. Sem Hulk, impedido na secretaria. Sem Sapunaru, impedido na secretaria. Sem grande arte, impedida por um técnico medroso. Mas com a garra de sempre!

1-0
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/bnmYiRDG8K5ZYWeUdlL8/mov/1
1-1
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/aMVdnhZreuNqoomrdK38/mov/1 [Read more…]

É tipo consolação

Se tínhamos de ser eliminados pelo Manchester o ano passado, ao menos sobra esta espécie de consolação: só com o golo do ano e agora da década (devem querer dizer dos últimos 10 anos) no que aos fãs desse clube diz respeito nos conseguiram vencer.

Que sirva também de lição aos adeptos do Porto que assobiaram Cristiano Ronaldo desde o início do jogo: é melhor não provocar o rapaz, que depois saem destas.

A Neve em Portugal…e os tomates do Ministro

É nestes momentos que me torno crente. Foi mão divina, estou certo, que nos deu a alegria de ver um Ministro da Nação, ou seja, um alto administrador do Terreiro do Paço, literalmente preso numa das nossas auto-estradas do interior por causa da neve. Deus seja louvado!

Ao contrário do que pensam os senhores de Lisboa, a neve não é um fenómeno raro nas seguintes auto-estradas: A7, IP4, A24, A25. A estas podem somar todo um vasto conjunto de estradas nacionais e municipais nas zonas do Gerês, Alvão, Marão, Serra da Estrela, entre outras. O único fenómeno estranho é o corte das auto-estradas mal caem os primeiros flocos. Repito, flocos. Um fenómeno português. Mas para que não se pense que estou a falar de cor, aqui vai um exemplo: a auto-estrada galega denominada de Auto Pista das Rias Baixas. Todos os anos, ou quase, na zona de Puebla de Sanabria, os nevões (daqueles a sério) sucedem-se. A auto-estrada raramente é fechada por um motivo simples: existem cerca de 8 camiões limpa-neve, uma força policial devidamente equipada e uma consciência clara da necessidade de ter meios para combater o fenómeno, tão típico das zonas interiores do Norte e Centro da península ibérica.

E nós? Somos uma vergonha cujo exemplo máximo se chama Serra da Estrela. Ao primeiro nevão: acesso à torre fechado. É por isso que já dei para esse peditório e sempre que quero passar uns dias na neve fujo da Serra da Estrela como o diabo da cruz. O amadorismo é de tal ordem que só os crentes acreditam em passar férias de neve em tal inferno. Quando vejo os autarcas da região falarem na aposta no turismo de neve na Serra da Estrela riu a bom rir. Como? Sem meios de limpeza das estradas? Sem forças policiais devidamente equipadas e preparadas? Só em sonhos.

Todos os meses utilizo a IP4, a N101 e a A24, todos os anos (ou quase) por esta altura (ou por alturas do Natal e do Carnaval) existe a forte possibilidade de nevar. Felizmente utilizo um veículo com tracção às quatro rodas, dos a sério (baratos, feios e maus) não os da moda (os SUV cuja maioria nem tracção às quatro quanto mais redutoras) e por isso lá vou circulando mas sabem uma coisa? Tenho reparado que, tirando um velho e vetusto limpa-neve na IP4, nunca vi os chamados meios de limpeza de neve. Nem cheiro nem rasto. Uma vergonha.

Mas agora que o Senhor Ministro e a sua comitiva ficaram retidos na auto-estrada por causa da neve, certamente com os tomates regelados, pode ser que se dignem a obrigar as concessionárias a investir em meios de limpeza e se acabe de vez com esta pouca vergonha. Só peço ao divino que não se esqueça de nós, meros utentes, e faça gelar todas as partes pudicas do ilustre representante da Nação e respectiva comitiva. A bem da Nação.

Portugal no seu melhor.

A fava 2010 – não há ponto G !

Pois é, as más notícias andam sempre por perto. Os investigadores do King’s College dizem que não há evidências da existência do ponto G!

As primeiras reacções são de grande alívio porque a procura dessa zona erógena, constituia uma preocupação para muitos casais, se não mesmo uma obcessão. O que dava em nada. Já viram o que é em pleno acto amoroso, um dos parceiros ou mesmo os dois andarem à procura do ponto G?

Em contrapartida, há menino que se gaba, que ele, sim, é especialista em ponto G e sua sábia estimulação, o que lhe garante à partida, uma vantagem não dispicienda. Já estou a ver o gajo, a explicar à parceira que é pura perda de tempo, o acto sexual sem ponto G.

E agora? A primeira (e quase certa) é os cientistas  estarem errados, como aliás, muito menino vai já começar a explicar à parceira. A segunda, é a maioria das mulheres começarem a explicar aos parceiros que aquelas posições contorcionistas, só dão cabo dos rins e o melhor é voltar à posição de missionário, que tem imensas vantagens e até dá para dormir mesmo antes do acto terminar.

E a terceira? A terceira é continuar a acreditar, ou antes, é fazer um jogo amoroso, carinhoso, meloso, estilo ” eu não te disse, amor”? “é preciso ser mesmo especial, topas”?

E ela topa!

O primeiro-ministro, a mulher e os amantes dela

Depois da guerra entre republicanos e católicos pró-ingleses a Irlanda do Norte enfrenta agora a escandaleira dos amantes da mulher do primeiro-ministro, Iris Robinson, senhora de boa idade muito dada a um jovem empreendedor, órfão de um antigo amante.

E que temos nós a ver com o assunto? Têm os irlandeses porque a senhora além de “esposa de” também é deputada e usou do seu cargo para favorecer o moço.

Se fosse na Irlanda do Sul era pior, digo eu lembrando-me do fundamentalismo católico que aí domina. Mas o Norte em fundamentalismo nem lhe fica atrás, e mais uma vez temos o delicioso espectáculo das públicas virtudes que disfarçam os vícios privados, ressalvando que uso a frase mas não vejo o sexo como um vício, e só espero que da sua prática tenham tirado bom proveito.

Destra Sinistra: os blogues que eu leio são melhores que os teus

Por ser a frase da semana, escrita pelo Vacas e logo sobre a revista das ditas ( Playboy): “É caso para dizer que a humilhação desce à medida que o dinheiro sobe.

João Vacas no 31 da Armada

Podia ser a profissão das irmãs anteriores sobretudo agora que se aproximaram da classe média: “ Os sociólogos olham para isto de outra forma, mas sem que isso signifique que o conceito “classe média” ganhe grande tracção“.

Pedro M. no Margens de Erro

E entretanto até o insurgente se insurge sobre as manas calorentas neste inverno rigoroso:Ruth Marlene e Jessica na Playboy: uma questão de preço“.

AAA no Insurgente

Como os 800 euros das manas, também a A PIDE nunca existiu recorda Medeiros Ferreira.

JMF no Córtex Frontal

Mas não são só as manas que aportaram na classe média: “No dia em que cumpro 29 anos realizei um sonho de vida“…

no apipocamaisdoce

Tal como as manas nos demonstraram, o diabo está nos detalhes: “Só o diabo sabe por que é que no ano em que a República faz cem anos o Papa Bento XVI vem visitar-nos“.

ITM no Albergue Espanhol

Sinistra destra: os blogues que eu leio são melhores que os teus

Ouça um bom conselho

Quem quer que os milagreiros saibam quando vão mudar de escalão, por favor, ao menos informem-se da data em que mudaram da última vez. Dêem-se ao trabalho de ver as listas de antiguidade que é obrigatório serem afixadas nas escolas em Janeiro de todos os anos. Dirigam-se às secretarias e peçam o vosso registo biográfico, façam alguma coisa pelos vossos direitos, não se limitem a criticar, na hora da bica, os sindicalistas, mesmo que eles deixem muito a desejar.

Paulo Guinote, A Educação do meu Umbigo

Poder de síntese

O sobretrabalho dos professores, a burocracia, o “eduquês” e a ideologia empresarial são as bases em que assenta, não só o modelo de avaliação e de carreiras de Maria de Lurdes Rodrigues, mas também o de Isabel Alçada. Minemos estas bases, e quando voltarmos ao actual campo de batalha estaremos em vantagem.

José Luiz Sarmento, As Minhas Leituras

A ter em conta na construção de um Dicionário de Futebolês contemporâneo

Mais ou menos desde 1997 que a contratação de jogadores para o Sporting é subordinada à elaboração de um perfil: um treinador fazia um relatório no qual lamentava a falta que lhe fazia um avançado rápido que desse largura ao ataque e contratava-se o Giménez; ou um ponta-de-lança corpulento para proporcionar um modelo de jogo mais directo, e contratava-se o Purovic. Andámos assim nove anos a gastar dinheiro não em atletas profissionais, mas em formas platónicas.

Rogério Casanova

para toda uma nova profilaxia das bodas à luz do casamento paneleiro # 3

em vez da chegada dos noivos em caleche, a chegada dos noivos em comboios.

pedro vieira irmao lucia

Seleção do Togo volta para casa

O Togo não vai participar no CAN, segundo as últimas notícias, apesar da vontade contrária de alguns atletas.

Angola, depois de alguns ( poucos ) anos de paz, está de novo na encruzilhada da guerra – mesmo se localizada ?

“- A situação de guerra é uma realidade em Cabinda e qualquer estrangeiro poderá ser uma vítima – teriam dito os líderes da FLEC.”

Ataque ao Aventar

Após o primeiro ataque ao Aventar a partir da Índia, tivemos um segundo ataque, agora a partir de Portugal pelo que teve  consequências bem menores, mas nem por isso, menos significativas.

Na quinta- feira o meu computador estava desligado e fiquei dia e meio sem poder aceder ao Aventar. Procedi de imediato a uma investigação tipo CSI e comecei, como mandam as regras científicas investigatórias, pelas pessoas com acesso físico ao meu escritório.

Após estudos ADN, descobri que o ataque tinha partido da D. Emília, a senhora que vem fazer a limpeza cá a casa. Ofereci-lhe um cafezinho, e calmamente perguntei-lhe se tinha sido abordada por alguem e se lhe tinham falado no Aventar. Então como explicava ela que o computador estavesse desligado, quando naquela manhã só ela e eu tínhamos entrado no escritório?

Após várias tentativas de explicação, ela confessou que quando chegou ao escritório estava cansada e que apressou o trabalho do aspirador, tendo tocado várias vezes no equipamento. Acalmei-a, explicando que num caso destes a discrição era muito importante e que não dissesse nada a ninguem, se fosse preciso mentisse, pois a responsabilidade é muita.

Respondeu-me que é Testemunha de Jeová e que por isso não pode mentir. Perante este facto, combinamos que só pode aspirar acerca de um metro do equipamento e que o resto deixa comigo. Fartou-se de chorar porque diz ela que eu nunca limpo nada e que  perdi a confiança nela.

E pronto, agora ando a recuperar psicologicamente a D. Emília !

O que se diz por aí

A detenção de dois presumíveis membros da ETA em Portugal, levanta sérias preocupações de segurança, tanto mais em plena presidência espanhola da UE. Há que garantir a máxima colaboração e partilha de informação entre forças de segurança portuguesas e espanholas. A ver vamos ver o que diz o Ministro Rui Pereira.
Mas para os espíritos não aquecerem muito, eis que temos neve no Porto e um pouco por todo o país, com o clássico encerramento dos acessos à Serra da Estrela. A neve já terá chegado a Portalegre e Évora. Vai ser já grande motivo de reportagens com carros a patinar e autoridades a apelar à calma, para mostramos aos norte-americanos, canadianos e afins que também temos cá disto. Julgam que isto é só sol e praia, não?
E isto do frio não é só por cá, o que pode ser bom negócio: que o diga o capote alentejano, cada vez mais apreciado na Europa.
E por falar em frio, Mourinho esteve ao rubro ao ver o seu Inter a conseguir ganhar ao último classificado, o Siena, apenas nos últimos minutos do jogo. A continuar assim, um dia prescinde do seu sobretudo.
Já no Reino Unido, um estudo revela que a faixa etária dos 16 aos 25 representa uma “Geração perdida” por falta de opções de trabalho e de carreira. Por cá a realidade não será muito diferente: reformas cada vez mais tarde, ensino desarticulado das necessidades do mercado de trabalho, ensino de mérito e qualidade duvidosos, e endividamentos familiares tantas vezes sem sentido, não são bons auspícios para o caso português. Ainda para mais quando se sabe agora que até as contas bancárias da Justiça em Portugal são duvidosas. Com exemplos destes estamos à espera de quê?
Por fim, uma boa notícia, vinda da Ministra Dulce Pássaro, que prometeu resolver a questão das suiniculturas durante esta legislatura. É uma boa notícia, se se concretizar a intenção, obviamente, pois que as suiniculturas continuam a ser uns dos mais graves focus de poluição do país. É caso para dizer que é mais que tempo de se resolver esta porcaria.

Afinal, Terá Sido Um Bocado Mais Carote

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GODINHO, VARA E COMPANHIA
.Estes tipos são uns pândegos.
Andaram por aí a dizer que o sr Vara se vendeu por uns míseros dez mil euros, quando, até já o saberiam na altura, se adivinhava que o vice-presidente do BCP não se venderia. Pelo menos nunca por verba tão ridiculamente pequena.
Vem agora a notícia um pouco mais credível, muito embora ainda custe a crer a muita gente que se continue a falar unicamente de verbas tão escassas.
Na realidade, pensa o Ministério Público, para além dos primeiros dez mil euros, que poderiam ter servido de entrada, houve mais uma outra entrega, esta de vinte e cinco mil euros, paga durante um jantar em casa de Godinho, no Furadouro, Ovar, onde também esteve um amigo e colega fundador de Vara na Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária , Lopes Bandeira, que terá recebido de igual modo, idêntica quantia.
O MP, não acredita que os termos ouvidos nas escutas telefónicas, «25 quilómetros» e «50 documentos», sejam unicamente frases de calão utilizados na banca.
Enfim, o sr Vara parece estar numa camisa com mais varas do que as que ele pode aguentar.

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Memória descritiva: Luta armada contra a ditadura (7) – debate com operacionais da LUAR, BR e ARA-

«O aparecimento da LUAR, fora da órbita do PCP e de outros movimentos que surgiam com conotação marxista-leninista e envolvidos nos diferendos de carácter predominantemente doutrinário, marcou, em meu entender, uma mudança qualitativa na oposição ao regime, iniciando métodos de luta que outras organizações viriam a adoptar mais tarde, como as BR e a ARA», disse Fernando Pereira Marques.

FPM – Gostaria de acrescentar um pormenor ao que disse há pouco.

CL – Somos todos ouvidos, Fernando.

FPM – Entre o núcleo fundador da Liga de União e Acção Revolucionária, estavam antifascistas que já tinham participado em outras acções com grande impacte, associadas a tentativas mais amplas de derrube do regime: Palma Inácio, além da sua participação nos anos 40 numa tentativa de golpe militar, tinha entrado no célebre desvio do avião da carreira Casablanca – Lisboa para lançar panfletos sobre a capital; Camilo Mortágua foi também um dos que realizou esta operação e esteve ainda na tomada do paquete Santa Maria. Estas acções, apesar das suas repercussões, inclusive internacionais, caracterizavam-se por se inserir na concepção de luta designada por “reviralhista”, animada por figuras como Humberto Delgado e Henrique Galvão que apostavam nessa tradição que durante muitas décadas predominara entre a oposição. [Read more…]

Respostas às dúvidas no Umbigo

Na Educação do meu Umbigo podemos ler algumas dúvidas sobre o acordo entre o ME e os Sindicatos. Para não ser acusado de só escrever o que é simpático para os sindicatos, vamos lá às respostas:

A – Deverá ser, ou não, absolutamente inadmissível que os sindicatos aceitem que as classificações do 1º ciclo de avaliação tenham qualquer tipo de consequência, beneficiando ou prejudicando quem quer que seja e no que quer que seja?

Considero que sim – que o que aconteceu até agora não deve ser considerado – ou seja, penso que se pode resolver isso considerando que o próximo ciclo “cobre” o que aconteceu até agora, tal como se sugere para os regulares.

B – É ou não verdade que este novo estatuto irá beneficiar muito mais quem está próximo do topo da carreira?

Sim. Concordo. Este acordo, a curto prazo é melhor para os que estão no topo da carreira.

C – É ou não verdade que, com este estatuto, pode acentuar-se ainda mais a desigualdade de tratamentos salariais entre aqueles que fazem igual trabalho?

Sim. Com progressões em ritmos diferentes, teremos gente a receber diferente para fazer trabalho igual. Mas, é também verdade que temos gente, há muitos anos, a ganhar igual e a fazer MUITO diferente.

D – O que vai acontecer a quem está no índice 218 (actual 4º escalão e antigo 7º)? Não irá essa imensa massa de gente ser a mais penalizada?
Sim. Admito que estes são um grupo CLARAMENTE prejudicados, a curto prazo, com este acordo.

E – Irá ser suficientemente garantida a isenção e igualdade de tratamento no processo avaliativo futuro em todas as escolas do país? Será isso viável?

Não é isento e não é viável (já o escrevi antes: http://www.aventar.eu/2010/01/09/acordo-o-que-la-esta-nao-esta-deveria-poderia-parte-iv/)

F – Já está claro que parâmetros de avaliação vão ser tidos em conta? Já alguém percebeu o que distingue o B do MB? O que é um professor (qualquer profissional) Excelente?

Não.

G – E se de repente todos começarem a pedir aulas assistidas?
Uma tremenda confusão.

H – E se de repente todos, a partir do 3º escalão, resolverem que querem ser avaliadores e adquirem formação específica: quem, e em que condições, lha dará? ou E se ninguém, ou muito poucos (era giro, mas não acredito!) quiserem ser avaliadores?
Para esclarecer em sede de regulamentação, mas também não me parece que isto seja um problema que resulte DESTE acordo – iria resultar de qualquer acordo.

I – É ou não verdade que a carreira docente corre o grande risco de tornar-se cada vez menos atractiva, e daqui a poucos anos só entrará nela quem não “tiver onde cair morto”?
Talvez… Quase de certeza… Aliás, é o que acontece há uns anos…

J – A Escola, por este andar, está ou não condenada definitivamente a tornar-se uma empresa, ficando completamnete descaracterizada?

Também concordo com isto – a matriz da escola, por força da “obrigatória” competição, vai mudar… para pior.

L – Alguma vez, por este andar, será possível ambicionar que “a paz volte às escolas“?
Não.

Agora se me permites uma questão minha:
comparando este acordo com o Estatuto Maria de Lurdes e considerando o contexto actual da mobilização dos professores, foi ou não um acordo “suficiente”?

O que andamos a fazer em Lisboa?


A Fundação oriente esforça-se, mas isso não basta. Existem comunidades luso-descendentes espalhadas por toda a Ásia, do Ceilão a Goa, Damão, Diu, Cochim, Malaca, Bangkok. Numa área do mundo onde surgem oportunidades de desenvolvimento económico e cultural, possuímos um precioso legado histórico que se encontra ao abandono. Temos o principal: a gente que lá ficou e teima em educar os seus filhos na tradição portuguesa. Do que estamos à espera?