A surpresa do governo não condiz com os dados disponíveis o ano passado. É o que dá usar sistemas de fé para governar um país.
Para que servem os professores? Para o presente do país!
Andei uns dias com a pergunta na cabeça: “Para que servem os professores?“
Fui pensando que, de facto, os Professores, enquanto classe são algo muito diverso que, na sua maioria, levam a sua prática profissional centrada em dois eixos:
– o trabalho com os alunos, na maioria dos casos, excelente, de grande empenho e de muita entrega;
– uma visão individualista da profissão, quer enquanto agente diário de mudança social, quer enquanto autor permanente de mudanças para o futuro.
A maior estrutura coletiva de professores, a FENPROF, tem, desde sempre, exigido ser um parceiro ativo nas questões educativas, mesmo que fora da esfera profissional, mas os professores nunca se sentiram verdadeiramente envolvidos nessa dimensão. Penso, pois, que aqui está parte da resposta à questão colocada: os professores estão disponíveis (estiveram!) para sair à rua contra a sua avaliação, mas não se conseguem mobilizar para lutar por uma coisa tão “simples” como a ESCOLA PÚBLICA! [Read more…]
Ponte “Vai e não voltes”
Teria a sua piada. A ponte “Vai e não voltes“.
Começaria do lado de cá e em sentido descendente, aproveitando a gravidade, seria sempre a descer e por isso descendente. Assumidamente, desceria para baixo.
Dirão os mais atentos que do outro lado seria ascendente, porque seria a subir. Subir para cima!
Mas aqui é que está a solução!
A ponte seria para lá e de sentido único. Seria aberta uma única vez e levaria um carrinho cheio deles: o que está de partida, o que foi para Lisboa, o descendente, o vice candidato. Todos.
Resolvia-se um conjunto bem amplo de problemas – um dia aparece um num jornal ao lado do arquitecto com as pontes todas. No outro é o Presidente que está com problemas na caixa de correio que aparece ao lado do Vice, mais uma vez, as pontes… E ainda há o que quer ser, mas ninguém o quer.
Meus amigos, isto aqui em gaia, no que diz respeito ao PSD, vai uma verdadeira anedota!
E o eleitor, contribuinte, que os ature! Não há paciência. O desemprego continua a crescer como em nenhum concelho deste país e esta gente fala de pontes. Não foi o cimento, a Mota Engil e a Soares da Costa, com os seus amigos, que nos trouxeram até aqui? Insistir no erro?
A sério, aproveitem a descida, ali da Serra do Pilar até à Ribeira…
Segredos do Partenon
Documento em inglês, para traduzir, acerca do Parténon. Explica a sua construção e a sua importância no contexto da arte em Atenas.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas
Arnault, REN, Escritório de advogados: a culpa é minha! Assumo!
Só pode ser minha. Minha e tua que há mais de trinta anos permitimos que esta gente se governe. Estou cada vez mais tentado a seguir a sugestão do João Nogueira dos Santos.
Vou aderir a um partido!
4’33”
No silêncio da noite, ocorre-me escrever sobre ele.
Já fez, seguramente, um minuto de silêncio.
Os adeptos de futebol já estão habituados a fazê-lo… Os deputados também. Os cidadãos, mais raramente.
Agora imagine comprar bilhete para ouvir uma orquestra famosa ou um solista de renome e ter no programa uma obra chamada 4’33”. Quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio. Ouviu bem: de silêncio!
Só alguém genial como o compositor americano John Cage para se lembrar duma coisa destas! Uma obra em 3 andamentos em que os únicos sons são os do próprio ambiente e os produzidos pelas pessoas que assistem ao concerto. Claro que pode respirar (como diria Sérgio Godinho)! E sim, entre os andamentos, sentir-se-à mais à-vontade para tossir e fazer outros ruídos!
Se a obra nos deixa boquiabertos em pleno século XXI, imagine a reação dos primeiros ouvintes há precisamente sessenta anos.
O silêncio não é fácil: experimente esta obra.
A Música também é silêncio!!
Embargo ao Irão
A atenção dos meios de comunicação social no inicio do ano, sobre a questão do embargo europeu à compra de petróleo iraniano, foi implacável e constante. Conto cerca de 200 artigos nos jornais de referência durante o mês de Janeiro.
Era de esperar
Afinal a dívida pública cresce e o défice aumenta
Este gráfico foi calculado por Eugénio Rosa numa apresentação que fez na Assembleia da República a 19 de Junho. É uma amostra, fora dos números da propaganda governamental e dos ideólogos que a comentam habitualmente, sem contraditório, nas televisões, rádios e jornais. Leia o documento completo, e tire as suas conclusões. Em caso de dúvida nada como confrontar com a realidade que nos cerca. Essa nunca engana.
Crato incompetente, brincalhão ou eficaz?
Não é fácil escrever sobre Nuno Crato.
As teorias comuns trazidas para os lugares televisivos do Medina Carreira levaram Nuno Crato, divulgador de Ciência, para um campo demagógico e mediático que permitiram a Nuno Crato, Ministro, ser uma coisa próxima do Ministro que todos queriam ter.
Tive sempre algumas dúvidas em relação aos comentadores que dizem o que “todos” querem ouvir e muitas mais ainda quando dizem, sobre o ensino da matemática, o contrário do que me mostra a experiência com os alunos.
Mas, isto tudo, para dizer que chego a esta altura sem qualquer tipo de desilusão. E por uma razão simples – em relação ao Ministro Crato nunca tive qualquer tipo de ilusão.
E para levar o post do terreno da opinião para o pântano dos factos:
– o ano letivo terminou e ainda não se conhece o calendário escolar do próximo ano. Como é que se pode preparar um ano letivo, o próximo, sem o seu elemento mais estruturador?
– o ano letivo terminou, temos um para preparar e ainda não sabemos que disciplinas, nem tão pouco como se vão organizar (tempos, cargas horárias, semanais). Será que o MEC vai demorar muito tempo a divulgar este documento?
– as escolas ainda não sabem qual vai ser a oferta formativa que vão ter para o próximo ano. Temos alunos que não fizeram exames do 9º ano na expectativa de entrarem em cursos que agora as escolas não vão oferecer. O que vai acontecer a estes alunos?
Qualquer empresa faz um plano de trabalho a meses, a anos… Esta Mega- Empresa, o Ministério da Educação que é a “maior” empresa do país, despede pessoas que precisa, corta cursos que os alunos querem, deixa no vazio decisões que são urgentes…
E poderia trazer para cima da mesa mais exemplos, mas prefiro pensar por agora que não se trata nem de incompetência, nem de brincadeira: Nuno Crato está a fazer bem o seu trabalho de levar para o Privado os poucos portugueses que têm dinheiro para o fazer.
Eficaz. Sem dúvida.
Henrique Raposo, a direita salta-pocinhas
Este texto de Henrique Raposo constitui mais um momento de delírio de uma certa direita não-pensante.
Se eu fosse completamente acéfalo, descobriria, em primeiro lugar, que a recuperação dos impropriamente chamados subsídios de férias e de Natal depende de os funcionários públicos aceitarem a necessidade de que é importante separar “o trigo do joio da Administração Pública.” Se é assim, exijo a reposição dos meus subsídios, uma vez que reconheço essa necessidade. Diante desta declaração pública, espero ver um acrescento substancial na minha conta bancária, no máximo, até amanhã.
Para explicar aos que considera ignaros, dá o exemplo dos gastos supérfluos do concelho do Alandroal como um dos motivos para que os funcionários públicos tenham sofrido os cortes que sofreram. Curiosamente, apesar de apresentar alguns números, Raposo limita-se a fazer perguntas, não tendo a certeza de que o referido concelho tenha, efectivamente, funcionários a mais. Não acredito que um governo responsável se limitasse a cortar sem ter a certeza de que esse corte era necessário. Recuso-me a acreditar que um responsável político pudesse pensar qualquer coisa como “Bem, se calhar, há alguns municípios que têm funcionários a mais e, diante dessa probabilidade, não vamos estudar o assunto e vamos cortar os salários dos funcionários públicos.”
No último parágrafo, a loucura de Raposo chega ao ponto de dizer que a compra de casas e os próprios subsídios de férias dependia de dinheiro pedido ao estrangeiro. Nem uma palavrinha para os muitos dislates de vários governos que desperdiçaram subsídios europeus, destruíram tecido produtivo, inventaram parcerias públicas de interesse privado ou tiraram dos impostos para dar bancos que faliram por má gestão. A culpa é, evidentemente, dos funcionários públicos e não de quem anda, há anos, a servir-se do Estado.
Felizes os pobres de espírito, que deles será o governo do país.
Uma repartição de Finanças em cada autocarro
Quando o PS voltar ao poder ainda lhe vão dar um lugarzinho na ERC
Ricardo Rodrigues foi condenado por atentado à liberdade de imprensa e atentado à liberdade de informação.
Hóquei em Campo: Europeu Júnior no Jamor, em Julho
Armindo de Vasconcelos
É já no próximo mês de Julho que as selecções nacionais participam nos Eurohockey Junior Championships, Campeonatos da Europa de sub-21, masculinos e femininos. A prova tem lugar no Complexo desportivo do Jamor.
Em masculinos, Portugal compete com Azerbaijão, Grécia, Turquia, Chipre e Gibraltar, num campeonato que inicia a 17 de Julho e tem o final marcado para o dia 22.
A prova feminina, mais curta, inicia-se só a 19, e as “linces” terão de haver-se com Azerbaijão, Turquia e Irlanda.
As duas selecções têm cumprido o programa possível de preparação e partem com fundadas esperanças na prova. O responsável técnico da selecção masculina é Rui Graça; o da selecção feminina é José Martins.
Fotos: fphoquei.pt
Gravatas
ou está tudo doido ou um dirigente do PSD abriu uma academia de artes marciais que precisa de uma ajudinha – da crónica de José Vítor Malheiros.
Sou o que faço
No livro Memórias do Livro de Geraldine Brooks descobri uma frase muito bela de Gerard Manley Hopkins (1844-89) que, naquela edição portuguesa (casa das letras), Ângelo Pereira traduziu como “Sou o que faço, foi para isso que nasci.” Fui à procura do poema. Partilho com todos: Chispeia o papa-peixe
Chispeia o papa-peixe, brilha a libelinha;
Tombado sobre a borda de um tanque redondo
O seixo soa; a um toque a corda ecoa; e o som do
Badalo é língua e brada longe o nome – é assim a
Ação que sempre é feita: o ser que em nós se aninha
Cada coisa mortal o distribui de todo;
Vem-a-si, trilha a si; “eu” exclama, escande, estronda o
Eu sou o que faço: tal era a missão que eu tinha.(…)
(tradução de Alípio C. de F. Neto)
Há dois anos à espera de resposta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
Eu, que não sou polícia nem profissional do ramo automóvel, sei o que é um seguro de carta. Os agentes da PSP do Cartaxo, Alcochete ou Vila Franca de Xira parecem não saber e nunca ter ouvido falar em tal coisa.
Por causa desse seu desconhecimento multaram por três vezes um mecânico de Alenquer, apreenderam três carros que pertenciam a clientes seus e, por fim, apreenderam-lhe também a carta de condução.
Como resultado desta acumulação de erros o mecânico ficou sem poder trabalhar e espera resposta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para que a justiça seja reposta. O problema é que a primeira destas multas (e consequente reclamação para a ANSR) aconteceu há dois anos e a resposta da dita autoridade ainda não chegou.
Contactada pelo jornal i, a ANSR limitou-se a dizer que:
“existem condicionalismos que dificultam a rapidez da tramitação processual das decisões administrativas”
Perante isto, suponho que também “existem condicionalismos que dificultam a rapidez da tramitação processual das decisões administrativas” para pôr esta gente no lugar onde ela devia estar: no olho da rua!
A indiferença e a cumplicidade
Como diz José Mário Silva, “não deixa de ser extraordinário que um autor de língua francesa seja mais aguerrido na defesa das nossas consoantes mudas do que muitos escritores portugueses, indiferentes ou cúmplices perante as amputações e alterações absurdas à grafia da língua”.
Está de parabéns Antoine Volodine.
Não estão de parabéns os cúmplices e os indiferentes.
O neo “liberalismo” pinochetazo
Que caiam muitos mais, seja pelo voto, seja pela força
– diz um pinochetinho tuga referindo-se aos governos de esquerda sul-americanos.
Tutu: o cuidado pelo outro
O Nobel da Paz 1984, Desmond Tutu, esteve em Portugal para uma conferência na Gulbenkian. Disse, entre outras coisas:
«Os seres humanos só têm uma casa, que estão a destruir, e ainda não perceberam que são ‘da mesma família’» ; realçou que uma das «lições de deus» é a de que «não podemos ser humanos em isolamento, precisamos dos outros para nos complementar». Acredita que os seres humanos são originalmente bons e que é «um incrível privilégio fazer deste o nosso mundo»; Desmond Tutu falou do «cuidado pelo outro», que «é da mesma família».
Comparou os «escandalosos orçamentos» gastos em defesa e armamento à pequena parte canalizada para «dar água limpa e comida suficiente às crianças do mundo».
Acredita que é possível ter um mundo diferente.
Carta do Canadá: Umas boas férias
Parafraseando Steinbeck, bem podemos dizer que este é o verão do nosso descontentamento. E porque o inverno que aí vem não se afigura mais prazenteiro, aconselha o senso prático que nos ofereçamos as férias que nos carregarão as baterias de que tanto vamos precisar. Férias simples, modestas, como as de antigamente, no campo, cheias de silêncio e ar puro, sem jornais, rádios ou televisões. Um tempo de completo pousio e contemplação, rodeado de gente que à terra tem dado a vida por gerações e que tem sempre um jeito saboroso de enfrentar a adversidade. Acrescente-se uma alimentação saudável e uma sesta bem dormida, um longo passeio a pé depois do jantar, que podemos aproveitar para rezar ou meditar, e teremos a receita de que precisa o nosso cansaço e desalento.
E, já se sabe, senso de humor, rir o mais possível. Para o que, sem pretensões, venho contribuir.
No meu tempo de Colégio de Nun´Álvares, em Tomar, tive o privilégio de conhecer João Santos Simões, engenheiro têxtil porque a isso obrigava uma empresa de família que vinha do seculo XVIII, uma fábrica de fiação, mas homem de nata vocação artística. Veio ele a ser o maior especialista de azulejaria portuguesa, devendo-lhe o país e a cultura, entre outras coisas, o levantamento completo do azulejo luso em terras brasileiras. Conversador admirável, generoso e alegre, de uma simpatia irresistível, guardou de rapaz um jeito desligado e boémio que era uma delícia. Porque em jovem pintou a manta. [Read more…]
O tempo fora do tempo
(pormenor da Ribeira Negra)
O verão entra hoje, lembrou a velha a comer um pedaço de pão. à porta da padaria.
Meio triste por vir tão cedo, meio contente por vir tão tarde, já que a primavera o deixa de mãos a abanar com este tempo sem tempo. Ainda agora caiu um aguaceiro que fez as gaivotas encolherem-se e o rio cobrir-se de um espesso véu.
O verão está à porta como a velha na padaria. Nem entra nem sai.
Também à porta passa o eléctrico na sua lenta e gemida marcha de outros tempos, que nada tem a ver com as velocidades de hoje. O tempo fora do tempo. [Read more…]
Um chá de tília para a direita
Vamos retirar do vademecum medicamentos que se possam substituir por alguma coisa natural.
A frase é de Ana Mato, Ministra da Saúde do estado espanhol, conhecida militante da Opus Dei. É certo que os bancos deles são mais caros que os nossos, e que Ana Mato é capaz de dizer coisas como “adoptámos uma medida que já estava adoptada” ou “nada tem mais importância que uma medicina que cura doenças“, sendo conhecida por em tempos ter garantido serem as crianças andaluzes praticamente analfabetas (é do clima), mas antes que a moda pegue por estes lados e excite o nosso ministro da médis, o melhor será que o governo tome um chá de tília. Sem açúcar, o efeito é mais rápido.
Alceste, de Eurípedes
Peça de teatro «Alcestis», tragédia escrita por Eurípides. Pretende-se dar apenas um exemplo do que seria o teatro grego, repreentado neste caso por uma companhia americana. Um trecho de 4 / 5 minutos, acompanhado de explicações por parte do professor, é suficiente para os alunos ficarem com uma ideia do que era o teatro na Grécia Antiga.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas













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