Acendamos todos uma vela

Os 10 mais ricos do mundo perderam €15,4 mil milhões num dia” [Expresso]

E agora Passos, Portugal também pode mais?

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Nos últimos meses, a julgar por aquilo que a máquina de propaganda da coligação foi transformando em verdade absoluta, todos os indicadores positivos que vão sendo notícia são fruto da acção do governo. E se em alguns casos, como a evolução dos números do desemprego ou o mito dos cofres cheios, o embuste é relativamente fácil de desmontar, outros existem que, apesar de dependerem directamente de variáveis externas, são absorvidos pelo spin da coligação e transformados em conseguimentos governamentais. [Read more…]

2053 pessoas já pagaram

para ver o texto do TTIP. Uma campanha de fundos da Wikileaks que já realizou quase 70% do objectivo: 100 mil euros. [fonte]

Wikileaks vai juntar 100 mil euros para pagar pelo segredo mais bem guardado:

o texto do secretíssimo Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), ainda em negociações entre as multinacionais, com o beneplácito da União Europeia e da Administração norte-americana, e sem debate pelos parlamentares dos Estados europeus que nos representam. Caso para dizer que se é para fazer à cowboy, então ‘bora lá. Muito do que importa saber, aqui. Donativos, aqui.
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Portugal, o porta-aviões dos camaradas do PCC

CapChina

Houve um tempo em que receber rasgados elogios de um oligarca chinês com estreitas ligações ao Partido Comunista Chinês poderia ser considerado como algo de extremamente negativo. Tanto mais se esse elogio fosse enviado para a direita do espectro. Mas os tempos mudam e o governo de Pedro Passos Coelho terá poucos e tão leais amigos como a armada chinesa que tão bem tem sabido aproveitar a época de saldos de quatro anos que o actual governo lhes proporcionou.

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Abençoados unicórnios

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Abençoada globalização. Abençoadas empresas ocidentais que aproveitam o trabalho barato na China para maximizar os seus lucros. Abençoados consumidores que apesar dos efeitos catastróficos que tal decisão teve nas suas vidas, nunca reclamaram grande coisa contra a abertura escancarada das portas da Europa aos produtos chineses. Abençoado consumismo.

Abençoados também os neoliberais que finalmente experienciam todo o esplendor das sociedades ditatoriais governadas por partidos únicos, que tal como eles se mobilizam em torno da eterna luta pelos direitos das castas por um futuro com mais lucros e mais concentração de poder. Que bom que seria podermos também nós ter um partido único capaz de reduzir a participação popular a quase nada e desta forma facilitar decisões que contribuíssem ainda mais para maximizar lucros e silenciar a plebe que ousasse intrometer-se entre os oligarcas e o seu direito natural a tudo. Quanto aos chineses, haja uma malga de arroz e um iPhone martelado e que Confúcio os abençoe.

Os russos andam aí

e desta vez vieram com os nossos proprietários. Será por isso que ainda ninguém se insurgiu?

Loja da China

China

Está ali a SIC Notícias a dizer que na capa do jornal do incontornável Arquitecto Saraiva surge um titulo que vai mais ou menos assim: “Chineses já controlam 33% dos seguros, 45% da energia e 15% da banca”. Nem a Isabel dos Santos, duas irmãs e quatro generais têm pedal para os camaradas do Partido Comunista Chinês, que por sinal não estão sequer satisfeitos com a quantidade de multimilionários de que dispõem.

Quem deve estar entusiasmadíssimo com tudo isto é o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, entusiasta da ascensão chinesa mas pouco dado a outros desvios excessivamente esquerdistas. Deus nos livre do Sampaio da Nóvoa e vivam os camaradas que compram isto tudo!

Dona da EDP bloqueia produtos da Google

Assim se vende a democracia por cá, quando se fecham os olhos à origem do dinheiro.

Paciência chinesa

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No caso do chinês que roubava lingerie e foi apanhado porque o tecto falso onde a escondia não aguentou as duas mil peças gamadas, fascinou-me esta imagem. Alinhar tanto soutien e cuequinha meticulosamente, por cores, é obra.

Bipolaridades ditatoriais

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A condição de ditador/opressor é, regra geral, uma questão ambígua. Principalmente quando observada com os óculos moralistas do Ocidente. Os mesmos EUA que treinaram e armaram a Al-Qaeda também os perseguiram até ao dia em que apanharam, mataram e atiraram ao mar Osama Bin Laden – or so they say – não fosse a sua sepultura tornar-se local de culto. Como se isso mudasse alguma coisa. Ainda no campo do financiamento norte-americano a grupos fundamentalistas islâmicos, é importante sublinhar que muitos dos actuais soldados jihadistas do Estado Islâmico são precisamente aqueles que receberam armas e outros recursos de Washington para combater Al-Assad mas que, em determinado momento, decidiram mudar de guerra. Estavam fartos daquela, precisavam de novos desafios. Empreendedorismos.

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Negócios da China

Honk Kong

Numa altura em que ocidente democrático se insurge contra barbaridades variadas perpetradas por russos e árabes (só alguns claro, a Arábia Saudita, por exemplo, continua a ser uma excepção e um exemplo de respeito pelos direitos humanos), Portugal continua de portas escancaradas para o investimento dessa nação plural que é a República Popular da China. E se dúvidas restassem quanto ao grau de abertura e respeito pelos valores ocidentais que supostamente defendemos, a vice-ministra chinesa Xu Lin esclareceu-as por completo na sua recente visita a Portugal para integrar um painel da uma conferência organizada pela Associação Europeia de Estudos Chineses na Universidade do Minho. Foi um belo momento de convivência democrática.

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Da garrafa para o brinquedo

Verdadeiramente brutal porque nos confronta com as nossas práticas que são solidárias com esta violência!

Ex-ministro da ‘CP’ chinesa condenado à pena de morte por corrupção

ministro_chines_condenado_morte_por_corrupçãoExpulso do Partido Comunista em 2012, entre 1986 e 2011 recebeu subornos (o equivalente a 8 milhões de euros) e usou o cargo para ajudar um empresário a conseguir negócios e lucros ilegais. (Fonte: Euronews)

Bom proveito!

Ou, como dizem os franceses, bon appétit!

Sair do Euro e ficar na Europa é possível?

Há uns dias, a propósito da situação em Chipre, escrevi:

sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?

Hoje, ao ler no público sobre a aposta chinesa em África ocorreu-me que a existência da Europa, como projeto político interessa a pouca gente, não?

De fora, Americanos, Chineses e Russos não têm qualquer interesse numa Europa forte, até porque, às fatias, podem vir buscar a parte deles – os Americanos na Irlanda, os Russos em Chipre e nos países do Báltico, os Chineses em Portugal (EDP). Fará esta leitura algum sentido?

Isto é, há claramente uma pressão externa que força a destruição da UE e só assim é possível entender esta crise dominó que vai derrubando um a um.

Mas e internamente? Há interesse, fundamentalmente da Alemanha, em manter o Euro? E a Europa?

Confesso que não consigo ver uma saída para Portugal fora do EURO, mas dentro da Europa. E que consequências terá para nós o regresso ao Escudo?

PC e BE estão já a fazer caminho nesta reflexão – será que o PS poderá ir por aqui na construção de uma alternativa real à TROIKA?

Nota: alguém sabe explicar qual é o problema dos russos terem o dinheiro nos bancos de Chipre?

A valsa dos impérios

China pode estar interessada na base das Lajes.

O lugar da mulher é ao fogão

Não há mulheres na política chinesa porque o seu lugar é ao fogão“. Este título chama a atenção a qualquer mulher.

“Quanto mais se sobe na hierarquia política chinesa, mais a  presença das mulheres se torna rara. No Comité Central do partido apenas 6% dos membros são mulheres; no Bureau político, um órgão de 25 elementos, há apenas uma mulher; o Comité Permanente (o mais poderoso na hierarquia) nunca integrou uma mulher.”

Mas Mao Tsetung disse que elas são “metade do céu”!!!!!

O nosso lugar já não é ao fogão. Nunca foi. Embora eu escreva muitos posts com o computador sobre o micro-ondas!!

 

A China e a picada de escorpião

Vejam só as voltas que o mundo dá. Essa China que nos anos 90 levou à destruição da nossa indústria têxtil, graças à ganância dos que, sistematicamente, deixaram ultrapassar o limite das já de si muito elevadas quotas de importações de têxteis, é a mesma China que agora quer impor uma taxa às importações de vinho europeu. Fica a curta quota portuguesa no mercado de vinho na China ainda mais curta. É o efeito do escorpião que pica o mercado que o alimentou.

Nota: o segundo link do post, sobre o panorama víniculo em Macau merece uma  leitura atenta

Nobel Literatura 2012

Mo Yan, o primeiro escritor chinês a receber este galardão.  Ai Weiwei reage.

What You see Might Not Be Real


Chen Wenling, What You see Might Not Be Real,  2009 [Read more…]

A Happy Woman menos feliz

A Happy Woman foi a revista de moda com a maior queda de vendas em Portugal, embora continue a ser a mais vendida.

São mais de 18 mil mulheres as que deixaram de comprar revistas de moda em Portugal. A ‘Vogue’ foi a única a subir.

Outras viram-se obrigadas a fechar.

Pelo contrário, na China, as revistas de moda são fenómeno. Este país é um “autêntico paraíso para o mercado do luxo e as revistas de moda”.

As portuguesas estão a poupar no supérfulo, claro, enquanto “que a maioria das chinesas está a sair da pobreza para a classe média e alta (…)”.

Tudo ao contrário… uns a sair outros a entrar na pobreza.

«Aprenda a ler o destino na palma das mãos»; «Os novos medos que nos estão a dominar»; «As despedidas de solteiro que eles escondem»; O meu signo»; «Venha a um leilão de escravos»; «Envolvi-me com o meu psicólogo»; «Demos a exprimentar os melhores sex toys», as promessas da Happy Woman para este mês por apenas 2,50€!

Uma SCUT para a china

João Salgueiro, em entrevista ao Jornal Público (versão “papel) sugere que

“Por que é a Ásia é mais central que Portugal? Portugal está no centro. O porto de Sines está no centro das rotas mundiais, entre a África, a América Latina, a Europa e os EUA. Com o alargamento do canal do Panamá ficou em frente da China.”

Ora, esta afirmação tão óbvia e já repetida por muita gente, leva-me a avançar com uma sugestão  que poder ser o nosso ovo de colombo. Abrir uma auto-estrada, em regime de SCUT, para a China.

É certo que por cá este regime especial de auto-estradas terminou, mas atendendo às vantagens económicas que esta medida poderia trazer, seria de apostar na SCUT Sines-Pequim.

No caso de ser de todo impossível, asseguramos que os chineses pagam no sentido Pequim-Sines e a saída de Portugal seria grátis, uma vez que haveria a possibilidade de a fazer coincidir com o triângulo das bermudas.

Aliás, a primeira viagem na nova SCUT Sines – Pequim seria a do Governo da nossa República, com a passagem turística no polígono referido. Não sei se vamos a tempo, mas também poderíamos considerar a substituição da Via do Infante pela nova SCUT para a festa do Pontal, que não é no Pontal. Eu trato do aluguer do Triângulo e prometo que fica mais barato que o Parque Aquático de hoje. E tem água na mesma.

As ditaduras de A a Z

Quando numa casa onde ainda há pouco se defendeu uma intervenção dos coronéis caso a Syriza ganhasse as últimas eleições gregas se tenta argumentar com a contabilidade de vítimas das ditaduras que por alma e graça do divino espírito santo se atribuem à esquerda (incluindo como de costume o Cambodja), entramos na incapacidade argumentiva mais básica.

Primeiro porque se o assunto é comigo, era bom que encontrassem uma linha onde tenha defendido qualquer um dos carniceiros citados ou um regime seu aparentado. E segundo porque as ditaduras não são uma operação contabilística quantitativa e se o fossem conviria utilizar percentagens, ou acabamos a meter o China dentro da Chile, e se calhar não cabe, de resto não há números fiáveis para nenhuma ditadura, nem a Alemanha hitleriana contabilizou as suas vítimas. Um morto chega perfeitamente para enumerar criminosos, a morte é irreversível independentemente das convicções religiosas de cada um e uma ditadura é sempre um modo insuportável de se viver, excepto para os opressores. Basta ter experimentado a portuguesa para dar por isso. [Read more…]

Império do Sol

Extraordinário filme de Spielberg, com uma notável interpretação de Christian Bale, o actual Batman, na altura com 13 anos. A acção decorre em 1941, na China, durante a invasão japonesa. Legendado.

Paulo Portas, funcionário do PC chinês

Anseio por voltar a assistir a um debate parlamentar em que Paulo Portas atire à cara do PCP os defeitos da China ou de outras ditaduras de origem ou natureza comunista com quem, entretanto, Portugal tenha negócios. Aliás, o termo “negócios”, que faz parte do título ministerial de Portas, ganhou o sentido puramente empresarial de quem trabalha para vender o país a quem dar mais dinheiro, independentemente da sua proveniência. [Read more…]

Vila copiada…

Hallstatt na Áustria, foi copiada até ao último detalhe… na China (fotos).

Os chineses tomam conta disto tudo

Por cá, entram com dinheiro.

Por lá, seguem a via terrestre.

Amásia resultará da junção da América e da Ásia junto ao oceano árctico

Angola, emigração e direitos humanos

O jornal ‘Público’, a propósito da emigração e integração no ambiente sociopolítico e económico de Angola, revela um série de opiniões de portugueses a viver naquele país; onde, dizem, não existir liberdade de expressão e ser caracterizado por corrupção endémica.

Ressalte-se a coragem do jornalista Miguel Madeira, pelas denúncias e duras críticas formuladas ao governo de José Eduardo dos Santos – o “Zézinho” antigamente e “Zedu” na versão pós-moderna; e a coragem é, a meu ver, tanto maior quanto é verdade que o jornal em que trabalha integra um grupo económico, presentemente envolvido em investimentos no mercado angolano. Anseio pela não reedição do triste episódio Pedro Rosa Mendes. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.

Em jeito de defesa em relação eventuais comentadores críticos – alguns até injuriosos – a questionar se eu, português, tenho o direito de opinar sobre a vida política e social de Angola, desde já avanço com três argumentos:

Acampados: de Tianmen aos actuais indignados

Ao jeito de campanha suja e desonesta da sua prelidecção, esse ex-maoísta militante, chamado José Manuel Fernandes, com a ligeireza de um cérebro desprovido de massa encefálica,  enfunado de desonestidade intelectual ou das duas coisas, escreveu um ‘post’ abjecto. Da matemática cerebral que lhe escasseia, descobriu a seguinte lei algébrico-social: “Unidos contra a democracia”.

Confesso que estranhei o facto da ensaísta, de voz sensual e afectada, não se ter também indignado, como é habitual, contra os “Indignados”, no mesmo blogue. Ficámos, pois, reduzidos ao dislate de Fernandes que faz equivaler o comportamento censurável de cerca de uma dezena de nazis à atitude de mais de um milhar de cidadãos cívica e politicamente correctos que, com legitimidade e em obediência às leis, protestavam contra as medidas governamentais e em reacção às penosas condições de vida a que estão submetidos.

De todos estes juízos sumários,  de gente cujo desplante e a falta de verticalidade os levam a fácil ascensão social e profissional,  há histórias a lembrar. Uma delas é recordar que a Praça de Tianmen e a carnificina sobre acampados de que foi cenário em 1989 ficaram, definitivamente, gravadas na ‘História Política do Mundo’, no capítulo dos horrores contra a humanidade.

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