Ou tens, ou não tens

As medidas de Nuno Crato, esse mesmo que recebeu os aplausos de tantos professores eleitores distraídos, não são viana9apenas uma questão de contabilidade. Claro que há uma dimensão esmagadora das Finanças, mas Nuno Crato não é só um colaborador do MEC – é também autor!

É a Escola Pública que está em causa e, se mais ninguém se levanta para a defender, que os Professores se levantem e lutem! Não há outro caminho.

As organizações sindicais acabam de apresentar de forma muito clara o calendário da GUERRA com Nuno Crato, com Passos Coelho e com Paulo Portas. Um Governo de maioria absoluta caiu aos nossos pés, que diabo!

Se Maria de Lurdes e Sócrates caíram  Crato e Coelho terão capacidade para se aguentarem? Não me parece – aliás, há dias Durão Barroso e Cavaco impediram Passos Coelho de se demitir, logo, só nos resta continuar, insistir, sair à rua e vamos conseguir! De certeza.

Vejamos: [Read more…]

UNIDADE! Reunião dos sindicatos de professores (2)

Só pode ser este o caminho.

O que aí vem é muito claro – Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas querem despedir Professores.

O que está em cima da mesa é demasiado complicado para que os detalhes não possam ser esquecidos ou, pelo menos, encostados a um canto, valorizando o que nos une – a defesa do emprego e da Escola Pública.

No dia 9, no Porto, aconteceu a primeira reunião com as presenças da FENPROF, da FNE, ASPL, SEPLEU, SINAPE, SIPE e SPLIU. Agora, em Lisboa, dia 16 terá lugar um novo encontro.

Exige-se um entendimento! Nada menos que isso!

Não sei se para uma manifestação, grande ou pequena, se em Lisboa ou no país todo. De noite ou de dia.

Talvez uma greve de um dia ou de muitos, aos exames ou às avaliações.

Estou por tudo e ao mesmo tempo por nada!

Agora, não se atrevam a deixar a reunião, sem um entendimento!

M2strado do Relvas

Estão a ver como foi possível conseguir um M2strado ainda mais depressa do que a Licenciatura?

Acho que foi em Comunicação Social…

Razões para acreditar

Porque o que não nos mata, …

Dias de Luta Nacional


A dias de luto seguem-se os dias de luta. Depois do choque, mesmo que a morte tenha sido já anunciada, há sempre o choque, aquele impacto que ninguém quer sofrer, reerguemo-nos mais fortes. Sofre-se, chora-se, e depois arregaça-se as mangas, faz-se das tripas coração e segue-se em frente. Vai-se à luta.
No caso de todo um país descaradamente roubado, de uma nação que não tem mais para onde se virar, despojada de toda a esperança, temos que unir forças e lutar, lutar, lutar contra os barões e senhores que vão tentar manter-se no poder, agarrados que estão às cadeiras já desgastadas com as marcas dos seus anafados e ociosos traseiros com unhas e dentes, alternando as cores de forma promíscua, mas sempre olhando pelos interesses uns dos outros. [Read more…]

14N: Greve Europeia

Em Portugal a CGTP convocou uma GREVE GERAL para dia 14 de novembro.

Em Espanha as Comisiones Obreras convocaram uma GREVE GERAL. E a UGT, em ESPANHA convocou uma Greve Geral.

Sim, claro! Para dia 14 de novembro.

Em Itália a CGIL e a COBAS convocaram uma GREVE GERAL. Para dia 14.

Claro que na Grécia há também convocatórias para a Greve Geral. Em França e em Inglaterra acontecerão manifestações.

Será que só a UGT de Portugal é que fica de fora? Ou antes, será que só a UGT do PSD ficará de fora da GREVE GERAL EUROPEIA?

Sem legendas

Para ouvir e sentir.

Professores Lutem

Ao segundo 42:

Público e privado

Vai longa a discussão sobre a manifestação junto de políticos em férias ou, num sentido mais amplo, a confusão entre o cidadão e o político.

E se acho irónico que a direita procure colocar em causa a liberdade de um cidadão se manifestar e de mobilizar outros só porque pertence a um partido ou a um sindicato, concordo com os que criticam o ataque à dimensão privada de um político.

Digo, por brincadeira, que as manifestações são o meu desporto favorito, mas nunca o faria junto de uma pessoa no plano pessoal, tal como sempre me recusei a participar em manifestações junto de momentos partidários, fossem elas no PS de Sócrates ou no PSD de Passos Coelho.

Entendo no entanto, que o actual governo está a brincar com o fogo e por isso será cada vez mais complicado gerir estas margens de cidadania.

O alvo de uma luta deve e tem que ser o poder executivo e, ou o poder legislativo. O cidadão Passos Coelho ou o partido PSD não devem ser o alvo. Mas isto tem que valer para um lado e para o outro – não podem querer ser cidadãos e depois ignorar as lutas e os  protestos quando estes respeitam “as regras.”

Quando temos Ministros que se recusam a receber organizações, sindicatos e movimentos, estão mesmo a pedi-las…

Vamos continuar a apertar porque está a resultar

Que ninguém tenha dúvidas, porque a realidade está aí para o mostrar: o Governo em geral e o Nuno Crato em particular já perceberam que o Monstro está a acordar.

Os Professores estão a começar a levantar-se – foi a Manif da semana passada, as vigílias desta semana, serão as concentrações regionais da próxima semana e tudo o que for preciso, porque está a resultar.

Durante meses, o homem desapareceu. Ninguém o via!

Numa semana apareceu mais do que o animal atrás do Pinto da Costa. Após a Manifestação de Lisboa, ainda tentou continuar escondido, mas em cima da marcação das Vigílias fez uma conferência de imprensa e divulgou um comunicado.

É também por isto que não entendo o Paulo, que continua a ter um Umbigo do tamanho do mundo: se é dos sindicatos é porque é do PCP, se é dos professores é porque é do bloco. Posso deixar um desafio – será que queres sugerir alguma forma de luta? O que fazer a seguir? [Read more…]

Ainda a luta dos professores, pois que a angústia entrou em muitas casas

“A paz, o pão, habitação, saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir…” – Sérgio Godinho

Estamos todos

Manifestação dos professores | Rossio, Lisboa | 12 Julho 2012

Carta de um Mineiro

Trabalhei 25 anos na mina. Desci a um poço, quando tinha 18 anos, e gostaria de vos dizer que me surpreendem muitos comentários que leio sobre a atividade mineira e as reformas antecipadas, neste grupo e noutros. Dói-vos o meu parecer, mas vou ver se consigo dissipar várias dúvidas que vejo que existem sobre este sector.

1º A luta que estão a fazer os companheiros, neste momento, não é para pedir dinheiro, mas para que se respeite o acordo assinado no ano passado entre o Ministério da Industria e os sindicatos mineiros. A assinatura deste acordo tinha umas acordadas até 2018. Este dinheiro foi dado pela Comunidade Europeia e não os Governos Espanhóis. Com isto quero dizer que não foi nenhum espanhol a ajudar-nos, como pensa muita da gente que tanto nos critica….

Quanto a este dinheiro, o que eu pergunto, como quase todas as famílias mineiras, é: onde está a parte dos Fundos Mineiros que supostamente seria destinada à criação de industrias alternativas ao carvão nas bacias mineiras, depois do encerramento das minas. Pois bem, como em muitos outros sectores, o dinheiro foi utilizado por políticos e sindicatos. Com parte deste dinheiro, poder-vos-ia dizer, por exemplo, que o Senhor Gabino de Lorenzo (ex-alcaide de Oviedo) pagou a iluminação pública da sua cidade, o novo Palácio de Exposições e Congressos e muitas outras obras. A ex-alcaide de Gijón (a Senhora Felgeroso) investiu-o na Universidade Laboral e, tal como o primeiro, noutras obras. [Read more…]

Como é que se luta contra estas políticas?

São quatro da tarde. Se tudo estiver a correr como o previsto, estou na Avenida dos Aliados. Deixo o post prontinho a sair para acompanhar os que ficaram em casa.

Do outro lado do Rio, aqui ao lado, em Avintes, nasceu a 9 de Abril de 1942, Adriano Correia de Oliveira que deu voz às palavras de Manuel Alegre na “Trova do vento que passa“:

“Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não”

E estas palavras explicam o que nos vai na alma hoje. Não tenho, não temos grandes soluções para o país apesar de me ter atrevido a deixar algumas dicas.

Resta-nos esta FORÇA de dizer NÃO!

Greve e desemprego

“Será que este deputado se lembra que, fruto de políticas desastrosas que ele e seus pares têm defendido, mais de 770 mil portugueses e portuguesas todos os dias são impedidos de irem para o trabalho, porque estão desempregados?”

Carvalho da Silva, no JN

Que inveja

Este tipo faz tudo bem? Que inveja! Quanto for grande, quero ser como ele!

Pelo Rio Tinto, marchar, marchar

Caminhada pelo Rio Tinto, 25 de março

Não sou novo, nem velho, antes pelo contrário.

A caminho da escola lembro-me de ver o rio de todas as cores – até havia apostas sobre a cor do dia, que ia variando em função das descargas da fábrica. Vi, ali na casa do vizinho, uma mó de um moínho que em tempos esteve ali junto à Ponte, onde hoje temos um restaurante muito frequentado, mas com uma péssima relação preço / qualidade. Ouvi falar dos peixes que por lá existiram.

Andei de bicicleta e caí ao rio. Joguei à bola e ela também caiu ao rio. Fiz, fizemos, jangadas com madeira e garrafões de plástico – era a inspiração do Tom Sawyer.

Vivi sempre a 100 metros do Rio. Até que a modernidade trouxe uma ETAR: estação de tratamento de águas residuais. E tudo piorou. Além da qualidade da água não ter melhorado, ainda trouxe maus cheiros para toda a vizinhança.

Anos mais tarde apareceu o pior Autarca da nossa Democracia – esse mesmo, o Major. O Rio passou a ser um esgoto dentro de tubos que existem envergonhados por baixo de ruas e caminhos.

Por isso, não sei se o Rio Tinto é um Rio. Mas quero MUITO que volte a ser. A nossa história exige um Rio. Ou então mude-se o nome de Rio Tinto para Tubo Tinto, ou Esgoto Tinto…

III – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O Manifesto do Partido Comunista combina a seriedade filosófica mais profunda com o talento mais mordaz. Imagine a Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine e Hegel fundidos numa só pessoa – digo fundidos e não confundidos num monte – e o meu amigo terá o Dr. Marx.

O Manifesto acaba com uma revisão da actividade política dos partidos comunistas e do socialismo em todos os países da Europa e com uma expressão de temor: Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileiram-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protectores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria. [Read more…]

Ilusão

(adão cruz)

Na máquina de sujar em que estamos metidos, o stress é o glutão mais eficaz. Tira a mais pequena nódoa de limpeza num abrir e fechar de olhos. Com a desvantagem de que nem é preciso comprar. Ele vende-se. É completo. Produto e promotor, tudo incorporado, dois-em-um que divide como quem corta relva e une como quem varre o chão. Sem darmos por ela, fez de nós seus aliados na luta contra o tempo: nós crentes de que a luta era contra a passagem do tempo, ele ciente de que a luta era contra o seu aparecimento. Uma coisa e outra, claro, são inúteis. No limite, tudo é: o stress não vive menos iludido do que nós. Ele, como o tempo, como nós, também passa. E talvez a melhor maneira de lhe mostrar isso seja fazê-lo crer, como ele nos faz em relação ao tempo, que lutamos contra a sua passagem, estando cientes de que lutamos contra o seu aparecimento. Por outras palavras, viver bem na sua companhia. Dar-lhe o melhor. Dar-lhe amor. Dar-lhe tempo. [Read more…]

o crescimento das crianças-6ªparte-II-indigenismo

ritual Mapuche, praticado pelos Picunche,para a sua defessa dos Huinca Chilenos

Nguillatun – Ceremonia religiosa

Capitalismo agrário, subdesenvolvimento agrário: imdigenismo

Talvez, podia pensar como Jack Goody fez para a Ghana em 1963, quando pertencia ao Partido do Povo que libertou a Ghana do colonialismo inglês. Quando tentou entender a situação do País com os conceitos ocidentais de Feudalismo e escreve o seu texto Feudalism In Africa? que depois passa a ser o livro de l971, Technology, tradition and the State In Africa, onde tenta perceber a continuidade política que for capaz de guardar a continuidade entre gerações que vivem uma diferente experiência. Mas a sua reflexão, que continua em Production and Reproduction, 1976, não ajuda ao País que é iletrado e que tem as suas próprias continuidades e descontinuidades, que faz estalar a guerra., que tem as suas próprias literacias em signos não escritos, entendidos por eles e não multilingues. Essas guerras já vividas pelos Picunche e Espanhóis, pelos Galegos nos séculos dezanove e vinte. Pelos portugueses, nos mesmos séculos, até acabarem Espanha e Portugal em vias pacíficas para a igualdade subsumida ao capital. E o Chile, numa desigualdade esfomeada também pelo capital subdesenvolvido. O crescimento das crianças de hoje, é fundamentalmente diferente ao crescimento de ontem. O de ontem, tinha um objectivo centralizador da actividade familiar, o obter a terra por meios para todos iguais. Os de ontem, são criados no derrube de um sistema da aristocracia, que eles têm que reconstruir outra vez na base da sua própria força. Os de hoje, têm um objectivo igual, mas que dispersa e tira do elo estruturador antigo, a propriedade rural. O capital é o objectivo individual e autónomo. Como diz o Presidente do Sindicato de Agricultores da Extensão Agrária Galega, há muita gente no campo e é preciso limpar e redistribui-los pelas outras tarefas, encher as cidades e as habilitações, as industrias e a poupança. Fazer de cada um, uma força empresarial. Que já existe na sua mentalidade. Embora Victoria, Pilar e Anabela continuem na ideologia ocidental cristã, esta ideologia não é outra que a que se adapta à

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Unidade é uma valor importante, mas não é o único

O movimento unitário de trabalhadores, representado em Portugal pela CGTP – Intersindical Nacional, é um movimento fundamental da sociedade Portuguesa.

A unidade é importante na medida em que é instrumental, é necessária para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores.
Mas, a Unidade não pode ser um valor em si mesmo e por isso não assino por baixo o sindicalismo de outros tempos. A ruptura e a divergência na reflexão são cruciais, podem ou não acontecer nos momentos da acção, mas, não podemos, nem devemos faltar ao respeito a quem concorda ou a quem não concorda.
Não aceito, nos momentos em que discordo, vir a público apelar à não luta.
É precisamente isto que os movimentos de professores estão a fazer.
Não representam nada nem ninguém a não ser os seus próprios mentores – são seres virtuais (só existem na web, nas redes sociais e nos mails), sem qualquer ligação às escolas e aos seus trabalhadores, os Professores. Acusam as direcções dos sindicatos de terem avançado com uma greve sem terem ouvido os trabalhadores – pergunto: e os movimentos, quem ouviram? Onde? Quando? Como?
Depois, desvalorizam as questões salariais – eu, trabalhador, não tenho problema nenhum em assumir que só trabalho por dinheiro! Mas, há algum problema nisso? Penso que a dignidade da minha essência está no respeito que tenho pela profissão que exerço porque é graças a ela que consigo existir. Mas, não tenho qualquer dúvida – só trabalho por dinheiro e por isso as questões salariais são MUITO importantes. Se calhar, os professores dos movimentos não precisam tanto de trabalhar como eu.
E para concluir poderia dizer que se estivessem atentos poderiam ver que nas escolas a grande questão do momento é a aposentação e as suas alterações previstas no Orçamento de Estado.
Em síntese, poderíamos dizer cada Professor é livre de fazer o que entender, aderir ou não à Greve. Olhar para os motivos e ver se concordam com eles. Depois, em função dessa resposta, decidir se o Dia de Greve é ou não uma arma para usar.
O que não podemos usar é o nosso sentimento anti-sindical para vir a Público dizer que se demarcam e que não vão fazer nada e tal… Mas, alguém vos pediu alguma coisa? Será que os Professores vos mandataram para alguma coisa? Quem vos elegeu?

Professores e a Greve de TODA a administração Pública

Na próxima 5ª feira vou fazer GREVE!

Relativamente aos motivos trazidos pelos Sindicatos para cima da mesa estou INTEGRALMENTE de acordo com todos: Aumento real dos salários; contagem integral do tempo de serviço prestado para efeitos de carreira; eliminação das quotas na avaliação de desempenho; pensões de aposentação justas.
E sobre estes vou apenas referir um, talvez o que menos se fala: Sócrates resolveu em 2005 congelar as carreiras de todos os funcionários públicos. Durante 28 meses o trabalho realizado “não existiu”, isto é, todos os funcionários ficaram sem 28 meses no tempo de progressão nas suas carreiras – não há qualquer motivo para manter este roubo.
Depois existe um mito em Portugal sobre o custo da Administração Pública, que, de facto, é das mais baratas da Europa na sua relação com o PIB. Escrevi aqui no Aventar que “No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.”
O que todos sabemos é que o dinheiro dos salários dos funcionários públicos entra directamente na economia do país ao contrário do dinheiro entregue à banca e às multinacionais. E já nem falo dos quadros das Empresas Públicas que se governam à custa do povo que trabalha, onde estão, claro, incluídos os funcionários públicos.
Mas, e há sempre um mas, apetece-me perguntar: se os motivos são inquestionáveis o que leva os sindicatos a fazerem as coisas deste modo?
Porque é que a FRENTE COMUM convoca uma Greve antes de todos os sindicatos o terem discutido e decidido?
Como é que me dizem que o SPN tem que ir porque a FRENTE COMUM já disse que sim e depois venho a saber que a FENPROF ainda não tinha avançado porque o SPGL ainda não tinha decidido se avançaria…? Perguntas que ficam para resposta posterior, porque agora importa perceber o que estão os movimentos de professores a fazer… No próximo Post.

A Culpa é Minha, Devo Estar a Ver Muito Mal a Coisa

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OS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO REALIZAM DIA DE “LUTA NACIONAL”
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Devo começar por dizer que nada me move contra a juventude Portuguesa, e muito menos contra os estudantes em geral, e então se forem dos mais novos, tenho por eles um carinho muito especial, uma vez que dos meus filhos, um ainda está no ensino básico e outro acabou de sair do secundário. Tenho ainda dois sobrinhos no ensino secundário. Devo ainda acrescentar que entendo que todas as pessoas têm o direito a manifestarem as suas opiniões e o seu descontentamento.

Nesta primeira quinta-feira de Fevereiro, os putos de seis, sete, dez, doze, dezasseis anos etc., que frequentam as escolas básicas e secundárias de Portugal, estão em luta.

Cheios da sua (deles) razão, os miúdos e miúdas querem um estatuto de aluno “inclusivo”, seja lá o que isso quer dizer, e querem mais investimento nos estabelecimentos de ensino. Têm nesses pontos a minha total solidariedade. Se se não reivindica, o governo que nos tem desgovernado, e os que o antecederam em nada foram diferentes, nada fazem, assumindo que tudo está bem e de perfeita saúde.

Mas não se ficam por aqui, embora o devessem, pois que já seria bastante para poderem protestar e estar em luta. Os meninos e as meninas das escolas do ensino básico e do ensino secundário querem também o fim dos exames nacionais, e já agora também o desaparecimento da figura dos directores, exigindo ainda a “efectiva aplicação da educação sexual nas escolas”. Aqui, já não entendo a posição destes jovens. Fim da avaliação nacional porquê? Fim da figura da autoridade porquê? Efectiva aplicação da educação sexual nas escolas porquê? Sem avaliação e sem autoridade não se vai a lado algum, e quase não há professor algum capacitado verdadeiramente para ministrar educação sexual, pelo que a sua implementação é o que se vê e seria um total e completo desastre.

Não são pecos a pedir, nem tão pouco a reivindicar ou a exigir. Os putos pensam que sabem bem o que querem, tendo nascido já com todas estas capacidades de luta. A juventude é assim, eu sei, mas esta, só se mostra desta forma por falta de orientação, sempre necessária na formação de qualquer jovem. E os pais e encarregados de educação, de uma maneira geral, deixaram já há bastantes anos de orientar ou de o querer fazer (dá realmente muito trabalho e cerceia a liberdade de cada um), desligando-se da boa formação dos seus educandos.

E já agora, com um pouco de sarcasmo, não poderiam também, na delegação nacional de associações que promove esta luta, incluir os alunos dos infantários?

E se a gente lhes ralhasse? E umas puxadelas de orelhas, e umas sapatadas no rabo, não?

Ai se o ridículo matasse, ou aleijasse, ou se pelo menos se notasse à primeira vista!

Realmente eu devo estar a ver muito mal a coisa.

Proposta do ME para acordo com os sindicatos

Em formato pdf no site do SPN.

Professores e Ministério: não há fretes para ninguém

Parece que hoje é o dia P. P de proposta! Correcção pós-publicação: no site do SPN já podemos ler a última proposta do ME.
A luta dos professores é pela dignidade das suas carreiras, mas é também algo muito mais amplo do que isso. Por um lado trata-se de mostrar a toda a população que nem um governo maioritário consegue vergar a maioria do povo e, prova, também por isso, a todos os poderes e respectivos pretendentes que não é possível fazer tudo, ainda que às vezes pareça.
Depois das eleições, o PSD avança com as duas mãos para uma espécie de acordo com o PS, o que até nem foi mau para resolver um problema que estava criado – o da avaliação dos dois últimos anos. E desde então as reuniões entre os sindicatos e os novos donos da 5 de Outubro foram-se sucedendo.
O Bloco central de interesses, PS e PSD colocaram as suas máquinas no terreno – o PS pelo lado do governo e em alguns movimentos de opinião unipessoais. O PSD através da FNE.
Acontece que as propostas do ME não são melhores que as de Maria da Lurdes – e se os problemas, antes, eram as opções políticas, não é por mudar de personagem que o enredo muda. Isto é, a “Santa” pode passar de Lurdes a Isabel, mas o pecado continua lá. E por isso só posso aplaudir, como se de um golo do Saviola se tratasse, as declarações de Mário Nogueira ao Rádio Clube.

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150-48=?

Diz o Governo, usando os oportunistas, que 48 mil docentes já concluiram ou estão a concluir o seu processo de avaliação.

Dando isso como verdadeiro, pergunto: então um governo maioritário consegue produzir um modelo tão fantástico que numa legislatura inteirinha só consegue avaliar menos de um terço dos Professores?

Tem a palavra o Dalby, esse exemplo de profissionalismo docente que, todos sabemos, não colocou os pés numa única!

NEM UMA sequer, Manifestação de Professores!

 

Parabéns Professores SEM MEDO

Boa noite,

saudade é a palavra que me ocorre hoje.

O que fizemos não foi uma coisa qualquer – foi MUITO GRANDE, ENORME mesmo!

Demorou muito, tudo parecia impossível, mas o tempo parece que nos quer dar alguma razão.

Não faço ideia o que vai acontecer – não tenho ainda qualquer informação sobre o que aí vem… há uma coisa que sei:

quem não entregou objectivos não vai ser prejudicado. Como SEMPRE foi dito pela FENPROF!

Quem quis ser avaliado vai ficar com uma rolha de cortiça porque não vai servir para nada.

Podem ler isso no comunicado que o ME hoje fez chegar às escolas: http://aventar.eu/958580.html

Continuo a pensar que a questão central é o estatuto, mas isso veremos a curto prazo o que vai acontecer.

Agora, o que quero mesmo é recordar a NOSSA FORÇA!

– a manifestação de Outubro de 2006: http://serprof.blogspot.com/2006/10/um-oceano-de-esperana-corre-em_07.html

– a greve de Outubro de 2006 – http://serprof.blogspot.com/2006/10/em-greve-era-uma-vez-uma-professora-na.html

– a manifestação de 8 de Março de 2008: http://serprof.blogspot.com/2008/03/um-sonho-de-uma-vida.html

– a manifestação de 8 de Novembro de 2008:http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2282&mid=115

– a manifestação de 30 de Maio: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=9&doc=2491&mid=115

Mais modernidades: Tudo pelo lucro, nada pelo roubo

Ao que parece estamos em crise, certo?

Como é que se explica que uma empresa que vende bens de primeira necessidade aos portugueses, nomeadamente à classe média e média baixa, consegue aumentar os lucros desta maneira. Repito – aumentar os lucros… Até manter seria vergonhoso… agora aumentar?!!

 

Sim, eu sei, eu é que vejo o mundo ao contrário