As vezes, a vida pare-nos cumprida e entediante. Cumprida e entediante, para os que acreditamos apenas em ela. Amamos aos nossos. Esses nossos por serem parte da vida em família ou por ter partilhado os nossos dias e, um dia, por motivos importantes para eles, já não estão perto de nós. Partem para outros sítios ou não lhes apetece estar mais com nós. É denominada a morte em vida. Ou, porque apenas não nos entendemos e as nossas ideias são tão diferentes, que morar juntos no mesmo sítio, mata o amor, ou pior ainda, a paixão que, antecede ao amor. Essa morte é a separação. Morte que todos tememos ou receamos. A morte em vida é esse evitar cruzar pelas vias da vida com pessoas das que receamos, é dizer, temos medo o suspeitamos. Ao pensar na morte, nem sei se a que nos separa definitivamente porque alguém que amamos já não está; o se a separação em vida é mais pesada pelo temor a econtrar um dia esse ser humano de quem queremos evitar ver outra vez. A morte fisica e não esperada de quem amamos, é uma dor que acaba em grande depressão ou em tristeza tão profunda, que nem sair de casa desejamos. Até sermos empurrados por uma pessoa forte que nos confronta com a realidade: quem detestamos, já não pode fazer mal se entendemos e sentimos essa distância dentro de nós a ganhamos vantagem: é o triunfo sobre o nosso fabricado sofrimento e o temor de quem fazia de nós, seres entediados ou aborrecidos
, epecialmente se vemos duas pessoas que se amam e a uma terceira só, na primavera da vida.
como um pedestal lavrado pelo melhor escultor do mundo que, na escultura que mostro de Luís Miguel, deveria ser Michelángelo, apesar de ter sido Marcus Aureliuis, na Roma de 115 da nossa era. Luís Miguel, como a imagem de Marcus Aurelius, foi chorada ao longo dos tempos. Como a da nossa novas pérdidas de esta semana, o brilhnate, calmo, sábio e sereno Claude Lévi -Strauss que conhecemos de esta maneira
Os dois sábios, retiram dos nossos sentimentos ese do aborrecimento e nos faz fixar os sentimentos de aussência no jovem da escultura, um Luís Miguel que tinha toda a sua vida em frente e que podia ser comparado com a vida mais do que feita do nosso também desparecido sábio. Luís Miguel e Claude Lévi-Strauss partilharam, sem se nunca conhecer, estes sentimentos: de amor, de alegria, de procura do saber e da criação de novas ideias para o mundo progredir. Há a frase que diz: quebrou com uma visão etnocêntrica da história e humanidade […] Em um tempo em que tentamos dar sentido a idéia de globalização, construir um mundo mais justo e humano, eu gostaria que o eco universal de Claude Lévi-Strauss ressonasse mais forte". Como soa mais forte a do Luís Miguel. Os dois nos fazem sofrer esta semana, mas a obra feita de Luís Miguel, nos seus 32 anos é, em devidas proporções, como a que durante 101 anos fez Claude Lévi -Strauss. Este, aos seus 32, namorava e trabalhava; o outro, também. Um teve imensa sorte, o outro, a moda
dos tempos o levara antes de cumprir a sua obra completa. Os dois nos retiram do aborrecimento da vida. Muito obrigado, Senhores.
ainda, por louvor a esse saber que dá medo.
O amor é uma força da natureza. A frase não é minha, mas os sentimento sim. Se não houver essa paixão que leva um corpo a se juntar com outro de diferentes géneros, o mundo não teria população. Fazer filhos, é uma dádiva da divindade, se divindade houver . Parece-me que a divindade é a força da paixão que nos seduz, nos namora, faz de nós seres doces, protectores e ternurentos, que faz dos nossos, um arrepio permanente. Arrepio permanente de namoro e desejo. Desejo que faz dos corpos, um no que penetra essa pessoa que que nos seduz. Também há a paixão que nãoo rende fruto, essa paixão de pessoas do mesmo género. Sobre este tipo de paixão temos falado tanto, até o ponto de esquecer referir ao amor que rende fruto, essa atracção que faz doer o corpo se nãoo é satisfeita Satisfação que acaba em sangue, suor e lágrimas na felicidade que, após render o nosso corpo ao corpo que amamos, faz distender esse corpo e adormecemos. Dias inteiros, horas cumpridas, com um acarinhar ao outro que, apenas no fim, se rende e procura o nosso erotismo. O que acontece nesses casos? A descendência aparece no meio de nós, que amamos de outra maneira, mas amamos compaixão, uma paixão que leva ao sedutor a estar sempre ao pé do bebé desprotegido, essa criança que depende de nós ao longo de períodos cumpridos. Se o resultado é rapaz o rapariga, é-nos igual: são nossos, a nossa responsavilidade. Mas nem sempre.







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