Coisas que (felizmente) nunca mudam:

Quase de regresso a Portugal fico a saber que existem coisas que, felizmente, nunca mudam. Somos Porto!

A Vencer desde 1893.

Falta de olho

A visita do Papa Bento XVI a Espanha, ficou desde logo marcada pela conversa da despesa de 25 milhões de Euros.

Esquecem os preocupados da despesa que a visita papal trouxe a Espanha milhares de fiéis de todo o mundo que lá vão gastar dinheiro em restaurantes, museus e hotéis – como os chineses do Futre. Além da projecção mediática usufruída por Espanha que ainda ganhou em tomar de perto as palavras de um Papa universitário e com um pensamento sobre a actualidade digno de ser estudado.

Dos revoltados espanhóis sobre os custos da visita papal, gostaria de saber quantos já não se importam de comprar bilhetes de futebol e sustentar clubes com salários megalómanos para os tempos em que vivemos?

Nestas coisas é preciso ter um pouco mais de visão. Ou de olho, mas com cuidado não vá Mourinho meter o dedo…

Bem Vindos ao Cairo 005

O bairro onde vivo, é um grande pequeno lugar do Cairo, junto ao Nilo, chamado Maadi.
É onde estão algumas das embaixadas, a Escola Americana, a Escola Britânica e o
complexo de habitação e trabalhos especiais para americanos.
É onde mora grande parte dos estrangeiros.
É um bairro do início do seculo XX criado por uma empresa britânica dos caminhos de ferro,
feito de moradias ricas, para britânicos abastados e judeus ricos.
Depois da abolição da monarquia, em 1953 e da retirada das tropas britânicas em 1954,
o bairro transformou-se completamente, tendo sido nacionalizado em 1961.
Os amplos jardins, fora transformados em quarteirões de edificios altos.
Os canais de água desapareceram, o urbanismo manteve-se na sua maioria, mas nas novas zonas construidas,
a arquitectura adulterou-se bastante. [Read more…]

Heróis do Chile. Os operários

Operarios

para Tiago Milagre daPC Médic, que informatizou o meu texto.

1º De Maio em Chicago de 1869

 Falava um destes dias do dia do Roto Chileno, como ganharam a guerra a Confederação Perú-Boliviana pelo difícil e directo facto de assaltar o Morro de Arica, pelo lado do território chileno, inserindo a baioneta na dura rocha de 600 metros de altura, até atingir a plataforma de cima e entrando na vila de Yungay, território peruano, perdido para os chilenos, para os inquilinos, jornaleiros e operários convertidos em soldados de muito esforço, sem se queixar nem choramingar. [Read more…]

Novas músicas portuguesas: Os Tornados – Balada do Pecador

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Fotografia antiga?

A filosofia da economia

A economia é dominada por duas grandes ideologias: o capitalismo e o socialismo. No essencial definimos capitalismo como o regime político que defende e promove os interesses do patronato e do grande capital, a banca, em detrimento da mão-de-obra assalariada. O socialismo pretende criar um regime político que defende o mundo do trabalho da exploração do patronato e da banca.

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Economia de mercado

Acredito na economia de mercado. Por economia de mercado entende-se um sistema económico em que os agentes económicos podem actuar livremente. O sistema de economia de mercado pressupõe que sejam os privados o motor da economia, do desenvolvimento e do crescimento económicos. Ao Estado cabe a função de regulador. O Estado deve incentivar a participação dos privados na actividade económica, reservando-se ao papel de fiscalizador da actividade económica.

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Admite o governo construir o ruinoso TGV?

-Também eu gostaria de ver clarificada a posição do actual governo face ao desastroso projecto de investimento no TGV. Terá Álvaro Santos Pereira assumido uma vez mais uma posição de subserviência do interesse nacional face a Espanha, ou terão existido pressões da Alemanha e França, interessadas que estão na venda da tecnologia, que permitirá reforçar as suas exportações e criar postos de trabalho lá, enquanto aumenta o endividamento cá, com a consequente subida na taxa de desemprego? Explique-se o sr. Ministro, ou se for politicamente incapaz, por ele o senhor Primeiro-Ministro!

os heróis da independência do Chile

jura da independência

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818 Óleo de Subercaseaux

Escrevia um dia destes sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham os soldados à guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia. [Read more…]

Dúvida neoliberal

Ao ler o título do texto do nosso JJC, uma dúvida assaltou o meu espírito: se o povo afirma que “quem dá aos pobres empresta a Deus”, não seria melhor suspender a caridade para não se correr o risco de um dia mais tarde as agências de notação finaceira classificarem as contas de Nosso Senhor como lixo?

Um neoliberal é isto, Álvaro!

Santana Castilho *

1. O Álvaro, que veio do Canadá para pôr a economia do país na ordem, disse na Assembleia da República que não sabia o que era um neoliberal. Agostinho Lopes ensinou-o assim: “…É alguém que tem três axiomas com que justifica tudo: globalização, revolução científica e técnica e competitividade. É alguém que tem três mandamentos sagrados: privatizações, liberalização dos mercados e desregulamentação dos mecanismos de orientação económica. E tem um único instrumento como variável de ajustamento dos desequilíbrios: o preço do trabalho …”. A lição dada ao Álvaro, se complementada com a compulsão para aumentar impostos e taxas, faz uma bela síntese da actividade do Governo até agora.

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Novas músicas portuguesas: Capagrilos – Judas

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Faça Férias em Poortugal

Em cada canto uma flor…

 

Veja o código de barras, compre produtos portugueses

A seleção portuguesa de futebol, esta de sub20 que acaba de suceder à primeira geração que vendeu bem, a dita d’oiro, demonstra como nem o nosso capitalismo de topo, o dos mercados de técnicos especializados no esférico rolando sobre a relva, confia no que produzimos. Vejam onde andam os jogadores no Maisfutebol e façam as contas.

Isto avisado do que vamos ouvir, mesmo que ganhemos a final, sobre um coletivo que não tem estrelas, rebibaunhau pardais ao ninho, e como me apetecia agora googlar para aqui todos os diagnósticos garantindo que não passávamos a fase de grupos.

Mais uma prova de que só com os trabalhadores e esquecendo as elites, ocupadas em mandar pelo menos 9 milhões de euros por dia para offshores, se pode vencer a crise.

Esta força cosmopolita do Verão

Dá gosto passear pelas cidades portugueses durante o mês de Agosto. A riqueza linguística que nos adorna em qualquer passeio, escutada e apreciada em cada conversa que por nós passa ou que cruza no nosso caminho.

Desengane-se quem pense que tal só acontece pelos reinos do Algarve (ou Allgarve… já não sei ao certo), ou na capital do império ou na Invicta. Nada disso. Pelo Minho fervilha esta palete idiomática em qualquer cidade ou vila, com a acrescida particularidade de haver conversas em francês e alemão que são entremeadas com palavrões portugueses.

Isto sim é riqueza cosmopolita, em vernácula manifestação da nossa cultura universalista.

Quem dá aos colégios empresta a Deus?

O governo decidiu aumentar em de 80000€ para 85000€ o financiamento do ensino privado por turma, aumentando igualmente o número de turmas subsidiadas sem ter em conta a concorrência desleal (porque muitas escolas privadas seleccionam os seus alunos) com o ensino público.

Como ficou a seu tempo demonstrado o custo de uma turma no ensino privado pode ficar por 73.920 euros, ou menos, dependendo das ilegalidades que se vão cometendo sobre os professores que ali trabalham.

Não tenho grandes dúvidas de que os 5000 euros/turma irão direitinhos para o lucro dos empresários  e fiquemos assim com mais uma certeza no que toca ao apregoado liberalismo coelhista: o governo gasta mais, sustenta o empreendedorismo e ataca o próprio estado.

É fartar vilanagem.

Novas músicas portuguesas: Linda Martini – Mulher a Dias

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Tudo em família

Vital Moreira tem umas crónicas giras no Público e a de ontem, terça-feira, foi mesmo engraçada, lançado para o imaginário socialista uma série de dicas de argumentação:

  1. Todo o país, salvo a Madeira, anda em contenção;
  2. O buraco da Madeira é uma das razões por Passos Coelho ter sido “enigmático” quanto ao tal “desvio colossal” (não importa a VM a inexatidão da citação…);
  3. Houve “uma verdadeira conspiração de silêncio em relação ao desvario financeiro de Jardim”;
  4. O governo escondeu esta “informação durante várias semanas”.

Vital Moreira termina em grande com este parágrafo:

Imaginemos só que os protagonistas desta lamentável história eram respetivamente Carlos César e o Governos de Sócrates! Tudo é diferente quando as coisas se passam dentro da família política…

Tudo muito giro. Cavalgando a onda, factual, do desvairo financeiro que AAJ sistematicamente pratica com elevada arrogância, Vital Moreira, num passe de mágica, iliba os governos socialistas da sua qualidade de maiores financiadores da falta de vergonha na Madeira (lembram-se de Guterres e do perdão da dívida à Madeira?) e, em simultâneo, faz de conta que os Açores são mares de rosas.

Há o pequeno detalhe da falácia:

Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

Fonte: MF/DGO (republicado)

Acontece que José Sócrates e Carlos César são também os protagonistas desta lamentável história. O primeiro pelo aumento das transferências para a Madeira e para os Açores e o segundo por ter beneficiado de um aumento de 54% nas verbas transferidas. Mas lá está, dentro da mesma família política, tudo é diferente.

Para memória futura, aqui fica a crónica em questão.

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Amizade

amizade 

Amizade, sentimento entendido melhor pelas crianças que pelos adultos. Historicamente, foi usado pelos liberais do Século XVIII. Hoje em dia, há dois significados: ganhar distância ao falar com um desconhecido; ou agir até à exaustão para quem queremos. Amizade e parentesco, conceitos ou emotividades que podem andar muito perto. Ou sentimento que faz alguém sentir-se parte da família. Uma unidade de dois ou mais, para o [Read more…]

Carta do Canadá: A grande mentira

A partir de 31 de Agosto do corrente ano,  os professores de Português colocados no Canadá e nos Estados Unidos em regime de “destacamento”,  perdem o vínculo ao sistema educativo de Portugal. Estes professores,  muitos deles com 30 anos de serviço à língua portuguesa,  fizeram os seus descontos para a segurança social e nunca receberam salários pagos pelo estado português.  Trabalharam em escolas privadas,  pelas quais pagaram os seus impostos no Canadá. Resta-lhes a opção de regressarem a Portugal para trabalharem numa escola ou de, simplesmente, resignarem-se a perder o que julgavam  direitos legítimos e adquiridos. São raros os que optam pela primeira solução por terem aqui a sua família e a sua vida organizada há  muitos anos e,também, pelo  receio de regressarem ao país  no momento em que estão a ser fechadas centenas de escolas,  com promessa formal de serem encerradas mais umas centenas no próximo ano lecttivo, o que garantidamente aumentará  o astronómico número de desempregados.

     Esta situação foi criada e acelerada pela teimosia ignara de um antigo secretário de estado das Comunidades,  António Braga,  que não descansou enquanto  não tirou o ensino básico  de Português no estrangeiro ao Ministério da Educação para o entregar ao Instituto Camões(IC),  portanto sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros,  organismo que,  sobre não ser vocacionado para este grau de ensino,  tem dado ao país a imagem de uma espécie de gare de Santa Apolónia:  um desassossego,  uma salganhada,  um sorvedouro de milhões.  O objectivo de Braga era claro e à sua altura:   ficar com as rédeas do ensino,  fazer gato sapato  dos dirigentes do IC,  de modo a colocar nas coordenações os seus amigos, assim apaziguando as recalcadas iras do seu tempo de mestre escola. Prova do que afirmo foi o saneamento selvagem da coordenadora  para  os Estados Unidos,  Graça Borges Castanho, requisitada  à Universidade dos Açores,  e o afastamento precipitado da coordenadora para o Canadá, Graça Assis Pacheco,  convidada pela presidente do IC a renovar o seu mandato por  mais três anos, tendo já cumprido 14, depois de prova de concurso, o que obviamente só  foi possível pela desautorização boçal  que o antigo governamente impôs à (pelos vistos) passiva responsável pelo departamento. [Read more…]

Novas músicas portuguesas: Lília, David e João – Senhora do Almortão

Ficha técnica

Setembro é já a seguir…

…e traz de volta Avenida à Rasca 193 – o condomínio mistérico, para mais doze representações em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata.

Novo modelito

Novas músicas portuguesas: Fernando Mota toca berlindes taças, kissange e outras coisas

Ficha técnica

a depressão de Fátima

depressão

 Estou ciente de ter escrito e publicado hoje, um ensaio sobre se há fé de Fátima salvar-nos-ia desta falência. Tive o melhor coração para chamar a atenção do povo que não é a fé em uma divindade criada por pastores e que atingiu o mundo inteiro, o que nos salvaria da falência, das dívidas, dos juros do dinheiro em empréstimo, o que operaria o milagre, seria trabalhar e criar riqueza com indústrias transformadoras de matéria-prima e vender a preço de mercado, aos países que carecem delas. [Read more…]

O Comboio de Salazar – 2

O caruncho

Foi anunciado pelo Tribunal de Contas (TC) que o endividamento financeiro do arquipélago da Madeira é de € 963,30 milhões de Euros, tendo aumentado € 99,40 milhões de Euros.
Tal amontoar da dívida mina a sustentabilidade financeira daquela região insular do país e é, como fiel cópia do que se passa no continente, um exemplo claro de sucessivos erros de gestão do erário público, ao ponto de se pedir emprestado para se pagar empréstimos.
Lá, como cá, a lógica das carreiras políticas feitas à base do orgulho no estandarte de “homens de obra feita” deu nisto: muito betão e muito ferro que está a ser pago à custa da contracção de direitos sociais e laborais, do aumento dos impostos sobre o trabalho e da perda de soberania.
Um dos mais importantes instrumentos de combate a esta lógica despesista transversal a toda administração política do país é o TC, o qual deveria ser munido de efectivos poderes punitivos. É tempo de se promover a necessária revisão constitucional, de molde a atribuir ao TC autonomia financeira, bem como poderes sancionatórios sobre os titulares de cargos políticos ou sobre os gestores públicos, que actuem com grosseira negligência ou façam gestão ruinosa dos dinheiros públicos.
Mais do que nunca – como se pode ver pelo crescente poder das agências de notação financeira -, as decisões políticas ou públicas que agravam a dependência do financiamento externo, são matéria criminal de lesa-pátria.

(Publicado no semanário famalicense “Opinião Pública” a 10/09/2011)

Novas músicas portuguesas: TrêsPorCento – São tão diferentes

Leia a ficha técnica.

A psicanálise e os seus heróis: As minhas memórias

Simund Freud

Bem sabemos que o nosso pensamento não é livre, como gostaríamos que fosse. Não apenas por causa das descobertas de Sigmund Freud da existência das faculdades dos actos conscientes ou ego, o inconsciente ou superego ou do vigiante destas faculdades.
Cada uma destas faculdades das capacidades humanas tem uma tarefa a cumprir, como o define o nosso herói do pensamento humano. É verdade que era médico, mas a sua prática fê-lo descobrir que muitos doentes queixosos de mal-estares não tinham outra doença que não chamar a atenção de parentes, vizinhos ou amigos, porque, como comentava no meu ensaio sobre a resiliência, essa surpresa para mim, estavam faltos de carinho, emoção ou de alguém que amasse a pessoa ou, simplesmente, que tivera um intimidade que leva-se a pessoa até ao orgasmo. [Read more…]