Cidades Globais:

No próximo dia 4 de Novembro, no Ipanema Park Hotel – Porto, Seminário Cidades Globais com os seguintes oradores/temas:

“Gestão Eficaz, um desafio em tempos de crise” com o Prof. Poças Martins, o Eng. João Carvalho Guerra e moderado pelo Dr. Nuno Camilo (10h15).

“Soluções para financiamentos – QREN, a última oportunidade” com o Eng. Carlos Duarte da CCDRN (12H00)

“Regiões Administrativas em Portugal e Espanha” com Dr. José Luís Carneiro e autarca espanhol a designar e moderado pelo Dr. Manuel Cabral (14h30)

“Comunicar as Cidades – os novos desafios da Era Digital”, Fernando Moreira de Sá (17h00)

“O Estado Social e o papel das Autarquias” com Dr. Marco António Costa, Sec. Estado da Segurança Social (17h45)

Mais informações e inscrições em www.cidadesglobais.com

Resumo de seis horas de “Conselho de Estado”

Aventar, continue a fazê-lo você mesmo.

O Aventar continua a aceitar a colaboração dos seus leitores, através de textos originais e não publicados na net.

Para o efeito, utilizem o nosso contacto.

Textos publicados noutros blogues poderão merecer um artigo dos nossos autores, mas naturalmente não podem ser republicados na íntegra.

Em particular gostaríamos de reforçar a colaboração dos que, espalhados pelo mundo, nos podem trazer outra visão da crise em que vivemos. Será que temos, por exemplo, algum leitor na Grécia?

Quando a mentira oprime a nação

Santana Castilho *

Ricardo Santos Pinto, do blogue “Aventar”, prestou-nos um serviço cívico: recolheu em vídeo afirmações e promessas de Pedro Passos Coelho, enquanto candidato a primeiro-ministro. O cotejo desse impressivo documento com as medidas tomadas pelo visado, nos curtos quatro meses de poder, evidencia o colossal logro em que os portugueses caíram. Se em quatro meses a sua acção é pautada por tanto despudor e falta de ética, que sobra à nação para lhe confiar quatro anos de governo?

O orçamento do Estado para 2012 é bem mais bruto que o tratamento “à bruta” que Passos Coelho recriminou a Sócrates, no vídeo em análise. Aí se consagra, com uma violência desumana, o que Passos Coelho disse que nunca faria: confisco de quatro meses de salários aos servidores públicos e reformados; fim de deduções fiscais; aumento de impostos, designadamente do IRS e IVA. Ao embuste ardilosamente tecido em ano e meio de caça ao voto acrescenta-se a falácia com que se justifica o assalto aos que trabalham. Com efeito, muito mais que a invocada má gestão das contas públicas no primeiro semestre, da responsabilidade de Sócrates, pesa a irresponsabilidade da Madeira e o caso de polícia do BPN. Na primeira circunstância, ocultando manhosamente o plano de ajustamento, antes das eleições, Passos Coelho protegeu Jardim e escamoteou quem saldaria o escândalo. Sabemos agora que são os funcionários públicos e os pensionistas. Na segunda, enquanto os responsáveis pelo tenebroso roubo permanecem impunes, os contabilistas que governam venderam o BPN ao desbarato, limpinho das dívidas colossais. O povo vai pagar e pedem-lhe agora que não bufe, por causa dos mercados.  [Read more…]

D. Dinis e as flores de verde pinho

Em ano dionisino, aqui fica uma leitura do texto mais conhecido do trovador que reinou entre 1279 e 1325.

-Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
     Ai Deus, e u é?

Ai, flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
     Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pos comigo!
     Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado
aquel que mentiu do que mi ha jurado!
     Ai Deus, e u é?

-Vós me preguntades polo voss’amigo,
e eu ben vos digo que é san’e vivo.
     Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amado,
e eu ben vos digo que é viv’e sano.
     Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é san’e vivo
e seerá vosc’ant’o prazo saído.
     Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é viv’e sano
e seerá vosc’ant’o prazo passado.
     Ai Deus, e u é?
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Transparência das contas públicas

Os cidadãos, mais do que o direito, têm o dever de exigir dos políticos uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos. Como sabemos, e com graves consequências financeiras, sociais e económicas, o dinheiro público não tem sido gerido da melhor forma nos últimos anos. É necessário que os cidadãos se consciencializem da responsabilidade que têm em exigir dos governantes informação rigorosa e transparente das contas públicas. Só com informação clara é que os cidadãos podem escolher os melhores governantes. A sonegação da informação devia ser um crime público. Nenhum povo pode fazer escolhas claras e conscientes se não conhecer a realidade, se não tiver acesso ao antes e depois.

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Cromo do Dia: Parcerias Público Privadas

Ele é em Oeiras, ele é no Funchal, ele nas câmaras, ele é no governo, ele é na saúde, ele é nas estradas. Onde há uma parceria público-privada é certinho: há prejuízo público, há lucro privado e há buracos esquisitos. E ilegalidades aos montes, mas poucos responsáveis. Ou nenhuns.

Temos muitos cromos destes, alguém os quer para a troca?

Parcerias Público-Privadas

Morria a quantos de Novembro, Sr. PM?

Quando falam do corte de subsídios de Natal e de férias, os políticos, comentadores e comunicação social de forma generalizada – ainda ontem no ‘prós e contras’ da RTP1 – referem apenas a função pública, sem pormenorizar que a medida incide sobre os funcionários públicos no activo, os aposentados e ainda os pensionistas do sector privado.

Aposentados do Estado e pensionistas da Segurança Social, à excepção de Mira Amaral, outros reformados da CGD e políticos, descontaram, na maioria dos casos, décadas a fio sobre 14 recebimentos anuais. Daí a consistência da ideia de confisco, defendida pela Associação Sindical de Juízes. O retorno em pensões, nos OGE’s de 2012, 2013 e para sempre (!), não é proporcional aos montantes financiados e capitalizados.

O primeiro-ministro, cuja seriedade no discurso está desacreditada perante uma crescente onda de cidadãos, aproveitou a boleia. Na conferência do Diário Económico intitulada “Portugal 2012 os desafios do Orçamento do Estado”, e referindo estritamente “os funcionários públicos” (sic), garantiu:

…se o governo tivesse optado por aumentar a receita fiscal através de um imposto a todos os portugueses que retirasse os subsídios de férias e de Natal seria uma medida que dificilmente seria considerada credível no exterior do país. Não sendo visto de uma forma credível, o nosso programa podia morrer em Novembro e não podíamos permitir que isso acontecesse.  [Read more…]

A dívida pública explicada aos ingénuos

Metam este vídeo num sítio onde o Medina compreenda, o Carreira entenda, a Manuela se cale, a Ferreira se suspenda por mais de 6 meses, o João César se ajoelhe, o Neves reze e os seus fiéis seguidores ganhem tino.

Sou um homem com fé, acredito nestes milagres e na salvação do meu natal pelo menino Jesus.

Via Rui Curado Silva

Isto, sim, é social-democracia

“O Estado não tenciona envolver-se na gestão dos bancos”.

A frase é atribuída ao Primeiro-Ministro.

E faz todo o sentido: não interferir na gestão da banca é uma receita que só tem dado bons frutos.

Parece-me que a anunciada reprivatização da banca deveria ser acompanhada de um programa vinculativo e sujeito a auditoria permanente, onde a contrapartida pelo capital dado à banca seria a obrigação de cumprir um programa de apoio às empresas para que estas tenham liquidez.

Claro que isto obriga o Governo a saber quais os sectores prioritários e a ter, efectivamente, um programa económico para o país.

É uma chatice.

Claro que isto limita a banca sedenta de ir à busca nos benditos “mercados” de boas oportunidades de especulação.

Outra chatice.

Mas não seria – malgrado risco do que irei escrever a seguir estar fora de moda há uns anos na actividade política – mais justo?

André Villas-Boas fez bem em vir receber o Dragão de Ouro

Sabe-se lá se a partir de Julho não andará à procura de emprego

Ideias feitas

Marcelo Rebelo de Sousa, como tudólogo que é, resolveu perorar sobre educação, num colégio católico. Em pouco tempo, reuniu a habitual colecção de lugares-comuns da direita: o Ministério dominado pela FENPROF, a superior qualidade de ensino dos colégios privados, a liberdade de escolha e a importância de competição entre escolas.

Já se sabe que, na maioria dos assuntos, falamos sem pensar, porque não há tempo ou não dá jeito. Marcelo Rebelo de Sousa, que ganha a vida a falar, prescindirá, demasiadas vezes, de pensar.

Como muitos ignorantes no que respeita à Educação, Marcelo baseia-se apenas em resultados e, provavelmente, em rankings. Como de costume, esquece ou escolhe esquecer que os colégios são frequentados por alunos privilegiados em termos económicos e/ou culturais, o que não lhes retira mérito a eles ou aos respectivos professores, mas não deixa de constituir uma vantagem. Um professor igualmente competente numa escola em que os alunos provenham de meios desfavorecidos dificilmente obterá os mesmos resultados, o que também não lhe retira mérito.

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Ricardo Rodrigues e o fim da República

Em setembro de 2009 tropecei no espantoso currículo do deputado Ricardo Rodrigues:

As declarações nos autos do ex-gerente da CGD são esclarecedores: «Foi referido pelo arguido detido, Duarte Borges, na acareação (…), que tem consciência que enviou vários milhares de contos (da CGD, provenientes de empréstimos agrícolas) à Débora Raposo / colaboradores, tendo indicado, entre outros, o arguido Ricardo Rodrigues. Mais, referiu que a Débora e os colaboradores, onde se encontra o arguido Ricardo Rodrigues, negociavam Cartas de Crédito, com dinheiros dos empréstimos fraudulentos em vários países».

Pode ler o resto, e este bónus. Dois anos e um gravador depois é nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários.

Cheira a 1973, 1909,  vésperas do fim de um regime. Esta república estrebucha, está em agonia, ou já no velório; falta enterrá-la. Venha outra, que os necrófagos salvadores da pátria já espreitam.

Sarkozy (felizmente) irritado

Chegam notícias acerca de uma desagradável troca de palavras entre o Sr. Sarkozy e o primeiro-ministro britânico. Tal se deve à insistência deste último, em participar na reunião do Euro na próxima quarta-feira. Embora o R.U. não partilhe a nefasta moeda que acabou por arruinar a nossa economia, David Cameron tem todo o direito de estar presente, pois o que ali se discutirá será algo que transcede em muito, as actuais dificuldades financeiras dos países europeus. É que nem todos estão “pelos ajustes” quanto ao contornar de referendos e Tratados.

Para nossa tranquilidade, é bom que a Velha Aliada lá esteja e aja em conformidade, como contrapeso a certos apetites continentalistas de má reputação. Um breve olhar para o mapa acima, responde a qualquer questão.

Cromo do Dia: BPN

Há cromos assim, que equivalem quase a uma caderneta completa: Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Cavaco Silva, José Sócrates, Manuel Pinho, Mira Amaral, etc., etc., etc., todos apanhados em fotografias onde aparecem mal, desfocados, tremidos ou envoltos em névoa.

Um cromo caro, muito caro, caríssimo.

Banco Português de Negócios

O Facebook, a censura e a Origem do Mundo

Um utilizador francês que viu a sua conta eliminada por ter publicado a obra de Gustave Courbet A Origem do Mundo vai processar o Facebook. A coisa sucedeu antes do seu aniversário, o homem não recebeu os parabéns dos seus amigos e sente-se tratado como um pornógrafo.

Poucos anos atrás agentes da PSP dirigiram-se a um livraria em Viseu que tinha na montra um livro com a mesma imagem na capa, e convidaram o livreiro a não chocar a população.*

A mim o que me choca na moralice desta gente nem é a sua ignorância. É mesmo a manifesta aversão a tudo o que seja sexo.

* lembra-me um leitor, e bem, em Braga sucedeu o mesmo, com direito a apreensão dos livros e tudo.

Solidários com o funcionário público Miguel Macedo

O povo português, sempre generoso com os mais necessitados, não poderá negar solidariedade a todos aqueles que servem desinteressadamente o país, como é o caso dos funcionários públicos. O funcionalismo público tem, agora, no ministro Miguel Macedo o exemplo mais recente de alguém que merece toda a nossa solidariedade. Efectivamente, o pobre governante ficará, doravante, e por iniciativa própria, privado do subsídio de alojamento a que, legal e imoralmente, tinha direito. O facto de ter prescindido desse privilégio após a saída de várias notícias só serve para demonstrar que o Governo está atento aos sinais enviados pela sociedade civil. O minúsculo pormenor de Miguel Macedo possuir uma habitação em Lisboa não nos deve coarctar o exercício da generosidade: com 1400 euros a menos por mês e com os aumentos do IVA, é importante que os vizinhos do ministro estejam atentos a indícios de qualquer tipo de carência alimentar que Miguel Macedo possa manifestar. Para que não se sinta muito envergonhado, proponho que se deixe, anonimamente, à porta de sua casa, um cabaz com produtos de primeira necessidade.

Tem dinheiro no banco? Só é seu se não o levantar

Para já tem acontecido nos EUA. Cá ainda não aconteceu, mas nunca se sabe. Vai ao banco levantar o seu dinheiro e é preso. A explicação é simples: se é cliente de banco não pode ser manifestante. Ou vice-versa.

Frases Impossíveis

E as “Putarias” P.P.?

Alertado pelo berreiro da “sua blogosfera e imprensa”, o governo decidiu atacar os regabofes na casta dominante. Fez bem, mas ainda muito fica para esmiuçar. Além das mordomias e dos gabinetezinhos a que se dá o nome de institutos e fundações & etc, fica por encetar o bolo grande, mais conhecido por “Putarias” Públicas Privadas, essas mesmo que o ainda mandatado “cooperador estratégico”  de serviço avalizou com o seu silêncio de cátedra.

Então até 4.ª feira, mas…

Manneken pisA ajuizar por desfechos de cimeiras, reuniões dos Ministros de Negócios de Estrangeiros, dos congéneres das Finanças dos países da UE, ou mais estritamente do Eurogrupo, a crise económica e financeira, sobretudo a que impende sobre países da Zona Euro parece, de facto, um epifenómeno. Não há problemas e tudo o que se passa são efeitos de alucinações da parte podre de povos europeus. Os irracionais, coitados, atrevem-se a reclamar contra vidas precárias, sem emprego, sem rendimento e carentes de  alimentos. A  “sopa dos pobres” não os contenta. Ingratos!

Toda essa turba de cretinos, de Espanha, Grécia, Itália, Irlanda e Portugal – outros da Bélgica e da própria França ainda estão amestrados – toda essa turba, dizia, apenas sofre de delírio febril. São hábeis artífices de auto-vitimização social. Por incapacidade patológica, ainda não aprenderam, uns, que as remunerações de trabalho têm de ser reduzidas e outros a  perder o emprego, a caminhar entre a pobreza e a miséria, sem se indignarem.

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Adoro perífrases, eufemismos e areia nos olhos

Secretário de Estado das Comunidades também abdica do subsídio de alojamento

José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, à semelhança do ministro Miguel Macedo, optou por prescindir do subsídio de alojamento a que tinha direito. Segundo fonte da Secretaria de Estado “decidiu abdicar do subsídio para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela.”

É em momentos destes que descubro que, afinal, perífrase é frase mas no mau sentido, tal como eufemismo é uma treta codificada. O que José Cesário poderia ter dito, se estivesse minimamente interessado em parecer uma pessoa séria seria qualquer coisa como: “Um subsídio como este só faria sentido se pudesse ser aplicado a qualquer funcionário público que fosse obrigado a trabalhar longe da sua residência oficial, sendo obrigado a pagar alojamento perto do local de trabalho. Como eu ganho mais do que a maioria dos funcionários públicos e, ainda por cima, possuo uma segunda casa na cidade em que, agora, trabalho, é imoral receber esse subsídio, ainda para mais num país em dificuldades financeiras.”

Não tenho dúvidas nenhumas de que esta notícia será comentada por todo o país de diferentes maneiras. A zona em que vivo é célebre pelo delicioso desbragamento de linguagem com que as pessoas se exprimem diariamente. Antevendo as reacções que esta notícia suscitará pelos cafés e similares aqui à volta, ficam com um provável comentário traduzido para a linguagem que José Cesário utilizaria: “Talvez devessem introduzir qualquer tipo de corpo estranho na gestão de um determinado orifício que Vossa Excelência possui na retaguarda do organismo.”

Fale baixinho! Não seja urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Levar na banca sem preservativo

Roubar nos ordenados para dar a quem precisa: os bancos. Utilizar esse investimento para forçar a banca a financiar a economia? não faltava mais nada. Os banqueiros é que sabem dos seus negócios, como temos visto. O estado não se deve meter nessas coisas, limitando-se ao saque e a redistribuir pelos mais necessitados.
Suponho que accionistas passivos prescindem dos lucros, só ficam com eventuais prejuízos. Seguindo a escola socrática Passos é passivo. A escola BPN veio para ficar.

Não pago pedágio em lugar nenhum

O título deste post foi escrito ao Abrigo do Acordo Brasileiro da Língua Portuguesa.

Agora traduza

Sacro egoísmo que urge

Uma notícia acerca da impossibilidade de colocação no mercado de milho produzido em Portugal, demonstra facilmente a completa desorganização que impera na nossa economia. No preciso momento em que os produtores nacionais entregam o resultado do seu labor e investimento, atraca um enorme navio carregado de milho importado do leste europeu. Os circuitos de distribuição encontram-se não se sabe bem em que mãos e assim se desperdiça uma oportunidade de poupança de divisas, prejudicando-se a solvência de mais uns tantos agricultores. O costume. Uns breves momentos de reflexão, fazem-nos facilmente concluir acerca da inevitabilidade do seguinte panorama num futuro bem próximo: [Read more…]

Que Bem Prega Frei Tomás!…

A jovem democracia portuguesa é uma moça porreira (pá) e o povo lá vai tolerando que um governante, tendo habitação própria em Lisboa (o local de trabalho), receba do Estado um subsídio de habitação de 1400 euros por mês.  É legal, claro, está na lei.

Miguel Macedo tem casa própria declarada em Lisboa. Por isso, e como compete a gente com algum pudor, vai abdicar do subsídio de alojamento. O bracarense subiu 10 pontos na minha consideração.

ps: terá concluído Miguel Macedo que é pouco ético pagar a alguém 1400 euros do dinheiro do povo para habitar a sua própria casa?…

O rigor e o medo

Muita gente embirra com Vasco Lourenço. Eu não. Aprecio a autenticidade. E não há dúvida que o “capitão de Abril” que se antecipou para Março, quando saiu inopinadamente das Caldas a caminho de Lisboa, é aquilo que parece ser.

Li isto, e ainda pensei ser anedota. Vasco Lourenço naquela coisa das Caldas a 16 de Março? Um dos dirigentes militares do MFA envolvido na trapalhada que ia deitando tudo a perder? O homem foi preso a 9 de Março e despachado para os Açores a 15. Estamos conversados sobre amnésias, e rigor.

Tudo porque Vasco Lourenço se referiu ontem a um vídeo publicado no Aventar (aqui simpaticamente reproduzido no Público, sem creditar a fonte) para o qual a direita não tem poder de resposta, já que é a sua própria hipocrisia que está em causa. E pelos vistos anda aflita com a manifestação de militares no próximo dia 12. Devo dizer que não comungo de alguma euforia à esquerda (Novembro não é grande mês para a tropa andar nas ruas) mas está-me a dar gozo o pânico de quem pensa que agora sim, a vingança chegou, aquele 25 de Novembro de 75, em que Vasco Lourenço participou e muito bem, foi frouxo, não se executaram uns comunas nem nada, agora é que vai ser.

Já agora, à atenção do rigoroso jornalista José Manuel Fernandes, Vasco Lourenço pode ter a mesma idade dos generais da Brigada do Reumático mas não demonstra a mesma senilidade, com ainda ontem se verificou. Já de José Manuel Fernandes, sendo mais novo, não se pode dizer o mesmo

Aventar no Eixo do Mal

Manuela Ferreira Leite vive acima das nossas possibilidades

188000 euros de rendimento num ano, acumulação de reformas? esse tempo acabou dona Manuela, está a contribuir para o endividamento do estado (que na sua cabecinha é a causa de todos os nossos males, o BPN não conta, são amigos, prontos). Então depois da reforma do Banco de Portugal ainda foi trabalhar para um banco privado e não prescindiu da reformazinha acumulada com a subvençãozita de ex-titular de um cargo público, sacrificando-se para ajudar a economia portuguesa?

Não? então está a viver acima das nossas possibilidades, dona Manuela. A engordar o monstro, sua marota. Assim terei de lhe chamar hipócrita. Também lhe podia chamar assassina, nome que se dá às pessoas que querem que outras pessoas morram sem assistência na doença para que possam gozar tranquilamente das suas reformas, mas não chamo dona Manuela, tal como não lhe chamo mentirosa por ter sido a campeã da treta do endividamento do estado como causa da crise (negócios como o da Lusoponte não contam, são amigos, prontos), porque hoje acordei com o meu lado machista muito acentuado e a uma senhora não se bate nem com uma flor, era ires viver com um salário mínimo durante três meses e depois conversávamos, dona Manuela, mas só depois, depois de experimentares a fome, a doença sem seguro de saúde, depois disso.