A indignação saiu à rua

 http://aeiou.expresso.pt/imv/0/572/628/milhares-em-frente-a-assembleia-da-repub-a6c4.jpg
Devo confessar que a foto e o título deste ensaio foram retirados do Jornal Expresso.
Bem sabemos que em todos os países da Europa há indignação: Irar-se, revoltar-se, dedignar-se.

[Read more…]

Rankings leva-os o vento

Mais uma vez, saudavelmente, foram publicados os chamados rankings das escolas. Dito de um modo simplista, foi publicada uma lista ordenada de acordo com os resultados obtidos nos exames nacionais. Tal publicação pode e deve ser sempre objecto de reflexão. A verdade é que, graças à sociedade da pseudo-informação em que vivemos, não há verdadeiro debate nem reflexão autêntica, há sobretudo tiques e reacções.

Neste texto, o nosso Pedro Correia exprime preocupações legítimas, fazendo o mesmo nas respostas aos comentários. Também legitimamente, na mesma caixa comentários, o João José Cardoso lembra que, muitas vezes, estamos a comparar o incomparável, tendo em conta que nas escolas privadas é possível escolher ou expulsar alunos, não sendo, ainda, possível esquecer que, muitas vezes, entre o público e o privado há uma diferença brutal no que respeita ao estatuto socioeconómico e/ou sociocultural dos alunos, factores que têm uma grande influência no rendimento escolar, graças a pormenores que vão desde a estimulação precoce até à importância concedida à necessidade de aprender. [Read more…]

Pastilha elástica:

“Estamos a tomar o pequeno-almoço ao sol e de súbito o torso que antes víramos denso e liso antecipa a decadência da carne velha: urgem umas visitas à pedicura, o hálito ressuma ao jantar de ontem”, Fernanda Câncio, Notícias Magazine.

Segundo a revista Sábado, a Fernanda Câncio escreveu isto na NM sobre o fim de uma relação amorosa. A Sábado vai mais longe e numa espécie de puxão de orelhas escreve: “Fernanda Câncio não diz se está a falar de Sócrates, mas sabe que toda a gente está a pensar que sim”.

A bisbilhotice é um desporto nacional antigo a que muitos se dedicam com afinco. Recordo-me que nessa altura, julgo que no Aventar, escrevi que achava uma pulhice as notícias(????) publicadas sobre essa matéria e uma invasão de privacidade. Por ser a f. ou o Primeiro-ministro da altura? Não, por ser, nesse caso como noutros, uma invasão de privacidade. Ponto.

Por sinal, não li o artigo de opinião em causa. Não costumo ler a Notícias Magazine. Por isso vou arriscar, confesso, comentar aquele parágrafo sem conhecer o seu contexto e partindo de um pressuposto, arrisco, simples: a autora não está a falar de si. Pura ficção, portanto.

Então, o que me leva a escrever sobre isso? O que me fez olhar para aquele parágrafo e gelar? Simples, o que ele representa sobre as relações actuais. [Read more…]

Os professores, por José Luís Peixoto

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita. [Read more…]

Mentiroso

É falso, ou se quiserem uma falácia de treta, que os funcionários públicos ganhem mais que quem trabalha no privado, conforme afirmou Passos Coelho, e os neocons por aí repetem, baseando-se num estudo do Banco de Portugal datado de 2001. Para comparar salários temos de comparar habilitações.

A maioria dos trabalhadores do sector privado (72,5%) tinha, em 2005, o ensino básico, e apenas 11% possuíam o ensino superior. Já a maioria dos funcionários da administração pública tinha mais habilitações que escolaridade básica. E 44% concluíram uma formação de nível superior.

Portanto, “apenas pelo facto de a percentagem de trabalhadores com o ensino superior na AP ser muito superior ao privado, concluiu-se que o rendimento da função pública tem de ser 3,5 vezes superior ao do privado. Se utilizarmos o estudo do Banco de Portugal, a percentagem de trabalhadores com o ensino superior deveria ser cinco vezes superior ao privado”, diz Eugénio Rosa. E, acrescenta, “o próprio estudo do Banco de Portugal reconhece que se análise foi (sic) feita por categorias se conclui que se verifica uma penalização salarial dos trabalhadores da administração pública.” DN

E já agora, segundo o mesmo Eugénio Rosa  “entre 2000 e 2011, o poder de compra das remunerações dos trabalhadores da Função Pública diminuiu entre -8 (trabalhadores com remunerações até 1500 €) e -15,5% (trabalhadores com remunerações superiores a 1500€), enquanto no sector privado, em idêntico período (2000-2011), o poder de compra das remunerações, de acordo com os dados oficiais, aumentou 8%.”

Seria bem mais honesto explicar porque se virou o saque aos salários em primeiro lugar para os funcionários públicos: “a função pública não é a base eleitoral deste governo“, conforme confessava um governante ao Expresso desta semana…

Antes e depois

vitor gaspar e os impostos

 

Um post a reutilizar um boneco anterior, em consonância com a actual governação: reutilizar a estratégia anterior.

O silêncio dos professores

Sou um defensor da escola pública. Gosto da ideia de ensino público. Os meus filhos frequentam a escola pública.

Mas, perante evidências como esta, gostaria de melhores explicações.

O silêncio dos professores, o encolher de ombros dos professores do ensino público, intranquiliza-me.

Álvaro Santos Pereira, o ministro que discorda do economista que há em si

A ideia de que somos um país de baixos salários é simplesmente errada. Portugal tem os salários que merece e que se adequam ao nosso nível de produtividade e de desenvolvimento. Quanto muito, os nossos salários médios são demasiado altos para a baixa produtividade. No entanto, mesmo que isso seja verdade, não devemos pensar que a nossa economia está perdida e o nosso futuro hipotecado. Mesmo os “fundamentalistas dos salários” têm que reconhecer que ainda compensa a muitos investidores (incluindo espanhóis) investirem em Portugal, pois os nossos custos salariais são ainda razoáveis quando comparados com as médias salariais de muitos dos nossos parceiros europeus. Por outro lado, mesmo os fundamentalistas são forçados a admitir que o crescimento dos nossos salários tem ficado bem aquém do registado na maioria dos países do Leste europeu, o que, a médio prazo, lhes retirará a atractividade salarial face a Portugal. Por fim, mesmo os fundamentalistas dos salários têm que reconhecer que existem outras considerações para além dos salários. A inovação e mesmo grande parte da imitação depende bem mais de factores como o sistema de incentivos do que de meras comparações salariais.

Álvaro Santos Pereira, Os mitos da economia portuguesa, Lisboa 2007, p 70

Para os distraídos: aumentar o horário de trabalho é na prática baixar os salários. Os chamados 13º e 14º mês fazem parte do salário anual de quem os recebia, os ordenados, tal como os orçamentos, fazem-se ao ano. Aumentar o horário de trabalho também é um eufemismo para reduzir salários. Fundamentalistas, portanto.

A memória é f*lixada

«Carlos César acusa Cavaco Silva de ser o Presidente “mais partidário” desde o 25 de Abril». E no entanto, «Jorge Sampaio vai dissolver [dissolveu] Assembleia da República». Enfim, cada qual tem a coerência que escolhe.

Respeite o espaço dos outros, seu urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Privatização dos transportes de Lisboa e do Porto

O ministro não mentiu quando disse que os transportes de Lisboa (Metro + Carris) e do Porto (Metro + STCP) não iriam ser privatizados. O negócio é ainda melhor, vão ser concessionados! Lucro puro e não adulterado para os amigos – se formos a ver essa coisa do investimento e manutenção de infraestrutura é uma coisa muito cansativa…

Eis a resposta tímida do ministro da economia quando questionado sobre este tema:



Audição em Comissão Parlamentar

[Read more…]

O Verão Quente de 2012 Está a Começar

O verão de 2012 em Braga começou a15 de Outubro de 2011 .

Em Coimbra e a 15 de Outubro, foi assim: os governos mijam-nos em cima, os media dizem-nos que chove

Tipo o dobro, comparando com o 12 de Março. Deu para encher a praça 8 de Maio no final.

Gente de todos os partidos de esquerda, independentes de toda a independência à esquerda, representaram-se pessoalmente e a rigor. Na Praça da República, o cidadão António Marinho Pinto, por exemplo: [Read more…]

O 15 de Outubro traduzido para políticos

Sabe-se que o politiquês impede a compreensão da política, que o economês esconde a economia, que o parlamentês ignora a realidade e suas consequências, que o democratês oculta a falta de democracia.

É, portanto, conveniente traduzir para políticos, sequazes e afins o que as pessoas querem verdadeiramente que eles ouçam. E é simples:

Somos o povo do mundo. O mundo é o nosso lugar. O mundo somos nós. Quem governa, governa em nosso nome. Quem governa, governa com o nosso consentimento. Tudo o que é público é nosso e só pode ser alienado com o nosso acordo. Tudo o que é nosso por nascimento, o ar, a água, a chuva, o sol, a nossa inteligência, tal como tudo o que é nosso por justiça e por conquista, os nossos direitos fundamentais, a nossa dignidade, a nossa liberdade, são nossos e vão continuar a sê-lo. A acumulação ilimitada é roubo e não a toleramos. Os recursos são finitos e queremos uma vida sustentável para os nossos descendentes. Nós somos o povo do mundo. Se vocês não falam a nossa voz, não vos queremos. Se não ouvem a nossa voz, não nos representam. Se continuarem a proceder contra nós, vamos destruir-vos.

O Dinheiro como Dívida

(Comentário e ligações para as partes seguintes do vídeo depois do corte.)

[Read more…]

Bandex: The Reverse of Robin Hood

Os miseráveis

Valores acumulados das PPP 1985 ~ 2009

Os miseráveis têm sido sucessivamente eleitos e até com maiorias absolutas. De que se queixam agora os que se indignam? Durante anos apoiaram activamente a estratégia de manter a economia aparentemente em crescimento à conta de sistematicamente se despejar dinheiro no cimento e no alcatrão e nos “apoios” às empresas e à banca. Mas sai o dinheiro de alguma árvore das patacas? Chegada a factura, gostava de saber onde estão agora todos esses “keynesianos” que até andaram a brincar aos manifestos.

Agora vieram as mentes brilhantes que ditam o nosso rumo com mais um leque de contenção. Esqueceram-se eles mesmo de serem contidos no uso do disparate e, consequentemente, aí está menos salário, mais trabalho e menos serviços prestados pelo Estado (mas com aumentadas taxas de acesso). E eis o último dos disparates, fechar a linha do oeste entre a Figueira da Foz e as Caldas da Rainha. Uma linha que atravessa a zona do país mais densamente povoada não consegue ser rentável. Por falta de pessoas não o será, sobra por isso a incompetente gestão que tem sido feita. Olhem-se para os horários que têm sido praticados nos últimos vinte anos, com viagens demoradas, ligações desconexas e esperas longas e desnecessárias para se perceber isso mesmo. A estratégia de fechar tudo excepto a linha do norte e alguns suburbanos vem de há décadas. Nada tem a ver com a “crise”.

Gostava de ver um governo formado pelo PCP e pelo BE, só para perceber o que iriam fazer quando chegasse a hora de pagar salários e quando, passado um ou dois anos, o dinheiro dos “ricos” já se tivesse ido.  Se calhar nacionalizavam tudo para passarmos a ter em todo o lado a mesma excelência dessa CP que nem consegue fazer dinheiro passando pelo meio dele.

Lamentem-se, ou usando a novilíngua, indignem-se. Mas não se esqueçam do que fizeram ontem.

Gente Burra

Voz – Diga nomes de países da América do Sul.

Cátia – América do Sul não sei, voz, por acaso não sei.

Voz – Nem um?

Cátia – Hummm… (longa pausa)… áfrica? não sei.

Oh Cátia, qualquer dia acabas o 12º nas novas oportunidades…

Reiniciar

imagem Artigo 21º

Para não mudar de utilizador, que será mais um banqueiro qualquer. Para não terminar a sessão, porque estamos vivos, ainda respiramos. Para não nos deixarmos bloquear mais ainda. Para não suspenderem outra vez  a democracia, que continua pouca.

Reiniciar, Reset: Angra do Heroísmo – Praça Velha Braga – Avenida Central Coimbra – Praça da República Évora – Praça do Sertório Faro – Jardim Manuel Bivar Lisboa – Marquês de Pombal Porto – Praça da Batalha.

Hoje às 15h. Em Portugal e no mundo.

O IVA, a ignorância e o “lobbying”

Das medidas brutais (definição de Pedro Guerreiro do ‘Jornal de Negócios’), anunciadas por Pedro Passos Coelho, a mais dura é, sem dúvida, o corte de subsídios de férias e de Natal de funcionários públicos e pensionistas que aufiram mais de 1.000,00 euros mensais. Sublinhe-se  também que, no grupo visado, quem tenha um rendimento salarial ou de reforma entre 485,00 e 1.000,00 euros perderá um dos referidos subsídios. Estima-se cerca de 2,5 milhões de cidadãos atingidos.

Todavia, a referida brutalidade não exclui outras, aparentemente menores, como as alterações das taxas do IVA.

O IVA é, de facto, um imposto indirecto que se aplica à generalidade de serviços e produtos consumidos. Todavia, e apesar do largo âmbito do imposto, há sempre, aqui e acolá, um ignorante capaz de em uma dúzia de palavras dizer um quarteirão de disparates, como por exemplo:

IVA do vinho a 13% prejudica as exportações e incentiva o consumo interno

Em mero ensaio desta estrambólica teoria, somos levados a alguns raciocínios:

1. Se o vinho já constava da Lista II do IVA, taxa intermédia de 13%, então as suas exportações já estavam prejudicadas e o respectivo consumo interno é, desde longa data, incentivado, não havendo quaisquer alterações a este respeito;

[Read more…]

Marioneta

Passos Coelho inspira defecador americano

“Defecador em série” detido na Florida

Portugal continua a dar novos mundos ao mundo. O Aventar apurou que Kenneth Martin Sorsony, o “bandido intestinal” apanhado na Florida, terá seguido o exemplo dos governantes portugueses, ao defecar nas imediações de uma escola secundária naquele Estado norte-americano. Depois de detido, Sorsony terá confessado que tentou imitar o governo português assumindo-se como um mero aprendiz face ao Ministério da Educação de Portugal que anda a fazer o mesmo que ele não nas cercanias das escolas mas no interior das mesmas, o que revela uma habilidade que não está, ainda, ao alcance de um simples iniciado. Sorsony revelou o desejo de emular Passos Coelho e o restante governo que andam a cobrir todo o território nacional com uma camada fecal digna de um recorde do Guiness: “O modo como defecam na administração pública é uma verdadeira obra de arte”, afirmou o norte-americano que já pediu para cumprir a pena em Portugal a fim de que possa voltar com uma formação completa aos Estados Unidos, reconhecendo, embora, que será sempre difícil alcançar o nível da classe política portuguesa, que já desempenha estas funções há muitos anos, com um treino que começa nas juventudes partidárias.

“A coluna vertebral de um caracol”

“Este homem é um farsola“.

Porque tem a História de desaparecer do ensino básico

O Paulo Guinote explica:

Eu não aprendi Economia, apenas História Económica. Felizmente.

Acredito que com leituras mais à esquerda do que à direita, mas o que li sobre a forma de fazer arrancar uma economia estagnada ou como espoletar um arranque económico tinha a sua lógica.

Com Hobsbawm e outros, por exemplo, li que uma economia só consegue crescer de forma consolidada quando o seu mercado interno é forte, funcionando depois a procura externa como uma espécie de faísca que permite a expansão da produção. Por si só, por não ser algo que se possa contar como permanente, as exportações não podem ser a base de um crescimento económico sustentado. Isso só com base no tal mercado interno forte.

Ora, ontem, o que Passos Coelho anunciou foi o degolar de qualquer hipótese de um consumo interno relevante durante vários anos. Provavelmente na expectativa de que as exportações que se têm portado bem e assim se manterão. Só que a Alemanha começa a espirrar e os EUA ainda não curaram a gripe. [Read more…]

Passos Coelho apela aos portugueses: sábado vamos para a rua, depois logo se vê

em Portugal o chefe do governo roubou as bolachas aos 99% e disse

indigna-te

ou

mereces-me

Pornografia (4)

Sim, a pornografia é uma indecência.

Pornografia (3)

Sim, a pornografia é uma indecência.

Deixe o pessoal passar nas escadas rolantes!

Campanha do Metro de Lisboa

Bala

Hoje tive um sonho: o outono vai ser quente (a época de incêndios ainda não terminou, está agora a começar).

Sem Perdão!

Ela trabalhou 40 anos e descontou outros tantos. A D. Isabel reformou-se aos 62 anos e fez uma festa de arromba.

Ela nasceu no interior do país e rumou cedo, muito cedo, até ao litoral numa constante busca por uma vida melhor. Ao longo dos anos fartou-se de poupar. Além do seu emprego tinha outro gancho fora das horas de expediente. O que ela labutou.

Mesmo depois do 25 de Abril nunca ligou muito à política embora, diga-se em abono da verdade, não falhou um só Domingo eleitoral. A sua geração sofreu na pele o que era viver num país sem essa possibilidade e entendia o voto como um dever cívico. Contudo, considerava os políticos e a política como algo estranho e próprio daqueles senhores de fato e gravata que surgiam, diariamente, na sua televisão. Coisa de doutores.

O seu esforço diário permitiu-lhe, como ela diz orgulhosa: “dar um curso à minha filha, a primeira doutora da família!”. Até tirou a carta de condução e comprou um utilitário. Azul. Ela só gosta de carros azuis. Que utiliza para levar os netos à escola e ao cinema – ela que entrou pela primeira vez numa sala de cinema puxada pelos netos. Uma vida de trabalho e dedicação à família. Uma vida honesta cujos poucos luxos, se se podem considerar como tais, são os gastos com os netos e o seu utilitário azul com pouco mais de 18 anos e miraculosamente em excelente estado.

[Read more…]