Galego do Sul ou Português do Norte?

Hoje, na Universidade de Vigo, explicava a um dos meus professores que um dos meus amigos e parceiro me denominava, enquanto perigoso regionalista nortenho, habitante da Galiza Sul. Ao que ripostou, com sonora gargalhada tão típica de galego, que ele se sentia um português do Norte.

 

Nem todos percebem esta relação verdadeiramente especial entre nós, as gentes do Norte de Portugal e as gentes da Galiza, sobretudo do Sul da Galiza – Tui, Vigo, Ourense, Pontevedra e mesmo, independentemente das rivalidades com Braga, Santiago de Compostela.

 

O Minho sempre foi uma ponte entre estes dois territórios, nunca uma fronteira ou um separador. As margens do Minho ou os montes que unem as duas regiões sempre foram pontos de passagem. Mais recentemente, no século XX, serviram de refúgio da Guerra Civil de Espanha ou de fuga/regresso, conforme as perspectivas políticas, nos primeiros tempos da nossa democracia.

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Quando me lembre….

Era no noticiário de ontem. Os jornalistas, sempre curiosos dos vaivéns do PM, perguntaram: quando vai anunciar ao povo de alça dos impostos?
O PM, sempre a correr, tem agalhas para isso e muita juventude, ripostou: quando me lembre
Quando se lembre do que Senhor PM? De anunciar as alças ou de que já decidiu amortalhar ao povo com mais vendas de múmia para nós matar de fome? Ou quando se lembre de que houve uma alça nos impostos?

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Os espelhos da Nação

Por A. Coelho de Carvalho

Futebol, corrosão da Democracia

Recordando um escrito meu, que ninguém quis publicar desde há uns 6 anos, volto a perguntar:

Não será já tempo de reflectirmos a sério sobre o impacto corrosivo do futebol, não só no Desporto como na nossa vida de cidadãos de um país por nossa culpa adiado?

Desde há milhares de anos, em todo o mundo, brincar com objectos que saltem é das primeiras brincadeiras das crianças. Esta naturalidade está na base da popularidade do futebol. Como também há uma latente semelhança entre o futebol e os desafios de amor (as jogadas entendidas como carícias e os golos como orgasmos…) todos passámos a adorar o jogo, a jogar ou a ver jogar…
Foi então que houve quem se aproveitasse da nossa paixão. Primeiro directores dos clubes, depois comerciantes, políticos e, por osmose, donos dos jornais, das rádios e das televisões, construtores civis e negociantes mafiosos.

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Ensino vocacional: pôr portaria na ventoinha

O ministério da Educação criou o projecto-piloto do agora chamado ensino vocacional. Como poderão ler no portal do governo ou na portaria, se tiverem paciência, o projecto é dirigido, segundo parece, a alunos que “queiram optar por uma vertente de ensino mais prática.” Para isso, os referidos alunos – que já queriam optar pela referida vertente de ensino – serão sujeitos a “um processo de avaliação vocacional que demonstre ser nesse momento a via mais adequada às necessidades de formação dos alunos.” Faz-me um bocado de confusão que os alunos queiram optar por uma via e que, para poderem optar por essa via, tenham de ser sujeitos a um processo que poderá permitir-lhes enveredar pela via que… tinham escolhido. [Read more…]

A censura na Net

Não é apenas a versão soft apresentada pelo Público: Estados europeus sugerem botão para denunciar conteúdos terroristas na Internet.

Vai muito para além disso. O Público, em vez de citar o El País, podia ter lido o documento (PDF)…

Li mal

«Governo estuda corte na duração do desemprego».

Eu li mal.

Vão morrer e vão, por isso que se fodam

Governo estuda cortes em tratamentos para o cancro e a SIDA

Não há dinheiro! Não há dinheiro.

O Estado português concedeu em 2011 benefícios fiscais de quase mil milhões de euros a 40 empresas

Profissão mai´linda

O blasfemo e o herege

Vamos lá ver se eu percebo isto…

No próximo dia 30, pelos vistos, alguns ou muitos irão reclamar o direito à blasfémia.

Um deles é, seguramente, Salman Rushdie, “homem sem fé, blasfemo aos olhos do Islão, reclama para si o «direito à blasfémia»”. Volta a entrar em cena com o lançamento do seu novo livro, autobiográfico, Joseph Anton.

O blasfemo diz blasfémias. A blasfémia, por seu turno, é “toda a palavra ou atitude injuriosa contra Deus, a Santíssima Trindade ou os Santos; atribuição de defeitos a Deus ou negação de qualquer dos Seus atributos”.

Algumas blasfémias para o Islão: representar o profeta, associar o profeta ao demónio, tornando-o seu emissário, “como acontece em Os Versículos Satânicos“, entre outras.

Ora o herege é “o cristão baptizado que, de modo pertinaz, nega ou põe em dúvida algumas das verdades da fé católica”.

Ora o meu dicionário de Sinónimos diz que blasfemo e herege são sinónimos… Estou a ficar confusa.

Na minha humilde opinião, o herege – teimoso, obstinado, tenaz – parece-me (parece-me) mais confiável. Digo isto pensando em Nicolau Copérnico, por exemplo. [Read more…]

É amanhã

Sábado, 29 Setembro 2012, às 15H na Rua do Ferraz 22 – Porto, pelo José Magalhães

Grande lata

Colocado perante a possibilidade de os portugueses terem de pagar mais impostos, Mário Soares considerou que “agora é que o país está de tanga” e não quando Durão Barroso o afirmou “há alguns anos”. “As pessoas não ganham dinheiro nenhum e estão em grande dificuldade”, considerou.

(Público)

É preciso ter muita lata para chapar isso na cara dos portugueses. O homem que disse ter convencido Sócrates a ceder à troika, o patrono do partido que governou o país desde que o cherne do discurso da tanga fugiu até nos ter conduzido à bancarrota deve achar que somos de memória curta. Que tenha vergonha na cara.

D. Filipe I

O primeiro rei da dinastia filipina. O documentário pode ser visto aqui.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional

Fotógrafos portugueses

Mário Príncipe  [Sugira outros nos comentários]

Uma coisa é certa:

Cortes, sim, desde que para os outros.

Foi hoje de manhã, no programa «Querida Júlia»

Marinho e Pinto pede demissão da Ministra da Justiça

Olha a vida, ó freguesa! Tão baratinha!

Os alegados socialistas, os putativos sociais-democratas e os democratas-que-se-dizem-cristãos, esses parasitas da Democracia, andam, há mais de trinta anos, a cevarem-se uns aos outros à custa dos nossos melhores pedaços. Como é natural, e para confirmar o adágio, estão, agora, a roer-nos os ossos.

Depois de terem, portanto, desperdiçado todos os recursos que lhes pusemos nas mãos sapudas, dizem-nos, com o descaramento dos criminosos sem consciência, que é preciso fazer cortes, que o Estado tal como o conhecemos já não faz sentido, entre outras agressões. Tem sido assim na Educação e é assim na Saúde.

O parecer pedido pelo Ministério da Saúde ao Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida (CNECV) para se descobrir maneiras de se poupar nos tratamentos do cancro é, só por existir, meio caminho andado para a obscenidade. As declarações do presidente do dito Conselho são tão pornográficas que não deviam passar na televisão sem bolinha vermelha no canto:

 “Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo. Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados”

Vivemos, portanto, numa sociedade tão atrasada que “não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo”? Se não podem ser todos, como escolher os que terão direito a tudo? Se não é legítimo gastar 50 mil euros para se ter mais dois meses de vida, quer isto dizer que dois meses de vida valem menos que 50 mil euros? Para quando a publicação das tabelas com o preço da vida? E quem não puder comprar mais vida? Quanto faltará para que o ministério dito da Saúde peça ao Conselho-Nacional-alegadamente-da-Ética-para-as-Ciências-parece-que-da-Vida um parecer sobre a possibilidade de legalizar o infanticídio das crianças que revelem tendência para adoecer? Isso é que era poupar!

O presidente do CNEVC chama-se Miguel Oliveira da Silva e diz-se que é médico.

O Acordo Ortográfico através do monóculo

Ega entalara vivamente o monóculo para examinar esse lendário tio do Dâmaso…

– Eça, Os Maias

A edição de Outubro da revista internacional Monocle foi amplamente divulgada pela comunicação social portuguesa. Segundo a Fugas, trata-se duma “publicação mensal de culto para muitos e a marcar tendências em todo o mundo desde 2007 “. Confesso que nunca tinha comprado esta revista e só o tema de capa me levaria a adquiri-la. Como esta edição estava à venda no quiosque do Parlamento Europeu, acabou por vir para casa.

Vejamos com atenção aquilo que nesta publicação a marcar tendências em todo o mundo desde 2007 se pensa sobre Portugal, no contexto da língua portuguesa e do Acordo Ortográfico de 1990.

Aguardemos igualmente por uma reacção de Carlos Reis, pois é evidente que o senhor Steve Bloomfield, além de  “uma concepção da Língua Portuguesa como património exclusivo dos portugueses”, tem “um complexo”, “traumas por resolver” e “o medo das ‘cedências’”. Obviamente que as leituras de artigos do Dr. Santana Lopes e de entrevistas do Dr. Pinto Ribeiro terão ajudado ao arranque em falso. O Dr. Carlos Reis que explique, quando reagir ao artigo.

Once upon a time, the Portuguese spelt the word “fact” F-A-C-T-O. The Brazilian spelt it F-A-T-O. It was one of many words that had changed in the journey across the Atlantic.
Yet the influence of Brazilian popular culture has become so pervasive from Porto to Lisbon that most young people use some form of Brazilian Portuguese – and now it has become formalized. An orthographic agreement between the two countries has seen Portugal accept a whole raft of Brazilian spellings.
There are many ways to highlight Portugal’s relative decline and the meteoric rise of Brazil and, to a certain extent, Angola. Hundreds of thousands of Portuguese have moved to to other Lusophone countries (see page 037); Angola is now investing billions of oil-fuelled dollars in Portugal. But few factors sum it up as perfectly as the language changes. Imagine the UK agreeing to spell “centre” the American way

– Steve Bloomfield, “Something in common”, Monocle, Issue 57 , volume 06 , October 2012, p. 33

Reserva de Recrutamento 3

Aí está a Reserva de Recrutamento, neste caso, a 3ª : retirados, contratados, docentes dos quadros.

Sim, trata-se de mais uma lista de colocações de professores – a primeira e a segunda foram expressões máximas de angústia e de sofrimento – todos queriam ver o nome nas listas de colocação, mas nada…

Não se espera que as listas de hoje possam trazer qualquer tipo de novidade – serão mais do mesmo.

Até ao momento o MEC contratou 9581 docentes, havendo mais uns milhares em ofertas de escola – mas, sempre, muito menos gente a trabalhar do que nos anos anteriores.

Ah! Quase me esquecia – não se esqueçam de aceitar na aplicação.

A Europa e a Publicidade Infanto-Juvenil

De todos! Mesmo de TODOS!

Claro que a Manif de sábado é de TODOS os portugueses, pelo menos dos que trabalham ou dos que querem e não conseguem trabalho. O 15.S foi o primeiro de muitos dias  – será um marco na história Portuguesa – e descansem os mais sossegados boys de serviço – ninguém se vai calar com a TSU porque quem esteve na rua está tão interessado na TSU como noutra forma de roubo qualquer! O ponto é este amiguinhos laranjinhas: não queremos continuar a ser roubados! Basta! Há outro caminho e já muita gente o diz. Por isso, Sábado, voltamos à rua. E tu? Queres transporte para Lisboa no Sábado? Anda daí!

Armado em Filho-da-Puta

Este governo está armado em filho-da-puta, só pode.
Não se admirem, pois, quando começarem a aparecer cadáveres na berma da estrada, abandonados. Ou são doentes tombados por um governo masoquista ou são políticos a quem terá sido feita alguma justiça. Neste último caso, aplaudirei de pé. E eu até sou mui católico.

Está quase, já se diz o óbvio na TV

O mais importante:

…E há uma coisa que é muito interessante, que é: o PS nunca propôs, com o PSD e com o CDS, um corte nestas rendas, e nós vimos as reuniões na presidência da república e só se fala de solução com aumento dos impostos. Eu não me admiro nada que as pessoas se manifestem depois, à frente da presidência da república, com a desilusão que têm. É que nunca corta na despesa, nunca corta em todos este privilégios que são milhares de milhões de euros e que, se cortados, por exemplo nas PPPs, nos institutos a mais, nessas coisas, até daria para descer os impostos sobre os portugueses e anular o défice.

Podem sempre pedir um parecer à Sérvulo & associados

Supremo confirma que nota de cobrança de IMI não cumpre a lei

Ética cristã-liberal

Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida clarifica posição sobre a eutanásia: são contra quando é a pedido do doente, mas são a favor quando é a pedido da troika.

Roubado no Facebook ao Luís Branco

Um cafezinho, por favor!

«Um cafezinho, por favor!» – disse o homem que entrou apressado no estabelecimento onde costumo beber o meu, antes de começar o meu dia de trabalho. Uma rotina imprescindível!

Não nos limitem, nem inventem um imposto sobre este vício que, afinal, está provado, faz bem à saúde.

Não se acanhe – beba mais café“, aconselha um especialista na prevenção de cancro. “Bem, acorde e cheire o café: «É extraordinário»”, assevera um especialista hepático. «O café é de facto um medicamento milagroso que salva vidas.» Apesar de se considerar ser ainda um «mistério cientifico» o efeito no organismo de uma simples chávena de café, estudos epidemiológicos alargados demonstram repetidamente os seus espantosos benefícios.

O cafezinho é ainda pretexto para o encontro, para «pôr a conversa em dia», para um encontro com alguém que ainda não se conhece pessoalmente, para fazer um intervalo no trabalho que não rende, é um acompanhador óptimo quando se lê um livro ou o jornal, ou se escreve aqui para o Aventar! Etc., etc. 

Um cafezinho é um pequeno prazer que ainda nos podemos dar ao luxo de ter! É um mimo!

O «etc.» é para si, leitor. Continue a lista!

Dia Internacional da Blasfémia – 30 de Setembro

(por Amadeu)

«A religião de uma época é o entretenimento literário da época seguinte.»

Ralph Waldo Emerson

No dia 30 de Setembro todos somos encorajados a exprimir abertamente o criticismo ou mesmo o desdém para com qualquer religião. Assinala-se assim o dia em que foram publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em 2005, as caricaturas sobre Maomé de que resultaram uma enorme polémica, distúrbios e tumultos em que morreram 137 pessoas.  Pode-se pensar que cá na Europa há tolerância para estas coisas, mas analise-se em maior detalhe o que se passa. Existem ainda leis anti blasfémia na Áustria, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda e Islândia.  Existem também leis contra os “insultos religiosos” 21 países Europeus.
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Será que o Iberismo resolvia a nossa crise comum?

Igreja Portuguesa eleita melhor recanto de Espanha?

Ou será uma estratégia para trocar a Catalunha por Portugal?

Senhor Primeiro Ministro, até quando?

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Esta questão não é apenas minha! É a do povo de Portugal! Parte de esse povo confiou em si e votou em si e na sua coligação. O PSD e o CDS-PP, têm a fama de ser pessoas cristãs, católicas romanas. Em contrário, tenho a fama de ser cientista, sem provas, em nada acredito. Nunca me conheceu, nunca nos temos visto, graças a sua Divindade. Se o Senhor o um dos seus secretários, e tem muitos, todos pagos pela fazenda pública, como deve ser para quem governa, for ao motor de pesquisa Google, e escreve-se Raúl Iturra, grandes surpresas ia encontrar. O povo confiou em si e nas suas dádivas de homem cristão, católico e romano, como o seu colega na coligação que nos governa. [Read more…]

Portugal: Da União Ibérica à Restauração

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional