… “castigat mores”. Em versão SIC.
A foto do momento
Embora não o querendo, esta «woman in red» tornou-se um símbolo da luta do povo Turco contra o seu governo.
Parecendo calma, desarmada, com todo o ar de quem só lá foi para «ver a bola», é atacada por um polícia que lhe atira gás lacrimogéneo. Terá ela feito alguma coisa que as câmaras fotográficas não captaram? Terá ela provocado os agentes da autoridade até que este senhor não aguentou mais e deitou mão daquilo que tinha mais à mão, passo a redundância? Aquele aparentemente inocente saco branco esconderá sabe-se lá que armas perigosas e ilícitas? Acredito que foi o seu vestido de cor ousada que chamou a atenção do polícia. Que o fez desejar aniquilá-la. [Read more…]
Extremamente desaconselhável
… tentar um voo destes se o álcool for marado!
E desde quando um “série 1” é um topo de gama?
A felicidade das prostitutas e dos seus filhos
A campanha era infeliz. Os brasileiros eliminaram-na. Em Portugal, sem publicidade, sabe-se que são os filhos delas os mais felizes.
A excitação de Nuno Crato
Ser entrevistado por um jornal estrangeiro de fora liberta o que há de mais profundo num governante. Foi o que sucedeu com Nuno Crato perante a jornalista Nathália Butti, da brasileiraVeja: foi um desfiar de fetiches a caminho da privatização do ensino, o que passa pela contratação de professores a cargo do gestor da escola, a cunha, o chicote, a perseguição política, o fim da escola pública como a conhecemos desde 1974 (antes já se saneavam os ideologicamente indesejáveis ou moralmente suspeitos, por exemplo). Pelo meio o mais miserável discurso anti-eduquês, capaz de nos deixar com saudades da Ana Benavente.
Muito aborrecido em vésperas de uma greve docente foi a entrevista ter chegado cá, primeiro elogiada no Blasfémias, olha quem, e ontem sintetizada nos jornais.
Correndo atrás do prejuízo sabemos agora que “o ministro foi mal interpretado“, são planos para 10 anos (eles vieram para ficar, só falta um Gomes da Costa).
Lost in translation, certamente. Para a próxima Nuno Crato não prescindirá dos serviços de um intérprete de confiança.
Voluntários Precisam-se
O Movimento Revolução Branca procura Advogados, Matemáticos e Web Designers interessados em dar uma pedrada no charco. Há por aí interessados?
Nuno Crato e a unidade da língua portuguesa

© Paulo Alexandrino (http://bit.ly/Zu5l3l)
Segundo a TSF,
O gabinete do ministro da Educação entende que as declarações de Nuno Crato numa entrevista a uma revista brasileira foram mal interpretadas.
Numa nota, o gabinete de Nuno Crato notou que há expressões no português do Brasil que não coincidem com o português usado em Portugal.
Ainda bem que na RCM n.º 8/2011 se lê
Ao Governo compete criar instrumentos e adoptar medidas que assegurem a unidade da língua portuguesa e a sua universalização, nomeadamente através do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e da promoção da sua aplicação.
Portanto, a pergunta era a seguinte: se um ministro de Portugal não consegue transmitir as suas ideias a uma das mais conceituadas revistas brasileiras, porque “há expressões no português do Brasil que não coincidem com o português usado em Portugal“, então o Acordo Ortográfico de 1990 serve exactamente para quê?
Nota: Os meus agradecimentos a João Roque Dias, pela indicação do apontador da TSF.
A contenção na República
O apelo à “contenção verbal” feito pelo Presidente há quase três anos — e reiterado no início do ano passado — lá acabou por chegar à Assembleia. Assim vai andando a República: descontente, mas contida.
Total desrespeito pela instituição Sporting Clube de Portugal
A Direcção do Sporting Clube de Portugal acusa um dirigente do Futebol Clube do Porto de “conduta inqualificável de total desrespeito pela instituição Sporting Clube de Portugal”. Em meu entender, esta acusação deve aplicar-se mutatis mutandis à RTP. Tratando-se de uma transcrição e ainda por cima quando na RTP se garante a “adopção de tecnologia, técnicas e equipamentos que proporcionem a melhoria da qualidade ou eficiência do serviço público de televisão”, este episódio é, no mínimo, lamentável. Haja respeito.
Post scriptum: O *retratassem do comunicado — como episódicas ocorrências de ‘contracto’, ‘conductor’ e ‘traducção’ — poderá servir a alguns paladinos do AO90 para justificarem a supressão das consoantes não pronunciadas. Trata-se de argumento já utilizado, mas falacioso. Para as arestas serem limadas, não é preciso destruir-se o sistema.
Manifesto contra o amor
Sou contra o amor. Que me perdoe o médico argentino Rafael de La Serna, mas não acho que um revolucionário seja movido por um grande sentimento de amor, mas já lá vamos. Eu não gosto do amor. Não me refiro ao amor fraternal, paternal, aquele que sentimos por quem amamos mesmo; é ao outro. Aquele amor que os escritores e poetas inventaram para vender livros e despejar frustrações.
Não gosto do amor dos clássicos da literatura. Aquilo não é amor, chamem-lhe outra coisa. Sofrimento, dor, estupidez, uma boa fórmula que, ao longo dos anos, vendeu bem. Chamem-lhe outra coisa, mas não é amor.
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Mourinho e Ronaldo: um mal-entendido
Tive apenas um problema com ele [Cristiano Ronaldo], quando o critiquei do ponto de vista tático, tentando melhorar o que, na minha opinião, podia ser melhorado. Não o aceitou muito bem porque pensa que sabe tudo e que um treinador não o pode ajudar a crescer mais
José Mourinho
É compreensível que Ronaldo não tenha aceitado “muito bem” a crítica. Aliás, nem deve ter percebido aquilo a que Mourinho se referia. Provavelmente, Ronaldo não terá escutado com atenção as críticas do treinador ou tê-las-á treslido, pensando que este o estava a criticar de forma implícita. Isto é, “quando o critiquei do ponto de vista tácito“. Afinal, depois de descodificada, a mensagem de Mourinho é clara e a crítica foi feita “do ponto de vista táctico“. Está tudo explicado. Em ortografia portuguesa europeia — ou através de outros recursos — nos vamos entendendo.
Mário Soares visto pela direita
A direita decente, que também a há, não vomita mentiras: coloca o homem na História.
Poupar milhões com professores para despejá-los aos milhões nos colégios privados
Todos os anos, o Orçamento de Estado despeja 300 milhões de euros nos colégios privados por um serviço que a escola pública está perfeitamente apta a prestar, por menos dinheiro, tanto a nível de infra-estruturas como de recursos humanos.
A desculpa é sempre a mesma. Os contratos de associação começaram numa altura em que a rede pública não cobria a totalidade do território nacional. Hoje em dia, é argumento que já não colhe. Há escolas em todo o país e a sobre-lotação é um problema que não se coloca.
Esta situação, que é uma das maiores vergonhas nacionais, ganha contornos de especial gravidade agora que se fala do despedimento de milhares de professores que já estão no sistema. A explicação oficial é a de que não há dinheiro para pagar a esses professores porque não há alunos suficientes. Mas já há dinheiro para pagar 300 milhões por ano (o equivalente ao que se gasta com o RSI) para manter quase 1900 turmas, o equivalente a uns 50 mil alunos.
Isto vai muito mais além da mera discussão ideológica. Continuar a engordar meia dúzia de grupos económicos à custa do Orçamento de Estado (o mesmo que pagará depois os subsídios dos professores a despedir) é mais do que uma política errada. É um verdadeiro crime.
Quem prejudica quem?
Portugal é um país especial – conta-se uma anedota e, como se diz por aqui, ´tá a andar de mota.
Assim, se me permite, caro leitor, vou seguir essa máxima de grande sucesso:
Um tipo com problemas de Álcool, encontra um amigo muitos anos depois do último olhos nos olhos. Conversa para aqui, comentário para ali e a pergunta:
– Então, meu, e com a bebida?
– Está resolvido! Agora só bebo dois tipos de vinho! Estou curado!
– A sério? Nem acredito! Que bom! E que vinhos são esses?
– Portugueses e Estrangeiros.
Sim, eu sei que os discursos do Gaspar são um bocadinho mais humorados que as minhas anedotas, mas vem isto a propósito das GREVES que os Professores têm em cima da mesa: avaliações de 7 a 14 de junho e a todo o serviço no dia 17 de junho.
Os comentadores, mesmo aqueles que são pagos pelo PSD para aparecerem na Blogosfera a comentar, alinham no discurso oficial que basicamente se resume a isto: os Professores são uns malandros, uns filhos da …, porque usam as criancinhas nas suas lutas. Claro que têm direito à luta, que a Greve é um Direito Constitucional (sabemos o quanto este PSD ama esta constituição!), blá, blá, blá, batatinhas.
E, nesse mesmo registo, pergunto: não são esses mesmo comentadores profissionais e seus financiadores que recorrem permanentemente às criancinhas para a fotografia nas campanhas eleitorais? [Read more…]
E viva a decência
Neste caso do Alexandre Homem Cristo que induzido em erro, corrigiu.
Já um gajo não pode fazer um minete…

Pois, parece que o cancro de garganta do actor Michael Douglas se deve ao VPH (Vírus do Papiloma Humano), transmitido através da prática de cunnilingus. Não percebo é a polémica em torno do assunto. A gravação da entrevista em que o actor fala abertamente do assunto pode ser ouvida aqui.
Se o homem admitiu que fez algumas mulheres felizes (talvez muito felizes), qual é o problema?
Ok, pronto, isso trouxe-lhe um problemazito grave de saúde, mas, c’os diabos!, só não acontece a quem não pratica.
Além disso, pode servir de alerta para a doença e os seus efeitos nefastos.
Mas, caros leitores e caras leitoras, que esta notícia não vos impeça de fazer a felicidade das vossas companheiras.
Já nos roubaram tanta coisa, não nos roubem agora o prazer de um minete.
Os três pastorinhos e a greve dos professores
Por Santana Castilho
Depois do presidente Cavaco, que não é palhaço como sugeriu Miguel Sousa Tavares, ter atribuído à Nossa Senhora de Fátima a inspiração da trindade que nos tutela para fechar a sétima avaliação, vieram três pastorinhos (Marques Mendes, Portas e Crato) pregar no altar do cinismo, a propósito da greve dos professores: “… marcar uma greve para coincidir com o tempo dos exames nacionais … não é um direito … é quase criminoso … é uma falta de respeito …” (Marques Mendes); “… se as greves forem marcadas para os dias dos exames, prejudicam o esforço dos alunos, inquietam as famílias …” (Portas); “… lamentamos que essa greve tenha sido declarada de forma a potencialmente criar problemas aos nossos jovens, na altura dos exames …” (Crato).
Marques Mendes “redunda” quando afirma que a greve é um direito constitucional. Mas depois qualifica-a de abuso e falta de respeito. Que propõe? Que se ressuscite o papel selado para que Mário Nogueira e Dias da Silva requeiram ao amanuense Passos a indicação da data que mais convém à troika? Conhecerá Portas greves com cores de arco-íris, acetinadas, que sejam cómodas para todos? Que pretenderia Crato? Que os professores marcassem a greve às aulas que estão a terminar? Ou preferia o 10 de Junho? A candura destes pastorinhos comove-me.
Sem jeito para sacristão, chega-me a decência mínima para lhes explicar o óbvio, isto é, que os professores, humilhados como nenhuma outra classe profissional nos últimos anos, decidiram, finalmente, dizer que não aceitam mais a desvalorização da dignidade do seu trabalho. [Read more…]
Quero o dinheiro das minhas horas extraodinárias
Os professores, na realidade, já trabalham 40 horas por semana.- Uma confissão de Nuno Crato.
Não te preocupes, Martim!
Estudas no Colégio dos Salesianos do Estoril. De certeza que vais ter boas notas.
22 tempos e 50 minutos
Caro leitor, se me permite uma pausa, desta vez escrevia directamente para os Profs. Aqui vai:
Meu caro, Concordo contigo! Já está a valer a pena a GREVE!
O Despacho não impede as aulas de 45 minutos, sendo que continua a referência genérica aos 50 minutos. Mas, mais importante: os 1100 minutos do horário lectivo são para continuar, isto é, 22 tempos de 50 ou 24 de 45.
O corte maior vem por via da Direcção de Turma: 1,5 tempos por cada turma que passam para a componente não lectiva. Em cada 17 turmas, mais coisa menos coisa, vai um horário ao ar.
E por agora, o que me ocorre dizer é que valeu mesmo a pena marcar estas GREVES! Mais um bocadinho e a Mobilidade desaparece!
Zandinga post (2): os sindicalistas são uns malandros
Os boys pagos com o nosso dinheiro e que estão ao serviço do Governo vão aparecer a criticar os sindicatos, os sindicalistas, quem faz greve… É um excelente sinal! Preocupado ficaria se nos viessem aplaudir! Ou então, como no tempo da Maria de Lurdes, se viessem descer a Avenida no meio das nossas manifs…
Zandinga post: Há greves marcadas
Devem estar a pintar posts contra as greves, os grevistas, os sindicatos e os sindicalistas. Era mesmo só isto – foi o momento Zandiga no Aventar.













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