…se tivessem sido os Super Dragões e o atingido fosse o presidente do benfica:
América Latina
Nunca esqueço a frase de um amigo que dizia: «porque é que o teu continente é denominado América Latina se os romanos nunca andaram por ai?» Questão enganosa. Os romanos, eles próprios, nunca passaram pelo continente que foi descoberto, conquistado e colonizado pelos seus descendentes, todos os que falavam línguas românicas ocuparam a maior parte do Continente. A restante, por países de língua saxónica e até germânicas.
A questão pareceu-me importante e investiguei-a. Fiquei surpreendido com a minha pequena pesquisa histórica. Filho como sou de espanhóis, reparei que os primeiros habitantes não eram descendentes de romanos. Havia muitos mais grupos sociais. De momento, por falta de espaço e de tempo para detalhes, darei apenas pequenos apontamentos. O que hoje corresponde ao Uruguay, Paraguay, Bolívia e Argentina, durante a conquista formavam as províncias do Rio da Prata. Os outros eram governados pelo Vice-Reinado sediado em Lima, hoje Peru. Com a descoberta, os nativos do continente passaram a ter outros nomes. Os originais ficaram reduzidos a pouco número de habitantes. Apenas no México, os Reinos dos Aztecas, Mayas, Tolteclas, Miztecas, Zapotecas e Olmecas, tributários do Império Azteca governado, à chegada dos espanhóis, pelo Imperador Moctezuma, que foi traído, roubado e executado pelos avarentos invasores. A legislação, a justiça, a gestão das propriedades estavam sujeitas a leis escritas em papiros, com juiz, cortes de apelo e uma boa arquitectura inscrita no nome do proprietário, se fosse privada, ou no nome da comunidade do reino ou etnia, como entre os Amatenango, hoje camponeses do País Panamá. Todos os monumentos públicos eram propriedade do imperador. A arquitectura azteca era tão grande, imponente e melhor que a dos Egípcios; subsistem e são cuidadas, pirâmides e monumentos, pelos cidadãos dos Estados Unidos do México, sejam antigos nativos súbditos (hoje cidadãos mexicanos, de dupla nacionalidade), sejam por membros da própria etnia do antigo império ou reino. México, sem invasores, seria, actualmente, o Império e reinos antes designados. A invasão fez deles escravos, até à sua independência em 1821. [Read more…]
Poesia do Gharb Al-Andalus
“Repeles-me!
porque deixas minh’alma abandonada?
se a tua ausência é uma longa noite
seja o nosso abraço d’amor a alvorada.” (1)
Poema escrito por Al-Mu’tamid
No ano de 1031 cai o Califado de Córdoba e o Al-Andalus divide-se em reinos independentes, que ficaram conhecidos pelo nome de Reinos de Taifas (do Árabe Muluk At-Tawaif, ou reinos fraccionados). O poder centralizado do Califado Omíada, cada vez mais dependente de uma máquina administrativa pesada e geradora de pesados impostos, aliado aos desejos de autonomia das inúmeras etnias que povoavam o Andalus, estão na origem deste fraccionamento do poder político.
No Sul do território hoje ocupado por Portugal, o Gharb Al-Andalus, ou Ocidente do Al-Andalus, constituem-se quatro reinos de taifas _ um grande reino na zona mais a Norte com capital em Batalyaws (Badajoz), um reino correspondendo à região do Baixo Alentejo com capital em Mârtula (Mértola) e dois reinos no actual Algarve, concretamente os reinos de Xilb (Silves) e Xantamarya Ibn Harun (Faro).
É neste período que floresce uma cultura Hispano-Árabe, sobretudo ao nível da poesia, resultado de uma identidade local criada pela fusão de elementos étnicos árabes, berberes, judeus, hispano-romanos e hispano-godos. No caso específico do Sul de Portugal essa poesia é hoje referida como Poesia Luso-Árabe e são inúmeros os autores que deixaram obra escrita. Dois desses autores ficariam conhecidos como os mais representativos desta cultura _ Al-Mu’tamid e Ibn ‘Amar. [Read more…]
Prever os efeitos do sismo
O texto que aqui se apresenta pretende dar a conhecer o estudo realizado para a cidade de Lagos denominado “Risco Sísmico no Centro Histórico de Lagos”, elaborado na sequência da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Lagos e o Instituto de Ciências da Terra e do Espaço, ao qual se associaram o Centro Europeu de Riscos Urbanos, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e a Universidade de Lisboa.
A primeira fase do estudo, coordenado pelo professor Luís Mendes Victor, já se encontra publicada.
Tendo em conta que à data da sua realização, enquanto arquitecto da Câmara Municipal de Lagos, exercia funções na Autarquia como responsável pelo centro histórico da cidade de Lagos, coube-me acompanhar a sua elaboração e promover por diversas vezes a sua divulgação, não só em Lagos, como no âmbito de encontros de carácter nacional e internacional.
Este texto tem por objectivo divulgar o estudo através de uma linguagem acessível para o comum do cidadão, numa perspectiva pedagógica e de sensibilização para o problema, transmitindo a visão de um arquitecto sobre o mesmo, não tendo portanto um carácter de publicação científica.
Centenário da República: a bandeira nacional
Este texto, com ligeiras diferenças, foi publicado em 5 de Outubro de 2009.
Às 9 da manhã de 5 de Outubro de 1910, a bandeira da República foi içada na varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. José Relvas fez a proclamação do regime e a nova insígnia nacional, que andava em milhares de mãos, feita artesanalmente, muitas vezes com as cores ao contrário, lá subiu no mastro perante uma multidão que enchia o Largo do Pelourinho (ou do Município). Estas mudanças são sempre traumáticas para quem as sofre com elas não concordando. As duas principais cidades do País eram maioritariamente republicanas e esse factor foi decisivo.
Num país com 80% de analfabetos, as elites culturais eram também maioritariamente pelo fim da Monarquia. Mas, naturalmente, havia um número elevado de monárquicos mesmo entre os que contestavam a situação existente. Desde 1890, com a cedência perante o ultimato britânico, a instituição monárquica sofrera um rude golpe. Não sei onde foram os actuais monárquicos buscar a ideia de que a República foi implantada contra a vontade dos Portugueses.
Desde as comemorações camonianas de 1880, o ideal republicano vinha-se impondo entre grande parte da população – mas, além do ideal político subsidiário da Revolução Francesa de 1789,os dislates, na política e na vida pessoal, de D. Carlos foram uma das alavancas para o triunfo da República. [Read more…]
Curtos pensamentos avulsos (2)
A violação do segredo de Justiça já se institucionalizou, ao ponto de ter substituído o jornalismo de investigação.
Os accionistas agradecem.
Portugal para onde vai? Alguém sabe?
TUDO O QUE CHEGA , CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO
Fernando Pessoa
Notícias – mesmo as ditas importantes – que por aí pululam não são alvo de muita atenção. No entanto, geralmente as coisas mudam de figura e a atenção sobe, quando publicações de prestígio mundial, tais como THE ECONOMIST e DER SPIEGEL, ligam importância ao tema.
Desta vez é DER SPIEGEL ONLINE que fala sobre Portugal (ver abaixo). Fala sobre uma situação ameaçadora que todos conhecemos. Contra à mesma já adverti em 2001 numa carta dirigida a um articulista no Expresso (18.08.01) que então perguntava:
“Portugal Para Onde Vai ? Alguém Sabe ?”
(ver abaixo).
Como já escrevi hoje aos meus amigos alemães, toda a União Europeia deve ter um interesse máximo em que os seus subsistemas menos desenvolvidos não tenham que “passar pelas armas”. Quem pensa de outra forma esquece que numa UE às avessas todos estamos na fila para o abismo, alguns mais à frente e outros mais atrás – incluindo parceiros grandes e (aparentemente) menos apertados como p.ex. a Alemanha. O dilema da UE, na forma introvertida e egocêntrica das pessoas, coloca-se entre o diabo e belzebú: se ajudamos a Portugal, Grécia, etc., é contra as regras e o euro perde valor – se não ajudamos o mundo pensa que a UE está nas lonas e acontece o mesmo. A alternativa estrategicamente correcta e eficaz que aumentaria a atracção da UE e do euro existe: chama-se New Deal!
Agora a saída do círculo vicioso depende de nós, tanto do suprasistema UE como do respectivo subsistema que por sua vez também pode consegui-lo sózinho – com a estratégia certa! [Read more…]
Haiti: Quando o caos se transforma em precariedade
Desordem, fome e dor são ingredientes diários de uma nação estraçalhada
O primeiro país latino-americano a proclamar a sua independência ainda no século XVIII, parece ainda pagar um preço muito caro por isso, ao longo de sua existência. A história do Haiti está repleta de sangue, desavenças, injustiças e totalitarismo.
O país que manteve estreitos laços com a Espanha e a França se viu à própria sorte após proclamar repetidas vezes a sua independência. Berço de vodu e de piratas franceses, a ilha conhecida como Espanhola, da qual o Haiti ocupa um terço – sendo os outros dois ocupados pela República Dominicana – assistiu a sucessivos mandatários subirem e descerem do poder, na maioria das vezes, da pior maneira possível.
Se procurarmos entender um pouco da história do Haiti, vamos concluir que o país parece mesmo estar repleto de energias nefastas, ao viver em constante caos social e econômico. Após a entrada e saída de diversos chefes de estado, incapazes de elevar o Haiti ao status de nação, senão somente às guerras sociais, as Nações Unidas (ONU) resolve intervir, com a intenção de restabelecer a ordem.
A Missão de Paz das Nações Unidas para a estabilização no Haiti foi criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004, através da resolução 1542, que visa restaurar a ordem no Haiti. A “nova ordem” se deu após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide, que substituiu os regimes sangrentos de Baby Doc e Papa Doc, mas foi incapaz de manter o país estável. [Read more…]
A Evolução do Ensino
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A Interessante evolução do ensino
Que tristeza…..
A evolução do ensino de Matemática!
Na semana passada comprei um produto que custou 1,58€.
Dei à funcionária da caixa 2,00€ e 8 cêntimos, para evitar receber ainda mais moedas.
A rapariga pegou no dinheiro e ficou a olhar para a máquina registadora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar-lhe que tinha que me dar 50 cêntimos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para a ajudar.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar-lhe aquilo que aparentemente continuava sem entender.
Por que estou a contar isto? Porque dei conta da evolução do ensino de matemática
desde 1958, altura em que entrei para a escola primária.
Parece-me que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1958:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de
venda ou seja, 80$00.
Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )20$00 ( )40$00 ( )60$00 ( )80$00 ( )100$00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
O lucro é de 20$00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100,00€.
O custo de produção é 80,00€.
Qual é o lucro?
Se você souber ler coloque um X no 20,00€.
( )20,00€ ( )40,00€ ( )60,00€ ( )80,00€ ( )100,00€
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100,00€.
O custo de produção é 80,00€.
Qual é o lucro?
Se você souber ler coloque um X no 20,00€.
Se você for filiado no Partido Socialista, não precisa responder, porque o seu diploma está garantido.
( )20,00€ ( )40,00€ ( )60,00€ ( )80,00€ ( )100,00€
Será que se esqueceram de pagar a conta da electricidade?
Neste momento algures na linha do Norte está parado um comboio, o que não é novidade, e os passageiros permanecem às escuras. Será que a CP deu em caloteira?
Hope for Haiti Now!
Já estava a demorar:
“The Edge and Bono are among a stellar line-up of acts taking part tonight in ‘Hope for Haiti Now: A Global Benefit for Earthquake Relief‘.
The two-hour telethon is going out live across the world and performances will be available to download in the iTunes store tomorrow morning – all funds raised going to ‘Hope for Haiti Now’ charities. Details on when and where to tune in right here.
With Haiti in mind, Edge and Bono have collaborated with Jay-Z, Rihanna and producer Swizz Beatz on a new song, ‘Stranded’. Written, recorded, performed and released… all within a week. More here”.
E o Partido Socialista?
O PS também apoia???:
O Bloco de Esquerda confirmou, este sábado, o seu apoio oficial à candidatura de Manuel Alegre às eleições presidenciais, uma semana depois de Francisco Louçã o ter anunciado. (Via TVI24)
Teste – megainvestimentos
O leitor encontrará cinco perguntas com duas opções de resposta a que corresponderá uma valorização de 1 a 5 pontos. Após a resposta veja no fim do texto qual é a sua posição perante os megainvestimentos.
Os megainvestimentos são:
– fundamentais para o país Sim —- Não —-
– necessários para as bancos Sim — Não —-
– necessários para as construtoras Sim — Não —-
– possíveis sem mais dívida Sim —- Não —-
– trazem Madrilenos para a Caparica Sim — Não—-
Pontuação : se você respondeu SIM :
Se a sua pontuação atingiu os 25 pontos você é o próprio Sócrates; se atingiu entre 15 e 20 pontos você pode ser o Jorge Coelho ou o Ricardo Espírito Santo; se atingiu menos de 15 pontos você é um “velho do Restelo”; se não conseguiu nenhum ponto, você é um empresário que já percebeu que as obras já têm destino e não é o seu. Nota:( se conseguiu atribuir mais que 25 pontos você é uma das Jugulares)
Pontuação : se você respondeu NÃO :
Se a sua pontuação atingiu os 25 pontos, você é a Manuela Ferreira Leite que respondeu com a ajuda do Prof. Cavaco Silva; se atingiu entre os 15 e os 20 pontos você é Passos Coelho a dar uma entrevista à Judite ; se atribuiu menos de 15 pontos você é um dos muitos técnicos do FMI que são nossos leitores; se não atribuiu nenhum ponto você é o Sócrates ou alguem enviado por ele : Nota ( se atribuiu mais de 25 pontos você pode ser um dos autores do 5 dias ou o Aventador LM )
Responda, reflicta e adivinhe quem vai pagar !
O Chico-esperto
Já cá faltava um chico-esperto da blogosfera, tipo “ingenheiro” com licenciatura por fax. Ele existe e está no blog “A Regra do Jogo“, ora reparem bem:
Dia grande em várias competições do futebol europeu. Chelsea abriu a tarde a bater o modesto Preston por 0-2, seguindo em frente na FA Cup. Golos de Anelka e Sturridge a ver nos vídeos abaixo. Também na FA Cup o Reading eliminou o Burnley por 1-0.
Durante a tarde e a noite iremos disponibilizando outros resultados e vídeos de golos. O futebol corrido sempre é mais interessante que túneis e escutas. Amanhã haverá taça da liga com Benfica, Porto e Sporting. O Manchester United bateu o Hull City por 4-0 para a Premier Legue. E apesar do golo de HugoAlmeida, o Werder Bremen foi batido pelo Bayern de Munique por 2-3, em casa“.
A propósito de futebol, este chico-esperto mete links a esmo para o Público, Maisfutebol, TVI24 e quejandos, enganando o pagode. Um tipo está a ler futebol, clica no link e depara com notícias de política. Qual o objectivo: através do “ping” aumentar as visitas no contador…Pois é, mais um chico-esperto. Deve ter aprendido na Internacional…
Actualização de Domingo e reparem o link do Stoke City é para uma notícia de economia. Palavras para quê?:
“Em dia de Taça da Liga em Portugal, a surpresa vem de Londres, com o Arsenal eliminado em FA Cup pelo modesto Stoke City. Os líderes do campeonato foram batidos por 3-1, perdendo por 1-0 já aos 68 segundos.
EM Itália, as consequências de derrota de ontem da Juve fazem-se sentir em força com a descida ao sexto lugar, depois do vitória do Nápoles sobre o Livorno e do Palermo sobre a Fiorentina. O grande jogo está marcado para mais logo: o derby Inter-Milan. Na CAN 2010, Angola foi eliminada da competiçõ esta tarde pelo Gana, por 1-0“.
Pelo menos neste não fez truques:
Última jornda da fase de grupos da Taça da Liga. O Benfica com a missão mais espinhosa: ter de vencer em Vila do Conde, o Sporting com a vida mais simples depois de duas vitórias. Ao FCPorto, depois dos alegados incidentes com o autocarro, resta uma missão intermédia: empatar no Estoril Praia, uma equipa de outro escalão.
O sismo de 1 de Novembro de 1755
Este texto foi publicado em 1 de Novembro de 2009 na série «A máquina do tempo».
Eram as 9,30 do dia 1 de Novembro de 1755. Dia santo, grande parte da população de Lisboa encontrava-se nas igrejas. Subitamente, um rugido medonho subiu das entranhas da terra e sucessivos abalos destruiram em minutos uma das maiores e mais ricas cidades da Europa. Aos abalos sucedeu um pavoroso tsunami e um enorme incêndio. O cálculo do número de vítimas mortais vai em alguns autores até quase às cem mil (a cidade teria 275 000 habitantes).
O primeiro abalo, o mais forte terá durado entre três minutos e nove minutos, pensando-se que terá atingido o grau 8,7 na escala logarítmica de Richter. Abriu fendas com cinco metros de largura. Minuto e meio depois, uma violenta réplica provocou o tsunami com vagas que atingiram os 20 metros e devastaram o que o abalo deixara de pé. Horas depois, desencadeou-se um forte incêndio que completou a destruição. A Sul, a região de Setúbal e o Barlavento algarvio foram também grandemente afectados. [Read more…]
Como hoje é Sábado…
Ficamos a saber que Menezes não é candidato a líder, seguindo o exemplo de Marques Mendes e de Marcelo. Já só falta Aguiar Branco e Paulo Rangel. Já MFL prepara-se para juntar os trapinhos com José Sócrates.
Entretanto, Pinto da Costa bate recordes no Youtube e o Liedson ficou a saber que pode andar à batatada que nada lhe acontece, direitos de mercenário, segundo Duque.
Por fim, os Homens da Luta perderam a guerra e cortaram-lhes o pio. Mais um problema para a Justiça. Até o Twitter anda atarefada por estes dias e já nada é seguro. O que vale é que Cavaco quer um final feliz.
Continuação de bom fim-de-semana…
A entrega absoluta
Retomando de “Tintarela di Luna“, os escritos que nos foram deixados por ” místicos” como as já referidas Joana D’Arc, Tereza D’Avila, Catarina de Siena e João de Deus da Cruz, revelam a necessidade da “oferta” sem limitações, a “entrega em Deus”.
Esta entrega não está só testemunhada em escritos, mas tambem em obras de grandes pintores do Renascimento, incluindo Leonardo da Vinci.
Ao corpo nú da mulher em total e absoluta entrega, aponta-se o “dardo incandescente” num rasgar de carne sem contemplações, numa “penetração” que motiva o êxtase, a “fusão” entre o “ser” e o seu “criador”.
Estas manifestações místicas eram encontradas desde logo nos mosteiros, onde a “entrega” era o motivo da reclusão, levada a extremos condizentes com situações de “falta” como a alimentação e o sono. As deficiências alimentares e de sono levavam a situações limites de “entrega” bem conhecidas actualmente pela ciẽncia ( o exemplo da “estátuta de sono” onde o prisioneiro é levado a situações limite de “delírio”, como a PIDE bem sabia, e o nosso Carlos Loures pode testemunhar) .
Outra manifestação de “misticismo” era a “possessão” por um ente superior e que se manifestava por reacções como a “histeria” como forma de negar a evidência de uma gravidez indesejada, por exemplo.
Nestes dois textos tratou-se de dar testemunho para a descoberta de literatura maldita, que contra tudo e contra todos, sobreviveu à noite do obscurantismo!
Não são filhos da Igreja ?
Eu defendi aqui, que não encontrava razões suficientes para se descaracterizar o casamento entre um homem e uma mulher. É uma célula fundamental da sociedade tal qual a conhecemos, onde se abriga o conceito de família e de procriação. Há quem entenda que os gays devem ter tratamento igual, embora me pareça que a pessoas diferentes deveriam corresponder tratamentos diferentes!
Mas o que não consigo compreender é como o Senhor Cardeal defende para filhos de Deus, todos iguais, tratamentos diferentes!
Que a Igreja defenda, no plano civil, a exclusão dos gays no casamento seria compreensível, no plano religioso e perante a Palavra de Cristo, não entendo. Cristo reafirmou que todos somos irmãos, em Deus!
Ao não aceitar o casamento homossexual, a posição da Igreja perante esta realidade é profundamente discriminatória, a não ser que considere os gays, filhos de Deus, mas pecadores sem remissão.
O relacionamento sexual só se entende com a finalidade de procriar?
É que se for assim nenhum de nós merece o casamento!
Situações polémicas? São às TÚNELadas!!!
Na mesma semana em que foram parar ao Youtube as escutas a Pinto da Costa feitas no âmbito do processo Apito Dourado, eis que surgem informações relativas a mais incidentes no túnel da Luz, desta vez ocorridos a 30 de Agosto de 2008.
Não que eu esteja a dizer que os casos estão relacionados. Não estou. Mas se referi as escutas ao presidente do FCP foi porque, numa delas, é revelado como se produz uma notícia falsa (eventual renúncia do Deco à selecção portuguesa), para servir um objectivo concreto (evitar/minimizar o castigo àquele jogador).
Ora a simples ideia de haver notícias falsas, fabricadas ou temporizadas, que têm por trás interesses pouco claros e isentos, faz-me estremecer. Acho difícil acreditar em tal barbaridade… É como virem agora dizer-me que nem tudo o que está na Wikipedia é verdadeiro e preciso ou, muito pior, que o Pai Natal não existe. Como poderia eu acreditar nisso???
Seja como for, uma coisa é estranha: se fiz bem as contas, entre 30 de Agosto de 2008 e 23 de Janeiro de 2009 passaram-se quase 17 meses. Parece-me exagerado. Por este andar, não me espanta se um dia destes der de caras com a notícia: “Fernando Chalana rasteirou jogador do Porto em pleno túnel, por este alegadamente lhe ter dito para ir cortar o bigode”.
O Orçamento de todas as desilusões
Como há muito aqui defendíamos, o Orçamento seria a o momento da verdade, para Sócrates e o seu ministro das Finanças. O PSD e o CDS não podem de forma nenhuma embarcar num documento tão importante, sem que as contas reais sejam a base da discussão.
O PSD baseia os seus argumentos em duas questões absolutamente essenciais. O controlo da dívida e do déficite das contas públicas. Quanto à dívida, se continuar a crescer, será a hipoteca da nossa vida colectiva, como se está a ver com o exemplo da Grécia. É o factor determinante para a economia poder crescer, ao actual nível e, bem pior, com as grandes obras públicas que o governo teima em levar por diante, uma parte muito significativa do rendimento nacional sairá do país, à conta do serviço da dívida. E, sem controlo do déficite, é bem de ver que será coberto ou com o empobrecimento dos cidadãos ou com mais dívida.
O CDS luta pelo racionamento na atribuição do salário mínimo e pela descompressão dos impostos sobre as PMEs, condição essencial para prover a sua existência e viabilidade, mas isso custa dinheiro, e os socialistas precisam de mais dinheiro e não de menos.
O verdadeiro retrato da situação financeira está aí, que Sócrates andou a esconder com as parcerias público/privada ( contratos leoninos contra o Estado), com os déficites acumulados em empresas públicas, especialmente na área dos transportes, onde os déficites acumulados montam a muitos milhares de milhões de euros e que fará saltar a dívida dos actuais irreais 90% para 120%.
É uma situação dramática que exige verdade!
Memória descritiva: Otelo
Foi numa tarde de sábado do Verão de 1974, dia 13 de Julho, mais precisamente. Em casa do meu compadre Joaquim Reis, na Parede, eu, ele, o Jaime Camecelha, as respectivas mulheres, estávamos à volta de umas cervejas e de uns petiscos que a comadre Lurdes preparara. Excepcionalmente, naquele dia não fôramos a nenhuma manifestação e gozávamos o merecido descanso, após uma semana de trabalho e de luta. As crianças estavam numa sala ao lado com uma merenda adequada.
Na televisão, víamos distraidamente uma cerimónia qualquer transmitida em directo. Demos mais atenção quando vimos que estava ali toda a Junta de Salvação Nacional. O general Jaime Silvério Marques fazia um discurso balofo onde exaltava a juventude de espírito dos membros da Junta de Salvação Nacional, todos eles oficiais generais, chamando a esse ilustre grupo os louros da Revolução de Abril. Nós ríamos e íamos comendo, bebendo e conversando. Era a conversa de xaxa do costume.
Foi então que um jovem major de cabelos precocemente embranquecidos, elevou a voz e perguntou: «-Dá-me licença, meu general?» Silvério Marques apanhado de surpresa disse que sim. Spínola que conhecia bem aquele major de artilharia esboçou um sorriso. Acho que foi o meu compadre quem disse, referindo-se ao major: «- Este gajo parece o Nasser!».E o «nasser» sai-se com esta:
Teoria dos bolsos
Desengane-se quem pensa que vou falar de corrupção. É já assunto muito “varado”.
Vou falar acerca dos bolsos na indumentária masculina, e em como isso reflecte as nossas diferenças para com o sexo oposto.
Aos homens, os bolsos servem para compensar a ausência de espaço que as carteiras proporcionam às mulheres.
As mulheres possuem um saco mágico onde conseguem ter tudo quanto faz falta (e o que não faz). Mas nós somos obrigados a espalhar a tralha pela nossa roupa: porta-moedas, chaves do carro e de casa, tabaco, isqueiro, óculos, carteira, telemóvel, caneta (por vezes em parelha com um daqueles pequenos pentes de plástico oferta de hotel), documentos, agenda, livro de cheques, lenço, etc.
Ora, em média um casaco tem cerca de 7 bolsos: três exteriores e quatro interiores. Se somarmos três bolsos (no mínimo) das calças, passamos a ter 10 bolsos. Se o fato for de colete, acrescente-se mais 2, e temos 11 bolsos. Mas deixemos os coletes, e fiquemos pelo fato mais usual de 10 bolsos. São 10 esconderijos em que nos habituamos a espalhar, ao longo das vestes, a palamenta com que vivemos diariamente.
Um visão radiográfica, faria de nós expositores andantes.
Mas além de nos habituarmos, faz parte da nossa mentalidade masculina: a partir do momento em que algo está guardado para nós está arrumado, finito, missão cumprida. Para as mulheres, não: as coisas têm de estar guardadas e arrumadas. Se para os homens estar guardado e arrumado são a mesmíssima coisa, para as mulheres são duas realidades distintas. Daí que o homem aprecie mais um armário e as mulheres uma vitrina.
Sossega-me, no entanto, que a evolução da espécie será na direcção do homem deixar de precisar de esconderijos: nos filmes de ficção científica as roupas não têm bolsos, pois tudo está concentrado num aparelho que fica preso à cintura ou aperta no pulso, e que além de ter a nossa identidade, telefone, televisão e computador, também dispara raios-laser.
A sensualidade
Uma das mulheres mais sensuais cá do burgo é a Marta Crawford. É bonita, tem uns olhos inteligentes e uma cabeleira que não controla, mas a sua característica especial, muito pessoal, é o seu discurso e a vivacidade com que o faz.
Fala dos problemas sexuais e de relacionamento sexual (o que não é a mesma coisa) e quando não encontra a palavra certa ajuda com uns gestos bem demonstrativos, o que me vira do avessso. Tudo com um meio sorriso, entre o profissional e a candura de uma mulher que sabe que está a pisar o risco.
Recebe uns telefonemas de expectadores que estão, evidentemente, em êxtase, tal como eu, e falar com ela é uma forma de lhe tocar ( normalmente as perguntas são mesmo para encher…) e depois, aparecem umas mulheres que querem embarcar naquela fluidez e desembaraço, que nunca terão, sobre um assunto de que a maioria, nem sequer fala com o companheiro, quanto mais falar em público.
Cumplicidades…
Bem, no outro dia, vi-a a almoçar ali na Guerra Junqueiro ( a av. mais cosmopolita do primeiro mundo…) os olhos verdes fugidios conscientes que são populares e reconhecidos, coisa que levanta o ego mas que tambem se pode tornar num embaraço. Está naquela idade em que as mulheres se tornam irresistíveis, há ali uma beleza que passa por cima do Inverno e junta a Primavera com o Outono, numa mistura de cores dignas da palete de um pintor.
Agora já posso morrer descansado, como o viajante que chega ao cimo da montanha, já vi o vale de todas as promessas, muitas delas morreram porque só vivem se as mantivermos no limbo da imaginação…
Leituras
As Redes Sociais nas Autarquias:
Hoje estive num seminário internacional sobre “Estratégias de Comunicação nas Autarquias e nas Organizações Públicas”, organizado pela Omnisinal.
O principal motivo da minha presença: ouvir Sergio Fernández López (SFL) e as suas opiniões sobre as novas ferramentas de comunicação digital, em especial as Redes Sociais, matéria na qual Sergio López é especialista.
Devo confessar que sou um pouco céptico nestas coisas (Seminários). Claro que os considero fundamentais e um importante instrumento de aprendizagem. Porém, abordagens “académicas” relacionados com as novas ferramentas comunicacionais digitais, mais especificamente as Redes Sociais e a sua importância na comunicação institucional, não podem ser explicadas por qualquer um.
Outra coisa que me irrita solenemente nestas sessões é a velha mania portuguesa de fazer perguntas opinativas. Ou seja, em vez de se tirar dúvidas, emitem-se opiniões, as mais das vezes perfeitamente deslocadas quando não estúpidas. Como diz um amigo, são os “achadores” – eu acho que isto, eu acho aquilo…
Maior eclipse do milénio foi provocado pelos EUA
Faz hoje uma semana, ocorreu o maior eclipse do milénio, o qual, como todos sabem, foi provocado pelos E.U.A., tendo lançado na obscuridade e frio o Centro e o Leste de África. Poucos dias antes, o mesmo país tinha provocado o sismo no Haiti. Prevê-se agora que um meteoro de grandes proporções, controlado pela aviação americana, aniquile completamente a Venezuela nos próximos dias.
O governo de Chavez, contra o que é habitual, denunciou apenas um destes crimes. Receará, porventura, que o mundo não acredite na veracidade dos outros dois?
Em Wall Street o dinheiro não dorme
Já foi há 20 anos. Mas parece que ainda foi há dois meses. Bom, na realidade foi. Foi há um par de meses que vi, pela segunda vez, Wall Street, o libelo de Oliver Stone sobre o período áureo dos yupis nova iorquinos dos anos 80. Era o tempo do capitalismo desenfreado, do dinheiro no topo de qualquer pedestal, o tempo do dinheiro em que as notas não tinham rosto.
Não deixa de ser significativo que vinte anos depois, numa fase em que o mundo vive a pior crise dos últimos 80 anos, se calhar de sempre, esteja em preparação a sequela. Com Oliver Stone a realizar e com Michael Douglas a regressar a uma das suas grandes personagens: Gordon Gekko. De resto, uma das mais fascinantes personagens do cinema ambientadas no mundo das finanças.
A história chega-nos 20 anos depois. O especulador bolsista saiu da cadeia e parece diferente, em busca de uma reabilitação. Falta saber se é coisa para levar a sério.
A Vanity Fair resolveu desvendar um pouco de Wall Street 2: Money never sleeps. E convidou Annie Leibovitz para fazer as fotografias.
O filme há-de chegar mais lá para a frente. Em Abril.












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