A exportar portugueses desde o séc. XVI

Remessas de emigrantes aumentaram 12,6%

Europeus à porta

O mês de Janeiro de 2013 é intenso para as selecções nacionais na variante indoor. Em ano de Europeu de sub-21, as equipas técnicas nacionais (a masculina, liderada por Rui Graça e Márcio Marques; a feminina, por Hugo Santos e Cláudia Fidalgo) já trabalham desde o início do ano com vista às competições que se disputam em Bratislava (masculinos), de 18 a 20, e Praga (femininos), de 25 a 27.

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Portugal, na deslocação à Eslováquia, terá pela frente, para além dos anfitriões, a Dinamarca, Turquia, Gales, Hungria e Eslovénia.

As linces, colocadas na série B, fugiram ao contacto com as anfitriãs, mas, mesmo assim, têm confrontos dificílimos: Polónia, República Checa e Suécia. A outra série juntou a Áustria à Bielorrússia, Rússia e Turquia.

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Jesus é castigado após a visita do Magos

A criança não se comportou devidamente perante os sábios. Mordeu o nariz ao Gaspar, que lhe segurava com dois dedos uma bochecha enquanto fazia: Buubuu, pausadamente, acrescentando, muito depressa para os seu ritmo habitual:

– Lindo menino, é pena não ter escalão familiar para usufruir do abono de família…

E assim Jesus experimentou de sua mãe as primeiras palmadas.

max ernestMax Ernst: A Virgem bendita castigando o menino perante três testemunhas: André Breton, Paul Éluard e o artista

Domingos aponta o caminho e o modelo

Domingos estreou-se na Galiza, e no comando do Depor, com uma vitória que poderia ter sido robusta. Colocou, na equipa inicial, quatro portugueses (Zé Castro, Bruno Gama, André Santos e Pizzi) e Evaldo que, me parece, tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira). No segundo tempo, chamou ainda Nelson Oliveira. O adversário era a grande revelação da liga espanhola, o Málaga, do igualmente português a tempo inteiro, Eliseu.

Ora, o Málaga é o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões, prova em que o campeão nacional português é o nosso único representante, ultrapassada a fase de grupos que mandou pela borda fora Benfica e Sporting de Braga.

Suporte da vitória, “trabajo, orden y buen fútbol”, pilares que Domingos definiu desde a sua apresentação e que bem podem servir de modelo aquando dos jogos entre malagueños e dragões.

Já agora, digam-me se não é um gozo assistir a um jogo tão intenso, com seis portugueses em campo?! Pena não ter sido em Portugal!

Ah! O golo do Pizzi (na foto do Depor Sport, a iniciar a jogada), um mimo!

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Viva a crise! Viva!

as sete maiores fortunas nacionais tiveram um aumento de 13%, em 2012

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Construção (1971)


Chico Buarque, do álbum Construção (1971)

Noite de Reis: “mirra” é uma ordem

…e Gaspar é o seu mensageiro.

Jornalismo não é isto…

Como é habitual ao sábado, rumei ao quiosque do costume para adquirir os jornais. Pedido o cimbalino da praxe, a leitura começou. Quando chegou a vez do Público, esbarrei numa notícia da página 8. O título é todo um processo: “Menezes apoia-se na RTP para levantar bandeira da defesa da região Norte”. Logo no arranque a surpresa: “Depois de muitos silêncios, Luís Filipe Menezes fez um apelo para que a RTP2 fique no Porto”. Fiquei espantado. Imediatamente, fui ver a data da publicação. Por alguns segundos pensei, a sério, que me tinham vendido um exemplar antigo do jornal. Mas não. Era mesmo de hoje.

Espantado de todo, continuei a ler: “As declarações de Menezes causaram estranheza no seu próprio partido (…)ou mesmo quando a administração da RTP tomou a decisão de produzir em Lisboa o Praça da Alegria…”. Ou seja, a notícia (?) dava a entender que LFMenezes nada tinha dito quanto ao caso “Praça da Alegria”. Que coisa mais estranha! Mesmo tendo eu a certeza que não estava doido, dei-me ao trabalho de procurar algumas notícias da altura e verificar qual tinha sido a posição de Luís Filipe Menezes. Ora, vamos por partes:

No dia 6 de setembro, reparem, 6 de setembro de 2012 (ainda nem se falava na questão do Praça da Alegria), na apresentação do Porto Wine Fest, Luís Filipe Menezes afirmou à Comunicação Social: “o processo em curso na RTP deve ser uma nova oportunidade para a RTP Porto e os seus estúdios que podem ser o grande centro de produção do serviço público, nomeadamente aquilo que tem a ver comprodução da RTP Internacional, África, serviços de cultura e língua portuguesa”, transcrevi da peça da LUSA.

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Ser Feliz Com Nada

sugestãoMas por que motivo e por que diabo não poderei ser feliz com Nada?! Viver de belo-árvore-flor-livro, viver de céu, sol e mar, tratar das minhas pencas, cenouras, favas, couves, cuidar das minhas árvores, restringir-me ao essencial, abrir o olhos para o ecrã da vida muito mais que para o ecrã tóxico da grande mentira virtual, cumprir com o que me incumbe nas responsabilidades de pai e depois não consumir porra nenhuma. Nada. Não consumir, não comprar, não pagar, não gastar absolutamente nada, em primeiro lugar por não fazer parte desta turma de cus sagrados, sibilas, cérebros abençoados, especializados em viver acima das possibilidades de dois ou três portugais com o resto da gente como eu por estes dias a roçar a indigência pelas esquinas, a sensação de injustiça nos precipícios de onde ainda não se atiraram. Em segundo, por desdém e desprezo assumido para com esses prazeres legítimos que assumimos como naturais, um café, um sumo, um jornal, um chocolate, uma alegria comercial qualquer dentro do miserável espectro paupero-classe média dos vinte euros. Quando estou horas à beira-mar, sinto que, sim, eu posso. Por isso declaro desde já que abdico de consumir. Uma factura por cada pão. Uma grande paz por cada dia sem aquisições minorcas nem despesas fúteis nem recreio, nem coisa absolutamente nenhuma. Esses que venderam o cu para hoje passearem o espólio de anos de saque à mama da política que olhem para mim: façam bom proveito do furto. Tratarei de ser feliz com Nada.

Oferta de emprego

Tem entre 24 e 29 anos? Não quer revelar as suas habilitações literárias? Quer ganhar mais do que um técnico superior da função pública? Traga o cartão do partido e poderá ser um especialista ao serviço do governo.

Parvoíce

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O mundo a viver acima das suas possibilidades

Ora leiam este mapa, e mandem entroikar os que repetem a lengalenga sobre Portugal.

Facebook leva João Geraldo à Guatemala

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João Geraldo teve o desplante de ser bom, muito bom, numa modalidade em que os melhores estão a crescer numa cidadezinha de província, até agora apenas conhecida por um megalómano “metro” em vias de extinção, pelas alheiras e por ter sido o berço do Prof. Jesualdo Ferreira. Dizia alguém (uns garantem que foi La Rochefoucauld, outros afirmam que foi Alexandre Dumas) que “todas as generalizações são perigosas, até esta”, e eu não queria generalizar quando afirmo que o caso de João Geraldo é o paradigma do desporto amador em Portugal.

Alguém cresce desportivamente, conquista o direito de estar em representação do país numa prova global, e, depois, não tem dinheiro para se deslocar à final dum circuito mundial. Porquê? Porque a sua federação já não tem crédito: são muitas as dívidas, ninguém fia… [Read more…]

A palavra do ano é enrabado, diz-se entroikado na presença de estranhos

Sobre o evento “palavra do ano” com que a Porto Editora tenta copiar instituições de outras línguas, ficam uns dislates da minha lavra.
Infopédia regista enrabado, como “particípio passado de enrabar”Já o Houaiss acha enrabado um adjectivo, que se enrabou.
Para a Porto Editora a palavra mais votada, entroikado, é um adjectivo, aliás, um adjetivo. Não serei eu nesta casa a dissertar sobre este detalhe gramatical. O verbo neologismar, que aprendi com o velho e sábio José Pedro Machado e eles aceitam mas não dicionarizam, diz-me ao ouvido que o povo inventa quando precisa, ou acha graça, mas com um certo sentido, uma lógica. Raras vezes se neologisma a partir do vazio, sem uma raiz que seja sua mãe fonética, sem um pai etimológico, uma afenidade, enfim, o neologismo não usa ser órfão.
Ler a palavra entroikado como significando que está numa situação difícil; tramado, lixadoé digno dos pudores da Porto Editora, a que quando meteu o caralho nos seus dicionários já gerações de liceais se  tinham rido com a sua ausência.
Afirmo: a  palavra do ano é enrabado, eufemística, humorada e propositadamente dita entroikado. A língua ainda somos nós que a fazemos, se precisarem de referências procurem nos facebooks deste mundo; a troika não entroika, nem tal faria sentido – enraba; uns gostam, outros não.
Ah, e o mais das vezes, a palavra no ânus tem sido aplicada sem preservativo nem vaselina.

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Cu português contraindo-se perante a ameaça de novo entroikanço

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“O que o país precisa para superar esta situação de dificuldade não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

Ainda havia material para mais uns textos e lá voltaremos, o mais tardar, em 2015. Já sabem responder-me a esta pergunta?

Panteão Nacional

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O império, perdão, a SPA, contra-ataca

Poderá ser desta que eu passe a fechar os olhos ao facto da sociedade que se propõe defender o direito dos autores acabe, ela mesmo, a usar o nome desses autores sem para tal ter permissão. E que cada 100 € de taxas cobradas sob o pretexto de direitos de autor apenas reverta em 21,6€ distribuídos aos autores e em 16,2€ para os artistas.  Quem sabe se também não farei por esquecer as mentirinhas sobre o anterior #PL118 que acabou abandonado? E por deixar para trás das costas o facto desta associação estar falida, apesar da sua missão apenas consistir em recolher as taxas de direitos de autor e as distribuir pelos artistas e autores.

E tudo isto porque a SPA teve a original ideia de querer processar o estado português. Diz esta sociedade que o actual governo não está a cumprir a promessa eleitoral de apresentar uma nova lei da cópia  privada. Pois se ganhar tal processo está aberto o caminho para nós todos processarmos o estado por todas as processas não cumpridas, entre as quais as de não aumentar os impostos, de não cortar os subsídios e de com os negócios encostados ao estado. [Read more…]

Mudar (o Novo Estado de Passos Coelho)

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«Não se avance passo a passo. Defina-se um objectivo e avance-se para ele com decisão.» Pedro Passos Coelho em Mudar (Quetzal, 2010)

21 de Janeiro de 2010. Pedro Passos Coelho publicava o livro Mudar, editado pela Quetzal de Francisco José Viegas, seu director editorial. Boa casa, onde se edita alguma da melhor literatura portuguesa e estrangeira a que vamos tendo direito em Portugal – Vergílio Ferreira, José Rentes de Carvalho, Dinis Machado, mas também Thomas Bernhard, Saul Bellow, Susan Sontag, entre muitos outros autores importantes e onde pontuam também vários poetas. Livro bem feito, bem revisto, como costumam ser as edições da Quetzal. Apresentou-o Rui Ramos em Lisboa, Fernando Ruas em Viseu, Moita Flores em Santarém, Carlos Amaral Dias em Coimbra, e outros primeiros leitores noutros pontos do País por onde Pedro Passos Coelho (PPC) andou. Sucesso de vendas, várias reedições logo após a chegada da primeira fornada às lojas, todos queriam mudar. [Read more…]

“hoje ficou também claro que o Governo não houve ninguém. Não houve parceiros sociais, não houve o PS, não houve a Igreja, não houve a academia e não houve o Presidente da República”

Como é possível?

Que raio de AO é este?

Com profissionais destes, mais vale que acabe de vez.

Troyklítoris do Governóide

De 2006 a 2011, escrevi que me pari contra os sinais e sintomas de um rumo político despesista e palhaço que trazia na ponta boa parte das nossas desgraças. Valeu de muito pouco e uma saída veio tarde e a más horas. Ando a habituar-me à ideia de ser um desconsumidor militante: perante as bebedeiras de belo de cada dia, o dinheiro parece mesmo coisa obsoleta e desnecessária, uma loucura e uma escravidão colectiva. Viver feliz com Nada. Há momentos em que deliro de genuína felicidade e inteira liberdade, as quais só desejo prolongar. Não posso, porém, esquecer-me do meu País, dos seus Acomodados e dos seus Loucos. Ontem, apesar e para além de tudo, fiquei feliz por, na Quadratura do Círculo, Lobo Xavier ter enfiado na correcção socialista-derrotista a sua nomeação, por Vítor Gaspar, para presidente da Comissão de Revisão do IRC, a melhor notícia do mês e do ano. Bem sei que Lobo é pedantíssimo lá, onde Pacheco é ultra-rancoroso e o Costa um cínico monumental. Mas nada como mais uma Comissão para esfregar na Opinião Pública e na NinfoTroyka, agora que os gestores do ajustamento não podem falhar e tudo, mas mesmo tudo da execução orçamental, terá de decorrer pelo melhor e mais surpreendente dos mundos possíveis e sobretudo valer a pena. De resto, a Covardia e a Mediocridade varam o Regime de lés a lés, de Cavaco aos Partidos do Sistema: a Covardia tenta agradar a gregos e a troianos, faz de Presidente da República, logo, faz fretes aos que clamam pela Constituição com um fervor com que não clamaram pela Deriva Sacana da Política como forma de Enriquecer. A Mediocridade diz que há outro caminho, mas não diz qual nem se chega à frente senão para ejacular desejo de poder, tão fresca a porcaria que foi feita ao País. Sim, há horas em que a Mediocridade Técnica, Ética e Cívica é propriedade exclusiva dos Conas-Catástrofe Socialistas. Temos de suportar a maldita antena de Merdas-DesArticuladas como Ferro, Soares e Alegre, a sugerir demissões e dissoluções, quando toda a gente sabe nos cafés, nas mercearias, nas paragens de autocarro, cacilheiro ou metro, nos corredores de putas, metidas por cunha, da Galp, da PT, da EDP, que ninguém, ninguém!, faria melhor em Portugal que o imbecil de serviço.

Pedro Passos Coelho e a EMI

passos coelho youtubeEis o que acontece quando tentamos ver um dos vídeos de resumo da campanha que levou Passos Coelho à presidência do PSD. Aparentemente alguém se deve ter esquecido que usar, no youtube, a mesma música todos os dias sem pagar direitos de autor ia trazer problemas.

Amadores, tão amadores como o chefe, vê-se agora em pleno governo.

 

Até os patrões…

tem sentido neste momento discutir este tema do salário mínimo

João Vieira Lopes, presidente da CCP

Nem Demagogia, Nem Populismo, Nem Excitações Parlamentares

salárioCom a abstenção, na votação, o PS tenta acertar noutra.

Estarão desesperados?

Sectarismo, Como de Costume

beO Bloco já nos habituou a isso.

Não é de hoje.

Continua Sem Ser um Partido Responsável, mas…

psDe longe a longe, acertam uma.

Com esta atitude do PS, há a certeza de haver Orçamento

Fala do comunista Mota Amaral

o enorme aumento de impostos determinado para 2013 vai reduzir contribuintes à insolvência, fazer falir muitas empresas, aumentar o desemprego.

Correio dos Açores

Educação espartana – o apartheid

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«O Ministério da Educação decidiu “abanar” uma instituição de grande gabarito e tradição no panorama do ensino nacional, introduzindo turmas femininas num liceu há décadas vocacionado para o ensino de rapazes, exclusivamente. Eu fiz parte do primeiro contingente de raparigas a estudar no Liceu de Camões. (…) Vivíamos com regras peculiares, como, por exemplo, estarmos confinadas ao pátio norte, não podermos ter qualquer tipo de contacto com os colegas rapazes, sob pena de processo disciplinar (o que era recíproco para os rapazes, que tentavam sempre espreitar e ver as meninas…), termos maioritariamente professoras, e estarmos sob a tutela de uma vice-reitora (…). A disciplina era implacável, tendo nós a sensação de que o reitor buscava o mínimo pretexto para nos colocar dali para fora.» (Ana Paula Russo)

Em 1971 chegavam ao Liceu Camões, de uma assentada, mais de cinco centenas de raparigas. [Read more…]

Mas tem todos os defeitos

Cavaco:

Faltam-me algumas qualidades dos políticos.

Depardieuvosky, o russo

Comemorando o aniversário do seu amigo Ramzan Kadyrov, ditador da Tchetchénia, o veterano actor representa em total improviso o mais complexo papel da sua carreira: o de idiota com passaporte russo.

Para o enredo ser mais melodioso, já canta em dueto com a filha do tirano do Uzbequistão.

Aguarda-se uma viagem de Depardieu à Coreia do Norte, para gáudio e aplauso da nossa direita que o idolatra enquanto foragido ao fisco, tal como sempre o admirou quando actuava em filmes subsidiados pelo estado francês.

Grécia, Portugal, Espanha

Por esta ordem. Campeões no empobrecimento rápido em 2013. Com Portugal à frente da Síria.