Submarino nuclear russo
Calados que nem ratos
Depois de anos a gritarem que o PS não tinha ideias para o país – e do PS a cair na esparrela, eis que há meses não se ouvem os ministros desastre deste governo e que o PM se recusou a mudar. Onde andam Crato, Paula Teixeira da Cruz e aquela da administração interna? E que é feito do ministro da propaganda, Poiares Maduro, quando é a altura em que esta mais se intensifica? E porque razão fugiu Passos Coelho a uma entrevista (RAP) e a um debate com todos os candidatos? A razão é simples. O governo não quer prestar contas sobre o que fez durante quatro anos nem apresenta um programa concreto para os próximos quatro.
A contra-medida para este esconder-se e esperar que passem despercebidos? É aparecer, dar entrevistas, falar e lembrar que a outra parte está calada que nem um rato. É preciso tirá-los da toca.
O governo é o responsável pela solução BES
Sem o aval do representante do accionista para isso mandatado, o governo, nunca a CGD teria entrado com os milhões para a solução BES. Caem por terra os argumentos do governo sobre ter sido responsabilidade do Banco de Portugal a escolha da solução BES.
Miguel Macedo com visto para Évora?
Miguel Macedo foi ontem interrogado pelo Ministério Público no âmbito do caso dos Vistos Gold. Oficialmente arguido, o ex-ministro do actual governo é suspeito de três crimes de prevaricação de titular de cargo público e um de tráfico de influências.
Fazendo uso da retórica subterrânea que alimenta as Marias Luz desta vida, poderíamos iniciar um processo de colagem de Miguel Macedo a Pedro Passos Coelho, na exacta mesma medida em que José Sócrates vem sendo colado a António Costa. Mas não vale a pena ir por aí. Passos Coelho já terá muito com que se preocupar quando a imunidade que o protege deixar de existir e a Tecnoforma voltar à ordem do dia. Até lá, o julgamento a que o primeiro-ministro estará sujeito prende-se mais com o exercício das suas funções e não tanto com o que os seus correlegionários supostamente fizeram. Ainda que, é certo, Macedo sempre tenha sido um dos homens mais próximos de Passos Coelho. [Read more…]
Paulo Portas, mestre do bluff e da evasão
Num debate onde a moderadora Ana Lourenço e Catarina Martins procuraram debater a situação real do país, Paulo Portas socorreu-se de um discurso evasivo dedicando seguramente metade da sua intervenção a empurrar a sua adversária para a situação grega e para o Syriza. O resto foi o auto-elogio do costume, com indicadores manipulados aqui e ali, e a tão sua dualidade de critérios que lhe permite refugiar-se por trás do memorando para justificar o desastre social em que o seu governo mergulhou o país para de seguida ignorar o impacto crise internacional no crescimento desenfreado da dívida pública portuguesa durante o mandato socialista ou até afirmar que nada podiam fazer contra a agenda imposta pelos credores no que a reformas laborais geradoras de precariedade diz respeito para depois dizer que conseguiu contrariar essa mesma agenda para que a TSU dos idosos não avançasse. [Read more…]
Hoje a Trofa ficou mais pobre.
Hoje é um dia triste. Estive na Trofa a assistir às cerimónias fúnebres do Dr. Bernardino Vasconcelos. Era uma pessoa afável e simpática. Foi um prestigiado médico pediatra, exerceu funções de director no Hospital de Santo Tirso, tendo entre 1998 e 2009 presidido aos destinos da Câmara Municipal da Trofa, em representação do PSD. Foi, entre 1995 e 1998, também deputado na Assembleia da República.
Esteve, desde a estaca zero, na fundação do Município da Trofa. Um Concelho muito deficitário porque foi ao longo de muitos anos o parente pobre de Santo Tirso.
O Dr. Bernardino Vasconcelos conseguiu construir um concelho novo, criar diversas infraestruturas ao nível da rede escolar, desportiva e social. As suas maiores preocupações foram sempre a educação, o desporto e a acção social. Não fez tudo bem feito, mas fez muito pela Trofa. Paz à sua Alma!
Corrupção limpa os céus de São Paulo
O Triângulo: Passos Coelho, António Costa e o “ regressado “ Sócrates.
Ontem o jornalista Sérgio Figueiredo escreveu, no Diário de Notícias, mais uma vez, um excelente artigo de opinião que faz uma análise da campanha eleitoral, analisando o triângulo político Pedro Passos Coelho, António Costa e o agora “regressado “ José Sócrates.
Sempre com uma grande lucidez e pragmatismo escreveu que António Costa
perdeu o amigo do peito. Não deu o peito às balas. Também não fez amigos por isso. Só da onça: a sonsa, os patetas, os alegres de sempre e os ratos do costume. Do Largo do Rato sempre fugiram quando a água entra. Costa mete água, muito PS mete nojo. Cambada de camaradas! E, para eles, a caminhada para o dia 4 de Outubro foi-se tornando cada vez mais penosa. Pior que as sondagens, que os castigam, só as imagens de um candidato que perdeu o brilho e a cor.
O processo eleitoral interno, a sua eleição atribulada e a saída de António José Seguro deixou marcas para o seu futuro político, pelo meio teve a detenção e todo o processo judicial que envolve José Sócrates que na passada sexta-feira deixou o estabelecimento prisional de Évora passando para o regime de prisão domiciliária. Agora que entramos no último mês de campanha verifica-se que António Costa é um homem sozinho, que não uniu os socialistas em torno do seu projecto político, a dinâmica de vitória parece que desapareceu, perdeu toda a sua auréola política de vencedor que o acompanhava, desde a Câmara de Lisboa, e o seu principal adversário, Pedro Passos Coelho, com quem esperava debater o futuro do país “ desapareceu “ da campanha eleitoral. [Read more…]
Bin Laden vivo e de boa saúde
a desfrutar de uma vida faustosa nas Bahamas, financiada pela CIA. É o mais recente assobio de Edward Snowden.
Hoje, em dia de protesto dos taxistas contra a Uber…
… tenho a dizer que os apoio e não os apoio.

Apoio, porque o que a Uber está a fazer é competição desleal. Um taxista precisa de ter carta de profissional, está obrigado a licenças diversas, tem que realizar inspecções automóveis específicas e paga diversos impostos sobre a sua actividade comercial. A nada disto está a Uber sujeita. É apenas uma mundialização do trabalho precário, sem os encargos a que os restantes estão sujeitos. Se a Uber quer estar no negócio, tem que jogar pelas mesmas regras que estejam em vigor para o transporte de passageiros.
Mas também não apoio os taxistas por causa dos diversos truques que praticam para enganar os clientes. O mais recente deles consiste em ter carros nos aeroportos que têm lotação superior a quatro lugares e que, por isso, são bem mais caros. É vê-los nas chegadas na Portela, por exemplo, às vezes em igual número aos restantes táxis de quatro lugares, a levarem um único passageiro e sem que este seja avisado de que irá pagar mais do que o que precisa pelo serviço. Sim, está um discreto aviso colado na vidro do carro. E quem não lê, azar. É isso, não é, ó xicos espertos dos truques? Eu quando me calha um desses na rifa, simplesmente digo que não vou e chamo um carro normal. Ainda não houve uma única vez em que não fosse mal tratado por o fazer.
Não pronunciarás o nome de Sócrates durante a campanha
Yevgeny Yevtushenko terá um dia dito que “O verdadeiro hipócrita não é o que dissimula, mas o que tenta persuadir os outros daquilo em que ele não acredita.”. Parece-me ser o caso de vários membros da corte passista, monarca incluído, que se têm esforçado convencer os portugueses que não pretendem trazer José Sócrates para a campanha quando esse é precisamente o seu principal trunfo eleitoral. E que, de cada vez que insistem na ideia, mais ou menos todos os dias, estão precisamente a fazê-lo. [Read more…]
Procura-se Cidadão Português

1315/7- famille d’ immigrés portugais dans bidonville de la région parisienne – 1964
©Gerald Bloncourt
Nascido em Portugal ou no ultramar nos últimos 30 a 45 anos que não tenha na sua família um único caso de emigração nos últimos 60 anos. Obrigado e podem juntar-se ao debate antes que o facebook pegue fogo.
O Processo de Josef K. Sócrates

Dificilmente alguém me poderá achar um defensor dos mandatos de Sócrates, como facilmente se constata. Pelo que me sinto ainda mais legitimado para afirmar que o processo de Josef K. Sócrates, há dez meses preso sem acusação, representa a ruína do Estado português. Sim, é o estado que o próprio administrou durante seis anos, sem que tenha resolvido os respectivos problemas crónicos – da mesma forma que não o fizeram nem este, nem os anteriores governos, acrescente-se. Não é esse o ponto. A questão em causa é que a um cidadão, seja ele culpado ou inocente, pode ser retirado um dos seus mais preciosos bens, o tempo de vida em liberdade, sem que lhe seja feita uma acusação concreta da qual ele se possa defender. Pode acontecer a vós, leitores, e lembrai-vos que talvez não tenham a mesma máquina mediática que, um dia, conduzirá este caso à prescrição. Pensai em vós antes de vos regozijardes por um adversário estar preso.
Uma palavra final para o PSD e para o CDS. Talvez ganhem alguns votos no imediato mantendo o tema Sócrates na agenda, como o fazem sistematicamente nos vossos perfis falsos do Facebook e com as sucessivas declarações politicamente correctas a lembrar que não comentam os temas da justiça, como se isso já não fosse comentar e, além disso, até comentando de facto, como fez o vosso avançado Paulo Rangel. Lembrem-se que os vossos telhados de fino cristal não resistirão a uma mão cheia de brita arremessada quando saírem do poder.
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Carta do Canadá: Mundo, que te fizemos nós?
Éramos humanos espalhados pelo Norte de África, pelo Médio Oriente, pela África a sul, que viviam sem que os humanos doutros continentes o soubessem. A noite dos séculos foi rasgada por uns homens que chegaram até nós em barcos, munidos de lanças e de fuzis. De repente, eles souberam de nós. E nós soubemos que havia outro mundo e outras gentes. Eles vinham vestidos, nós estávamos nus. Sem pedirem licença para ficar, eles ficaram. Tivemos medo e eles fizeram de nós servos. Noutros lugares havia humanos com civilizações antigas. Tiveram curiosidade e desejaram negociar. Acabaram dominados. Os novos senhores descobriram as riquezas do subsolo e provaram que eles é que sabiam extraí-las, não nós. Os minerais valiosos eram metidos em barcos e levados para onde a riqueza entendia a riqueza. Nós ficámos calados perante tanta superioridade. Tudo quanto quiseram, levaram. Nós continuámos descalços, semi-nus e sujos. Lá longe, onde a riqueza entendia a riqueza, bebiam café, punham açúcar, bebiam cacau, faziam chocolates finos, inventavam a mais requintada doçaria, tornavam a sua gastronomia mais apetecível com as nossas especiarias, e por isso todo um comércio milionário foi erguido entre países. Um dia concluíram que precisavam dos nossos braços para trabalhar noutras terras, as da América, ao norte e ao sul. Fomos arrebanhados como gado e metidos em porões de navios, com grilhetas nos pés. Escreveram, com chicote e sangue, a grande tragédia da escravatura. Sofrimento intolerável que levou os escravos a ousarem a revolta. Finalmente, veio a alforria, conquistada com a maior dor. Fomos andando na vida e no mundo, aprendemos a ler, e percebemos por que, em alguns lugares, não nos deixavam ir mais além no saber, nos reduziam à marginalidade. Viver com o racismo passou a ser a regra.
Praça da Europa
Velhas e novas canções europeias, unidas na diversidade. Uma ideia de Viriato Teles. Todos os dias na Antena 1, seis minutos antes das notícias das 13h00 e das 16h00.
Reality Showcrates II: o regresso do jornalismo de merda
O reality show favorito dos portugueses está de volta. José Sócrates viu a medida de coacção alterada para prisão domiciliária e, de repente, nada mais parece existir. Os telejornais abrem com José Sócrates e dedicam-lhe seguramente cerca de 1/3 da sua duração. Por todo o lado se discute Sócrates e tudo o resto – que conveniente – deixa de ter importância, seja a atribulada campanha para as Legislativas, a venda do Novo Banco aos camaradas do PCC, a alienação ao desbarato do património do Estado ou o futuro da Segurança Social. Já vimos este filme. [Read more…]
Crise mundial? Qual crise mundial?
Do ilusionismo ao stand-up, Pedro Passos Coelho é efectivamente um artista de variedades. Pena que o La Feria não o tenha levado…
Mais que discutir José Sócrates, há que discutir a Justiça…
José Sócrates não está abaixo nem acima da Lei, mas não é um cidadão qualquer. Desempenhando funções de Primeiro-Ministro entre 2005 e 2011, teve oportunidade de corrigir muitas injustiças e desvios do sistema judicial, mas não o fez. Está a ser vítima também de si mesmo, por inacção e omissão. Não estou obviamente a defender a condenação de alguém inocente, longe disso, um criminoso nas ruas é um erro, um inocente na prisão é uma tragédia. Aproveito apenas a mediatização deste processo para atacar a monstruosidade do sistema judicial português, que oferece prazos e garantias à acusação e poucos ou nenhuns direitos aos indiciados, antes de serem sequer acusados.
Por princípio não gosto que o Estado seja forte, aterra-me a ideia que alguém possa estar meses preso preventivamente, sem que lhe seja deduzida acusação. À excepção de presos em flagrante delito, prisão preventiva é algo que nem deveria existir. Qualquer suspeito deveria estar detido apenas 2 ou 3 dias para ser apresentado a um Juíz que deliberaria levar ou não o caso a julgamento. É assim que acontece nos Estados anglo-saxónicos onde a liberdade dos cidadãos é levada a sério e uma condenação injusta resulta sempre numa pesada indemnização à vítima do erro judicial. É assim também no Brasil, que renegou as tradições burocráticas do passado colonial, adoptando práticas modernas e mais justas.
Mas nos países latinos, o Estado é muito apreciado. “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado” é uma máxima teve a sua triste História, mas jamais teria sido levada à prática num país anglo-saxónico. Na Justiça portuguesa continua a ser aplicada e apreciada pelos vistos. PS e PSD são os grandes responsáveis pelo que não fizeram nos últimos 39 anos.
José Sócrates e o Abade de Faria
“Isto anda tudo ligado” é uma frase divina, sendo prova disso a quantidade de vezes que o povo a repete. Já lá vamos.
Neste momento, a casa em que José Sócrates exerce o seu direito à prisão domiciliária está cercada de jornalistas que se dedicam à adivinhação, o que faz sentido, tendo em conta que não há jornal ou televisão que não tenha o seu astrólogo ou cartomante.
Entretanto, os canais noticiosos dedicam-se a filmar microfones, o que nos tem permitido saber ingredientes de uma pizza e pouco mais, embora não devamos subestimar a cozinha mediterrânica. Não me espantaria que hoje Marcelo Rebelo de Sousa se dedicasse a uma análise semiótica do fast-food socrático.
Mas não chega. Neste mundo em que a Comunicação Social mantém relações próximas com as artes divinatórias, ainda ninguém explicou por que razão José Sócrates foi viver para uma rua que homenageia o Abade de Faria. É que isto anda tudo ligado. [Read more…]
As origens da tragédia…
O século XX mostrou que exceptuando os casos de legítima defesa após agressão, a intervenção militar por parte de potencias em solo estrangeiro nunca trouxe bom resultado. O século XXI trouxe mais do mesmo. Mesmo à luz do 11 de Setembro seria no máximo aceitável um ataque punitivo ao governo do Afeganistão, mas jamais encontrarei justificação para a intervenção militar no Iraque em 2003, ao invés do que acontecera em 1991, mas com uma substancial diferença, nessa altura, alcançado o objectivo de libertação do país invadido, desbaratado o exército invasor no deserto, a coligação internacional deu por concluída a missão. Não existia qualquer ligação do Iraque aos atentados do 11 de Setembro, muito menos armas de destruição maciça. Aliás, se falamos em armas de destruição maciça como justificação, porque não invadir Israel, Índia, Paquistão, Rússia, China ou Coreia do Norte? [Read more…]
A tempestade que semeamos
Não vale a pena insistir no óbvio, muito se tem escrito sobre ele. Que é uma catástrofe humanitária, uma fuga desesperada de quem não tem mais para onde fugir e procura um mínimo de segurança para si e para os seus. Que a Europa, que se gaba por ser o bastião da paz, da solidariedade e da tolerância tem demonstrado enormes dificuldades em lidar com o problema, incapaz como de costume de falar a uma só voz e poluída por sujeitos mesquinhos como Viktor Órban, o fascista a quem curiosamente a imprensa apelida de conservador – o facto de liderar um partido que pertence ao PPE será apenas uma coincidência – pois, como sabemos, radicais são os do Syriza. Que temos a sensibilidade de uma folha de Excel de um qualquer ministro das finanças pró-austeridade e que infelizmente ainda precisamos de ver a imagem de uma criança morta na praia para percebermos a dimensão apocalíptica da situação. Sim, já todos sabemos isso. Não nos permitimos sequer não saber. [Read more…]
Bem me parecia
que a crise dos refugiados não era um problema essencialmente europeu. É o The New York Times que o diz.

“O século XXI será espiritual. Ou não será.” (André Malraux)

André Malraux fotografado por Germaine Krull (por volta de 1930)
«O enfraquecimento ou o desaparecimento da religião parecem estar, para alguns, na origem do comunismo ou do nazismo. Será verdade que apenas um sentimento de entrega a algo que está acima e para além do ser humano pode criar as condições de tolerância e de compreensão entre os homens? Antes de mais: terão as religiões assegurado “as condições de tolerância e de compreensão entre os homens”?
Não foi o caso das religiões assíria [cujos deuses eram antropomórficos] e asteca [também politeísta, e xamanista]. (…) Algumas das leis mais atrozes foram enunciadas por sábios confucionistas; mas o confucionismo não passa de uma religião dos mortos. A mitologia grega não é edificante (…). Parece-me que há duas religiões que terão desempenhado o papel que a generalidade das pessoas considera verdadeiramente importante, as que unem o amor e a compaixão: o cristianismo e o budismo. Embora o tenham apenas podido desempenhar como deve ser durante uma parte da sua história.
O Cristo bizantino animou durante mil anos uma civilização de amor sem piedade. Dois em três imperadores bizantinos foram assassinados ou torturados. (…) No século XIII, o cristianismo ocidental cumpre um dos mais elevados destinos da História: constrange o Homem à virtude (…). Cria um herói submetido aos ensinamentos da sua fé (…) Através de Cristo, pelo seu exemplo. Mas não foi o suficiente.
Uma religião une os homens na medida em que faz de cada um próximo. Apesar de esse próximo se limitar, na maior parte dos casos, a ser um correlegionário, e, por mais superficial que tenha sido o humanitarismo do século XIX, somos forçados a constatar que coincidiu com um dos séculos menos cruéis da História… O principal adversário da tolerância não é o agnosticismo, mas o maniqueísmo: nazis e comunistas, mesmo se ateus, são maniqueístas. [Read more…]
Comboio de Refugiados Portugueses

Desde os anos sessenta e durante mais de três décadas, o êxodo português em direcção a uma vida menos miserável, teve no comboio um grande aliado. Partir de comboio para as franças não era a sorte de todos; muitos dos “migrantes” (como agora se diz) portugueses que abandonavam o remanso de uma vida pobre e infeliz atravessavam as águas dos rios de fronteira a pé enxuto ou às cavalitas de um contrabandista espanhol, alto e espadaúdo.
A fotografia acima é da autoria de Joe McMillan, foi feita em 1966 na Linha da Beira Alta, não longe de Santa Comba Dão. A fotografia mostra um comboio Lisboa-Vilar Formoso, diz o autor, onde enlaçaria com um comboio espanhol. Possivelmente, esta circulação é um dos múltiplos desdobramentos ao serviço ferroviário internacional, tal era a procura. Chegaram a ser 10 comboios por dia a deixar Portugal. Se cada um levasse apenas 700 pessoas…
A máquina lá na frente fora fabricada na América quase 20 anos antes, aparecem também carruagens espanholas e outras fabricadas na Amadora. Lá dentro, portugueses buscando refúgio na Europa.
E se nos tivessem deixado náufragos?
Arame farpado da marca espanhola Mora Salazar,
com sêlo de certificação ‘European Security Fencing’, é o fornecedor do Estado húngaro. “Limitámo-nos a fornecer o material, não fizemos a sua instalação”, afirmou o porta-voz da empresa. [canarias-semanal.org]
Religião, a mais diabólica invenção da Humanidade…
Ao longo dos séculos a fé dos povos tem sido habilmente explorada por teólogos canalhas que manipulam doutrina, incitando ao ódio e desconfiança. Se lermos os ensinamentos, cristianismo, islamismo e judeísmo apregoam a paz, a salvação. Se observarmos a prática, vemos intolerância, busca pela supremacia, utilizando muitas vezes a guerra para alcançar os desígnios…
















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