Recolha de assinaturas em Bruxelas (entre 5 e 15 de Setembro).
O medo
Então escolha lá, prefere guilhotina ou forca?
As pessoas andam inquietas. Pior do que isso andam com medo. Medo do que lhes poderá suceder com António Costa ou com Passos Coelho. Costa pede por aí “confiança”, ou seja, que não tenham medo dele. E Passos finge que as coisas voltaram, ou estão a voltar, a uma normalidade que as pessoas não reconhecem e não sentem. [VPV]

Vasco Pulido Valente meteu o dedo na ferida. Saindo-se do circuito fechado onde circula a política, ou melhor dizendo, onde circulam os que acompanham a política e que estão a par do que nela se passa, há um país que não vai além do soundbites – quando a eles chega. Vejo-o nos colegas com quem trabalho, nos amigos, nos conhecidos. Ouvem e lêem os ecos da propaganda nos intervalos do xanax de zapping televisivo mas não acompanham os temas com uma profundidade que lhes permita sobre eles reflectirem e formarem opinião própria.
Excepção à mediocridade…
A tragédia humanitária que assola a U.E. por via do fluxo migratório descontrolado, importa pouco neste momento discutir causas, estatuto de refugiado ou imigração ilegal, tráfico de seres humanos ou qualquer outro factor, veio revelar uma vez mais que não existe qualquer sentimento ou noção de identidade europeia e por consequência política comum. De novo se erguem desconfianças, receios, rivalidades e até ódios enquanto se colocam obstáculos ou constroem barreiras, alicerçados na mesquinhez e falta de escrúpulos de politiqueiros que apenas servem para consumo interno dos diversos países que compõem a (des)união. Goste-se ou não, com maior ou menor concordância quanto às suas ideias políticas, por mais que custe a muito boa gente, a excepção é mesmo Angela Merkel, única chefe de Estado ou governo a merecer a designação de estadista, tudo o resto é mediocridade sem escrúpulos ou qualquer réstea de dignidade humana…
Sócrates em prisão domiciliária
Nove meses depois, o número 44 do Estabelecimento Prisional de Évora ficou disponível. José Sócrates segue para prisão domiciliária, sem pulseira electrónica. A justiça portuguesa seguiu o seu curso natural.
Não voto Nuno Crato (II)
Nuno Crato foi um dos mais competentes Ministros de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. E, tal apreciação, é de fácil validação – que Ministro despediu mais gente?
Quem foi o Ministro que conseguiu ser mais eficaz a exterminar trabalhadores da Função Pública? Acertou!
Nuno Crato.
O primeiro ano lectivo preparado pelo sr. do plano inclinado foi o de 2011/2012. Ora, nas Escolas Públicas portuguesas no ano anterior tinham trabalhado 162625 docentes (os números são do próprio MEC). Em 2013/2014, o último ano com número conhecidos estiveram a leccionar 141850. Em dois anos 20775 trabalhadores despedidos. Conhecem alguma empresa em que isto fosse possível?
A esta hora, estará a pensar na profunda demagogia deste texto porque não estou a considerar a descida no número de alunos. No mesmo período o número de alunos nas Escolas Públicas desceu 6,24 % enquanto o despedimento atingiu 12, 77%.
Não foi a natalidade que despediu professores. Foram duas convicções:
- para Nuno Crato, menos escola pública é suficiente para formar os portugueses, porque isso de ser Doutor é apenas para alguns;
- a Escola Privada deve ser apoiada e receber mais dinheiro porque os patrões dos privados são nossos amigos.
Nunca, como nesta legislatura se assistiu ao desinvestimento na Escola Pública.
Nunca, como com Nuno Crato, o dinheiro passou da Escola Pública, de todos nós, para a Escola Privada, que é, apenas de alguns.
Pela Escola Pública, dia 4 não voto em Nuno Crato.
#naovotonunocrato
Prioridades de plástico
Se há área onde este governo tem sido competente, essa área é a das desigualdades. A promovê-las, leia-se, que a combatê-las, Passos Coelho tem sido tão eficiente como o McDonalds no combate à obesidade.
Migrantes, hoje são eles, amanhã posso ser eu ou tu.
Bloco central vale cada vez menos
Grécia: O império contra-ataca
Era expectável. Há uma semana e meia, a minha bola de cristal avisou-me que as manipulações e as mentiras sobre o desenrolar do período que antecede o acto eleitoral grego deste mês estariam de volta e eis que, a poucos dias da votação, surge o primeiro do contra-ataque do império que controla a Grécia na sombra com a divulgação de uma sondagem que coloca a Nova Democracia 0,3% à frente do Syriza nas intenções de voto dos gregos. Os jornais portugueses apressaram-se a fazer eco deste estudo (JN, Jornal de Negócios, I e Diário de Notícias) encomendado pela cadeia televisiva MEGA ao instituto GPO, o tal que permitiu, pouco antes do referendo grego, que dados incompletos de uma sondagem por si feita, que colocava o SIM 4 pontos percentuais à frente do NÃO, tenham sido divulgados antes do tempo, dando origem a um espectáculo de manipulação de opinião pública. A realidade, essa, mostrou-nos o NÃO a esmagar o SIM numa relação 61,5%- 38,5%. [Read more…]
Convenientemente depois das eleições
Não vá dar-se o caso de alguém falar, durante a abertura do ano judicial, sobre a incompetência e dolo com que a Justiça foi gerida pela inenarrável ministra laranja.
Isto tem um nome
Miúfa. Passos Coelho está a repetir a receita da múmia de belém: falar o menos possível. Medricas. Quem não deve, não teme, ó Pedrocas.
Liberalismo do PàF no seu melhor
Ryanair diz ter urgência na utilização do aeroporto do Montijo e até quer investir mas não a deixam. Nem a proposta de criar uma rota para a ilha Terceira foi aceite. Sem direito a explicações.
Sai da zona de conforto Pedro!
Depois do esquema para se esquivar ao debate a quatro, Passos Coelho deu uma nega aos Gato Fedorento e será o único líder de um partido com assento parlamentar a ficar de fora. Refugiado na propaganda, cobarde até ao fim.
Isto está tão bom que até temos espaço para mais refugiados do que os que nos pedem para aceitar

É o que se lê nas entrelinhas da mensagem do ministro da propaganda Poiares Maduro. Se fosse sincera a intenção, fazia-se só, sem necessidade do circo mediático.
Mas claro que Portugal tem espaço para mais de 1500 refugiados. Há 450 mil lugares vagos, que foram quantos emigraram depois da senda austeritária (sim, inventei uma palavra) deste governo PSD/CDS, agora confundido em jeito de PAF.
Imagem: Festas do Bodo 2015, via Farpas, com direito a sessão solene com o ministro adjunto Poiares. Parece que a festividade aguentou com a solenidade.
Não voto Nuno Crato (I)

Ensino Artístico
Nuno Crato foi um mau Ministro.
Não me enganei no tempo verbal, apesar de me ter enganado no tempo. Confuso? Eu explico.
Nuno Crato é, ainda hoje, um mau Ministro da Educação. Poderia escrever, péssimo!
Contudo, tenho um desejo muito forte de poder escrever, no dia 5 de outubro, Nuno Crato FOI um mau Ministro da Educação e por isso, caro leitor, este texto é prematuro e nasce um mês antes da data prevista para o aborto parto.
Falta um mês e não consigo conter mais o silêncio – ficar calado é fazer parte de uma maioria silenciosa que, por demissão, se arrisca a repetir um erro.
E, sobre Nuno Crato, há tanto para escrever, que corremos o risco de tornar o Aventar um blogue de educação, erro que não queremos repetir. Mas, vamos começar por analisar uma das mais recentes medidas de Nuno Crato e que se prende com o Ensino Artístico (Música, Dança, Visual).
A Constituição da República é clara – no 73º, por exemplo: “O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais.” [Read more…]
O ” resguardo ” de Joana Amaral Dias.
No mês passado a candidata a deputada do movimento político AGIR, Joana Amaral Dias, anunciou que estava grávida, sendo que até seria uma gravidez de risco, o que iria implicar um maior afastamento e resguardo na campanha eleitoral.
Quem diria depois de ver a capa desta revista cor de rosa!
“É preciso carro para dar aulas de Inglês.”
O Inglês passa a ser obrigatório a partir do terceiro ano do Primeiro Ciclo (terceira classe, para os mais desactualizados). Os professores de Inglês do Primeiro Ciclo, na maior parte dos casos, terão de dar aulas em várias escolas pertencentes ao mesmo agrupamento (essa entidade que Nuno Crato criticava antes de ser ministro).
Uma vez que essas escolas podem estar a quilómetros de distância umas das outras, é fácil imaginar que muitos destes professores de Inglês serão também motoristas de si próprios, sendo que terão de pagar do seu bolso todas as despesas decorrentes dessas deslocações, ao contrário de qualquer ministro ao serviço do governo ou de qualquer futebolista a caminho de um jogo.
Os professores, como muitos oficiais de outros ofícios públicos, são, na realidade, os grandes financiadores do próprio patrão. Aos dados que, preguiçosamente, reuni num texto de 2010, podemos, ainda, juntar pormenores como o congelamento das carreiras, os cortes salariais, os despedimentos ou a supressão de pagamento na classificação de exames. Há quem lhe chame poupança, o que me leva a imaginar que, doravante, um ladrão, ao analisar o que roubou, possa dizer “Olha o que eu poupei hoje!”
Assim, pelas estradas de Portugal, a partir deste ano lectivo, andará mais um grupo de profissionais que, para benefício dos alunos, pagará para trabalhar.
Fundamentalismo Cristão
No video em cima podemos ver uma troglodita que, sendo chefe da secretaria de um tribunal do Kentucky, se recusa a passar uma licença matrimonial a um casal homossexual, algo recorrente por aqueles lados apesar da união entre homossexuais ser legal naquele estado norte-americano. O Supremo Tribunal de Justiça já se pronunciou contra a decisão de Kim Davis, a troglodita, mas esta optou por ignorar o aviso e continua sem emitir qualquer licença.
Questionada sobre quem lhe dá autoridade para ignorar a lei e recusar-se a emitir a dita licença, a troglodita afirma estar investida da autoridade de Deus, que com certeza lhe terá falado durante a sua última alucinação. Mesmo assim, esta coisa chefia uma repartição pública apesar das legítimas dúvidas sobre se dispõe ou não de um cérebro. A diferença este isto e um troglodita que se enche de explosivos e rebenta com um mercado em Bagdad é que a troglodita em questão não tem acesso/não sabe fabricar bombas. Ela que arranje C-4 e vocês logo vêm o que ela faz com a próxima parada gay que apanhar pela frente.
A Grande Marcha do Yuan
O proletário na foto é Guo Guangchang, um homem remediado que, tal como tantos outros remediados dessa grande nação comunista que é a China, cresceu à custa de muito esforço e dedicação à luta anti-capitalista no seio do Partido Comunista Chinês. Com investimentos aqui e acolá, Guo trouxe a Grande Marcha do Yuan até ao extremo-ocidente da Eurásia e, depois da Espírito Santo Saúde e da Fidelidade, este camarada poderá muito bem ser o próximo dono do Novo Banco. [Read more…]
O aviso chinês:
Como se sabe, ter um banco público é um problema.
Isto é o que se depreende das palavras de sua excelência, a ministra das finanças, Maria de sua graça, quando justificou a bronca que fizeram quanto à falência do BES, dizendo que os portugueses serão chamados a pagarem o buraco por terem um banco público.
Por isso, o governo PSD/CDS vai criar um novo banco público, o Banco de Fomento.
Agora, escolham. Ou a justificação da ministra é absurda, ou estão errados ao criarem um novo banco público. Ou então, como é o caso, aplicam-se ambas as explicações.
Paulo Portas, o maior ” artista ” português.
Este é um pequeno vídeo biográfico sobre, Paulo Portas, o maior ” artista de variedades ” da política portuguesa.
Estamos a falar de um multifacetado ” artista ” que conquistou, ao longo de 18 anos de carreira, os mais diversos públicos, desde o estilo romântico, passando pelo rock, o pop, o gospel, o psytrance, o techno, sem esquecer claro o nosso fado. Haja uma eleição que o ” artista ” toca o ritmo que está na moda.
Os seus fãs pensavam ser tudo cantado ” ao vivo “, até que agora perceberam que tudo não passaram de muitos e muitos ” playbacks “.
Esta supresa abalou o país. A desilusão está instalada nos seus fãs que parece ser ” irrevogável “. E agora a pergunta que todos colocam é só uma: como vai Paulo Portas conseguir sair desta?
É para mim inconcebível que o PSD tenha feito uma coligação pré-eleitoral com este ” artista de variedades “. Entendo que estamos perante uma coligação PSD / Paulo Portas e não uma coligação entre dois partidos políticos.
fonte: vídeo de Luis Vargas
«Europa
gastou 1800 milhões para fechar fronteiras e só 700 para ajudar os refugiados». [esquerda.net]
Um mar cheio de nada
«O mar (…), numa invocação tão vaga quanto a relação que estabelecemos com ele (…), está em destaque nos anteprogramas de governo dos partidos do “centrão” que, embora omissos e fantasiosos (…) inscrevem a “aposta no mar” nos seus títulos mais salientes. Se entrarmos mar adentro, para sentirmos de que mar afinal se trata, depressa concluímos que é [de um] mar pretensioso e hipermoderno que se fala, como se a economia marítima que temos não fosse outra.(…) O novo Governo terá uma boa oportunidade (…) para recuperar organismos como a Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar e o Fórum Permanente para os Assuntos do Mar, que se encontram ostensivamente bloqueados. (…)» Álvaro Garrido, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na edição de Agosto de 2015 do Le Monde Diplomatique/versão portuguesa.
Refugiados:
prossegue a ignomínia.

Mais sírios naufragados que foram dar à costa.
Um menino, ontem, em Bodrum, na Turquia.
Dêmos ou demos? Porto Editora aconselha a grafia de 1945
Volto a deambular, indeciso entre o choro e a gargalhada, pela página que a Porto Editora criou para responder a dúvidas frequentes sobre o alegado acordo ortográfico (AO90).
Desta vez, houve duas entradas que me chamaram a atenção: 18. Já não é obrigatório colocar acento em formas do passado como ganhámos? e 21. A forma verbal dêmos do conjuntivo deixa de ter acento?
Em ambas as respostas, os autores remetem para o texto do AO90, o que está de acordo com os objectivos da página, aparentando coerência. Na verdade, o acento nas formas referidas era obrigatório e passou a ser opcional. O leitor acentuou? Está certo. Não acentuou? Está igualmente certo.
No que respeita ao cor-de-rosa, a Porto Editora defende que se possa escrever com ou sem hífenes, contrariando o texto oficial do AO90 e socorrendo-se do VOP, ou seja, quando o chamado acordo ortográfico obriga a que se mantenha a grafia de 1945, o VOP estipula uma dupla grafia, sendo que uma delas estaria sempre errada à luz de qualquer um dos dois acordos ortográficos mais recentes.
A mesma Porto Editora, confrontada com a possibilidade de não se usar acentos nas formas verbais acima mencionadas, recomenda, agora, que sejam acentuadas, mesmo que o AO90 seja preguiçosamente indiferente a isso. [Read more…]















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