
À séria
17/01/2016 by
Começou por ser ouvida no mundo comentador, foi ganhando seguidores e hoje encontrei a expressão “à séria” num texto jornalístico.
O projecto Jovem Autarca segue os passos das eleições à séria. [P]
O artigo é sobre uma jovem de 15 anos que venceu a segunda edição da iniciativa Jovem Autarca, promovida pela Câmara da Feira. Talvez, dado este fundo de juventude, a autora tenha optado por uma linguagem coloquial. Pessoalmente, acho a expressão feia e tenho pena que vá ganhando terreno, inclusivamente na comunicação escrita.
Paralelamente a esta nota, aproveito para felicitar a jovem Margarida pelo resultado do que me pareceu ser uma campanha com toque profissional.

Imagem: Facebook da candidata
Educação: o que há para mexer
17/01/2016 by
É um lugar comum em Portugal – na Educação mexe-se muito e essa instabilidade é um dos problemas mais decisivos para as dificuldades que, em particular a Escola Pública, vai sentindo. Costumo dizer que a Escola funciona apesar do Ministério da Educação.
E, em boa verdade, nunca a Escola mudou tanto como com Nuno Crato que fez letra morta da Lei de Bases do Sistema Educativo (uma espécie de Constituição para a Educação), o que, na ausência de um tribunal constitucional para o sector, permitiu todo o tipo de barbaridades. E, quando atribuo a Nuno Crato esta capacidade falo do centro da Escola, da sala de aula, dos conteúdos, daquilo que é suposto os alunos aprenderem.
Com a mudança de governo chegou um Ministro com um perfil surpreendente – um jovem cientista que passou uma parte importante da sua vida fora do país e de quem, em boa verdade, nunca se ouviu ou leu, uma linha sobre Educação. Nos primeiros dias manteve um silêncio que se mostrou prudente e, há uns dias, quando falou, na Comissão Parlamentar, revelou uma surpreendente capacidade política que é, em boa verdade, aquilo que se exige a um Ministro – ser político.
Mas, o primeiro momento verdadeiramente político aconteceu com a comunicação às escolas da proposta de alteração na avaliação do ensino básico – repito o que antes escrevi: é um texto que subscrevo integralmente e, nem sequer sou muito sensível aos argumentos de quem diz que a mudança, a acontecer, deveria coincidir com um ano lectivo. Levar essa regra ao extremo impediria o Ministério da Educação de trabalhar de setembro a julho e, em boa verdade, errado seria obrigar alunos a fazer uma prova que está completamente desajustada.
Tiago Rodrigues tem em mãos uma tarefa ingrata. Até Nuno Crato houve um acordo não escrito entre o PS e o PSD para gerir as grandes questões da Educação, nomeadamente ao nível curricular – foi havendo uma linha condutora que Nuno Crato, de forma radical, quebrou. O novo Ministro tem, por isso, muito onde mexer: [Read more…]
Descubra as diferenças entre um salário de um médico e de um motorista de… um ministro
17/01/2016 by
Temos que ser intelectualmente honestos. O nosso País paga a um ministro menos de 5000 euros e a um presidente de câmara, em média, cerca de 2000 euros líquidos, salários muito abaixo das suas responsabilidades.
Como podemos ter com salários destes os melhores na vida politica?
O mesmo País paga € 2008,45 a um médico especialista anestesiologista, num hospital publico, que investiu nos seus estudos mais de 20 anos.

Como conseguimos com estes salários manter os melhores médicos no serviço nacional de saúde?
O ” lixo televisivo ” chegou hoje à NOS
16/01/2016 by
Agora ao fazer zapping deparei-me com a presença da CMTV no canal 8 da NOS. O ” lixo televisivo ” entrou hoje, sem convite, em minha casa mas já estou a tratar de bloquear o canal.
Marcelo Rebelo de Sousa – ontem, hoje e amanhã
16/01/2016 by

Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas e Marcelo Rebelo de Sousa. Ontem, hoje e amanhã, Marcelo é a direita, representa a direita e será mais um presidente da e para a direita. E não há mal nenhum nisso: é uma opção legítima que a democracia lhe permite. Mau seria se lhe descobríssemos um rabo-de-palha como os vários que têm os restantes convivas citados. Até ver só más companhias, fascistas e corruptas, mas ter familiares e amigos de fraca índole ainda não é crime. Nem, tanto quanto sabemos, prejudica o erário público. Ser amigo de Ricardo Salgado não é a mesma coisa que andar a fazer negócios suspeitos com os fraudulentos do BPN ou orientar amigos com fundos europeus numa Tecnoforma perto de si. Mas não nos venha o senhor vender paleio de saco pré-eleitoral. Não nos tente negar que representa a direita com palavras vazias e comícios na Voz do Operário. Marcelo é a direita, representa a direita e será mais um presidente da e para a direita. Ontem hoje e amanhã.
Carro-chefe à deriva
16/01/2016 by
Foi consensual que, no período em que a crise das dívidas soberanas estava no centro das atenções da UE e do público, foi Merkel, através do seu Ministro das Finanças, Schäuble, quem impôs o rumo da austeridade; a Alemanha, com a força do seu peso económico, obrigou os países cuja dívida era insustentável às eufemísticas “reformas” – algumas até necessárias (p. ex. medidas contra a fuga ao fisco), mas outras absolutamente inaceitáveis (p. ex. privatizações, cortes na saúde pública, etc.). Bem clara foi a tomada de partido em favor do capital e contra os cidadãos, aquando dos resgates bancários. O que se mostra agora também claramente, é que a posição da Alemanha só prevaleceu porque era isso mesmo que os outros membros do clube queriam, os governos europeus de maioria conservadora, que mais não fizeram do que aproveitar para se encarrilarem atrás da locomotiva que não temia assumir o papel de mazona. A Grécia, que ousou entrar no ringue para mudar esse estado de coisas, viu-se pura e simplesmente isolada e foi reduzida à sua insignificância. [Read more…]
Afinal a culpa no caso Banif foi do governo de Passos e Portas ou da TVI?
16/01/2016 by

No dia 12 de Dezembro de 2014 a Comissária Europeia, Margrethe Vestager, solicitou ao anterior Governo, através de uma carta dirigida à ex-ministra das financas Maria Luis Albuquerque, que apresentasse um plano de reestruturação credível para o Banif até Março de 2015, que incluia até uma proposta concreta elaborada pela Comissão Europeia.
Esta proposta apresentada pela Uniao Europeia permitiria ” recuperar totalmente a ajuda concedida pelo Estado ou pelo menos remunerá-la adequadamente “.
O governo de Passos Coelho e Portas foi avisado que, caso não apresentasse um plano de reestruturação para o Banco, seria aberta pela Comissão Europeia uma investigação ao Banif.
Como o plano nunca foi entregue pelo anterior governo à Comissão Europeia, esta tal como tinha avisado, deu início, em Julho de 2015, a uma investigação ao Banif.
Perante estas sucessões de factos, no dia 20 de Dezembro, o actual primeiro-ministro António Costa anunciou uma medida de resolução para o Banif que deu origem à venda do Banco ao Santander por 150 milhões de euros.
Esta operação deu origem a uma perda, no mínimo de 3 mil milhões de euros, para os contribuintes portugueses.
Agora expliquem-me, por favor muito bem, mesmo com um desenho, se a responsabilidade pelo que se passou no caso Banif foi do anterior governo português ou da TVI?
Porque pagamos tanto por combustíveis?
16/01/2016 by

Em Janeiro de 2014, o preço barril de Brent, referência para Portugal, rondava os 102€. Por cá, um litro de gasolina sem chumbo 95 custava em média 1,37€ ao passo que um litro gasóleo se situava nos 1,20€. Dois anos volvidos, com o barril de Brent a ser negociado por 29,18€, o valor mais baixo desde Dezembro de 2003, o litro de gasolina sem chumbo 95 custa em média 1,36€ e o de gasóleo 1,07€. Temos portanto uma descida superior a 70% no preço do barril por comparação a uma descida inferior a 1% na gasolina e de cerca de 11% no gasóleo. Apesar da esmagadora carga fiscal associada ao preço dos combustíveis, serei eu o único a achar que algo aqui não bate certo?
A imunidade do homem que está em todas
16/01/2016 by

Em Outubro passado, o Ministério Público emitiu um mandado de captura internacional com o objectivo de deter Hélder Bataglia, presidente da ESCOM, por suspeita de ter transferido vários milhões de euros para uma conta de Carlos Santos Silva, o famoso mecenas de José Sócrates, milhões que tinham como destinatário o ex-primeiro-ministro, como alegado pagamento de luvas relacionado com o processo Vale do Lobo, do qual é accionista. Refugiado em Angola, onde os negócios da ESCOM continuam a rolar, Bataglia está protegido pela lei angolana que impede a extradição de cidadãos angolanos, nacionalidade que partilha com a portuguesa. [Read more…]
A observadorização da TSF
16/01/2016 by
David Dinis será o próximo director da TSF. A direita reforça assim a sua enorme influência na comunicação social nacional, supostamente de esquerda. Para quando Helena Matos e José Manuel Fernandes no comentário político?
O ” messias ” Francisco Assis ficou sem espelho em casa
15/01/2016 by

O auto-denominado ” messias ” do Partido Socialista, Francisco Assis, acusa o agora candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa de ” messianismo “.
Ainda não vai muito longe o jantar da Bairrada, após as últimas eleições legislativas, em que o anfitrião Francisco Assis reuniu os amigos João Proença, José Junqueiro, Eurico Dias Brilhante, António Galamba, Manuel dos Santos e até Narciso Miranda para debaterem o futuro do PS e do País.
Na altura o País rapidamente percebeu que o único objectivo do repasto era criar uma solução ” messiânica ” à volta de Francisco Assis de forma a tentar fazer cair António Costa no Partido, bem como a solução governativa que estava a construir com o apoio parlamentar do BE, do PCP, Verdes e o PAN.
Aliás consta mesmo que este foi o jantar que teve muito mais ” leitão ” que convidados. Atendendo ao inequívoco insucesso da iniciativa política rapidamente o ” leitão ” deixou de fazer parte da ementa – leia-se agenda política do ” messias ” Assis – para se colocar ao lado do novo Primeiro-Ministro, António Costa.
Agora que a festa é outra – leia-se eleições presidenciais – estará Francisco Assis a pensar organizar um novo jantar na Bairrada agora de apoio a Maria de Belém?
Três questões sobre a candidatura de Assunção Cristas à liderança do CDS-PP
15/01/2016 by

Assunção Cristas anunciou ontem que se candidata à liderança do CDS-PP por três razões. Uma delas tem a ver com a sua preocupação com o país e com o “desgoverno que torna tudo aparentemente fácil“. Três questões:
- Será que a senhora acredita mesmo que a sua passagem de vice-presidente para presidente do CDS-PP terá algum impacto no país e na oposição ao actual governo, principalmente se considerar o peso residual do seu partido, que com a saída de Paulo Portas se acentua ainda mais?
- Será que esta Assunção Cristas se teria coligado em 2011 com o PSD que tornava tudo “aparentemente fácil“, e cujo líder vendia ao país uma interessante colecção de contos para crianças que garantiam não ser necessários cortes em salários e pensões, aumentos de impostos ou venda ao desbarato de património do Estado?
- Será que, caso chegue a ministra de um governo chefiado pelo próximo Passos Coelho, seduzida pelo discurso “aparentemente fácil” referido no ponto anterior, demonstrará a mesma preocupação com o país que o seu antecessor e se demitirá irrevogavelmente na eventualidade desse Passos Coelho substituir o ministro das Finanças por outro que a futura líder do CDS-PP não goste, para de seguida emergir como vice-primeira-ministra, não sem antes provocar uma quantidade significativa de danos avultados na bolsa de valores e nos juros da dívida?
Fico com dúvidas se Assunção Cristas saberá ao que vai mas suspeito que me vou divertir bastante. Que Jesus a guie, esse que a inspirou a “nunca ter medo de se meter com gente pouco recomendável“. Nunca tal inspiração fez tanto sentido como agora.
Bem-vindos a Espinho e ao hóquei!
15/01/2016 by
A Nave Polivalente de Espinho vai receber hoje, amanhã e domingo, o Indoor Championship II, organizado pela Federação Europeia de Hóquei, que privilegiou mais uma vez Portugal ao nível de Organização de excelência.
Portugal, que conquistou em rinque, há dois anos, a prerrogativa de participar nesta Divisão, vai, agora e por um lado, defender a sua posição neste escalão, e, por outro, estará atento às hipóteses que a prova vier a conceder-lhe em termos de poder sonhar com a subida à Divisão “A”. [Read more…]
Alan Rickman, a voz
14/01/2016 by
Para os fãs de Harry Potter, morreu Snape, papel desempenhado por Alan Rickman. Muito antes de se ter celebrizado por andar a dar aulas de magia em Hogwarts, a voz e a presença deste actor deram corpo àquele que é, na minha opinião, o melhor Xerife de Nottingham da História do meu Cinema, mesmo se o filme era, no mínimo, sofrível. Reencontrei-o num teledisco dos Texas, com Rickman a encher a história com um sereníssimo mutismo.
Mais do que as suas qualidades como actor, no entanto, foi a voz que me marcou (a voz perfeita, como pude ler numa ligação encontrada no mural da Carla Romualdo). Timbre, força, serenidade, veludo escuro, a voz de Rickman transforma a de qualquer outro homem num soprano esganiçado. No meu arquivo sonoro, coloco-o na mesma sala das de Richard Burton ou de James Mason.
Ao ouvir o soneto 130 de Shakespeare, fico com a certeza de que o próprio Bardo está, neste momento, a pedir a Alan Rickman que não pare de o recitar. Ouça-se. [Read more…]
O Senhor Helton
14/01/2016 by

Foto: José Moreira, Record
Como qualquer benfiquista normal, regozijo-me com os desgraçadamente poucos desaires do Futebol Clube do Porto e tenho uma saudável tendência para odiar jogadores, treinadores e dirigentes portistas.
Infelizmente, como gosto muito de futebol, passo por momentos em que consigo apreciar as qualidades do inimigo da Invicta. Por isso, já tive o doloroso privilégio de ver jogar artistas como Oliveira, Gomes, Futre, Madjer, Domingos, Aloísio, Hulk, Falcao e muitos outros. Ainda assim, apesar das virtudes desportivas, tive várias ocasiões para abominar pessoalmente muitos deles, para sossego do meu benfiquismo. [Read more…]
Na mouche…
14/01/2016 by
Isto vai acabar mal…
14/01/2016 by
Concessões obscuras para esburacar e contaminar o Algarve
14/01/2016 by
As negociatas para maximizar a entrada de receitas resultantes da venda de bens públicos nos cofres não se têm detido, já há vários anos, em detalhes como a transparência perante cidadãos e até mesmo perante autarcas municipais. Foi isso o que aconteceu no caso das concessões para prospecção de petróleo e gás natural. Segundo Elvira Martins do movimento Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) “estão assinados quinze contratos em todo o país e as áreas que estão ainda para concessionar são enormes, quatro ou cinco vezes a área de Portugal Continental“. [Read more…]
O regresso da fraude na indústria automóvel
14/01/2016 by
Nuno Melo, nem hoje, nem nunca
14/01/2016 by

foto@globalimagens
Apesar de ter todas as condições internas para ser o futuro líder do CDS/PP Nuno Melo afasta-se da corrida à liderança do seu partido. Confesso que nem tomei muita atenção aos argumentos apresentados porque sempre achei que assim seria.
Nuno Melo não vai ser candidato agora, nem nunca à liderança do CDS. Esta é a minha convicção. Ainda bem que o próprio tem consciência das suas próprias condicionantes. Infelizmente muitos não tem esta lucidez. A ambição tolda a muitos o bom senso e o pensamento. Penso que faz bem apoiar Assunção Cristas, mas também não lhe restaria outra opção.
E com esta nova liderança parece-me que o partido vai afastar-se da linha PP centrando-se mais no plano ideológico do que foi no passado o CDS. Um partido menos liberal e mais democrata-cristão.
Portugal, the way forward? Dois países?
14/01/2016 by

Estive a ler com cuidado um documento produzido pelo IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da dívida Pública) – denominado “Portugal: the way forward”, a instituição responsável pela gestão da dívida pública, com a data de 8 de Janeiro de 2016. É um documento verdadeiramente surpreendente. Recordo que esta agência é tutelada politicamente pelo Ministério das Finanças, pelo que a Presidente do IGCP (Isabel Casalinho) deve ter validado este documento com o ministro Mário Centeno: qualquer outro cenário não faz o menor sentido. Não é só a questão da tutela política. É que o IGCP tem como missão garantir o financiamento do Estado nos mercados internacionais e garantir que ele se faz nas melhores condições, o que é particularmente crítico neste momento em que existem “conflitos” com investidores devido às recentes decisões no Banif e no BES, mas também porque a dívida do Estado é muito alta (superior a 130% do PIB) o que gera desconfiança sobre Portugal. [Read more…]
O sector, o setor, o projecto e o projeto: bem-vindos a Portugal
14/01/2016 by
Obviamente, o vencedor do concurso é o Jornal de Negócios.
A revolução bolivariana chega ao Banco de Portugal
14/01/2016 by

Durante meses, os profetas da desgraça leais ao anterior governo anunciavam a catástrofe que adviria de um governo de esquerda. Após as eleições, e principalmente depois da implementação da solução encontrada à esquerda, os mesmos catastrofistas hastearam a bandeira do caos que se instalaria na economia portuguesa, que para sua enorme tristeza tardava e tarda em chegar. Nem a queda do BANIF, que o anterior governo se esforçou por mascarar e adiar para que o inevitável não prejudicasse o resultado eleitoral, teve o impacto esperado nos juros da dívida. [Read more…]
Em memória de Goebbels
14/01/2016 by

A União Europeia meteu os ditos no sítio e tomou uma decisão inédita para contrariar o ímpeto totalitário do governo polaco que é conservador mas que aparentemente não é radical. O objectivo é dialogar com o país para tentar reverter a sua deriva extremista de querer controlar a imprensa estatal e condicionar a acção do Tribunal Constitucional. Caso o diálogo não resulte, a Comissão Europeia pondera a aplicação de sanções.
A resposta do governo polaco não se fez esperar. Pela voz do ministro da Justiça Zbigniew Ziobro, o executivo de Varsóvia acusou o vice-presidente da Comissão, Frans Timmermans, de “persuasão de extrema-esquerda“. Resta saber se Bruxelas terá com os polacos o mesmo músculo que demonstrou ter com outros povos rebeldes do sul da Europa. Contudo, não deixa de ser curioso que o país que no passado foi invadido e massacrado pela Alemanha nazi se veja agora em apuros por querer ressuscitar a memória de Goebbels. A história tem destas ironias.
Política: Cá se fazem
14/01/2016 by
Uma candidatura a Presidente em cima de uma candidatura a Primeiro-Ministro. Ora, são os dois iguais, mas há um mais igual que outro.
Enorme…
14/01/2016 by
Descobri Bowie ainda na adolescência, durante a fase Berlim. Nunca mais deixei de ouvir o camaleão. Deixo aqui a minha homenagem a alguém que nunca cedeu a tendências. Como fã apenas lhe posso dizer obrigado. R.I.P.
O admirável novo tempo da Educação
13/01/2016 by
Santana Castilho*
Ao divulgar o “Modelo Integrado de Avaliação Externa das Aprendizagens no Ensino Básico”, o ministro da Educação deu o seu contributo para a balbúrdia em que se transformou o “novo tempo” em matéria de Educação. Desmentiu a resposta que, na AR, António Costa havia dado a Paulo Portas, sobre os exames nacionais do ensino básico. Mas nessa resposta, António Costa também havia desmentido afirmações de Tiago Brandão e havia mostrado que não fazia a mínima ideia do que dizia o programa do seu próprio Governo sobre o tema. A estes insólitos já se acrescentava essoutro de, por duas vezes, os deputados do PS terem votado em massa contra o programa do Governo PS (PACC e abolição do exame do 4º ano). Por outro lado, o modelo divulgado assume-se, contraditoriamente, proposta e decisão. E fala de ter ouvido actores que garantem que não foram ouvidos. O caso mais relevante é o do Conselho Nacional de Educação, que não foi ouvido e que, na mesma altura, tornou público um parecer que se opõe ao que o ministro decidiu. Parecer esse que é tanto mais relevante quanto é certo que foi aprovado por uma enorme maioria de conselheiros (4 votos contra, em cerca de 50). Para cúmulo, dos três projectos de lei sobre a matéria, pendentes na AR, um (fim do exame do 9º ano) poderá, ainda, invalidar parte importante da decisão de Tiago Rodrigues.
Coisas habituais e previsíveis
13/01/2016 by
Uma greve da CGTP por melhores condições – já se sabe que a perfeição é inatingível – e uma não participação da UGT, porque é melhor não provocar.







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