
No final da cimeira ibero-americana vai tudo para a Noite Branca na Lagar’s da República Dominicana. E este trio vai dar cartas na pista. It’s gonna be legen – wait for it – DARY!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

No final da cimeira ibero-americana vai tudo para a Noite Branca na Lagar’s da República Dominicana. E este trio vai dar cartas na pista. It’s gonna be legen – wait for it – DARY!

Fala-se muito das lutas dos professores, dos enfermeiros e até das forças da autoridade, e muito pouco sobre a situação dos oficiais de justiça, que estão em luta há tanto ou mais tempo, com reivindicações tão justas como as dos restantes, afectados por uma precariedade implacável e um acumular de situações limite que incluem idas aos caixotes do lixo das grandes superfícies em busca de algo que se possa aproveitar.
Não estou a especular. Foi um oficial de justiça que mo disse. [Read more…]

O mandado de captura internacional que o Tribunal Penal Internacional emitiu para a detenção de Vladimir Putin é uma parvoíce sem efeitos práticos.
Em primeiro lugar porque a Federação Russa nunca reconheceu autoridade ao TPI. Tal como os EUA ou a China. Grandes potencias nunca se submetem à vontade da maioria.
Nunca.
Aliás, durante a presidência Trump, o governo norte-americano ameaçou prender e sancionar juízes do TPI caso algum militar ou decisor dos EUA fosse acusado de crimes de guerra cometidos no Afeganistão. Crimes esses que, de facto, e tal como os russos, foram cometidos. [Read more…]
Rotura? Rotura incide sobre o físico (ligamentos, canos). Ruptura, sim, diz respeito à interrupção da continuidade de uma situação. Ruptura, portanto. *Rutura não existe.
O analfabetismo tem 292 809 pessoas, enquanto no Porto há menos de 232 000 (dados de 2021).

O assunto é tão grave que até partilho um artigo do Expresso.
Entre o Sérgio Conceição e esta SAD a minha escolha é clara.


Segundo notícias que surgiram em jornais como o Expresso e o Público, existem três casas numa rua de Lisboa onde vivem 4 mil migrantes.
Viver não será o termo correcto. Trata-se de uma prática de partilha de camas, o que mesmo assim parece de dificílima execução. Isto não é viver. É, quando muito, sub-viver. Não confundir com sobreviver. Há quem neste país sobreviva em muito melhores condições.
É aqui que as democracias abrem o flanco à extrema-direita. Ao não controlar o processo de entrada de imigrantes no país com mínimos de organização, decência ou dignidade, geram-se casos extremos que não são a regra, mas que acabam por ser amplificados e abafam os casos bem sucedidos de integração. [Read more…]
Proteger os perpetradores de crimes ambientais e não os seus denunciadores encaixa às mil maravilhas na cultura de negociata, compadrio, corrupção, conivência e complacência com a destruição ambiental.
Aqui fica a mensagem da associação ProTEJO:
Na passada sexta-feira, dia 17/03/2023, foi rejeitado no parlamento o projeto de lei do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN) que pretendia “Reforçar a proteção dos denunciantes de crimes ambientais”, após uma ronda de reuniões do proTEJO para sensibilização dos grupos parlamentares para acolherem a Iniciativa Legislativa de Cidadãos “Pela Proteção do Cidadão Denunciante” registada a 18/01/2023 e que se encontra atualmente à subscrição dos cidadãos através de registo junto da Assembleia da República sob a forma de alteração legislativa do “Regime Geral de Proteção de Denunciantes de Infrações” (Lei nº 93/2021).
Segundo a proTEJO, esta proposta de alteração legislativa surge em resposta à falta de um articulado que proteja globalmente os cidadãos que denunciam infrações, como é o caso dos ambientalistas e das suas organizações que denunciam atentados ao ambiente e, que por isso, têm vindo a ser alvo de autênticas ações judiciais estratégicas contra participação pública (SLAPP) sem fundamento, que apenas pretendem a sua desmotivação. [Read more…]
Reparem, o homem disse isto sem se rir…. Entre barcos que metem água, tanques que não circulam, aviões que não voam e opiniões que nos espantam é caso para dizer: o que raio se passa com as nossas Forças Armadas???

Moedas inaugurou uma residência de estudantes, cuja prestação mensal varia entre os 700 e os 1100 euros, e tem a distinta lata de dizer que com isto está a resolver o problema da habitação. Para os liberais de colarinho, para quem a assimetria social é um sinal de saúde, segue-se a inauguração de cantinas gourmet, com roteiros de degustação entre os 50 e os 150 euros, e vão garantir que com isso estão a resolver o problema da alimentação. Devia haver limites para a provocação social, mesmo para quem, do alto do seu privilégio, não faz a mais pequena ideia do custo de vida.
Entra para os anais do Twitter não só a falta de noção, como a notável escolha das fotografias.

É óbvio que, no enquadramento neoliberal em que vivemos, aqui chegaríamos:
“No dia-a-dia, as primeiras são as crianças, como relata directora executiva do Instituto para o Desenvolvimento Social, Maria Paula Branco, num texto de opinião que reflecte sobre como “o parecer pobre” ou estar em situação de pobreza serem motivos de bullying entre os mais novos.
É o que dá, viver numa sociedade que faz da competição sem regras – ou da competitividade como gostam de lhe chamar – o seu princípio e a sua finalidade, que mete no lixo o bem comum, que olha para um edifício carregado de história com olhos de chulo e para uma paisagem virgem com gula de estuprador.

Duvido que exista um português tão consensualmente respeitado, reconhecido, admirado e amado como Rui Nabeiro.
E é fácil de perceber porquê.
Rui Nabeiro foi extraordinário pelo império que ergueu, apesar das origens humildes e das dificuldades acrescidas de o construir no interior. Mostrou ao país, de forma irrefutável, que é possível investir com sucesso nos antípodas do litoral.
Mas a singularidade do seu percurso não se esgota nos negócios bem-sucedidos. Empresários bem-sucedidos existem muitos, mas poucos os que o foram e são com a humanidade que Rui Nabeiro sempre demonstrou. Muito poucos. E nenhum lhe chegou aos calcanhares. [Read more…]

Não se via nada assim desde o êxito que foram os submarinos de Paulo Portas.

Cavaco Silva deu ontem o ar da sua imensa graça e saiu-se com esta:
Segundo estudos, a credibilidade leva muito tempo a recuperar.
Tem toda a razão, o político mais político da história da política portuguesa. Basta ver o seu caso. Nunca mais recuperou a sua e é pouco provável que recupere.
Cavaco bem.

Basta surgir uma brisa mais forte e a banca abana com um “problema de liquidez”. E logo aparece o Estado-papá, para deitar a mão ao menino com os mealheiros dos outros meninos.
Quais meninos?
Vocês sabem: os meninos que vivem acima das suas possibilidades, que têm a ousadia de jantar fora à Sexta e com isso obrigam os banqueiros a fazer negócios ruinosos tipo BPN e BES. [Read more…]

A 15 mil anos-luz do planeta Terra, a estrela WR124 morre bela e lentamente.
Mais uma imagem fabulosa que nos é oferecida pelo super telescópio James Webb.
Viva o conhecimento científico e abaixo o obscurantismo que nos quer de volta à Idade Média.
Pois. Acrescentaria Bruno Lage ao rol e indicaria duas: não são javardos (são três cavalheiros) e ganharam fora, sem espinhas, com elegância e educação ao FC Porto: nas Antas (Eriksson, em 83 e 91) e no Dragão (Lage e Schmidt). Uns senhores.

Crónica de um meltdown televisivo pic.twitter.com/sC2nhfjPJY
— volksvargas (@volksvargas) March 14, 2023
Cecília Meireles, como qualquer político profissional com uma longa carreira parlamentar, terá as suas clientelas. A grande distribuição, ao que tudo indica, será uma delas. Não vejo outra explicação para o meltdown a que se assistiu na SIC Notícias, em debate com Mariana Mortágua sobre a inflação artificial que alguns hipermercados estão a impor aos seus clientes.
No início desta montagem, temos uma Cecília Meireles cheia de certezas. E grita, como nunca a tinha visto, em defesa dos lucros da grande distribuição. Chega a ser comovente, tanta convicção, e uma pessoa até fica com a sensação de haver no horizonte um qualquer lugar num conselho de administração. [Read more…]

A Forbes, à imagem de Cavaco Silva sobre o BES, fidelizou o SVB apenas uma semana antes da sua falência, como um dos 100 melhores bancos do mundo. Ficou em 20º lugar em 2023, depois de cinco anos consecutivos a ter honras nesta listagem.

O SVB, a poucos dias da falência, divulgou com orgulho a sua prestação e a FORBES, com um pouco mais de vergonha e com a intenção de tapar o sol com a peneira, acrescentou uma nota do editor depois da falência digna de transcrição integral: “[Editor’s Note: After this list was published on February 16, 2023, SVB Financial Group’s Silicon Valley Bank collapsed and was placed under FDIC control on March 10 due to a bank run prompted by fears about its interest rate exposure.]. A nota de congratulação do SVB já só se pode ver no Linked In, a única conta nas redes sociais que a falência do banco ainda não se lembrou de suspender.

Na Sexta-feira, dia em que o banco faliu, a agência de notação financeira Moody’s ainda atribuía rating A ao Silicon Valley Bank.
Sim, o banco dos unicórnios, que faliu na semana passada e levou consigo o Signature Bank, conhecido pela ligação ao metaverso das criptomoedas. Outra bomba-relógio que ainda nos vai dar muitas dores de cabeça.
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As grandes dores são mudas e, por isso mesmo, não fosse a intervenção do Sérgio Conceição na conferência de imprensa no final do jogo da Champions contra o Inter de Milão, e eu estaria calado após a eliminação desta noite.
Só que o Sérgio falou. E fê-lo de forma clara, dura e assertiva. Aquilo não foram recados internos para a estrutura do F.C. Porto. Não foram recados, desenganem-se. Foram tiros de rajada. Bem dados. Muito bem dados. O desastre financeiro do clube ao longo dos últimos anos não é virtual. É real. E sem ninguém assumir as respectivas responsabilidades. Nada. Uma incompetência gravosa para o presente e futuro do clube. E no final de cada exercício financeiro desastroso não se coibiram em pagar milhões em salários aos responsáveis deste despautério. Aliás, a esses nunca faltaram os milhões. Já para assegurar uma equipa minimamente em condições ao Sérgio….
Por isso, uma vez mais, este sócio do FC Porto com o número 8660, reafirma o seu obrigado ao Sérgio Conceição. Obrigado pela tua dedicação, pela tua entrega e por fazeres muito com tão pouco.
Amanhã, em Liège, no Reflektor, Thurston Moore Group (com Steve Shelley). Depois de amanhã, em Courtrai (Kortrijk, no original), Lee Ranaldo, com os fabulosos The Wild Classical Ensemble. Só nos falta a Kim Gordon.
Jordan Peterson tem sido um dos tais que condena a invasão de Putin com um “mas” a seguir.
Porém, ao contrário daqueles que apontam a ingerência norte-americana como causa primária para o conflito, Peterson tem uma explicação mais criativa para “operação militar especial” do Kremlin: a culpa é do “Ocidente degenerado”.
Tal como os eternos combatentes do imperalismo conduzido a partir de Washington, Jordan Peterson tem igualmente apontado o “expansionismo da NATO” como causa da invasão. [Read more…]

A frase é de Paul Donovan, CEO da UBS Global Wealth Management.
E deixa igualmente claro aquilo que já todos sabíamos: o principal motor da inflação é o aumento do lucro de certas empresas, que compensam as suas perdas explorando os consumidores.
Os senhores feudais do BCE, reunidos em retiro numa pequena povoação finlandesa, parecem ter chegado à mesma conclusão. Dizem as más línguas que, entre uma sessão de meditação e o chá das cinco, alguém terá apresentado um PowerPoint que revelava um aumento dos lucros de algumas empresas, de certos sectores, quando o expectável seria uma diminuição. [Read more…]

A Geringonça durou quatro anos.
A versão açoriana de direita, com a extrema-direita na equação, durou dois e meio.
A piada não está na durabilidade de cada solução.
Nem no espantalho da instabilidade que se agitou todos os dias, entre Novembro de 2015 e Outubro de 2019.
Esta no facto de terem sido os partidos que não aguentaram o acordo do Açores até ao fim a agitá-lo.
Se não conseguem entender-se para governar uma região autónoma, como conseguirão fazê-lo para governar o país?
Karma is a what?

Em Março de 2009 nascia o Aventar, pela mão do seu fundador (Ricardo Santos Pinto). Eu cheguei um pouco mais tarde, pela mão de outro fundador: o José Manuel Freitas. Nesta casa sempre existiu pluralidade. Sempre se respeitou a diferença. E a Liberdade foi sempre a trave mestra. Sempre. O Aventar nunca foi a preto e branco, nunca foi de pensamento único. E tão diferentes que somos uns dos outros: na política, no futebol, na forma como olhamos para a sociedade (e como nela estamos).
Numa sociedade cada vez mais de tolerância zero, o Aventar habituou-me a uma total liberdade: a ser aquilo que sou; a fazer aquilo que quero; a respeitar a diferença e a não ser obrigado a concordar com a opinião do outro nem obrigar o outro a concordar com a minha. E tudo isto em colectivo. Num colectivo. E que momentos épicos aqui se viveram ao longo destes anos. E ninguém escapou: José Sócrates, Pedro Passos Coelho, António Costa e os Presidentes da República Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa – para só sublinhar aqueles cujos mandatos coincidiram connosco. O Aventar passou por muita coisa: ameaças, insultos, processos de intenção e tantas outras peripécias. Ossos do ofício. O momento mais negativo e que ainda dói profundamente foi a partida do João José Cardoso.
O Aventar é uma espécie de barco a navegar em mar alto. Uns dias o mar está calmo, noutros a tempestade é gigantesca. A pesca é diária (ou quase). Umas vezes à linha e outras em modo “pesca de arrasto”. Por vezes uns pescadores resolvem regressar a terra e noutras surgem novos aventureiros com a cana pela mão. Nos últimos anos a blogosfera esvaziou. Somos do grupo dos resistentes. Sobrevivemos. Ainda estamos vivos. Cheios de arranhões, com alguns hematomas e mais velhos. Eu também estou mais velho e até perdi umas peças pelo caminho. É a vida. Nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia, a blogosfera voltou a crescer (ou, pelo menos, estancou a queda) e o Aventar é disso um exemplo. Será uma luz ao fundo do túnel ou apenas um comboio a entrar na linha? Não sei.
Só sei que estes 14 anos de Aventar foram uma aventura e tanto. A vertigem das noites eleitorais, as infinitas discussões direita vs esquerda, as polémicas sadias, o debate de ideias, o activismo nas mais diversas lutas, os almoços e encontros de aventadores, a experiência do Podcast Aventar, a tradução do memorando da Troika, a guerra ao acordo ortográfico e tantos outros momentos. São 14 anos disto. E o que foi (e é) mais importante? Esta ser uma casa de Liberdade. E que bem que me sinto nela. Convosco, Aventadores.
E que comecem os festejos de aniversário!

Luís Montenegro continua a ignorar o alerta de Marcelo. Ficará para a história como mais um líder falhado do PSD, que desistiu do eleitorado moderado ao centro para se dedicar ao populismo de direita e perder para André Ventura.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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