RAP expõe a fraude do avô fascista em 2 minutos

Para mais informações sobre o avô fascista do partido André Ventura, façam o favor de consultar esta posta.

E, para mais motivos para não votar no partido André Ventura, podem consultar esta.

Ana Drago ESMAGA o partido André Ventura em 2 minutos

Passar, em 4 anos, de “vamos acabar com a Educação pública” para querer devolver a totalidade do tempo de serviço aos professores ilustra na perfeição a fraude que é o partido André Ventura. Ana Drago bem a sublinhar o logro e a deixar o alerta aos jornalistas que vivem deslumbrados com a sua unipessoal. Não lhes vai correr bem.

Putin estende a mão a Trump

Tudo pode ser falsificado. Tal como nos EUA falsificaram as últimas eleições. Através do voto pelo correio.

Vladimir Putin

Ayatollah Trump, o “enviado de Deus”

Evangélicos do Iowa mobilizaram-se para impedir a “crucificação” do “enviado de Deus”. E o ayatollah Trump ganhou as primárias.

A extrema-direita, dos populistas mais básicos e oportunistas aos neofascistas convictos, já avisou ao que vem: não querem fazer nenhuma nação great again. Querem transformar o Ocidente num conjunto de teocracias inspiradas nos regimes totalitários do Médio Oriente.

One step at a time.

Rumo à sharia cristã.

The Handmaid’s Tale da vida real segue dentro de momentos.

Rui Cruz, o militante mais corajoso do partido de André Ventura

Não perdi muito tempo com o congresso da unipessoal de André Ventura. O meu fim-de-semana é demasiadamente precioso para gastar uma hora que seja com o projecto político pessoal de um mitómano sem originalidade, que se limita a fazer copy/paste da demagogia populista de personagens sinistros como Trump, Bolsonaro ou Milei.

Mas fiz há bocado um intervalo, a meio do turno de Sábado à noite, para fumar um cigarro. Aproveitei para espreitar o que se passava no Twitter e dei de frente com Rui Cruz, que pelos vistos escreveu uma moção com António Pinto Pereira, um dos muitos nomes que a extrema-direita “anti-sistema” foi recrutar ao sistema. Ao mesmo PSD onde Ventura se fez político. [Read more…]

“O sistema político está a virar à direita desde que os partidos socialistas se tornaram neoliberais”

diz Samuel Moyn, investigador de Yale.

Imigrantes geram lucro recorde para a Segurança Social

Em 2021, as contribuições dos imigrantes subiram para um valor recorde: 1293 milhões de euros. Paralelamente, as prestações sociais de que beneficiaram ficaram-se pelos 325 milhões, o que significou um saldo positivo de 968 milhões para os cofres da Segurança Social.

Em 2022, novo recorde. Desta vez, as contribuições ascenderam a 1861 milhões, as prestações sociais caíram para 257 milhões e o saldo disparou para os 1604 milhões.

Mais um ano, mais uma chapada na retórica desonesta da extrema-direita xenófoba e racista.

Mais uma chapada na narrativa canalha que faz dos imigrantes o bode expiatório da agenda do ódio. [Read more…]

De braço no ar ou pelas escadas abaixo

O Rússia Unida – só para situar quem não conhece, trata-se do Chega russo – aprovou a recandidatura de Putin às presidenciais por unanimidade. De braço no ar. A escolha era entre o braço no ar ou o corpo pelas escadas abaixo.

Liberais até dizer Chega

“Dissidentes da IL estão a colaborar com o Chega.”

Os amigos de Ventura são amigos de Putin

Na foto podemos ver André Ventura com os cabeças de cartaz do evento da sua Unipessoal, que decorreu na passada semana.

Ao seu lado direito temos Marine Le Pen, directamente financiada pela oligarquia do Kremlin, que defende, imaginem vocês, o fim das sanções contra o regime de Putin.

Por esta é que vocês não estavam à espera.

Ao seu lado direito temos Tino Chrupalla (os trocadilhos que podíamos fazer com este nome), que também é um bom amigo de Moscovo (e de Pequim), onde ia com frequência. A convite, vejam lá vocês, do governo russo.

Quando isto da “operação militar especial” terminar, Ventura devia convidar Putin para cá vir a um dos seus eventos. Existe tanto em comum entre eles que seria uma pena se não se conhecerem. Quem sabe não nasce dali uma nova amizade. Tantos amigos em comum não podem ser coincidência.

Putin e a extrema-direita israelita: separados à nascença

Para o Kremlin a comunidade LGBT é “extremista” e a sua actividade deve ser banida. Já Yitzhak Pindrus, do partido United Torah, que integra o governo israelita, garante que são mais perigosos que o Hamas e que o Hezbollah.

André Ventura e a farsa de ser anti-sistema

Questionado sobre se teria quadros para preencher tantos assentos parlamentares, o líder do Chega garantiu que sim: tem “muitos” que vieram do CDS, garantiu, e uma maioria que chega ao partido vinda do PSD e do PS – “os que governaram este país nos últimos 50 anos”, lembrou, desta vez como argumento para atestar a competência da governação.

(via Expresso)

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José Luís Carneiro posicionou-se

Contra Pedro Nuno Santos, contra a Geringonça e a favor de deixar um governo minoritário PSD/IL governar, para manter o CH do lado de fora da cerca sanitária.

Putin e Netanyahu, farinha do mesmo saco

Vladimir Putin, que bombardeia diariamente civis inocentes na Ucrânia, disse há dias que a morte de civis inocentes em Gaza é inaceitável. E disse-o sem se rir, o excremento.

Não admira que estes dois sejam tão amigos. E que Netanyahu tenha optado, no que diz respeito à invasão russa da Ucrânia, pelo tipo de “neutralidade” que inclui um aumento do comércio entre Rússia e Israel, o reforço das relações diplomáticas e a aplicação de um total de zero sanções de Telavive a Moscovo.

Sim, eu sei que é chato e que dá cabo da narrativa que se quer verdade absoluta, mas os regimes russo e israelita são farinha do mesmo saco neofascista.

Teresa Violante explica as consequências do capitalismo selvagem às criancinhas

Na Polónia, a desvalorização do Estado social e dos direitos sociais foi um dos fatores que levou a maioria da população a identificar-se com um projeto assente na corrupção do poder político, no ataque à independência judicial e aos limites ao poder executivo. A degradação do Estado social contribui para a erosão das democracias liberais. Esta é uma lição urgente para a Europa.

O restante artigo está aqui e merece ser lido com atenção. A solução para abater o populismo e os novos autocratas ocidentais e reforçar o Estado Social e combater as desigualdades. Simples assim.

Hamas: qual é a dúvida?

Há algo que me deixa perplexo na discussão em torno do conflito entre Israel e a Palestina, que é a facilidade com que algumas pessoas legitimam o Hamas.

E por isso é bom recordar que, antes do atentado de 7 de Outubro, o Hamas já governava Gaza de forma sufocante. Não há liberdade de expressão, as minorias têm zero direitos, as execuções sumárias são uma constante e a utilização de civis como escudos humanos não é uma fantasia.

E sim, o Hamas construiu instalações militares próximas ou coladas a bairros residenciais, escolas e hospitais.
Se isso legitima décadas de ocupação e crimes de guerra de Israel? [Read more…]

Israel e Ucrânia: a realidade é uma maçada

Quando o mundo ocidental se uniu em torno da Ucrânia, Israel foi um dos Estados que prometeu ajudar, com um enorme “mas”.

E se países como a Hungria ainda se deram ao trabalho de tentar disfarçar, a mensagem de Israel foi clara: perante a invasão russa da Ucrânia, escolheram a neutralidade.

Não me interessa aqui discutir a legitimidade da neutralidade, se faz ou não faz sentido. Já dei várias vezes para esse peditório. [Read more…]

Kevin McCarthy, os Republicanos e o extremismo de direita

Imagem retirada de: MSNBC

Kevin McCarthy é membro do Partido Republicano. É-o, aliás, há muitos anos e uma figura reconhecida na política norte-americana.

McCarthy era o líder da Câmara dos Representantes. Quando foi eleito, afirmou que não iria entrar no jogo das teorias das conspiração que a ala de extrema-direita dos republicanos tentava – e tenta – jogar para conseguir reinar. Afirmou que ia cumprir com responsabilidade o papel que o cargo que ocupou exigia, aceitando o governo do Partido Democrata. Tais posições fizeram dele, na altura, a “nova ovelha-negra da família” republicana.

Insultado por essas redes sociais afora, ridicularizado, alvo, também ele, de teorias da conspiração nascidas no seio do seu próprio partido, Mccarthy não teve trabalho fácil. O que culmina, agora, com a sua destituição como líder da Câmara dos Representantes. Ora, quem é que detém a maioria dos deputados nesta mesma câmara? O seu partido. E é o seu partido que, através da purga, consegue destituir o líder da Câmara.

Se dúvidas ainda houver, espero que fiquem esclarecidas: o alvo e os inimigos da extrema-direita, seja esta a dos Estados Unidos, a da Península Ibérica, a dos anos 40 do século passado, a dos húngaros e polacos ou a dos sul-americanos, não são apenas os “esquerdistas, os socialistas e comunistas, os progressistas e os social-democratas”, mas sim todo e qualquer democrata, da esquerda à direita, que ouse não se alinhar com a narrativa extremista e aparentemente hegemónica da nova – que é velha – direita radical a nível mundial.

E por que é que isto acontece? Porque os primeiros adversários da extrema-direita são os democratas que, à direita, recusam o chavão do “se não os consegues vencer, junta-te a eles”. Por isso, a extrema-direita tem como primeiro plano corroer a direita a partir de dentro, quer através da invenção de cavalos de Tróia que ostracizem a tal direita democrática, quer pelo medo, “obrigando” essa direita a coligar-se com eles para conseguir manter o poder (comendo-a por completo, mal surge a oportunidade).

O fenómeno de Trump não começou nem acaba nos Estados Unidos. Começou nos anos 20 do século XX, quando os italianos “inventaram” o fascismo. O resto é História. Aprende com ela quem quiser.

Visegrado putinista

Ainda me lembro quando a Polónia foi heroicamente elogiada, nas primeiras semanas da invasão russa, pelo seu contributo para o esforço de guerra ucraniano e pela forma como abriu as suas fronteiras aos refugiados que fugiam dos mísseis russos.

Quem ousou questionar o sentido de oportunidade de Varsóvia, foi imediatamente rotulado de putinista. O rótulo certo e eficaz para calar qualquer um que levante questões incómodas para a narrativa oficial.

Nunca tive dúvidas sobre o regime polaco. Uma autocracia em construção, que vem concentrando poder e erodindo a separação de poderes e as instituições que o suportam. Um regime que, tal como o húngaro, professa uma ideologia que tem mais pontos de contacto com Moscovo do que com qualquer democracia ocidental. [Read more…]

“Torcato, o bafiento beato”

Um poema de Ricardo Araújo Pereira, sobre bafientos beatos.

Era uma vez Miguel Castro, o líder do CH Madeira que meteu baixa para fazer uma arruada

Miguel Castro, cabeça de lista do partido de André Ventura às regionais na Madeira, definiu o “combate à subsidiodependência” como umas das suas principais bandeiras eleitorais.

Gajos a viver à pala do Estado?

O CH é contra.

Seja qual for a razão por trás do subsídio.

Se não forem todos dependentes dele, a propaganda populista não vende tão bem.

  • Mas ó Miguel, trata-se de uma viúva de 94 anos com 70% de incapacidade!
  • Não interessa, que vá trabalhar! [Read more…]

O Evangelho do Ódio

Porque insistem os fascistas em usar Jesus, o homem que pregou o amor e a tolerância, para justificar o ódio e a crueldade?

E o que levará alguns católicos a achar que isto faz algum sentido?

Rezam a Deus ou ao Diabo?

A polarização já não cola. E agora, António Costa?

Foto: Tiago Petinga/Lusa

Não sou de fazer leituras nacionais de resultados autárquicos, regionais ou europeus, pese embora eles possam ocasionalmente coincidir. Mas o choque frontal com triplo capotamento e posterior incêndio em que o PS se viu ontem envolvido na Madeira parece sintomático do esgotamento do governo da nação. Apesar da maioria absoluta.

Após obter o melhor resultado de sempre em 2019, fruto de uma estratégia bem sucedida de polarização, o PS perde quase metade dos seus deputados regionais, num cenário em que a coligação não só não cresce como até perde um deputado. Crescem os partidos pequenos, sobretudo o CH, o que parece acompanhar as sondagens nacionais. [Read more…]

A economia manda, a extrema-direita obedece, os trabalhadores migrantes entram

Vale a pena ler a peça de hoje no Público, que é todo um tratado sobre a hipocrisia da extrema-direita europeia. Ela demonstra, factualmente, que a retórica anti-emigração se está a desmoronar perante a falta de mão-de-obra em sectores estratégicos das economias polaca e húngara.

Sem trabalhadores, com taxas de natalidade baixas e perante o risco de arrefecimento da economia, o discurso xenófobo está agora a moldar-se à realidade e as empresas porta-estandarte dos dois regimes começam a encher-se de asiáticos e africanos de todas as nacionalidades. [Read more…]

O Peruca: da Argentina não sopram Buenos Aires

Então parece que dizem que o próximo presidente da Argentina é um boneco que defende o direito a vender órgãos e que não se opõe a que se vendam crianças porque, diz, é um “anarco-capitalista” (conceito interessante, uma vez que o anarquismo rejeita totalmente o capitalismo – ou seja, anarco-capitalismo é uma ideologia que não existe porque os termos são contraditórios em si).

E se isto não parece assustador, quando questionado sobre o que fará com o Ministério da Saúde, da Cultura, do Ambiente ou da Educação, a resposta de “O Peruca” (assim conhecido por ter um penteado que parece saído de uma festa com doses industriais de cocaína), confesso admirador de Donald Trump e Jair Bolsonaro, é: “Afuera”.

A Argentina não está bem. Tempos de crise, como se o guião já não estivesse escrito há mais de um século, são fermento para estes tolinhos alienados de extrema-direita. A Argentina vai ficar pior.

Javier Milei venceu as primárias argentinas.
Fotografia: ALEJANDRO PAGNI / AFP

Meloni e Salvini ao serviço da banca

O governo italiano surpreendeu meio-mundo com o anúncio de um pesado imposto a aplicar aos lucros extraordinários da banca: 40%.

A direita que quer normalizar a extrema logo alertou para o lado esquerdalho da medida, aproveitando para se lançar nas habituais falsas equivalências.

De pouco lhe valeu.

Porque a extrema-direita, ao contrário da esquerda, não recua perante a banca. Opta antes por lhe fazer a vida negra, sem receios de corte de financiamento, que de resto não existe, porque a banca não financia os seus antagonistas.

Já a extrema-direita, em Portugal ou em Itália, recebe generosos donativos da elite financeira. Porque, mais direito humano, menos direito humano, serve os seus interesses. E, depois do puxão de orelhas dos “mercados”, Meloni limitou a medida a apenas 0,1% dos seus activos totais da banca. E puf, mais um rato foi parido.

Fracos com os fortes, fortes com migrantes, com as minorias e com os beneficiários de apoios sociais. No fundo, apenas mais um fantoche do sistema que dizem combater.

Serviço público: a lição de demagogia de Miguel Pinto Luz

No rescaldo das eleições espanholas, que tem como desfecho mais provável a repetição do sufrágio, uma boa parte da direita portuguesa viajou no tempo, até 2015, e perdeu-se na boa velha ignorância sobre o funcionamento da democracia representativa. Ou então, influenciada pelos seus novos potenciais parceiros, deixou-se levar pelo populismo mais básico e infantil.

E porque chora essa direita?

Chora porque os seus amigos do PP venceram as eleições, mas não têm uma maioria para governar. Apesar do contributo dos neofranquistas do Vox.

É uma daquelas coisas chatas da democracia representativa: não governa quem fica à frente. Governa quem tem maioria no Parlamento. Porque são deputados que se elegem em Legislativas, não governos.

Aliás, não existe eleição alguma, em Espanha ou Portugal, para eleger um governo. Os governos, cá como lá, são uma emanação da arquitectura parlamentar. Governa quem consegue apoio maioritário para ser investido, no hemiciclo ou nas cortes.

E de pouco interessa, caras pessoas, se existem “pessoas que acham que votam em governos”. Também existem pessoas que acham que podem estacionar em cima do passeio, que o fazem impunemente, mas isso não as livra de levar uma multa. Mesmo que seja a primeira vez. [Read more…]

Em Israel, a autocracia consolida-se

uma política externa digna de um regime totalitário não é suficiente. Netanyahu e os seus extermistas querem acabar com a separação dos poderes. E estão a consegui-lo.

Dia mau no Reino Totalitário e Unipessoal de André Ventura

CH obrigado a reintegrar José Dias, militante e fundador do partido, expulso por invocar o santo nome do Bolsonaro da Wish em vão.

Entretanto, no Kremlin de Telavive

O plano para suprimir a separação de poderes e submeter a justiça à vontade de Netanyahu e dos extremistas religiosos e neofascistas que integram o seu governo segue imparável. Já não lhes chega ser uma autocracia no plano externo. A democracia é para abater. Estão cada vez mais parecidos com os seus vizinhos (e agora amigos) sauditas.