Mexa-se pela sua Educação!

O ditado é antigo: “É preciso uma aldeia inteira para se educar uma criança.” Se aceitarmos como bom este adágio, facilmente percebemos que a educação das crianças nos diz respeito a todos, independentemente da profissão ou da circunstância de sermos pais.

Qualquer prejuízo causado à Educação atinge cada um de nós. Se concluirmos que esse prejuízo nasce de políticas erradas e/ou mal-intencionadas, protestar é o dever mínimo de qualquer cidadão.

A progressiva destruição da Educação em Portugal tem sido denunciada por várias vozes, muitas delas – a maioria – vindas do interior da corporação docente. Os três últimos governos, assentes em máquinas de propaganda, têm conseguido isolar essas vozes, considerando que são corporativistas em defesa de privilégios injustificáveis. Importa que os restantes cidadãos ouçam atentamente e reflictam.

Os problemas profissionais dos professores constituem alguns dos muitos problemas da Educação em Portugal. A partir do próximo ano, o aumento de alunos por turma, a criação de escolas gigantescas e desumanizadas e a expulsão de recursos humanos preciosos colocarão em risco a qualidade da educação das gerações futuras.

Estes problemas não serão resolvidos num dia ou numa noite, mas é importante que a vigília do próximo dia 18 tenha a participação de todos os que estejam verdadeiramente preocupados com a Educação. Isso inclui professores e não exclui ninguém.

Para mais informações, aproveitem o facebook. E o Aventar, claro.

Pelo DIREITO dos Portugueses à Escola Pública

Às 15h no Rossio!

Quem quer casar com a Educação?

Esta semana, vários cidadãos, em Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha, manifestaram-se em defesa dos serviços hospitalares que lhes estão a ser retirados, devido a um governo que olha para qualquer serviço público do mesmo modo que um pirómano olha para uma floresta.

O que me impressiona positivamente neste movimento é o facto de ser constituído por cidadãos que consideram que a Saúde é uma questão que não se restringe a uma corporação profissional, é um assunto que diz respeito a todos e dirá sempre. Calculo que, no mínimo, todos estes cidadãos desejem ser suficientemente saudáveis para nunca ir a um hospital, mas imagino-os suficientemente previdentes para saberem que poderão precisar de ir e, sobretudo, suficientemente solidários para terem a certeza de que haverá sempre um concidadão que precisará de recorrer a serviços hospitalares e que não deverá ficar afastado deles por pouco dinheiro ou por muitos quilómetros. [Read more…]

Está publicado em Lei o novo regime de Gestão das Escolas

Curta se torna a espera de algo que não se quer! No Aventar tivemos oportunidade de pensar as propostas do MEC que agora ganham a forma de Lei.

No contexto Educativo global é mais um instrumento do projeto deste governo para reduzir a Escola Pública a um espaço de alguns, onde outros, com dinheiro, não vão querer estar.

Os pais estão fora do pedagógico e é desta forma que se pretende fomentar a participação da sociedade na Escola. Um absurdo que se junta a outros porque o modelo de gestão que tem por base um Diretor já provou que não serve. Ou será que serve os interesses que estão fora da Escola Pública?

Há sogras e sogras

Os pais trabalham demasiado. E, ultimamente, ainda mais.

O trabalho tira tempo à família. «Tira-nos» a família, é o que é.

Sobra muito pouco para ela: tempo e paciência como gostaríamos. “Educar exige tempo e paciência, e isso é algo que falta aos pais nesta conjuntura”, leio no Público (23 de junho).

E não há muito a fazer: “o emprego precário e o medo de perder o emprego sujeitam os pais e as mães a uma disciplina e a um envolvimento no local de trabalho (…) que tira tempo à família”.

Os filhos estão mais com os outros que connosco.

Acabaram as aulas. A coisa complica-se: «Onde deixar os filhos?»

Que sorte é ter uma sogra disponível que toma conta deles.

Há sogras que são umas «pestinhas», segundo ouço dizer, mas também as há que são umas santas!

Obrigada a estas! São a nossa salvação!!

Eternamente grata, sogrinha.

Pais e educadores, acordem!

A Educação é um edifício em mau estado. O proprietário, o país, tem-se alheado completamente da gestão do condomínio, entregue a pessoas cujas decisões têm como consequência a fragilização de alicerces corroídos pela incúria.

Este texto de José Calçada é de leitura obrigatória. Limito-me a realçar duas teses, entre outras: não se deve exigir apenas à Escola o que se devia exigir também à sociedade e “é absolutamente falso que existam professores a mais”.

Pestilência

Este meu regresso às publicações, à bica de ir parar à lista de ex-autores, não acontece pelas melhores razões. Porquanto se reconduz a uma necessidade premente que os últimos dias criaram em mim. Em mim enquanto cidadão e em mim enquanto homem do Direito. De ver este país, afundar-se dia-a-dia na pestilenta insalubridade. E um claro exemplo desse afundanço é a constante, selectiva e cancerosa praxe da manipulação da investigação criminal. Que ainda agora se manifestou com toda a sua desfaçatez e impunidade, como tradição se tornou. Após dias de cerco ao ministro Miguel Relvas, eis que da investigação criminal, surge, mais ladino que um coelho em fuga de uma qualquer cartola, um relatório mandado fazer e feito não se sabe por quem, em que António Costa e Ricardo Costa são dados em esquemas de obtenção e aproveitamento de informação altamente classificada. Em plena pressão sobre o PSD, um estouro para os lados do PS para compensar as coisas. É que não há qualquer falta de vergonha no modo em que nas ditas grandes investigações, se sucedem as cirúrgicas fugas de informação para a comunicação social. Nenhum agente de investigação criminal é responsabilizado, nenhum responsável pela investigação tem de prestar contas. Tudo acontece no mais impune, abjeto e protector anonimato. Acontece de modo inexorável, não importa quem manda. Porque só as moscas vão mudando. Até ao dia em que o país perceber, de vez, que o que é preciso é mesmo livrarmo-nos da peste.

Plano de Recuperação: Ineficaz

“Um em cada quatro dos alunos sujeitos a um plano de recuperação não alcança os seus objectivos, um número considerado hoje “elevadíssimo” pelo ministro da Educação“.

Segundo um relatório efetuado sobre o impacto dos planos de recuperação no ensino básico, este resultado é consequência da falta de recursos humanos e físicos.

Pais: é importantíssimo o vosso contributo no Plano de Recuperação. Leiam o documento com os vossos filhos e estejam atentos diariamente. 

Doutro modo, o PR não passará de «papelada». E de papelada estamos todos fartos.

Os professores e a escola não podem fazer tudo…

 

 

Famílias e crise

Hoje é dia Internacional das Famílias.

A família é “amortecedor da crise”, disse Margarida Neto, coordenadora nacional para os Assuntos da Família, hoje à Rádio Renascença.

A família é amortecedora da crise e das crises…

Pena que o Estado não apoie mais as famílias a todos os níveis. Penso, sobretudo, na dificuldade que encontramos, nós pais, em equilibrar da melhor forma possível a relação trabalho/família, no sentido de termos mais tempo de qualidade para os nossos filhos.

Pais não vão poder escolher a escola dos filhos

Ou antes, só alguns é que vão poder escolher a escola dos filhos.

Se uma escola tiver 100 vagas e houver 200 candidatos, metade dos pais não escolhe, certo? Será que posso formular uma pergunta: quem vão ser os 100 que vão ficar de fora? Pois, acertou! É a Democracia da Cratinice em pleno!

Agora imagine que as notas dos alunos são consideradas para a avaliação dos Directores (imagine, porque é verdade!), que alunos o Director vai querer escolher? Os melhores, os que lhe garantem mais resultados. Assim, vamos ter na escola A os melhores e na escola B apenas as sobras… Viva o 24 de Abril da Escola Portuguesa – já sei que o Paulo vai achar esta referência histórica um exagero, mas será que não está clara a matriz do pensamento da Cratinice?

Pais na Escola

Do acordo entre a FNE e o Governo resulta um velho modelo de gestão das escolas. Apesar de continuar a pensar que a Escola não precisa de gestores, a verdade é que o modelo partidário (sim, não estava a pensar em político) que está no terreno permite e promove todo o tipo de trapalhadas, criando promiscuidades várias entre Directores, Autarquias, Colectividades, Associações de Pais,…

Não se percebe porque é que os do costume assinam. Paulo Guinote questiona sobre o incómodo que tal decisão provoca – eu, que não assinei começo a ter pouca (nenhuma!) paciência para ver sempre o mesmo tipo de comportamento: incomoda e muito!

E reitero uma opinião que partilhei num post recente sobre esta temática e que o Miguel teve a amabilidade de questionar, trazendo para cima da mesa uma saudável divergência entre pessoas que partilham o mesmo espaço sindical.

É ou não positiva a saída dos Encarregados de Educação do Pedagógico?

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Pais interessados, filhos preocupados

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Para Camila Iturra e Felix Ilsley, parte da minha descendência preocupada!

Não é por acaso que em 1924, Marcel Mauss falava, na Revista dos Sociólogos, l’Annéee Sociologique, IIª Edição, editado pela Editora Félix Alkan, Paris, que havia uma circulação de bens entre os seres humanos, circulação essa, baseada na acção que ele denominava gratuita ou recíproca, como comento no meu livro O presente, essa grande mentira social, Afrontamento, Porto, 2007.

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Casa dos degredos

Vivemos num país onde é impossível planear, o país eternamente conjuntural, o país em que se fala de “reformas estruturais” não porque se devam fazer e não porque o sejam na verdade, mas porque estamos em crise e a crise é uma “janela de oportunidade”. Somos, afinal, um país em que só se pensa quando está em crise, que é altura em que não é possível pensar, é a altura em que se devia ter pensado.

Depois de dinheiros públicos que uns poucos desperdiçaram e que muitos outros pagarão, aparecem logo ideias para cortar “as gorduras” e repete-se até à exaustão a expressão esvaziada de que “é preciso fazer mais com menos”, sem se dizer que não é só menos, é muito menos, sabendo-se, portanto, que não será possível fazer-se mais. É neste momento que se reafirma a ideia de que a gestão pública é má porque é pública e não porque é simplesmente má ou porque tenha estado e esteja sujeita à corrupção legalizada. De repente, descobre-se que é preciso fundir municípios, fundir escolas, fundir a torto e a direito, num país que está cada vez mais fundido e mal pago, uma nação que é, no fundo, um degredo.

Entretanto, faz-se tudo para que não se debata, porque “não há outra solução” ou porque “este é o único caminho”. Aqui, não se debate. Não se debate porque não estamos em crise, como dizia Sócrates. Não se debate porque estamos em crise, diz Passos Coelho. Portugal continua a ser a pátria em que o cidadão tem o privilégio do voto e o dever do conformismo, uma espécie de testemunha de casamentos que deverá calar-se para sempre, limitando-se a confiar. Este país é, enfim, uma casa dos segredos cujos habitantes devem aceitar manter-se na ignorância, obedecendo cegamente a uma voz.

Pais e filhos – Um rascunho

Pais e Filhos

 Parece-me impossível falar de pais e filhos sem acrescentar o complemento do sujeito um rascunho. Infelizmente nas línguas latinas, as palavras têm género ou subentendidos. Género, por existirem palavras masculinas e femininas que definem a relação. Bem como plural e singular, porque se falarmos de pai, falamos do género masculino, enquanto pais abrange aos dois géneros. O filho é o rascunho do pai, por outras palavras, a cópia do que a paternidade do bebé rapaz seria se tem um pai disciplinado e ordeiro. Diferente a maternidade e a filha.
No entanto, no género feminino a maternidade é mais ampla que o de paternidade: abrange filhos e filhas, por serem as mães as que suportam o peso da criança que tem sido engendrada, os amamenta, toma conta deles durante os seus primeiros anos da sua vida, ensinam a andar e até têm licença no seu trabalho para ficar com os bebés, até eles aprenderem a andar, comer sem apoio, serem limpos e mudados para estarem limpos e não ferir a pele do seu corpo com humores azedos, que ferem.
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Alto e pára o baile!

Agora é moda em dicursos políticos fazer passar uma espécie de mensagem subliminar de que a culpa do país ter chegado ao ponto a que chegou é de todos nós, para apelar à mobilização do povo face às adversidades.

Ora, nada como atribuir a culpa a toda a gente, para que ninguém seja culpado.

Se nos dessem alguns dos muitos milhões que enriqueceram alguns e desgraçaram todos nós, então talvez fosse de aceitar a sociedade na culpa. Doutro modo, razão tem o senhorio do Vasquinho, na Canção de Lisboa: “Ou comem todos ou há moralidade” (ao 8º minuto do vídeo).

O pequeno mundo da criança

família forte

Adultos já, esquecemos que há outros seres humanos bem mais novos que nós, que fabricam um mundo que é deles, apenas deles. Ninguém tem permissão para entrar nesse mundo, como o filho do meu colega de ensaios, Pedro Correia, quem inventou um blogue para seu próprio uso. Depois, perguntou ao seu pai quais eram as utilidades dos blogues e como se usavam. Pedro, um pai babado como todos os seus amigos e colegas de ensaios, esclareceu-o. Por aqui vivemos num mundo de paz e camaradagem, como nunca antes vi: debates, ideias que se cruzam, com novas maneiras de confiar nos amigos.

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Entre o ser e o estar

Em 1994, Vicente Jorge Silva baptizou os estudantes universitários de então de “geração rasca”. Aconteceu num editorial do Público, em plena luta estudantil contra a Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite, por causa das propinas.
Ironia do destino, a classificação da autoria do então director do jornal Público, serve agora, com a devida correcção, para avaliar o que se fez a este país e às novas gerações.
Tanto quanto se sabe, a geração que estudava em 1994 não dominou os partidos políticos, os órgãos do poder, a banca ou que fosse. Não foi ela a responsável pelo desgraçado ponto a que o país chegou.
A outrora geração rasca e as novas gerações, passaram a estar, sim, à rasca. E essa diferença entre ser e estar, resulta da constatação evidente que muita diferença há entre a presunção e a água benta. [Read more…]

falar de crianças

as crianças sabem e entendem

Retirado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais.

Falar de crianças, é uma temática complexa. Primeiro, porque o conceito, às vezes, é usado como substantivo para definir um comportamento, outras vezes como adjectivo se queremos denegrir indivíduos do nosso grupo social dos quais não gostamos, revelando assim a existência de um pensamento negativo sobre pessoas do nosso grupo social. Por outras palavras: é um conceito manipulável. A definição de criança pode ser complexa: não é um conceito que faça referência sempre á mesma idade, porque pode-se ser denominado criança ao nascer, nos cronológicos quatro anos, ou, como definem a lei positiva e canónica no caso português pode-se tornar a ser criança por diminuição da capacidade de entender o real ou desenvolvimento da capacidade de usar a razão E, finalmente, o conceito criança muda conforme é empregue nas várias ciências que falam dos mais novos, no senso comum – o mais usado – e na cultura que é referida, é dizer, muda conforme seja permitido agir dentro dum Estado, uma Nação, Etnia, ou Grupo Social tout court. [Read more…]

Desabafo

(desenho de manel cruz)

Eu gosto muito do meu Porto e penso que seria capaz de escrever lindos textos sobre o Porto. Mas não me apetece. Apetece-me escrever um texto feio. Como me apetece escrever só textos feios sobre este miserável e corrupto país. Este país, vítima da maior bandalheira da sua história. Este país que tem como Presidente o seu coveiro, e como portadores do caixão, os seus incorruptíveis boys. E o pior é que todos se preparam para a exumação do cadáver. [Read more…]

País Maravilhoso, O Nosso!

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Estão a gozar connosco, só pode!
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Depois de ler esta notícia, só posso envergonhar-me de ter estes “mandantes” a mandar em nós.
Se tal acontecer, e se nada se fizer a esse respeito, só apetece mesmo renegar esta gente, a qualidade deste povo, e este País, e aproveitar para chamar a quem permite estas coisas, uma cambada de f….. .. ….
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Como Se Fora Um Conto – Na capital do País que um dia foi um Império

“Assim, tratei dos papeis, tomei as vacinas, fiz as malas e rumei à capital.”

Quem me conhece saberá, por certo, o quanto me terá custado esta viagem. Ou melhor dizendo o quanto me terá custado aceitar fazê-la.

Isto de descer a sul de Coimbra tem sido, nos últimos anos, uma impossibilidade para mim. No entanto, depois de mais de três lustres, lá me decidi a aceitar a ideia de ir até lá, e mais do que isso, ficar para o dia seguinte.

Porém, antes de mais, tenho de me desculpar perante os amigos que por lá tenho. Alguns, que antes de o serem já o eram, e outros, que antes de o serem já o são. A Maria, o Luís, os Carlos, o Nuno, para só citar aqueles com quem mantenho um maior contacto, entenderão, tenho a certeza, o meu silêncio e o secretismo da viagem, que foi decidida em cima da hora e teve como objectivo curar alguns pequenos males familiares, e uma tristeza em mim instalada. Outra oportunidade haverá.

Assim, decisão tomada, tratei dos papeis, tomei as vacinas, fiz as malas e rumei à capital. [Read more…]

Violência e indisciplina na escola

Neste fim-de-semana TODOS falaram porque Mário Nogueira e o Conselho Nacional da FENPROF aparecem, obviamente, como a VOZ dos Professores. É apenas a demonstração da importância que TEMOS na sociedade Portuguesa.
A FENPROF sugere que a prevenção deve ser prioritária em relação à punição: acredito, desculpem-me camaradas, que Jacques de la Palice não diria melhor.
Mas, a FENPROF disse mais:
– as condições, nomeadamente ao nível dos recursos humanos tem que ser objecto de um projecto tipo, “Parque Escolar”, porque não são as paredes, nem os computadores que criam boas escolas. A presença de equipas multidisciplinares (psicólogos, educadores sociais, animadores, assistentes sociais, terapeutas) é urgente e o aumento do número de funcionários auxiliares é igualmente prioritária.
– a carga burocrática, absolutamente desnecessária e que nada acrescenta ao acto educativo tem que terminar: o horário dos PROFESSORES TEM que ser usado para aquilo que é a sua função, dar e preparar aulas, trabalhar com os alunos; não somos burocratas, nem técnicos oficiais de contas.
– “conferir ao professor, a exemplo do que acontece já em algumas comunidades espanholas, o estatuto de autoridade pública e a figura jurídica da presunção da verdade;”
E esta última referência tem merecido comentários ao longo do dia, quer por parte da Srª Ministra, quer por parte do Presidente de alguns pais.
A Srª Ministra, no seu habitual registo, “não sei de nada, só vim aqui ver a bola” diz que a proposta da FENPROF é uma possibilidade.
O sr. que não refiro o nome para não sujar o Aventar deseja que as faltas continuem a ser todas iguais, sejam elas justificadas ou injustificadas.
Sem margem para dúvidas: 99% dos problemas de indisciplina nas escolas são CULPA (com as letras todas) dos PAIS dos meninos. Eu, como Pai de dois alunos da Escola Pública, exijo que 99% dos alunos da “minha” escola não se percam por causa de alguns pais que não cumprem o seu papel.
Por mim, Pais de alunos violentos devem ter sanções financeiras.

Não sei onde é que este país vai parar, não

Refastelada num sofá da livraria, com um volume esquecido sobre os joelhos, a senhora gritava ao telemóvel e olhava em volta para assegurar-se de que a olhavam.

“É verdade, parece impossível… Coitadito, acabou o curso mas nada… Ainda o chamaram para um estágio, mas ele não gostou daquilo. Foi à entrevista e quando chegou a casa disse-me logo “Ó mãe, olhe que eu para ali não vou. Eles o que querem é escravos a trabalhar de borla, que trabalhem eles!”… Sabe que também há muito aproveitamento nestas coisas, não é? …  Ninguém valoriza o esforço deles, não, não, nada! Como é que o país há-de andar para a frente, com estas pessoas assim? Este Sócrates… olha, é um melagómano!! E estas coisas emergentes da educação e da saúde, as mais importantes, não é?, ele não lhes passa cartão.”

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Erros da escola e dos seus profissionais

No tripé que apresentei, os professores têm particular responsabilidade na escola, quer ao nível do seu funcionamento, quer ao nível da sua organização. São por isso parte crucial na solução deste TREMENDO problema que se transformou nos últimos anos, no pai de todos os Problemas. É por ele que os seniores estão a deixar a escola reformando-se com penalizações de 20, 30, 40 %…
Não podemos é deixar de considerar que TEMOS, professores uma imensa culpa nesta dimensão. Aceito trocar a palavra culpa por responsabilidade.

Responsabilidade porque enquanto colectivo de 150 mil profissionais nunca conseguimos colocar no centro das nossas acções a aprendizagem dos alunos, a verdadeira essência da Escola Pública – temos sido mais eficazes a falar sobre a profissão e as suas condições. Esta dialéctica favorece que do outro lado se coloque o aluno e aí ficamos a perder: parece que há alunos de um lado (com os pais e o país) e do outro os professores. Se, o centro fossem as aprendizagens e o exercício do ensino, não haveria outro lado.
Por outro lado, os Professores e a sua organização – a FENPROF – sempre defenderam um discurso em torno da autonomia, mas a verdade é que, penso eu, ninguém sabe muito bem o que isso é: estou cada vez mais convencido que, realmente, os professores não a querem e a FENPROF também não. O modelo que hoje temos, criou uma cadeia de comando imensa, um polvo com muitos braços: ME, Direcções Gerais, Direcções Regionais, Equipas de apoio… Todas estas organizações fazer sair leis, despachos, circulares, normas, recomendações e recados… Pedem relatórios, memorandos, grelhas e grelhinhas. Introduzem práticas sem sentido e que só prejudicam os alunos e o processo de ensino. Já nem falo do processo de aprendizagem.
E o que fazem os professores perante a imbecilidade do poder – cumprem! Fazem! Deixam de ensinar para fazer o que lhes mandam.
Qual é a chave para resolver isto?
A autonomia e a gestão das escolas… (voltarei)

O problema do país é mesmo uma questão de capacidade

Os desafios existem, como sempre existiram. Tal como cada um de nós, também o país facilita quando as coisas vão bem, e confiam quando não vão. É normal, faz parte do nosso modo de ser.

Em mais de 800 anos de história, não nos faltam grandes momentos, para o melhor e para o pior, e continuamos aqui, portugueses.

Tal só se consegue quando, com todos os defeitos e virtudes, um país tem gente capaz: seja de liderar, seja de pensar, seja de se sacrificar. Tivemos de tudo, e chegamos até aqui. E daqui continuaremos.

Tivemos, e temos, gente com capacidades: de liderança, de pensamento, e de sacrifício. O número, obviamente, vai crescendo de um grupo para o outro: há poucos capazes de liderar, há mais com capacidade para pensar, e a esmagadora maioria consegue sacrificar-se.

O problema, está num grupo que se mede, também, pela sua capacidade: são que não são capazes de nada, e os que são capazes de tudo.

Este grupo composto de extremos, que trespassa as instuições da República, os partidos políticos, os grupos económicos de maior peso – banca, seguros, comunicação social, energia, etc. -, aparelho empresarial detido ou que conta com a participação do Estado -, conseguiu dominar a situação política, económica e social do país. Estamos reféns dos que não são capazes de nada e dos que são capazes de tudo, que na sua aparente luta de opostos  se complementam, e que, assim, jogam entre eles o futuro do país, enquanto exaltam a liderança, exortam ao pensamento, e demandam-nos sacrifícios.

Está tudo louco…

Como é possível que venham políticos criticar as presões políticas sobre a comunicação social?

Agora é a vez de Jerónimo de Sousa, criticar tais pressões que não sendo crime, na óptica do Procurador-Geral da República, são, para o comunista, inaceitáveis. Não sei se o mesmo ainda se recorda dos saneamentos políticos no Diário de Notícias? Pelos vistos não.

Figo, garantiu que o seu apoio a José Sócrates foi pessoal, não havendo qualquer contrapartida. Algo que contraria a tese do “Polvo” (a lembrar a série italiana de televisão dos anos 80), pois que na Máfia nada é pessoal, simplesmente negócios. 

Paulo Rangel cola a candidatura de Pedro Aguiar-Branco à de Pedro Passos Coelho. E agora diz que a ruprtura é com a governação socialista e com o estilo de se fazer política em Portugal. Para alguém que avançou como avançou com a sua candidatura, é notório que é muito diferente a fazer política em relação aos demais, não haja dúvida…

Pelo meio, o blogger Carlos Santos, cujo percurso na blogoesfera foi errante (no sentido amplo do termo), vem deitar achas para a fogueira socialista. E assim, a blogoesfera entra para o habitat do alegado polvo.

Às 20 horas, o Primeiro-Ministro vai falar ao país. Irá fazer uma declaração à visada, ou seja à comunicação social. A “hipótese pântano” parece estar afastada, embora nunca fiando…

Gulbenkian – Envelhecimento e solidão

Dois projectos virados para o problema da solidão dos idosos e que promovem o diálogo e o convívio entre gerações foram apoiados pela Fundação no âmbito de um concurso que abrangeu o Alentejo e a região do centro.

Pais & Avós e Saltarico, assim se chamam os dois projectos foram apresentados, respectivamente, pela Santa Casa da Misericórdia de Mértola e pela Rede Europeia Anti-pobreza da Guarda. Ambos os  projectos promovem a partilha e a convivência entre crianças e idosos, através da expressão musical e plástica, educação física e introdução às novas tecnologias de informação e comunicação.

Saltarico, dinamiza oficinas etnográficas em que os “mestres” são os idosos e os “aprendizes” são os jovens estudantes do Instituto politécnico da Guarda. Estas actividades pretendem contribuir para a convivência saudável entre gerações, eliminando barreiras , preconceitos e estereótipos.

Os custos das contas, o Conselho de Estado e o cantando e rindo

Depois das eleições e das manobras do Orçamento do Estado, começam a aparecer as facturas de sucessivas incompetências e mentiras: a bolsa portuguesa caiu a pique por reacção às contas públicas.

Por cá há quem esqueça que se pode enganar muita gente ao mesmo tempo, mas não se engana toda a gente. E enganar os de fora é mais complicado, e os custos sobem, tal como os juros, e nem os parceiros perdoam.

Por cá temos teatro institucional, representado em nobres palcos, como o do Conselho de Estado. A preocupação da elite da República não está na dívida pública e nos seus asfixiantes custos, nas quedas de encomendas ou nos perigosos sinais de asfixia da liberdade de expressão. Nada disso. É  antes com uma crise de ameaças provocada por quem não parece querer governar aquilo que ajudou a criar.

Podiam, já agora, debater o estado do tempo, que, também, merece cuidados, a pôr o país em alerta.

Certo é que o melodrama vai continuar, por outros palcos, qual trupe itinerante, porque é necessário reforçar o circo quando escasseia o pão. Ainda que se dê ares que dinheiro não é problema.

COMO UMA MINORIA É ARROGANTEMENTE MAIORITÁRIA

OS CEM DIAS DO GOVERNO

Faltam poucos dias para que este governo, liderado por D. Sócrates II o Dialogador, veja debatido na Assembleia da República o seu Orçamento para 2010. Pelo que se sabe, o executivo conseguiu acordos que lhe são francamente favoráveis, tendo a oposição sido levada, com areia nos olhos, a aceitar a arrogância socialista.
Como é de costume, nesta altura, cem dias passados sobre a tomada de posse do governo, faz-se um balanço da actividade governativa dos nossos mandantes.
Nestes três meses, já foram três as fases por que passaram.
Na primeira, quando ainda não tinham interiorizado que tinham deixado de ter uma maioria absoluta, o governo mostrou-se extremamente arrogante.
Na segunda, a oposição, quando ainda não tinha interiorizado que não era governo, mostrou-se extremamente arrogante, a ponto de querer que o País tivesse o seu Orçamento e não o do governo.
Na terceira, aquela em que agora vivemos, os ânimos acalmaram, o governo mostrou começar a entender que não tinha a anterior maioria, encetando o uso de um diálogo cheio de promessas, e a oposição vai-se deixando embalar pelas palavras doces do governo.
Nas duas primeiras fases, o clima de tensão foi grande, com o casamento gay, o adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, e a extinção do Pagamento Especial por Conta a tomarem conta dessa tensão.
A entrada desta terceira fase coincide com o início do ano. Chegou o ansiado diálogo. As negociações para a aprovação do Orçamento de Estado, culminaram na abstenção dos principais partidos da oposição, garantindo a sua viabilização. Passaram todos a ser amigos do peito. Mas atenção, que a alteração da Lei das Finanças Regionais, pode, de novo, fazer azedar os ânimos.
Estamos nos momentos em que o governo entende começar de novo a adoçar a boca ao zé povinho, através de medidas de carácter populista. E lá surge a abertura de uma conta a prazo, de 200 euros, para cada nascido em território Nacional. Com essa medida espera-se que os casais portugueses, os que podem procriar, queiram ter filhos, quantos mais melhor, já que as condições de vida vão melhorar consideravelmente. Com esse dinheirinho, o Estado espera receber mais um voto no futuro e dois votos no presente.
A par dessa medida, o anúncio da paragem de certas obras públicas, serve também para acalmar certos pensamentos mais pessimistas, mas a posterior mensagem da sua não paragem, em especial as obras do TGV, não é bom augúrio.
Temos ainda a prova provada da enorme amizade que o governo nutre pelos Portugueses. Para nos beneficiar, e apesar da admissão de erro crasso do Ministro das Finanças, os nossos mandantes, dizem que decidiram de moto próprio aumentar o déficit das contas públicas, no ano de 2009. Tudo a bem de Portugal e dos Portugueses.
Por último, não parece ser nada bom, o termos um Primeiro Ministro, que, sempre pelas piores razões, se mantém nas bocas do povo.

Faltam 435 dias para o fim do Mundo

Eu já tinha ouvido falar de uma que queimou o soutien nos idos de setenta. Ao longo destes anos já me habituei a ver queimar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel com o devido esmero, nas inúmeras manifestações nos diferentes países do eixo do mal (e não, não estou a falar do programa da Sic Notícias). Agora, ver um enfermeiro a queimar a sua bata numa manif é uma estreia. Só não sei se ria ou se chore. É que o ridículo mata… Nos tempos da outra senhora que se divertia, qual pirómana, a queimar soutiens, o Povo gritava nas ruas: “Os ricos que paguem a crise”. Como diz essa grande referência intelectual portuguesa: “acho bem!”.

Agora, algo completamente diferente mas que me permite manter o rumo neste post, uma vez que se pode enquadrar entre a senhora pirómana e a referência intelectual e, sobretudo, tirar do sério os aventadores professores, mais que muitos, que por aqui circulam:

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.
Esta é a convicção de Paul Pastorek.

Pois é, com toda a cagança, segundo o i, o Braga continua a liderar. É com cagança e com toda a pujança. Não nego, está um título do caraças! Realmente o Braga continua com “ela toda”….olha, olha, o meu Word diz que “caraças” é “locução própria do nível de língua informal, pondere o emprego de uma expressão alternativa”! Olha-me este Word todo ele cheio de cagança, deve ser de Braga! Sem pujança ficou o Carvalhal. Ele há dias assim. Já o meu Porto, com a devida cagança própria dos maiores do Mundo (e somos, carago!) foi buscar Kléber, o Gladiador. Vai ser um massacre!!! Ele fez falta no túnel, tinha sido uma mortandade, tipo a que aconteceu junto de Paredes da Beira, no seu conhecido Vale dos Mil, onde os cristãos mataram mais de mil mouros numa só noite…

Assim se caminha rumo ao fim do Mundo. Bom fim-de-semana.

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