Uma história de TERROR!

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Carlos Paz

BES / NovoBanco – Algo está PROFUNDAMENTE ERRADO!
Não pode ser SÓ incompetência. Não é possível!

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Para percebermos um pouco do que se está a passar (é impossível perceber tudo – é tão mau que não existe NENHUMA explicação plausível, aceitável, credível, etc…) vale a pena revisitarmos um pouco a história de tudo o que se passou:

A – Período BES/GES

1) Sob a direção de Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi, José Manuel Espírito Santo, Ricardo Abecassis, Fernando Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo, António Ricciardi, Pedro Mosqueira do Amaral e Amílcar Morais Pires, entre outros, o Grupo Espírito Santo (GES) fez uma gestão de tal forma desastrada de todos os seus investimentos que entrou em processo de colapso financeiro;
2) O referido colapso financeiro foi sendo escondido ao longo dos anos através de uma série de operações que drenaram os fundos do BES para o GES;
3) Este processo correu SEMPRE sem que a supervisão do Banco de Portugal (BdP), dirigida primeiro por Vitor Constâncio e depois por Carlos Costa, se apercebesse do que quer que seja daquilo que se estava a passar (desvios massivos de dinheiro do BES e dos seus Clientes para esconder os PÉSSIMOS resultados de Gestão do GES);
4) Depois de totalmente destruído o GES, o BES estava perto da falência, numa altura em que todos no mercado falavam disso (auditores, jornalistas, comentadores, etc…), MENOS o regulador/supervisor (Carlos Costa e o seu BdP);
5) Em último estertor os supracitados gestores do GES/BES, com a anuência de Carlos Costa e do BdP, promoveram um processo de aumento de capital do BES – recordemos que Banco estava tecnicamente falido, mas estava a ser protegido pela INCOMPETÊNCIA (para bem da nossa sanidade mental coletiva enquanto Nação, vamos acreditar que nessa época os atos e as decisões decorreram SÓ de pura incompetência) de regulação e supervisão do BdP;
6) Este processo de aumento de capital de um Banco que estava FALIDO teve o alto patrocínio do Banco de Portugal (de Carlos Costa), da CMVM (de Carlos Tavares), do poder político (Cavaco Silva e Maria Luis Albuquerque) e de diversos jornalistas e comentadores (como Marcelo Rebelo de Sousa, amigo e visita de casa da “família”);
7) Nesta altura Carlos Costa (e o BdP) já se tinha apercebido de indícios de Gestão Danosa no BES (em favor do GES e de amigos) mas não tinha coragem para afastar Ricardo Salgado e a sua clique da Administração do Banco – nessa altura Carlos Costa pede (e paga com o NOSSO dinheiro) diversos pareceres jurídicos para provarem que NÃO podia afastar Ricardo Salgado, tendo no entanto a maioria dos jurisconsultos consultados optado por referir que Carlos Costa, se quisesse, podia MESMO afastar Ricardo Salgado;
8) A Administração do BES apercebeu-se que já NADA seria possível fazer para salvar o Banco (BES) tendo havido alguém (ainda se espera um esclarecimento das autoridades judiciais) que promoveu uma imensa purga de fundos, numa única semana, que arruinou definitivamente o Banco;
9) Apercebendo-se tarde, demasiado tarde, do ENORME problema que tinha entre mãos, Carlos Costa afasta finalmente Ricardo Salgado que nomeia para seu substituto o seu próprio braço direito (Amilcar Morais Pires, Administrador Financeiro do BES) que estava envolvido em TODO o processo e, aparentemente (continuamos a aguardar esclarecimentos das autoridades judiciais), em TODAS as decisões;
10) O Banco entra numa espiral negativa e no final da semana fatídica da purga de fundos (nunca esclarecida pelas autoridades judiciais), Carlos Costa é finalmente obrigado a agir (o BdP já não podia continuar a fingir que não percebia o que se estava a passar);
11) Carlos Costa que tinha feito parte da equipa de Durão Barroso em Bruxelas, recorre às autoridades Europeias e promove a montagem, com o patrocínio (ou o comando, nunca o saberemos) da Comissão Europeia e do BCE, de uma operação de “resolução bancária” para o BES;
12) Convém aqui recordar que, apesar de ser este o modelo definido pela TROIKA para os problemas dos Bancos Europeus, este tipo de solução foi ensaiada no BES e NUNCA mais voltou a ser usada em lado nenhum da Europa (mesmo no BANIF em que o “nome” foi o mesmo, a operação foi muito distinta). [Read more…]

O discurso.

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Esta madrugada a actriz Meryl Streep, nos Globos de Ouro, foi ao palco receber o seu mais que justo prémio de carreira e fez um discurso brilhante. Podem ver e ouvir neste link.

 

Ajustes directos à lupa – Guimarães

 

Ajustes directos à lupa - Guimarães

Nesta viagem do colectivo Aventar por esse vasto território dos ajustes directos era obrigatória a visita à nossa Cidade Berço, Guimarães de seu nome. E o Município de Guimarães ajusta forte e em rede, de tal forma que esta foi uma viagem difícil e de acesso complexo. Senão vejamos, o Município de Guimarães leva, até hoje, mais de 171 milhões de euros ajustadinhos mas os mesmos devem ser analisados recorrendo, igualmente, a outras entidades detidas na sua esmagadora maioria por capital da autarquia. Sem isso a fotografia ficaria desfocada.

No meio de tanto milhão fomos encontrar a módica quantia de €914.900,00 (quase um milhão de euros) entre comunicação, brochuras e diverso material publicitário sem esquecer as iluminações de natal e outras festas e, a cereja no topo do bolo, cerca de sete mil euros (€7.000,00) nas obras de remodelação do “wc do gabinete da presidência”. De repente, fora destes valores, reparamos que a MEO já se ajustou a mais de €200.000,00 (isto é que é falar!) neste mandato e deparamos com mais de 4 milhões de euros ajustados pela autarquia à “A Oficina Centro de Artes e Mesteres Tradicionais de Guimarães, CIPRL”, detida em mais de 80% pela Câmara Municipal de Guimarães. Depois também se verificou que a candidatura de Guimarães a Capital Verde da Europa já leva entre estudos, projectos e promoção uma bela quantia bem superior a meio milhão de euros (€500.000,00) e cuja candidatura, segundo o site da autarquia, será para apresentar em 2017. Por fim temos a “Casa da Memória”. Nesta, só em molduras digitais, vitrines interactivas, layout expositivo ou concepção de guiões já se ajustaram quase 200 mil euros. Ou seja, até aqui, dos iniciais €914.900 já chegamos quase aos seis (6) milhões de euros!

Bem, o que vale é que apenas a casa de banho da presidência necessitou de obras de remodelação. Caso contrário, imaginem em quanto já iria a conta dos ajustes. E Guimarães ajusta e bem.

E assim anda o nosso dinheiro.

Resposta do Município de Guimarães

Até à publicação deste post, a Câmara Municipal de Guimarães não respondeu a este post. Se o fizer, actualizaremos o seu conteúdo.
Explicação do projecto: Ajustes directos à lupa
Contributos dos leitores: aventar.blogue@gmail.com ou formulário de contacto

Foi o melhor testemunho que arranjaram?

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Ou foi o pior?!

Veja-se só, os portugueses afinal não são moinantes.

Média anual de horas trabalhadas por trabalhador em 2015 (fonte: OCDE 2017)

Média anual de horas trabalhadas por trabalhador em 2015
Fonte: OCDE 2017

Em Portugal trabalhamos mais horas do quem em toda a Europa que queremos como referência para nós. A Alemanha é o país com menos horas trabalhadas na Europa e, simultâneamente, é aquele com a economia mais pujante.

Comprova-se que a produtividade do país não tem nada a ver com o número de feriados que temos, nem se estes são encostados aos fim-de-semana, para não haver pontes. A iniciativa do PSD, patrocinada por Passos Coelho e pela sua clique, não passa de propaganda e, pior, é um erro, pois pretende resolver um problema (a nossa baixa competitividade económica) partido pressupostos errados. Está por isso condenada ao fracasso.

Mas há mais.

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E se um drone colidisse com o seu voo?

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O  Boeing 737-700 das Linhas Aéreas de Moçambique tinha a pista à frente. Do choque não resultaram feridos. Desta vez.

Aconteceu a 5 de Janeiro de 2017,  às 17:15 horas, à chegada ao aeroporto de Tete, em Moçambique. Já com a pista à vista, a tripulação ouviu um estrondo, que se revelou ter resultado da colisão de um objecto com o nariz do avião. Lê-se na imprensa que terá sido um drone, apesar do comunicado da LAM não o confirmar.

Não se sabe o que faria um drone à turbina do avião, mas bem não seria, certamente. Por isso, faz todo o sentido que a Autoridade Nacional da Aviação Civil tenha introduzido limitações ao voo de drones. No entanto, legislação não chega, pois, como sabemos, as regras existem para ser quebradas. E há quem as quebre por rebelião, por inconsciência e também por maldade. Poderemos estar perante um novo problema de segurança com estes objectos voadores telecomandados. É possível que, a par com a indústria dos drones, apareça também a indústria de segurança contra os perigos que estes objectos possam (vão) trazer.

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Lava mais branco

O tema das notícias do dia é, como é natural e lógico, a morte de Mário Soares. E assistimos à televisão no seu melhor – que é mau, como sabemos. Liga-se a TVI24 e fica-se perplexo. Para discutir a figura de Soares, foram escolhidos, além das duas jornalistas, o sobrinho – o estimável e pitoresco Eduardo Barroso -, o amigo – Carlos Monjardino- e, para o comentário político puro e duro, dois salazaristas reciclados: José Miguel Júdice – que aderiu à democracia pelos lucros que ela lhe trouxe – e Adriano Moreira, que, fino e inteligente como é, conseguiu fazer esquecer a muita gente, através da criação de uma “persona” democrática, o facto de ter sido destacado ministro – do “Ultramar”…- de Salazar e autor da reabertura do campo do Tarrafal, entre outras habilidades. E foi vê-lo, ladino, como se não tivesse nada a ver com o assunto, a discorrer sobre as políticas anti-coloniais defendidas por Mário Soares. Foi nesse momento que, nauseado, desliguei a televisão e abri um livro, opção sempre recomendável em casos que tais.

Entretanto, na “Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD” (*)…

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Aguarda-se que um partido que faz parte do Estado de Direito se demarque disto (e do resto) a qualquer momento.

* cf. descrição do grupo, apesar de ser uma página oficiosa.

[post actualizado para sublinhar que a página em causa é uma página oficiosa]

Cristas abanou a cabeça

Abanou a cabeça de um lado para outro, como lhe ensinaram,  enquanto dizia umas coisas.

“Em muitas alturas, o CDS teve grandes divergências políticas com o dr. Mário Soares, mas não esquecemos o seu papel fundador no Portugal Democrático, especialmente no difícil período revolucionário em que se opôs à hegemonia política e totalitária – e em que, tendo vencido, ajudou a democracia a vencer e a ser consolidada em Portugal”, comentou Assunção Cristas, numa nota enviada à agência Lusa. [Expresso]

“Especialmente no difícil período revolucionário”, na visão CDS, pois a ditadura foi um período normal.

O PCP falou

PCP ainda não engoliu o sapo: o partido “regista as profundas e conhecidas divergências”, apesar do passado anti-fascista.

Uma parte da nossa História

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Vou recuar a 1986 para falar de Mário Soares. Nessa altura Portugal vivia uma das suas mais dramáticas eleições. De um lado, Freitas do Amaral e com ele a direita e o centro direita; do lado oposto, Mário Soares e com ele a esquerda e o centro esquerda. Tudo isto de uma forma simplista, sublinho desde já.

Uma divisão enorme na sociedade portuguesa. Duas concepções diferentes de Portugal. Para que a geração dos meus sobrinhos ou mesmo da minha filha possam perceber, era uma divisão que nalguns casos, muitos, se vivia dentro das próprias famílias. Recordo que na minha ficaram, durante alguns anos, algumas feridas. Maioritariamente o nosso apoio era para Freitas do Amaral e o movimento “Prá Frente Portugal”. Alguns familiares, poucos, apoiavam Mário Soares (“Soares é Fixe”, era o lema) e isso criou atritos e amargos de boca entre as partes. Na segunda volta, em Fevereiro de 1986, Mário Soares ganha por uma diferença mínima (o equivalente a um Estádio da Luz como se dizia na altura). Para mim, um adolescente à época que viveu intensamente a campanha eleitoral, foi um enorme balde de água fria. Estava convencido que Freitas do Amaral ganharia as eleições. No fundo, em casa, estávamos todos convencidos de tal.

A verdade foi outra. Mário Soares ganhou e teve a superior inteligência de criar a figura do “Presidente de todos os portugueses”. E foi-o como poucos. Melhor dito, como nenhum antes e como nenhum outro depois. E tinha de o ser para dessa forma acabar com a enorme divisão existente na nossa sociedade. Estou convencido que foram dois os factores que acabaram com essa divisão fracturante no Portugal dos anos oitenta: a forma como Mário Soares soube exercer o seu cargo de forma unificadora e a maioria absoluta do PSD em 1987, ano e meio depois das eleições presidenciais.

Ou seja, Mário Soares foi fundamental como garante da democracia nos anos setenta. Foi a sua acção directa e indirecta que acabou (ou pelo menos atenuou) a clivagem política  na nossa sociedade nos anos oitenta. Em dois períodos diferentes e fundamentais da nossa história recente, Mário Soares foi um verdadeiro estadista. E ficou na história do século XX português.

Não foi perfeito e como qualquer ser humano cometeu erros. Não esteve isento de crítica e aqui permitam-me um parêntesis: aquilo a que se assistiu por parte de muitos portugueses, muitos mais do que aquilo que seria de esperar, nas redes sociais e caixas de comentários dos sites de muito órgãos de comunicação social portugueses nos últimos tempos sobre a pessoa de Mário Soares foi vergonhoso. Mais, demonstrou que continua a existir um número demasiado elevado de pessoas mal formadas, com instintos primários e que nos devem encher de vergonha a todos. Não foi nem é apenas repugnante, é assustador. Que não gostem de Mário Soares, que exista contra ele motivações superiores, é natural e normal mas destilar ódio, desejar-lhe a morte e outras coisas do género a que todos assistimos publicamente é indecoroso e, repito, assustador na forma como nos mostra o seu carácter. Escrevo-o com a liberdade de nunca o ter apoiado nem tão pouco nele votado em toda a minha vida e em todas as hipóteses que para tal tive. Com a liberdade de ter sido crítico de algumas das suas decisões e até de coisas que ele disse ou fez. Aliás, sobre o seu papel na descolonização a história se encarregará de esclarecer a verdade, de elucidar as gerações futuras sobre o que se passou e como se passou. Nem a minha geração está suficientemente distante para o fazer com o devido rigor histórico. E esse é o ponto que mais me divide sobre a personalidade de Mário Soares.

Não vou escrever muito mais sobre Mário Soares. Apenas aconselho, a quem o desejar, a leitura deste fabuloso texto de Miguel Esteves Cardoso, insuspeito ideologicamente, sobre Mário Soares. Está ali quase tudo o que penso sobre Mário Soares. Estou convencido que perdemos hoje um dos nossos maiores.

Cavaco falou

 

E disse o quê? Justificou-se, talvez para justificar os inevitáveis elogios. Falou com a habitual assinatura pessoal.

Mário Soares, uma vida entre multidões

Luta contra a ditadura, preso várias vezes pela PIDE, duas vezes Primeiro-Ministro, duas vezes Presidente da República.

Descobri recentemente que há uma multidão que lhe tem um ódio de morte. Acusam-me de corrupção, de ter estragado a vida aos que viviam em Africa e até ter ter morto Sá Carneiro (*). Não sei se estes boatos têm fundamento ou não. Mas sei que nasci durante a ditadura e agora vivo em democracia e que isso se deve a pessoas como Mário Soares. E sei, também, que viveu sem aparecer ligado aos grandes escândalos financeiros que afundaram o país, desde os fundos comunitários, ao BPN, BPP, BANIF e BES – contrariamente a muitos daqueles que agora o acusam.

Também o acusam de ter levado o país à bancarrota por duas vezes. E, no entanto, escondem que a direita fazia parte de ambos os governos. No primeiro resgate, em 1977, o governo era liderado por Mário Soares e contava com Carlos Mota como Ministro do Comércio e Turismo. O segundo resgate, em 1983, existia um governo de bloco central PS-CDS, tendo Mário Soares Primeiro-Ministro e Rui Machete como Vice-Primeiro-Ministro. Este exemplo de manipulação serve-me para ilustrar que é sensato não opinar sem se ter alguma informação fidedigna. Por isso, sem entrar em idolatrias, agradeço a Mário Soares por aquilo que é inquestionável. Viveu entre multidões, o que contribuiu para a nossa liberdade individual.

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Morreu Mário Soares (1924-2017)

Notícia do Público.

Este banco não é para novos

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Cavaco Silva ainda tentou avisar que isto podia correr mal, mas quem a sabia toda era o Antero. Venderam-nos uma mentira, e o país engolindo e pagando, ao sabor das contradições que se multiplicavam, quiseram fazer de nós otários, o que de resto até acabaram por fazer com assinalável distinção, ou não estivéssemos todos a pagar a engenhosa solução encontrada pelo anterior governo, com a preciosa ajuda do amigo do Banco de Portugal, anunciaram vendas, que se aproximariam de alguns milhares de milhões, sem nunca se concretizarem, e juraram a pés juntos que tal empreendimento não custaria um cêntimo aos contribuintes. Como o outro senhor que também nacionalizou um banco com a mesma promessa, um banco que acabou comprado por um outro ao qual agora preside. [Read more…]

Se ao menos este tipo e c.ia alguma vez tivessem trabalhado…

Quem trabalha sabe que não há pontes. Mete dia de férias e é preciso que a empresa ou serviço aprovem. Mas quem é que se está para se preocupar com minudências quando se pode bater nos do costume?
imagePara a sumidade em causa, o problema da produtividade está no número de horas que a plebe trabalha. Foi com esse argumento que cortou 4 feriados, quis aumentar o horário laboral e inventou o banco de horas. E é por isso que agora volta à carga.

Deve ter ouvido falar que é o que fazem em Inglaterra. Será que também lhe disseram que lá há empresas que têm um horário de 37,5 horas semanais? E que quase todos os trabalhadores do UK têm 5,6 semanas de férias pagas?

Mas se o PSD e o seus militantes estão assim tão preocupados com a perda de produtividade, que vão trabalhar nos feriados. Dêem o exemplo e desamparem a loja. Agora, gostava mesmo era de ver o PSD propor uma solução para a encrenca do Novo Banco, que não ata nem desata, apesar de lá ter o seu boy a ganhar 25 mil por mês para tratar da venda, com os resultados que conhecemos. Mas, como sabemos, o problema da competitividade não está nos impostos que pagamos a mais por causa de andarmos a salvar bancos privados, mas sim na porcaria das pontes, que afinal são dias de férias.

No regresso para

«No regresso para em Lourenço Marques para visitar uma irmã». Efectivamente.

O árbitro, o ovo e a galinha

chicken-and-eggO meu gosto pelo futebol é tal que já me levou a assistir a torneios de futebol organizados por juntas de freguesia ou a jogos de campeonatos entre turmas nas escolas por onde tenho passado. Independentemente das idades, as derrotas provocam sempre o mesmo comportamento infantil: a culpa é do árbitro. Tendo caído na asneira de apitar jogos de alunos, fui, mais do que uma vez, acusado de ter favorecido os vencedores, ficando, frequentemente, com a impressão de que terá sido a minha condição de professor a livrar-me de reacções um pouco mais violentas ou de insultos mais coloridos, porque, para os derrotados, a culpa só podia ser daquela personagem cujo papel eu me tinha disposto a encarnar.

Conheço pouquíssimas pessoas capazes de falar verdadeiramente sobre futebol, atribuindo sempre as culpas aos árbitros quando o resultado é adverso. Trata-se de um comportamento perfeitamente transversal: com ou sem formação superior e independentemente da classe social ou do credo, transformam-se em seres ocasionalmente inferiores, reduzindo noventa minutos a um erro do árbitro, o único agente do futebol que, afinal, não pode errar, ao contrário dos jogadores que podem falhar golos de baliza aberta à vontade, porque a culpa nunca será deles. Note-se que nestes seres ocasionalmente inferiores incluo muitos amigos também adeptos do meu clube. [Read more…]

Así que pasen cinco años

PADRE: Cinco años, día por día. ¡Ay, Dios mío!
— Federico Garcia Lorca, Así que pasen cinco años

Dans le modèle de Klein, l’état spatial est l’opération linguistique de base dans la représentation de l’espace.
—  Arnaud Arslangul (2007)

Fast alle Schnecken, nur etwa drei Gattungen ausgenommen, haben ihre Drehung, wenn man von oben herab, d. i. von der Spitze zur Mündung gehet, von der Linken gegen die Rechte.
— Kant, Von dem ersten Grunde des Unterschiedes der Gegenden im Raum

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Quando, há cinco anos, isto começou a acontecer de forma sistemática

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dei início à recolha de material para um documento, apresentado, um ano mais tarde, na Assembleia da República. A única resposta pública que então obtive foi do ILTEC:

Tal não invalida, é claro, que sejam legítimas as preocupações que o autor expressa no seu trabalho. É importante que os órgãos oficiais, sobretudo num período de transição como este, se esforcem por dar o exemplo e evitem erros.

De facto, cinco anos depois de os fatos e afins terem começado a ocupar quer o lugar dos factos e afins, quer o quotidiano dos leitores do Diário da República, eis o resultado das acções silenciosas que terão sido conduzidas pelos responsáveis políticos para combater o flagelo ortográfico em curso, baseadas evidentemente em estudos secretíssimos e, sem qualquer sombra de dúvida, aturados, demorados e muito rigorosos:

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Efectivamente, 2 de Janeiro de 2012 e 2 de Janeiro de 2017.

Contudo, hoje é dia 6. O que terá acontecido hoje, dia 6 de Janeiro de 2017? [Read more…]

Lettres de Paris #59 et #60

Nous ferons 100 ans à Paris…

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A Sílvia há-de ser a pessoa com quem festejei mais aniversários na vida. Desde há mais de 20 anos que, com raras exceções, passamos o aniversário juntas. A razão é simples: nascemos no mesmo ano, na mesma maternidade, com um dia de diferença apenas. Portanto, podemos dizer que nos conhecemos desde o dia em que nasci eu, que fui quem das duas nasceu mais tarde.
Este ano fazemos 100 anos, a dividir de forma igual pelas duas. Quando for meia-noite de 7 para 8 de janeiro entraremos ambas nos cinquenta. 100 anos a dividir por duuas é uma idade e pêras e muita coisa aconteceu desde que nos cruzámos, ela bem disposta como sempre e eu chorona, como quase sempre, mas por causa dela menos, na Maternidade Alfredo da Costa.
Por isso somos irmãs-praticamente-gêmeas. E por isso, com raras exceções, desde há mais de 20 anos festejamos os nossos aniversários juntas. Há 3 anos, quando fizemos 94 anos por junto, estávamos ambas em Paris. A situação era a contrária. Ela estava na Maison Suger e fui eu que vim visitá-la e festejar com ela o aniversário. Hoje ela está quase a chegar para o início das celebrações. Ela e a segunda pessoa com que creio ter festejado mais aniversários na vida – o meu sobrinho-emprestado-único-e-preferido, o miudinho que conheço desde que nasceu e que é um dos meus amores da vida. O meu Guilherme.

Vamos todos morar para o sótão!

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Pedro Guimarães

Em 2017, VAMOS TODOS MORAR PARA O SÓTÃO!
(e alugar as nossas casas a turistas).

Não, a sério.
Em 2017 desejo que a chamada “economia de partilha” vá para o raio que a parta. Que se proíba pura e simplesmente o Alojamento Local em espaços licenciados para habitação (aka fuck the neighbours licenciamento zero). E já agora, que apareça aí algum político com cojones que diga aos fundos imobiliários que quem manda aqui somos nós.
Quanto à UBER que se proíba também, mas só depois de correrem com todos os taxistas corruptos – ANTRAL incluída. Até lá, fazem falta. Mas não por muito tempo; esperemos, pois não faz sentido um sistema que funciona para os utilizadores mas continua a ser precário para condutores – e 25% evasivo face ao fisco.

E quando estiver tudo limpinho no sector dos transportes e da habitação, que se promova uma reflexão em torno do que é isto de viver numa sociedade de embalagens plásticas. E chegado esse momento, que decidamos então em dar o primeiro passo e ser o primeiro país do mundo a proibir toda e qualquer embalagem não biodegradável em circulação comercial.

E que todos os que exercem a violência e a intolerância, todos os que poluem os nossos rios e florestas, todos os que ignoram os ensinamentos da ecologia, todos os que levam o cão a fazer cócó e não apanharam o presente mais do que 3 vezes na vida, quero que todos, mas mesmo todos, sem excepção, sejam obrigados a passar um ano a fazer voluntariado no IPO.

Era só isso.

p.s.- a foto é tirada nas ruinosas e extremamente caras ruínas de uma tal Escola Afonso Domingues, assunto para outras conversas.

Dakar – A Aventura Continua

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Desde miúdo que o Rally Dakar me fascina. Todos os anos acompanho a aventura através da televisão, sobretudo via Eurosport e agora pelo online. Em três diferentes alturas tive a sorte de ver ao vivo etapas do Dakar e o sonho de nele participar um dia ainda não desapareceu.

Pelo segundo ano consecutivo o piloto português Paulo Gonçalves (motas) teve uma atitude fantástica: parou a sua corrida para ajudar outros pilotos. Ontem foi a vez de parar para ajudar o vencedor do ano passado, Toby Price, que estava ferido fruto de uma queda que o levou a desistir. O Paulo Gonçalves ficou ao seu lado aguardando a chegada do helicóptero de assistência médica. Esta sua atitude levou a organização, a exemplo do ano passado, a descontar o tempo perdido no apoio a um companheiro e com isso o nosso piloto subiu de 11º para o 6º lugar.

Já escrevi no Aventar várias vezes sobre esta mítica prova do desporto automóvel. Ainda hoje tenho atravessada na garganta duas decisões da organização: o cancelamento do Lisboa-Dakar em 2008 e terem levado a prova para a América do Sul. Mesmo assim, continuo a seguir religiosamente a prova e todos os anos a acreditar que é desta que um português a vence. Este último sonho está a ficar como o outro que tenho de participar: cada vez mais difícil…

Cumpriu-se a profecia e o precipício chegou, aleluia, aleluia!

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Espero ainda ir a tempo de me arrepender e conseguir a salvação da minha alma esquerdalha e pecadora, passe-se a redundância. Passos Coelho tinha razão e, pelo menos desta vez, a profecia da desgraça estava certa: os reis magos chegaram mesmo em Janeiro. São as décimas que faltavam para os juros da dívida ultrapassarem a fasquia mágica dos 4%, valor a partir do qual os fanáticos da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias podem erguer as mãos aos céus e agradecer a Deus pela chegada do apocalipse anunciado, que lhes permitirá governar sobre os escombros, cortando e vendendo tudo o que ainda houver para cortar e vender. Já não se fazem seitas suicidas como antigamente. [Read more…]

Morreu Francisco Canas

Denunciante do testa de ferro do GES, personagem chave do caso Monte Branco.

Menezes, o retirado

O senhor Doutor levou uma paulada monumental no Porto e, confesso, pensei que seria para todo o sempre. Pelos vistos não foi, embora, me palpite que o sr. Retirado não conhece a Lei, mas, numa lógica de serviço público aqui fica:

“No caso de renúncia ao mandato, (…), não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.” (Lei nº 46/2005, de 29 de agosto)

Ora, o senhor poder escrever que não se vai candidatar a Gaia. Mas, a única verdade realmente verdadinha é esta: Vila Nova de Gaia 2017 é um jogo que a Lei não lhe permite jogar. PONTO!menezes

Prestado este serviço público, poderia trazer aqui os episódios patrocinados pelo Sr. Retirado que lesaram os interesses dos Gaienses e delapidaram as contas deste lado do rio. Não me surpreendeu a banhada (sim, é mesmo para reforçar a repetição) que levou do outro lado do mesmo RIO (as maiúsculas aqui são uma piada) porque sabemos o que custaram, do lado de cá as condenações em tribunal.

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Das opções editoriais…

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Nos últimos dias foi notícia e fonte de vasta polémica nas redes sociais (como costume) a saída de Alberto Gonçalves do Diário de Notícias e de José Vítor Malheiros do Público. No segundo caso deixo a análise para outro aventador que quer escrever sobre o tema. Fico-me pelo Alberto Gonçalves.

Sou um leitor atento das crónicas do Alberto Gonçalves na Sábado. Normalmente é a primeira coisa que faço quando compro a revista. No caso do DN faço-o na net, em especial através da página de facebook do autor já que há muito deixei de ser cliente do Diário de Notícias. Um breve nota: fui durante anos leitor diário do DN, hábito adquirido na universidade e recordo, mais tarde, que num dos principais quiosques da Maia me comentou a proprietária que só tinha dois clientes do jornal, eu e um advogado. Passado uns tempos o DN entrou numa rota descendente, por motivos já uma vez explicados no Aventar e também eu me passei para a concorrência.

Voltando ao tema, nem sempre concordo com os escritos do Alberto Gonçalves. Porém, a qualidade da escrita e a sua manifesta frontalidade sempre me fascinaram. Além disso, na imprensa escrita, não existe mais ninguém dito de “direita” a escrever assim, sem medo das palavras, sem pinga de politicamente correcto. Sempre me espantou como era possível este Diário de Notícias o permitir. Daí não ter ficado admirado quando li na sua página no facebook que por decisão da direcção do DN, tinha terminado a sua colaboração com este jornal. Estava mesmo a ver que isto ía acontecer.

Por questões de falta de independência da actual direcção? Por pressões do actual poder político? Não e não. Não existe esse luxo chamado “independência” como estamos todos fartinhos de saber mesmo antes desta notícia que descreve as escutas do caso Marquês. Nem tão pouco o poder político se vai incomodar com os escritos de um só comentador. É verdade que o Alberto Gonçalves atira a matar ao actual Governo e ao actual Presidente da República mas é o único e por isso não chega a incomodar e até poderia servir para dar como exemplo da “pluralidade”. O problema é outro. Os escritos de Alberto Gonçalves irritam fortemente uma certa clique que vive (sempre viveu) à volta dos media lisboetas, que deles se alimenta e a eles alimenta. Das viúvas de Sócrates (que vieram festejar rapidamente para o twitter e facebook) passando por alguns senhores dos salões do poder e dos media da capital. Eram esses os principais incomodados com os escritos de Alberto Gonçalves. E se na Sábado lhes era impossível chegar, já no DN a coisa muda de figura. No fundo até tenho pena do Paulo Baldaia, o que deve ter aturado, imagino as fúrias das meninas e dos meninos. Deus nos livre de tal sofrimento.

O que mais os incomoda nos escritos do Alberto Gonçalves é o facto de saberem que ele toca onde dói mais. Pior, que entrar em polémica com ele é arriscarem a passar por enxovalho. Ainda por cima, enxovalho intelectual. Sim, é que o Alberto Gonçalves, coisa muito típica e genuína aqui em cima, é daqueles que não tem papas na língua. Não manda dizer, diz mesmo. Além disso, não frequenta os salões nem os bares e restaurantes da moda de Lisboa. Para eles é uma espécie de labrego do Norte letrado e indomável. Ou seja, um verdadeiro problema que tinha de ser rapidamente resolvido. Obviamente que quando o dinheiro é dos outros (ou fácil) a coisa é simples.

O problema é que o DN continua a definhar em termos de audiências. No tal quiosque que vos falei já nem um só comprador. Segundo dados recentemente tornados públicos as vendas rondam os 10 mil exemplares. Mesmo assim continua cantando e rindo ao sabor das conveniências de uma clique que apenas se alimenta de uma imagem histórica hoje perfeitamente deslocada da realidade. É por estas e outras do género que o DN está como está. Quanto ao Alberto Gonçalves, cheira-me que é para o lado que dorme melhor. Ao contrário das viúvas de Sócrates, não precisa do DN para viver, ou no caso delas, sobreviver.

Lettres de Paris #58

«Ma patrie est une valise/ ma valise, ma patrie»

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estava escrito numa das dez cadeiras-confidentes, nos jardins do Palais Royal. No primeiro dia do ano, estava frio em Paris mas assim mesmo eu e o André lá fomos para a rua. Fomos a pé até ao Hotel de Ville, onde eu já estive tantas vezes de noite e de dia. Cruzámos a Pont Saint-Michel e fomos andando pelo Boulevard du Palais, depois pela Pont au Change que tem uma das melhores vistas sobre Paris, se é que se pode avaliar as vistas de Paris, a partir de todas as pontes, de todos os terraços, de todos os lugares. A seguir virámos à direita no Boulevard des Gevres e chegámos ao Parvis de l’Hotel de Ville. Andámos no pequeno carrossel, como se fossemos duas crianças que muitas vezes creio que, apesar da idade, ainda somos. É preciso alguma arte e algum esforço para carregar a infância dentro pela vida fora. Mas sempre vos digo que é uma arte e um esforço que valem a pena. Sobretudo se se trata de olhar para tudo como se fosse a primeira vez. Sobretudo se se trata de andar nos carrosseis que encontramos vida fora.
 

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Ajustes directos à lupa – Matosinhos

Ajustes directos à lupa - Matosinhos

Hoje fomos visitar os ajustes directos da Câmara Municipal de Matosinhos no portal “Base.Gov”. Este concelho da Área Metropolitano do Porto, com cerca de 175 mil habitantes, já leva mais de dois mil contratos de ajuste directo num valor que supera, nesta data, os 168 milhões de euros.

Coisa pouca. Ora, no meio de tanto ajuste, podemos encontrar coisas tão interessantes como os 81 mil euros ajustados para “promoção do Município de Matosinhos no evento “Comic Con” com um prazo de execução de quatro dias e pagos à empresa “City Conventions In The yard, Lda”. Esta empresa, por sua vez, tem apenas três contratos de ajuste directo no referido portal, dois de 2015 e um de 2016, totalizando mais de 130 mil euros e sempre para o mesmo cliente: a Câmara Municipal de Matosinhos.

Apenas no ano de 2016, em pequenas coisas como “Comunicação, design, publicidade, concertos ou material promocional” a Câmara Municipal de Matosinhos fez ajustes directos (e apenas o que se consegue detectar no Base.Gov) em valor superior a: €1.365.234,00 ou seja, mais de um milhão e trezentos mil euros. E nestes não estão contabilizados os €10.000,00 (dez mil euros) pagos à FNAC pela compra de telemóveis. Telemóveis??? Mas então o operador de telefone que trabalha com a CM Matosinhos e tendo presente o habitual neste tipo de (grandes) contas empresariais não fornece os telemóveis? [Read more…]

Fartos de sermos tratados como estúpidos

Ricardo J. Rodrigues

Foi hoje escolhida a palavra do ano. Durante semanas, as redações receberam comunicados de uma votação online promovida por um grupo editorial e, esta manhã, os resultados foram anunciados numa conferência de imprensa. Vários meios deslocaram jornalistas, fotógrafos e repórteres de imagem para o evento. À hora de almoço, as televisões reuniram comentadores em estúdio para debater o assunto. Aquela podia ser uma notícia, sim, mas no máximo uma breve. Para a maioria dos cidadãos, a escolha de ‘geringonça’ para palavra do ano tem pouco interesse. Se calhar não tem mesmo interesse nenhum. Mas este é um exemplo que mostra tudo o que se passa de mal com o jornalismo de hoje.

‘Geringonça’, recorde-se, foi a expressão utilizada pelo cronista Vasco Pulido Valente para definir o acordo parlamentar da esquerda. É uma palavra com uma conotação negativa e, se um cronista podia utilizá-la, os jornalistas nunca poderiam fazê-lo. O trabalho dos jornalistas é fornecer aos cidadãos a informação rigorosa de que estes precisam – para poderem formar, esclarecidamente, a sua própria opinião. No entanto, os informadores passaram a utilizá-la despudoradamente, condicionando assim os leitores. E não podemos deixar de pensar nisto quando vemos que as pessoas que deixaram de confiar na imprensa, que não encontram hoje utilidade no que leem, que pensam que os jornalistas deixaram de ser os representantes dos cidadãos e passaram a ser representantes do sistema. Com esta ‘geringonça’, lhes damos razão. [Read more…]

Não saber o que dizer misturado com ânsia de protagonismo dá nisto

2017-01-05-01_22_37-o-que-quis-provar-cristas-nesta-bomba-de-gasolina_

Assim se prova o assalto do CDS aos laranjinhas. Então não havia ninguém com uma camisinha azul e amarela?

Com que então o Costa anda a manipular o preço do Brent. Onde é que já se viu isto, ó xôra Cristas?! Olhe que fez muito bem em meter faladura.