Notícias do fim-de-semana

In the magic the Homer dusk
past the red spire of sanctuary
I null she royal hulk
hasten to the violet lamp to the thin K’in music of the bawd.
Samuel Beckett

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John Frusciante partiu um dedo e a acção do primeiro acto da Tosca, do meu vizinho Puccini, decorre na Basílica de Santo André do Vale.

Ah! O riff do Black Sabbath, dos Black Sabbath, é uma cópia do Marte, o que traz a Guerra (Os Planetas, op. 32), do Holst — vai já para aquela lista — e, falando em brummies, o grande Aston Villa ganhou ao Arsenal.

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Há apoios que não se desejam nem aos nossos piores inimigos

É mais do que certo: Pedro Nuno Santos será o próximo secretário-geral do PS.

É um novo capítulo n’A história de Sérgio: o Sousa Pinto.

O pitbull que o PS coloca nas TVs a malhar na esquerda, junta-se a um candidato que diz querer fazer acordos com a esquerda.

Entretanto, em Espanha, a fragmentação avança

Podemos abandona coligação Sumar.

Pergunta (i)nocente

Por uma questão de transparência, vai a Senhora Procuradora Geral da República comunicar ao país a identidade dos desconhecidos?

Curiosidade

Salgado “sabia” de tudo e agora não se lembra de nada.
Marcelo não se lembrava de nada e agora já “explica” tudo.

Na COP28, o lobo protege o galinheiro

Imaginem o PAN liderado por um toureiro. Ou o PCP por um latifundiário. Ou o CDS por um muçulmano. Imaginem a CGTP liderada pelo patronato ou a CIP pelo operariado.

Imaginaram?

Agora imaginem a COP28 liderada por Sultan Ahmed al-Jaber, o ministro designado pela monarquia absoluta dos Emirados Árabes Unidos para presidir à Adnoc, a petrolífera do regime.

Imaginem também mais uma cimeira de fachada, onde nada verdadeiramente se resolve ou sequer caminha nesse sentido.
Onde centenas de chefes de Estado e outros políticos, empresários e líderes de opinião chegam de jacto privado. [Read more…]

“Por um cessar-fogo imediato, duradouro e sustentado levando à cessação da actual escalada de violência”

Ilustração de Susana Matos

O manifesto, subscrito por mais de 100 personalidades, pode ser lido no CPPC.

We will always have Manchester

Finally, at least one religious cult–the Southern Death Cult–developed at the end of the Mississippi Period and spread rapidly through the Mississippi River towns and even reached beyond them into the northern plains.
Marshall McKusick

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Oh yeah!

Gartejo, Lisboa, 15 de Junho de 1993

Coliseu do Porto, Porto, 9 de Novembro de 1994

Ancienne Belgique, Bruxelas, 7 de Março de 2008

Ancienne Belgique, Bruxelas, 16 de Outubro de 2009

Marés Vivas, Praia do Cabedelo, Vila Nova de Gaia, 19 de Julho de 2012

EDP Vilar de Mouros, Vilar de Mouros, 22 de Agosto de 2019

Ancienne Belgique, Bruxelas, 14 de Junho de 2023

Albert Hall, Manchester, 18 de Novembro de 2023

Royal Albert Hall, Londres, 4 de Novembro de 2024

Cirque Royal, Bruxelas, 25 de Junho de 2025

(em actualização)

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Viva Portugal, Viva a Restauração, abaixo da tralha fascista

Em 1640, os patriotas atiraram o traidor do Vasconcelos pela janela e mandaram os espanhóis para a terra deles.

Em 2023, Putins da Wish armados em patriotas vão a Madrid bater continência ao espanhol que exibe mapas de Espanha com Portugal anexado, e as únicas pessoas que mandam para a terra deles, mesmo quando a terra deles é Portugal, são emigrantes fragilizados e pessoas que não encaixam na sua paleta racista.

Viva a revolução de 1640, viva a Restauração e viva Portugal 🇵🇹

E que se f*da a tralha fascista ✊

Números

Fotografia: Rita Chantre/Global Imagens

8 108 200 000. Oito mil cento e oito milhões e duzentos mil.

É quanto o Governo, depois de aprovado o Orçamento de Estado, vai entregar ao sector privado da saúde, vindo do orçamento do Serviço Nacional de Saúde.

Javier Milei foi a Washington lamber a mão do dono

Já sabia que o tolinho recebe conselhos do cão, mas não contava que começasse o percurso a lamber a mão do establishment.

Os amigos de Ventura são amigos de Putin

Na foto podemos ver André Ventura com os cabeças de cartaz do evento da sua Unipessoal, que decorreu na passada semana.

Ao seu lado direito temos Marine Le Pen, directamente financiada pela oligarquia do Kremlin, que defende, imaginem vocês, o fim das sanções contra o regime de Putin.

Por esta é que vocês não estavam à espera.

Ao seu lado direito temos Tino Chrupalla (os trocadilhos que podíamos fazer com este nome), que também é um bom amigo de Moscovo (e de Pequim), onde ia com frequência. A convite, vejam lá vocês, do governo russo.

Quando isto da “operação militar especial” terminar, Ventura devia convidar Putin para cá vir a um dos seus eventos. Existe tanto em comum entre eles que seria uma pena se não se conhecerem. Quem sabe não nasce dali uma nova amizade. Tantos amigos em comum não podem ser coincidência.

Intenção de voto

Porque é minha intenção votar PSD

Ideologicamente nunca houve partido em que mais me revisse como me revejo na IL. E natural seria para mim, votar neles.

Mas

1 a questão fundamental que se vai decidir nas próximas eleições é: Portugal vai continuar a empobrecer (vitória da esquerda) ou não (vitória do centro e da direita); e vai ser essencial, determinante e crítico saber qual o partido que vai ficar em 1º lugar: PSD ou PS.

2 se ideologicamente estou perto da IL, já politicamente tenho tido inúmeros momentos em que sinto muitas, muitas dúvidas acerca do seu posicionamento; há uma espécie de complexo de identidade típico de partidos menores que sucessivamente lhes perverte a lucidez.

3 e no mesmo sentido, acho inacreditável que num momento tão crítico (quase uma última oportunidade) para o País, a agenda exclusivamente partidária da IL se sobreponha ao interesse nacional e se recuse a fazer uma coligação pré-eleitoral cuja inexistência só tem 2 beneficiários: PS e Chega; a sobranceria que essa decisão denota além de marcar indelevelmente o futuro da IL, traduz a perpetuação do vício que tem motivado todo o mal que o PS tem feito a Portugal: o partido é mais importante que o País.

Poesia Sonora #1

I have climbed the highest mountains
I have run through the fields
Only to be with you
I have run, I have crawled
I have scaled these city walls
These city walls
Only to be with you.

But I still haven’t found
What I’m looking for.
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Holodomor

“They tried to exterminate us – they failed”
“Нас намагалися винищити – не вдалося”
Volodymyr Zelensky, 2023.11.25

O 4º sábado de cada mês de Novembro foi instituído como o “Dia da Memória das Vítimas da Fome e das Repressões Políticas” ou “Dia da Memória das Vítimas do Holodomor”. Neste ano de 2023, aconteceu a 25 de Novembro. E, infelizmente, não mereceu muita atenção. Aliás como o próprio Holodomor.

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Em Gaza, o massacre segue conforme planeado

É surreal, verdadeiramente surreal, a leveza com que se está a normalizar o massacre em curso em Gaza. Fala-se em mais de 10 mil civis assassinados pelo regime israelita, dos quais mais de 4 mil são crianças, e há quem nos queira fazer crer que existe legitimidade democrática nesta barbárie.

Não existe.

A forma como Israel está a conduzir a sua vingança, a bombardear indiscriminadamente civis e a terraplanar Gaza não é algo que se espera de uma democracia liberal. É algo que esperamos de tiranos como Putin, Assad ou Bin Salman. Netanyahu faz parte deste grupo de assassinos. Faz parte do mesmo grupo que o próprio Hamas. [Read more…]

Podem fechar a net por hoje

Nem todos os mortos foram homenageados…

Carlos Moedas, decidiu comemorar o 25 de Novembro de 1975, data importante para instauração da democracia em Portugal, justificando a decisão com a necessidade de activismo moderado e combate ao radicalismo. No dia 26 de Novembro de 1975, 3 militares perderam a vida na calçada da Ajuda, nas imediações do Palácio de Belém, durante a troca de tiros entre as tropas sitiantes do Regimento de Comandos e sitiadas da Polícia Militar. O tenente José Coimbra e o furriel Joaquim Pires, foram homenageados por Carlos Moedas, já o aspirante José Bagagem ficou esquecido pelo autarca da capital e destacado militante do PSD, que era até por muito boa gente, apontado como putativo líder do partido, substituindo Luís Montenegro.

 

De novo

Nestes tempos em que a opinião pública dominante normalizou a extrema-esquerda (apesar deles próprios não se terem normalizado porque continuam exactamente iguais debaixo da “pele de cordeiro” onde desonestamente se escondem) é preciso mais do que nunca, não esquecer.

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«Não te contaram a história toda sobre a tua liberdade»

Graças às grandes comemorações do 25 de Novembro, descobri a existência do Instituto Mais Liberdade, uma espécie de braço intelectual e propagandístico do chamado liberalismo português.

Na extensa lista de fundadores, temos Carlos Guimarães Pinto, Rodrigo Moita de Deus ou Pedro Mota Soares. Cecília Meireles é directora não executiva. João Miguel Tavares faz parte do Conselho de Curadores. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral é Adolfo Mesquita Nunes.

Entre outras actividades, o Instituto Mais Liberdade criou a exposição 25N, que estará presente em frente às câmaras de Lisboa e do Porto e em mais de 200 escolas. Se não estou em erro, a página 25n.pt também será da responsabilidade deste instituto.

A exposição tem como divisa «25N – A História que não te Contaram». A página exibe a frase «Não te contaram a história toda sobre a tua liberdade».

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Congresso PSD: O discurso de Montenegro

“O Governo caiu de podre” disse Montenegro no discurso de abertura do Congresso do PSD e quem estava a ouvir também estava a cair. Não de podre mas de sono.

O PSD, hoje, com esta liderança e olhando para aquela “bancada” onde se senta Luís Montenegro no congresso, não consegue empolgar ninguém. Fala na “onda laranja” que “está imparável” e só se vê gente a bocejar. Quando o país vê um PS em eleições internas, com um PM em roda livre contra o Presidente da República e este ainda mais solto a conspirar contra aquele, com a saúde perigosamente num caos, a educação numa crise sem paralelo, a justiça em bolandas, os portugueses sem acesso a habitação condigna, os proprietários de AL em fúria contra este governo, os sindicatos na rua, os jovens em fuga e o Galamba a “continuar a andar por aí”, mesmo perante tal cenário adverso o PSD de Montenegro continua a não excitar, sem um golpe de asa, nada. Um longo bocejo. Uma nulidade.

Boa sorte, Portugal.

O 25 de Novembro do 24 de Abril

Pode ler-se num cartaz do município lisboeta que “Lisboa recorda o 25 de Novembro de 1975”. Parece-me muito bem que a capital do país tenha boa memória e que todas as datas sejam estudadas, analisadas e até festejadas por quem as quiser festejar. A fotografia escolhida para o cartaz revela, entretanto, falta de estudo.

As diferentes correntes ideológicas têm todas, em princípio, direito à vida, a não ser que ponham em risco a vida dos outros. Quando o país republicano comemora o 5 de Outubro de 1910, os monárquicos preferem celebrar o 5 de Outubro de 1143, porque terá correspondido a um momento fundacional.

Note-se que não faltam, aos monárquicos, datas para comemorar, até porque a República portuguesa, com os seus 113 anos, é uma criança à beira de uma monarquia que durou mais de 700 anos. Ele é a bula Manifestis Probatum, ele é Aljubarrota, ele é a Restauração, datas, mais datas e ainda datas.

Mas porquê então comemorar o 5 de Outubro? Porque o objectivo é apagar a comemoração republicana. E está tudo certo, porque, felizmente, vivemos em liberdade por causa de uma certa data que não vou agora revelar, porque quero criar aqui algum suspense. [Read more…]

Portugal! Portugal! Portugal!

Renovação à vista no PSD?

Maria Luís Albuquerque, Aguiar Branco, Poiares Maduro, Teresa Morais e Castro Almeida deram à costa no montenegrismo. E parece que o dr. Arnaut, da ANA, também lá vai. Cheirará a poder? Ou a privatizações?

IRC, isenções fiscais e o SoCiaLiSmO

Ou seja: em Portugal, a tributação das multinacionais, em sede de IRC, é elevada. Depois aplicam-se umas isenções fiscais e mais uns quantos incentivos e a coisa fica ela por ela. Mas esses comunistas da OCDE entendem que o lucros são pouco tributados. Ninguém diria, a julgar pelos resultados mais recentes da banca e das Galps desta vida. Está um socialismo que não se aguenta.

Paulo Rangel e o equívoco de Madrid

E assim, de repente, vejo o Professor Doutor Paulo Rangel na televisão portuguesa aos berros num inenarrável castelhano em plena manifestação das direitas espanholas, em Madrid. Porquê?

O Partido Popular espanhol ganhou as últimas eleições legislativas espanholas. Contudo, não conseguiu a maioria absoluta. Nem somando os deputados eleitos pelo VOX. Ao todo, entre PP e VOX, 11 milhões de eleitores votaram na chamada “direita” e assim elegeram 169 deputados. Por sua vez, o PSOE e o SUMAR, as “esquerdas” somaram pouco mais de 10,7 milhões de votos e 153 deputados. Porém, o somatório dos partidos chamados “independentistas” que vão da Catalunha ao País Basco passando pela nossa bem conhecida Galiza, conseguiram mais de 1,5 milhões de votos. Ou seja, as esquerdas, em conjunto com os independentistas, conseguiram atingir a maioria absoluta e, dessa forma, o PSOE e o SUMAR formaram governo, recentemente empossado e representando mais de 12,5 milhões de eleitores. Eu não vou nem aqui nem agora discutir a “bondade” ou “maldade” da decisão. Em Espanha, a exemplo de Portugal, existe uma democracia e, de quatro em quatro anos, no mínimo, os eleitores são chamados a votar e decidir. Permitam-me apenas um pequeno esclarecimento, muito pequeno: tenho visto muitos comentadores televisivos, em Portugal, a dizer que o acordo com os independentistas foi uma surpresa para o eleitorado espanhol. Vivo em Espanha há mais de sete anos, antes disso estudei em Espanha e, tanto por questões familiares como até profissionais, sempre tive uma grande proximidade e um razoável conhecimento da realidade espanhola. Ora, afirmar que foi uma surpresa é, no mínimo, atrevimento. No passado, até o PP se aliou com os independentistas da Catalunha e do País Basco e, mais recentemente, o PSOE governou com o apoio de todos eles. A surpresa, a ter existido, foi o PP não ter conseguido ter maioria absoluta, nem somando os seus deputados aos do VOX…

Porém, o meu artigo não é sobre o resultado das eleições espanholas. É sobre um outro facto: o de ter visto Paulo Rangel, vice-presidente do PSD, a discursar numa manifestação muito particular realizada em Madrid no passado fim de semana. Não se confundam, não era um comício do Partido Popular – e, mesmo que fosse, já teria muitas reservas em concordar – foi uma manifestação convocada por associações “cívicas” espanholas ligadas à direita e à extrema direita espanholas com o apoio do PP e do VOX. Vou repetir, organizada por associações cívicas de direita e de extrema direita. E a extrema direita espanhola é muito peculiar. Uma parte, muito pequena, do PP e mais robusta do VOX olha para Portugal de uma forma pouco….como direi….agradável. Não é a primeira vez, nem a segunda, tão pouco a terceira que surgem textos, panfletos ou cartazes dessas “direitas” em que no mapa de Espanha está incluído como parte integrante desta o nosso país. Quem está atento a algumas páginas de Facebook destas “direitas” espanholas onde estão alguns, poucos, militantes do PP e muitos do VOX e imensos membros de algumas das tais plataformas “cívicas” que organizaram a referida manifestação, sabe que o “apetite” pela integração plena de Portugal como região de Espanha não é nem escondido nem tão pouco disfarçado. Obviamente, os mais desmiolados da turba até advogam o uso da força se necessário. Mas “tolinhos” existem de ambos os lados. Só isto já deveria criar desconforto suficiente para um vice-presidente do PSD não se misturar em semelhante. 

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O semitismo antissemita do sionismo

Esta seleção de comentários, reveladora da alegada “superioridade moral da única democracia do médio oriente”, foi retirada de uma publicação da Amnistia Internacional que apela ao cessar-fogo. Israel não caiu só na armadilha do Hamas, caiu na armadilha da sua própria natureza, colonial e genocida, e os seus defensores são disso uma demonstração viva. Não há, hoje, nada nem ninguém mais antissemita do que o sionismo e que os sionistas. Israel é o grande herdeiro do III Reich.

Nepotismo e falta de democracia interna na Iniciativa Liberal?

A acusação é de um grupo de militantes que abandonaram ontem o partido. André Ventura agradece.

Da fraude da pandemia à ditadura (não foi por falta de aviso)

 

O degenerado e desonrado jornalismo ocidental passou – de um dia para o outro – de só falar de covid para não falar de covid de todo.

Como os OCS determinam a agenda, isto produz um efeito óbvio: quem desvalorizasse a ameaça durante o auge da histeria – ou apontasse para as pornográficas mentiras e contradições – era rotulado de louco, irresponsável e negligente; quem tenta falar de covid após a determinação do seu tabu é classificado de obcecado e paranóico. [Read more…]

3 factos sobre a subida do rating de Portugal pela Moody’s

Facto 1: as notas atribuídas pelas agências de notação valem perto de nada, condição para sempre comprovada pelo triplo A do Lehman Brothers, dias antes do colapso.

Facto 2: se isto tivesse acontecido com um governo de direita, teria sido vendido como um milagre do liberalismo económico, só possível por estarmos livres do socialismo.

Facto 3: isto acontecer quando a oposição à direita garante que a crise política destruiu a credibilidade do país no plano internacional é uma das mais belas ironias dos últimos dias.