Em meados dos anos setenta estava programada a construção de uma central nuclear em Portugal, nomeadamente em Ferrel, concelho de Peniche. Objecto de forte contestação popular ( que culminou com a célebre manifestação de Março de 1976 ), não foi construída. À época havia uma discussão interessante, que era haver correntes de opinião (conservadoras) que defendiam a bondade da energia nuclear desde que fosse usada para fins pacíficos. Ou seja, o átomo proletário era diferente do átomo capitalista. Claro que depois de vários acidentes em centrais nucleares, nomeadamente Chernobil, nada foi como antes.
Volvidos estes anos assistimos hoje a uma discussão entre os defensores do orçamento do actual governo por contraponto com os orçamentos do governo anterior (com mais Bruxelas ou menos Bruxelas). Ou seja, houve uma austeridade má (de direita) mas agora temos uma austeridade boa (de esquerda).
Austeridade é austeridade. Ponto. Mais impostos são mais impostos. Ponto.
Esperemos, para bem de todos e do país, que não venha para aí um Chernobil económico e financeiro.























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