Depois das greves dos Estivadores, dos Motoristas e dos Enfermeiros, chegou a vez de ilegalizar a greve dos Professores?

Todas as greves são passíveis de serem criticadas, umas são mais justas que outras, umas mais claras e outras mais confusas, umas acertadas e outras erradas seja do ponto de vista político seja sindical, mas nenhuma deve ser criticada por razões que se prendem com sua suposta ilegalidade. A greve é um direito inalienável que tem vindo a ser sistematicamente posto em causa, sobretudo quando as greves se metem no caminho do governo.

Não façam figurinhas tristes….

Porquê? A sério, porquê cantar nos directos televisivos ou pintar a tromba como se fossem o macaco dos Super Dragões. Os professores estão carregadinhos de razão, não precisam de fazer figuras tristes e deixar-nos com aquele sentimento incómodo de vergonha alheia….

Quadrilhas com moderação

Isto pode parecer pouco, e de facto é, mas eu sou do tempo em que a quadrilha cavaquista do PSD assaltou o BPN, arrombou os cofres públicos em mais de 8 mil milhões e nada de particularmente grave aconteceu aos delinquentes envolvidos. Anda tudo à solta, com boas mansões, reformas, negócios e aviões. O impoluto Passos até elogiou um deles em tempos.

Um liberal miguelista

Fotografia retirada do jornal Público

João Miguel Tavares sugeriu, no sítio onde escreve, que “num sistema democrático a polícia deve ter a possibilidade de usar força letal”, referindo-se à invasão, por parte dos apoiantes de Bolsonaro, dos edifícios dos Três Poderes e afirmando que, na sua visão, a polícia, a tal que até foi conivente com o desenrolar dos acontecimentos, deveria ter o direito de atirar a matar sobre os terroristas.

Assim mesmo, olho por olho. Dente por dente. Puxar cabelos e lutar na lama. Igualarmo-nos a quem queremos combater.

Ora, João Miguel Tavares diz-se liberal mas, como liberal que diz ser, parece não ter percebido que, num sistema democrático (e liberal), deve acontecer exactamente o oposto do que diz (isto é, a polícia não poder usar força letal, a não ser em casos em que a própria vida do profissional da polícia ou de terceiros seja colocada em perigo). A Lei e a Constituição, pelo menos a portuguesa, são muito claras a esse respeito. Não conheço os meandros da Constituição brasileira, mas com certeza também será directa e sucinta em tal aspecto. Os terroristas bolsonaristas que destruíram tudo o que se atravessava no seu caminho, durante os tristes acontecimentos do último Domingo, hão-de ser julgados dentro dos trâmites da Lei; sem fuzilamentos ou execuções sumárias. A vida não é o ‘Inglourious Basterds’.

Já João Miguel Tavares, dizendo-se um liberal, começa a amealhar demasiadas opiniões que o colam aos miguelistas ou não fosse ele um Miguel.

Autoridade Tributária, o homem do fraque da Brisa

Ouvi, a espaços, partes do Fórum TSF de hoje. Já tinha ouvido, lido aqui e ali, mas só naquele momento me apercebi da perversidade que é ter a Autoridade Tributária a fazer o papel de homem do fraque de empresas como a Brisa, destruindo vidas por conta de dívidas de cêntimos. À Brisa, não à AT.

A Brisa é um daqueles negócios ditos da China, que começa com o contribuinte a pagar tudo, passa para uma privatização em várias fases, durante as quais sucessivos governantes envolvidos, do PSD, PS e CDS, saltam da decisão para o conselho de administração, e termina com o privado a lucrar pesado, mas sempre com a possibilidade de recorrer novamente ao bolso dos contribuintes.

Ou, dito em português corrente, uma chulice.

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Continente: Missão comer as migalhas do Povo

Ontem foi noite de jogo no Dragão. Junto ao estádio existem barraquinhas que vendem bifanas, cachorros, cerveja, refrigerantes. Gente do povo. Humildes. Muitos deles com as marcas, nas mãos e na face, de uma vida dura. Vão ali para ganhar uns cobres, completar a reforma, alimentar os miúdos. Não ganham fortunas nestas quatro, cinco horas de biscate mas é qualquer coisa. Desta vez, ao lado, várias “roulotes” dessa coisa da moda chamada “street food”. A apresentação é melhor mas o objectivo é o mesmo. Uns cobres. É o povo, a nossa gente, a fazer pela vida neste país pobre. Ao lado, mais carote mas com todas as condições, o Alameda com a sua “praça de alimentação”. Até aqui, tudo normal. Tudo? Não.


No shopping Alameda (Dragão) existe um Continente. Da SONAE. Uma das maiores empresas nacionais. E na entrada do seu supermercado o que podem ver na foto: uma promoção especial por ser dia de bola. Esta malta que ganha rios de dinheiro, que matou as mercearias, que matou as perfumarias, as papelarias, os talhos, as frutarias, que matou muito comércio tradicional onde vários ganhavam uns cobres para agora só eles ganharem milhões, não satisfeita e nesse infinito de ganância que caracteriza o capitalismo selvagem dos dias que correm, toca a concorrer com aquelas almas que na rua, ao frio tentam uns cobres para salvar o mês. Uma “sandes” de pedaços de bocados de restos Continente a €1,99 e as latas já nem olhei. Que vergonha. Enfim, uns filhos da grande meretriz….

O Gabinete do Ódio

Sente-se com imaginação? Ou vai ser ultrapassado pela realidade? Ora, vamos lá.

Imagine-se que se monta uma operação que utiliza as redes sociais e ferramentas de partilha em massa, tal como o WhatsApp, para produzir conteúdos e/ou promover publicações nas redes sociais, como forma de atacar pessoas previamente escolhidas.

Imagine-se que o conteúdo divulgado inclui a propagação de notícias falsas, o uso de automatismos e de forte investimento para a promoção do conteúdo gerado.

Imagine-se que se formava um grupo a operar no seio de um governo, com elementos desse mesmo governo, alguns da própria família, e financiando-se com dinheiro público.

Imaginou isso tudo? Então, pode tirar a imaginação da cabeça, pois foi uma realidade na Presidência de Bolsonaro e chama-se Gabinete do Ódio.

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Montenegro engolido pelo vórtex

Quando escrevi o post anterior, ontem à noite, não imaginava que a capa do CM de hoje seria esta. Mas é mais do que merecida. O Bloco Central nunca desilude!

…e, suspeito, Luís Montenegro acaba de tirar bilhete para se transformar no António José Seguro do Carlos Moedas. Quem lhe mandou começar a campanha de 2026 em 2022?

Adolf Ben-Gvir

Ben-Gvir, um fanático sionista que nunca escondeu o seu racismo eugénico, é o atual ministro da Segurança Nacional de Israel. Confesso admirador de Baruch Goldstein, o judeu americano responsável pelo massacre do Túmulo dos Patriarcas, em Hebron, em 1994, onde assassinou 52 palestinianos desarmados enquanto rezavam.

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PSD: Não Alimentar o Chega

Vejo Espinho nas televisões e jornais. No ar a ligação entre o anterior presidente de Câmara e Luís Montenegro. Já cheira a eleições internas no PSD. Não se faz oposição séria e credível com esqueletos no armário…

Sobre a normalização do fascista Bolsonaro

É bom recordar que não foi só André Ventura e o CH a alimentar a falsa equivalência entre Lula e Bolsonaro. Também no seio da IL, PSD e CDS ouvimos vozes a normalizar o extremismo. Por muito que agora assobiem para o lado, fica o alerta para o futuro.

Vórtex Central

Andei distraído com a tentativa de golpe de Estado no Brasil desde Domingo, e hoje lá decidi espreitar que tal estava a correr a implosão do PS. Descobri que foi hoje detido Miguel Reis, autarca de Espinho, acusado de corrupção. O Dream Team de António Costa está imparável, pensei eu.

Mas eis que novas notícias dão conta que o principal visado da Operação Vórtex é o antecessor de Miguel Reis, Joaquim Pinto Moreira, hoje vice da bancada parlamentar do PSD. O tal que era autarca no tempo em que o escritório de seu amigo e conterrâneo Luís Montenegro ajustou directo 400 mil euros em serviços às câmaras de Espinho e Vagos, ambas governadas pelo PSD.

De maneira que, caros amigos, habemus alternativa.

A extrema-direita e as palas que usam

Burro com palas de WhatsApp (autor desconhecido)

A título de diversão, na sequência de um comentário a obviamente tentar fazer passar mentiras, fui ver o que é dito pelo Brasil. Parei no site da Globo, onde está a lista com os nomes e data de nascimento dos presos por invasão da Praça dos Três Poderes.

O governo do Distrito Federal divulgou uma lista com 277 nomes de pessoas presas nos ataques terroristas ocorridos na Praça dos Três Poderes, no domingo (8), em Brasília […]. Os golpistas foram levados para o Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda. Globo, 10/01/2023

Diz o “comentador” que «há cerca de 1500 pessoas, a maioria de homens e mulheres com mais de 50 anos, presas num ginásio de esporte da Polícia, sem nenhuma estrutura de higiene ou conforto. Dois idosos morreram no local. Há também crianças detidas junto aos seus pais.»

Acho muito mal que não tenham higiene nem conforto. É inadmissível que não seja disponibilizado um SPA com sauna e massagem shiatsu a quem tenha acabado de passar horas de trabalho duro a partir vidros, mobiliário e a pilhar bens.

Sobre o número de presos, idades e mortos, constata-se, sem surpresa, que se trata de uma mentira. É esta a génese da turba da extrema-direita, uns grunhos mentirosos, sem a menor preocupação em parecerem credíveis. Ao que parece, têm seguidores qb. Não tirem as palas, não.

Dediquei 5 minutos para fazer este boneco, com uma expressão regular, uma pivot table e o Excel. É mais atenção do que a que merecem estes alucinados.

I Love Bloco Central

«Poder local foi “a maior conquista” do 25 de Abril»

«O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, considera que “o poder local foi a maior conquista” do 25 de Abril de 1974, permitindo democratizar o investimento público.», JN, 25 Abril 2011

Quando o fundamentalismo cristão perde a cabeça e mete Lenine e Salazar no mesmo saco

No Brasil, o incessante dilúvio de chalupice faz as cheias deste fim-de-semana no Porto, e do mês passado em Lisboa, parecerem uma pequena poça de água. À beira desta gente, a IURD parece uma coisa séria. Pessoalmente, gosto de lhes chamar Igreja dos Bolsonaros dos Últimos Dias.

Como esta senhora temos exemplos que nunca mais acabam. São todos “autodidactas” (sim, com C de carago!), anunciam o anticristo e o apocalipse, e têm sempre este aspecto sinistro. Mas a dona Ângela tem a particularidade de meter, no mesmo saco, Marx, Engels, Lenine e… Salazar, que criou “o fascismo inspirado no socialismo”.

Deixo-vos com este episódio muito especial de Black Mirror Brasil. Se rir vai para o Inferno, socialista!

Bolsonaro, o cobarde

Obviamente que Bolsonaro incentivou a turba fascista. Ao não aceitar a derrota, não colaborando na transição, não estando na tomada de posse. Com os seus discursos de meias palavras. Ou por vezes de palavras inteiras.

Bolsonaro é apenas um cobarde que não assume o que faz.

Gestão privada da coisa pública

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Paulo Macedo, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), antigo ministro da saúde do governo da Troika, está na RTP1 em conversa com Fátima Campos Ferreira.

Numa altura em que indemnizações milionárias a gestores públicos são tema de conversa, seria relevante perguntar ao Presidente Executivo da CGD o porquê de a Caixa ter pago, em 2018, 951 mil euros a um administrador para se ver livre dele.

Gostaríamos todos de saber.

A Caixa Geral de Depósitos pagou perto de 1 milhão de euros para destituir Pedro Leitão, administrador da administração de António Domingues e que Paulo Macedo não quis (…) 

Qual é a pressa?

Versão António Seguro em tons laranja. O primeiro foi de carrinho.

«Montenegro concorda com Marcelo: “não há nenhuma razão” para que o Governo caia agora»

Se calhar tem razão. É melhor esperar que o governo cometa alguma asneira das grandes. Como por exemplo entrar em colapso a partir de dentro, com demissões após demissões.

 

Invasão da Praça dos Três Poderes: estava escrito nas estrelas

Estava escrito nas estrelas: dois anos após a invasão do Capitólio, os brasileiros “do bem” invadiram a Praça dos Três Poderes e as várias instituições ali sediadas. Houve vandalismo, roubo e delinquência para todos os gostos. Parabéns a todos os que, também por cá, se bateram pela falsa equivalência entre Lula e Bolsonaro e pela normalização da extrema-direita. A vossa posição face à democracia é hoje mais clara do que nunca.

Força, Brasil! O extremismo não passará!

Falsas equivalências

No seu discurso de ontem, reagindo à barbárie que os apoiantes de Bolsonaro impuseram em Brasília, Lula da Silva chamou à extrema-direita aquilo que ela é: neo-fascistas de trazer por casa. Logo se levantaram, inconformamos, os empedernidos liberais do extremo-centro, dizendo que as declarações do presidente brasileiro polarizam e acicatam a reacção.

Esta posição é, apenas, e na verdade, mais uma das infindáveis tentativas de colar a extrema-direita à esquerda, quando sabem perfeitamente que o que está em causa não é uma questão de extremos, mas sim de fascistas versus democratas. Esta estratégia de fazer equivaler a esquerda, fundamentalmente social-democrata, à extrema-direita racista, xenófoba, homofóbica e corrupta é antiga, foi recauchutada e colhe hoje os seus frutos. Mas não há equivalência possível entre quem defende os pressupostos constitucionais que regem uma democracia e aqueles que, inscientes, a querem destruir, começando por corroê-la a partir de dentro, para depois extravasarem e passarem à violência declarada contra as Instituições democráticas. Em Portugal sucede o mesmo, sobretudo depois da entrada declarada da extrema-direita na Assembleia da República: a tentativa de colar o Chega, representante dessa direita retorcida e podre de bolor, aos partidos representantes da esquerda tradicional, como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, partidos que, quer se queira quer não, quer se goste ou não, nunca tiveram um projecto político de destruição da ordem constitucional e democrática. A estratégia, diga-se, é igual aqui, no Brasil, na Espanha, na França ou na Itália.

Ao Brasil, aos democratas brasileiros, da direita moderada à esquerda, que não se revêem em tais actos e respeitam a democracia, vai daqui toda a minha solidariedade e a vontade de que esses insurrectos fascistas sejam postos no seu devido lugar: na cadeia.

Viva o Brasil. Vivam os brasileiros.

Fotografia retirada de: Revista Veja

Criança de seis anos dispara contra professora. Onde? No sítio do costume

Os tiroteios, no “farol da liberdade”, são mais que normais: são parte intrínseca da sociedade norte-americana, onde o lobby das armas é, de longe, o mais poderoso. Aquele que compra políticos de todas as cores e que determina quais guerras que vão de encontro aos interesses de “segurança nacional” dos EUA.

Mas que uma criança de seis anos tenha acesso facilitado a uma arma, e que a use para disparar contra a sua professora, é descer ao patamar de barbárie do Terceiro Mundo. Mas há quem por cá defenda iguais políticas. E, curiosamente, são os mesmos que defendem e arranjam desculpas para o que se passou ontem no Brasil. Os mesmos que se autoproclamam “pró-vida”, sem se rir.

Importar a lição e nunca repetir

Em Portugal, a direita representada por Iniciativa Liberal, CDS-PP e Chega, torceu para que Bolsonaro vencesse. Do filho de Paulo Blanco, passando pelo Ventura original e acabando no Ventura do Chega, os reaccionários sempre desejaram que isto acontecesse.

Tanto em 2018, quando Jair Bolsonaro venceu as eleições a Fernando Haddad, como agora em 2022, alguns representantes da direita portuguesa, dos liberais aos democratas-cristãos, tinham muita dificuldade em “escolher um lado”, para não assumirem, claramente, que votariam em Bolsonaro; já a extrema-direita, representada por André Ventura, nunca escondeu: Bolsonaro ou a guerra civil.

O resultado está à vista e sabemos a intenção futura: importar este tipo de caos para Portugal. É preciso chamar os bois pelos nomes: são neo-fascistas, mais ou menos assumidos. E não passarão, se nos impusermos já.

Imagem de: Tomás Nery

Direito à greve, sim, mas, dizem eles

Governos, instituições e pessoas reconhecem o direito à greve, mas, quando há uma greve, os governos, as instituições e algumas pessoas tendem a criticar a prática da greve ou porque estão a decorrer negociações ou porque irão decorrer negociações ou porque as afirmações ainda são meras propostas ou porque a greve – esta é a minha favorita – está a incomodar as pessoas.

Fica-se com a impressão de que a greve deveria ser apenas um adorno legislativo que servisse para provar a existência de democracia, deixando-se ficar quietinha e bonitinha na letra da lei, sem se sujar na rua.

Está a decorrer uma greve de professores, para fingido espanto e aparente revolta de um ministro alegadamente ofendido com as mentiras que os grevistas dizem, estratégia habitual deste e de muitos ministros que o antecederam

O discurso que reconhece o direito à greve, mas já está em vigor, como se pode notar num texto da Federação das Associações de Pais do Concelho de Gaia. Realço esta pérola: «Entendemos que os professores têm direito à greve como um direito inabalável consagrado na Constituição Portuguesa. O que nos parece mais difícil de aceitar é o modelo de greve que tem como objectivo causar grandes alterações à vida dos alunos e pais com um custo muito baixo para quem a faz.» Como diria Vasco Santana, “Desculpa que te diga, mas és um ilusionista!”

Brasil no seu pior

O Brasil a imitar o pior da América trumpista.

Não é só no Brasil e na América. A humanidade vive tempos de loucura colectiva, penso que será a melhor forma de descrever este delírio que vive de teorias da conspiração, potenciadas pelos algoritmos das redes sociais.

Extrema-direita brasileira imita trumpistas e invade Congresso Nacional (vídeo em directo)

Fascista que é fascista não tolera a democracia. Bolsonaro fugiu para os EUA, mas deixou plantada a semente do ódio. É enfiar esta escumalha em Carandiru.

Há 13 anos, hoje e sempre: amor vincit omnia

Fotografia retirada do Instagram de: Bloco de Esquerda

Assinalam-se hoje, dia 8 de Janeiro de 2023, 13 anos desde que a Assembleia da República aprovou e legislou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em 2010, uma das lutas mais antigas do Bloco de Esquerda foi aprovada com os votos a favor do próprio partido, do Partido Socialista, do Partido Comunista Português e do Partido Ecologista “Os Verdes”. O Partido Social-Democrata e o CDS-PP votaram contra, sendo que sete deputados/as do PSD se abstiveram e duas deputadas independentes do PS votaram contra.

Os direitos não são eternos, conquistam-se e, se não houver zelo, num instante os perdemos. É, então, necessário mantermo-nos alerta e não deixar que as forças reaccionárias de direita revertam os direitos sociais que foram conquistados nos últimos 20 anos.

Voltamos a estar numa situação em que forças extremistas de direita querem usurpar o Estado de Direito para si, para assim o poderem destruir para criar outro em que o Direito não dite leis fundamentais.

Se a votação decorresse hoje, seria novamente aprovada, como é óbvio. Perante a nova conjugação de forças, é sabido que os que aprovaram a lei em 2010 (BE, PS e PCP), a voltariam a aprovar. Não é linear, hoje, a posição do PSD, uma vez que nos últimos anos vários militantes e figuras de proa do partido assumiram, em público, a sua homossexualidade; mas desconfio que se absteriam. O CH votaria contra, ocupando o lugar do CDS. E a IL, apesar de alguns movimentos conservadores dentro do partido, votaria a favor, tal como o PAN e o Livre.

Mas, por muito que a aferição nos diga que, hoje, a posição talvez saísse reforçada, há tendências da sociedade cada vez mais extremistas que nos fariam questão de lembrar que, para além dos ciganos, das gajas e dos pretos, os gays são um dos maiores problemas da sociedade.

Zelemos pelos nossos direitos e digamos a quem ainda não se habitou: é lidar.

Portugal, o atraso económico e os empresários terceiro-mundistas

Quando se discute a fuga de jovens para o estrangeiro, o debate centra-se muito na questão fiscal e muito pouco nos baixos salários e na ganância de empresários que querem CVs de excelência a preço de imigrante ilegal de Odemira. Profissionais qualificados têm um custo proporcional às suas competências. E, se o ordenado for proporcional e justo, os impostos serão um problema menor. Não é à toa que as sociedades mais prósperas assentam em modelos sociais apoiados em impostos altos.

Um tecido empresarial com visão terceiro-mundista é inimigo do desenvolvimento e nunca, em momento algum, alavancará uma economia de primeiro mundo. Passamos os dias a falar nos fracos políticos que temos, mas é igualmente importante debater, sem medos, o problema dos empresários que querem pagar 760€ a jovens com mestrados. Quando não são doutoramentos. Sem noção não saímos da cepa torta.

Ao cuidado da CMTV

Isto não é a Ribeira. E o <i> de Fontainhas não leva acento. É como o <i> de ladainha, rainha, grainha, etc. Siga.

“Cheias de Lisboa não preocupam Porto: cidade está ‘preparada’, garantem autoridades”

“As autoridades *diz que sim”. Se as autoridades *diz que sim, estou mais descansado. Menos bola, menos precipitação, menos espectáculo, menos propaganda (“está a ser reposta a normalidade”…) e mais rigor, sff.

As imagens do dilúvio de hoje, no Porto (c/videos)

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