Também tu, Sócrates?

Sim, tal como Sócrates: “Sócrates destacou a importância da flexibilidade laboral na Auto Europa, destacando que é com flexibilidade que se defende as empresas e o trabalho“, subscrevo a tese e sim, sou favorável a que na Saúde tal como na Educação os serviços sejam pagos por quem pode para que possam ser totalmente gratuitos para os que não podem. Isso é justiça social, o resto é oportunismo eleitoral e cegueira sindical.

Meu caro José Freitas, não se pode avançar com a mudança necessária na sociedade portuguesa sem escorraçar da CRP as teias de aranha e todos os articulados que são um óbice ao desenvolvimento justo do país. Como o dinheiro não nasce nas árvores e com as finanças falidas só lá vamos com medidas drásticas onde aqueles que podem pagam para que os restantes possam usufruir sem custos.

Seria bem mais simples o silêncio de Passos Coelho nesta matéria; seria bem mais oportuno e oportunista ficar quieto e calado à espera que o poder lhe caia no colo. É essa a tradição na política pátria. Eu prefiro desta forma, falando verdade, com risco e com rasgo. Assim todos sabemos ao que vamos e para onde vamos. É só escolher: quem preferir as coisas como estão, vota Sócrates. Quem acredita que o Estado tudo deve suportar sem contributo de quem pode e a economia nacionalizada sempre pode escolher entre Louçã e Jerónimo.

Para os que acreditam que não há almoços grátis, a escolha é óbvia.

Nobel a favor de bancos do estado!

Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia defende que se os bancos não emprestam à economia real, Pequenas e Médias Empresas e famílias, então os estados deveriam criar os seus próprios bancos. “Nos Estados Unidos entregamos à banca 700 mil milhões de dólares.Se tivéssemos investido na criação de um novo banco teríamos todos os empréstimos necessários”

Isto faz-me lembrar a nossa Caixa Geral de Depósitos que, em vez de andar nos negócios especulativos e nas grandes empresas do regime, deveria ser o motor da economia financiando as empresas que asseguram 80% do emprego e 70% da riqueza , que produzem bens e serviços transaccionáveis e viradas para a exportação.

Na verdade não há razão nenhuma, e ainda menos, depois desta crise e da imensa culpa que os bancos tiveram no seu  desenvolvimento, que os Estados não tenham nas suas mãos instrumentos de “padronização” da actividade bancária ( e para isso é preciso controlar uma parte importante do sistema financeiro) e uma regulação muito eficaz. Aqui em Portugal, o dinheiro que falta na economia foi entregue ao BPP, ao BNP e ao BCP, nada se sabendo quanto ao destino final desse dinheiro.

Serviu para pagar empréstimos ao estrangeiro e salvar amigos de apertos? Convinha esclarecer!

de menina subordinada a figura carismática

a capacidade de acolhimento universal de uma mulher carismática
Nel Museo dell’Opera del Duomo di Firenze. Foto personale aprile 2005.

Ensaio de etnologia da infância

Para a Senhora Engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo

Por assuntos vários, tive um desgosto hoje e lembrei-me deste texto dedicado a uma amiga:

Vamos andando, Maria de Lourdes. Vamos andando. Com passo lento, com memórias, cheio de respeito. Um passo que acompanha um modelo de comportamento. Vamos andando ao ritmo das minhas letras, enquanto a nossa Antiga Primeira-ministra é levada a descansar. [Read more…]

O Valor da Vida:

Um caso verídico que nos deve fazer pensar.

Carta aberta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros

Exmo. Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros,

Não nos restando muito tempo para evitar o pior, vou directamente ao assunto e vou ser muito frontal. Peço-lhe que não o considere uma falta de respeito. Vou lhe falar de ESTRATÉGIA.

A ideia de que Portugal, para tornar o PEC suportável e bem sucedido, precisa de mais receitas provenientes do crescimento da economia é, em princípio, correcta. Neste sentido, desde há mais de 15 anos postulo que Portugal “reforce relações”. Infelizmente a “euro-farra” toldou a visão para este objectivo fundamental. Agora chegou a hora da verdade!

Desculpe que lhe diga: a sua frase “sobretudo quando a situação económica exige que Portugal mobilize todos os seus recursos para vender mais”, não acerta, em termos estratégicos, no objectivo certo. Por isso, quanto muito, poderá ter sucessos passageiros. [Read more…]

Foi Coincidência, Contra Natura, Esquisito, ou Simplesmente Sacanice?

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(junção, revisão e complemento de textos anteriores)

Saí à rua perfeitamente absorto nos meus mais profundos pensamentos.

Nem me lembrei que, os adeptos de um clube da capital estariam todos muito contentes pois tinham, ao fim de alguns anos de jejum, ganho o campeonato de futebol da primeira liga.

Como se esse facto fosse de algum modo importante para a felicidade do nosso povo.

Na realidade, o facto em si não é importante, digo eu, para a felicidade do povo. A vitória de um campeonato de futebol será coisa pouca e de pouca valia, muito embora, para o embrutecer (ao povo) e para o fazer esquecer as reais coisas importantes, muita gente, desde o tempo da outra senhora, [Read more…]

Foi Sacanice?

OU COINCIDÊNCIA?
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Ontem ao fim da tarde, o SLB ganhou um campeonato de futebol.
Ontem ao fim da tarde, os seis milhões (?) de adeptos e simpatizantes do SLB, saíram para as ruas, do mundo civilizado, e não só, gritando a plenos pulmões a sua categoria, e a sua alegria.
Depois, cansados, foram descansar com um sorriso nos lábios.
Nesse entretanto, o sr. Fernando, o melhor Ministro das Finanças da Europa, [Read more…]

Raios Partam os Gregos

Estou cada vez mais em sintonia com o nosso governo e com alguma da nossa oposição. A nossa oposição não se ‘oposiciona’ e o nosso governo não nos governa.

E a culpa de quem é? DOS GREGOS!

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Portugal:

A bancarrota está a caminho. Fujam!

Uma economia socialmente explosiva

Gente que há bem pouco tempo ganhava balurdios na Banca em Nova Yorque, dorme agora na rua para arranjar lugar nas enormes filas dos que procuram emprego. Até já se fazem “reality shows” nas televisões para que os ex-milionários contem as suas quedas profissionais. No sector privado, NY perdeu 70 000 empregos só no sector financeiro.

Em Detroit quem anda nas filas do desemprego são os milionários da indústria automóvel, tudo resultante de uma economia onde crescer e concorrer chegou a níveis absurdos.

Curiosamente, cá em Portugal, os níveis de vencimento de alguns passam a ideia de que a “festa” voltou, à ganância, esquecendo-se que há bem poucos meses foi o dinheiro dos contribuintes que salvou da falência as empresas que dão lições ao mundo sobre gestão.

A economia social de mercado está incompleta, falta o social, os mesmos que falam na “mão invisivel” dos mercados esquecem que o seu autor chamava a atenção para o “potencial explosivo” que uma economia tem se deixada entregue a si própria. Estas teorias liberais levaram a uma sociedade injusta e desequilibrada. Socialmente, a continuarmos neste caminho, poderá haver revoltas de multidões que já conheceram um bom nível de vida.

Estamos a voltar às “castas” sociais onde uma élite prospera e a grande maioria definha sem diálogo entre si, em “condomínios” estanques e potencialmente explosivos. A mesma situação de que nos quisemos livrar nos últimos 70 anos, na passagem da economia rural para a indústrial, todos os combates foram travados no sentido da aproximação social.

Nós por cá, tudo pela mão de quem se diz socialista…

A Cimpor a fazer tijolo…

Uma guerra em que o Governo, como se nada tivesse para fazer e nenhuma preocupação , está a travar como se fosse o dono da empresa.

É esta a política deste governo no que às empresas diz respeito, quer mandar, controlar, ter lá os seus homens de mão, uma vergonha, com a CGD pelo meio, uma OPA falhada e grupos privados sem estratégia perante um Estado de que tanto dependem. Isto só vem dar razão a quem, perante a falta de decoro, já propôs ao Presidente da República que as nomeações de boys e girls, sejam controladas por um comissário independente dos partidos.

O governo, de uma vez por todas, deve sair da economia, deve nomear reguladores actuantes e independentes  e deixar que os mercados funcionem. O que se passa nas empresas públicas está a deixar profundas marcas, tanto nas próprias empresas como na sociedade. É tempo de o governo tirar as mãos de onde não lhe cabem competências , onde não tem obtido bons resultados, em que afunda o nosso dinheiro e deixar de brincar aos empresários .

Faltam 407 dias para o Fim do Mundo…

…e mesmo assim já temos mais de mil empresas na falência. A começar pelas empresas de construção civil responsáveis pelas casinhas do nosso Primeiro. Realmente o fim do mundo está perto, sobretudo no mundo da lagartagem. É cada tiro cada melro…

Nestes tempos de Bolonha o que realmente vale é o capital..erótico. O Fim do Mundo aproxima-se a passos largos…

Para que serve o PEC ?

O PEC  – Programa de Empobrecimento Comum, vai apertar o garrote, aumentando os impostos, congelando salários e carreiras,  cortando no investimento e privatizar o que resta para privatizar. Isto nos próximos 3 anos. Vamos todos viver pior e os mais pobres são os que levam por tabela .

O resultado imediato é que estas medidas impedem a economia de crescer, e como não cresce, não há riqueza para distribuir, não há criação de emprego e a receita fiscal não aumenta por via do alargamento da base. Vai ter que se aumentar mais impostos. Chegados a 2013 espera-nos uma prenda. É que é precisamente nesse ano que a maior fatia dos custos das parcerias público/privadas, começam a pesar, e o peso é tão grande que ninguem sabe bem quanto é. Há quem diga que voltamos a ficar numa situação muito semelhante à que temos hoje. Isto é, os sacrifícios que nos pedem não servem para nada.

A economia não cresce, o desemprego mantêm-se e os impostos das famílias e das empresas vão permanecer altos, não competitivos com as outras economias, e como a nossa produtividade é baixíssima, metade da Alemã, vamos cair numa situação de incumprimento da monstruosa dívida que acumulamos. E não vamos conseguir exportar quando as economias mais fortes recuperarem e essa, é a única saída que o PEC, supostamente, nos deixaria aberta. Mas não, vai estar fechada!

A má notícia é que podemos cair numa situação de deflacção e empobrecimento que leva décadas a sair dela, e a boa notícia é que talvez ainda alguem vá a tempo de tirar o país das mãos destes incompetentes!

E agora Passos Coelho?

Com um primeiro ministro profundamente desgastado, num ambiente político de privação, aumentos de impostos e desemprego, o que é preciso para que o PSD seja uma alternativa séria de governo? Ter uma liderança!

É isso que se pede a Pedro Passos Coelho, que seja um líder!

Os caminhos políticos, neste lamaçal a que nos levou Sócrates, sempre mentindo, vendendo “manhãs que cantam” quando  muita gente séria e que não vai em cantigas o avisava que o que vinha aí nada tinha de bom, não podem ser muito diferentes. A economia não cresce, o desemprego vai aumentar, as contas públicas são piores que as que nos vendem, o garrote dos impostos vai aumentar o aperto.

Não há pressa para chegar ao poder, um executivo moribundo faz melhor o papel de estar “quieto, devagar e devagarinho” , não manda nada, está nas mãos das instituições externas que não controla. O PSD deve , pois, preparar-se bem para a tarefa de reerguer o país, na altura certa. No ínicio vai ter paz, um prazo de confiança que lhe vai permitir lançar políticas de relançamento da economia e reformar diversas áreas que estão por conta própria.

Há medidas que todos sabem quais são, não é preciso inventar nada, o diagnóstico está feito, mas é necessário governar, não andar de braço dado com os Grupos económicos que dominam a política, nem com as corporações que co-governam o país . É preciso liderar, tomar a iniciativa, não se meter em buracos e escândalos que retiram a confiança e a credibilidade!

Precisamos de alguem que seja íntegro, que não nos envergonhe, que não nos minta, que não invente, que não ande a empobrecer o país enquanto torna milionários os seus amigos.

Numa palavra, Pedro, o país precisa de um homem sério!

A leitura das sondagens

Dizem os “ analistas” que o facto de haver um maior número de votantes  socialistas a preferirem Pedro Passos Coelho é porque têm medo de Paulo Rangel. Como socialistas preferem o que menor perigo representa.  Esquecem é que há 20% de votantes socialistas que já votaram social-democrata, são os tais 20% que dão ou não maiorias, que dão ou não a vitória e, sendo assim,  uma leitura certeira é estes votantes “volantes” preferirem PPC quando se trata de votar o futuro potencial primeiro ministro.

As leituras das sondagens podem ser várias, até antagónicas, pois se até nas eleições perante “factos” os partidos que têm menor número de votos conseguem dizer que não perdem!

Mas o que é absolutamente importante é que PPC apresente um caminho alternativo a este caminho Socrático que nos arrasta para a pobreza, como hoje é claro para quem quer ver. Um caminho assente numa economia virada para as  pequenas e médias empresas ( e não nos negócios da PT, BCP, CGD…) que exporte e substitua importações, que inove, que invista em novas tecnologias, que crie emprego e valor.

PEC – Programa de Empobrecimento Comum

O PEC está aí debaixo das críticas de todos com excepção dos socialistas que, como é seu timbre, desde que Sócrates deu à costa, vêm coisas que mais ninguém vê!

O PEC empurra o país para o empobrecimento como já aqui dissemos, retira dinheiro às famílias e corta no investimento público, o que reduz a “voltagem” de dois motores da economia. Sempre aqui estivemos contra os megainvestimentos , sem correspondência real no desemprego e na criação de riqueza, mas estivemos sempre a favor de investimento de proximidade, que dá emprego e cria riqueza.

O TGV foi cortado, pelo menos na “conversa” oficial, mas 900 Milhões de euros continuam inscritos no Orçamento. O que faz lá esta verba tão importante se o TGV foi adiado? Dizem os socialistas que se trata de não perder as verbas da UE, o que a oposição rebate dizendo que tem garantias da UE que estas verbas podem ser reinscritas noutros programas.

No essencial, as instituições de notação financeira, já vieram dizer o que pensam de um país que não cresce, que não cria riqueza. A classificação do país desce enquanto os juros da dívida externa monstra sobem!

Com o crescimento que se espera para a economia, o desemprego vai subir mais 2% até 2012, o que quer dizer que vamos atingir a cota do 12%. Para quem começou a prometer que ia criar 150 000 empregos, não está mal!

A Jaula

A nossa economia é uma jaula de onde não se sai por meios próprios.Ou somos ajudados pelo exterior ou então vamos empobrecer ainda mais. Como se percebe não há nenhuma política coerente, voltamos ao mesmo de sempre, aumentar impostos, que Sócrates jurou não aumentar, congelar salários…

Com Sócrates, crescemos sempre abaixo das outras economias europeias e ao fim de uma maioria absoluta a nossa posição é muito pior do que quando ele começou. E não se diga que é da crise porque não é, a crise começou em em 2009 e ele está lá desde 2005. Enquanto a Espanha e a Alemanha não arrebitarem nós nada ou muito pouco podemos fazer. O tecido empresarial é o mesmo, nem sequer se aproveitou para inovar, modernizar…

A receita que se vai obter com o aumento dos impostos é igual ao dinheiro que se meteu nos bancos, ninguem sabe para quê, não há posição nenhuma conhecida e ninguem os quer. As privatizações são os anéis a saírem dos dedos, depois disto pouca coisa o Estado tem para vender, talvez as Berlengas…

É uma situação de desespero que leva a estas privatizações mas a pior notícia é que o dinheiro arrecadado vai desaparecer nas mãos dos boys e das girls, não vai ser utilizado para relançar a economia, modernizar o tecido empresarial. A pobreza é o futuro dos portugueses, pela mão “deste animal feroz”.

O PS é isto, um Estado nas mãos das corporações que mamam sem cessar, gastar o que há e o que não há, não sabe criar riqueza! Em vez de um prepotente  e arrogante político (qualidades dos incapazes) deveria haver, uma vez por todas, um consenso alargado entre Empresários, Sindicatos, Partidos, associações sectoriais, sobre as actividades e os “clusters” em que o país tem vantagens competitivas e estabelecer um plano estratégico a dez anos e cumpri-lo. É a isto que se chama governar!

Uma coisa é certa, entre muitas outras, as empresas de tecnologia que estão a ser criadas e desenvolvidas em Portugal, face à pobreza da nossa economia vão ser compradas por empresários de economias mais fortes e que sabem para onde vão!

Um desastre, o que temos pela frente!

Faltam 418 dias para o Fim do Mundo

A polícia mandou parar uma viatura. O condutor não parou. A perseguição acabou com um morto. Desta vez não era mais um simples desconhecido. A bronca está instalada.

O país está falido. O governo tinha que procurar obter receitas. A vítima é a classe baixa e média baixa. É Portugal no seu melhor. Isso e os prémios da PT. É fartar vilanagem…

Em Portugal perdem-se actas como quem perde um isqueiro. E ficam leis por regulamentar. É a velha incompetência lusa em acção.

A crise não é culpa da banca nem dos especuladores. É dos hippies. Da Geração Rasca, passando pela À Rasca e terminando na Zero…Para relembrar outras gerações à rasca, toca a não perder pitada do The Pacific.

Assim vai o nosso Mundo…

e agora..que fazemos? o pib no chile

Com a morte de Émile Durkheim, coube ao seu discípulo e sobrinho, Marcel Mauss, orientar a Revista Anual L’Année Sociologique, por si fundada em 1896, editada em Paris por Feliz Alkan. Por respeito ao seu desaparecido parente, quase um pai parra ele, quer por consanguinidade, quer por desenvolverem juntos o que Durkheim tinha aprendido na École Normal Superieur de Paris, Mauss deu continuidade à publicação, acrescentando-lhe um novo título: II série. A primeira série era a do seu tio, a segunda, dele. É nesta Revista, que escreve o seu famoso texto sobre reciprocidade, intitulado: Essai sur le don. Forme et raison de l’echange dans les sociétés archaïques, passando, mais tarde, a ser denominado apenas por Ensaio sobre a dádiva. E de dádiva, passa a ser designada reciprocidade, que eu analiso exaustivamente no livro editado em 2008, pela Afrontamento, para o qual remeto o leitor para maiores detalhes técnicos, científicos e históricos.

O que, de momento, me interessa é a reciprocidade. Defini-a como uma troca de bens com mais-valia, isto é, faz parte de um comércio feito sem moeda, caracterizando-se pelo intercâmbio de bens que não se têm por bens que se possuem. Nunca a pensei como uma dádiva que não espera recompensa, quase uma forma de caridade que tudo dá sem nada esperar em retorno.

Até que um dia deste ano de 2010, a 27 de Fevereiro, uma hecatombe abala o Chile e milhares de pessoas ficam sem casa e muitas outras morrem. Ainda não sabemos quantas, como relato no meu ensaio de Terramotos. Memórias Apagadas. Durante menos de um minuto, a terra tremeu na República do Chile, cidades completas ruíram, deixando as pessoas na rua, sem casas nem bens. Em sítios onde nunca antes tinha tremido, como a capital e todo o centro, desde Santiago até Temuco, 800 quilómetros de desolação, de terras abertas que engoliam seres humanos, que sumiam casas, que derrubavam paredes. Cidades inteiras ficaram sem habitações, sem ruas, sem abastecimento de água e de energia eléctrica, com os iminentes tsunamis sempre a ameaçar o que tinha ficado em pé. Histórias que todos sabemos

O problema não é voltar a mesma história. O problema é: o que fazemos agora?

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Faltam 421 dias para o Fim do Mundo:

Nestes dias surpreende a violência. Gratuita, estranha, estúpida. Da mesma forma, sempre se disse que o diabo está nos detalhes e, pelos vistos, no Vaticano. Ao mesmo tempo, a crise agrava-se por terras lusas mas está forte em Madrid, com Florentino a querer abrir os cordões à bolsa enquanto a mulher de Kaká prefere fazer justiça pelas próprias mãos.

Nada como a senhora deputada/cantora/actriz para nos oferecer novas definições de mentira/aldrabice/peta. E Marcelo nos dar um novo tema para amplo debate na blogosfera enquanto outros se assumem rumo às directas.

Assim vai o nosso Mundo…

o pecado de masculinizar a mulher

a mulher pensada por vários homens

Grande surpresa a minha! Os meus colegas ensaístas tinham reservado um dia especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Solicitaram-me que não escrevesse a 8 de Março porque a escrita, nesse dia, era apenas para senhoras. No entanto, tornei a ver o texto escrito a 7 de Março, reproduzido no dia proibido.

No entanto, muitas mulheres escreveram nesse dia, as do nosso grupo e outras convidadas. E vários de nós, homens, que tínhamos escrito, no dia prévio, sobre a mulher. A frase desse dia, o slogan ou estandarte por falar assim, é retirada de uma Canção dos Beattle You can work it out. Por outras palavras, podes fazer crescer ou podes conseguir. A intenção do slogan desse dia, que nem devia existir, porque somos todos iguais, é humilhar a mulher ao dizer que ela também pode crescer, também pode trabalhar, também tem forças para conseguir ser um outro ser como os homens. O mais irónico é a palavra blog, um caderno de rascunhos, de ideias novas de apontamentos para não esquecer. Mas a palavra blog numa frase como esta, refere a capacidade adquirida pelo sexo feminino de ser capaz de desenvolver as suas qualidades como os outros fazem. Aliás, a frase foi colocada por um grupo de homens que deu licença às mulheres para, nesse dia especial, poderem demonstrar que eram pessoas de poder, como os homens pensam que são. Salientem-se ainda, que o sítio em que a frase foi escrita, é denominado blog e é gerido ou administrado por homens. Há uma ou duas mulheres que, timidamente, acompanham essa gestão, excepto duas de apelido semelhante, mas que são convidadas a participar na escrita desde outro blog.

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Faltam 422 dias para o Fim do Mundo…

…e enquanto ele não chega vamos ficando a saber que a economia portuguesa perdeu mais uma década, mais dez anos de tempo perdido, mais dez anos de incompetência e laxismo. Por sua vez, os privados continuam a investir forte nas suas marcas e a lutar por um lugar ao sol. Quanto aos responsáveis políticos nacionais, como se pode ler, estão bastante preocupados…na destruição de escutas, no diz que disse e nas mais diversas confusões judiciais.

Por último, como as grandes dores são mudas, não posso deixar de referir dois apontamentos de imprensa sobre a vergonha de ontem.

Mas nada como uma música para animar o dia. Fiquem bem e regalem os olhinhos, meninos e meninas, para a polémica do momento:

Natureza, lucro, catástrofes

A natureza que dá lucro, causa catástrofes

Continua a ser-me difícil não desabafar sobre as catástrofes acontecidas durante estes pesados dias. Dias pesados, porque nem os sentimentos, nem o espírito nem o corpo são capazes de suportar as hecatombes ocorridas ao longo destes dias em diferentes partes do mundo. Sítios do mundo geograficamente distantes uns dos outros, unidos apenas pela parte mais pesada e difícil de suportar do ser humano, os sentimentos. Esses sentimentos ou emoções que comandam a nossa racionalidade, atributos que definem o nosso pensar e dizer, ou operação do espírito de que nascem as nossas opiniões ou juízos. Juízo ou discurso, argumento, proposição, observação dos acontecimentos que arrasam o nosso sentir ou aptidão para receber as impressões do exterior na nossa consciência íntima. [Read more…]

Chile, um país em recuperação

destas casas cresceram outras

É-me impossível parar a escrita sobre a tragédia do Chile. Examinar a imagem, mostra-nos de imediato como um prédio em construção (em tijolo e zinco), ruiu no meio de outros prédios pintados de branco e direitos. A casa estava já ocupada pelos proprietários ou construtores, porque um dos maiores castigos do Chile, é a falta de habitação. A maior parte da população vive, como explico em ensaios anteriores, em casas cujos materiais de construção se resumem a zinco, papelão e cartão. O desenvolvimento económico do país nos últimos vinte anos, permitiu aos mais pobres saírem das suas casas de «brinquedos» para casas mais sólidas. Sólidas até um certo ponto, porque são feitas pelos moradores desconhecedores das técnicas de construção. Desde o nascimento do Chile, como narra Isabel Allende no seu livro de 2006: Inês del Alma Mia, Arreté, Barcelona – versão portuguesa do mesmo ano, Difel, Lisboa, intitulado Inês da Minha Alma, que existem os alarifes ou mestre-de-obras, arquitectos aprendidos com a prática e com estudos matemáticos nas Universidades do seu tempo. O seu primeiro trabalho é dividir a terra em palmos, medida que equivale a 8 polegadas ou 22 centímetros, medida, tomada com a mão aberta, que vai da extremidade do dedo polegar à ponta do dedo mínimo.

 Largos palmos de terra eram adjudicados aos colonizadores, os que, com a ajuda do alarifes, desenhavam as casas de apenas um piso (térreas), sem mais construções por cima, por causa da necessidade de usar pedra trabalhada por canteiros, e coladas para construir um prédio com cimento e gemas de ovo. Pedras canteadas usadas na construção de prédios certos e duradouros, de vários andares, como as igrejas, os paços ou a sede do governo.

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Conflito não resolvido entre economia e meio ambiente

“Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero

a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade,

quero a bondade. Quero o pecado.”

Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo

Chamou-me a atenção um ensaio do Dr. Daniel Sieben*, um jovem economista alemão doutorado, que recebi através de um amigo alemão. Por demonstrar que o pensar e agir sistémico-holístico se encontra instalado em todas as faixas etárias e por apontar exactamente na mesma direcção por mim postulada em relação à saída da crise, resolvi traduzi-lo. Espero que dê para pensar e que vos seja útil.

Rolf Domher [Read more…]

A economia com base no Euro

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…

Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html

relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..

Patriotismo e PS, uma relação estranha

As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.

Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, [Read more…]

A têmpera de José Sócrates

Podemos não gostar dele, não perceber como um homem como ele tão mal preparado quiz ser Primeiro Ministro, como andou anos a fio a contar-nos histórias que nada tinham a ver com a realidade, como muitas vezes as convicções roçaram a obstinação e a teimosia, mas há que reconhecer, tem têmpera. Como o aço!

Poucos teriam a coragem de prosseguir o combate cada vez mais dificil, cada mais revelador de medidas e políticas erradas, mas é antes de quebrar do que torcer. Ainda agora as escutas e os sucateiros entraram em cena e já a PJ vasculha a PT onde estão dois boys, à procura de financiamento partidário. A mesma PT onde ele impediu que a Sonae concretizasse a OPA!

O mundo desaba à sua volta, o desemprego atinge valores nunca alcançados, a economia não dá mostras de arrancar, a dívida é bem maior do que os já insustentáveis 90% do PIB, o país está de rastos, mas ele contínua. Guterres saiu pelo seu pé dando uma lição de humildade quando percebeu que não sabia como sair da situação. Prestou um serviço ao País?

É apego ao combate, à função ou ao poder?

…a religião é o ópio do povo…

É bem sabido que esta frase não é minha. Foi escrita por Marx no seu livro de 1843, para criticar o seu antigo mestre Georg Hegel, que em 1820 tinha escrito o seu texto  Filosofia do Direito, livro que desqualificava ao povo.  Marx tinha sido educado na escola jesuíta de Triers a sua cidade e mais tarde no Ginásio de Triers, onde escrevera O amor de Jesus e a união dos cristãos, na base do Evangelho de São João.~

Marx era luterano e recebeu educação luterana e casou com uma baronesa da Prúsia, católica. Uniram se em matrimónio, e entre a fé de Marx e de Johanna von Westphalen, souberam lutar pela liberdasde de expressão especialmente essa do povo  mal pagão que não  tinha mais valia, era retirada pelos proprietários dos medios de produção nas vendas dos bens fabricado pelo operariado ao cobrar mais pela mercadoria do que pagavam em salários as suas ideias foram mudando e criaram a teoria do materialismo histórico, com base na economia e nas suas ideias de fé.  Nada tinham contra a religião. Até a defendiam por ser parte das formas de pensar do povo, os seus amigos, que mais tarde denominaram o proletariado. [Read more…]

A Universidade abre-se às empresas

As Universidades de Évora e Aveiro criaram as chamadas ” cátedras patrocinadas” em que uma empresa apoia financeiramente, com “know How” e o saber da experiência de quem está no mercado, a investigação de universitários e de investigadores com provas dadas em assuntos com grande potencial económico.

É o caso das energias renováveis e da biodiversidade já com parcerias a funcionar. Agora vão avançar outras Universidades como a da Madeira, do Porto e da Católica com matérias segundo o interesse das empresas, centradas num investigador com trabalho importante e reconhecido que poderá ser estrangeiro e que com os meios assim obtidos, poderá rodear-se de equipamentos e pessoas altamente prestigiadas.

As empresas ganham notoriedade por estarem envolvidas em investigação credível que poderá levar ao desenvolvimento de novos saberes e tecnologias e fazer o trabalho de transformar a investigação pura em produtos e serviços de mercado e, quanto à Universidade, adquire um músculo financeiro que só por si não  conseguirá alcançar.

Em Aveiro trabalha-se activamente nas tecnologias  das telecomunicações de onde já saíram ideias e produtos comercializados em todo o mundo.

No Alentejo, pela mão de Rui Nabeiro já foi criada uma cátedra com o seu nome e já conseguiu chamar um dos nomes mais importantes em Ecologia e Ambiente (Miguel Bastos Júnior) para desenvolver investigação sobre três pilares: promoção da investigação em biodiversidade e alterações globais, formação avançada em ecologia e divulgação.

Felizmente que a Universidade fechada sobre si própria, como um “bunker” onde só entravam os considerados “pares” e de onde nada saía de novo, está a travar o passo e a dar lugar a uma Universidade aberta à sociedade civil, às necessidade emergentes e aos mercados em parceria com o mundo económico.

Só retirando do palco o peso desmesurado do estado e da administração pública é que o país poderá avançar na senda do desenvolvimento. Enquanto tal não acontecer, continuaremos a ter o lamaçal dos negócios ílicitos, dos administradores “criados” do poder político, da cumplicidade entre poder económico e poder político , e o país a empobrecer!