AMINETU HAIDAR

O grupo promotor do apelo firmado por 42 personalidades e entregue na passada 6ª feira nas embaixadas de Espanha e de Marrocos (ver Anexo), decidiu, em estreita colaboração com a AMNISTIA INTERNACIONAL – Portugal, convocar uma nova Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar.
A VIGILIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR realiza-se na próxima para terça-feira, dia 15 de Dezembro de 2009, às 18:30h, em frente ao CENTRO JEAN MONET
Pedimo-vos a máxima divulgação da iniciativa. TRAZ UMA VELA E MUITOS AMIGOS!
VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR
convocada pela AMNISTIA INTERNACIONAL – Portugal
Terça-Feira, dia 15 de Dezembro, às 18:30h, frente ao CENTRO JEAN MONNET
Delegação do Parlamento Europeu e da União Europeia
(Largo Jean Monnet, junto à Rua do Salitre, em Lisboa)

Prémio de Direitos Humanos da Assembleia da República 2006 – AI Portugal

Não Há Condições

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NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
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Não se admite o que a oposição está a fazer ao governo de Lisboa. É que os tipos não deixam que os governantes, eleitos democraticamente, governem como sabem. Fazem imposições, votam em maioria contra as decisões do sr Sousa, não permitem que as coisas se façam como os governantes querem, enfim, estão a ser uns tratantes, mais ainda do que os da anterior maioria o foram.
E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu? [Read more…]

Politiquices e desvarios…

Passa o Orçamento Geral do Estado para 2010, como já toda a gente percebeu, documento mestre de toda a política do governo para o ano que vem. Mas há outros assuntos que a Oposição encara como importantes, tem opinião, mas com o sacrílégio de não ser exactamente o que Sócrates pensa.

E a vitimização é imediatamente agitada, não passou o Código Contributivo, o tal que não representava aumento de impostos, mas que afinal, segundo o governo, representa uma perda de receitas de 800 milhões de euros! Pode lá ser !

Estranhíssimo, o BE junta-se a outros partidos na Assembleia, o PSD e o CDS, fazem maioria só para embaraçar o governo, acordos contra natura, estamos disponíveis para encontrar as melhores soluções para o país desde que sejam as nossas. E a gente a pensar que na AR os partidos estão lá é para se juntarem e negociarem.

Tudo “ajustes de contas” com o passado ( leia-se com o animal feroz), exaltou a política de investimento público, criar mais emprego, modernizar o país e retirar Portugal da crise.

E a gente a julgar que Sócrates ” o magnífico” já tinha feito tudo isto, segundo se podia deduzir dos seus muitos e longos discursos!

Afinal, não, tal como desconfiávamos…

O mistério de um inocente convite

O mistério de um inocente convite (suspense 6)

 Uma outra esposa, que até aqui só tem estado a ouvir, de dentes cerrados e com a raiva a escorrer-lhe até muito abaixo do umbigo, comenta:

 -A única frase meio filosófica que tenho ouvido ao meu homem nos últimos tempos é, quando ele vai mijar, pela manhã e diz sistematicamente: O que a gente era e o que a gente é! Fico lixada!

 -Imaginem que quando o interroguei sobre o inusitado encontro, só entre gajos, ainda para mais, velhos e incapazes de sobreviveram sozinhos para além de um raio de dois quilómetros, ele me respondeu com ar meio freudiano, que se tratava, possivelmente, de uma espécie de simpósio, em que se faria o levantamento do velho conceito, já gasto, e se tentaria a sua penetração dentro do paradigma da modernidade, muito mais interessante do ponto de vista, digamos, sensorial e estético, do que o paradigma dos nossos tempos.

 -Estão a topar?… O levantamento…a penetração…no paradigma…muito mais interessante…só lhe faltou dizer, a esse filho da puta, muito mais depiladinho! [Read more…]

O encanto

Numa peregrinação a uma grande superfície comercial, tomei finalmente consciência da razão do encanto que os portugueses têm pelos “hiper”.

A mim aquele ambiente causa-me um certo desconforto, talvez porque me disseram que é nos “hiper”, e afins, que faz verdadeiro sentido a expressão “pôr o carro à frente dos bois”. Talvez por isso evito circular com carrinho de compras… Mas, recentemente, percebi o encantamento lusitano por aqueles espaços comerciais. Isto, numa revelação que se desdobrou em duas experiências contínuas. A saber:

– O meu olhar foi cativado pelo preço anunciado da bandeira nacional: um Euro. Exactamente: € 1,00. Pensei para  mim que tal valor terá a sua lógica, pois face ao montante da nossa actual dívida externa, e o seu provável aumento face à realização de mais alguns dos famosos desígnios nacionais, duvido que a nosa bandeira tenha, ou venha a ter num futuro próximo, um valor económico superior àquele pedido pelo “hiper”.

De seguida, ouvi num altifalante a habitual voz feminina anasalada com efeito de eco, a demandar pela presença de um responsável de um sector (penso que era o responsável da mercearia, mas não tenho a certeza…), para que se apresentasse prontamente à recepção que, por acaso, era num balcão que pouco distava de mim. E, em pouco tempo, lá surgiu o demandado responsável.

Face a estas tão profundas experiências, percebi, então, porque os portugueses apreciam tanto os “hiper”: na vida real lusitana, dificilmente as coisas têm um preço justo, e surge tão prontamente, à primeira demanda, o responsável do que quer que seja.

Ladrões de milhões

A sensação que tenho, sem qualquer exagero, quando diariamente abro o jornal, é que Portugal não é um país, mas uma quadrilha.

 Que me perdoem por este sentimento, as pessoas sérias que por cá vivem.

 São milhões que existiam mas não existem, são milhões que não se sabe onde estão, milhões que entraram e não saíram, milhões que saíram e não entraram, poucos milhões na compra, que por artes mágicas renderam muitos mais milhões na venda, poucos milhões na venda, que por artes mágicas renderam muitos milhões na compra.

 Nos governos, nas autarquias, nas instituições, nas empresas, nos bancos, em tudo por onde passam as magras economias de cada um.

 Milhões que são do país, que são de nós todos, circulando nos bolsos e nas contas dos ladrões do povo, dos ladrões nacionais, dos ladrões instituídos, dos corruptos (corrupto significa podre), dos gajos que transformaram a honra, a seriedade, a dignidade e a integridade num monte de merda.

 Belo legado às gerações vindouras!

 Li hoje o artigo de Mário Crespo no JN, intitulado “O palhaço”. Creio que é uma ofensa ao palhaço, essa bela profissão circense, e procurei ler o artigo substituindo a palavra palhaço pela palavra ladrão. Parece-me dar melhor resultado, e não ofende o nosso amigo de nariz vermelho, que não tem nada a ver com outros narizes.

A máquina do tempo: Pinga e Cristiano

Fotografia da equipa do FCP, campeã em 1939/40. Pinga está ao centro, com o joelho ligado devido a uma operação ao menisco.

No sábado da semana passada, à noite, estava com a família a jantar num restaurante de Portimão. Muitos espanhóis estavam por ali e, claro, os televisores estavam ligados para o Real – Almería. E vimos Cristiano jogar bem e agir mal, como quando, depois de ter falhado a marcação de uma grande penalidade, não festejou com os colegas o golo que na recarga, subsequente ao penalty falhado, Benzema marcou. As câmaras captaram o seu ar desgostoso, como se em vez de a sua equipa ter marcado, tivesse sofrido um golo.

Vimos depois como, dois minutos após, festejou exuberantemente o «seu» golo, despindo a camisola e sofrendo a amostragem de um amarelo que veio determinar a sua expulsão e a impossibilidade de jogar em Valência. Tal como sucede na selecção, Cristiano entende que a equipa é composta por ele, a vedeta, e por dez figurantes. Entre parêntesis pergunta-se: como é que se escolhe para capitão uma pessoa como Cristiano? Ricardo Carvalho, por exemplo, não terá um perfil mais adequado a essa função?

Cristiano Ronaldo é um grande jogador, tem uns pés maravilhosos, faz fintas do outro mundo – um sobredotado. Bem sabemos que as bolas de ouro, os Óscares, os prémios Nobel, valem o que valem, mas, com bola de ouro ou sem ela, Cristiano é um jogador de eleição. E a pessoa? Com é a pessoa que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo?

A pessoa é narcisista, egocêntrica, vaidosa e, sobretudo, imatura – um ser humano com a alma apequenada pelo desfasamento entre a «inteligência» dos pés e a patetice da cabeça. Sou forçosamente levado a compará-lo com outro ídolo do futebol mundial, o Messi – um rapaz que sendo um grande jogador, não se deixa ofuscar pelo brilho da própria imagem. E lembro grandes jogadores portugueses – Eusébio, desde logo, ao qual já dediquei um texto, Peyroteo, e andando mais para trás, Pepe e Pinga. Todos eles modestos, pessoas simples. Todos eles geniais jogadores. [Read more…]

Redes demasiado sociais

O conceito de redes sociais, tão badalado nos dias que correm, baseia-se em grande parte na ideia de que todos podemos ser amigos, amigos dos nossos amigos, amigos dos amigos dos nossos amigos e por aí adiante…

Como acontece na vida off-line, qualquer um é livre de escolher os seus amigos (e até inimigos), ou não fosse a Internet o expoente máximo da liberdade individual.

Ora esta teoria, como qualquer outra, encontra frequentemente na prática obstáculos da mais diversa natureza. Neste caso, o obstáculo foi criado pelo Comité de Ética do Supremo Tribunal de Justiça da Flórida, que entendeu que isto de escolher os amigos é muito bonito, mas dentro de determinados limites. E quem define esses limites? O dito Comité, claro está!

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O pedigree da desglobalização

A desglobalização não é nenhuma novidade. keynes, no culminar da grende depressão, dizia: “Não desejamos estar à mercê de forças mundiais que geram, ou tratam de gerar, algum equilibrio uniforme, de acordo com principios de capitalismo laissez-faire.

E prosseguia: “Para um crescente leque de produtos industriais, e talvez tambem agrícolas, levantou-se-me a dúvida de o custo económico de auto-suficiência ser bastante para contrabalançar as outras vantagens resultantes de reunir gradualmente o produtor e o consumidor no âmbito da mesma organização nacional, económica e financeira. Acumula-se a experiência que comprova que o grosso dos processos da moderna produção em massa pode executar-se na maioria dos países e na maioria dos climas com uma efeciência praticamente identica.”

E concluia: deixemos que as ideias, o saber, a arte, a hospitalidade, as viagens, todas essas coisas deveriam, pela sua própria natureza, ser internacionais. Mas deixemos que os bens se produzam em casa quando isso seja razoável e convenientemente possível e, sobretudo, deixemos que as finanças sejam prioritariamente nacionais”

Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais na Universidade das Filipinas

Massimo Tartaglia e a sociedade de consumo imediato

Talvez Massimo Tartaglia esperasse estes momentos de fama e de sucesso. Talvez não. Terá sido apenas o ódio, o desprezo, ou outro qualquer sentimento negativo que o moveu contra Berlusconi, não a busca de uma fama efémera, nem a entrada para a galeria dos malfeitores de famosos.

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No entanto, numa sociedade onde as notícia correm cada vez mais depressa e onde não se pára um segundo para pensar e analisar os acontecimentos, Massimo acabou por, em poucos minutos, se transformar numa estrela do Facebook. Em poucas horas surgiram dezenas de grupos de apoio ou de crítica e contestação.

Houve de tudo. Grupos de apoio apenas com o nome do agressor de Berlusconi, outros mais elaborados: “Liberdade para Massimo Tartaglia”, “Apoio a Massimo Tartaglia”, “Salvemos Massimo Tartaglia”, “Contra Massimo Tartaglia”, “Morte a Massimo Tartaglia”. Numa das páginas, alegadamente de Massimo Tartaglia, estão inscritos mais de 35 mil fãs.

O homem tem 42 anos e, dizem os media italianos, um historial de doença psiquiátrica. Massimo ficou detido após a agressão e foi acusado de “ofensas graves e premeditadas”.

Há uns 20 anos, os Táxi cantavam as desventuras da relação de uma chiclete com uma música, ambas reflexo de uma “sociedade de consumo imediato”. Se era assim há 20 anos, como será agora?

"Vergonhosos abusos sexuais de menores"

Vergonhosos abusos sexuais de menores

 Com este título, li ontem no JN, o artigo de Rui Osório. Nele, ele diz que Bento XVI pede contas a responsáveis da Igreja Católica da Irlanda sobre a “dolorosa situação” das crianças vítimas da pedofilia de padres e de religiosos.

 Diz ainda que os bispos pediram perdão: “Nós, bispos, pedimos perdão a todos aqueles que sofreram abusos dos padres quando eram crianças, ás suas famílias, a todas as pessoas que estão justamente escandalizadas”. “Estamos profundamente chocados com a amplitude e perversão dos abusos como foram descritos no relatório”.

 Continua, dizendo que o núncio apostólico na Irlanda pediu perdão por “todo o erro”que possa ter sido cometido pelo próprio Vaticano, apresentando desculpas. [Read more…]

Crónica de Basileia

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Basileia é uma cidade interessante e agradável, à qual se vai porque há viagens «low cost». Tem especial interesse nesta altura do ano, com o seu típico Mercado de Natal, que dá um colorido muito especial às ruas da cidade.
Mercado de Natal só para ver, claro, não para comprar. A principal nota deste fim-de-semana na Suíça é mesmo o nível de vida. Basileia é mais cara do que Paris, Londres, Dublin ou Reiquejavique. Tudo caríssimo, quase insuportável para a bolsa de um português médio. Nos restaurantes e mesmo nos supermercados – só para dar dois exemplos, um pão normal (um molete pequeno) custava o equivalente a 80 cêntimos, um frasco pequeno de café instântaneo, tipo Mokambo, quase 10 euros. A somar a tudo isto, a dificuldade da conversão dos francos, para quem não está habituado a pensar senão em euros.
Passando ao lado do frio intenso, que se suporta com muita roupa em cima do corpo, existe a grande dificuldade do idioma. Estando Basileia na fronteira com a França e com a Alemanha (visite-se com tempo a Esquina dos 3 países), esperar-se-ia que tudo estivesse escrito em alemão e em francês. E em Inglês, a língua universal. Nada, apenas em alemão. Entrei e saí da Suíça sem perceber patavina do que li, como se pode ver pelo cartaz que fotografei e que estava à entrada de uma igreja. [Read more…]

Natal: Mito, ritual ou processo comercial?

Para os meus netos Tomas e Maira van Emden, em Nederland, e para a que deve nascer em Dezembro, na Grã Bretanha.

Santa Claus vende presentes

Santa Claus vende presentes

Não sou homem de fé mas tenho estas ideias para dizer:

Em 1260, na sua obra Provérbios, Tomás de Aquino escreve elementos do que viria a ser a sua obra O Catecismo, editada pelos Frades Dominicanos e mais tarde, em 1878, pelo Papa Leão XII, nascido Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci Prosperi Buzzi; Carpineto Romano, a 2 de Março de 1810Roma, 20 de Julho de 1903, foi eleito sucessor do Papa Pio IX. É frequente referir-se o Papa Leão XIII pelas suas duas importantes encíclicas: Rerum Novarum, de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e trabalho, em que introduz, no pensamento social católico, a ideia de subsidiariedade e a Aeterni Patris, de 1879, sobre Filosofia, onde destaca a importância do retorno à Filosofia de São Tomás de Aquino do Vaticano, a sua primeira preocupação é declarar a obra de Tomás de Aquino como a orientadora da Doutrina da Igreja Católica, declarando o seu Catecismo a base de qualquer outro que pudesse vir a ser escrito.

Eis, aqui, a razão porque em 1991 o Papa João Paulo II ou Karol Wojtila, ao escrever o seu Catecismo, cita mais de 66 vezes a Obra Aquiniana. Nem Jean Calvin em 1535 ou Lutero em 1529, fazem referência ao nascimento de Jesus. O Direito Canónico que governava o mundo até ao Século XIV ou a queda do Império Bizantino, especula normalmente sobre esta ideia do nascimento de Jesus, narrada como está nos Evangelhos. [Read more…]

As minhas amigas "tresmalhadas"

Era um espanto de mulher quando arribou a Castelo Branco, nos idos de setenta. Professora de ginástica, acabadinha de se formar, louraça, olho azul, mini-saia com umas pernas compridas a condizer, a Manuela era uma brasa, metade do pagode masculino de olhos em bico mas sem coragem de se chegar.

Foi lá o pobre do Vinagre, pobre duas vezes, porque andou de coração apertado enquanto viveu com os olhares de inveja dos outros e ainda coitado porque morreu cedo.

Ficou a Manuela viúva, um estadão, mas quem é que lá ía? naquele tempo, mulher com homem na vida estava entregue à maldicência e à solidão. A nossa conversa, de encher já se vê, é que sendo viúva de um amigo para nós era como se fosse um irmã… [Read more…]

O principio do fim da globalização ?

“O actual desmoronamento global, o pior desde a Grande Depressão de há 70 anos, veio cravar o último prego no ataúde da globalização. Já assediada por factos que mostravam o incremento da pobreza, quando os países mais pobres experimentavam pouco ou nenhum crescimento económico, a globalização viu-se definitivamente desacreditada nos dois últimos anos, quando o processo anunciado com pompa e circunstância, da independência financeira e comercial, inverteu a sua marcha, para se converter em correia de transmissão, não de prosperidade, mas de crise e colapso económico.” Walden Bello .

Nas suas respostas à actual crise económica, embora falando de coordenação global, os governos inventivam programas separados de estímulo económico para revitalizar os seus mercados nacionais. Ao fazê-lo, os governos adiam o crescimento orientado para a exportação, motor real de tantas economias.

A “desglobalização” elaborada há uma década, como uma alternativa para os países em desenvolvimento, não deixa de ser pertinente para as economias capitalistas centrais.

The Economist, observa que as corporações empresariais continuam crendo na eficácia da oferta global, “mas como qualquer cadeia, estas são tão fortes como o seu elo mais fraco. O momento perigoso chegará quando as empresas decidirem que este modo de organizar a produção chegou ao fim”

Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais na Universidade das Filipinas.

Este homem tem talento e uma carreira como humorista, onde pagam muito melhor que nos bancos

Perante  a atitude do Governo e do Banco de Portugal, que decidiram  pôr um travão nos ordenados dos banqueiros, diz o homem do BPI:

Ulrich

“DEIXEM-NOS TRABALHAR, NÃO NOS MASSACREM”

“Não é preciso nada disto na Banca portuguesa. Estamos a falar de um problema inglês”, afirmou ao CM Fernando Ulrich, presidente do BPI, acrescentando que “temos mecanismos internos para controlar as remunerações”.
Aquele responsável manifestou-se ontem na conferência da Reuters/TSF contra o excesso de regulamentação no sector bancário. “Estou farto de ser responsabilizado por esta bagunça toda. Esta crise é uma crise anglo-saxónica. Não nos massacrem. Deixem os bancos em paz. Deixem-nos trabalhar”, afirmou o presidente do banco.

F.C. Porto – FutAventar #16:

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Um ponto apenas nos separa.

No próximo fim-de-semana serão dois pontos..

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Serão .. pontos de avanço que o Porto terá.

Ninguém "os tem" grandes como Berlusconi

 

Não defendo a violência – nem sequer contra este indivíduo – mas imagino que há quem se tenha sentido hoje um pouco justiçado, nomeadamente os ciganos italianos, a centena de milhar de ciganos romenos expulsos de itália, os imigrantes africanos detidos nos Centros de Identificação e Expulsão, os jovens dos centros sociais atacados pela Força Nova, as vítimas indiscriminadas do ressurgido neo-fascismo italiano.

Sílvio, que afirmou há alguns dias, sobre si mesmo, ninguém os ter grandes como Berlusconi, nunca foi um anjinho doce e pacífico.

Amor ao corpo

Diariamente, e em distintas circunstâncias, sou convidada a desinfectar as mãos com um gel alcoólico que não me atrevo a recusar. Afinal, quem sou eu para colocar em risco a saúde pública? Estendo obedientemente as mãos, recebo o líquido purificador, e espalho-o com escrúpulo, insistindo naqueles cantinhos propícios à acumulação de germes perniciosos.

Há dias, estava eu muito aplicada no exercício, ocorreu-me que havia algo de litúrgico neste gesto, e na verdade não sei explicar como é que logo a mim, anticlerical como sou, me havia de ocorrer semelhante coisa. Mas sim, pareceu-me ver algo de uma liturgia profana, um pouco mais ajustada aos nossos tempos, uma forma de ablução rebuscada, que pede pouco ao espírito porque se excede na limpeza da matéria.

Mas de tanto esfregar as mãos com álcool, e de ler cartazes de prevenção da gripe colocados, para meu bem, em locais onde é difícil não vê-los, dou por mim a pensar que isto da prevenção, do medo à pandemia, do zelo na desinfecção das mãos e das superfícies em que estas tocam, não parece capaz de dar um passo mais e traduzir-se em amor ao corpo. Não, parece-me que se fica tão só pelo horror à contaminação. [Read more…]

O mistério de um inocente convite

O mistério de um inocente convite (suspense 5)

 Numa outra mulheral achega para o secreto desenvolvimento da estratégia a adoptar nos subterrâneos neuronais da líder de Custóias, dizia aquela senhora de cigarro sempre na boca, que já teve um cancro do pulmão, ao qual sobreviveu após a cirurgia, que já teve um cancro da laringe ao qual sobreviveu após a cirurgia, mas nunca deixou de fumar:

 -Quando a minha avó era viva dizia-me sempre: ainda que velho, não o deixes pôr o pé em ramo verde. Sei lá se é verde se é maduro, eu penso que é mais pró vermelho esse ramo onde ele vai pôr o pén…, salvo seja, o pé!

 -O irmão do meu cunhado, que é da informática, diz que há um chip quase microscópico, que se aplica, sem ele saber, no relógio de pulso, objecto que nenhum homem tira nessas desavergonhadas funções, cujos movimentos anormais e descoordenados reproduzem um gráfico característico, durante a realização do acto sexual clandestino.

 -Mas tem de ser clandestino, porque com a própria mulher parece que dá uma linha isoeléctrica. Há quem o prenda nas peúgas, dado que é quase imperceptível, peça que o homem também nunca tira, e que dá o mesmo tipo de gráfico, mas invertido.

 -Também resulta a análise do PH da língua, mas é muito difícil convencê-lo a fazer a análise. Já não é tão difícil cortar-lhe as unhas quando ele regressa e tentar obter a partir daí um Papanicolau. No entanto, já corri todas as lojas de informática e dizem-me que o tal chip está esgotado, tem tido muita procura.. Apenas têm chips para a contagem de gases, muito frequentes na subida do Tourmalet, que é como quem diz na subida para o difícil e almejado clímax. Embora muito menos específico, e potencialmente enganador -os gases podem ser da comezaina e não da líbido-, este teste não deixa de ser denunciador. (Continua)

Poemas do ser e não ser

Magnífica surpresa nesta saga de poetas

para o silêncio das cinzas nocturnas!

Um labirinto de ismos que se entrecruzam

de pontes sobre o rio seco

que corre dentro de mim

para um lago de silêncio com a cidade ao longe.

Sei que há no fundo de mim mesmo

Onde não enxergo qualquer fundo

Qualquer coisa que eu sinto.

Sei que há um correr de ruas mortas

E um vento de silêncio

calando as mil janelas da cidade virtual

Onde morre quem vive e vive quem morre

Em serena ode à quietude universal.

E é nesta altura que regressam as canções de Natal

Contemporâneos: Salvem os ricos

Chegou a crise
Não há razão para temer
É que nesta crise
O Teixeira dos Santos vai-nos proteger [Read more…]

O Chile de Sempre

Bandeira do Chile

Bandeira do Chile

Bem sei que sou português, por honra e louvor, apesar de ter pago a nacionalização, pelos serviços prestados a este País. Antes era britânico, antes ainda, Chileno e, por parte dos pais, Espanhol. Com mulher e filhas Britânicas, netos Britânicos e Holandeses, genros Inglês e Neerlandês. Tenho vivido, dos meus sessenta anos, quarenta fora da Pátria. Qual? O Chile, evidentemente. Poucos anos morei lá, mas lá ficaram a minha língua, as minhas memórias, a casa dos pais, grande parte da minha família. Família que hoje vai votar para eleger o próximo Presidente do Chile.

Na minha visita ao Chile de Allende, como sabemos, acabei num campo de concentração. Apenas 35 anos depois, me deixaram entrar.

Quem me dera estar aí, mas esse encarceramento lançou à fogueira da infâmia a minha imensa Biblioteca e as minhas credenciais. Votar não me é possível, ainda que quisesse.

Depois da Ditadura, a minha Pátria tornou a ser o Chile de sempre: muitos candidatos, coligações, esse suar das mãos ao torcer pelos nossos candidatos, os da Concertação Nacional, que agrupa o PS de Allende, Lagos e Bachelet, o dos antigos Presidente Frei, o primeiro a ser envenenado pela ditadura durante uma operação simples; esse Frei Montalva que não queria entregar o poder nos anos setenta do Século passado ao candidato triunfante, o Social-Democrata Materialista Histórico, Salvador Allende, mas foi pressionado pelo seu candidato, Radomiro Tomiç, candidato, que publicamente e em frente do povo, reconheceu a sua derrota e congratulou o candidato vencedor. Frei Montalva, teve de anunciar os resultados, não tinha alternativa. Poucos anos depois falecia nas mãos dos esbirros que ele apoiara. O seu Amigo de sempre, Patrício Aylwin, foi eleito, por unanimidade como Presidente do Chile, em 1990, com o apoio do seu partido, a Democracia Cristã, semelhante à de Portugal, e uma Concertação Democrata, prémio merecido por ter lutado durante 19 anos contra o Ditador, desafiou-o para um plebiscito, o «não ao Ditador» ganhou, foi-se embora de má maneira, com ameaças de outro golpe de estado, como Patrício Aylwin me contou na sua visita a Lisboa. Em poucos meses e a correr, os partidos banidos arrebitaram, embora com nomes diferentes, mas todos votaram pelo sabido triunfador, excepto os apoiantes do ditador, que já não existe – grupo conjuntural – e o mais tarde formado partido Renovação Nacional do candidato, que tudo indica ganhe as eleições de hoje, milionário industrial, por nome Sebastián Piñera, apoiado pela coligação de direita União Democrática Independente. Independente, para se diferenciar dos resquícios do partido do ditador, partido que morre lentamente e não apresenta candidato nestas eleições. O seu rival,

Professores – avaliar como ? por quem ?

Daqui

Pretendendo que o anterior texto tenha mostrado que a avaliação é muito mais que uma classificação, que é um instrumento poderoso de gestão para alavancar a “performance” global das organizações, gostaria de abordar uma forma de implementação nas escolas.

Não podemos esquecer os principios, sem os quais, a avaliação não trará resultados : a) objectivos claros b) negociados e aceites por todos c) mensuráveis, d)com consequências na carreira e no vencimento, sem os quais não se consegue a coesão de grupo, o esforço na mesma direcção, e o entendimento claro do que o todo espera da acção individual.

Estamos numa Região Escolar que tem um conjunto de escolas com problemas comuns e problemas específicos. O ME tem uma visão global nacional e determina com cada uma das Direcções Regionais o que espera de cada uma delas, atento o ambiente social e económico, o historial e as diferenças e complementaridades em cada escola de cada região. [Read more…]

Coisas do Diabo – cozê-lo em lume brando

O plano do PSD é manter o lume depois do orçamento “Queremos demonstrar na Assembleia o descontentamento e descrédito a que o actual governo chegou. Se as pessoas na rua o comentam, deve ser o maior partido da oposição a carrear para esta câmara esses sentimentos e reacções”

O Magalhães, os Contentores de Alcântara, a gestão do QREN, o “Face Oculta” e o estado da Justiça, serão temas que o PSD não largará.

Outra questão, nada pacifica dentro do PS, é a eleição do Presidente da República, crentes como estão os sociais democratas que Cavaco Silva se vai recandidatar, e que no PS se perfilam Alegre, Vitorino,Gama,Guterres…

Depois vai haver as candidaturas de Passos Coelho e Aguiar Branco, durante o próximo mês de Março, altura para mais fogo cruzado sobre Sócrates e o PS!

As comissões de inquérito e as chamadas de ministros ao Parlamento são outras das estratégias a aprofundar. O estado a que chegou a Grécia, com políticas muito semelhantes às do PS, dívida elevada, obras públicas e déficite a cescer será outro filão a explorar.

Sócrates, cada vez mais, faz parte do problema. Para o PS e para o país!

Recuperar a liderança – USA

America Must ‘Reassert Stability and Leadership’”, foi exactamente isso que postulo há mais de uma década e agora o afirma uma importante personalidade norteamericana. Isto é um primeiro passo na direcção certa. Todavia, falta saber qual seria exactamente a estratégia a usar para alcançar o resultado pretendido. Já sabemos: a continuação do uso de meios militares surtirá efeitos contrários.

Rolf Dahmer – convidado

SPIEGEL ONLINE, 12/12/2009

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Interview with US Economic Recovery Advisory Board Chair Paul

Volcker: America Must ‘Reassert Stability and Leadership’

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Paul Volcker, 82, is one of US President Barack Obama’s leading economic advisors. SPIEGEL spoke with him about the economic challeges facing the US, whether new taxes are needed to address public debt and how America can return to a position of economic leadership.

You can download the complete article over the Internet at the following URL:

http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,666757,00.html

Rolf Dahmer

 

Clube dos Poetas Imortais: Edmundo de Bettencourt (1899-1973)

Conheci Edmundo de Bettencourt numa tertúlia, uma das muitas, que se reunia nos fins de tarde no café Restauração da Rua 1º de Dezembro, no centro de Lisboa. Paravam por ali, além do poeta e cantor madeirense, o Alfredo Margarido, que viria a ser professor da Sorbonne e que hoje, jubilado, mantém a sua inteligência e grande saber ao serviço da cultura, o Manuel de Castro (1934-1971), um grande poeta quase desconhecido, às vezes, outro madeirense célebre, o Herberto Hélder. Mais raramente o Renato Ribeiro, com a sua mulher a Fernanda Barreira. Ocasionalmente, algum «imigrante» vindo do Gelo – era só atravessar a rua e andar meia dúzia de metros.

Edmundo Bettencourt, para além de notável poeta e ímpar cantor do fado de Coimbra, era uma pessoa afável, muito cordial, tentando atenuar com a sua delicadeza a frontalidade por vezes brutal de um Manuel de Castro que, talvez adivinhando a morte prematura, desistira já de ser simpático e dizia o que pensava. Por exemplo, eu aparecia por ali vindo da sede da RTP, onde então trabalhava. O fato e a gravata eram, por aqueles anos 60, uniforme obrigatório no tipo de funções que desempenhava. Pois o Manuel, esquecendo-se ou fingindo esquecer-se de que já tinha dito a mesma graça numerosas vezes, fazia sempre alusões pícaras ao meu aspecto burguês.

Foi na altura em que andava a organizar o terceiro número da revista «Pirâmide». Os dois primeiros números tinham reunido gente do «Gelo». Este terceiro, juntou colaboração de frequentadores da tertúlia do Restauração (embora tivesse também um poema inédito do argentino Rodolfo Alonso. E outro, igualmente escrito para a revista, do castelhano Ángel Crespo (1926-1995) que, anos depois, além de consagrado poeta, se converteria num dos principais pessoanos de língua castelhana. Edmundo Bettencourt colaborou com seis poemas, então inéditos, dos quais publico aqui um datado de 1954: «O Segredo e o Mistério». Os poemas eram acompanhados por um retrato do poeta, desenho inédito de Mário de Oliveira:
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O Desencantado

 

O jovem Barão Karl-Theodor zu Guttenberg era Ministro da Economia da Alemanha no governo alemão findo em Setembro 2009. Tinha mostrado nítidos sinais de ter salvaguardado o são juizo humano no meio da confusão que já então reinava em Berlim.

Escrevi-lhe um mail no qual expressei o meu desejo que ele folgasse por algum tempo nos seus cargos políticos não aceitando novas resposabilidades no novo governo da Sra. Merkel. O meu recado era para ele se preparar para o “depois” não se deixando queimar inutilmente num governo que por perseguir objectivos errados só tinha a hipótese de gerir o declínio cada vez mais acelerado da Alemanha. De facto, tudo o que ele fizesse por mais brilhante que fosse, só poderia surtir efeitos negativos.

Infelizmente não deve ter recebido ou lido a minha mensagem ou então não gostou do meu conselho. Facto é que ele aceitou no novo governo alemão o posto de Ministro da Defesa onde no meio do “ruído antes da derrota” herdou todos os problemas relacionados com o infeliz e estúpido envolvimento da Alemanha na guerra do Afeghanistão. Resultado: Depois de ter ganho no passado uma imagem de competente e “portador de esperanças”, irá aparecer na capa do DER SPIEGEL 51/2009, que sairá na segunda-feira, sob o título

O Desencantado

Isto fez-me lembrar um pouco o caso do antigo ministro das finanças Prof. Campos e Cunha que teve a coragem de demitir-se logo quando viu para onde a “viagem” ia.

RD

DER SPIEGEL 51/2009

Aber kein Problem, denn für das „Danach“ werden sich zu geg. Zeit noch genügend fähige Leute finden um das Blatt noch zu wenden – und zwar solche die heute noch belächelt oder sogar wütend bekämpft werden.

 

 

FUTAventar – O Liz inundou Alvalade

O Sporting deu uma lição a todos aqueles que acham que uma grande equipa se faz sem grandes jogadores. Não faz! Sem omoletes…já dizia o Otto Glória.

Na verdade, o Leão está mal servido em vários lugares e não há nada que disfarce isso, nada mesmo, pode juntar-se mais os jogadores para não se perder tanto a bola, mas depois não se chega lá acima ao pé da baliza contrária.

A defesa, saindo o Tonel, começa a perder jogadas por alto, desta vez houve várias bolas perigosas, e o próprio golo foi um galo, o Rui Patrício à espera da bola em vez de a ir buscar, foi antecipado, claro.

E pronto, sem categoria para mais, o Sporting, ou deixa cescer o déficite e aumentar a dívida e vai às compras, ou não ganha nada.

O mistério de um inocente convite

O mistério de um inocente convite (suspense 4)

 Uma nova denúncia, começando já a engrossar o processo, dizia respeito a uma cunhada, que é ajudante de farmácia, e que teria dito à recíproca cunhada que o irmão comprara uma embalagem de viagra. Não, não, não fora de viagra mas de cialis de 20 mg, logo de 20 mg! Parece que faz mais efeito e mais prolongado. Tem uma duração de acção de 24 horas. Contando com altos e baixos, claro, como a bolsa.

 -Pudera! Não se trata, muito provavelmente, de uma traulitada de coelho, mas de um bacanal de uma tarde inteira, quem sabe, se de um forrobodó a entrar pela noite dentro!

 Lamentava-se uma outra esposa, sorumbática, enfiada na concavidade depressiva de um velho sofá, cuja actividade sexual se resumia aos dias santos. Não porque o marido respeitasse essas datas festivas mas porque a fé a levava a essa graça por invocação de um santo secreto que lhe falava em sonhos, assim de uma forma meio atrevida.

 -Sete plásticas, número mágico ligado às sete cordas da lira e às sete cores do arco-íris, mágicas o tanas, de nada valeram. Basta um estranho e insólito convite, sem mulheres legítimas à perna, para ver o meu querido amor a rastejar, a rejeitar-me desde o Natal ao pentecostes e ainda por cima justificar:

 -Coitado do meu amigo, como não tem mulher, não pode estar, sozinho, a aturar as mulheres dos outros. Além disso não pode convidar toda a gente, é um homem só, pau para toda a colher, é certo, mas do corpo lhe sai!

 -Isso, isso, agora é que disseste tudo, pau para toda a colher.

 -Mas foi uma compreensível opção, mulher, tens de aceitar.

 -Aceito, eu aceito, mas como explicas que há dois meses, com dias santos pelo meio, não cumpres a tua obrigação da meia-noite, dizendo que estás muito cansado. Tens de te poupar, é? Tens de armazenar, é? Bruxo!. (Continua)