Flores de Hulk para Alycia

De vez em quando aparecem gajos capazes de uma banda desenhada num campo de futebol.

Falham.

Insistem com a solidariedade dos amigos. Solidariedade é uma palavra bonita, comuna e bonita.

– tenho de te deixar esta flor, Alycia, é a minha despedida, já não és.

Aliás 3.

Numa cerimónia privada, sem televisão, como devem ser as despedidas. Há mais clubes no mundo capazes e sabedores, que no relvado pisam pessoas, e o futebol são elas, no mundo, e não são muitos, o que é pena, as flores de Hulk para Alycia foram versos, não foram golos de jornada.

– adeus Alycia para ti 3 flores, só consegui 3.

FC Porto 4-2 Genk
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Super-Hulk no FC Porto-Genk e o golo fabuloso do Super-Quaresma na Liga Europa


E agora, vamos lá ganhar a Liga Europa!

Posso escolher já o adversário? Venha daí o Besiktas do nosso ciganito…

Os golos do Sporting em Brondby – Leões asseguram a continuidade na Liga Europa

Com a vitória por 3-0 sobre o Brondby, na Dinamarca, o Sporting assegurou a passagem à fase de grupos da Liga Europa. Os golos da equipa ‘verde-branca’ foram marcados por Evaldo (45 m), Nuno André Coelho (75 m) e Yannick, quando já havia transcorrido metade do desconto de tempo concedido pelo árbitro.

O Sporting foi feliz, ao obter o primeiro tento em cima do intervalo e o terceiro no período de descontos. Todavia, o grande impulso para o favorável desfecho foi dado pelo golo do ex-portista Nuno André Coelho, obtido com um remate a cerca de 40 metros da baliza, a que o guarda-redes Andersen, do Brondby, respondeu com um “frango”.

A ganhar por 2-0, a exibição  melhorou gradualmente e, contra a maioria das previsões, os “leões”afastaram da competição o Bronbdy, equipa vencedora em Lisboa.   

Certidão de óbidos

(adão cruz)


(Texto de Marcos Cruz)

CERTIDÃO DE ÓBIDOS

Tenho uma amiga que não sabe de onde veio, ou de quem veio, mais precisamente. Veio ter comigo assim, de repente, do nada, como terá vindo ter com ela mesma. Depois de algumas conversas, e percebendo que, embora perdidos na encruzilhada de sentidos que a vida nos aponta, ambos vivíamos em nós mesmos, e por isso nos entendíamos, confidenciou-me que o segredo da sua génese lhe fora sonegado desde que mostrou curiosidade sobre ele. Fê-lo, claro, porque faltavam cartas na mesa. Desorientada, naturalmente, disparou em todos os sentidos, como uma mãe que procura um filho desaparecido, tocando nos ombros de cada oportunidade, à espera de que ela se vire e a cara lhe sorria. Desenvolveu a fé. Falhou, falhou, falhou. Foi aprendendo, por razões de sobrevivência tão intimamente ligadas a quem tem algo de fundamental para encontrar, mesmo não sabendo o que seja ou não tendo pistas sobre onde esteja, a retirar de cada falhanço a ilação certa, o aspecto bom. Reverteu em amor o que para quase todos seria medo e ódio, uma vida amarga, um mar de espinhos. Como a roda de um carro, ou talvez de uma bicicleta, dada a sua propensão, de raiz dedutível, para as coisas mais transparentes, menos engenhosas, foi acima e abaixo, ao oito e ao oitenta, e entre ambos chegou a deixar de rodar, por uns tempos. Ou seja, tentou tudo. O aconselhável e o impensável, o sensato e o louco, a diluição no colectivo e o radicalismo individual. E os tons do meio, tantos quantos pôde, até hoje, coleccionar. Quando, numa dessas vagas, deu comigo, era como se quase não lhe faltassem peças do puzzle mas não soubesse onde as pousar, como se não tivesse chão. Propus-lhe um uso incerto do meu, algures entre a realidade e a fantasia, um meio conto. Parecia decidida a ficar, a permanecer, mas acabou por deixar o meio conto a meio, não sem antes se fazer valer da experiência acumulada na sua busca pessoal para me desbloquear uma veia criativa, uma via construtiva, e acender mais uma luz no sentido da minha vida, ironia de um destino que ela, então, não reconhecia como tal, ou não reconhecia de todo. Foi para casa, para Óbidos, a terra onde nasceu. Ter-se-ão passado dois meses. Hoje recebi uma carta dela. Lá dentro, li que não lhe importava já outro sentido na vida do que estar bem e em paz, e sorrir, com dignidade, esteja onde estiver, faça o que fizer, seja qual for o desafio que lhe aparecer pela frente. A questão terá deixado de ser descobrir o sentido da existência para passar a ser existir em todos os sentidos. Nos dela e nos dos outros, como existe, de facto, no meu. Pensando nisto, aliás, perguntei-me se o verdadeiro sentido da vida dela, por paradoxal e até algo triste que enganadoramente se afigure, não seria ajudar os outros a encontrar o sentido da vida deles. Varrendo com uma mão os pensamentos e já quase a guardar, com a outra, o envelope, estremeci de surpresa quando, ao passar os olhos pelo remetente, li: Rua do Cemitério. Então, não me perguntem porquê, tive a certeza de que a minha amiga estava bem, como que renascida. Aquela carta era uma certidão de nascimento. E, pelo que não deixa de ser outra ironia do destino, uma certidão de Óbidos.

Ilhas de bruma

 

(adão cruz)

ILHAS DE BRUMA

Malas no cais
bom tempo no canal
o Pico envolto
num xaile de nuvens brancas.
O baleeiro espreita o boi do mar
a saudar a terra negra.
Vinhedos de currais
e o mar a beijar
as rugas da lava.
O sol esgueira-se
por chaminés e crateras de vulcões
a descansar em lagoas
de verde e azul.
Hortênsias abraçadas
às rocas de velha
e o mar
enlaçando os montes
em namoro eterno.
Impérios de crenças
erguidos ao mistério
Espírito Santo do medo
que passou
ou há-de vir.
Festas do bravo e da chamarrita.
Sabores a queijo
de vacas mansas
sopa de alcatra
massa sovada
e o arroz doce apetecido.
Vinho verdelho ou de cheiro
angélica e licor de amora
de terras do dragoeiro.
Furnas e fumarolas
borbulham para o ar
raiva da terra
por não ser mar.
Malas no cais
embarque e desembarque
num vaivém de espuma
nostalgia das ilhas de bruma.

EVA CRUZ
Viagem aos Açores – Agosto 2005

"Dá-me o telemóvel já" em HD

Recebi com agrado a notícia de que haverá videovigilância em mais de mil escolas do país. Dizem que não serão instaladas dentro das salas de aula mas, ainda assim, tenho esperança de ver casos estilo ‘dá-me o telemóvel já’ com muito melhor qualidade de imagem.

Aquelas que disponibilizaram, na altura, eram uma miséria.

A face oculta da justiça

A escolha do título ‘face oculta’ é, de facto, um rasgo de rara sagacidade; diria mesmo um pensamento inspirado por iluminação divina. Com dois nomes apenas, aplicados ao complexo processo das sucatas, gravou-se de forma sintética e inextinguível a classificação genérica de tudo o que é trabalho de investigação do Ministério Público, quando há a presunção de envolvimento de políticos e gente ‘VIP’ do país. O autor do título mereceria um ‘Óscar’.  

Com efeito, nos casos em que pontificam suas excelências, a justiça portuguesa tem sempre uma face oculta. Por mais que o PGR e outros responsáveis do MP se desdobrem em declarações e entrevistas, o cerne e desfecho do processo terminam inevitavelmente na ocultação da única face que os cidadãos têm direito de conhecer, a verdade.

Hoje, segundo o anunciado por ‘PUBLICO’ e TVI, foram constituídos mais três arguidos, todos ligados à REN. Com este episódio, juntam-se no processo mais de 20 arguidos. Do grupo, lembre-se, fazem parte os políticos Armando Vara e José Penedos, o filho deste último e o sucateiro, Manuel Godinho. Este foi o único detido preventivamente.

O amontoar de arguidos e da complexidade processual, além das controvérsias no seio do MP, a que se juntam mediáticos sindicalistas, descamba na consabida morosidade e ineficácia das investigações. E no fim sucederá o trivial: a montanha parirá um rato – os gatos, ou melhor os tigres, esses ficarão protegidos e tratados com pitança de luxo, porque há que preservá-los do risco de extinção da espécie. Curiosamente, acho que deveria ser exterminada, mas, se calhar, é uma ideia politicamente incorrecta.

Umas últimas perguntas: que é feito do processo do BPN, de Oliveira e Costa, de Dias Loureiro e dos restantes envolvidos? E do caso BPP e de João Rendeiro e outros? Mesmo com a utilização de cerca 6.000 M de euros de dinheiros públicos, ouço uma voz remota mas firme a sentenciar: “Caluda!”.   

gracinha

minha maria da graça

As Três Graças, de Carle Van Loo (1763)

….para Graça Pimentel Lemos…

Todos sabemos que existe, na mitologia grega, três deusas chamadas Graças.

As Graças (Cárites na Mitologia Grega) são as deusas da dança, dos modos e da graça do amor, são seguidoras de Vênus e dançarinas do Olimpo.

Apesar de pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico.

Graças, nome latino das Cárites gregas, eram as deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza e da amizade. Ao que parece seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação. O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só Cárite, esposa do deus Hefesto.

Este meu saber sobre os mitos gregos, adquirido aos sete anos de idade, estava baseado nos originais em língua inglesa, nos escritos de Homero, citado antes, e em Flávio Josefo.

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José Sócrates, Vital Moreira, os Abrantes e os benefícios fiscais

Li a última crónica de Vital Moreira – oh meu Deus, esse professor doutor de Coimbra! – e não posso dizer que tenha ficado espantado. Como sempre, a defesa da política socialista de ataque à classe média, desta vez partindo dos cortes dos benefícios fiscais no Orçamento de Estado para 2011.
Mas eis que me lembrei de um célebre debate entre José Sócrates e Francisco Louçã na campanha para as últimas Legislativas. Vejamos o que pensava então o primeiro-ministro sobre o assunto:

Claro que o primeiro-ministro tem todo o direito de mudar de ideias. Vital Moreira também tem. E os Abrantes (versão 2009 e 2010) também têm. Mas por favor não nos façam de parvos.

Então é assim:

José Socrates em 2009: «Estas pessoas que fazem as suas deduções fiscais na Educação, na Saúde e nos PPR não são ricas, é a classe média. Isto conduziria a um aumento fiscal brutal para a classe média, mais de mil milhões de euros.»

Vital Moreira em 2010: «As deduções fiscais no imposto sobre o rendimento redundam quase sempre num privilégio dos titulares de mais altos rendimentos, que são quem mais pode aproveitar delas. Isso é assim especialmente quando as deduções não têm “tecto”, sendo uma percentagem das despesas efectuadas, como sucede com os encargos com saúde. Mas ainda é assim quando existe um limite, como é o caso dos encargos com educação e com os relacionadas com imóveis».

Os Abrantes em 2010: «Como as necessidades de saúde não são directamente proporcionais à riqueza, (são até os mais pobres que têm mais necessidade) este sistema produz um duplo efeito regressivo: beneficia desproporcionadamente os mais ricos, e custando dinheiro ao Estado (dinheiro público que se não cobrou) acaba por ser pago pelos restantes impostos que recaem sobre toda a população, sobretudo os indirectos, como o IVA.»

Como afugentar ciganos

Enquanto o Sarkozy e o Berlusconi fazem de tudo para expulsar os ciganos dos seus países, há quem em Portugal os queira longe dos seus estabelecimentos comerciais. Certamente que já repararam que alguns cafés para afugentar os ciganos têm vindo a colocar nas suas vitrinas, ou na entrada, sapos, pensando que estes batráquios são “repelentes” de ciganos.

Como o povo português em geral, os ciganos não estão alheios às superstições,  e sendo o sapo um bicho usado em feitiçarias e bruxarias não deixava ninguém indiferente e no passado os ciganos rezavam para não ver nenhum.

Hoje o sapo é encarado como mais um bicho, isto porque 50% dos ciganos em Portugal são evangélicos, e sendo assim essas superstições foram extintas das suas vidas…

Por isso perdem tempo e dinheiro ao colocarem sapos de louça nas vitrines e nas entradas dos estabelecimentos, pelo contrário, hoje os mais novos para brincar com a situação até beijam os sapos de louça.
Arranjem outra, porque essa já é antiga!

Bruno Gonçalves

Um pouco de honestidade, sff

Um tal de Pedro Romano, escriturário num tal de Jornal de Negócios, produziu uma peça escrabrosa na qual se afirma

A despesa do Estado não pára de crescer, apesar de o ano ser de consolidação orçamental. E cerca de um terço deste crescimento – que atingiu os 3,8% em Julho – vem da educação, em parte devido à melhoria das remunerações de professores, no seguimento do processo de avaliação.

Conforme o mesmo P. Romano tenta explicar na caixa de comentários tirou esta conclusão do “Boletim de Execução Orçamental, publicado mensalmente pela Direcção Geral do Orçamento. Os dados são públicos e podem ser confirmados por quem tiver tempo e paciência para consultar o site da DGO.”

Nem é preciso muito tempo. No boletim afirma-se sobre o aumento da despesa:

Remunerações certas e permanentes” (+1,5%), reflectindo o impacto orçamental associado à implementação dos novos sistemas remuneratórios das forças de segurança e dos militares, bem como às alterações de posições remuneratórias de docentes do ensino não superior associadas ao processo de avaliação;

O sublinhado é meu. A incompetência do jornal e de quem nele mente. O reflexo pavloviano do costume é do sr. Vital Moreira, que se queixa de ser

evidente desde o início que o acordo com os professores tinha de se traduzir num agravamento da factura da despesa de pessoal do sector público.

Resta saber porque não quantifica o Ministério das Finanças qual foi o impacto de pagar mais à tropa e policias, e quanto custou a subida de escalão de alguns professores. Eu, e qualquer professor, sabe porquê: o número dos que mudaram de escalão é perfeitamente residual. Mas prepara-se mais um ataque aos professores, e todas as mentiras contam. Negócios.

Mais um marco no jornalismo desportivo português

Eu sei que o “jornalismo” desportivo se faz por e para os fanáticos dos clubes. Que não se dedicam a tentar perceber porque paga o SLB um preço inflacionado por um jogador de futebol, tendo por única preocupação escrever para quem usa palas nos olhos.

Esta capa fica ao nível de um jornal desportivo que em castelhano, hoje, afirma que o Braga tem nome de anedota. É certo que bragas na língua de Cervantes significa cuecas, mas reduzido a anedota ficou o Sevilha. E olé.

Os 4 golos do Braga, o terceiro grande do futebol português

 

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/H6bZu0C9shDlMqHJTCET/mov/1
O primeiro golo do Braga definiu todo o jogo – um defesa-central, atrapalhado e com adversários à volta, não aliviou. Conseguiu fazer o passe a um colega, que lancou o contra-ataque e o golo de Matheus.
É assim o Braga, uma equipa com personalidade. Que não tem medo de jogar cara-a-cara com o adversário e que, a ganhar por 1-0 ao intervalo, começa a segunda parte a dominar e a atacar.
É assim o Braga, uma equipa com jogadores aparentemente banais que de repente se transformam num colectivo impressionante.
É assim o Braga, uma equipa com aquele que é hoje o melhor treinador português (Mourinho não conta).
É assim o Braga, uma equipa da qual todos nos orgulhamos.

A Honestidade Intelectual do Expresso…

É pena, chega a ser triste.

Aos poucos, de um jornal de referência que, escrevendo algo logo se acreditava que seria verdade, se vai chegando a um jornal que, escrevendo algo, logo se acredita que muito provavelmente tem gralhas ou omissões. E as omissões não são gralhas ou lapsos…

Aconteceu que o Expresso publicou uma galeria online com o sugestivo título “Viagem ao Douro dos anos 50, sem barragens“.

O título é verosímil. Os autores da peça apenas se esqueceram (terá sido omissão ou gralha?) de referir quer a origem quer a data das fotografias ali publicadas. Não são – de todo! – imagens da década de 50 do século XX. São antes fotografias de Emílio Biel a quem a então Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses (legítima predecessora da actual CP EPE) encomendara o acompanhamento fotográfico da valerosa e insana construção da Linha do Douro (1873-1889), Porto a Barca d’Alva, numa extensão aproximada de 200,5 km. Portanto, algumas fotografias têm mais que 60 anos, têm 137 anos.

Com efeito, nos tais “anos 50, sem barragens” a que alude o documento, e ao contrário do mostrado nas fotografias, já toda a linha do Douro tinha balastro (pedra) na via, algumas das estações tinham já sido largamente ampliadas e algumas das pontes ou viadutos tinham sido substituídos: tal é o caso do Viaduto da Pala (na imagem acima) (outra imagem de 1972, máquina a vapor com carruagens metálicas de fabrico suiço Schindler).

Ainda, e ao contrário do que o texto advoga, os “investimentos em barragens” não foram o sinónimo de se terem feito estradas “e melhoram-se as acessibilidades” porque muitas das estradas ribeirinhas (naturalmente sinuosas – são centenárias embora não tão antigas como o caminho-de-ferro). Portanto, se “ficou mais fácil circular junto ao vale do Douro vinhateiro, hoje património da humanidade” tal se deveu muito, e na maior escala, à chegada do comboio e não às barragens. Pormenores! Tanto mais que ninguém vem quotidianamente trabalhar da Régua para o Porto de barco…

E a patranha continua: “com mais energia verde e com novas acessibilidades junto a esses empreendimentos.” Esta afirmação é feita com base nos latos benefícios que o Douro (ele próprio) tem recebido como contrapartida da exploração da sua riqueza?? É que desde os tais anos 50 não se tem notado. Agora andam todos aflitos a dizer que sim, agora é que vai ser progresso para o Douro… já são os jornalistas do Expresso a dizê-lo, deve ser verdade.

O albergue Banco de Portugal desmentido pela DECO

O Banco de Portugal nega ter recebido da DECO carta, datada de 25 de Junho de 2010, a contestar a introdução de cláusulas abusivas em contratos de crédito à habitação. A referida associação contesta, segundo os jornais ‘i’ e ´Publico’. Também o ‘Diário Digital’ confirma o desmentido da DECO face à declaração do BdP. A carta terá sido enviada por fax às 17h03, do citado dia 25 de Junho. Segundo notícia desta tarde, publicada nos citados jornais “i” e ‘Público’, o Banco de Portugal afirma a intenção de analisar as cláusulas permissivas do aumento unilateral dos juros.

A DECO denunciava ao Banco de Portugal, com cópia de um exemplar de contrato do BES, a introdução abusiva de cláusulas susceptíveis de, sem aviso ou autorização prévios, permitir aos bancos aumentar os ‘spreads’ dos juros de crédito de habitação. Duas outras instituições, Millennium BCP e Montepio Geral, segundo a DECO, incorreram na mesma prática.

Sem nos vincularmos às ‘guerras do alecrim e da manjerona’, entre Bagão e Constâncio, essas tinham outra motivação, registamos duas falhas graves do Banco de Portugal:

  1. A falta de acção de supervisão, erro grave quanto à obrigação de supervisionar e reprovar os clausulados “leoninos” de contratos de financiamento à compra de habitação; sobretudo a famílias, na grossa maioria, já punidas com a dureza das condições de trabalho, ou mesmo com o desemprego, e sujeitas a implacável regime fiscal;
  2. A demonstração da desorganização dos serviços, no controlo e registo de recebimento do fax, de que a DECO tem prova.

O Banco de Portugal, é consabido, concorre com a CGD na oferta dos melhores empregos e reformas em Portugal. Por isso, se tornou um autêntico albergue, de académicos a políticos. Ocorrem-me os nomes dos hóspedes Jacinto Nunes, Silva Lopes, Tavares Moreira, Miguel Beleza, António de Sousa, Vítor Constâncio, como governadores, António Borges, Luís Campos e Cunha, Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, Oliveira e Costa, Octávio Teixeira e outros. Até Ernâni Lopes, o tal do corte de 15 a 20 e tal por cento nos salários dos portugueses – a cru! Exclamou – passou pelo BdP, recebendo uma reforma desde os 47 anos de idade.

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Pagar impostos: um privilégio

O Professor de Coimbra contribui para o enredo da actualidade socialista na sua crónica hoje no Público:

«As deduções fiscais no imposto sobre o rendimento redundam quase sempre num privilégio dos titulares de mais altos rendimentos, que são quem mais pode aproveitar delas. Isso é assim especialmente quando as deduções não têm "tecto", sendo uma percentagem das despesas efectuadas, como sucede com os encargos com saúde. Mas ainda é assim quando existe um limite, como é o caso dos encargos com educação e com os relacionadas com imóveis. Com a agravante de neste último caso tal subsídio ser socialmente ainda menos justificável do que a dedução fiscal com despesas de saúde e de educação.
(…)
É altura de rever esta política de subsídio fiscal ao crédito à compra de casa (…)
(…)
Em vez de subsidiar tendencialmente todos os contribuintes de IRS, o Estado deveria assegurar o direito à habitação de quem não tem meios para o conseguir por si mesmo, subsidiando os encargos com aquisição ou arrendamento de casa somente dos que não dispõem de rendimentos acima do limiar tecnicamente considerado suficiente para esse efeito. A poupança da actual despesa fiscal com as deduções (mesmo mantendo, como é devido, as actualmente existentes) deveria ser desviada para esse novo benefício social, agora destinado a quem realmente precisa.(…)»

Apenas um "pequeno" detalhe: são esses infames "titulares de mais altos rendimentos" que compram casas (um "privilégio" obsceno) que pagam toda esta vastidão a que se chama Estado.

Está encontrada mais uma fonte de baixar o défice («já o fizemos uma vez e sabemos como o voltar a fazer», como disse o outro).

Esprema-se a teta mais um bocadinho que ainda não será desta que se precisará de cortar na despesa.

Bloguismo de investigação: o caso Roberto explicado aos jornalistas

A estória de Roberto, o jogador mais amado (pelos adversários) e odiado (pelos adeptos) vista pelo seu lado oculto, sem psicologia do desporto e afins:

Roberto, o guarda-redes

Esta época, (…)  aparece vindo do nada, a intenção de compra por parte do Benfica, do guarda-redes Roberto Jiménez, que dispensado do Atlético de Madrid, defendera muito bem as cores do Saragoça, evitando o Clube de descer novamente à 2ª divisão Espanhola.

Tão agradecidos estavam os adeptos do Saragoça que (…) sabendo que, o Atlético de Madrid no ano anterior, tinha accionado a cláusula de recompra do atleta ao Recreativo por 1,25M€. Para tal, sabendo do interesse do Benfica através das notícias veiculadas nos jornais, (…) ofereceram 2M€ pela compra do Roberto. Tristes e macambúzios, os dirigentes do Saragoça informaram os adeptos, que uma elevada proposta feita pelo Benfica deitava por terra as chances dele voltar.

Surpreendidos eles, surpreendido o guarda-redes
… e mais ainda surpreendidos os adeptos do Sport Lisboa e Benfica ficaram, quando foi declarado à CMVM o valor do negócio.

O novo estádio do Atlético de Madrid

Em 12 de Dezembro de 2008, o Alcaide de Madrid, Ruiz-Gallardón e o Presidente do Atlético, Enrique Cerezo, apertaram as mãos no negócio em que por 195M€ pagos pelo Atlético de Madrid, o La Peineta iria ser convertido num Estádio de futebol com capacidade para 73.000 lugares. (…)

Na área de 31.000m2 do Estádio Vicente Caldéron será construída uma zona verde, denominado Parque Atlético de Madrid, e, no terreno com 61.521m2 onde existe agora a fábrica de cerveja Mahou, será edificado um parque residencial de qualidade superior com 175.000m2. Os benefícios desta operação, irão ser revertidos entre a Mahou (dois terços) e o Atlético de Madrid (um terço).

O ganha-pão de Luís Filipe Vieira

Luís Filipe Vieira entrou para o negócio da construção imobiliária, antes de ser Dirigente do Benfica.

Vem dividindo o tempo entre as suas empresas de Construção, com negócios em vários Países do Mundo, razão pela qual, por exemplo, mandou para Angola, o seu «Vice no Benfica» o Sr. Mário Dias, para dinamizar o crescimento das suas empresas nas áreas da construção, seja desportiva no caso da Can2010, seja residencial na cidade de Luanda.

Ler tudo muito bem explicadinho no Eterno Benfica: O lado opaco onde cheguei através de um remate do maradona.  Fica o negócio tão claro como uma canjinha. De frango.

No Aventar cigano entra e é bem vindo

A Europa que nos têm vindo a idealizar caminha para trás ao invés de ir para a frente: os fundamentos são utópicos e falsos, o que a França está a fazer com os cidadãos europeus ciganos dos estados membro da UE Roménia e Bulgária choca com o desejo de uma Europa onde a liberdade e circulação de pessoas é um pilar.

A França é das maiores potências europeias e assim sendo faz pode e manda contra tudo e todos! A UE, quanto a mim, apenas esteve como um espectador um pouco indignado com todo este processo do Sr. “Sarkonazi”, as sanções não vão existir porque o poder é a facilidade de colocar o dedo ao nariz e xiuuuuuuu!

A Itália prepara-se também para copiar o que os franceses estão a fazer, tratar as pessoas como se fossem lixo.

Esta onda de facilismo que a UE está a permitir vem por aí abaixo, sonhei com o Paulo Portas a cancelar as suas férias para “imitar” os “palhaços” da extrema-direita daqueles dois países e propor o mesmo no parlamento português, há sonhos que são evidentes e não vai demorar muito para que o PP esteja com unhas e dentes a propor o mesmo em Portugal. Porque há muito que o desejo do PP é expulsar tudo o que é cigano e imigrante!…

Se eu não escrever nas próximas semanas é porque fui vítima da expulsão do governo português, sou cigano! O Paulinho certamente que vai propor que não desmantelem os submarinos antigos para lá nos colocarem e deixarem-nos no meio do Pacífico, pois quanto mais longe do Atlântico, melhor!

Bruno Gonçalves, cigano, mediador sócio-cultural e membro da Direcção Nacional do SOS Racismo

Foto: Acampamento Cigano no Choupalinho, Coimbra, JJCardoso

Guerras, cortes orçamentais e outras desgraças

Afirmou ao Público de hoje o sr. Pedro Marques, secretário de estado da Segurança Social a quem se conhecem as anteriores profissões de “consultor“, “assessor” e “coordenador de comissão“, que em Agosto o Estado conseguiu reduzir em 10 milhões de euros a despesa com o RSI e poupou 2,8 milhões com o subsídio social de desemprego.

Conta ao I de hoje o sr. Santos Silva, ministro da Defesa:

Em 2010, o esforço nacional no Afeganistão rondou os 25 milhões de euros. Digo, e repito, que é um dinheiro muito bem gasto até ao último cêntimo.

Ou seja, em dois meses rouba-se aos muito pobres para fazer um ano da guerra dos ricos. Como entretanto o mesmo ministro anunciou que vamos enviar espiões para o Afeganistão e até para o Líbano, podemos anunciar em primeira mão que Obama já telefonou ao chefe do governo português, tendo ameaçado não meter os pés na cimeira da NATO se insistirmos em tal ideia montypyntoniana.

“Deixa-me perder as guerras com alguma dignidade“, terá afirmado. Conhecendo o anedotário dos nossos serviços de informação, compreende-se perfeitamente. Para quem ande esquecido recomendo este auxiliar de memória. E muito mais anedotas haveria para contar.

Os crimes de "luva branca" e sotaina

Os crimes de “luva branca” e sotaina

 

Este é o título de um artigo de Jorge Messias, onde deparei com o seguinte parágrafo, digno de ser transcrito: “ A igreja detém a maior acumulação de riquezas de sempre. É o maior banqueiro do Universo. Possui bancos, seguradoras, instituições de crédito, redes de turismo, “paraísos fiscais”, latifúndios, minas, florestas, redes de hipermercados, hospitais, escolas, tudo quanto uma força ambiciosa possa imaginar. Está presente em todas as áreas políticas e sociais”. Acrescento eu: o digno e universal exemplo da pobreza da doutrina de Cristo!

(adão cruz)

Bais Lebar no Focinho, Óbiste?

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NUM TÁS CALADINHO? VAIS LEBAR NO FOCINHO
.
Foi assim, oferecendo pancada, com toda esta ligeireza e a boa educação que se verifica, que um grupo de militares ou ex-militares ou qualquer coisa militar e/ou reformados falou, e ameaçou o escritor António Lobo Antunes, que por razões de segurança não apareceu onde era esperado no fim de semana. O escritor ficou com receio de levar uns sopapos de um grupo de gajos valentes que se querem juntar para irem ao focinho a um outro gajo que está sozinho e se limita a dizer o que pensa.

Tenho de começar por dizer que gosto muito de ler Lobo Antunes, a quem não tenho o prazer de conhecer.

Devo acrescentar que, a exemplo da maior parte da população masculina nascida até ao começo da segunda metade do século vinte, exceptuando claro os refractários e os desertores que na sua maioria são hoje heróis, fiz a tropa. Para além de a ter feito, pertenço ao grupo dos militares que, em serviço, tiveram acidentes e ficaram com alguma deficiência.

A notícia vem no Expresso. [Read more…]

médico

el trabajo más abnegado y sacrificado del mundo

….para Joker….

Este substantivo adjetivado, es siempre atribuido a una persona masculina. Pero, por las nuevas leyes que nos rigen, médico puede ser masculino o femenino. Nos curan, saben de nosotros más do que lo que nosotros de ellos, la conversación es siempre la misma: como está nuestra salud, como nos sentimos, si estamos alegre  o no, si seguimos sus orientaciones para mejorar nuestros males, si…si…, tantas interrogaciones, que nos sentimos pequeños, casi bebés, aun cuando seamos adultos mayores. [Read more…]

A Banda a Tocar

Na estação de Viana do Castelo nas Festas da Senhora da Agonia no ano de 2010.

Piu piu contra Pum!Pum!Pum!

E ao fim de duas jornadas são seis os pontos de avanço. Não sei o que nos dá mais alegrias, se os nossos golos ou os frangos deles

Os Golos:

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/pOn6uCntIHLU8KAmAJiH/mov/1 [Read more…]

Roberto, o culpado de todos os males

Uma parte significativa dos benfiquistas e da comunicação social afecta ao clube já decidiu apontar todas as responsabilidades pelo miserável arranque de temporada da equipa de Jorge Jesus. O culpado é Roberto. O guarda-redes dos oito milhões não serve para tão brilhantes dez colegas em campo. Eles são os mestres da relva, o espanhol é a erva daninha. É mais fácil assim.

roberto_benfica

Seria muito mais complicado explicar aos adeptos que a equipa da Luz está apagada porque há muitos jogadores abaixo de forma, um ou outro que parece estar a jogar contrariado, um outro que julga ser o super-homem e quer estar em todo o lado e sendo defesa quer driblar como os médios e um treinador que parece não ter definido ainda o rumo de uma equipa que até nem sofreu rupturas significativas.

Como é muito mais difícil explicar isto tudo, torna-se mais simples culpar apenas um elemento. Roberto, diga-se, colocou-se a jeito. Começou mal, deu ‘frangos’ e cometeu erros que complicam a tarefa de treinador e dirigentes em explicar porque é que vale oito milhões. Ao querer defender o menino, Jesus só desajudou. Em vez de o reservar por uns dias, insistiu. Correu mal.

Não tarda e Roberto vai parar ao banco, será reserva ou será dispensado. Roberto tem culpa, claro, mas é a mesma culpa que deve ser distribuída pelos colegas e técnicos. Em jogos de equipa não há um só responsável. Pelas vitórias e pelas derrotas.

Não há festa como esta:

As francesas e as fransuguesas aperaltadas nos seus melhores vestidinhos e dotadas de generosos tacões e atrevidos decotes – nalgumas o umbigo espreitava e os seios gritavam como que a querer sair de semelhante aperto para deleite da rapaziada e espanto das senhoras prendadas da terra” – Ler o resto AQUI.

Quase lá

film strip - benfica quase lá 

A notícia: «Nacional-Benfica, 2-1» e a anterior piada de ocasião.

Imagem de fundo: a usada na notícia.

A falsa telemedicina ou o mercantilismo da medicina

Sob o risco de contribuir para publicitação de serviços de falsa telemedicina, realizado por 150 médicos envolvidos no projecto divulgado pelo ‘site’ Bem-vindo à Segunda Opinião Médica, não posso – nem devo! – deixar de expressar repulsa por actividades de mercantilismo da medicina, a que, hoje, o jornal Público, faz referência.

O jornal cita a opinião do bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Pedro Nunes, igualmente reprobatória da iniciativa. A actividade, ao que parece, é dirigida ou coordenada, por um tal David Goldrach, director do famigerado portal.

A segunda opinião médica tem que obedecer a regras estabelecidas no ‘Regulamento de Conduta nas Relações entre Médicos’, aprovado e enquadrado no ‘Código Deontológico’ da OM de 2008.

Primeira constatação, tão óbvia quanto espontânea: ‘não existe segunda opinião médica, sem que haja a primeira’. Ora, sendo assim, o médico assistente e consultor têm que respeitar o preceituado no regulamento de conduta, em especial o artigo 9.º, nos 1 e 2. Neste, estabelece-se a obrigação do médico da segunda consulta “não interferir na assistência que esteja a ser prestada por outro colega ao doente”; e, no caso desta segunda consulta, ocorrer por vontade livre do doente, o médico que a realiza “tem a obrigação de advertir o paciente de existir uma assistência médica múltipla, não consensual”. O artigo 12.º, n.º 1, admite que o médico assistente possa encorajar o doente a pedir uma segunda opinião, caso o entenda útil.

Embora o citado regulamento, em matéria de normalização de conferências entre médicos, me pareça menos claro do que os revogados artigos 110.º a 114.º do anterior Código, assaltam-me dúvidas que as mensagens do ‘site’ da segunda opinião estejam a respeitar regras elementares de deontologia, nomeadamente o preceituado no regulamento antes referido – incitam, directa e explicitamente, os doentes a pedir uma segunda opinião, à revelia do médico assistente. Uma coisa é a iniciativa partir do doente, outra é ser tomada por incitamento do prestador interessado da segunda opinião.

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UMA VOZ FANTÁSTICA

Esta senhora é a irmã da “Bones”